Porto

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Porto

A segunda cidade de Portugal, de casas coloridas descendo até o Douro, com a Ribeira, a Ponte Luís I, os azulejos de São Bento e as caves de vinho do Porto em Gaia.

Norte

Na foto: Ponte de D. Luís entre Porto e Gaia

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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O Porto fica na margem norte do Rio Douro, a poucos quilômetros do Atlântico, e é a segunda cidade de Portugal. O centro histórico desce em ladeiras até o rio e, junto com a Ponte Luís I e o Mosteiro da Serra do Pilar, na outra margem, é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1996.

Na parte baixa, a Ribeira tem casas estreitas e coloridas de frente para o rio, de onde saem os barcos que passam sob as seis pontes da cidade. Subindo, ficam a Sé, o Palácio da Bolsa, a Igreja de São Francisco, a Estação de São Bento, com seus painéis de azulejos, a Torre dos Clérigos e a Livraria Lello. A Avenida dos Aliados, o Mercado do Bolhão e a Capela das Almas marcam o centro do século XX.

Do outro lado do rio, Vila Nova de Gaia guarda as caves onde o vinho do Porto envelhece há séculos, além do WOW, um quarteirão de museus, do Jardim do Morro e do teleférico. A oeste, a cidade chega ao mar na Foz do Douro, e entre o centro e a costa ficam a Fundação de Serralves e a Casa da Música.

Para o brasileiro, o Porto é a segunda porta de entrada de Portugal, ligado a Lisboa por comboio em cerca de três horas. O sotaque do norte é diferente do de Lisboa, e a cidade tem pratos próprios, como a francesinha, um sanduíche coberto de queijo e molho, e as tripas à moda do Porto.

Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Porto, Vila Nova de Gaia.

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Um destino, diferentes caminhos

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Onde fica Porto
PortoVila Nova de Gaia

Contornos: Direção-Geral do Território, CAOP 2025, CC BY 4.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Porto

✈ Aeroporto Francisco Sá Carneiro (OPO), em Maia · 17 km até Porto

O Aeroporto Francisco Sá Carneiro (OPO) fica a cerca de 17 km do centro, ligado por metrô. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. De Lisboa, o comboio leva cerca de três horas até Campanhã.

Ponto de chegada sugerido: Porto

A experiência do lugar

O que fazer no Porto

Porto · Porto · Bairro histórico

Ribeira

A beira-rio do Porto, de casas estreitas e coloridas, cafés e restaurantes no Cais da Ribeira, de frente para Gaia e a Ponte Luís I. É de onde partem os barcos que passam sob as pontes do Douro.

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Porto · Porto · Ponte

Ponte Luís I

Ponte de ferro de 1886 sobre o Douro, com dois tabuleiros: o de cima, para o metrô e pedestres, liga o alto do Porto à Serra do Pilar; o de baixo liga a Ribeira ao Cais de Gaia.

Conhecer Ponte Luís I

Vila Nova de Gaia · Porto · Museu

WOW – World of Wine

Quarteirão cultural instalado em antigos armazéns de vinho do Porto, no alto do Cais de Gaia, com museus temáticos sobre vinho, cortiça, chocolate e a história do Porto, além de restaurantes e uma praça com vista.

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Para escolher antes de ir

Passeios no Porto

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Ribeira e Cais da Ribeira

Sai de Centro histórico do Porto A pé cerca de 2 horas manhã ou fim de tarde fácil, com ladeiras

A Ribeira é o bairro à beira do Douro que aparece nos cartões-postais do Porto: casas estreitas e coloridas, varandas de ferro, roupa no varal e o rio logo em frente. Faz parte do centro histórico do Porto, classificado pela UNESCO como Patrimônio Mundial. O passeio começa na Praça da Ribeira, com a fonte do século XVIII e o Cubo da Ribeira, escultura moderna de José Rodrigues. Dali se caminha pelo Cais da Ribeira, com restaurantes e esplanadas de frente para Vila Nova de Gaia e para as caves do vinho do Porto do outro lado. Atrás do cais sobe um labirinto de becos, escadarias e vielas que levam à Sé e à parte alta da cidade. Quem não quer subir a pé pode usar o Funicular dos Guindais, que liga a beira do rio à Batalha. A Ribeira é também o ponto de partida de vários passeios deste guia: o cruzeiro das seis pontes, a travessia da Ponte Luís I e o bonde (elétrico) da linha 1, que sai do Infante, ao lado da Igreja de São Francisco.

Passa por: Ribeira, Praça da Ribeira, Cais da Ribeira, Cubo da Ribeira, Funicular dos Guindais.

Inclui: Caminhada pelo cais e pelas vielas do bairro; vista para Vila Nova de Gaia e para a Ponte Luís I.

Dica: O chão é de pedra e as ruas são íngremes: vá de tênis. No fim da tarde a luz bate nas fachadas de Gaia e o cais fica mais cheio; de manhã cedo o bairro está mais calmo para fotos.

Melhor época: O ano inteiro; de maio a setembro o cais fica mais animado e as esplanadas abrem até a noite.

Ponte Luís I: tabuleiro de cima e de baixo

Sai de Ribeira ou Avenida Vímara Peres (perto da Sé) A pé (o metrô passa no tabuleiro de cima) cerca de 1 hora fim de tarde fácil, com subida

A Ponte Luís I é a ponte de ferro de dois tabuleiros que liga o Porto a Vila Nova de Gaia sobre o Douro. Foi inaugurada em 1886 e o projeto é do engenheiro belga Théophile Seyrig, antigo sócio de Gustave Eiffel. O tabuleiro de baixo une a Ribeira ao Cais de Gaia, no nível do rio, e é usado por carros e pedestres. O tabuleiro de cima fica a cerca de 45 metros de altura e é por onde passa a linha D do metrô, com passagem para pedestres dos dois lados. A travessia mais procurada é a de cima: começa na Avenida Vímara Peres, perto da Sé, e termina no Jardim do Morro, em Gaia. Do meio da ponte se vê a Ribeira de um lado, as caves de Gaia do outro e o rio lá embaixo. Muita gente faz o circuito completo: atravessa por cima, desce até o Cais de Gaia pelo teleférico ou a pé e volta para a Ribeira pelo tabuleiro de baixo.

Passa por: Ponte Luís I, Avenida Vímara Peres, Cais da Ribeira, Cais de Gaia, Jardim do Morro.

Inclui: Travessia a pé pelos dois tabuleiros; vista do rio, da Ribeira e de Gaia.

Dica: No tabuleiro de cima o metrô passa no meio: fique sempre na faixa dos pedestres. Quem tem medo de altura pode fazer só a travessia de baixo, no nível do rio. O pôr do sol visto da ponte e do Jardim do Morro reúne bastante gente.

Melhor época: O ano inteiro; em dia de vento e chuva, de novembro a fevereiro, a travessia por cima é mais desconfortável.

Torre e Igreja dos Clérigos

Sai de Centro do Porto (Rua de São Filipe de Nery) A pé cerca de 1 hora e 30 minutos manhã moderada (240 degraus)

A Torre dos Clérigos é o ponto mais conhecido do horizonte do Porto. É uma obra barroca do arquiteto italiano Nicolau Nasoni, concluída em 1763, com cerca de 75 metros de altura. A subida tem 240 degraus por escadas estreitas, em seis andares, até um terraço com vista de 360 graus sobre os telhados, a Sé, o Douro e Vila Nova de Gaia. Ao lado fica a Igreja dos Clérigos, também de Nasoni, onde o próprio arquiteto está sepultado. A visita costuma incluir a igreja, um pequeno museu e a torre. Bem perto ficam o Centro Português de Fotografia, instalado num antigo prédio do Tribunal da Relação e cadeia, e a Livraria Lello, o que permite juntar os três na mesma manhã.

Passa por: Torre dos Clérigos, Igreja dos Clérigos, Centro Português de Fotografia.

Inclui: Subida à torre, visita à igreja e ao espaço de exposição; ingresso pago à parte, confira a tabela atual.

Dica: A escada é apertada e tem fluxo nos dois sentidos: não é boa ideia para quem tem dificuldade de locomoção. Compre o ingresso antes para escolher o horário. A caminhada pode seguir até os Jardins do Palácio de Cristal, com miradouros sobre o rio.

Melhor época: O ano inteiro; em dias claros, de maio a setembro, a vista alcança mais longe.

Livraria Lello

Sai de Centro do Porto (Rua das Carmelitas) A pé cerca de 45 minutos, mais a fila manhã fácil

A Livraria Lello funciona num prédio neogótico aberto em 1906, na Rua das Carmelitas, projetado pelo engenheiro Xavier Esteves. O interior é o que atrai as filas: estantes de madeira até o teto, um vitral no alto e a escadaria vermelha de madeira entalhada que liga os dois andares. Por causa da procura, a entrada é feita com bilhete comprado com antecedência, por horário. O bilhete funciona como vale: o valor pode ser descontado na compra de um livro na própria loja. Dentro, o espaço é pequeno e costuma estar cheio; a visita é rápida, entre fotos da escadaria e uma olhada nas estantes, com edições de clássicos da casa. Fica a poucos passos da Torre dos Clérigos, por isso costuma entrar no mesmo bloco do passeio pelo centro.

Passa por: Livraria Lello, Rua das Carmelitas.

Inclui: Entrada na livraria com bilhete pago à parte, descontável na compra de um livro; confira a tabela atual.

Dica: Escolha o primeiro horário da manhã, quando a fila e a lotação interna costumam ser menores. Compre o bilhete com antecedência, sobretudo de junho a setembro e em feriados.

Melhor época: O ano inteiro; de novembro a março as filas costumam ser menores.

Estação de São Bento e seus azulejos

Sai de Praça de Almeida Garrett, centro do Porto A pé ou de metrô (estação São Bento, linha D) cerca de 30 minutos manhã ou tarde fácil

A Estação de São Bento é uma estação de trem (comboio) em funcionamento, e o motivo da visita está no saguão de entrada: cerca de 20 mil azulejos azuis e brancos pintados por Jorge Colaço, cobrindo as paredes do átrio. Os painéis contam episódios da história de Portugal, como a conquista de Ceuta e a entrada de D. João I no Porto, e cenas da vida no campo. O prédio foi projetado pelo arquiteto José Marques da Silva no lugar do antigo Convento de São Bento de Avé-Maria e inaugurado em 1916. A visita ao saguão é rápida e encaixa em qualquer passeio pelo centro: a estação fica entre a Avenida dos Aliados, a Sé e a Ribeira. De São Bento também saem os trens urbanos para Guimarães, Braga e o Vale do Douro.

Passa por: Estação de São Bento, Praça de Almeida Garrett.

Inclui: Visita livre ao saguão de azulejos; os trens para Guimarães e Braga saem dali.

Dica: Para ver os painéis com calma, vá cedo, antes do movimento de passageiros e grupos. A estação de metrô São Bento fica ao lado, mas é separada da estação de trem.

Melhor época: O ano inteiro; é um bom programa para dia de chuva, de outubro a março.

Sé do Porto e Terreiro da Sé

Sai de Centro histórico do Porto A pé cerca de 1 hora manhã fácil, com ladeira

A Sé do Porto é a catedral da cidade, no alto do morro que domina a Ribeira. A construção começou no início do século XII e o prédio mistura românico (as paredes grossas e as aberturas pequenas), gótico e barroco. O claustro gótico, do século XIV, é revestido de painéis de azulejos azuis e brancos. A galeria lateral (galilé) é obra de Nicolau Nasoni, o mesmo arquiteto da Torre dos Clérigos. A visita ao claustro, ao museu e à torre é paga à parte. Do lado de fora, o Terreiro da Sé é uma praça ampla que funciona como miradouro sobre os telhados da Ribeira, o Douro e Vila Nova de Gaia. Da Sé se desce para a Ribeira por escadarias e vielas medievais, ou se segue até a Avenida Vímara Peres para atravessar a Ponte Luís I pelo tabuleiro de cima.

Passa por: Sé do Porto, Terreiro da Sé, Claustro da Sé.

Inclui: Visita à catedral; ingresso pago à parte para claustro, museu e torre, confira a tabela atual.

Dica: Combine a Sé com a travessia da Ponte Luís I e a descida à Ribeira: tudo fica a poucos minutos a pé. No Terreiro da Sé há uma torre medieval com posto de turismo.

Melhor época: O ano inteiro; nas manhãs claras a vista do terreiro sobre o rio fica mais nítida.

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Caves do vinho do Porto em Vila Nova de Gaia

Sai de Cais de Gaia, em Vila Nova de Gaia A pé pela Ponte Luís I ou de teleférico cerca de 1 hora a 1 hora e 30 minutos por cave tarde fácil

O vinho do Porto é produzido no Vale do Douro, mas durante séculos foi levado rio abaixo para envelhecer em armazéns (caves) na margem de Vila Nova de Gaia, em frente à Ribeira. Visitar uma dessas caves é entender essa história. Entre as casas abertas a visitas estão Ferreira, Taylor's, Cálem, Sandeman, Graham's, Croft, Ramos Pinto, Poças e Porto Cruz. A visita guiada percorre as galerias escuras com tonéis e pipas de madeira e explica as vinhas em socalcos do Douro, o transporte pelo rio, os tipos de vinho e o envelhecimento. Algumas casas têm museu, arquivo ou salas com vista para o rio. Em geral a visita termina numa prova, que é parte do roteiro e pode ser recusada; o assunto principal é a história do lugar. Cada casa tem opções diferentes, de visitas curtas a experiências mais longas, e algumas exigem reserva antecipada.

Passa por: Cais de Gaia, Vila Nova de Gaia, Caves Ferreira, Caves Taylor's, Caves Cálem, Caves Sandeman, Caves Graham's, Caves Croft, Caves Ramos Pinto.

Inclui: Visita guiada às caves, com explicação sobre a produção e o envelhecimento; pago à parte, confira a tabela atual de cada casa.

Dica: Reserve com antecedência, principalmente de junho a setembro. Escolha uma ou duas casas: as visitas se parecem. As caves mais afastadas do cais ficam em ruas de subida forte. Menores de idade e quem vai dirigir devem pular a prova.

Melhor época: O ano inteiro; é um bom programa para dias de chuva, de outubro a março.

Jardim do Morro, Serra do Pilar e teleférico de Gaia

Sai de Ponte Luís I (lado de Gaia) ou Cais de Gaia A pé, de metrô (estação Jardim do Morro) e teleférico cerca de 2 horas fim de tarde fácil, com subida

Do lado de Gaia, no fim do tabuleiro de cima da Ponte Luís I, ficam dois dos pontos de vista mais procurados sobre o Porto. O Jardim do Morro é um jardim em encosta, com gramado e bancos voltados para a Ribeira. Logo acima está o Mosteiro da Serra do Pilar, com igreja e claustro de planta circular, parte da área classificada pela UNESCO. No largo em frente à igreja há um miradouro sobre o rio, a ponte e o centro histórico. O lugar pertence a um regimento do Exército e as visitas ao interior seguem regras próprias. Para descer até o Cais de Gaia, o Teleférico de Gaia liga a estação do Jardim do Morro à do cais, num percurso de cerca de 562 metros que leva poucos minutos, por cima dos telhados das caves. No cais, junto ao rio, ficam ancorados os barcos rabelos e começam as visitas às caves.

Passa por: Jardim do Morro, Mosteiro da Serra do Pilar, Teleférico de Gaia, Cais de Gaia.

Inclui: Caminhada pelos miradouros de Gaia e descida de teleférico, com bilhete pago à parte; confira a tabela atual.

Dica: O fim de tarde é o horário mais procurado para ver o sol se pondo atrás da Ribeira; chegue antes para pegar lugar no Jardim do Morro. Quem prefere não andar pode subir de metrô até a estação Jardim do Morro, na linha D.

Melhor época: O ano inteiro; de maio a setembro o pôr do sol é mais tarde e o jardim fica cheio.

Palácio da Bolsa e Igreja de São Francisco

Sai de Rua Ferreira Borges / Rua do Infante D. Henrique, perto da Ribeira A pé cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil

Os dois ficam lado a lado, a poucos passos da Ribeira, e costumam ser visitados juntos. O Palácio da Bolsa é um prédio neoclássico do século XIX, construído a partir de 1842 sobre as ruínas do antigo Convento de São Francisco para servir de ponto de encontro dos comerciantes. Ainda é a sede da Associação Comercial do Porto. A visita é só guiada, em grupos com horário marcado, e leva cerca de 30 a 45 minutos. Passa pelo Pátio das Nações, coberto por uma claraboia com os brasões dos países com que o Porto comerciava, e termina no Salão Árabe, inspirado na Alhambra de Granada. Ao lado, a Igreja de São Francisco tem fachada gótica, com obras iniciadas no século XIV, e o interior coberto de talha dourada barroca, dos séculos XVII e XVIII, com a Árvore de Jessé esculpida. O ingresso inclui o museu de arte sacra, na antiga Casa do Despacho da Ordem Terceira, e as catacumbas no subsolo.

Passa por: Palácio da Bolsa, Salão Árabe, Pátio das Nações, Igreja de São Francisco, Museu de São Francisco.

Inclui: Visita guiada ao Palácio da Bolsa e visita à Igreja de São Francisco, museu e catacumbas; ingressos pagos à parte, confira a tabela atual.

Dica: No Palácio da Bolsa, chegue cedo ou reserve, porque os grupos por idioma lotam. Na Igreja de São Francisco, em geral não se pode fotografar o interior.

Melhor época: O ano inteiro; boa opção para dias de chuva, de outubro a março.

Cruzeiro das seis pontes no Douro

Sai de Cais da Ribeira ou Cais de Gaia Barco cerca de 50 minutos tarde fácil

O cruzeiro das seis pontes é um passeio curto de barco pelo trecho do Douro entre o Porto e Vila Nova de Gaia. Sai do Cais da Ribeira ou do Cais de Gaia, conforme a empresa, e leva cerca de 50 minutos. O barco sobe e desce o rio passando sob as pontes que ligam as duas margens: Arrábida, Luís I, Infante D. Henrique, D. Maria Pia, São João e Freixo. A Ponte D. Maria Pia, de ferro, foi substituída no tráfego de trens pela Ponte de São João. Do rio se tem a vista das fachadas da Ribeira, das caves de Gaia e da Serra do Pilar de um ângulo diferente do que se vê a pé. Há gravação ou guia com explicações durante o trajeto. Várias empresas fazem o passeio, muitas com barcos inspirados nos rabelos, os antigos barcos de carga do Douro.

Passa por: Rio Douro, Cais da Ribeira, Cais de Gaia, Ponte da Arrábida, Ponte Luís I, Ponte Infante D. Henrique, Ponte D. Maria Pia, Ponte de São João, Ponte do Freixo.

Inclui: Passeio de barco de cerca de 50 minutos com explicação; pago à parte, confira a tabela atual.

Dica: Vários barcos saem ao longo do dia, sem necessidade de reserva longa. Leve agasalho: no rio venta mesmo no verão. O passeio pode não sair com mau tempo ou cheia do rio.

Melhor época: A temporada mais procurada vai de abril a outubro; de novembro a março há saídas, que dependem do tempo.

Avenida dos Aliados, Rua de Santa Catarina e Mercado do Bolhão

Sai de Avenida dos Aliados, centro do Porto A pé ou de metrô (estações Aliados e Bolhão) cerca de 3 horas manhã fácil

Este passeio cobre a Baixa, o centro comercial do Porto. A Avenida dos Aliados é a avenida larga com prédios de granito que sobe da Praça da Liberdade até a Câmara Municipal. A poucos quarteirões, a Rua de Santa Catarina é a rua comercial mais movimentada do centro, com mais de 1.500 metros de lojas. Nela fica o Café Majestic, aberto em 1921, com decoração Arte Nova, espelhos e madeira trabalhada. No alto da rua, a Capela das Almas, do início do século XVIII, tem as paredes externas cobertas de azulejos azuis e brancos colocados em 1929. Perto dali, o Mercado do Bolhão, construído entre 1914 e 1917, tem dois pisos em volta de um pátio central. No piso de baixo ficam as bancas de frutas, peixes, carnes e flores; no de cima, restaurantes e lojas. É um bom lugar para ver produtos portugueses e comer alguma coisa.

Passa por: Avenida dos Aliados, Praça da Liberdade, Rua de Santa Catarina, Capela das Almas, Café Majestic, Mercado do Bolhão.

Inclui: Caminhada pela Baixa com visita ao Mercado do Bolhão; consumo nos cafés e no mercado é à parte.

Dica: O Café Majestic costuma ter fila na porta. A Capela das Almas fica cheia de gente fotografando a fachada no meio do dia; de manhã cedo é mais tranquilo. O mercado tem acesso pela estação de metrô Bolhão.

Melhor época: O ano inteiro; em dezembro a Baixa ganha luzes e decoração de Natal.

Bonde (elétrico) da linha 1 e Foz do Douro

Sai de Infante, ao lado da Igreja de São Francisco Bonde histórico (elétrico) da linha 1 ou ônibus (autocarro) 500 cerca de meio dia tarde fácil

A Foz do Douro é o bairro onde o rio encontra o Atlântico, a cerca de 5 km do centro. O jeito mais clássico de chegar é o bonde (elétrico) histórico da linha 1, que sai do Infante, ao lado da Igreja de São Francisco, e segue pela margem do Douro até o Passeio Alegre em cerca de 20 minutos. O Passeio Alegre é um jardim à beira do rio, com palmeiras e o Chalé Suisso, um antigo quiosque. Dali se caminha até o quebra-mar com o Farol de Felgueiras e, virando para o norte, pela avenida à beira-mar. O calçadão passa pela Pérgola da Foz, dos anos 1930, e por pequenas praias de areia grossa entre rochas de granito, como a Praia dos Ingleses, até o Castelo do Queijo. Matosinhos fica cerca de 3 km mais ao norte. O mar é frio mesmo no verão: o programa é mais de caminhar e ver o pôr do sol do que de praia.

Passa por: Elétrico da linha 1, Infante, Passeio Alegre, Foz do Douro, Farol de Felgueiras, Pérgola da Foz, Praia dos Ingleses, Castelo do Queijo.

Inclui: Viagem de bonde histórico ou ônibus e caminhada pela beira-mar; passagens pagas à parte, confira a tabela atual.

Dica: O bonde da linha 1 costuma ter fila no Infante. Se estiver cheio, o ônibus 500, que sai de São Bento, faz um trajeto parecido e é integrado ao cartão Andante. Em dias de mar agitado, fique longe da ponta dos quebra-mares.

Melhor época: De maio a setembro, para aproveitar a beira-mar até mais tarde; no inverno o vento costuma ser forte.

Serralves: museu e parque

Sai de Avenida Marechal Gomes da Costa, entre a Boavista e a Foz Ônibus (autocarro) ou táxi a partir do centro cerca de meio dia manhã fácil

Serralves reúne o principal museu de arte contemporânea do país, uma casa art déco e um grande parque, a cerca de 6 km do centro. O Museu de Arte Contemporânea, projetado pelo arquiteto Álvaro Siza, é um prédio branco e minimalista com exposições temporárias de artistas portugueses e estrangeiros. A Casa de Serralves, cor-de-rosa, é um exemplo de art déco, com a marca do arquiteto francês Charles Siclis, e também recebe exposições. O Parque de Serralves tem 18 hectares de jardins e alamedas, com esculturas espalhadas pelo caminho. Há ainda a Casa do Cinema Manoel de Oliveira e um percurso suspenso entre as copas das árvores. É um programa diferente do centro histórico, para quem gosta de arte, arquitetura ou de um dia mais calmo ao ar livre.

Passa por: Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Casa de Serralves, Parque de Serralves, Casa do Cinema Manoel de Oliveira.

Inclui: Acesso ao museu, à casa e ao parque com ingresso pago à parte; confira a tabela atual.

Dica: Reserve meio dia: o parque é grande. Confira a programação de exposições antes de ir. Dá para combinar com a Casa da Música, na Boavista, ou com a Foz do Douro no mesmo dia.

Melhor época: De abril a outubro, quando o parque está mais verde e florido; o museu funciona o ano inteiro.

Matosinhos e Leça da Palmeira

Sai de Centro do Porto (estação Trindade) Metrô (linha A até Matosinhos Sul) ou ônibus (autocarro) 500 cerca de meio dia tarde fácil

Matosinhos é a cidade vizinha ao norte do Porto, junto ao porto de pesca. É lá que os moradores vão à praia e comem peixe grelhado. A Praia de Matosinhos é uma faixa larga de areia dourada, com ondas usadas por escolas de surfe. Na rotatória ao sul da praia fica a escultura She Changes, de Janet Echelman, uma rede vermelha suspensa que o povo chama de Anémona. As ruas perto do porto, sobretudo a Rua Heróis de França, têm restaurantes com grelhas na calçada; o Mercado Municipal mostra o peixe do dia. Do outro lado do porto fica Leça da Palmeira, com a Piscina das Marés, piscinas de água salgada entre as rochas projetadas por Álvaro Siza, e a Casa de Chá da Boa Nova, também dele, na beira do mar.

Passa por: Matosinhos, Praia de Matosinhos, Rua Heróis de França, Mercado Municipal de Matosinhos, She Changes (Anémona), Leça da Palmeira, Piscina das Marés, Casa de Chá da Boa Nova.

Inclui: Viagem de metrô ou ônibus e passeio pela praia e pela orla; refeições e piscina pagas à parte.

Dica: O metrô leva cerca de 27 minutos da Trindade a Matosinhos Sul. A Piscina das Marés abre na temporada de verão: confira as datas. O mar do Atlântico é frio o ano inteiro.

Melhor época: De junho a setembro para praia; o resto do ano, para caminhar na orla e comer peixe.

Casa da Música

Sai de Rotunda da Boavista Metrô (estação Casa da Música) cerca de 1 hora tarde ou noite fácil

A Casa da Música é a sala de concertos do Porto, um prédio de concreto branco em forma de poliedro projetado pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas e aberto em 2005, junto à Rotunda da Boavista. A sala principal, a Sala Suggia, homenageia a violoncelista portuense Guilhermina Suggia. A segunda sala tem paredes de madeira perfurada pintada de vermelho e cadeiras douradas. Há visitas guiadas diárias que mostram as salas, os vidros ondulados, os terraços e os espaços de ensaio. À noite, a programação inclui concertos da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música e de outros grupos residentes, além de música popular e jazz. Mesmo sem entrar, a praça em volta permite ver a arquitetura de vários ângulos.

Passa por: Casa da Música, Sala Suggia, Rotunda da Boavista.

Inclui: Visita guiada ou concerto, pagos à parte; confira a tabela atual e a programação.

Dica: Combine com Serralves, que fica perto. Para um concerto, compre o bilhete com antecedência. A estação de metrô Casa da Música é servida por várias linhas.

Melhor época: O ano inteiro; a temporada de concertos é mais intensa de setembro a junho.

Guimarães (bate-volta)

Sai de Estação de São Bento, no Porto Trem (comboio) urbano um dia, com cerca de 2 horas e meia de trem ida e volta dia inteiro fácil, com ladeiras

Guimarães, a cerca de 47 km do Porto, é chamada de berço de Portugal: foi lá que nasceu D. Afonso Henriques, o primeiro rei. O centro histórico é Patrimônio Mundial da UNESCO. A visita começa pelo Castelo de Guimarães, fundado no século X e remodelado no século XIII, e pela pequena Igreja de São Miguel do Castelo, onde, segundo a tradição, o rei foi batizado. Logo abaixo fica o Paço dos Duques de Bragança, do início do século XV, com museu de artes decorativas dos séculos XVII e XVIII. No miolo medieval, o Largo da Oliveira, com a igreja de Nossa Senhora da Oliveira e o Padrão do Salado, e a Praça de Santiago reúnem casas de granito com varandas de madeira e mesas ao ar livre. Quem tem tempo pode subir à Montanha da Penha pelo teleférico, num percurso de cerca de 1.700 metros, com santuário e mata no alto.

Passa por: Guimarães, Centro Histórico de Guimarães, Castelo de Guimarães, Igreja de São Miguel do Castelo, Paço dos Duques de Bragança, Largo da Oliveira, Praça de Santiago, Teleférico da Penha.

Inclui: Viagem de trem ida e volta e visita a pé ao centro histórico; passagens e ingressos de castelo e paço pagos à parte, confira a tabela atual.

Dica: Os trens saem de São Bento ao longo do dia, com intervalos maiores à tarde: confira o horário da volta. Guimarães e Braga no mesmo dia fica corrido; um dia para cada é mais tranquilo.

Melhor época: De abril a outubro; no inverno, de dezembro a fevereiro, os dias são curtos e mais chuvosos.

Braga e Bom Jesus do Monte (bate-volta)

Sai de Estação de São Bento ou Campanhã, no Porto Trem (comboio) e ônibus (autocarro) local até o Bom Jesus um dia, com até 3 horas de trem ida e volta dia inteiro moderada (escadaria)

Braga é uma das cidades mais antigas de Portugal, com muitas igrejas no centro. A Sé de Braga é considerada a catedral mais antiga de Portugal, com capelas e um tesouro de arte sacra. Perto dela ficam o Jardim de Santa Bárbara, um jardim florido no centro, e o Arco da Porta Nova, entrada barroca do núcleo antigo. O ponto alto do dia é o Santuário do Bom Jesus do Monte, nos arredores, classificado como Patrimônio Mundial pela UNESCO. Uma escadaria barroca de 573 degraus, em zigue-zague, com capelas, fontes e estátuas, sobe até a igreja. Quem não quer subir a pé pode usar o Elevador do Bom Jesus, um funicular de 1882 movido por contrapeso de água. Do centro de Braga, o ônibus (autocarro) da linha 2 vai até o santuário.

Passa por: Braga, Sé de Braga, Jardim de Santa Bárbara, Arco da Porta Nova, Bom Jesus do Monte, Elevador do Bom Jesus.

Inclui: Viagem de trem ida e volta, ônibus local e visita a pé; passagens, elevador e ingressos pagos à parte, confira a tabela atual.

Dica: Uma boa forma de fazer a escadaria é subir de elevador e descer a pé. Confira o horário dos trens de volta antes de sair.

Melhor época: De abril a outubro; na Semana Santa (março ou abril) a cidade recebe procissões e muito movimento.

Aveiro e Costa Nova (bate-volta)

Sai de Estação de São Bento ou Campanhã, no Porto Trem (comboio) um dia, com cerca de 2 horas e meia de trem ida e volta dia inteiro fácil

Aveiro fica a cerca de 57 km ao sul do Porto, à beira da Ria de Aveiro, uma laguna ligada ao mar. A cidade é plana e cortada por canais por onde passam os moliceiros, barcos coloridos que antes recolhiam algas e hoje fazem passeios turísticos. Ao longo do Canal Central há vários prédios em estilo Arte Nova. O Museu de Aveiro, no antigo Convento de Jesus, guarda o túmulo da Princesa Santa Joana e talha dourada. O doce da cidade são os ovos moles, de gema e açúcar, vendidos em barricas de madeira ou em casquinhas de hóstia. Perto dali, a Costa Nova é conhecida pelas casas listradas (palheiros) de cores vivas, entre a ria e o mar. Há passeios de barco pela ria que passam pelas salinas.

Passa por: Aveiro, Ria de Aveiro, Canal Central, Museu de Aveiro, Costa Nova.

Inclui: Viagem de trem ida e volta e visita a pé; passeio de moliceiro e ida à Costa Nova pagos à parte, confira a tabela atual.

Dica: O trem urbano sai de São Bento e leva cerca de 1 hora e 15 minutos; os trens rápidos saem de Campanhã. A estação de Aveiro fica a cerca de 1 km do centro. Para a Costa Nova, use ônibus ou carro.

Melhor época: De maio a setembro, quando a Costa Nova e a ria ficam mais agradáveis.

Dia a dia

Roteiro de 3, 5 e 7 dias no Porto

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

3 dias · Porto em 3 dias: centro histórico, Gaia e o rio

Para Primeira viagem ao Porto, com pouco tempo, chegando do Brasil ou vindo de Lisboa. · Base em Centro do Porto (Baixa ou Ribeira)
  1. Dia 1 · Chegada, Ribeira e Ponte Luís I

    O voo noturno do Brasil chega em geral de manhã; quem vem com conexão ou de Lisboa chega mais tarde. Deixe as malas e comece leve: Estação de São Bento para ver os azulejos e descida a pé até a Ribeira e o Cais da Ribeira. No fim da tarde, atravesse a Ponte Luís I pelo tabuleiro de cima e espere o pôr do sol no Jardim do Morro, em Gaia. Desça de teleférico até o Cais de Gaia e volte pelo tabuleiro de baixo.

  2. Dia 2 · Clérigos, Lello, Sé e Baixa

    Comece cedo pela Livraria Lello, com bilhete comprado antes, e suba a Torre dos Clérigos logo ao lado. Siga para a Sé do Porto e o Terreiro da Sé. À tarde, faça o passeio pela Avenida dos Aliados, Rua de Santa Catarina, Capela das Almas e Mercado do Bolhão, com pausa num café.

  3. Dia 3 · Palácio da Bolsa, caves e cruzeiro

    De manhã, visite o Palácio da Bolsa e a Igreja de São Francisco, lado a lado. Depois do almoço, faça o cruzeiro das seis pontes saindo da Ribeira ou de Gaia. No fim da tarde, atravesse para Gaia e faça a visita a uma das caves do vinho do Porto, com reserva antecipada.

5 dias · Porto em 5 dias: cidade, Foz, Serralves e Guimarães
Para Quem quer o Porto sem pressa, com um dia na beira-mar e um bate-volta de trem. · Base em Centro do Porto (Baixa ou Ribeira)
  1. Dia 1 · Chegada e primeira volta pela Ribeira

    Chegada de manhã no Aeroporto Francisco Sá Carneiro e metrô até o centro. Depois de descansar, passe pela Estação de São Bento e desça até a Ribeira. No fim da tarde, cruze a Ponte Luís I por cima até o Jardim do Morro e a Serra do Pilar, com descida de teleférico até o Cais de Gaia.

  2. Dia 2 · Centro histórico a pé

    Livraria Lello no primeiro horário, Torre e Igreja dos Clérigos em seguida e caminhada até os Jardins do Palácio de Cristal, com miradouros sobre o rio. À tarde, Sé do Porto, Terreiro da Sé e descida pelas vielas até o Palácio da Bolsa e a Igreja de São Francisco.

  3. Dia 3 · Baixa, cruzeiro e caves

    Manhã na Baixa: Avenida dos Aliados, Rua de Santa Catarina, Capela das Almas, Café Majestic e Mercado do Bolhão. Depois do almoço, cruzeiro das seis pontes. No fim da tarde, visita a uma cave do vinho do Porto em Vila Nova de Gaia.

  4. Dia 4 · Serralves, Casa da Música e Foz do Douro

    Manhã em Serralves, entre o museu, a Casa de Serralves e o parque. Siga para a Casa da Música para uma visita guiada ou só para ver o prédio. No fim da tarde, vá até a Foz do Douro e caminhe pela beira-mar, do Passeio Alegre à Pérgola da Foz. Volte ao centro de bonde (elétrico) da linha 1 ou de ônibus.

  5. Dia 5 · Bate-volta a Guimarães

    Trem de São Bento para Guimarães pela manhã. Visite o Castelo de Guimarães, o Paço dos Duques de Bragança, o Largo da Oliveira e a Praça de Santiago, e suba ao Teleférico da Penha se der tempo. Volte ao Porto no fim da tarde, conferindo o horário do trem.

7 dias · Porto em 7 dias: cidade, litoral, Braga, Aveiro e Vale do Douro
Para Quem quer usar o Porto como base para conhecer o norte de Portugal de trem. · Base em Centro do Porto, perto de São Bento ou da Trindade
  1. Dia 1 · Chegada, São Bento e Ribeira

    Chegada de manhã, metrô até o centro e descanso. À tarde, Estação de São Bento, Ribeira e Cais da Ribeira. No fim do dia, travessia da Ponte Luís I pelo tabuleiro de cima até o Jardim do Morro e a Serra do Pilar.

  2. Dia 2 · Clérigos, Lello e Sé

    Livraria Lello cedo, Torre e Igreja dos Clérigos e Jardins do Palácio de Cristal. À tarde, Sé do Porto, Terreiro da Sé, Palácio da Bolsa e Igreja de São Francisco.

  3. Dia 3 · Baixa, cruzeiro e Gaia

    Avenida dos Aliados, Rua de Santa Catarina, Capela das Almas e Mercado do Bolhão pela manhã. À tarde, cruzeiro das seis pontes, teleférico de Gaia e visita a uma cave do vinho do Porto.

  4. Dia 4 · Serralves, Foz do Douro e Matosinhos

    Manhã no museu e no parque de Serralves. À tarde, Foz do Douro: Passeio Alegre, Farol de Felgueiras e calçadão até o Castelo do Queijo. Siga até Matosinhos para jantar peixe grelhado perto da Rua Heróis de França e volte de metrô pela linha A.

  5. Dia 5 · Bate-volta a Braga e ao Bom Jesus

    Trem do Porto para Braga pela manhã. Sé de Braga, Jardim de Santa Bárbara e Arco da Porta Nova. Depois, ônibus da linha 2 até o Bom Jesus do Monte, subida pelo Elevador do Bom Jesus e descida pela escadaria. Volta ao Porto no fim da tarde.

  6. Dia 6 · Bate-volta a Aveiro e Costa Nova

    Trem para Aveiro de manhã. Passeio de moliceiro pelos canais, prédios Arte Nova do Canal Central e ovos moles. À tarde, ida à Costa Nova para ver os palheiros listrados. Quem preferir pode trocar este dia por Guimarães.

  7. Dia 7 · Vale do Douro

    Reserve o último dia (ou dois, se puder) para o Vale do Douro, de trem pela Linha do Douro a partir de São Bento ou em excursão. As vinhas em socalcos, as quintas e as cidades à beira-rio estão descritas no destino Vale do Douro deste guia.

Melhor época

Quando ir: Porto mês a mês

De maio a setembro os dias costumam ser mais longos e secos. Em junho, a festa de São João, na noite de 23 para 24, enche as ruas. O inverno, de novembro a março, é chuvoso e mais frio que o de Lisboa. A vindima no Douro costuma ir do fim de agosto a outubro.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva alta

Inverno · Mês mais chuvoso

Janeiro é inverno no Porto. As máximas médias ficam perto de 14 °C e as mínimas perto de 6 °C, com chuva em cerca de 13 dias do mês. É temporada baixa: menos filas na Livraria Lello e na Torre dos Clérigos. Os passeios ao ar livre e o cruzeiro dependem do tempo; caves, igrejas e museus funcionam bem como plano para dias de chuva.

Fevereiro Chuva média

Inverno · Dias frios e curtos

Fevereiro segue frio, com máximas médias perto de 15 °C e mínimas perto de 7 °C, e chove menos que em janeiro, em cerca de 10 dias. O Carnaval pode cair em fevereiro ou março. Temporada baixa, com centro histórico tranquilo. Leve casaco impermeável e calçado que aguente pedra molhada.

Março Chuva média

Fim do inverno · Dias mais longos

Em março os dias ficam mais longos e as máximas médias chegam perto de 17 °C, ainda com chuva em cerca de 10 dias. Os jardins começam a florir. O movimento cresce aos poucos; a Semana Santa, quando cai em março, enche Braga de visitantes. No fim do mês começa o horário de verão europeu e o fuso em relação a Brasília passa a 4 horas.

Abril Chuva média

Primavera · Tempo instável

Abril é primavera, com máximas médias perto de 18 °C e mínimas perto de 10 °C. Ainda chove em cerca de 10 dias, alternando com dias de sol. O cruzeiro das seis pontes ganha mais saídas e Serralves fica florido. A Páscoa traz feriado e mais visitantes portugueses e espanhóis.

Maio Chuva média

Primavera · Dias longos

Maio tem máximas médias perto de 20 °C e chuva em cerca de 9 dias. Os dias longos permitem juntar Ribeira, Gaia e Foz do Douro no mesmo dia. É um mês bom para os bate-voltas a Guimarães, Braga e Aveiro. O movimento turístico cresce, e vale reservar com antecedência as caves e a Livraria Lello.

Junho Chuva baixa

Início do verão · Festa de São João

Em junho começa o verão, com máximas médias perto de 23 °C e pouca chuva. Na noite de 23 para 24 de junho, a festa de São João toma as ruas do Porto, com arraiais, fogos sobre o Douro e muita gente na Ribeira e nas Fontainhas. Hospedagem e restaurantes ficam disputados nessa semana. O mar continua frio para banho.

Julho Chuva baixa

Verão · Alta temporada

Julho é um dos meses mais secos, com máximas médias perto de 24 °C e mínimas perto de 15 °C. O tempo costuma ser ameno no litoral, com manhãs que podem começar nubladas perto do mar. É alta temporada: filas maiores na Lello, nos Clérigos e no bonde da linha 1. Praias de Matosinhos e da Foz cheias nos fins de semana.

Agosto Chuva baixa

Verão · Mês mais quente

Agosto tem as máximas médias mais altas do ano, perto de 25 °C, e pouca chuva. É o mês de férias dos europeus: o centro histórico e Gaia ficam muito movimentados. A Piscina das Marés e as praias funcionam na temporada de verão. Compre com antecedência os ingressos com hora marcada.

Setembro Chuva média

Fim do verão · Vindima no Douro

Setembro ainda é quente, com máximas médias perto de 23 °C, e a chuva volta aos poucos no fim do mês. É a época da vindima no Vale do Douro, que costuma ir de meados de setembro a outubro. O movimento cai depois das férias europeias e os passeios ao ar livre seguem agradáveis.

Outubro Chuva alta

Outono · Volta da chuva

Em outubro as chuvas voltam com força: são cerca de 11 dias de chuva e as máximas médias ficam perto de 21 °C. Há dias de sol entre as frentes de chuva. No último domingo do mês termina o horário de verão europeu e o fuso em relação a Brasília volta a 3 horas. Movimento moderado.

Novembro Chuva alta

Outono · Mês mais chuvoso do ano

Novembro é, em média, o mês com mais chuva no Porto, com cerca de 13 dias de chuva e máximas perto de 17 °C. Os dias ficam curtos. É temporada baixa, boa para museus, caves, igrejas e cafés históricos. O cruzeiro e o bonde da linha 1 funcionam, mas dependem do tempo.

Dezembro Chuva alta

Inverno · Luzes de Natal

Dezembro é inverno, com máximas médias perto de 15 °C, mínimas perto de 8 °C e chuva em cerca de 12 dias. A Avenida dos Aliados e a Baixa ganham luzes e mercados de Natal, e a cidade recebe visitantes para o Réveillon. Os bondes históricos não circulam em 24 e 25 de dezembro nem em 1º de janeiro.

Planeje o caminho

Como chegar: Porto

Do Brasil de avião

O Porto é servido pelo Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Há voos diretos para o Porto a partir de São Paulo e do Rio de Janeiro, e de outras cidades brasileiras conforme a temporada; das demais, com conexão em Lisboa ou em outra cidade europeia. Lisboa recebe voos diretos de várias capitais brasileiras (entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Fortaleza), por companhias portuguesas e brasileiras; a lista de cidades muda com a temporada. Os voos são noturnos, em geral com chegada pela manhã, e duram cerca de 9 a 11 horas conforme a cidade de saída. Quem desce em Lisboa pode seguir para o Porto de avião ou de trem (comboio), em cerca de 3 horas.

Do aeroporto ao centro do Porto

A linha E (violeta) do metrô liga o aeroporto à estação Trindade, no centro, em cerca de 25 a 30 minutos, com partidas frequentes. O bilhete é o cartão Andante, comprado nas máquinas da estação; o aeroporto fica na zona Z4. Há também o ônibus (autocarro) 601, que vai até a Cordoaria em 30 a 45 minutos, conforme o trânsito, e táxis e carros de aplicativo na saída do terminal.

De trem ou ônibus a partir de Lisboa

O trem é a forma mais prática de ir de Lisboa ao Porto. O Alfa Pendular leva cerca de 3 horas e o Intercidades um pouco mais, saindo de Lisboa Santa Apolónia ou Lisboa Oriente e chegando a Porto Campanhã. Campanhã fica a cerca de 2,5 km do centro histórico; dali, um trem urbano leva poucos minutos até São Bento, e com o bilhete de longo curso essa ligação costuma estar incluída se feita logo após a chegada. Também há ônibus (autocarro) de Lisboa ao Porto, com viagens de cerca de 3 horas e 15 minutos a 4 horas e 30 minutos, conforme o horário e as paradas.

De carro

De Lisboa ao Porto são cerca de 313 km pela autoestrada A1, em cerca de 3 horas de viagem; a autoestrada tem pedágio (portagem). Para os bate-voltas, Guimarães fica a cerca de 47 km e Aveiro a cerca de 57 km do Porto. No centro histórico do Porto o carro mais atrapalha do que ajuda: as ruas são estreitas e íngremes e o estacionamento é difícil. O carro é útil para o Vale do Douro e para quintas fora das cidades.

Como circular no Porto

O centro histórico se percorre a pé, com muitas ladeiras e escadarias. O metrô tem seis linhas; as mais úteis ao visitante são a D (que passa por Trindade, Aliados, São Bento e cruza a Ponte Luís I até o Jardim do Morro), a A (até Matosinhos) e a E (aeroporto). Os ônibus da STCP completam a rede, como o 500, que vai de São Bento à Foz e a Matosinhos. O cartão Andante vale no metrô e nos ônibus e deve ser validado a cada embarque, inclusive na troca de linha. Os bondes (elétricos) históricos das linhas 1 e 18 têm bilhete próprio, comprado a bordo. O Funicular dos Guindais liga a Ribeira à Batalha e o Teleférico de Gaia liga o Jardim do Morro ao Cais de Gaia.

Bate-voltas de trem a partir do Porto

O Porto tem duas estações principais. De São Bento, no centro, saem os trens urbanos para Guimarães (cerca de 1 hora e 10 a 1 hora e 20 minutos), Braga (menos de 1 hora e 30 minutos), Aveiro (cerca de 1 hora e 15 minutos) e a Linha do Douro. De Campanhã saem também os trens de longo curso para Lisboa e os trens rápidos para Aveiro, que levam menos de 1 hora. Os horários variam entre dias úteis e fins de semana: confira a volta antes de sair.

Documentos e fuso horário

O brasileiro entra em Portugal com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores, confirme as exigências antes de ir. Portugal continental fica 3 horas à frente de Brasília no inverno europeu e 4 horas no horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro.

Ingressos e cartões de visita

A maior parte dos atrativos do Porto tem ingresso pago à parte: Torre dos Clérigos, Livraria Lello (bilhete descontável na compra de livro), Palácio da Bolsa (só com visita guiada), Igreja de São Francisco, claustro da Sé, Serralves, Casa da Música, caves de Gaia, teleférico e cruzeiros. Em vários deles a compra antecipada garante horário. O Porto Card, vendido pelo turismo do Porto, tem versões de 1 a 4 dias, com ou sem transporte, e dá entradas e descontos em museus e monumentos; a versão com transporte não vale nos bondes históricos. Confira a tabela atual de cada atrativo antes de ir.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

De maio a setembro os dias costumam ser mais longos e secos. Em junho, a festa de São João, na noite de 23 para 24, enche as ruas. O inverno, de novembro a março, é chuvoso e mais frio que o de Lisboa. A vindima no Douro costuma ir do fim de agosto a outubro.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Dois dias cobrem a Ribeira, a Sé, São Bento, os Clérigos, a Lello e as caves de Gaia. Com três ou quatro dias entram Serralves, a Foz e a Casa da Música, e sobra um dia para o Vale do Douro.

Em que cidade se hospedar

A Baixa, entre os Aliados, a Trindade e Santa Catarina, tem metrô e deixa a pé quase tudo. A Ribeira fica na beira do rio, com ladeiras fortes para subir ao centro. Cedofeita e a zona dos Clérigos concentram restaurantes e bares. Vila Nova de Gaia, junto ao Cais, tem vista para o Porto e fica perto das caves. A Foz e a Boavista são mais residenciais, perto do mar e de Serralves.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre o Porto

Como chegar ao Porto saindo do Brasil?

Pelo Aeroporto Francisco Sá Carneiro (OPO), a cerca de 17 km do centro, com metrô até a cidade. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. O brasileiro entra em Portugal com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar.

Como ir de Lisboa ao Porto?

De comboio, em cerca de três horas até a estação de Campanhã, com ligação para São Bento, no centro. Também há ônibus e voos curtos.

Quantos dias ficar no Porto?

Dois dias para o centro histórico e as caves de Gaia; três ou quatro para incluir Serralves, a Foz e um bate-volta ao Vale do Douro.

Precisa de carro no Porto?

Não. O centro se faz a pé, com ladeiras, e o metrô, os ônibus e os elétricos chegam ao aeroporto, à Foz e a Gaia. O carro só ajuda para o Vale do Douro.

Dá para fazer bate-volta ao Vale do Douro?

Sim, de comboio pela Linha do Douro, saindo de São Bento ou Campanhã, ou em passeios organizados com barco e visita a quintas. A viagem até a Régua leva cerca de duas horas de comboio.

Quando é a festa de São João no Porto?

Na noite de 23 para 24 de junho, com arraiais, sardinha assada, fogos sobre o Douro e o costume de bater com martelinhos de plástico na cabeça das pessoas.

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