Riobamba e o Chimborazo

Chimborazo

Riobamba e o Chimborazo

O vulcão Chimborazo, cujo cume é o ponto da superfície mais distante do centro da Terra, o centro de Riobamba e, em Alausí, o trem que desce em zigue-zague pela Nariz do Diabo.

Serra (Andes)

Na foto: Chimborazo visto do páramo, na província de Chimborazo.

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

Conheça o lugar

Uma região para viver
sem pressa.

A província de Chimborazo ocupa o centro da Serra equatoriana, num vale alto entre as cordilheiras oriental e ocidental dos Andes. O nome vem do vulcão que domina o horizonte a noroeste de Riobamba, o pico mais alto do país, coberto de gelo. Perto da linha do Equador, onde o planeta é mais bojudo, o topo do Chimborazo fica mais afastado do centro da Terra que o do Everest, e nenhum outro lugar da superfície está tão longe dele.

A montanha está no meio de uma reserva de páramo criada para trazer de volta as vicunhas, que no fim dos anos 1980 voltaram a viver nos campos de capim das encostas. Uma estrada de terra leva os visitantes a um refúgio de montanha acima dos 4.800 metros, e uma caminhada curta, a outro, perto dos 5.000.

Riobamba, a capital da província, fica a cerca de 2.750 metros e é a base para o vulcão. A cidade foi reconstruída em outro lugar depois do terremoto de 1797, que soterrou a Riobamba colonial, onde hoje está Cajabamba, no cantão de Colta. O centro em quadrícula reúne a catedral, montada com pedras trazidas da cidade antiga, a basílica de cúpula rosada e a Loma de Quito, onde se travou o combate de 21 de abril de 1822. Em 1830, a primeira Assembleia Constituinte do Equador se reuniu na cidade. Na estrada para o sul ficam a Laguna de Colta, com margens de totora, e a Igreja de Balbanera, tida como o templo católico mais antigo do Equador.

No sul da província, Alausí é o ponto de partida do trem que vence a Nariz do Diabo, uma parede de rocha na encosta do monte Pistishí: a via desce cerca de 500 metros em zigue-zague até a estação de Sibambe. Os passeios acontecem de quinta a domingo e em feriados; como a linha já parou por temporais e obras, vale checar a operação antes de planejar o dia.

Da cidade aos refúgios, a altitude passa de 2.750 para mais de 4.800 metros. Muitos viajantes sentem falta de ar e cansaço nos primeiros dias acima dos 2.500 metros; passar ao menos uma noite em Riobamba antes de subir ao vulcão e caminhar devagar nas partes altas ajuda a aproveitar a visita.

Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Riobamba, Alausí.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

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Onde fica Riobamba e o Chimborazo
AlausíRiobamba

Contornos: Natural Earth (domínio público). Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Riobamba e o Chimborazo

✈ Aeropuerto Internacional Mariscal Sucre (UIO), em Quito · 230 km até Riobamba

Para quem parte do Brasil, a chegada ao Equador é por Quito (UIO) ou Guayaquil (GYE), em geral com conexão; confirme as rotas antes de comprar. O aeroporto de Quito fica a cerca de 230 km de Riobamba pela Pan-Americana, e os ônibus saem do terminal Quitumbe, em três a quatro horas de viagem. Riobamba não tem voos comerciais. Alausí fica a cerca de 95 km ao sul de Riobamba. A entrada no Equador depende do documento de viagem: confirme as exigências antes de viajar.

Ponto de chegada sugerido: Riobamba

A experiência do lugar

O que fazer em Riobamba e o Chimborazo

Alausí · Chimborazo · Passeio de trem

Trem da Nariz do Diabo

O trecho mais conhecido da antiga ferrovia entre Guayaquil e Quito: o trem sai de Alausí, perde cerca de 500 metros de altitude num traçado em zigue-zague junto a uma parede de rocha até a estação de Sibambe e volta pelo mesmo caminho.

Conhecer Trem da Nariz do Diabo

Riobamba · Chimborazo · Vulcão

Vulcão Chimborazo

O pico mais alto do Equador, com mais de 6.200 metros, e o lugar da superfície terrestre mais afastado do centro do planeta. Vicunhas vivem no páramo em volta, e uma pista de terra leva a refúgios de montanha.

Conhecer Vulcão Chimborazo

Riobamba · Chimborazo · Igreja

Catedral de Riobamba

A catedral de San Pedro, diante do Parque Maldonado, com a fachada de pedra branca lavrada; parte das pedras foi trazida da antiga Riobamba, destruída pelo terremoto de 1797.

Conhecer Catedral de Riobamba

Ver mais 4 pontos em Riobamba e o Chimborazo

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

A temperatura varia pouco ao longo do ano: em Riobamba faz sol ameno de dia e frio à noite; nos refúgios do Chimborazo a temperatura fica perto de zero e pode nevar em qualquer mês. Junho, julho, agosto e setembro são em geral os meses mais secos, com o vulcão à vista mais vezes. Entre outubro e maio chove com mais frequência, sobretudo à tarde, quando a neblina tende a cobrir o cume.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Três dias permitem um dia no centro de Riobamba e na Loma de Quito, um dia inteiro para o Chimborazo e um dia para a Laguna de Colta, a Igreja de Balbanera e o trem em Alausí. Com quatro ou cinco dias cabem a caminhada até o refúgio Whymper sem pressa, uma noite em Alausí e um dia de descanso para se adaptar à altitude.

Em que cidade se hospedar

Em Riobamba, o centro histórico, em torno do Parque Maldonado, deixa a catedral, a basílica e a Loma de Quito a uma caminhada. A avenida Daniel León Borja, a noroeste do centro, também concentra hospedagens e restaurantes. Nos arredores, haciendas e hospedagens rurais ficam no caminho do Chimborazo. Em Alausí, as hospedagens são simples e ficam no centro, perto da estação; dormir na cidade evita a viagem de ida e volta desde Riobamba no dia do trem.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Riobamba e o Chimborazo

Por que o Chimborazo é o ponto mais distante do centro da Terra?

Porque o planeta é achatado nos polos e mais largo no Equador. Situado a cerca de 160 km ao sul dessa linha, o Chimborazo tem o cume uns 2 km mais distante do núcleo do planeta do que o cume do Everest, embora o Everest seja bem mais alto em relação ao nível do mar.

Quantos dias reservar para Riobamba e o Chimborazo?

Três dias: um para o centro de Riobamba, um para o vulcão e um para a Laguna de Colta e o trem da Nariz do Diabo, em Alausí. Quem chega de lugares baixos ganha com um dia a mais para se adaptar à altitude.

Precisa de carro para visitar o Chimborazo?

Não é obrigatório. Excursões e táxis saem de Riobamba até o refúgio Hermanos Carrel, e os ônibus da estrada para Guaranda param na entrada da reserva, de onde a subida até o refúgio é longa. Com carro próprio, o roteiro entre o vulcão, Colta e Alausí fica mais flexível.

Dá para ir ao Chimborazo num bate-volta de Quito?

Dá, com excursão ou motorista, mas o dia fica longo: são cerca de três horas e meia de estrada só na ida. Dormir em Riobamba permite chegar ao vulcão de manhã, quando a neblina costuma ser menor, e ajuda na adaptação à altitude.

Qual a melhor época para visitar o Chimborazo?

Os meses de junho a setembro tendem a ser os mais secos, com o cume à vista mais vezes. Em qualquer mês, a manhã e o começo da tarde tendem a ter o céu mais aberto; depois a neblina costuma subir.

Brasileiro precisa de passaporte para ir ao Equador?

Para viajantes com passaporte brasileiro, a entrada como turista costuma ser aceita com passaporte dentro da validade ou com a carteira de identidade (RG ou a nova CIN) em bom estado, com foto atual e emitida há menos de 10 anos. O Equador também costuma pedir o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela a quem chega do Brasil. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar.

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