Marlborough ocupa o canto nordeste da Ilha Sul e é, para quem cruza o Estreito de Cook, a primeira parada depois do mar. As balsas que saem de Wellington atravessam o estreito, entram pelo Tory Channel e seguem pelo Queen Charlotte Sound (Tōtaranui) até o porto de Picton, uma pequena cidade de cerca de 5 mil habitantes no fundo do braço de mar.
Os Marlborough Sounds são vales antigos que o mar invadiu: um labirinto de enseadas, penínsulas e ilhas cobertas de mata, com casas que só se alcançam de barco. A trilha Queen Charlotte percorre 71 km pelas cristas entre Meretoto (Ship Cove), onde o navegador James Cook ancorou nas três viagens ao Pacífico, e Anakiwa. Barcos que saem de Picton levam caminhantes, ciclistas e quem quer apenas passear pelo braço de mar.
Ao sul, a cerca de 28 km de estrada, Blenheim é a sede da região e o centro da maior área vinícola do país. Nas planícies do Rio Wairau e no Vale do Awatere, os vinhedos plantados a partir de 1973 respondem hoje por cerca de três quartos do vinho neozelandês, com destaque para o sauvignon blanc. Blenheim também guarda uma das coleções de aviões da Primeira e da Segunda Guerra Mundial mais conhecidas do país, no aeródromo de Omaka.
O clima ajuda: Blenheim está entre os lugares com mais horas de sol da Nova Zelândia, com verões secos e invernos de manhãs frias e geada. A região funciona como ponto de partida para Nelson e o Parque Nacional Abel Tasman, a oeste, e para Kaikōura e Christchurch, ao sul, pela costa.
Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Picton, Blenheim.