
Estado · Norte
Amazonas
Maior estado do país em área, o Amazonas se percorre pelos rios. Quase toda viagem começa em Manaus, na margem do Rio Negro.
Na foto: Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões, região de Manaus (AM)
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
O estado
Conheça o Amazonas
O Amazonas tem a maior parte do território coberta por floresta. As distâncias se medem em horas de barco: muitas cidades não têm ligação por estrada com a capital, e o ritmo da viagem acompanha o nível dos rios, que sobem e descem vários metros ao longo do ano.
Manaus cresceu no auge do ciclo da borracha, entre o fim do século XIX e o começo do XX. Dessa época ficaram o Teatro Amazonas, o Largo de São Sebastião, o Palacete Provincial e o Mercado Adolpho Lisboa, à beira do Rio Negro. A floresta também entra na cidade, no Bosque da Ciência e no Museu da Amazônia, que tem uma torre de observação acima da copa das árvores.
Os passeios de barco saem do porto da capital. O mais procurado é o Encontro das Águas, onde o Rio Negro, escuro, corre ao lado do Solimões, barrento, por quilômetros antes de se misturar. Rio acima, Novo Airão é a base para o arquipélago de Anavilhanas, um labirinto de ilhas no Negro. Pela ponte sobre o rio chega-se a Iranduba, com praias que aparecem na vazante. Ao norte, pela BR-174, Presidente Figueiredo tem cachoeiras e grutas no meio da mata.
Em Parintins, no baixo Amazonas, o festival dos bois Garantido e Caprichoso toma a cidade no fim de junho. O acesso é por barco ou avião a partir de Manaus, e muita gente se hospeda nos próprios barcos.
Na mesa, o peixe manda. Tambaqui assado na brasa, caldeirada de tucunaré e pirarucu estão em qualquer cardápio. O tacacá, servido em cuia com tucupi, jambu e camarão, é vendido no fim da tarde. No café da manhã, o x-caboquinho junta pão, tucumã, queijo coalho e banana frita.
Destinos
1 destino no Amazonas

Cidades
5 cidades do Amazonas no guia

Manaus
Manaus reúne patrimônio do ciclo da borracha e paisagens amazônicas às margens do Rio Negro. O Teatro Amazonas, os mercados e os espaços culturais do centro histórico contam diferentes capítulos da capital.

Careiro da Várzea
Careiro da Várzea tem sua paisagem marcada pelos rios e pelo ciclo de cheias da Amazônia. A sede ribeirinha, as comunidades e as áreas alagáveis revelam modos de vida ligados à água e à agricultura.

Iranduba
Iranduba fica entre os rios Negro e Solimões e reúne paisagens de floresta e praias fluviais. Na vazante, as areias de Açutuba revelam uma das faces do município, ligado a Manaus pela ponte sobre o Rio Negro.

Novo Airão
Novo Airão está às margens do Rio Negro e é uma das portas de acesso ao arquipélago de Anavilhanas. A vida ribeirinha, o artesanato e os passeios pelos canais aproximam o visitante da floresta amazônica.

Presidente Figueiredo
Presidente Figueiredo é conhecida pelas cachoeiras, grutas e rios cercados pela floresta amazônica. As corredeiras do Urubuí e as trilhas do município revelam a relação entre a água e as formações rochosas.
Rotas
Rotas que passam pelo Amazonas
Quando ir
Chove o ano inteiro, mas a estação mais chuvosa vai de dezembro a maio. O Rio Negro sobe até o pico da cheia, por volta de junho, quando a floresta alagada pode ser percorrida de canoa. Na vazante, entre setembro e novembro, surgem praias de areia branca e as trilhas secam; em anos de seca forte, canais rasos podem impedir alguns passeios. O calor é constante. O Festival de Parintins acontece no fim de junho, e o Festival Amazonas de Ópera ocupa o Teatro Amazonas por volta de maio.
Como chegar
O Aeroporto Internacional de Manaus – Eduardo Gomes fica na capital e concentra os voos do estado. Por terra, a BR-174 liga Manaus a Presidente Figueiredo e segue até Boa Vista, em Roraima. A BR-319, rumo a Porto Velho, tem longos trechos sem asfalto. A ponte sobre o Rio Negro leva a Iranduba e às estradas para Manacapuru e Novo Airão. Para o interior, o transporte mais comum são os barcos regionais e as lanchas, que saem dos portos de Manaus.
Tire suas dúvidas
Perguntas frequentes sobre o Amazonas
Preciso tomar vacina antes de ir ao Amazonas?
A vacina contra febre amarela é recomendada para quem vai à Amazônia. Tome com pelo menos dez dias de antecedência, prazo para a proteção começar, e leve o comprovante.
Como chegar a Parintins para o festival?
De avião ou de barco a partir de Manaus. O barco regional desce o Rio Amazonas em cerca de um dia, com redes ou camarotes, e leva mais tempo na volta. Na época do festival, hotéis e casas esgotam cedo e muitos barcos funcionam como hospedagem. Reserve com meses de antecedência.
Quanto tempo leva o passeio ao Encontro das Águas?
Costuma ocupar meio período, saindo do porto de Manaus. Muitos roteiros incluem uma parada em comunidade ou lago com vitórias-régias no mesmo dia.
Onde ver botos de perto?
Em Novo Airão, na beira do Rio Negro, um flutuante recebe visitantes para ver os botos-cor-de-rosa, com regras de contato e número limitado de pessoas por vez. Alguns passeios em Anavilhanas também incluem paradas com botos.
Quando aparecem as praias de rio perto de Manaus?
Na vazante, entre setembro e novembro. Nessa época a Ponta Negra e as praias de Iranduba e do Rio Negro ficam com faixa de areia larga. Na cheia, boa parte delas fica submersa.
Presidente Figueiredo dá bate-volta de Manaus?
Dá. O município fica a pouco mais de cem quilômetros ao norte pela BR-174. Num dia cabem duas ou três cachoeiras; para conhecer grutas e corredeiras com calma, durma ao menos uma noite.
Que roupa levar para a selva?
Roupas leves que secam rápido, capa de chuva, repelente, chapéu e calçado fechado. Na mata, calça comprida e manga longa protegem de insetos. Um agasalho fino ajuda nos barcos e nos lugares com ar-condicionado forte.
Mapa: @svg-maps/brazil, CC BY 4.0

