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Ilha de Marajó, no Pará: quatro dias entre Soure, Salvaterra e as praias de água doce

A cerca de duas horas de barco de Belém, a maior ilha fluviomarinha do mundo reúne praias largas de água doce, fazendas de búfalo e as ruínas de uma igreja do século XVII à beira do mar, na Vila de Joanes.

Publicado em , no Clube da Maturidade

Ilha de Marajó, no Pará
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade

Do outro lado da baía, a oeste de Belém, fica a maior ilha fluviomarinha do mundo — e chegar até lá já é parte do passeio. As lanchas saem do Terminal Hidroviário de Belém, ao lado da Estação das Docas, e levam de duas a três horas. Não há travessia aos domingos, então vale conferir os horários antes de fechar o roteiro.

Soure e Salvaterra concentram o que há para ver. Em Soure ficam a Praia do Pesqueiro e a Praia da Barra Velha, largas e de água morna, e as fazendas de búfalo abertas à visita, como a Fazenda São Jerônimo, onde se conhece de perto o rebanho que virou símbolo da ilha. Em Salvaterra, a Vila de Joanes guarda as ruínas de uma igreja do século XVII bem à beira da praia. A cerâmica marajoara, herdeira de uma tradição indígena de séculos, aparece nos ateliês locais e no Museu do Marajó, em Cachoeira do Arari.

Três ou quatro dias dão conta do essencial. A melhor época vai de julho a dezembro, o período mais seco; entre janeiro e junho chove forte e boa parte da ilha alaga. Calor e umidade são constantes o ano todo, e os trajetos entre as praias se fazem por estrada de terra — nada puxado, mas sem pressa.

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