Oaxaca

Festa religiosa · Oaxaca

Día de Muertos em Oaxaca

Em Oaxaca, o Día de Muertos ocupa a cidade e as aldeias do vale entre o fim de outubro e 2 de novembro, com altares de cempasúchil, pan de muerto e mole nas casas, comparsas pelas ruas e famílias que passam a noite nos cemitérios junto aos seus mortos.

Na foto: Oaxaca

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Día de Muertos em Oaxaca — Oaxaca
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Día de Muertos em Oaxaca — Oaxaca
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Día de Muertos em Oaxaca — Oaxaca
Día de Muertos em Oaxaca

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Quando

De 31 de outubro a 2 de novembro, com preparativos, comparsas e altares desde a última semana de outubro.

outubro/novembro

Onde

Oaxaca

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As datas mudam a cada ano: confirme a data deste ano antes de viajar.

A festa

O que é Día de Muertos em Oaxaca

O Día de Muertos é a festa em que, segundo a tradição mexicana, os mortos voltam por algumas horas para visitar as suas famílias. Em Oaxaca, capital do estado de mesmo nome, no sul do país, a data é vivida com intensidade: casas, mercados, igrejas e praças se enchem de altares, as ruas recebem comparsas com música e fantasias, e as famílias levam flores, velas e comida aos túmulos. A cidade chama essa época de Todos Santos, e o cheiro de copal, de pão de gema e de cempasúchil recém-cortado toma o centro histórico.

A celebração junta crenças dos povos que viviam no território antes da chegada dos espanhóis com as festas católicas de Todos os Santos e de Finados, introduzidas no século XVI. Para as comunidades indígenas, o período coincide com o fim do ciclo anual do milho, e acredita-se que os mortos podem trazer fartura ou dificuldades à família conforme sejam bem recebidos. Em 2008, a festa indígena dedicada aos mortos foi inscrita pela UNESCO na lista do patrimônio cultural imaterial da humanidade.

O centro da festa é o altar, a ofrenda. Montado em casa nos últimos dias de outubro, ele reúne fotografias dos familiares que morreram, velas, copal, água, sal, frutas, pão, chocolate, mezcal e os pratos de que cada pessoa gostava, sob arcos de cana enfeitados e flores de cempasúchil, de cor laranja, cujo perfume, segundo a crença, ajuda as almas a encontrar o caminho; pétalas espalhadas do portão até o altar indicam a entrada da casa. A tradição distingue os dias dedicados às crianças e aos adultos, mas a sequência das homenagens varia entre comunidades e famílias. No fim, a comida da oferenda é dividida entre a família e os vizinhos, e visitas trocam pão e chocolate de casa em casa.

Nas noites de festa, os cemitérios se iluminam. No Panteão Geral (Panteón General), também chamado Panteão de San Miguel, perto do centro, cujos períodos de visita devem ser conferidos no programa local, e no cemitério antigo de Santa Cruz Xoxocotlán, ao sul da cidade, famílias limpam e enfeitam os túmulos com flores e velas, conversam, comem, ouvem música e passam parte da noite ao lado dos seus mortos. Na rua, a festa é ruidosa: as comparsas, cortejos de vizinhos fantasiados de esqueletos, diabos, velhas e personagens que satirizam a vida local, percorrem bairros e aldeias com bandas de sopro, dançam e param de casa em casa. Na grande comparsa que atravessa o centro, desfilam também catrinas, mojigangas, bonecos gigantes de papel machê, e carros alegóricos de várias regiões do estado. Nas aldeias do vale de Etla, essas comparsas se chamam muerteadas e podem durar a noite inteira. No centro histórico há tapetes de areia colorida com motivos da festa, como na Plaza de la Danza, e altares em praças e edifícios públicos.

As crianças saem pelas ruas pedindo a sua calaverita, um doce ou uma moeda, e nos jornais e escolas circulam as calaveras literárias, versos bem-humorados que imaginam a morte de pessoas vivas. A Catrina, caveira elegante ligada à Calavera Garbancera do gravador José Guadalupe Posada e à releitura de Diego Rivera, aparece em desfiles e rostos pintados como figura da tradição. Nos arredores da cidade, campos de cempasúchil em flor recebem visitantes na temporada. A mesma época é celebrada em outras partes do México: na ilha de Janitzio e às margens do lago de Pátzcuaro, em Michoacán, a velação noturna reúne canoas iluminadas por velas, e na Cidade do México um grande desfile percorre o Paseo de la Reforma até o Zócalo.

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O que não perder

Os mercados do centro, como o Benito Juárez e o 20 de Noviembre, nos dias anteriores a 31 de outubro, cheios de cempasúchil, crista-de-galo, velas, copal, pan de muerto e caveiras de açúcar, quando as famílias fazem as compras para o altar. Os altares montados em casas, igrejas, mercados e praças, e os tapetes de areia colorida no centro histórico, que duram poucos dias. A grande comparsa pelo centro, na data anunciada para cada edição, com bandas, carros alegóricos, catrinas e figuras de papel machê, e as comparsas menores que passam pelos bairros, como Jalatlaco e Xochimilco, onde as fachadas também ganham pinturas e enfeites. A noite no cemitério, quando as famílias acendem velas junto aos túmulos: no Panteão Geral, perto do centro, ou em Santa Cruz Xoxocotlán, onde a vigília avança pela madrugada. As muerteadas das aldeias do vale de Etla, que seguem até o amanhecer. Os campos de cempasúchil em flor nos arredores, em localidades como San Jacinto Amilpas, San Antonio Arrazola e San Martín Tilcajete, que algumas comunidades abrem à visita na temporada.

Como aproveitar

Chegue alguns dias antes de 31 de outubro para ver os mercados e a montagem dos altares, e fique até 2 de novembro. Hospede-se no centro histórico ou nos bairros vizinhos, como Jalatlaco, para ir a pé às comparsas e ao Panteão Geral. Para Xoxocotlán e as aldeias do vale, use táxi, transporte combinado com a hospedagem ou um passeio com condutor local, e combine a volta antes de sair. A festa é familiar e religiosa: nos cemitérios, caminhe pelos corredores sem pisar nos túmulos, não toque nas oferendas, fale baixo, peça licença antes de fotografar pessoas e evite o flash junto às famílias; se for convidado a provar algo ou a sentar-se junto a um túmulo, aceite com respeito e agradeça. Pintar o rosto de caveira é comum nas ruas e nas comparsas, mas no cemitério é melhor ir com roupa discreta. Nas comparsas, siga o ritmo do cortejo e abra espaço para a banda. As noites costumam ser frescas: leve um agasalho, calçado fechado e uma lanterna pequena. Confira o programa oficial do ano, que reúne comparsas, exposições e concertos.

O que comer

O pan de muerto de Oaxaca é o pan de yema, pão de gema de ovo, muitas vezes decorado com um pequeno rosto de massa pintada, comido mergulhado no chocolate quente, preparado com água ou leite e batido até fazer espuma. O mole negro, molho escuro e espesso de pimentas, especiarias e chocolate, é o prato das refeições de família e vai também para os altares, assim como os tamales envoltos em folha de bananeira. Nas casas e nos mercados aparecem doces da estação, como a calabaza en dulce (abóbora cozida em açúcar mascavo), o tejocote em calda e o nicuatole, doce de milho. Nos mercados do centro dá para provar tudo isso numa só manhã, ao lado das tlayudas, grandes tortilhas tostadas com recheio. O mezcal, bebida destilada de agave típica do estado, é servido nas casas e também colocado nos altares.

Planeje com antecedência

Oaxaca recebe muitos visitantes de todo o México e do exterior nessa época, e os quartos do centro histórico são os primeiros a acabar: faça a reserva bem cedo. Para quem parte do Brasil, a ida costuma ter conexão, em geral na Cidade do México. Para entrar no México, o passaporte brasileiro exige visto: quem chega de avião pode pedir a versão eletrônica, e quem tem visto válido dos Estados Unidos, do Canadá, do Reino Unido, do Japão ou do espaço Schengen fica dispensado. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar.

Na cidade

Aproveite Oaxaca

Tire suas dúvidas

Perguntas sobre Día de Muertos em Oaxaca

Quando é o Día de Muertos em Oaxaca?

Os dias mais importantes vão do fim de outubro até o Dia de Finados, em 2 de novembro. A cidade, porém, entra no clima da festa cerca de uma semana antes.

O que é uma comparsa no Día de Muertos de Oaxaca?

É um grupo de moradores mascarados que sai pelas ruas com música de banda, dança e brincadeiras sobre a morte e o cotidiano do bairro. No interior, a versão mais longa e tradicional recebe o nome de muerteada.

Turistas podem visitar os cemitérios de Oaxaca no Día de Muertos?

Sim, cemitérios como o Panteão Geral e o de Santa Cruz Xoxocotlán recebem visitantes. A visita pede respeito: não pisar nos túmulos, não tocar nas oferendas, falar baixo e pedir licença antes de fotografar as famílias.

O que se coloca no altar do Día de Muertos?

A oferenda reúne retratos, luz de velas, incenso de copal, um copo d'água, sal, flores laranja, pão, frutas, bebida e a comida preferida de cada falecido.

O Día de Muertos é patrimônio da UNESCO?

Sim. Desde 2008 a celebração, tal como praticada pelas comunidades indígenas do México, integra a lista representativa da UNESCO, depois de ter sido proclamada em 2003.