Cultura · Edimburgo
Fringe de Edimburgo
Festival de artes cênicas aberto a qualquer artista que encontre um palco: durante cerca de três semanas de agosto, Edimburgo, capital da Escócia, recebe milhares de espetáculos de teatro, comédia, dança, circo e música em teatros, salas de concerto, bares e espaços adaptados, e artistas de rua tomam a Royal Mile.
Na foto: Edimburgo
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Fringe de Edimburgo — Edimburgo
Em agosto, ao longo de cerca de três semanas; as datas de início e fim mudam a cada ano.
agosto
As datas mudam a cada ano: confirme a data deste ano antes de viajar.
A festa
O que é Fringe de Edimburgo
O Fringe de Edimburgo, Edinburgh Festival Fringe no nome oficial, é um festival de artes cênicas que ocupa a capital da Escócia por quase todo o mês de agosto. A ideia que o define é o acesso aberto: não há comissão que escolha o programa, e qualquer artista ou companhia que encontre um lugar disposto a recebê-lo pode se apresentar. O resultado é uma programação enorme e variada, com milhares de espetáculos, de nomes conhecidos a artistas em começo de carreira.
A história começou em 1947, quando a cidade lançou o Festival Internacional de Edimburgo para celebrar a vida cultural europeia depois da Segunda Guerra Mundial. Oito grupos de teatro que não tinham sido convidados apareceram assim mesmo e se apresentaram por conta própria, à margem, ou na franja, do festival oficial, e daí veio o nome Fringe. Outros seguiram o exemplo nos anos seguintes, e em 1958 foi criada a Festival Fringe Society, que passou a publicar o programa e a reunir a venda de ingressos numa bilheteria central, com a regra de não selecionar quem participa. A sociedade, uma entidade sem fins lucrativos, mantém até hoje essa estrutura e tem a sua loja na High Street, na Cidade Velha.
O programa cobre teatro, comédia, dança, teatro físico, circo, cabaré, espetáculos infantis, musicais, ópera, música, poesia falada e exposições. Os palcos vão de teatros e salas de concerto a bares, parques, ônibus e contêineres adaptados, espalhados pela Cidade Velha, pela Cidade Nova e por outros bairros. Há sessões da manhã até depois da meia-noite, e quem tem alguns dias na cidade consegue montar uma agenda com vários espetáculos por dia. Muitos locais funcionam só durante o festival, e a lista de espetáculos continua crescendo até os primeiros dias de agosto.
A Royal Mile é o coração visível do festival. No trecho da High Street entre a Cockburn Street e a George IV Bridge, perto da catedral de St Giles, e em praças como Hunter Square, artistas de rua se revezam em pontos sorteados a cada manhã: músicos, ilusionistas, malabaristas, acrobatas e estátuas vivas, que se apresentam para quem passa e recebem contribuição espontânea do público. Retratistas e caricaturistas também trabalham ali. Companhias distribuem folhetos e fazem trechos dos espetáculos na rua, e no fim da tarde grupos maiores, como bandas, corais e grupos de percussão, se apresentam no Mound, junto à Princes Street.
Agosto em Edimburgo reúne também outros festivais, como o Festival Internacional, o Royal Edinburgh Military Tattoo, no castelo, e os festivais do livro e de arte, e a cidade inteira vive no ritmo das apresentações. Para quem visita, o Fringe é a chance de passar dias escolhendo espetáculos, descobrir artistas novos e ver Edimburgo cheia de gente e de palcos em cada esquina.
O que não perder
Uma tarde na Royal Mile, entre artistas de rua, estátuas vivas e companhias que apresentam trechos dos seus espetáculos para atrair público. As apresentações do fim da tarde no Mound, com bandas, corais e grupos de percussão. Em alguns dias, o palco comunitário ao lado da catedral de St Giles, junto à Mercat Cross, com escolas e grupos da cidade. Pelo menos um espetáculo de uma companhia desconhecida, escolhido no programa ou indicado por quem está na fila: é o espírito do festival. Uma noite de comédia, um dos gêneros com mais espetáculos no programa. Os palcos fora do comum, em bares, parques, ônibus e contêineres. O programa impresso, retirado no Fringe Shop, na High Street, para folhear com calma e marcar o que ver. E, entre uma sessão e outra, a própria cidade: o castelo, Calton Hill e os becos da Cidade Velha cheios de cartazes.
Como aproveitar
Escolha com antecedência alguns espetáculos que não quer perder e deixe espaço para descobertas. Todos os espetáculos registrados estão no site oficial e no aplicativo do festival, com filtros por data, gênero e local; o aplicativo mostra o que começa em pouco tempo perto de onde você está e costuma ser lançado pouco antes de agosto. Os ingressos são eletrônicos, com código QR; quem não tem celular pode imprimi-los na bilheteria. Muitos locais não têm lugar marcado e não aceitam atrasados, por isso chegue antes do horário e deixe pelo menos meia hora entre um espetáculo e outro, mais se tiver de mudar de local. A partir da primeira quarta-feira do festival, o Half Price Hut vende ingressos com desconto para o mesmo dia. Há espetáculos sem cobrança de entrada e outros em que se paga o quanto quiser na saída; alguns exigem retirar ingresso antes. As fichas dos espetáculos trazem informações de acessibilidade dos locais, e há sessões adaptadas e serviço de guia para pessoas com deficiência visual. No centro, ande a pé ou de transporte público: a Cidade Velha é de ladeiras e escadas, e as ruas ficam cheias. O tempo muda rápido em agosto; leve casaco leve e capa de chuva.
Planeje com antecedência
Em agosto, Edimburgo recebe muito mais gente do que costuma ter, e a hospedagem no centro esgota cedo; reserve com muitos meses de antecedência, ou considere bairros mais afastados e cidades próximas com trem até a estação Waverley, ao lado da Cidade Velha. O programa completo costuma ser divulgado em etapas entre o início do ano e junho; compre cedo os ingressos dos espetáculos mais procurados. Confirme no site oficial as datas do ano.
Na cidade
Aproveite Edimburgo
Tire suas dúvidas
Perguntas sobre Fringe de Edimburgo
Quando acontece o Fringe de Edimburgo?
Uma vez por ano, durante boa parte de agosto. O início e o fim variam de uma edição para outra e são divulgados com antecedência pela Edinburgh Festival Fringe Society.
O que é o Fringe de Edimburgo?
É um festival de acesso aberto: ninguém faz a seleção do programa, e pode participar quem conseguir um local para se apresentar. Por isso reúne uma quantidade muito grande de peças, shows de humor, dança, circo e concertos, de artistas conhecidos e iniciantes.
Como comprar ingressos para o Fringe?
Pela internet ou pelo aplicativo, na bilheteria oficial ou nos próprios locais. Todos os ingressos são digitais, com QR code. Para o mesmo dia, um quiosque oficial, o Half Price Hut, oferece entradas mais baratas a partir da primeira semana.
Dá para aproveitar o Fringe sem comprar ingresso?
Sim. Os artistas de rua da Royal Mile e as apresentações no Mound são abertos a quem passa, com contribuição voluntária, e há sessões sem cobrança de entrada ou em que cada espectador decide quanto contribuir ao final.
Com quanta antecedência reservar hospedagem para o Fringe?
Com muitos meses de antecedência. Em agosto a cidade recebe muitos visitantes ao mesmo tempo, por causa de vários festivais, e a hospedagem no centro costuma esgotar cedo.
