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Pará
Belém, a Ilha de Marajó e as praias de rio do Tapajós são três viagens diferentes dentro do Pará, ligadas por barco, avião e uma cozinha feita de tucupi e jambu.
Na foto: Estação das Docas vista da Baía do Guajará, Belém (PA)
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
O estado
Conheça o Pará
O Pará é o segundo maior estado do Brasil em área e organiza a vida em torno das águas. A baía do Guajará, a foz do Amazonas e o Rio Tapajós desenham as três regiões que mais recebem visitantes, cada uma com seu acesso e seu calendário.
Belém foi fundada pelos portugueses em 1616, a partir do Forte do Presépio, na beira da baía. O Ver-o-Peso, mercado e feira junto ao cais, é o melhor lugar para entender a cidade: ervas, peixes, farinhas e o açaí que chega de barco das ilhas de madrugada. Perto dali ficam a Estação das Docas, as igrejas da Cidade Velha e o Theatro da Paz, erguido no tempo da borracha. Do outro lado do rio, ilhas como o Combu têm restaurantes sobre palafitas e trilhas na várzea.
Em outubro, o Círio de Nazaré muda a rotina da capital. A procissão do segundo domingo do mês leva mais de dois milhões de pessoas às ruas atrás da imagem da santa, e a quinzena de festas inclui romarias por terra e pelo rio. O Círio é patrimônio cultural do Brasil.
Na foz do Amazonas, a Ilha de Marajó forma o maior arquipélago fluviomarinho do mundo. No leste, Soure e Salvaterra têm praias de água salobra, campos alagados e fazendas de búfalos, que aparecem nas ruas, na carne e no queijo do Marajó. Em Cachoeira do Arari, o Museu do Marajó guarda a cerâmica marajoara, feita por povos que viveram ali séculos antes dos europeus. Breves, a oeste, vive do movimento dos barcos nos estreitos que ligam Belém a Macapá e a Manaus.
No oeste, o destino Alter do Chão e Baixo Tapajós tem águas verdes e praias de areia branca que surgem quando o rio baixa. Alter do Chão, vila de Santarém, é a base para a Ilha do Amor, a Ponta do Cururu e as comunidades ribeirinhas. Em setembro, a vila celebra o Çairé, festa religiosa e folclórica com a disputa dos botos Tucuxi e Cor-de-Rosa. Belterra e Fordlândia, em Aveiro, guardam casas e galpões dos projetos de seringueiras de Henry Ford.
A cozinha paraense usa o que vem da mandioca e do rio. Pato no tucupi e maniçoba são pratos de festa, servidos no almoço do Círio. Tacacá, filhote, açaí com peixe frito e farinha d'água são do dia a dia, e o jambu, que adormece a boca, entra em quase tudo.
Destinos
3 destinos no Pará
Cidades
12 cidades do Pará no guia

Belém
Belém reúne mercados, teatros e igrejas históricas entre rios e ilhas amazônicas. O centro antigo, as praças arborizadas e a cultura paraense aproximam o visitante da história da capital e de suas águas.

Ananindeua
Ananindeua combina vida urbana, parques e comunidades insulares na região de Belém. O patrimônio religioso e os espaços verdes revelam aspectos da história local e da presença amazônica no município.

Aveiro
Aveiro se estende às margens do Rio Tapajós, entre praias fluviais e comunidades amazônicas. A sede ribeirinha e o patrimônio de Fordlândia revelam paisagens e histórias ligadas ao rio e à borracha.

Belterra
Belterra guarda marcas do projeto de cultivo de seringueiras criado por Henry Ford na Amazônia. O patrimônio urbano e as paisagens ligadas ao Tapajós aproximam o visitante da história e da floresta.

Benevides
Benevides guarda memórias da abolição da escravidão no Pará e tradições religiosas de suas comunidades. Em Benfica, o patrimônio da igreja matriz e a paisagem ribeirinha revelam parte dessa história.

Breves
Breves se desenvolveu às margens do Rio Parauaú, em uma região de ilhas e canais amazônicos. O movimento das embarcações e o patrimônio do centro revelam a presença dos rios na vida marajoara.

Cachoeira do Arari
Cachoeira do Arari reúne campos marajoaras, vida ribeirinha e patrimônio cultural. O Museu do Marajó apresenta a história e os saberes da região, em diálogo com o cotidiano das comunidades locais.

Marituba
Marituba integra a região metropolitana de Belém e mantém tradições ligadas ao Menino Deus. A igreja matriz e sua praça marcam o cotidiano do centro e as celebrações religiosas da comunidade.

Ponta de Pedras
Ponta de Pedras reúne paisagens de várzea e comunidades ribeirinhas no arquipélago do Marajó. A pesca, o açaí e o patrimônio religioso ajudam a conhecer a relação entre o município e suas águas.

Salvaterra
Salvaterra combina praias e vestígios históricos na costa oriental da Ilha de Marajó. A vila de Joanes, os campos e as comunidades locais aproximam o visitante das paisagens e da cultura marajoara.

Santarém
Santarém se formou junto ao encontro dos rios Tapajós e Amazonas e reúne praias e patrimônio histórico. A orla, as igrejas do centro e as comunidades ribeirinhas revelam diferentes paisagens do município.

Soure
Soure reúne praias, manguezais e campos naturais na Ilha de Marajó. A paisagem do Pesqueiro e o cotidiano das comunidades revelam a relação entre as águas, a pesca e a cultura marajoara.
Quando ir
O clima é quente e úmido. Em Belém e no Marajó, as chuvas mais fortes vão de dezembro a maio; no segundo semestre chove menos, mas as pancadas de fim de tarde seguem comuns na capital. No Marajó, os campos ficam alagados na estação chuvosa e secam a partir de julho. No Tapajós, as praias aparecem com a vazante, entre agosto e dezembro. O Círio de Nazaré, no segundo domingo de outubro, e o Çairé, em setembro, são as datas de maior procura.
Como chegar
O Aeroporto Internacional de Belém – Val-de-Cans/Júlio Cezar Ribeiro fica na capital. No oeste, o Aeroporto de Santarém – Maestro Wilson Fonseca atende Santarém, de onde Alter do Chão fica a cerca de 35 quilômetros por estrada asfaltada. Para o Marajó, lanchas e balsas saem de Belém e do distrito de Icoaraci até o porto de Camará, em Salvaterra; de lá, uma balsa curta cruza o rio Paracauari até Soure. Belém e Santarém também se ligam por barcos de linha, em viagem de alguns dias. Por terra, a BR-316 e a BR-010 conectam Belém ao Maranhão e ao Centro-Oeste.
Tire suas dúvidas
Perguntas frequentes sobre o Pará
Quantos dias reservar para Belém, Marajó e Alter do Chão?
Pelo menos dez dias para as três regiões: três ou quatro em Belém, três no Marajó e três ou quatro no Tapajós, com um voo entre Belém e Santarém. Com menos tempo, escolha entre o Marajó e o Tapajós.
Em que meses as praias de Alter do Chão ficam à mostra?
Na vazante do Tapajós, entre agosto e dezembro, quando a Ilha do Amor e os bancos de areia aparecem. Na cheia, entre março e junho, boa parte das praias fica submersa, e os passeios se voltam para os igapós, a floresta alagada.
Como funciona a travessia de Belém para o Marajó?
As lanchas são mais rápidas e as balsas levam carros. As duas chegam ao porto de Camará, em Salvaterra. Em feriados e férias, compre a passagem com antecedência e chegue cedo ao terminal.
O que é o tucupi e por que o jambu adormece a boca?
O tucupi é o caldo amarelo extraído da mandioca brava, fervido por longo tempo para eliminar substâncias tóxicas. É a base do pato no tucupi e do tacacá. O jambu é uma folha com um composto que provoca formigamento e dormência leve nos lábios e na língua.
Onde ficar em Belém durante o Círio?
Hotéis próximos do trajeto, nos bairros de Nazaré, Batista Campos e Cidade Velha, esgotam primeiro. Reserve com meses de antecedência e conte com ruas bloqueadas no fim de semana da procissão.
Dá para ver encontro de rios no Pará?
Sim. Em frente à orla de Santarém, o Tapajós, de água esverdeada, corre ao lado do Amazonas, barrento, sem se misturar por alguns quilômetros. Dá para ver da orla e, mais de perto, em passeio de barco.
Vale ir cedo ao Ver-o-Peso?
Vale. O movimento começa de madrugada, com a chegada dos barcos de açaí e de peixe. Cedo, a feira está mais cheia de produtos e menos quente. Leve pouca coisa nos bolsos e prove o açaí com peixe frito nas barracas.
Mapa: @svg-maps/brazil, CC BY 4.0


