Provença

Provença-Alpes-Costa Azul

Provença

Avignon dos papas, Aix de Cézanne, Arles romana e de Van Gogh e Marselha à beira-mar, ligadas por trem, com vilarejos do Luberon, campos de lavanda e a Camargue em volta.

Sul

Na foto: Abbaye Notre-Dame de Sénanque · Gordes

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Uma região para viver
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A Provença fica no sudeste da França, entre o rio Ródano e os Alpes, com o Mediterrâneo ao sul. Quatro cidades servem de base para conhecer a região: Marselha, a porta de entrada, no litoral; Aix-en-Provence, a 30 km dela; Avignon, ao norte, às margens do Ródano; e Arles, a oeste, na entrada da Camargue. Todas fazem parte da região Provença-Alpes-Costa Azul, cuja capital é Marselha.

Marselha é a maior cidade da Provença e a mais antiga da França. A visita gira em torno do Vieux-Port, o porto antigo, da basílica de Notre-Dame de la Garde, no alto da colina, do MuCEM e do Fort Saint-Jean, do bairro do Panier e da Cathédrale de la Major. Do porto saem barcos para o Château d'If e para as enseadas do Parc national des Calanques, e a estrada leva a Cassis. Completam a lista o Palais Longchamp, a Corniche Kennedy com o Vallon des Auffes, a Cité radieuse de Le Corbusier e a Abbaye Saint-Victor.

Avignon foi a sede dos papas no século 14, e o Palais des Papes domina o centro murado, perto da ponte Saint-Bénézet, a famosa ponte de Avignon. Dali se chega ao Pont du Gard, aqueduto romano de três andares, ao vinhedo de Châteauneuf-du-Pape e aos vilarejos do Luberon: Gordes, Roussillon, a Abbaye de Sénanque e a Fontaine de Vaucluse. Em julho, o Festival d'Avignon ocupa a cidade inteira com teatro.

Aix-en-Provence é a cidade de Paul Cézanne, com o Cours Mirabeau, as fontes, os mercados de rua, o ateliê do pintor e a Montagne Sainte-Victoire no horizonte. Arles guarda uma arena e um teatro romanos, o claustro de Saint-Trophime e os lugares onde Van Gogh pintou em 1888 e 1889. Perto ficam a Camargue, com seus pântanos, flamingos e cavalos, e Les Baux-de-Provence, com o castelo em ruínas e as Carrières des Lumières.

Para o brasileiro, a Provença combina bem com trem: o TGV liga Paris a Avignon, Aix e Marselha, e trens regionais (TER) ligam as cidades entre si. O carro faz diferença para os vilarejos do Luberon, a Camargue e os campos de lavanda, que costumam florir de meados de junho a meados de julho. O verão é quente e seco, e o mistral, vento forte e frio do norte, sopra em qualquer época, mais no inverno e na primavera.

Este roteiro reúne 4 cidades que combinam na mesma viagem: Marselha, Aix-en-Provence, Arles, Avignon.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

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Onde fica Provença
MarselhaAix-en-ProvenceArlesAvignon

Contornos: © IGN, ADMIN EXPRESS, Licence Ouverte 2.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Provença

✈ Aéroport Marseille Provence (MRS), em Marignane · 27 km até Marselha

A chegada é pelo aeroporto Marseille Provence (MRS), em Marignane, ou de trem desde Paris. A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. O TGV liga Paris a Avignon TGV, Aix-en-Provence TGV e Marseille-Saint-Charles em cerca de 3 horas.

Ponto de chegada sugerido: Marselha

A experiência do lugar

O que fazer na Provença

Arles · Provença-Alpes-Costa Azul · Sítio histórico

Amphithéâtre d'Arles

A arena romana de Arles, construída por volta do ano 90 para cerca de 25 mil espectadores, com duas fileiras de arcadas e torres medievais no alto. Ainda recebe corridas camarguesas e espetáculos.

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Aix-en-Provence · Provença-Alpes-Costa Azul · Rua

Cours Mirabeau

A avenida principal de Aix, ladeada por plátanos, mansões e cafés, com fontes ao longo do caminho. Liga a Rotonde à fontaine du Roi René e separa o centro antigo do quartier Mazarin.

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Avignon · Provença-Alpes-Costa Azul · Palácio

Palais des Papes

A residência dos papas em Avignon no século 14, uma das maiores construções góticas da Europa, com salas de cerimônia, capelas com afrescos e jardins pontificais. É o centro do conjunto histórico tombado pela Unesco.

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Marselha · Provença-Alpes-Costa Azul · Porto

Vieux-Port

O porto antigo onde os gregos fundaram a cidade por volta de 600 a.C. Hoje é a praça central de Marselha, com barcos de pesca, mercado de peixe pela manhã, a Ombrière espelhada de Norman Foster e a saída dos barcos para o Château d'If e o Frioul.

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Para escolher antes de ir

Passeios na Provença

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Vieux-Port e Basilique Notre-Dame de la Garde

Sai de Vieux-Port, centro de Marseille (Marselha) A pé pelo porto e subida de ônibus ou a pé até a basílica cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil (subida íngreme se for a pé)

É o primeiro passeio em Marseille (Marselha). O Vieux-Port é o porto antigo, em forma de U, cercado de cais, barcos de pesca e de passeio e da feira de peixe da manhã no Quai de la Fraternité. Dali saem os barcos para o Château d'If e as Îles du Frioul. Do lado sul do porto, a caminho da colina, fica a Abbaye Saint-Victor, uma das igrejas mais antigas da cidade, com criptas que valem a parada. No alto, a 149 m, está a Basilique Notre-Dame de la Garde, que os marselheses chamam de "la Bonne Mère". A basílica, de estilo romano-bizantino, foi consagrada em 1864 sobre as bases de um forte do século XVI. Tem duas partes: a igreja baixa, uma cripta escavada na rocha, e a igreja alta, coberta de mosaicos e de ex-votos de marinheiros. No topo do campanário fica a estátua dourada da Virgem com o Menino, com 11,2 m. Do terraço se vê a cidade inteira, o Vieux-Port, o Frioul, o Château d'If e a costa das calanques.

Passa por: Vieux-Port, Quai de la Fraternité, Basilique Notre-Dame de la Garde, Abbaye Saint-Victor.

Inclui: A entrada na basílica não é cobrada. O ônibus até o alto e o trenzinho turístico que sobe a partir do Vieux-Port são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Suba no fim da tarde para ver a cidade com a luz baixa. Em dia de mistral, o vento no terraço é forte: leve um agasalho. A basílica é lugar de culto: roupa discreta e silêncio durante as missas.

Melhor época: O ano todo. Dias de mistral costumam ter céu aberto e vista longa; no verão, prefira o começo da manhã ou o fim da tarde.

Le Panier, Cathédrale de la Major e MuCEM

Sai de Vieux-Port, centro de Marseille A pé, do Vieux-Port ao bairro e ao museu cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil (ladeiras e escadas no Panier)

O Panier fica na margem norte do Vieux-Port, onde os gregos fundaram Massalia por volta de 600 a.C. É a única parte conservada do centro antigo: o bairro vizinho de Saint-Jean foi dinamitado pelas autoridades alemãs em fevereiro de 1943. As ruelas sobem e descem entre fachadas coloridas, praças pequenas, ateliês e lojas de sabão. Desça depois até o mar, onde fica a Cathédrale de la Major, de listras de pedra clara e escura. Ao lado está o MuCEM (Musée des Civilisations de l'Europe et de la Méditerranée), aberto em 2013. O museu tem três partes; duas se visitam: o J4, o cubo de concreto rendado do arquiteto Rudy Ricciotti, e o Fort Saint-Jean, ligados por uma passarela de 130 m sobre a água. As exposições tratam da história e das culturas do Mediterrâneo, com mostras temporárias que mudam ao longo do ano. Os jardins e os terraços do forte se percorrem sem entrar nas exposições e mostram o porto e a entrada da baía.

Passa por: Le Panier, Cathédrale de la Major, Fort Saint-Jean, MuCEM.

Inclui: Há ingresso para as exposições do MuCEM. Os espaços externos do forte e a passarela costumam ter acesso sem ingresso. Confira a tabela atual.

Dica: Comece pelo Panier de manhã, quando as ruelas estão vazias, e deixe o MuCEM para a tarde. No verão, o terraço do J4 tem sombra e vento. O museu fecha um dia da semana: confira antes.

Melhor época: O ano todo. Bom programa para dia de chuva ou de mistral forte, quando o mar fica agitado e os barcos podem não sair.

Calanques de barco a partir de Cassis

Sai de Porto de Cassis Barco de passeio dos bateliers de Cassis de 1 hora a 2 horas e 20 minutos de barco manhã ou tarde fácil

Cassis é uma vila de pescadores a cerca de 20 km de Marseille, com porto, ruelas e o Cap Canaille, o paredão vermelho que fecha a baía. Do porto saem os barcos de passeio pelo Parc national des Calanques, ao longo de falésias brancas de calcário que caem no mar. Há quatro circuitos: 3 calanques (Port-Miou, Port-Pin e En-Vau, cerca de 1 hora), 5 calanques (acrescenta L'Oule e Devenson, cerca de 1 hora e 20 minutos), 8 calanques (vai até Sugiton e Morgiou, cerca de 1 hora e 50 minutos) e 9 calanques (até Sormiou, cerca de 2 horas e 20 minutos). Port-Miou é a calanque mais longa e serve de porto de barcos; Port-Pin tem uma pequena praia sob os pinheiros; En-Vau é estreita, entre paredões altos, com praia de seixos. O barco passa diante das calanques e não desembarca. É o jeito de ver a costa quando as trilhas estão fechadas no verão por risco de incêndio. Depois, reserve tempo para o porto e as ruelas de Cassis.

Passa por: Cassis, Port-Miou, Port-Pin, Calanque d'En-Vau, Calanque de Sugiton, Calanque de Morgiou, Calanque de Sormiou.

Inclui: O passeio de barco é pago à parte. Os bilhetes são vendidos no próprio porto, meia hora antes das saídas. Confira a tabela atual.

Dica: As saídas dependem do tempo: com mistral forte ou mar agitado, os barcos podem não sair. Prefira o começo da manhã ou o fim da tarde, leve chapéu, protetor solar e água. Há também barcos para as calanques a partir do Vieux-Port de Marseille.

Melhor época: Funciona o ano todo, com menos horários no inverno. De maio a setembro a luz e a cor da água costumam ser mais fortes.

Trilha de Cassis a Port-Miou, Port-Pin e En-Vau

Sai de Centro de Cassis A pé, por trilhas sinalizadas do Parc national des Calanques cerca de 5 horas ida e volta dia inteiro moderada a difícil (final íngreme)

É a trilha mais procurada a partir de Cassis. Sai-se do centro a pé até Port-Miou, a calanque comprida que serve de porto, e segue-se pelo caminho sinalizado até Port-Pin, com uma pequena praia sob os pinheiros. Daí até En-Vau são de 1 hora e meia a 2 horas de caminhada, com trecho de nível médio a puxado, sobre pedra calcária solta e com subida e descida fortes no fim. En-Vau é uma calanque estreita entre duas falésias de calcário, com praia de seixos claros e água transparente; é também um lugar conhecido de escalada. Não há banheiro, sombra, água nem venda de nada no caminho nem na praia. A volta é pelo mesmo caminho ou por trilhas do planalto, com vista das calanques do alto.

Passa por: Cassis, Port-Miou, Port-Pin, Calanque d'En-Vau, Parc national des Calanques.

Inclui: Não há ingresso. Leve tudo o que for usar e traga seu lixo de volta.

Dica: Use tênis de trilha ou bota, leve bastante água, chapéu e lanche. Comece cedo. De 1º de junho a 30 de setembro, o acesso aos maciços depende do risco de incêndio do dia: a prefeitura divulga a situação na véspera, no fim da tarde, também no aplicativo "Mes Calanques". Em risco muito alto, as trilhas fecham. Fogo, cigarro e acampamento são proibidos o ano todo. Em dia de mistral forte, evite as cristas.

Melhor época: Primavera (abril a junho) e outono (setembro a novembro). No verão, o acesso pode ser fechado em dias de risco de incêndio: confirme na véspera.

Calanques a pé a partir de Marseille: Sugiton e Sormiou

Sai de Luminy, no sul de Marseille Ônibus urbano até Luminy e trilha a pé cerca de 3 a 4 horas manhã moderada (descida íngreme)

As calanques começam dentro do município de Marseille. A partir do campus universitário de Luminy, no sul da cidade, ao qual se chega de ônibus urbano, uma trilha sinalizada passa pelo Col de Sugiton e desce até a Calanque de Sugiton. São cerca de 1 hora de caminhada, com a parte final em descida forte. Lá embaixo há pequenas enseadas de pedra e água clara, com vista para o Rocher du Torpilleur. A volta é a subida pelo mesmo caminho. Outra opção é a Calanque de Sormiou, a maior do lado de Marseille, com praia, pequenas cabanas de pescadores e um porto. Sormiou e Morgiou têm estrada, mas ela fica fechada aos carros em boa parte do ano; o acesso é a pé.

Passa por: Calanque de Sugiton, Col de Sugiton, Calanque de Morgiou, Calanque de Sormiou, Parc national des Calanques.

Inclui: Não há ingresso. Em parte do verão, a ida a Sugiton exige reserva prévia no Parc national des Calanques.

Dica: Sugiton tem reserva obrigatória nos dois últimos fins de semana de junho, todos os dias em julho e agosto e nos dois primeiros fins de semana de setembro: reserve antes. As estradas de Sormiou, Morgiou e Callelongue fecham aos carros nos fins de semana e feriados a partir da Páscoa e todos os dias de junho a setembro. Confirme na véspera o acesso aos maciços, que depende do risco de incêndio.

Melhor época: Primavera e outono. De junho a setembro, com acesso regulamentado por risco de incêndio e reserva para Sugiton nas datas de pico: confirme antes.

Château d'If e Îles du Frioul de barco

Sai de Vieux-Port de Marseille (Quai de la Fraternité) Barco regular a partir do Vieux-Port cerca de 4 horas com as duas ilhas manhã ou tarde fácil

Barcos regulares saem do Quai de la Fraternité, no Vieux-Port, para a Île d'If e para o porto do Frioul. O Château d'If é uma fortaleza quadrada de três andares, com três torres, construída entre 1529 e 1531 por ordem de François I numa ilhota de três hectares. Serviu sobretudo de prisão durante quatro séculos. Alexandre Dumas colocou ali Edmond Dantès e o abade Faria, de "O Conde de Monte Cristo", e o percurso mostra as celas associadas aos personagens. Do terraço se vê Marseille e Notre-Dame de la Garde. O arquipélago do Frioul tem quatro ilhas e cerca de 200 hectares: Pomègues e Ratonneau são ligadas pelo dique Berry, do século XIX, onde fica o porto. Nas ilhas há trilhas de pedra calcária, enseadas para banho, fortes antigos e o antigo hospital Caroline. O barco permite combinar If e Frioul no mesmo dia.

Passa por: Château d'If, Île d'If, Îles du Frioul, Île Ratonneau, Île Pomègues, Vieux-Port.

Inclui: O barco e a entrada no Château d'If são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: O Château d'If fecha em caso de mau tempo, e os barcos podem não sair com mistral forte: confirme no dia. No Frioul não há sombra; leve água, chapéu e calçado para pedra.

Melhor época: De abril a outubro, com mar mais calmo e dias longos. No inverno os horários são reduzidos.

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Aix-en-Provence: Cours Mirabeau, centro antigo e mercados

Sai de Centro de Aix-en-Provence A pé pelo centro histórico cerca de 4 horas manhã fácil

Aix-en-Provence fica a cerca de 30 km de Marseille. O passeio começa no Cours Mirabeau, avenida de 440 m de comprimento e 42 m de largura aberta a partir de 1649 no lugar da antiga muralha sul, com plátanos, fontes e mansões dos séculos XVII e XVIII. Ao sul fica o bairro Mazarin, com ruas retas e o Hôtel de Caumont, mansão do século XVIII que recebe exposições de arte. Ao norte, as ruelas do centro antigo levam às praças das Prêcheurs e Richelme, onde funcionam os mercados de frutas, legumes, flores e produtos da Provença, e à Cathédrale Saint-Sauveur, que reúne partes de várias épocas, do batistério antigo ao claustro românico. O Musée Granet, no bairro Mazarin, guarda pintura europeia e obras de Cézanne. Nos dias de mercado, o centro fica mais animado de manhã.

Passa por: Cours Mirabeau, Cathédrale Saint-Sauveur, Musée Granet, Hôtel de Caumont, Place Richelme.

Inclui: A caminhada não tem custo. O Musée Granet e o Hôtel de Caumont têm ingresso. Confira a tabela atual.

Dica: Vá de manhã, quando os mercados estão montados. As ruas do centro são de pedestres; quem vem de carro deixa o veículo nos estacionamentos da periferia do centro.

Melhor época: O ano todo. Na primavera e no outono o clima é ameno; em julho a cidade recebe o Festival d'Aix-en-Provence, de ópera, e fica cheia.

Aix de Cézanne: Atelier des Lauves, Jardin des Peintres e Bibémus

Sai de Centro de Aix-en-Provence A pé ou de ônibus urbano até a colina des Lauves cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil (subida até a colina)

Paul Cézanne nasceu e trabalhou em Aix. Em 1901 ele comprou um terreno na colina des Lauves, ao norte do centro, e ali construiu o ateliê onde pintou até morrer, em 1906. O Atelier des Lauves guarda o espaço como ele o deixou: o grande vitral que ilumina a sala, móveis e objetos que aparecem nas naturezas-mortas. Um pouco acima fica o Jardin des Peintres, um mirante para a Montagne Sainte-Victoire, tema de dezenas de pinturas dele. A leste da cidade, as Carrières de Bibémus são antigas pedreiras de pedra ocre onde Cézanne alugava um casebre e pintava; a visita é guiada. A Bastide du Jas de Bouffan, casa da família durante 40 anos, também abre para visitas em parte do ano.

Passa por: Atelier de Cézanne, Jardin des Peintres, Carrières de Bibémus, Bastide du Jas de Bouffan.

Inclui: Atelier des Lauves e Carrières de Bibémus com ingresso e reserva obrigatória, com lugares limitados. O Jardin des Peintres tem acesso livre. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve antes: os horários do ateliê e de Bibémus esgotam. O Atelier des Lauves e o Jas de Bouffan abrem em períodos do ano, não o ano inteiro: confirme as datas antes de montar o roteiro.

Melhor época: Primavera e outono, com luz parecida com a das pinturas e calor menor. Confirme as datas de abertura de cada lugar.

Montagne Sainte-Victoire: trilha até a Croix de Provence

Sai de Aix-en-Provence Carro ou ônibus até o pé da montanha e trilha a pé cerca de 5 horas dia inteiro moderada (subida forte até 946 m)

A Montagne Sainte-Victoire é o maciço calcário a leste de Aix que Cézanne pintou dezenas de vezes. A crista se vê da cidade. O ponto mais alto é o Pic des Mouches, com 1.011 m, na ponta leste; a Croix de Provence, com 946 m, é o cume visível de Aix, na ponta oeste, e é o destino mais comum. A trilha clássica sobe pelo lado norte, em caminho de pedra, passa pelo antigo priorado de Sainte-Victoire, construído em torno de uma capela do século XVII, e chega à cruz, com vista para Aix, o vale do Arc e, com tempo aberto, o mar. Há também trilhas mais curtas em torno do Lac de Bimont e do Lac Zola, ao pé do maciço, com vista para a montanha. Toda a área sofreu incêndios grandes no século XX, e no verão uma vigia perto da cruz observa o maciço.

Passa por: Montagne Sainte-Victoire, Croix de Provence, Prieuré de Sainte-Victoire, Lac de Bimont, Pic des Mouches.

Inclui: Não há ingresso. Leve água, comida e calçado de trilha: não há venda de nada na montanha.

Dica: De 1º de junho a 30 de setembro, o acesso aos maciços dos Bouches-du-Rhône depende do risco de incêndio do dia e pode ser proibido: confira na véspera. Comece cedo para fugir do calor. Com mistral forte, evite a crista.

Melhor época: Primavera (março a maio) e outono (outubro e novembro). No verão o calor é forte e o acesso pode ser fechado em dias de risco de incêndio.

Arles romana e românica: arena, teatro, criptopórticos e Saint-Trophime

Sai de Centro de Arles A pé pelo centro histórico cerca de 5 horas dia inteiro fácil

Arles, às margens do Rhône (Ródano), guarda um conjunto de monumentos romanos e românicos inscrito como Patrimônio Mundial da Unesco em 1981. O centro é o Amphithéâtre (as Arènes), construído por volta de 80 a 90 d.C., com 136 m de comprimento, dois andares de arcadas e capacidade para cerca de 25 mil espectadores; ainda recebe espetáculos e touradas. Ao lado está o Théâtre antique, do século I a.C., de que restam a arquibancada e duas colunas da cena. Sob a prefeitura ficam os Cryptoportiques, galerias subterrâneas que sustentavam o fórum. Junto ao rio estão as Thermes de Constantin, do século IV. A Église Saint-Trophime tem um portal românico esculpido com o Juízo Final e um claustro dos séculos XII e XIV. Fora do centro, Les Alyscamps é a antiga necrópole, com uma alameda de sarcófagos. O Musée départemental Arles antique, à beira do Rhône, reúne estátuas, mosaicos e um barco romano retirado do rio.

Passa por: Amphithéâtre d'Arles, Théâtre antique d'Arles, Cryptoportiques, Thermes de Constantin, Église Saint-Trophime, Les Alyscamps, Musée départemental Arles antique.

Inclui: Cada monumento tem ingresso; há passes que reúnem vários deles. O portal de Saint-Trophime se vê da praça. Confira a tabela atual.

Dica: Comece pela arena logo cedo e deixe o museu de arqueologia, que fica afastado do centro, para a tarde. No verão, as pedras esquentam: leve chapéu e água.

Melhor época: Primavera e outono. De julho a setembro a cidade recebe o festival de fotografia Rencontres d'Arles e fica cheia: confirme as datas.

Arles de Van Gogh e da arte: Espace Van Gogh, Fondation e LUMA

Sai de Centro de Arles A pé pelo centro e até o Parc des Ateliers cerca de 4 horas tarde fácil

Vincent van Gogh viveu em Arles em 1888 e 1889 e pintou ali algumas de suas obras conhecidas. A cidade marca com painéis os lugares que ele retratou. O Espace Van Gogh ocupa o antigo hospital onde ele foi internado, com o jardim do pátio replantado como no quadro. A Place du Forum tem o café que aparece em "Terraço do café à noite". A Fondation Vincent van Gogh Arles organiza exposições que colocam obras do pintor ao lado de artistas contemporâneos; as telas de Van Gogh expostas mudam a cada mostra. A sudeste do centro, a LUMA Arles ocupa o Parc des Ateliers, antigas oficinas ferroviárias, com sete galpões reformados e uma torre de metal desenhada por Frank Gehry. O parque recebe exposições, apresentações e conferências.

Passa por: Espace Van Gogh, Fondation Vincent van Gogh Arles, Place du Forum, LUMA Arles, Parc des Ateliers.

Inclui: O pátio do Espace Van Gogh tem acesso livre. A Fondation tem ingresso. A LUMA tem regras de acesso próprias para cada exposição. Confira a tabela atual.

Dica: Veja antes quais obras de Van Gogh estão na Fondation: elas variam conforme a exposição. Suba a torre da LUMA para ver Arles e a Camargue do alto.

Melhor época: O ano todo. No verão, os museus são um refúgio do calor da tarde.

Camargue: Parc ornithologique du Pont de Gau e Saintes-Maries-de-la-Mer

Sai de Arles Carro ou ônibus de linha regular até Saintes-Maries-de-la-Mer cerca de 7 horas dia inteiro fácil

A Camargue é o delta do Rhône, ao sul de Arles: lagoas, salinas, arrozais e pastos de cavalos brancos e touros pretos. A estrada de Arles para o mar atravessa essa planície. Pouco antes do litoral fica o Parc ornithologique du Pont de Gau, com 60 hectares de lagoa, pântano e juncais, percorridos por trilhas planas. É o lugar mais fácil para ver as aves da Camargue de perto, entre elas os flamingos-rosa, que costumam estar presentes em grande número, mas variam com a estação. No fim da estrada está Saintes-Maries-de-la-Mer, a principal vila da Camargue e lugar de peregrinação, construída em torno de uma igreja fortificada dos séculos XI e XII. Do telhado da igreja se vê o mar e a planície. A vila tem praias, ruelas e passeios a cavalo e de barco pelos canais.

Passa por: Camargue, Parc ornithologique du Pont de Gau, Saintes-Maries-de-la-Mer, Église des Saintes-Maries-de-la-Mer.

Inclui: O Parque de Pont de Gau tem ingresso; a subida ao telhado da igreja também. Passeios a cavalo e de barco são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Leve repelente: há muitos mosquitos de abril a outubro. Para ver aves, chegue cedo ou no fim da tarde. Entre Arles e Saintes-Maries não há trem; há uma linha de ônibus diária, mas o carro dá mais liberdade.

Melhor época: Primavera e outono para as aves e a luz; no verão a praia enche e o calor é forte.

Les Baux-de-Provence e Carrières des Lumières

Sai de Arles ou Avignon Carro pelos Alpilles cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil (ladeiras na vila)

Les Baux-de-Provence fica no maciço dos Alpilles, entre Arles e Avignon, sobre um esporão rochoso 200 m acima da planície. A vila é classificada entre os Plus Beaux Villages de France e recebe muitos visitantes. Sobe-se por ruelas de pedra até o Château des Baux, fortaleza em ruínas no alto do rochedo, com vista para as planícies do sul, Arles e a Camargue. Logo abaixo da vila, no Val d'Enfer, ficam as Carrières des Lumières, antigas pedreiras de calcário onde imagens de obras de pintores são projetadas nas paredes e no chão, com música, em salas altas de pedra. A programação muda a cada ano e alterna mais de uma exposição por dia da semana.

Passa por: Les Baux-de-Provence, Château des Baux-de-Provence, Carrières des Lumières, Val d'Enfer, Alpilles.

Inclui: O Château des Baux e as Carrières des Lumières têm ingressos próprios; as Carrières vendem entrada com horário. Confira a tabela atual.

Dica: Compre as Carrières antes, sobretudo nas férias europeias. Dentro das pedreiras a temperatura é baixa: leve um agasalho, mesmo no verão. Chegue cedo à vila para estacionar.

Melhor época: O ano todo para as Carrières. Na vila, primavera e outono são mais tranquilos que julho e agosto.

Avignon: Palais des Papes, Pont Saint-Bénézet e Rocher des Doms

Sai de Centro de Avignon A pé dentro das muralhas cerca de 4 horas manhã fácil

Avignon foi a sede dos papas no século XIV. O Palais des Papes, a maior construção gótica da Idade Média, une o palácio velho de Bento XII, uma fortaleza sobre o Rocher des Doms, e o palácio novo de Clemente VI. O percurso passa por 25 salas, com a Cour d'honneur, a grande capela, os aposentos do papa e afrescos de pintores da escola de Siena, como Matteo Giovanetti. A visita usa um aplicativo no celular com vídeos e áudios, e inclui os Jardins pontificaux. Ao lado, o jardim do Rocher des Doms é um parque no alto da rocha com vista para o Rhône e o Pont Saint-Bénézet. A ponte, a "ponte de Avignon" da cantiga, tinha 22 arcos e cerca de 920 m quando foi concluída, em 1185; restam quatro arcos e 160 m, com a capela Saint-Nicolas sobre um dos pilares. Termine na Place de l'Horloge, a praça central.

Passa por: Palais des Papes, Jardins pontificaux, Pont Saint-Bénézet, Rocher des Doms, Place de l'Horloge.

Inclui: O Palais des Papes tem ingresso; há bilhete combinado com o Pont Saint-Bénézet e os jardins. O Rocher des Doms tem acesso livre. Confira a tabela atual.

Dica: Leve fones de ouvido para o aplicativo da visita. Comece cedo para fugir das filas. O palácio também tem visitas guiadas, incluindo visitas noturnas em certas datas.

Melhor época: O ano todo. Em julho, durante o Festival d'Avignon, a Cour d'honneur vira palco e a cidade fica cheia.

Pont du Gard

Sai de Avignon Carro ou ônibus regional cerca de 3 horas no local manhã ou tarde fácil

O Pont du Gard fica no departamento do Gard, a oeste de Avignon. É a ponte de três andares de um aqueduto romano, provavelmente da primeira metade do século I, que levava água de uma fonte perto de Uzès até Nîmes, a antiga Nemausus, num percurso de mais de 50 km. É o mais alto aqueduto-ponte conhecido do mundo romano e Patrimônio Mundial da Unesco desde 1985. A ponte cruza o rio Gardon. Ao lado dela foi acrescentada no século XVIII uma ponte rodoviária, hoje de pedestres, de onde se vê a estrutura de perto. O local tem museu sobre a construção do aqueduto, trilhas pela vegetação mediterrânea das margens e mirantes. No verão, há banho de rio no Gardon, abaixo da ponte.

Passa por: Pont du Gard, Gardon, Vers-Pont-du-Gard, Remoulins.

Inclui: Há ingresso, que dá acesso ao local, ao museu e aos espaços de visita. Confira a tabela atual.

Dica: Chegue de manhã para pegar a ponte com luz lateral e menos gente. No banho de rio, respeite as áreas indicadas; a água do Gardon é fria.

Melhor época: O ano todo. Na primavera e no outono o clima é ameno; no verão, o banho de rio ajuda no calor.

Luberon: Gordes, Abbaye de Sénanque e Roussillon

Sai de Avignon Carro (excursões em van também saem de Avignon) cerca de 8 horas dia inteiro fácil (trilha curta em Roussillon)

O Luberon é a região de vilas no alto dos morros a leste de Avignon, onde o carro faz diferença. Gordes, classificada entre os Plus Beaux Villages de France, fica sobre um rochedo, com casas de pedra em degraus em torno do castelo; nos arredores há centenas de bories, cabanas de pedra seca. Ao norte de Gordes, num vale estreito, está a Abbaye Notre-Dame de Sénanque, mosteiro cisterciense fundado em 1148 e ainda ocupado por monges. Diante da abadia há um campo de lavanda que costuma florir de meados de junho a meados de julho. Parte do mosteiro se visita: igreja, claustro, dormitório e sala capitular. Roussillon, mais a leste, fica sobre falésias de ocre, que deram cor às casas; o Sentier des Ocres é uma trilha curta pelas antigas pedreiras, entre paredes vermelhas e amarelas. Quem tiver tempo pode incluir Fontaine de Vaucluse, onde nasce o rio Sorgue.

Passa por: Gordes, Abbaye Notre-Dame de Sénanque, Roussillon, Sentier des Ocres, Fontaine de Vaucluse.

Inclui: Sénanque e o Sentier des Ocres têm ingresso; nas vilas, os estacionamentos são pagos. Excursões em van saem de Avignon, com preço à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Sénanque é lugar de vida religiosa: roupa discreta e silêncio; as visitas internas seguem horários e regras da comunidade, confirme antes. Em Roussillon, o ocre mancha roupa e sapato. É proibido levar ocre das pedreiras.

Melhor época: Da primavera ao outono. A lavanda costuma florir de meados de junho a meados de julho, conforme o ano; confirme antes de ir.

Rota da lavanda: plateau de Valensole

Sai de Aix-en-Provence Carro pela autoestrada A51 cerca de 7 horas dia inteiro fácil

O Plateau de Valensole fica nos Alpes-de-Haute-Provence, a nordeste de Aix, entre o vale da Durance e as gorges du Verdon. É um planalto de cerca de 800 km² e altitude média de 500 m, coberto de campos de lavandin (um híbrido de lavanda), além de trigo, amendoeiras e trufas. Na floração, as estradas atravessam fileiras roxas que vão até o horizonte, e produtores abrem destilarias e lojas de óleo essencial, sabão e mel de lavanda. O passeio é de carro, com paradas nas beiras dos campos e na vila de Valensole. A floração costuma acontecer de meados de junho a meados de julho e varia a cada ano; depois a colheita é mecânica e os campos ficam cortados. Fora da floração, a paisagem é de campos verdes ou colhidos.

Passa por: Plateau de Valensole, Valensole, Alpes-de-Haute-Provence.

Inclui: O passeio de carro não tem custo de entrada. Destilarias e lojas de produtores vendem à parte; excursões em van saem de Aix e Avignon na temporada, com preço à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Não entre nos campos nem pise nas fileiras: são plantações particulares. Pare só em acostamentos e áreas permitidas. Vá cedo ou no fim da tarde: no verão o planalto é muito quente e tem trovoadas à tarde.

Melhor época: De meados de junho a meados de julho, quando a lavanda costuma florir. A data muda a cada ano: confirme antes de ir.

Châteauneuf-du-Pape: vila, ruína do castelo e visita a uma cave

Sai de Avignon Carro ou excursão em van cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil

Châteauneuf-du-Pape fica ao norte de Avignon, entre o Rhône e os vinhedos. Os papas de Avignon tinham ali sua residência de verão: o papa João XXII, no século XIV, fez desenvolver os vinhedos. Do castelo restam as ruínas do torreão no alto da vila, com vista para os vinhedos, o vale do Rhône e Avignon. Os vinhedos ficam sobre terraços cobertos de seixos rolados de quartzito, trazidos pelo rio, que guardam o calor do sol. A visita a uma cave de produtor mostra as vinhas, a adega e a forma de produção, e costuma terminar com degustação. A vila tem ruas de pedra, lojas de produtores e um museu dedicado ao vinho.

Passa por: Châteauneuf-du-Pape, Château des Papes (ruínas), Vignoble de Châteauneuf-du-Pape.

Inclui: A subida às ruínas não tem ingresso. Visitas de cave e excursões são pagas à parte; muitas pedem reserva. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve a visita da cave antes. Se for dirigir, não beba: na degustação, peça para provar sem engolir ou deixe o volante para outra pessoa; as excursões em van evitam o problema.

Melhor época: De abril a outubro. Em setembro e outubro acontece a vindima e o movimento nas caves aumenta.

Festival d'Avignon em julho

Sai de Centro de Avignon A pé entre os locais de espetáculo de 1 a 3 dias tarde e noite fácil

O Festival d'Avignon, criado em 1947 por Jean Vilar, é o principal festival de teatro e artes cênicas da França e acontece todo ano em julho. O palco de origem é a Cour d'honneur do Palais des Papes, e o festival ocupa mais de 30 lugares da cidade e da região: claustros, capelas, jardins, ginásios, pedreiras e igrejas. Ao lado do festival oficial, o Festival Off reúne centenas de companhias em teatros e salas de toda a cidade. No período, as ruas dentro das muralhas ficam tomadas de cartazes, artistas divulgando suas peças e público até tarde da noite. A maior parte dos espetáculos é em francês; dança, música e circo funcionam para quem não fala a língua.

Passa por: Festival d'Avignon, Cour d'honneur du Palais des Papes, Festival Off d'Avignon.

Inclui: Cada espetáculo tem ingresso; os do festival oficial abrem as vendas semanas antes e esgotam. Confira a tabela atual.

Dica: Compre os ingressos com antecedência e organize a viagem cedo: a cidade lota. Para espetáculos noturnos ao ar livre, leve agasalho leve e almofada.

Melhor época: Julho. As datas mudam a cada edição: confirme antes de comprar a viagem.

Dia a dia

Roteiro de 3, 5 e 7 dias na Provença

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

3 dias · Marseille, calanques e Aix-en-Provence em 3 dias

Para Quem tem poucos dias e quer mar, calanques e uma cidade provençal, sem carro. · Base em Marseille (Marselha)
  1. Dia 1 · Paris, TGV para Marseille, Vieux-Port e Notre-Dame de la Garde

    Para quem chega do Brasil: o voo noturno chega de manhã ao Charles de Gaulle. Vá até a Gare de Lyon, em Paris, ou veja se há TGV na estação do próprio aeroporto, e siga de TGV para Marseille-Saint-Charles, com cerca de 3 horas de viagem. Outra opção é o voo de conexão até o aeroporto Marseille Provence. Quem prefere chegar descansado dorme a primeira noite em Paris. No fim da tarde, faça o passeio Vieux-Port e Basilique Notre-Dame de la Garde, com a vista da cidade ao pôr do sol. Noite em Marseille.

  2. Dia 2 · Cassis e as calanques

    Vá de trem regional ou de carro a Cassis. De manhã, faça a trilha de Cassis a Port-Miou, Port-Pin e En-Vau se o acesso aos maciços estiver aberto, ou o passeio de calanques de barco a partir de Cassis. De junho a setembro, confira na véspera o acesso às trilhas. À tarde, ande pelo porto e pelas ruelas de Cassis. Volta e noite em Marseille.

  3. Dia 3 · Le Panier, MuCEM e Aix-en-Provence

    De manhã, faça o passeio Le Panier, Cathédrale de la Major e MuCEM. Depois do almoço, vá de ônibus ou trem regional a Aix-en-Provence, a cerca de 30 km, e faça a caminhada pelo Cours Mirabeau e pelo centro antigo. Para voltar a Paris, o TGV sai da estação Aix-en-Provence TGV, fora da cidade, ou de Marseille-Saint-Charles.

5 dias · Marseille, Aix, Arles e Avignon em 5 dias, de trem
Para Quem quer conhecer as quatro cidades principais da Provença usando TGV e trem regional, sem dirigir. · Base em Marseille (3 noites) e Avignon (2 noites)
  1. Dia 1 · Chegada a Marseille, Vieux-Port e Notre-Dame de la Garde

    Para quem chega do Brasil: voo noturno até o Charles de Gaulle, chegada de manhã e TGV a partir de Paris-Gare de Lyon até Marseille-Saint-Charles, em cerca de 3 horas. Quem prefere chegar descansado dorme a primeira noite em Paris. À tarde, faça o passeio Vieux-Port e Basilique Notre-Dame de la Garde. Noite em Marseille.

  2. Dia 2 · Calanques e Cassis

    Dia inteiro nas calanques: passeio de barco a partir de Cassis ou, com o acesso aos maciços aberto, a trilha até En-Vau. No verão, quem prefere ficar em Marseille pode fazer o Château d'If e as Îles du Frioul de barco a partir do Vieux-Port. Noite em Marseille.

  3. Dia 3 · Aix-en-Provence e Cézanne

    Ônibus ou trem regional até Aix-en-Provence. De manhã, faça o passeio pelo Cours Mirabeau, o centro antigo e os mercados. À tarde, a Aix de Cézanne: Atelier des Lauves, se estiver aberto e com reserva, e o Jardin des Peintres, com vista para a Montagne Sainte-Victoire. Volta e noite em Marseille.

  4. Dia 4 · Arles romana e de Van Gogh

    Trem regional de Marseille a Arles. Dia inteiro em Arles: de manhã a arena, o teatro antigo, os criptopórticos e Saint-Trophime; à tarde, o Espace Van Gogh, a Fondation Vincent van Gogh e a LUMA. No fim da tarde, trem regional para Avignon, em cerca de 20 minutos. Noite em Avignon.

  5. Dia 5 · Avignon e volta a Paris

    Manhã no Palais des Papes, no Pont Saint-Bénézet e no Rocher des Doms. Depois do almoço, pegue a navette ferroviária até a estação Avignon TGV e o TGV para Paris-Gare de Lyon, com cerca de 2 horas e 40 minutos de viagem. Em julho, considere uma noite extra para o Festival d'Avignon.

7 dias · Provença completa em 7 dias: costa, Arles, Camargue, Avignon e Luberon
Para Quem tem uma semana e aceita alugar carro a partir de Aix para chegar a Camargue, Alpilles, Pont du Gard e Luberon. · Base em Marseille (3 noites), Arles (2 noites) e Avignon (2 noites)
  1. Dia 1 · Chegada a Marseille e Vieux-Port

    Para quem chega do Brasil: voo noturno até o Charles de Gaulle, chegada de manhã e TGV a partir de Paris-Gare de Lyon até Marseille-Saint-Charles, em cerca de 3 horas, ou voo de conexão até o aeroporto Marseille Provence. Quem prefere chegar descansado dorme a primeira noite em Paris. No fim da tarde, Vieux-Port e Basilique Notre-Dame de la Garde. Noite em Marseille.

  2. Dia 2 · Le Panier, MuCEM e Château d'If

    De manhã, Le Panier, Cathédrale de la Major e MuCEM. À tarde, barco do Vieux-Port para o Château d'If e as Îles du Frioul, se o tempo deixar. Com mistral forte, troque o barco por mais tempo no MuCEM. Noite em Marseille.

  3. Dia 3 · Cassis e calanques

    Dia inteiro em Cassis: passeio de calanques de barco ou a trilha até Port-Pin e En-Vau, se o acesso aos maciços estiver aberto. De junho a setembro, confira o acesso na véspera. Noite em Marseille.

  4. Dia 4 · Aix-en-Provence e estrada para Arles

    Ônibus ou trem regional até Aix-en-Provence. Manhã no Cours Mirabeau, no centro antigo e nos mercados; início da tarde na Aix de Cézanne. Retire o carro alugado em Aix e siga para Arles. Noite em Arles.

  5. Dia 5 · Arles e Camargue

    De manhã, Arles romana e românica: arena, teatro antigo e Saint-Trophime. Depois do almoço, siga de carro para a Camargue: Parc ornithologique du Pont de Gau e Saintes-Maries-de-la-Mer, com volta no fim da tarde. Noite em Arles.

  6. Dia 6 · Les Baux-de-Provence, Pont du Gard e chegada a Avignon

    De manhã, Les Baux-de-Provence e Carrières des Lumières, nos Alpilles. À tarde, Pont du Gard, a oeste de Avignon. No fim do dia, chegue a Avignon e deixe o carro fora das muralhas. Noite em Avignon.

  7. Dia 7 · Avignon e Luberon

    Manhã no Palais des Papes e no Pont Saint-Bénézet. À tarde, de carro pelo Luberon: Gordes, Abbaye de Sénanque e Roussillon. No dia seguinte, devolva o carro e pegue o TGV na estação Avignon TGV para Paris, com cerca de 2 horas e 40 minutos de viagem. De meados de junho a meados de julho, época em que a lavanda costuma florir, quem quiser os campos de Valensole pode trocar o Luberon por uma ida ao planalto a partir de Aix, no dia 4.

Melhor época

Quando ir: Provença mês a mês

Abril a junho e setembro a outubro têm temperatura agradável e menos gente. O verão (junho a agosto) é quente e seco, com dias longos, o Festival d'Avignon em julho e a lavanda, que costuma florir de meados de junho a meados de julho. No inverno (dezembro a fevereiro) faz frio, o mistral sopra mais forte e escurece por volta das 17h.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva média

inverno ameno · cidades sem fila

Inverno: médias entre 3,6 °C e 11,8 °C em Marignane, perto de Marseille, e entre 1,9 °C e 10,7 °C em Avignon, no interior. Dias curtos e mistral frio. Museus, Palais des Papes e Arles funcionam com pouca gente; barcos das calanques e de Cassis têm menos horários. Feriado em 1º de janeiro.

Fevereiro Chuva baixa

frio seco · mistral

Médias entre 3,7 °C e 12,8 °C em Marignane e entre 2,3 °C e 12,4 °C em Avignon. Mês seco e com bastante sol, mas o mistral deixa o frio mais forte. Bom para cidades e museus. As amendoeiras costumam florir no fim do mês. Férias escolares francesas por zonas trazem algum movimento.

Março Chuva baixa

primavera chegando · trilhas abertas

Médias entre 6,5 °C e 16,4 °C em Marignane e entre 5 °C e 16,6 °C em Avignon. Dias mais longos, chuva baixa. Começa a temporada de trilhas nas calanques e na Sainte-Victoire, sem as regras de verão. Mistral frequente. Ainda há pouca gente.

Abril Chuva média

primavera · Páscoa

Médias entre 9,4 °C e 19,3 °C em Marignane e entre 7,7 °C e 19,7 °C em Avignon. Alternância de dias de sol e de chuva. Época boa para trilhas, Luberon e Camargue. Na Páscoa, férias escolares e feriado de segunda-feira; as estradas de Sormiou e Morgiou passam a fechar aos carros nos fins de semana e feriados.

Maio Chuva baixa

clima ameno · feriados

Médias entre 13,3 °C e 23,5 °C em Marignane e entre 11,7 °C e 23,9 °C em Avignon. Um dos meses mais agradáveis para todos os passeios. Feriados de 1º e 8 de maio, além da Ascensão, trazem franceses à região e enchem Cassis e as vilas nos fins de semana prolongados. A água do mar ainda é fria.

Junho Chuva baixa

início da lavanda · regras de incêndio

Médias entre 17,2 °C e 27,9 °C em Marignane e entre 15,6 °C e 28,7 °C em Avignon. Dias longos. Em 1º de junho começa a regulamentação de acesso aos maciços por risco de incêndio, até 30 de setembro: trilhas podem fechar em dias de risco alto. A lavanda costuma começar a florir em meados do mês. Reserva para Sugiton nos dois últimos fins de semana.

Julho Chuva baixa

alta temporada · Festival d'Avignon

Mês mais quente: médias entre 19,7 °C e 30,7 °C em Marignane e entre 18 °C e 31,5 °C em Avignon, com dias que passam de 35 °C. Quase sem chuva. Férias europeias: Cassis, calanques e Luberon ficam cheios. Festival d'Avignon e, em Arles, os Rencontres d'Arles. A lavanda costuma florir até meados do mês. Reserva diária para Sugiton. Feriado em 14 de julho.

Agosto Chuva baixa

calor forte · lotação

Médias entre 19,4 °C e 30,5 °C em Marignane e entre 17,6 °C e 31,1 °C em Avignon. Calor forte e trovoadas isoladas no fim do mês. Pico das férias europeias: compre ingressos antes e faça os passeios cedo. Trilhas sujeitas ao risco de incêndio do dia e reserva diária para Sugiton. Lavanda já colhida. Feriado em 15 de agosto.

Setembro Chuva alta

mar quente · vindima

Médias entre 15,9 °C e 25,9 °C em Marignane e entre 13,9 °C e 26 °C em Avignon. Mar ainda quente e menos gente depois das férias. As chuvas voltam, às vezes em temporais fortes e curtos. Regras de acesso aos maciços até 30 de setembro; reserva para Sugiton nos dois primeiros fins de semana. Vindima nos vinhedos.

Outubro Chuva alta

outono ameno · trilhas livres

Médias entre 12,6 °C e 21,3 °C em Marignane e entre 10,7 °C e 21 °C em Avignon. Um dos meses mais chuvosos, com temporais típicos do outono mediterrâneo, intercalados com dias secos. As trilhas voltam a abrir sem as regras de verão. Boa época para Aix, Arles e Luberon. No fim do mês, a França volta ao horário de inverno.

Novembro Chuva alta

chuva de outono · baixa temporada

Médias entre 7,7 °C e 15,7 °C em Marignane e entre 6 °C e 14,7 °C em Avignon. Mês chuvoso e de dias curtos. Pouca gente e horários reduzidos em alguns locais e nos barcos. Bom para museus e cidades. Feriados em 1º e 11 de novembro.

Dezembro Chuva média

inverno · mercados de Natal

Médias entre 4,4 °C e 12,4 °C em Marignane e entre 2,5 °C e 11 °C em Avignon. Dias curtos e mistral frio. As cidades montam mercados e feiras de santons, as figuras do presépio provençal. Barcos e trilhas funcionam com menos horários. Feriado em 25 de dezembro e férias escolares no fim do mês.

Planeje o caminho

Como chegar: Provença

Do Brasil de avião

Há voos diretos do Brasil para Paris, no aeroporto Charles de Gaulle (CDG), a partir de São Paulo (Guarulhos) e do Rio de Janeiro (Galeão), e também de Fortaleza e de Salvador, com frequência que varia conforme a época. Das outras cidades, a viagem é com conexão. Confirme antes de comprar. Do Charles de Gaulle à Provença, o caminho mais usado é o TGV: vá até a Gare de Lyon, em Paris, ou veja se há TGV para o sul na estação do próprio aeroporto. Também há voos de Paris e voos com conexão em cidades europeias até o aeroporto Marseille Provence (MRS), em Marignane, a cerca de 25 km de Marseille e de Aix-en-Provence.

De trem a partir de Paris

O TGV sai de Paris-Gare de Lyon e usa a linha de alta velocidade LGV Méditerranée. Os tempos de referência são de cerca de 2 horas e 40 minutos até Avignon TGV, cerca de 2 horas e 55 minutos até Aix-en-Provence TGV e cerca de 3 horas até Marseille-Saint-Charles, no centro de Marseille. As estações Avignon TGV e Aix-en-Provence TGV ficam fora das cidades: Avignon TGV, ao sul de Avignon, tem trem de ligação até a estação central em poucos minutos; Aix-en-Provence TGV fica a cerca de 15 km do centro de Aix, com ônibus até a cidade. Para Arles, siga de trem regional a partir de Avignon ou de Marseille. Compre pelo SNCF Connect.

De avião dentro da França

Há voos de Paris para o aeroporto Marseille Provence (MRS), que fica em Marignane, à beira do Étang de Berre, a cerca de 25 km de Marseille e 24 km de Aix-en-Provence. Do aeroporto, a linha de ônibus A1 vai à estação Marseille-Saint-Charles pela autoestrada, e a linha A2 vai a Aix-en-Provence, passando pela estação Aix-en-Provence TGV. Um ônibus curto liga o aeroporto à estação Vitrolles-Aéroport-Marseille-Provence, servida por trens regionais (TER) em cerca de 5 minutos. Para quem chega do Brasil, o trem a partir de Paris costuma ser tão prático quanto o voo, sem a espera do aeroporto.

De carro

De Paris, a A6 vai até Lyon e a A7, pelo vale do Rhône, até Avignon e Marseille; são mais de 750 km até Marseille. A A8 leva a Aix-en-Provence e segue para a Côte d'Azur; a A54 leva a Arles; a A51 sobe de Aix para o Plateau de Valensole. As autoestradas francesas têm pedágio. Na prática, para quem vem do Brasil, compensa ir de TGV e alugar o carro só para os dias de Luberon, Camargue, Alpilles, Pont du Gard e lavanda, retirando-o em Aix, Avignon ou Arles. Nos centros históricos, deixe o carro nos estacionamentos fora das muralhas.

Como circular na Provença

Entre Marseille, Aix-en-Provence, Arles e Avignon, o trem regional (TER) é o meio principal; entre Avignon e Arles são cerca de 20 minutos. Entre Marseille e Aix também há ônibus frequentes. Em Marseille, há metrô de duas linhas, bonde e ônibus urbanos, que chegam a Luminy, ponto de partida para as calanques, e à subida de Notre-Dame de la Garde. Barcos saem do Vieux-Port para o Château d'If e o Frioul, e do porto de Cassis para as calanques. Aix, Arles e Avignon se percorrem a pé. Para o Luberon (Gordes, Sénanque, Roussillon), os Alpilles, a Camargue, o Pont du Gard e o Plateau de Valensole, o carro dá liberdade; há também excursões em van a partir de Avignon e Aix, e algumas linhas de ônibus regionais.

Documentos e fuso horário

O brasileiro entra na França com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores, confirme as exigências antes de ir. A França fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época: a diferença muda com o horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro.

Regras das calanques e reservas antecipadas

De 1º de junho a 30 de setembro, por risco de incêndio, o acesso aos maciços das Bouches-du-Rhône, incluindo o Parc national des Calanques e a Montagne Sainte-Victoire, é regulamentado: a cada dia sai, no fim da tarde, a situação para o dia seguinte, e em risco muito alto as trilhas ficam fechadas. A informação está no site da prefeitura do departamento e no aplicativo "Mes Calanques". A Calanque de Sugiton exige reserva prévia nos dois últimos fins de semana de junho, todos os dias em julho e agosto e nos dois primeiros fins de semana de setembro. O ano todo, fogo, cigarro e acampamento são proibidos no parque. Também pedem reserva o Atelier de Cézanne e as Carrières de Bibémus, em Aix, e é recomendável comprar antes as Carrières des Lumières e os espetáculos do Festival d'Avignon. Confirme as regras antes de ir.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

Abril a junho e setembro a outubro têm temperatura agradável e menos gente. O verão (junho a agosto) é quente e seco, com dias longos, o Festival d'Avignon em julho e a lavanda, que costuma florir de meados de junho a meados de julho. No inverno (dezembro a fevereiro) faz frio, o mistral sopra mais forte e escurece por volta das 17h.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Com 4 dias dá para conhecer Avignon, Aix e Arles sem pressa, um dia em cada uma e um dia para Marselha. Com 6 a 7 dias entram os vilarejos do Luberon, o Pont du Gard, Les Baux-de-Provence e a Camargue. Quem quer também as Calanques e Cassis deve somar mais um ou dois dias em Marselha.

Em que cidade se hospedar

Sem carro, o melhor é dormir no centro das cidades, perto das estações. Em Avignon, dentro das muralhas, entre a place de l'Horloge e a rue de la République. Em Aix, no centro antigo ou no quartier Mazarin, ao sul do Cours Mirabeau. Em Arles, no centro histórico, entre a arena e a place du Forum. Em Marselha, perto do Vieux-Port. Com carro, uma casa de campo ou hotel no Luberon ou nas Alpilles facilita os vilarejos.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre a Provença

Como chegar à Provença saindo do Brasil?

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. Os aeroportos mais usados são o Marseille Provence (MRS), em Marignane, ou um aeroporto de Paris, seguindo de TGV. De Paris, o TGV chega a Avignon TGV, Aix-en-Provence TGV e Marseille-Saint-Charles em cerca de 3 horas. A França fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época.

Quantos dias reservar para a Provença?

O mínimo confortável é de 4 dias, um para cada cidade: Avignon, Aix-en-Provence, Arles e Marselha. Com uma semana, dá para somar o Luberon (Gordes, Roussillon, Sénanque), o Pont du Gard, Les Baux-de-Provence e a Camargue, além das Calanques em Marselha.

Precisa alugar carro?

Para as cidades, não: trens TER ligam Avignon, Arles, Aix e Marselha, e os centros históricos se fazem a pé. O carro é quase indispensável para os vilarejos do Luberon e para os campos de lavanda, e ajuda muito na Camargue e em Les Baux-de-Provence. Sem carro, a saída são passeios organizados que saem de Avignon, Aix ou Arles, ou ônibus regionais com poucos horários.

Qual a melhor época para ver a lavanda?

A lavanda costuma florir de meados de junho a meados de julho, com variação de ano para ano conforme o clima. A colheita começa em julho, e depois os campos ficam sem cor. Perto de Avignon, os campos mais procurados ficam em volta da Abbaye de Sénanque e nos arredores de Gordes e do Luberon, com acesso de carro.

Dá para conhecer a Provença em bate-volta de Paris?

Um bate-volta de TGV até Avignon ou Marselha é possível, mas cansativo: são cerca de 3 horas em cada sentido. O mais indicado é dormir pelo menos duas noites na região e usar Avignon, Aix ou Marselha como base para bate-voltas de trem entre as cidades.

Como é o clima e o que é o mistral?

O verão (junho a agosto) é quente e seco, com dias longos. O inverno (dezembro a fevereiro) é frio, mas com muitos dias de sol. O mistral é um vento forte, seco e frio que desce o vale do Ródano e pode soprar por vários dias, sobretudo no inverno e na primavera. Leve um casaco corta-vento mesmo fora do inverno.

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