No centro da Ilha Sul, a planície seca do Mackenzie Basin termina na muralha dos Alpes do Sul. Ali fica Aoraki/Mount Cook, a montanha mais alta da Nova Zelândia, com 3.724 metros, cercada de geleiras e de outros picos acima de 3 mil metros. O Parque Nacional Aoraki/Mount Cook faz parte de Te Wāhipounamu, a área do sudoeste do país inscrita como patrimônio mundial da UNESCO.
Os lagos do planalto, Tekapo e Pukaki, recebem a água das geleiras e têm uma cor azul-leitosa que vem do pó de rocha moída pelo gelo, a chamada farinha glacial. À beira do Lago Tekapo, a vila de mesmo nome tem cerca de 600 habitantes e a pequena Igreja do Bom Pastor, de 1935, com a janela do altar voltada para o lago e as montanhas. Pela margem do Pukaki, a estrada segue até a vila de Aoraki/Mount Cook, a 750 metros de altitude, no fim do vale, ao pé da montanha.
Da vila saem as trilhas mais procuradas da região, como a do vale Hooker, que termina num lago glacial com vista direta para Aoraki, e os caminhos até o Lago Tasman, formado pelo recuo da Geleira Tasman, a mais longa do país. Voos panorâmicos sobrevoam as geleiras e alguns pousam na neve.
O céu é parte da viagem. Em 2012, a região foi declarada Reserva Internacional de Céu Escuro Aoraki Mackenzie, com 4.300 km² onde a iluminação é controlada, e o observatório do Monte John, acima de Tekapo, recebe visitantes. Twizel, cidade criada em 1968 para as obras das hidrelétricas, completa a região, com mais serviços e hospedagem perto do Lago Pukaki.
Este roteiro reúne 3 cidades que combinam na mesma viagem: Tekapo, Aoraki/Mount Cook, Twizel.