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São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul: as ruínas que atravessaram 300 anos

A maior ruína jesuítica do Brasil está no noroeste gaúcho, a 60 km de Santo Ângelo. À noite, um espetáculo de som e luz conta a história das Missões diante da fachada de pedra.

Publicado em , no Clube da Maturidade

São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade

São Miguel das Missões fica no noroeste do Rio Grande do Sul, a 476 quilômetros de Porto Alegre e a 60 de Santo Ângelo, que tem aeroporto e é a base mais prática para quem chega de avião. De carro, desde a capital, é um dia de estrada sem pressa.

O que resta ali é a maior ruína jesuítica do país: a fachada de pedra da igreja de São Miguel Arcanjo, de trinta metros, de pé desde o século XVIII, mais os vestígios do colégio, da residência dos padres e do cemitério. O conjunto é Patrimônio Mundial da Unesco desde 1983. Ao lado, o Museu das Missões guarda o maior acervo brasileiro de imagens de santos esculpidas por indígenas, quase todas em madeira. À noite, o Espetáculo de Som e Luz ilumina as ruínas e narra a história das Missões em cerca de uma hora.

O sítio abre de terça a domingo, de manhã e à tarde, e o horário do espetáculo muda conforme a época do ano — vale confirmar na véspera. Dois dias bastam. O terreno é plano e aberto, com pouca sombra: chapéu e água fazem diferença nos dias de sol.

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