Vinícolas de Canelones

Canelones

Vinícolas de Canelones

A principal região de vinho do Uruguai, terra do Tannat, a uns 45 km de Montevidéu: vinícolas familiares com visita guiada e a cidade onde nasceu a bandeira nacional.

Montevidéu e arredores

Na foto: Establecimiento Juanicó, Canelones

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Conheça o lugar

Uma região para viver
sem pressa.

O departamento de Canelones, colado a Montevidéu, é o coração da viticultura uruguaia. A região metropolitana reúne a maior parte das vinícolas do país, quase todas empresas familiares fundadas por imigrantes europeus. A uva símbolo é a Tannat, trazida da região de Madiran, no sudoeste da França, por Pascual Harriague em 1870.

O roteiro tem base na cidade de Canelones, capital do departamento, a cerca de 45 a 50 km de Montevidéu pela Ruta 5. Ali foi criada a primeira bandeira nacional, em 1828, lembrada pelo Monumento a la Bandera, na Plaza 18 de Julio, ao lado da Catedral de Nuestra Señora de Guadalupe.

As vinícolas abertas à visita ficam espalhadas entre a cidade e Montevidéu: o Establecimiento Juanicó, da Familia Deicas, com uma cava ligada aos jesuítas; Pizzorno e Castillo Viejo, vizinhas na região de Canelón Chico e Las Piedras; Varela Zarranz, em Joaquín Suárez; e a Antigua Bodega Stagnari, em Santos Lugares. Já na divisa com Montevidéu ficam Bouza, em Melilla, e Carrau, em Colón.

Como as distâncias são curtas, dá para fazer tudo em bate-volta de Montevidéu. Quase todas as visitas pedem reserva e terminam em degustação ou almoço harmonizado. Quem dirige não deve beber: muita gente vai com passeio organizado, traslado oferecido pela própria vinícola ou motorista contratado.

Este roteiro tem 1 cidade: Canelones.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.

Onde fica Vinícolas de Canelones
Canelones

Contornos: Servicio Geográfico Militar / IDE Uruguay, Licença de Dados Abertos. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Vinícolas de Canelones

✈ Aeropuerto Internacional de Carrasco (MVD), em Ciudad de la Costa · 59 km até Canelones

A cidade de Canelones fica a cerca de 45 a 50 km de Montevidéu pela Ruta 5, e o Aeroporto de Carrasco (MVD) está a uns 60 km. Do Brasil por estrada, a Ruta 5 liga Rivera, na frente de Santana do Livramento, a Canelones, em cerca de 460 km. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar.

A experiência do lugar

O que fazer nas Vinícolas de Canelones

Canelones · Canelones · Praça

Plaza 18 de Julio

Praça principal de Canelones, existente desde a fundação da vila. No centro fica o Monumento a la Bandera, de 16 metros, homenagem à primeira bandeira nacional, criada na cidade em 1828.

Conhecer Plaza 18 de Julio

Canelones · Canelones · Vinícola

Establecimiento Juanicó

Vinícola da Familia Deicas na Ruta 5, perto do povoado de Juanicó, em terras que pertenceram aos jesuítas. A visita passa pela Cava de Preludio, subterrânea, e há restaurante com cardápio da estação.

Conhecer Establecimiento Juanicó

Canelones · Canelones · Vinícola

Pizzorno Family Estates

Vinícola familiar desde 1910, hoje na quarta geração, na região de Canelón Chico. Recebe visitantes desde 2014, com visita a vinhedos, bodega e cava, degustações com queijos locais e almoços harmonizados.

Conhecer Pizzorno Family Estates

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Para escolher antes de ir

Passeios nas Vinícolas de Canelones

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Establecimiento Juanicó: visita guiada à cava e degustação

Sai de Juanicó, Ruta 5 km 38, entre Montevideo (Montevidéu) e Canelones Carro, motorista contratado ou passeio organizado cerca de 3 horas, com almoço manhã fácil

O Establecimiento Juanicó fica às margens da Ruta 5, na localidade de Juanicó, a caminho da cidade de Canelones. A propriedade tem origem nas estâncias dos jesuítas e passou a Francisco Juanicó, imigrante de Menorca, em 1830; a família Deicas está à frente da vinícola desde 1979. O ponto central da visita é a cava subterrânea, o prédio principal da propriedade, onde barricas de carvalho descansam em temperatura e umidade estáveis e um mofo característico cobre paredes e teto. A visita guiada passa pelo vinhedo, pela área de elaboração e pela cava, e termina com uma degustação acompanhada de comida. Há opções com almoço no restaurante da própria vinícola, que trabalha a harmonização entre pratos e vinhos. O passeio é sobre a história do lugar e o processo de produção; quem prefere não beber pode acompanhar a visita normalmente.

Passa por: Establecimiento Juanicó, Ruta 5, Juanicó.

Inclui: Visita guiada ao vinhedo, à elaboração e à cava; degustação com acompanhamentos; almoço nas opções que o incluem. Há ingresso, pago à parte: confira a tabela atual.

Dica: A visita é com reserva pelo departamento de turismo enológico da vinícola. Passeios organizados saem de hotéis de Montevideo com guia que fala português. Quem dirige não bebe: combine motorista ou passeio com transporte.

Melhor época: O ano todo, com reserva. Na vindima, em fevereiro e março, a vinícola fica em plena atividade.

Bodegas Castillo Viejo: visita com sommelier e cava centenária

Sai de Las Piedras, Ruta 68 km 24 Carro com motorista ou passeio organizado cerca de meio período; confirme na reserva manhã ou tarde fácil

Castillo Viejo é a vinícola da família Etcheverry, em Las Piedras, conhecida pela cava subterrânea construída em 1927. Todas as experiências começam com um percurso guiado por um sommelier: vinhedo, área de fermentação, linha de engarrafamento e, por fim, a cava, onde a visita termina e acontece a degustação. Os grupos são pequenos. Há degustações com tábua de queijos, embutidos e pães artesanais, e almoços de três etapas servidos dentro da cava. A família guarda um arquivo de vinhos antigos, e a história da casa costuma ser contada por um dos seus integrantes. A vinícola abre de segunda a sábado, com saídas no fim da manhã e no início da tarde; aos domingos, só recebe grupos grandes.

Passa por: Bodegas Castillo Viejo, Las Piedras, Ruta 68.

Inclui: Percurso guiado pelo vinhedo, pela produção e pela cava; degustação com tábua; almoço na cava nas opções que o incluem. Cada experiência tem valor próprio; confira a tabela atual.

Dica: O ideal é ir com agenda: a reserva é feita pelo formulário do site da vinícola. Vá com motorista ou passeio organizado se for degustar; quem dirige não bebe.

Melhor época: O ano todo, de segunda a sábado, com reserva. Em fevereiro e março, época de vindima, pode haver programação especial.

Pizzorno Family Estates: visita, degustação e almoço em Canelón Chico

Sai de Canelón Chico, Ruta 32 km 23 Carro, motorista contratado ou transfer da vinícola cerca de 3 horas, com o almoço manhã fácil

A família Pizzorno faz vinho há quatro gerações em Canelón Chico, perto de Las Piedras, onde Próspero José Pizzorno plantou os primeiros vinhedos em 1910. A visita percorre vinhedo, área de elaboração e cava, e segue para uma degustação conduzida por um técnico da vinícola, com queijos locais. Há formatos com almoço de três etapas harmonizado e outros dedicados à cozinha de fogo, com carnes na parrilla a lenha. O restaurante funciona todos os dias a partir do meio-dia. A vinícola também vende combinações com outra casa da região, como Bouza, com transfer incluído, e oferece transfer de ida e volta a partir de hotéis de Montevideo.

Passa por: Pizzorno Family Estates, Canelón Chico, Ruta 32.

Inclui: Visita guiada ao vinhedo, à produção e à cava; degustação com queijos; almoço nas opções que o incluem; transfer opcional desde Montevideo. Tudo pago à parte, conforme a tabela atual.

Dica: Reserve pelo site ou pelo WhatsApp da vinícola. A opção com transfer resolve o transporte para quem quer degustar sem dirigir.

Melhor época: O ano todo. Em fevereiro, na vindima, a vinícola costuma organizar dias com pisa de uva.

Viña Varela Zarranz: vinhedos e adega histórica em Joaquín Suárez

Sai de Joaquín Suárez, Ruta 74 km 29 Transfer da vinícola, carro ou motorista contratado cerca de 2 a 3 horas manhã fácil

Os primeiros vinhedos desta propriedade foram plantados por Diego Pons em 1888, e a adega foi construída em 1892; a família Varela comprou a propriedade em 1944. A visita é guiada por um integrante da família e passa pelos vinhedos e pela vinícola, com a história da casa, o processo de elaboração e os espumantes feitos pelo método tradicional (champenoise). O percurso inclui a sala de barricas e a adega antiga, com uma coleção de tonéis de carvalho francês do início do século 20, e termina no porão da casa antiga, onde fica a sala de degustação. Há formatos com degustação e queijos, empanadas e produtos locais, e outro com almoço de três etapas.

Passa por: Viña Varela Zarranz, Joaquín Suárez, Ruta 74.

Inclui: Visita guiada por vinhedo, sala de barricas e adega antiga; degustação com acompanhamentos; almoço na opção que o inclui; transfer opcional desde Montevideo, com valor à parte. Confira a tabela atual da vinícola.

Dica: As visitas são de quinta a domingo e a saída da manhã exige reserva. A vinícola faz parte de Los Caminos del Vino. Se for degustar, use o transfer ou vá com motorista.

Melhor época: O ano todo, de quinta a domingo. Em março a vinícola costuma marcar um dia de vindima.

Antigua Bodega Stagnari: visita e degustação em Santos Lugares

Sai de Santos Lugares, La Paz, Ruta 5 km 20 Carro, motorista, táxi ou passeio organizado cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil

A Antigua Bodega Stagnari ocupa um prédio de 1928 em Santos Lugares, na altura do km 20 da Ruta 5, a cerca de 20 minutos do centro de Montevideo. É uma vinícola familiar: a família Stagnari faz vinho desde o século 19, e quem conduz a casa é a quinta e a sexta geração. A visita guiada percorre os vinhedos e a vinícola e explica o processo de elaboração; em seguida vem a degustação, servida com queijos, nozes e empanadas caseiras. Grupos podem reservar um almoço com a família. Fica no caminho entre Montevideo e a cidade de Canelones, e combina bem com uma parada em Juanicó.

Passa por: Antigua Bodega Stagnari, Santos Lugares, La Paz, Ruta 5.

Inclui: Visita guiada aos vinhedos e à vinícola; degustação com queijos, nozes e empanadas; almoço só para grupos, com reserva. Valores na tabela atual da vinícola.

Dica: Reserve pelo sistema de agendamento do site da vinícola. Quem dirige não bebe.

Melhor época: O ano todo, com reserva.

Bodega Bouza: vinhedo, adega e garagem de carros clássicos em Melilla

Sai de Melilla, zona rural de Montevideo Carro, táxi, motorista contratado ou passeio organizado cerca de 2 horas, sem almoço manhã ou tarde fácil

A Bodega Bouza fica em Melilla, na zona rural de Montevideo, a cerca de 15 minutos do centro. A família comprou a propriedade em 2001, restaurou a antiga vinícola que funcionava ali nas décadas de 1950 e 1960 e plantou vinhedos, entre eles o de albariño. A visita guiada é curta e passa pelo vinhedo e pela adega das barricas. A degustação acontece na garagem, cercada pela coleção de carros e motos clássicos da família, com petiscos para acompanhar. A propriedade tem gramados, pérgola de parreiras e um restaurante com cozinha de influência uruguaia e espanhola, com almoço à la carta ou menu de degustação.

Passa por: Bodega Bouza, Melilla.

Inclui: Visita guiada ao vinhedo e à adega; degustação na garagem de carros clássicos com petiscos; almoço no restaurante pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: As visitas guiadas têm várias saídas ao longo do dia; reserve por telefone ou WhatsApp. É a vinícola mais fácil de encaixar numa tarde em Montevideo.

Melhor época: O ano todo, com reserva.

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Bodegas Carrau: visita à vinícola histórica de Colón

Sai de Colón, zona norte de Montevideo Táxi, carro, motorista ou passeio organizado cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil

A Bodegas Carrau fica em Colón, no norte de Montevideo, a cerca de 18 km do centro. A família Carrau, com tradição no vinho na Catalunha desde o século 18, chegou ao Uruguai no século 20 e, em 1976, comprou a vinícola fundada por Pablo Varzi em 1887. A propriedade tem casa colonial, parque e vinhedo. A visita guiada conta a história da família e do lugar e passa pelos vinhedos e pela área das barricas; pode terminar com degustação e empanadas. Há almoço sob reserva antecipada.

Passa por: Bodegas Carrau, Colón.

Inclui: Visita guiada pela propriedade; degustação opcional com empanadas; almoço sob reserva. A visita é paga; confira a tabela atual.

Dica: As visitas são de segunda a sábado, com uma saída de manhã e outra à tarde, sempre com reserva por e-mail, telefone ou WhatsApp.

Melhor época: O ano todo, com reserva; não abre aos domingos.

Bate-volta das vinícolas desde Montevideo com passeio organizado

Sai de Hotéis de Montevideo (Montevidéu) Van ou micro-ônibus com guia, ou motorista contratado cerca de 4 a 6 horas dia inteiro fácil

É o jeito mais simples de visitar as vinícolas sem dirigir. Agências de Montevideo vendem passeios com busca no hotel, guia em português e visita a uma ou duas vinícolas, com degustação e, em algumas opções, almoço. Juanicó é um dos destinos mais comuns. Algumas vinícolas também vendem a combinação diretamente: a Pizzorno, por exemplo, oferece pacotes com outra casa da região e transfer incluído, e a Varela Zarranz e a Bouza têm transfer de ida e volta desde Montevideo. Para montar o próprio dia, contrate um motorista e reserve cada visita com antecedência. Quem dirige não bebe.

Passa por: Establecimiento Juanicó, Pizzorno Family Estates, Bodega Bouza, Viña Varela Zarranz.

Inclui: Transporte de ida e volta desde o hotel, guia e as visitas reservadas; degustação e almoço conforme a opção. O valor varia com a agência e o formato; confira a tabela atual.

Dica: Confira se o passeio inclui o almoço e quantas vinícolas visita. Alguns não aceitam menores de 18 anos.

Melhor época: O ano todo. Em fevereiro e março, época de vindima, as vinícolas ficam mais movimentadas.

Almoço na vinícola

Sai de Vinícolas de Canelones e de Montevideo Carro com motorista, transfer ou passeio organizado cerca de 3 horas, com a visita manhã fácil

Várias vinícolas juntam a visita guiada a um almoço servido na própria propriedade, o que transforma a manhã num programa de dia inteiro sem pressa. Na Castillo Viejo, o almoço de três etapas é servido dentro da cava centenária. A Pizzorno tem restaurante aberto todos os dias e propostas com cordeiro ou com carnes na parrilla a lenha. Juanicó e Bouza têm restaurante próprio, e a Varela Zarranz oferece almoço de três etapas depois da visita. Na Bodegas Carrau e na Antigua Bodega Stagnari, o almoço é feito sob reserva. Os cardápios mudam com a estação.

Passa por: Bodegas Castillo Viejo, Pizzorno Family Estates, Establecimiento Juanicó, Bodega Bouza, Viña Varela Zarranz.

Inclui: Visita guiada e almoço; bebidas conforme a opção escolhida. Cada casa tem seu cardápio e sua tabela atual, paga à parte.

Dica: Reserve com antecedência, principalmente aos sábados. Avise na reserva sobre restrições alimentares: algumas casas têm opção vegetariana. Quem dirige não bebe.

Melhor época: O ano todo. No inverno, os almoços em ambientes fechados e nas cavas são os mais procurados.

Vindima nas vinícolas (fevereiro e março)

Sai de Vinícolas da região Motorista, transfer ou passeio organizado cerca de meio dia manhã fácil

A colheita da uva no Uruguai vai de fevereiro a março. Nessa época, algumas vinícolas de Canelones abrem dias especiais de vindima, com visita aos vinhedos em plena colheita, pisa de uva tradicional e almoço. A Pizzorno costuma organizar dias com pisa de uva aos sábados de fevereiro; a Varela Zarranz costuma marcar um dia de vindima em março; a Castillo Viejo costuma ter programação própria. As datas e o formato mudam a cada ano e as vagas são limitadas. É uma boa ocasião para ver o trabalho no campo e na produção, que nos outros meses fica parado.

Passa por: Pizzorno Family Estates, Viña Varela Zarranz, Bodegas Castillo Viejo.

Inclui: Visita, atividade de vindima e almoço, conforme a vinícola. As vagas são pagas à parte; confira a tabela atual de cada casa.

Dica: Acompanhe a programação nas redes e no site de cada vinícola a partir de janeiro e reserve cedo. Use roupa leve, chapéu e protetor solar: é pleno verão.

Melhor época: Fevereiro e março.

Cidade de Canelones: Plaza 18 de Julio, Monumento a la Bandera e catedral

Sai de Centro da cidade de Canelones A pé cerca de 1 hora manhã ou tarde fácil

A cidade de Canelones, capital do departamento, fica a cerca de 45 a 50 km de Montevideo pela Ruta 5 e é conhecida como o berço da bandeira uruguaia: foi ali que, em 18 de dezembro de 1828, a Assembleia Constituinte criou a bandeira nacional, por iniciativa do governador provisório Joaquín Suárez. A Plaza 18 de Julio é a praça principal e guarda o Monumento a la Bandera, obra de Juan Clemente D'Aniello inaugurada em 1939, que inclui uma imagem de Joaquín Suárez. Junto à praça fica a Catedral de Nuestra Señora de Guadalupe, construída no lugar da igreja paroquial da fundação da cidade; o prédio foi concluído em 1843 e é santuário nacional da Virgem de Guadalupe. É uma parada curta, fácil de encaixar no dia de Juanicó.

Passa por: Plaza 18 de Julio, Monumento a la Bandera, Catedral de Nuestra Señora de Guadalupe.

Inclui: Caminhada livre pela praça e visita à catedral, respeitando os horários de missa.

Dica: Combine com Juanicó, que fica na mesma Ruta 5, no caminho entre Montevideo e Canelones.

Melhor época: O ano todo.

Los Caminos del Vino: um dia de carro pelas vinícolas familiares

Sai de Montevideo (Montevidéu) Carro com motorista que não bebe cerca de 7 horas dia inteiro fácil

Los Caminos del Vino é a marca da associação de turismo enológico do Uruguai, que reúne vinícolas familiares abertas a visitas; a maior parte delas fica em Canelones, que concentra a maior área de vinhedos do país. Muitas casas estão ao longo da Ruta 5 e de estradas próximas, a poucos minutos de Montevideo, o que permite montar um dia com duas visitas: por exemplo, Stagnari ou Juanicó pela manhã, seguidas de almoço em Castillo Viejo ou Pizzorno, perto de Las Piedras. Cada vinícola tem dias e saídas próprios e quase todas trabalham com reserva. Mais de duas visitas no mesmo dia deixa o programa corrido.

Passa por: Ruta 5, Antigua Bodega Stagnari, Establecimiento Juanicó, Bodegas Castillo Viejo, Pizzorno Family Estates, Viña Varela Zarranz.

Inclui: Roteiro montado pelo viajante; cada visita é paga à parte na vinícola. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve cada visita antes e confira os dias de abertura: há casas fechadas aos domingos e outras que só abrem de quinta a domingo. Quem dirige não bebe; contrate motorista ou deixe alguém do grupo sem degustar.

Melhor época: O ano todo. Da primavera ao outono os vinhedos estão com folhas; na vindima, em fevereiro e março, há mais movimento.

Dia a dia

Roteiro de 2, 3 e 4 dias nas Vinícolas de Canelones

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

2 dias · Vinícolas de Canelones em 2 dias, com base em Montevideo

Para Quem chega do Brasil num voo direto curto e quer conhecer duas ou três vinícolas sem dirigir. · Base em Montevideo (Montevidéu)
  1. Dia 1 · Chegada e Bodega Bouza

    Chegada pelo Aeropuerto de Carrasco e ida ao hotel em Montevideo. À tarde, Bodega Bouza: vinhedo e adega e a garagem de carros clássicos, na zona rural de Melilla, a cerca de 15 minutos do centro. Volta de táxi ou com o transporte combinado.

  2. Dia 2 · Juanicó e a cidade de Canelones

    Saída pela Ruta 5 com passeio organizado ou motorista. Manhã no Establecimiento Juanicó, com visita guiada à cava e almoço. À tarde, parada na cidade de Canelones para conhecer a Plaza 18 de Julio, o Monumento a la Bandera e a Catedral de Nuestra Señora de Guadalupe. Volta a Montevideo no fim da tarde.

3 dias · Três dias entre as vinícolas de Montevideo e Canelones
Para Quem quer ver vinícolas de estilos diferentes, com almoço na cava e um dia para a história da cidade de Canelones. · Base em Montevideo (Montevidéu)
  1. Dia 1 · Chegada e Bodegas Carrau

    Chegada a Montevideo. À tarde, visita guiada à Bodegas Carrau, em Colón, com casa colonial, parque e vinhedo, a cerca de 18 km do centro. Reserve a saída da tarde com antecedência.

  2. Dia 2 · Castillo Viejo e Pizzorno

    Dia com motorista pela região de Las Piedras. Manhã na Bodegas Castillo Viejo, com percurso guiado por sommelier e almoço servido na cava centenária. À tarde, a curta distância, visita e degustação na Pizzorno Family Estates, em Canelón Chico. Volta a Montevideo.

  3. Dia 3 · Stagnari, Juanicó e a cidade de Canelones

    Saída pela Ruta 5. Visita à Antigua Bodega Stagnari, em Santos Lugares, e depois ao Establecimiento Juanicó, com almoço. No fim da tarde, Plaza 18 de Julio, Monumento a la Bandera e catedral, na cidade de Canelones, antes de voltar.

4 dias · Quatro dias de vinícolas sem pressa, com um dia livre em Montevideo
Para Quem prefere uma vinícola por dia, com almoço tranquilo, e quer intercalar com um dia na capital. · Base em Montevideo (Montevidéu)
  1. Dia 1 · Chegada e Bodega Bouza

    Chegada pelo Aeropuerto de Carrasco. À tarde, visita guiada e degustação na garagem de carros clássicos da Bodega Bouza, em Melilla.

  2. Dia 2 · Viña Varela Zarranz

    Manhã na Viña Varela Zarranz, em Joaquín Suárez, com a adega histórica e o almoço de três etapas. Use o transfer da vinícola desde Montevideo. Tarde livre na cidade. Lembre que a vinícola recebe de quinta a domingo.

  3. Dia 3 · Castillo Viejo e Pizzorno

    Manhã na Bodegas Castillo Viejo, com a cava de 1927. Almoço e tarde na Pizzorno Family Estates, em Canelón Chico, ou o contrário, conforme as reservas. Vá com motorista.

  4. Dia 4 · Juanicó, Canelones e volta

    Manhã no Establecimiento Juanicó, pela Ruta 5, e parada rápida na Plaza 18 de Julio, na cidade de Canelones. Para quem voa no fim do dia, o Aeropuerto de Carrasco fica a 59 km da cidade de Canelones.

Melhor época

Quando ir: Vinícolas de Canelones mês a mês

Dá para visitar o ano todo. A vindima costuma ir do fim de fevereiro a março, com as uvas brancas primeiro e as tintas depois. Outubro, novembro, abril e maio têm dias amenos para andar entre os vinhedos. O verão, de dezembro a março, é quente. De junho a agosto faz frio e venta, e as visitas se concentram nas cavas.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva média

Pleno verão · Uva amadurecendo

Mês quente, com máximas médias perto de 28 °C e noites amenas. Os vinhedos estão carregados e a uva termina de amadurecer. Muitos uruguaios e turistas estão nas praias do leste, e as vinícolas perto de Montevideo seguem com visitas normais. Use chapéu e protetor solar nas visitas ao vinhedo.

Fevereiro Chuva média

Início da vindima · Dias de pisa de uva

Ainda quente. Começa a vindima, que vai de fevereiro a março: algumas vinícolas abrem dias especiais com colheita, pisa de uva e almoço, com vagas limitadas. É um bom mês para ver a produção em atividade. Reserve cedo e confira a programação de cada casa.

Março Chuva média

Fim da vindima · Calor mais brando

A vindima continua, e algumas vinícolas marcam seu dia de colheita neste mês. O calor diminui ao longo do mês. As áreas de elaboração estão em plena fermentação, o que deixa a visita mais movimentada.

Abril Chuva média

Outono · Vinhedos mudando de cor

Outono com dias amenos e um dos meses de mais chuva do ano, em geral em poucos dias. As folhas das videiras começam a mudar de cor. Bom mês para visitas com almoço, com menos movimento que no verão.

Maio Chuva média

Outono fresco · Pouco movimento

Esfria, com máximas médias perto de 18 °C. Os vinhedos perdem as folhas. As visitas seguem o ano todo; as cavas e os almoços em salão fechado ganham destaque. Leve casaco.

Junho Chuva média

Inverno · Almoços na cava

Inverno frio e úmido, com mínimas médias perto de 8 °C e vento. As videiras estão em repouso e começa a poda. A visita fica mais concentrada na adega e na cava. Leve roupa de frio: o inverno uruguaio costuma ser bem mais frio que no Sudeste do Brasil.

Julho Chuva média

Mês mais frio · Férias escolares

O mês mais frio do ano, com mínimas médias perto de 7 °C. Coincide com as férias de inverno no Brasil, o que aumenta a procura por passeios desde Montevideo. Reserve antes, sobretudo os almoços.

Agosto Chuva média

Frio e vento · Poda nos vinhedos

Ainda frio e ventoso. Os vinhedos seguem sem folhas, com o trabalho de poda. Bom mês para quem quer visitas tranquilas, com grupos pequenos.

Setembro Chuva média

Começo da primavera · Brotação

A temperatura sobe aos poucos e as videiras começam a brotar. Dias ainda frescos, com vento. As visitas aos vinhedos voltam a ganhar interesse.

Outubro Chuva média

Primavera · Vinhedos verdes

Primavera com dias amenos e um dos meses de mais chuva, em geral em poucos dias. Os vinhedos ficam verdes. Bom mês para combinar vinícola e caminhada pela Plaza 18 de Julio, em Canelones.

Novembro Chuva média

Primavera quente · Dia do Enoturismo

Dias mais quentes e longos. Em novembro, algumas vinícolas costumam marcar atividades do Dia do Enoturismo. Época agradável para almoço ao ar livre, com menos movimento que no verão.

Dezembro Chuva média

Início do verão · Festas de fim de ano

Começa o verão, com máximas médias perto de 26 °C. Nas semanas de festas, algumas vinícolas mudam dias de abertura: confira antes. O movimento de turistas em Montevideo aumenta no fim do mês.

Planeje o caminho

Como chegar: Vinícolas de Canelones

Do Brasil de avião

As vinícolas ficam perto de Montevideo (Montevidéu), e a porta de entrada é o Aeropuerto Internacional de Carrasco (MVD). Há voos diretos de São Paulo (Guarulhos) todos os dias; outras cidades, como Porto Alegre, Florianópolis e Rio de Janeiro, têm voos diretos em alguns dias da semana ou em algumas temporadas. Das demais cidades, a viagem é com conexão. Confira as rotas nas companhias antes de comprar. O aeroporto fica a 59 km da cidade de Canelones. O fuso é o mesmo de Brasília.

Por terra a partir do Brasil

De carro, as entradas mais usadas são Chuí/Chuy, de onde a Ruta 9 segue pelos departamentos de Rocha e Maldonado em direção a Montevideo, e Santana do Livramento/Rivera, de onde a Ruta 5 desce até Canelones e Montevideo, passando pela região das vinícolas. Também há passagens por Jaguarão/Río Branco e Barra do Quaraí/Bella Unión. Há ônibus de linha de Porto Alegre a Montevideo; a viagem passa da noite inteira. Prepare a viagem antes e confira a documentação do carro.

De barco a partir de Buenos Aires

Quem combina Argentina e Uruguai pode cruzar o Río de la Plata de barco, direto até Montevideo ou até Colonia del Sacramento (Colônia do Sacramento), com ônibus até Montevideo. Da capital, siga pela Ruta 5 até as vinícolas.

De ônibus a partir de Montevideo

Ônibus de linha saem do Terminal Tres Cruces para a cidade de Canelones, a 51 km do terminal, pela Ruta 5. Confira empresas e horários na própria rodoviária. O ônibus serve para conhecer a cidade, mas não chega à porta da maioria das vinícolas, que ficam em zona rural: para elas, use transfer, passeio organizado ou motorista.

De carro

A cidade de Canelones fica a cerca de 45 a 50 km de Montevideo pela Ruta 5. No caminho estão a Antigua Bodega Stagnari (Ruta 5 km 20) e o Establecimiento Juanicó (Ruta 5 km 38). A Bodegas Castillo Viejo fica na Ruta 68 km 24, em Las Piedras; a Pizzorno Family Estates, na Ruta 32 km 23, em Canelón Chico; a Viña Varela Zarranz, na Ruta 74 km 29, em Joaquín Suárez. Bouza (Melilla) e Carrau (Colón) ficam na zona rural de Montevideo. Quem dirige não bebe: se for degustar, deixe o carro com alguém do grupo que não vai beber.

Como circular entre as vinícolas

As vinícolas ficam espalhadas pela zona rural e cada uma trabalha com reserva e dias próprios. As formas mais práticas são o passeio organizado com busca no hotel, o transfer oferecido por algumas vinícolas (Pizzorno, Varela Zarranz e Bouza, por exemplo) ou um motorista contratado. Táxi e carros por aplicativo resolvem bem as vinícolas mais próximas de Montevideo, como Bouza e Carrau. Planeje no máximo duas visitas por dia.

Documentos para o brasileiro

O brasileiro entra no Uruguai com o RG ou o passaporte válidos (Mercosul). Confirme as exigências antes de ir. Há regras próprias para menores viajando: confirme as exigências antes de ir. Alguns passeios de vinícola não aceitam menores de 18 anos; confira na reserva.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

Dá para visitar o ano todo. A vindima costuma ir do fim de fevereiro a março, com as uvas brancas primeiro e as tintas depois. Outubro, novembro, abril e maio têm dias amenos para andar entre os vinhedos. O verão, de dezembro a março, é quente. De junho a agosto faz frio e venta, e as visitas se concentram nas cavas.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Um dia, saindo de Montevidéu, dá para duas ou três vinícolas com um almoço e uma passada pela Plaza 18 de Julio. Com dois dias, o roteiro inclui as vinícolas da divisa com Montevidéu, como Bouza, Carrau e a Antigua Bodega, sem correria. Três dias permitem visitas mais longas e sem pressa entre uma degustação e outra.

Em que cidade se hospedar

A maioria dos visitantes se hospeda em Montevidéu e faz as vinícolas em bate-volta, já que nenhuma fica a mais de uma hora do centro da capital. Quem prefere acordar perto dos vinhedos pode ficar na cidade de Canelones, em volta da Plaza 18 de Julio, onde ficam comércio e restaurantes. Las Piedras e La Paz, no caminho pela Ruta 5, ficam perto de Pizzorno, Castillo Viejo e da Antigua Bodega. Algumas vinícolas têm hospedagem própria; consulte ao reservar.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre as Vinícolas de Canelones

Dá para conhecer as vinícolas de Canelones num bate-volta de Montevidéu?

Dá, e é o jeito mais comum. Bouza e Carrau ficam a cerca de 20 km do centro de Montevidéu, Pizzorno e Castillo Viejo a uns 30 a 35 km, e o Establecimiento Juanicó a uns 45 km. Em um dia cabem duas ou três visitas com almoço, desde que tudo esteja reservado.

Preciso de carro para visitar as vinícolas?

O carro dá liberdade, mas quem dirige não deve beber, e as visitas terminam em degustação. Por isso muita gente prefere passeio organizado, motorista contratado ou o traslado que algumas vinícolas oferecem a partir de Montevidéu, como Varela Zarranz e os roteiros combinados da Pizzorno.

Precisa reservar as visitas?

Na prática, sim. As vinícolas trabalham com horários marcados para as visitas guiadas e pedem reserva para almoços. Reserve antes de sair de casa e confirme os dias de funcionamento, que variam de uma para outra.

Qual a melhor época para ir?

A vindima costuma acontecer do fim de fevereiro a março e é a época de mais movimento nos vinhedos. Primavera e outono têm clima ameno. No inverno, de junho a agosto, faz frio e venta, mas as cavas e os almoços continuam funcionando.

Que vinho provar na região?

O Tannat é a uva símbolo do Uruguai e aparece em quase todas as degustações. Também há Merlot, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Sauvignon Blanc e Albariño, além de espumantes. As degustações costumam vir acompanhadas de queijos, embutidos ou empanadas.

Como é chegar de carro a partir do Brasil?

Pela fronteira de Santana do Livramento e Rivera, a Ruta 5 desce direto até a cidade de Canelones, em cerca de 460 km. Pelo Chuí são cerca de 345 km, pela Ruta 9 e depois por estradas da costa de Canelones.

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