Lisboa

Lisboa

Lisboa

A capital portuguesa à beira do Tejo: colinas com bondes amarelos, os monumentos manuelinos de Belém, o Castelo de São Jorge e as casas de fado de Alfama.

Lisboa e Sul

Na foto: Torre de Belém em Lisboa

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

Disponível no Google Play Envie suas fotos

Conheça o lugar

Uma região para viver
sem pressa.

Lisboa é a capital de Portugal e se espalha por colinas na margem norte do estuário do Tejo, perto da foz no Atlântico. O centro foi reconstruído depois do terremoto de 1755, e a Baixa Pombalina, com ruas retas entre o Rossio e a Praça do Comércio, é resultado desse plano. Em volta dela, os bairros antigos sobem as encostas: Alfama e o Castelo de um lado, Chiado e Bairro Alto do outro.

A oeste, Belém guarda a memória dos Descobrimentos. Ali ficam a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos, Patrimônio Mundial desde 1983, o Padrão dos Descobrimentos, o Museu Nacional dos Coches e o MAAT, junto ao rio. No alto da colina, o Palácio Nacional da Ajuda mostra as joias da Coroa portuguesa.

Do lado leste, Alfama mantém o traçado de vielas de origem medieval, a Sé, o Panteão Nacional, o Mosteiro de São Vicente de Fora e o Museu do Fado. Os miradouros, como Santa Luzia, Senhora do Monte e São Pedro de Alcântara, abrem a vista sobre os telhados e o rio. Mais ao norte, o Museu Calouste Gulbenkian reúne uma das coleções particulares de arte mais conhecidas da Europa, e o Parque das Nações, área da Expo 98, tem o Oceanário.

Para o brasileiro, Lisboa é a porta de entrada mais comum de Portugal. Fala-se português, mas com sotaque e palavras diferentes: o bonde é o elétrico, o ônibus é o autocarro e o trem é o comboio. A cidade tem metrô, e a calçada portuguesa, com pedras brancas e pretas, pede sapato com sola firme nas ladeiras.

Este roteiro tem 1 cidade: Lisboa.

Compartilhar: WhatsApp
Viajante, envie experiências através de fotos Até 5 fotos de cada lugar que você visitou.

Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.

Onde fica Lisboa
Lisboa

Contornos: Direção-Geral do Território, CAOP 2025, CC BY 4.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Lisboa

✈ Aeroporto Humberto Delgado (LIS) · 9 km até Lisboa

O Aeroporto Humberto Delgado (LIS) fica a cerca de 7 km do centro, ligado por metrô. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. Do Porto, o comboio leva perto de três horas; do Algarve, cerca de três horas e meia a partir de Faro.

A experiência do lugar

O que fazer em Lisboa

Lisboa · Lisboa · Monumento

Torre de Belém

Torre de defesa do início do século XVI à beira do Tejo, obra-prima do estilo manuelino e Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1983, junto com o Mosteiro dos Jerónimos. Tem quatro pisos visitáveis e terraço no alto.

Conhecer Torre de Belém

Lisboa · Lisboa · Mosteiro

Mosteiro dos Jerónimos

Mosteiro manuelino mandado construir por D. Manuel I a partir de 1501, com a igreja de Santa Maria de Belém e o claustro rendilhado. Guarda os túmulos de Vasco da Gama e de Luís de Camões e é Patrimônio Mundial desde 1983.

Conhecer Mosteiro dos Jerónimos

Ver mais 29 pontos em Lisboa

Para escolher antes de ir

Passeios em Lisboa

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Belém: Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém e Padrão dos Descobrimentos

Sai de Centro de Lisboa (Praça da Figueira ou Cais do Sodré) Bonde (elétrico) 15E, trem (comboio) ou ônibus (autocarro) cerca de 5 horas manhã fácil

Belém fica à beira do Rio Tejo, a oeste do centro, e reúne os monumentos ligados à época das navegações. O Mosteiro dos Jerónimos foi fundado por D. Manuel I em 1496 e doado aos monges da Ordem de São Jerónimo. A igreja guarda os túmulos de Vasco da Gama e de Luís de Camões, e o claustro de dois andares concentra boa parte da visita. Junto com a Torre de Belém, o mosteiro foi declarado Patrimônio Mundial pela Unesco em 1983. A Torre de Belém foi construída entre 1514 e 1521, com projeto de Francisco de Arruda, para defender a entrada do rio. Na fachada há cordas esculpidas em pedra, escudos e a figura de um rinoceronte. Entre os dois fica o Padrão dos Descobrimentos, monumento em forma de proa de navio com figuras do Infante D. Henrique e de navegadores. Um elevador leva ao terraço, a mais de 50 metros de altura, com vista do rio e de Belém. No chão em frente, a Rosa dos Ventos tem um mapa-múndi com as rotas portuguesas. A poucos passos do mosteiro, a fábrica dos Pastéis de Belém produz desde 1837 o doce feito com a receita que saiu do convento.

Passa por: Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém, Padrão dos Descobrimentos, Pastéis de Belém, Jardim da Praça do Império, Rio Tejo.

Inclui: Caminhada entre os três monumentos pela beira-rio e pelo Jardim da Praça do Império. Entradas pagas à parte no mosteiro, na torre e no terraço do Padrão; confira a tabela atual.

Dica: O Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém costumam fechar às segundas-feiras. Compre o ingresso com antecedência e chegue cedo: a fila do mosteiro cresce ao longo da manhã. A fila dos Pastéis de Belém anda rápido; há também salões internos para sentar.

Melhor época: O ano todo; de março a junho e em setembro e outubro o clima é ameno e as filas são menores que em julho e agosto.

Alfama e Castelo de São Jorge

Sai de Baixa de Lisboa A pé, com bonde (elétrico) 28 ou 12 para subir cerca de 4 horas manhã moderada (ladeiras e escadarias)

Alfama é o bairro antigo de Lisboa que desce do castelo até o rio, com ruas estreitas, becos e escadarias. No alto da colina, o Castelo de São Jorge tem muralhas e torres por onde se caminha, jardins com vista da cidade e um pequeno museu com peças encontradas no local, do século 7 a.C. ao século 18. O ingresso inclui a Câmara Escura, um periscópio na Torre de Ulisses que projeta imagens de Lisboa em 360 graus, e o núcleo arqueológico, visitados com guia. Na descida, a Sé de Lisboa tem fachada românica, e ao lado fica a Igreja de Santo António, erguida onde, segundo a tradição, nasceu o santo. Os miradouros de Santa Luzia e das Portas do Sol mostram os telhados de Alfama e o Rio Tejo. Mais adiante ficam o Mosteiro de São Vicente de Fora e o Panteão Nacional, e no Campo de Santa Clara acontece a Feira da Ladra, mercado de usados que funciona às terças e aos sábados. Perto do rio, o Museu do Fado conta a história da música de Lisboa.

Passa por: Castelo de São Jorge, Alfama, Sé de Lisboa, Igreja de Santo António, Miradouro de Santa Luzia, Miradouro das Portas do Sol, Mosteiro de São Vicente de Fora, Panteão Nacional, Feira da Ladra, Museu do Fado.

Inclui: Visita ao castelo (ingresso pago à parte; confira a tabela atual) e caminhada pelas ruas de Alfama, com paradas nos miradouros e igrejas.

Dica: Suba de bonde (elétrico) ou de táxi até o castelo e desça a pé: o caminho é quase todo em descida. Use tênis com sola firme, porque a calçada portuguesa fica lisa. Para a Câmara Escura e o núcleo arqueológico, informe-se na entrada sobre as visitas guiadas do dia.

Melhor época: O ano todo; em junho Alfama recebe os arraiais das Festas de Lisboa e fica cheia à noite.

Baixa, Praça do Comércio e Rossio

Sai de Baixa de Lisboa A pé cerca de 3 horas tarde fácil

A Baixa é o centro plano de Lisboa, reconstruído depois do terremoto de 1755 com ruas retas em grade, no plano conhecido como Baixa Pombalina. A Praça do Comércio, também chamada Terreiro do Paço, abre para o Rio Tejo, com a estátua equestre de D. José I ao centro e o Cais das Colunas na beira da água. O Arco da Rua Augusta liga a praça à rua de pedestres; o topo do arco é aberto à visita e tem vista de 360 graus sobre a Baixa e o rio. As estátuas do arco representam, entre outros, o Marquês de Pombal e Vasco da Gama. A Rua Augusta segue até o Rossio, a praça com piso de ondas em calçada portuguesa e a estação de trem de fachada neomanuelina. Ao lado ficam a Praça da Figueira e, a poucas quadras, o Elevador de Santa Justa, de 1902, obra de Raoul Mesnier de Ponsard, que sobe da Baixa até o Largo do Carmo e serve de miradouro sobre o centro.

Passa por: Praça do Comércio, Arco da Rua Augusta, Rua Augusta, Rossio, Praça da Figueira, Estação do Rossio, Elevador de Santa Justa, Cais das Colunas.

Inclui: Caminhada pelas praças e ruas da Baixa. Topo do Arco da Rua Augusta e Elevador de Santa Justa são pagos à parte; confira a tabela atual.

Dica: A fila do Elevador de Santa Justa costuma ser longa. Quem quer só a vista pode chegar ao terraço pelo Largo do Carmo, no Chiado. Este é um bom passeio para o dia da chegada do Brasil: é plano e fica perto de tudo.

Melhor época: O ano todo; em dezembro a Baixa recebe a iluminação de Natal.

Chiado, Bairro Alto e Príncipe Real

Sai de Baixa de Lisboa A pé, com metrô até Baixa-Chiado cerca de 4 horas tarde moderada (subidas)

O Chiado é a área de lojas, livrarias, cafés e teatros entre a Baixa e o Bairro Alto. Na porta do Café A Brasileira fica a estátua de bronze do poeta Fernando Pessoa, sentado a uma mesa. No Largo do Carmo estão as ruínas do Convento do Carmo, igreja gótica iniciada em 1389 e destruída pelo terremoto de 1755: os arcos ficaram sem teto e o espaço abriga o Museu Arqueológico do Carmo. Subindo pelo Largo de Camões, o Bairro Alto tem ruas estreitas em grade, com restaurantes e bares que enchem à noite. A Igreja de São Roque, por fora simples, tem capelas decoradas com talha dourada e mármores. O Miradouro de São Pedro de Alcântara é um jardim em dois níveis com vista para o castelo e a Baixa. Seguindo para o norte chega-se ao Príncipe Real, bairro de lojas de design e de um jardim com um cedro de copa larga.

Passa por: Chiado, Café A Brasileira, Largo do Carmo, Convento do Carmo, Igreja de São Roque, Bairro Alto, Miradouro de São Pedro de Alcântara, Príncipe Real, Largo de Camões.

Inclui: Caminhada pelos três bairros. Museu Arqueológico do Carmo e Igreja de São Roque têm entrada paga à parte nas áreas de exposição; confira a tabela atual.

Dica: Faça o passeio no fim da tarde e termine no Miradouro de São Pedro de Alcântara ao pôr do sol. O Museu Arqueológico do Carmo fecha aos domingos.

Melhor época: O ano todo; de maio a setembro as noites no Bairro Alto são mais movimentadas.

Bonde (elétrico) 28

Sai de Martim Moniz Bonde (elétrico) 28E da Carris cerca de 1 hora (só a ida) manhã fácil

O bonde (elétrico) 28 é a linha que atravessa os bairros históricos de Lisboa. Os carros amarelos antigos, de madeira, sobem e descem as ladeiras entre Martim Moniz e Campo de Ourique, em ruas onde passam rente às fachadas. No caminho, o bonde atravessa a Graça, passa pela Igreja de São Vicente de Fora, pelo Largo das Portas do Sol, a poucos passos do castelo, e desce por Alfama até a Sé de Lisboa e a Igreja de Santo António. Na Baixa segue pela Rua da Conceição, sobe ao Chiado e ao Largo de Camões e continua até o Parlamento, a Basílica da Estrela e o Jardim da Estrela, antes de chegar a Campo de Ourique. No fim da linha o bonde faz a volta, e dá para voltar pelo mesmo caminho. É transporte público regular, usado também por moradores, por isso enche nos horários de maior movimento.

Passa por: Martim Moniz, Graça, Igreja de São Vicente de Fora, Largo das Portas do Sol, Sé de Lisboa, Rua da Conceição, Chiado, Largo de Camões, Basílica da Estrela, Jardim da Estrela, Campo de Ourique.

Inclui: Viagem no bonde 28E com bilhete pago à parte (vale o cartão de transporte carregado); confira a tabela atual.

Dica: Embarque no ponto inicial, em Martim Moniz, logo cedo, para ir sentado. Desça nas Portas do Sol para visitar o castelo ou na Estrela para ver a basílica e o jardim. Guarde a mochila na frente do corpo dentro do bonde cheio.

Melhor época: O ano todo; de outubro a abril as filas no ponto inicial costumam ser menores.

Miradouros de Lisboa

Sai de Graça A pé, com bonde (elétrico) 28 ou 12 cerca de 3 horas tarde moderada (ladeiras)

Lisboa se espalha por colinas, e os miradouros são as praças e terraços de onde se vê a cidade de cima. O Miradouro da Senhora do Monte, no ponto alto da Graça, mostra o castelo, a Baixa e o Rio Tejo de frente. Logo abaixo, o Miradouro Sophia de Mello Breyner Andresen, conhecido como Miradouro da Graça, tem pinheiros, um quiosque e vista para o castelo. Descendo para Alfama, o Miradouro de Santa Luzia tem painéis de azulejo e uma pérgula com buganvílias, e o das Portas do Sol abre para os telhados do bairro e o rio. Do outro lado da Baixa, o Miradouro de São Pedro de Alcântara olha para o castelo, e o de Santa Catarina, em Santa Catarina, mostra a Ponte 25 de Abril e o porto. Muitos miradouros têm quiosques com mesas ao ar livre, e no fim da tarde reúnem moradores e visitantes para ver o pôr do sol.

Passa por: Miradouro da Senhora do Monte, Miradouro Sophia de Mello Breyner Andresen (Graça), Miradouro de Santa Luzia, Miradouro das Portas do Sol, Miradouro de São Pedro de Alcântara, Miradouro de Santa Catarina.

Inclui: Caminhada entre os miradouros, com trechos de bonde (elétrico). Acesso aos miradouros é aberto ao público.

Dica: Comece pela Graça, o ponto mais alto, e vá descendo. Deixe Santa Catarina ou São Pedro de Alcântara para o pôr do sol. Leve um agasalho de outubro a abril: venta nos pontos altos.

Melhor época: O ano todo; de maio a setembro o pôr do sol é mais tarde e os miradouros ficam cheios no fim do dia.

Ver mais 12 passeios

Noite de fado

Sai de Alfama, Mouraria ou Bairro Alto A pé ou de táxi cerca de 3 horas noite fácil

O fado é a canção urbana de Lisboa, reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em 2011. Uma cantora ou um cantor se apresenta acompanhado pela guitarra portuguesa, de doze cordas de metal e corpo em forma de pera, e pela viola, como os portugueses chamam o violão. As casas de fado ficam em Alfama, na Mouraria e no Bairro Alto. Em geral o espetáculo é durante o jantar: os músicos se apresentam em blocos curtos, e entre um bloco e outro o serviço da cozinha continua. Durante as músicas as luzes baixam e se pede silêncio na sala. Há também tascas de bairro onde o fado é cantado por amadores, no chamado fado vadio, em ambiente mais simples. Para conhecer a história antes, o Museu do Fado, em Alfama, reúne instrumentos, gravações e retratos de fadistas.

Passa por: Alfama, Mouraria, Bairro Alto, Museu do Fado.

Inclui: Jantar ou consumação com fado ao vivo, pago à parte; muitas casas cobram valor mínimo por pessoa. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve com antecedência, sobretudo de sexta a domingo. Pergunte se o preço inclui jantar ou só a consumação mínima. Visite o Museu do Fado à tarde e jante com fado na mesma noite em Alfama.

Melhor época: O ano todo; as casas funcionam em todas as estações.

Parque das Nações e Oceanário de Lisboa

Sai de Estação Oriente Metrô (linha vermelha) até Oriente cerca de 5 horas dia inteiro fácil

O Parque das Nações é o bairro construído no leste de Lisboa para a Expo 98, à beira do Rio Tejo, com arquitetura contemporânea e um longo calçadão junto à água. A Estação do Oriente, de Santiago Calatrava, tem cobertura de aço e vidro que lembra uma floresta de árvores. O Oceanário de Lisboa, na Doca dos Olivais, mostra mais de 500 espécies em torno de um grande aquário central, visto de vários níveis, com tubarões, raias, peixes-lua e cardumes. Ao redor ficam tanques de habitats costeiros com lontras, pinguins e aves marinhas, além de exposições temporárias. No calçadão aparecem o Pavilhão de Portugal, de Álvaro Siza Vieira, com uma cobertura de concreto curva e fina, o Pavilhão do Conhecimento, museu de ciência, e a Torre Vasco da Gama, de 140 metros. O Telecabine Lisboa corre ao longo do rio, com vista da Ponte Vasco da Gama.

Passa por: Oceanário de Lisboa, Estação do Oriente, Pavilhão de Portugal, Pavilhão do Conhecimento, Telecabine Lisboa, Torre Vasco da Gama, Ponte Vasco da Gama, Jardins Garcia de Orta.

Inclui: Ingresso do Oceanário e passagem do Telecabine pagos à parte; confira a tabela atual. Caminhada pelo calçadão e pelos Jardins Garcia de Orta.

Dica: Reserve de duas a três horas para o Oceanário e compre o ingresso antes. Nos fins de semana e nas férias escolares portuguesas o movimento é maior. O metrô da linha vermelha que serve o aeroporto passa pela estação Oriente.

Melhor época: O ano todo; nos dias de chuva, de outubro a março, o Oceanário é uma boa opção coberta.

LX Factory e Ponte 25 de Abril

Sai de Alcântara Bonde (elétrico) 15E ou trem (comboio) da linha de Cascais cerca de 3 horas tarde fácil

A LX Factory ocupa o antigo complexo da Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense, fábrica fundada em 1846 em Alcântara, embaixo da Ponte 25 de Abril. Os galpões, com 23 mil metros quadrados, viraram lojas de design, ateliês, restaurantes, cafés e escritórios, com paredes grafitadas e um ar industrial. A Livraria Ler Devagar ocupa uma antiga gráfica, com estantes até o teto, uma bicicleta suspensa e um mezanino de leitura. Aos domingos, uma feira ocupa a rua principal com artesanato, roupas e comida. Ao lado fica a Ponte 25 de Abril, ponte pênsil inaugurada em 1966, com cerca de 2,3 km, que liga Lisboa a Almada e tem um tabuleiro para carros e outro para trens. Na base de um dos pilares, a Experiência Pilar 7 conta a história da construção da ponte em exposições interativas e tem um elevador até um miradouro com vista do rio e da cidade, e de lá se veem os carros passando por cima.

Passa por: LX Factory, Livraria Ler Devagar, Ponte 25 de Abril, Experiência Pilar 7, Alcântara.

Inclui: Visita à LX Factory (entrada no complexo aberta ao público) e à Experiência Pilar 7, com ingresso pago à parte; confira a tabela atual.

Dica: Vá no domingo para ver a feira, mas chegue antes do almoço, quando o movimento aumenta. Combine com Belém ou com o MAAT no mesmo dia: o bonde (elétrico) 15E liga os três. Confira antes se o elevador da Experiência Pilar 7 está funcionando.

Melhor época: O ano todo.

Time Out Market e Cais do Sodré

Sai de Cais do Sodré Metrô (linha verde) ou trem (comboio) até Cais do Sodré cerca de 2 horas noite fácil

O Time Out Market Lisboa funciona dentro do Mercado da Ribeira, no Cais do Sodré, num salão com bancas de restaurantes, confeitarias e chefs da cidade em volta de mesas coletivas. Cada um escolhe o que quer em bancas diferentes e senta onde houver lugar, o que facilita para grupos e famílias com gostos variados. O cardápio vai de petiscos portugueses e frutos do mar a hambúrgueres e doces, entre eles o pastel de nata. O Cais do Sodré é um nó de transporte: ali chegam o metrô, o trem da linha de Cascais e os barcos para a outra margem do Tejo. A poucos passos fica a Rua Nova do Carvalho, a rua de piso pintado de rosa, com bares que movimentam a noite do bairro. Na beira do rio, o calçadão da Ribeira das Naus segue até a Praça do Comércio.

Passa por: Mercado da Ribeira, Time Out Market Lisboa, Cais do Sodré, Rua Nova do Carvalho, Praça Dom Luís I, Ribeira das Naus.

Inclui: Refeições pagas à parte em cada banca; confira os preços no local.

Dica: No almoço e no jantar dos fins de semana as mesas ficam disputadas; vá fora desses horários ou leve a comida para o calçadão da Ribeira das Naus. Volte a pé pela beira-rio até a Praça do Comércio.

Melhor época: O ano todo.

Museu Calouste Gulbenkian

Sai de Avenidas Novas Metrô até São Sebastião ou Praça de Espanha cerca de 3 horas manhã fácil

O Museu Calouste Gulbenkian reúne a coleção do empresário Calouste Gulbenkian, que criou a fundação em testamento. A Coleção do Fundador percorre milênios de arte em salas organizadas por região e época: Egito Antigo, arte greco-romana, Mesopotâmia, mundo islâmico com tapetes e cerâmicas, China e Japão, e arte europeia dos séculos 12 ao 18, com pintura, escultura, mobiliário e uma sala dedicada às joias de René Lalique. O Centro de Arte Moderna, no outro lado do terreno, guarda uma grande coleção de arte portuguesa do século 20 e recebe exposições temporárias. Os prédios ficam dentro do Jardim Gulbenkian, com lagos, caminhos, um anfiteatro ao ar livre e muita sombra. É um passeio tranquilo, longe do movimento do centro histórico.

Passa por: Museu Calouste Gulbenkian, Coleção do Fundador, Centro de Arte Moderna Gulbenkian, Jardim Gulbenkian.

Inclui: Visita ao museu e ao Centro de Arte Moderna, com ingresso pago à parte; confira a tabela atual. O jardim é aberto ao público.

Dica: O museu costuma fechar às terças-feiras. Reserve ao menos duas horas para a Coleção do Fundador. O jardim é bom para descansar entre um passeio e outro.

Melhor época: O ano todo; de abril a junho o jardim está mais verde e florido.

Museu Nacional do Azulejo

Sai de Santa Apolónia Ônibus (autocarro) ou táxi a partir da Baixa cerca de 2 horas manhã fácil

O azulejo está nas fachadas, igrejas e estações de Lisboa, e o Museu Nacional do Azulejo conta essa história do século 15 até hoje. O museu ocupa o Convento da Madre de Deus, fundado em 1509 pela rainha D. Leonor, no leste da cidade. O acervo mostra painéis de vários períodos, entre eles cenas de caça do século 17, painéis do início do século 18 e obras do século 20 de artistas como Maria Keil, Júlio Pomar e Querubim Lapa. Entre as peças em destaque está um longo painel com a vista panorâmica de Lisboa antes do terremoto de 1755. A visita inclui o claustro maneirista, a igreja e a Capela de Santo António, com decoração barroca em talha dourada e azulejos do século 18.

Passa por: Museu Nacional do Azulejo, Convento da Madre de Deus, Igreja da Madre de Deus, Capela de Santo António.

Inclui: Visita ao museu e à igreja do convento, com ingresso pago à parte; confira a tabela atual.

Dica: O museu fica fora do centro histórico; combine com Alfama ou com Santa Apolónia.

Melhor época: O ano todo; é uma opção coberta para os dias de chuva, de outubro a março.

Cristo Rei e Almada

Sai de Cais do Sodré Barco até Cacilhas e ônibus (autocarro) até o santuário cerca de 4 horas tarde fácil

Na outra margem do Rio Tejo, em Almada, o Santuário de Cristo Rei tem uma estátua de Cristo de braços abertos voltada para Lisboa. O monumento foi inaugurado em 1959, depois de um voto feito pelos bispos portugueses durante a Segunda Guerra Mundial, e o projeto foi inspirado no Cristo Redentor do Rio de Janeiro. A estátua tem 28 metros e fica sobre um pedestal de 82 metros. Um elevador leva ao terraço no alto do pedestal, com vista de 360 graus da Ponte 25 de Abril, do rio e de Lisboa. A ida já é um passeio: o barco sai do Cais do Sodré e cruza o rio até Cacilhas em cerca de 10 minutos. Em Cacilhas há restaurantes de peixe junto ao cais, e o Cais do Ginjal, um caminho à beira-rio entre armazéns antigos, tem vista para Lisboa.

Passa por: Cais do Sodré, Cacilhas, Santuário de Cristo Rei, Cais do Ginjal, Almada, Rio Tejo, Ponte 25 de Abril.

Inclui: Barco e ônibus pagos à parte (valem o cartão de transporte carregado). Elevador do santuário pago à parte; confira a tabela atual. Esplanada e capela abertas ao público.

Dica: Confira na parada de Cacilhas qual linha de ônibus vai ao santuário. Vá em dia de céu aberto, quando a vista alcança mais longe. Na volta, pegue o barco no fim da tarde para ver Lisboa iluminada pelo sol baixo.

Melhor época: O ano todo; em dias de neblina, mais comuns de novembro a fevereiro, a vista fica reduzida.

Passeio de barco no Tejo

Sai de Doca do Bom Sucesso ou Doca de Santo Amaro Veleiro ou catamarã de operadora local cerca de 2 horas tarde fácil

Do rio se entende como Lisboa nasceu voltada para a água. Operadoras locais fazem passeios de veleiro ou catamarã que saem das docas de Belém e de Alcântara e navegam pelo estuário do Tejo, em geral por cerca de duas horas. Do barco se veem a Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos, o MAAT, a passagem por baixo da Ponte 25 de Abril, o Cristo Rei na margem sul e, conforme o roteiro, a Praça do Comércio e Alfama. Muitas saídas são no fim da tarde, para ver o pôr do sol do rio. Para uma travessia curta, os barcos de linha entre o Cais do Sodré e Cacilhas fazem o percurso em cerca de 10 minutos e mostram a frente da cidade.

Passa por: Rio Tejo, Torre de Belém, Padrão dos Descobrimentos, Ponte 25 de Abril, Santuário de Cristo Rei, Praça do Comércio.

Inclui: Passeio de barco com operadora, pago à parte; algumas incluem bebida ou petisco. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve com antecedência no verão. Leve um agasalho: no rio venta mais e a temperatura cai no fim do dia. A saída depende do vento e da maré, e a operadora pode remarcar.

Melhor época: A temporada mais procurada vai de abril a outubro; no inverno há menos saídas.

MAAT e beira-rio de Belém

Sai de Belém Bonde (elétrico) 15E ou trem (comboio) até Belém cerca de 2 horas tarde fácil

O MAAT, Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, é mantido pela Fundação EDP e ocupa dois edifícios à beira do Rio Tejo, entre Belém e Alcântara. A Central Tejo é uma antiga usina termelétrica de tijolos, que guarda as caldeiras e máquinas e recebe exposições. Ao lado, o edifício contemporâneo, de linhas curvas e revestido de peças cerâmicas brancas, tem uma cobertura por onde se caminha, com vista do rio e da Ponte 25 de Abril. As exposições temporárias tratam de arte contemporânea, arquitetura e tecnologia. Do MAAT sai um calçadão junto ao rio que leva a pé até o Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém.

Passa por: MAAT, Central Tejo, Rio Tejo, Belém.

Inclui: Visita às exposições, com ingresso pago à parte; confira a tabela atual. Caminhada pelo calçadão do rio.

Dica: O museu fecha às terças-feiras. Combine com o passeio de Belém, à tarde, depois dos monumentos. Suba à cobertura no fim do dia, de frente para o pôr do sol.

Melhor época: O ano todo; de maio a setembro o calçadão é mais aproveitado no fim da tarde.

Costa da Caparica

Sai de Lisboa Ônibus (autocarro) direto ou barco até Cacilhas e ônibus cerca de 6 horas dia inteiro fácil

A Costa da Caparica é a faixa de praias de mar aberto mais próxima de Lisboa, na margem sul do Tejo, no concelho de Almada. São cerca de 15 km de areia seguidos, do centro da Costa da Caparica até a Fonte da Telha. As praias perto do centro têm calçadão, escolas de surfe, restaurantes e bares de praia; mais ao sul, a areia fica ao pé da Arriba Fóssil, uma falésia protegida como paisagem natural. O mar é o Atlântico: as ondas favorecem o surfe e a água costuma ser fria, mesmo no verão. Moradores de Lisboa frequentam a Costa nos fins de semana de verão, e o trânsito na Ponte 25 de Abril aumenta nesses dias.

Passa por: Costa da Caparica, Fonte da Telha, Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica, Almada.

Inclui: Transporte pago à parte (ônibus e barco valem o cartão de transporte carregado). Aluguel de cadeira e guarda-sol e aulas de surfe são pagos à parte.

Dica: Vá em dia de semana para evitar o trânsito na ponte. Leve protetor solar e casaco leve: o vento do mar costuma soprar à tarde. Respeite as bandeiras dos salva-vidas (nadadores-salvadores).

Melhor época: A temporada de praia vai de junho a setembro; o surfe acontece o ano todo.

Setúbal e Serra da Arrábida (bate-volta)

Sai de Lisboa (estação Roma-Areeiro ou Entrecampos) Trem (comboio) da Fertagus e ônibus, ou carro cerca de 9 horas dia inteiro fácil

A cerca de 50 km ao sul de Lisboa, Setúbal fica entre o estuário do Rio Sado e a Serra da Arrábida. A serra, dentro do Parque Natural da Arrábida, desce em encostas cobertas de mata até um mar de água clara, com praias em pequenas baías: Figueirinha, Creiro, Galapos e o Portinho da Arrábida. A estrada pela serra tem mirantes sobre o mar e a península de Tróia. No estuário do Sado vive um grupo de golfinhos (roazes), e operadoras de Setúbal fazem passeios de barco para observá-los. Em Setúbal, o Mercado do Livramento vende peixes e frutos do mar, e o choco frito é o prato típico da cidade. Na volta, a vila de Azeitão é conhecida pelo queijo e pelas tortas.

Passa por: Setúbal, Parque Natural da Arrábida, Serra da Arrábida, Portinho da Arrábida, Praia da Figueirinha, Praia do Creiro, Estuário do Sado, Azeitão.

Inclui: Transporte pago à parte; passeio de barco no Sado e refeições pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: De junho a setembro, o acesso de carro às praias da Arrábida é restrito durante o dia, e ônibus saem de Setúbal até as praias. Fora do verão a estrada é livre. O trem da Fertagus cruza a Ponte 25 de Abril e leva cerca de uma hora até Setúbal.

Melhor época: A temporada de praia vai de junho a setembro; para caminhar na serra, de março a junho e em setembro e outubro.

Fátima, Batalha, Nazaré e Óbidos (bate-volta)

Sai de Lisboa Excursão de agência, carro ou ônibus (autocarro) de linha cerca de 9 horas dia inteiro fácil

Ao norte de Lisboa, quatro paradas costumam ser feitas no mesmo dia, em excursões de agência ou de carro. O Santuário de Fátima, a cerca de 130 km de Lisboa, reúne a Capelinha das Aparições, no local onde se conta que Nossa Senhora apareceu a três crianças pastoras em 1917, a Basílica de Nossa Senhora do Rosário, com os túmulos de Francisco, Jacinta e Lúcia, e a moderna Basílica da Santíssima Trindade. O Mosteiro da Batalha, de Santa Maria da Vitória, é uma obra gótica Patrimônio Mundial da Unesco. Na Nazaré, o miradouro do Sítio olha para a praia e para a vila de pescadores; no inverno, a Praia do Norte recebe as ondas grandes que atraem surfistas. Óbidos é uma vila cercada de muralhas, com ruas de casas brancas e o castelo no alto.

Passa por: Santuário de Fátima, Capelinha das Aparições, Basílica de Nossa Senhora do Rosário, Basílica da Santíssima Trindade, Mosteiro da Batalha, Nazaré, Sítio da Nazaré, Óbidos.

Inclui: Excursão com transporte e guia, paga à parte; entradas e refeições à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Quem vai só a Fátima pode usar o ônibus de linha que sai de Sete Rios ou do Oriente, com cerca de 1 hora e 30 minutos de viagem. Nos dias 12 e 13 de maio e de outubro o santuário recebe as grandes peregrinações e fica lotado. Óbidos também tem ônibus direto de Lisboa, com cerca de uma hora de viagem.

Melhor época: O ano todo; para as ondas da Nazaré, de outubro a março.

Dia a dia

Roteiro de 3, 5 e 7 dias em Lisboa

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

3 dias · Lisboa em 3 dias: o essencial da primeira viagem

Para Quem vai pela primeira vez e tem poucos dias, ou faz Lisboa como parte de uma viagem por Portugal. · Base em Baixa ou Chiado, perto do metrô
  1. Dia 1 · Chegada do Brasil, Baixa e Chiado

    O voo noturno do Brasil costuma chegar pela manhã. Do aeroporto, o metrô (linha vermelha) ou o táxi levam ao centro. Deixe as malas e faça um dia leve: o passeio Baixa, Praça do Comércio e Rossio, plano e perto de tudo, com o Arco da Rua Augusta. À tarde, suba ao Chiado e termine no Miradouro de São Pedro de Alcântara. Jante cedo e descanse do fuso.

  2. Dia 2 · Belém e beira-rio

    Pela manhã, o passeio Belém: Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém e Padrão dos Descobrimentos, com parada nos Pastéis de Belém. À tarde, MAAT e beira-rio de Belém e, no caminho de volta, a LX Factory. No fim do dia, Time Out Market e Cais do Sodré para jantar.

  3. Dia 3 · Alfama, castelo e fado

    Cedo, o bonde (elétrico) 28 a partir de Martim Moniz até as Portas do Sol. Siga para Alfama e Castelo de São Jorge, descendo a pé pela Sé e pelos miradouros de Santa Luzia e Portas do Sol. À tarde, o Museu do Fado. À noite, uma noite de fado numa casa de Alfama, com reserva feita antes.

5 dias · Lisboa em 5 dias: cidade, rio e um bate-volta
Para Quem quer conhecer Lisboa com calma, incluir museus e o rio e fazer um bate-volta. · Base em Baixa, Chiado ou Avenida da Liberdade
  1. Dia 1 · Chegada do Brasil e Baixa

    Chegada pela manhã no voo noturno do Brasil. Depois de deixar as malas, faça o passeio Baixa, Praça do Comércio e Rossio, sem pressa. No fim da tarde, caminhe pela Ribeira das Naus até o Cais do Sodré e jante no Time Out Market.

  2. Dia 2 · Belém, MAAT e LX Factory

    Manhã em Belém: Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém e Padrão dos Descobrimentos. À tarde, o MAAT e o calçadão do rio e depois a LX Factory, com a Experiência Pilar 7 na Ponte 25 de Abril. Se o tempo permitir, faça o passeio de barco no Tejo ao pôr do sol, saindo das docas de Belém ou de Alcântara.

  3. Dia 3 · Alfama, castelo e noite de fado

    Bonde (elétrico) 28 logo cedo. Alfama e Castelo de São Jorge pela manhã, com a Sé e os miradouros. À tarde, os miradouros da Graça e da Senhora do Monte. À noite, noite de fado em Alfama ou na Mouraria.

  4. Dia 4 · Bate-volta a Sintra e Cascais

    Dia inteiro fora de Lisboa. O trem (comboio) para Sintra sai da estação do Rossio, e o de Cascais sai do Cais do Sodré. Para os palácios, as praias e o caminho entre as duas, veja o destino Sintra e Cascais neste guia. Volte a Lisboa à noite.

  5. Dia 5 · Gulbenkian, Parque das Nações e Chiado

    Manhã no Museu Calouste Gulbenkian e no jardim. Depois do almoço, metrô até Oriente para o Parque das Nações e o Oceanário de Lisboa, com o Telecabine ao longo do rio. No fim do dia, volte ao Chiado e ao Bairro Alto para a última noite.

7 dias · Lisboa em 7 dias: a cidade inteira e os arredores
Para Quem tem uma semana, quer ver Lisboa sem correr e fazer bate-voltas para a praia, a serra e o interior. · Base em Baixa, Chiado ou Avenida da Liberdade
  1. Dia 1 · Chegada do Brasil, Baixa e Rossio

    O voo do Brasil chega pela manhã. Faça o passeio Baixa, Praça do Comércio e Rossio, suba ao topo do Arco da Rua Augusta e termine o dia no Chiado. Durma cedo para se acertar com o fuso.

  2. Dia 2 · Belém e a beira-rio

    O passeio Belém completo pela manhã, com os Jerónimos, a Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos. À tarde, MAAT e beira-rio de Belém e a LX Factory. Jantar no Time Out Market e Cais do Sodré.

  3. Dia 3 · Alfama, castelo e fado

    Bonde (elétrico) 28 a partir de Martim Moniz. Alfama e Castelo de São Jorge, com a Feira da Ladra se for terça ou sábado. À tarde, o Museu Nacional do Azulejo, a leste de Alfama. À noite, noite de fado.

  4. Dia 4 · Bate-volta a Sintra e Cascais

    Trem (comboio) do Rossio para Sintra e, se der tempo, de Cascais de volta ao Cais do Sodré. Os palácios, a serra e a costa estão no destino Sintra e Cascais deste guia.

  5. Dia 5 · Museus, Parque das Nações e miradouros

    Manhã no Museu Calouste Gulbenkian. À tarde, Parque das Nações e Oceanário de Lisboa. Na volta ao centro, o roteiro dos miradouros de Lisboa, com o pôr do sol em Santa Catarina ou em São Pedro de Alcântara.

  6. Dia 6 · Setúbal e Serra da Arrábida

    Dia inteiro em Setúbal e na Serra da Arrábida, de trem (comboio) da Fertagus ou de carro. Praia nas baías da Arrábida no verão ou passeio de barco para ver os golfinhos no Sado. Fora do verão, troque pela Costa da Caparica ou por Cristo Rei e Almada, mais perto.

  7. Dia 7 · Fátima, Batalha, Nazaré e Óbidos

    Excursão de dia inteiro ao norte: Santuário de Fátima, Mosteiro da Batalha, Nazaré e Óbidos. Quem prefere ficar em Lisboa pode trocar por Cristo Rei e Almada pela manhã e um passeio de barco no Tejo à tarde, fechando a semana com um jantar no Bairro Alto.

Melhor época

Quando ir: Lisboa mês a mês

Primavera (março a maio) e outono (setembro e outubro) costumam ter dias amenos para caminhar pelas colinas. O verão, de junho a agosto, é quente e seco, com mais visitantes; em junho a cidade festeja Santo Antônio. O inverno, de dezembro a fevereiro, é chuvoso e mais frio, mas raramente gela.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva alta

Inverno · Dias curtos

Mês mais frio do ano em Lisboa, com máximas médias por volta de 14 °C e mínimas perto de 8 °C. Chove em cerca de dez dias do mês, intercalados com dias de sol frio. Museus como o Gulbenkian e o Oceanário ajudam nos dias de chuva. Filas menores nos monumentos de Belém e no bonde 28.

Fevereiro Chuva média

Inverno · Movimento baixo

Ainda inverno, com máximas médias perto de 16 °C e chuva menos frequente que em janeiro. Dias um pouco mais longos. Bom mês para monumentos e museus sem fila. O Carnaval, quando cai em fevereiro, tem festas pequenas na cidade.

Março Chuva média

Primavera · Clima ameno

Começo da primavera, com máximas médias perto de 18 °C. As árvores e jardins começam a florir. No fim do mês Portugal muda para o horário de verão e passa a ficar 4 horas à frente de Brasília. Bom mês para caminhar pelos bairros e miradouros.

Abril Chuva média

Primavera · Páscoa

Máximas médias perto de 20 °C, com pancadas de chuva em alguns dias. A Semana Santa e a Páscoa aumentam o movimento de turistas. O dia 25 de abril é feriado nacional. Os passeios de barco no Tejo voltam a ter mais saídas.

Maio Chuva média

Primavera · Dias longos

Máximas médias perto de 23 °C e menos chuva. Dias longos para caminhar e ver o pôr do sol nos miradouros. Nos dias 12 e 13, Fátima recebe a grande peregrinação de maio. Bom mês para a Arrábida e para a Costa da Caparica antes do verão.

Junho Chuva baixa

Verão · Festas de Lisboa

Começo do verão, com máximas médias perto de 26 °C e pouca chuva. O mês todo tem as Festas de Lisboa, com arraiais em Alfama, Mouraria e Graça e sardinha assada; na noite de 12 para 13, véspera de Santo António, as marchas populares descem a Avenida da Liberdade e os bairros ficam lotados.

Julho Chuva baixa

Verão · Alta temporada

Mês seco, com máximas médias perto de 28 °C e dias de calor acima disso. Alta temporada: filas longas em Belém, no castelo e no bonde 28. Temporada de praia na Costa da Caparica e na Arrábida, com acesso de carro restrito às praias da serra. Programe as caminhadas cedo ou no fim da tarde.

Agosto Chuva baixa

Verão · Calor

Mês mais quente, com máximas médias perto de 29 °C e quase sem chuva. Férias dos portugueses e dos europeus: cidade e praias cheias. Compre ingressos com antecedência e use os museus nas horas de mais calor. A água do mar continua fria.

Setembro Chuva baixa

Fim do verão · Mar ainda bom

Máximas médias perto de 27 °C e as primeiras chuvas no fim do mês. O movimento cai depois da primeira quinzena. Ainda é temporada de praia na Costa da Caparica e na Arrábida, e as noites são agradáveis para o fado e os miradouros.

Outubro Chuva alta

Outono · Volta da chuva

Máximas médias perto de 23 °C e volta da chuva, em cerca de oito dias do mês. No dia 13, Fátima recebe a peregrinação de outubro. No fim do mês termina o horário de verão e Portugal volta a ficar 3 horas à frente de Brasília. Começa a temporada de ondas grandes na Nazaré.

Novembro Chuva alta

Outono · Mês mais chuvoso

Mês mais chuvoso do ano, com máximas médias perto de 18 °C. Leve guarda-chuva e sapato fechado: a calçada portuguesa fica escorregadia. Movimento baixo nos monumentos. Bom mês para museus, casas de fado e o Oceanário.

Dezembro Chuva alta

Inverno · Natal

Máximas médias perto de 15 °C e chuva frequente. A Baixa e o Chiado recebem a iluminação de Natal, e há festa de Ano-Novo na Praça do Comércio. Entre o Natal e o Ano-Novo o movimento sobe. Os dias são os mais curtos do ano: planeje os passeios ao ar livre para a manhã.

Planeje o caminho

Como chegar: Lisboa

Do Brasil de avião

Lisboa recebe voos diretos de várias capitais brasileiras, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Fortaleza, por companhias portuguesas e brasileiras; a lista de cidades muda com a temporada. De outras cidades, o voo tem conexão. Em geral o voo é noturno, com chegada pela manhã, e dura de 9 a 11 horas conforme a cidade de saída. O Porto também recebe voos diretos de São Paulo e do Rio de Janeiro, e de lá até Lisboa há trem (comboio) e ônibus (autocarro). O Aeroporto Humberto Delgado fica a cerca de 7 km do centro de Lisboa.

Do aeroporto ao centro

A estação de metrô Aeroporto, da linha vermelha, fica no Terminal 1. Com uma ou duas baldeações chega-se à Baixa, ao Chiado ou ao Cais do Sodré em cerca de meia hora. Quem chega pelo Terminal 2 usa o ônibus de ligação entre os terminais. Táxis e carros de aplicativo saem do aeroporto e levam cerca de 20 minutos até o centro, conforme o trânsito. Para o metrô, compre o cartão recarregável nas máquinas da estação.

De trem ou ônibus a partir do Porto e de outras cidades

Os trens (comboios) de longa distância da CP chegam a Lisboa nas estações de Santa Apolónia, perto de Alfama, e do Oriente, no Parque das Nações; do Porto a viagem leva cerca de 3 horas no trem rápido. Os trens do Algarve chegam ao Oriente. Os ônibus (autocarros) de longa distância chegam ao Terminal Rodoviário de Sete Rios ou à Gare do Oriente. Os trens urbanos para Sintra saem do Rossio, os de Cascais saem do Cais do Sodré e os da Fertagus, para Setúbal, saem de Roma-Areeiro e de Entrecampos e cruzam a Ponte 25 de Abril.

De carro

Do Porto a Lisboa são cerca de 300 km pela autoestrada A1, que segue pelo interior passando perto de Fátima. Do Algarve chega-se pela A2, que entra em Lisboa pela Ponte 25 de Abril. A A5 liga Lisboa a Cascais, e a A8 vai para o norte, na direção de Óbidos. As autoestradas têm pedágio (portagem); carros alugados costumam vir com aparelho de cobrança automática. Dentro de Lisboa o carro não ajuda: as ruas do centro histórico são estreitas e em ladeira, e estacionar é difícil e pago. Deixe o carro para os bate-voltas.

Como circular em Lisboa

O metrô tem quatro linhas, identificadas pelas cores azul, amarela, verde e vermelha. A Carris opera os ônibus (autocarros), os bondes (elétricos), como o 28E e o 15E para Belém, e os elevadores e ascensores do centro. Um cartão recarregável vale para metrô, Carris, trens urbanos da CP e barcos; carregue com viagens avulsas ou com passe de um dia. A Lisboa Card, de 24, 48 ou 72 horas, inclui transporte público e entrada em vários museus. Os barcos da Transtejo ligam o Cais do Sodré a Cacilhas. O centro é bom para andar a pé, mas tem ladeiras e calçada portuguesa, que fica escorregadia com chuva: use sapato confortável e de sola firme.

Documentos e fuso para o brasileiro

O brasileiro entra em Portugal com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Menores de idade: confirme as exigências antes de ir. Portugal continental fica 3 horas à frente de Brasília no inverno europeu e 4 horas no horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro. A tomada é do tipo europeu, de dois pinos redondos, e a voltagem é 230 V.

Ingressos e taxa turística

Os principais monumentos têm ingresso pago à parte, entre eles o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, o Castelo de São Jorge e o Oceanário de Lisboa; confira a tabela atual e, na alta temporada, compre com antecedência pelo site de cada atrativo. Igrejas, miradouros, praças e jardins são abertos ao público. Lisboa cobra uma taxa turística municipal por hóspede e por noite, paga no local de estadia; confira as regras e o valor atuais.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

Primavera (março a maio) e outono (setembro e outubro) costumam ter dias amenos para caminhar pelas colinas. O verão, de junho a agosto, é quente e seco, com mais visitantes; em junho a cidade festeja Santo Antônio. O inverno, de dezembro a fevereiro, é chuvoso e mais frio, mas raramente gela.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Três dias cobrem a Baixa, Alfama e o Castelo, Belém e o Chiado com o Bairro Alto. Com quatro ou cinco dias entram a Gulbenkian, o Parque das Nações e um dia em Sintra e Cascais, que ficam a menos de uma hora de comboio.

Em que cidade se hospedar

A Baixa e o Chiado deixam a pé o Rossio, a Praça do Comércio, Alfama e o Bairro Alto, e têm metrô por perto. Alfama e a Graça têm ruas estreitas e ladeiras, com clima de bairro. O Bairro Alto e o Cais do Sodré concentram bares e ficam movimentados à noite. A Avenida da Liberdade e o Marquês de Pombal têm hotéis maiores e boa ligação de metrô. O Parque das Nações, mais moderno, fica perto do aeroporto e da Estação do Oriente. Belém é mais tranquilo, mas mais longe do centro.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Lisboa

Como chegar a Lisboa saindo do Brasil?

Pelo Aeroporto Humberto Delgado (LIS), a cerca de 7 km do centro, ligado à cidade por metrô, ônibus, táxi e aplicativos. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. O brasileiro entra em Portugal com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar.

Quantos dias ficar em Lisboa?

Três dias permitem ver a Baixa, Alfama e o Castelo de São Jorge, Belém e o Chiado com o Bairro Alto. Com quatro ou cinco, dá para incluir a Gulbenkian, o Parque das Nações e um dia em Sintra ou Cascais.

Qual a melhor época para ir a Lisboa?

Março a maio e setembro e outubro costumam ter temperaturas agradáveis. De junho a agosto faz calor e a cidade fica mais cheia, com as festas de Santo Antônio em junho. De dezembro a fevereiro chove mais. Lembre que as estações são invertidas em relação ao Brasil.

Precisa de carro em Lisboa?

Não. O centro é compacto, e metrô, elétricos, ônibus, comboios e barcos para a outra margem do Tejo cobrem a cidade. O trânsito e o estacionamento no centro são difíceis. Para Sintra e Cascais, o comboio também atende.

Dá para fazer bate-volta de Lisboa?

Sim. Sintra fica a cerca de 40 minutos de comboio a partir do Rossio, e Cascais a cerca de 40 minutos a partir do Cais do Sodré. O Porto, a cerca de três horas de comboio, pede ao menos uma noite.

Qual a diferença de horário entre Lisboa e Brasília?

Portugal continental costuma estar 3 horas à frente de Brasília no inverno europeu e 4 horas no horário de verão europeu, de fim de março a fim de outubro. Confira perto da viagem.

Conhecer outros destinos Buscar por distrito e cidade
Voltar
Cidade Turismo pelo mundo: Brasil Argentina Chile Colômbia Peru Uruguai Alemanha Bélgica Espanha França Grécia Holanda Irlanda Itália Portugal Reino Unido Suíça