Banská Štiavnica é uma pequena cidade de cerca de 10 mil habitantes no centro da Eslováquia, construída nas encostas da caldeira de um antigo vulcão, nos montes Štiavnické vrchy. Do século 13 ao 18, as minas de prata e ouro da região estiveram entre as mais produtivas da Europa, e a riqueza se vê nas igrejas, nas casas de mercadores e nos dois castelos que se encaram de lados opostos do vale.
A cidade foi também um centro técnico. Os mineradores desenvolveram aqui máquinas de bombeamento e o uso de pólvora nas galerias, e em 1762 a imperatriz Maria Teresa criou em Banská Štiavnica a Academia de Minas, uma das primeiras escolas técnicas superiores da Europa. Para mover as máquinas, foram construídos no entorno cerca de 60 lagos artificiais, os tajchy, ligados por canais; cerca de um terço deles continua de pé e hoje serve para banho no verão.
O centro histórico, Patrimônio Mundial da UNESCO junto com os monumentos técnicos dos arredores, se percorre a pé, mas é cheio de ladeiras. Entre a Praça da Santíssima Trindade e a Praça da Prefeitura ficam o Castelo Velho, a Igreja de Santa Catarina e a prefeitura com relógio. Do outro lado do vale está o Castelo Novo, e, no alto do morro Scharffenberg, a leste, o Calvário barroco. O Museu Mineiro ao Ar Livre, ao sul, leva os visitantes ao subsolo.
A cidade tem vida cultural própria, com cafés, galerias e festivais. O mais conhecido é o desfile da Salamandra, em setembro, uma procissão noturna de tradição mineira pelas ruas do centro.
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