Noite de fado
Sai de Alfama, Mouraria ou Bairro Alto A pé ou de táxi cerca de 3 horas noite fácil
O fado é a canção urbana de Lisboa, reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em 2011. Uma cantora ou um cantor se apresenta acompanhado pela guitarra portuguesa, de doze cordas de metal e corpo em forma de pera, e pela viola, como os portugueses chamam o violão. As casas de fado ficam em Alfama, na Mouraria e no Bairro Alto. Em geral o espetáculo é durante o jantar: os músicos se apresentam em blocos curtos, e entre um bloco e outro o serviço da cozinha continua. Durante as músicas as luzes baixam e se pede silêncio na sala. Há também tascas de bairro onde o fado é cantado por amadores, no chamado fado vadio, em ambiente mais simples. Para conhecer a história antes, o Museu do Fado, em Alfama, reúne instrumentos, gravações e retratos de fadistas.
Passa por: Alfama, Mouraria, Bairro Alto, Museu do Fado.
Inclui: Jantar ou consumação com fado ao vivo, pago à parte; muitas casas cobram valor mínimo por pessoa. Confira a tabela atual.
Dica: Reserve com antecedência, sobretudo de sexta a domingo. Pergunte se o preço inclui jantar ou só a consumação mínima. Visite o Museu do Fado à tarde e jante com fado na mesma noite em Alfama.
Melhor época: O ano todo; as casas funcionam em todas as estações.
Parque das Nações e Oceanário de Lisboa
Sai de Estação Oriente Metrô (linha vermelha) até Oriente cerca de 5 horas dia inteiro fácil
O Parque das Nações é o bairro construído no leste de Lisboa para a Expo 98, à beira do Rio Tejo, com arquitetura contemporânea e um longo calçadão junto à água. A Estação do Oriente, de Santiago Calatrava, tem cobertura de aço e vidro que lembra uma floresta de árvores. O Oceanário de Lisboa, na Doca dos Olivais, mostra mais de 500 espécies em torno de um grande aquário central, visto de vários níveis, com tubarões, raias, peixes-lua e cardumes. Ao redor ficam tanques de habitats costeiros com lontras, pinguins e aves marinhas, além de exposições temporárias. No calçadão aparecem o Pavilhão de Portugal, de Álvaro Siza Vieira, com uma cobertura de concreto curva e fina, o Pavilhão do Conhecimento, museu de ciência, e a Torre Vasco da Gama, de 140 metros. O Telecabine Lisboa corre ao longo do rio, com vista da Ponte Vasco da Gama.
Passa por: Oceanário de Lisboa, Estação do Oriente, Pavilhão de Portugal, Pavilhão do Conhecimento, Telecabine Lisboa, Torre Vasco da Gama, Ponte Vasco da Gama, Jardins Garcia de Orta.
Inclui: Ingresso do Oceanário e passagem do Telecabine pagos à parte; confira a tabela atual. Caminhada pelo calçadão e pelos Jardins Garcia de Orta.
Dica: Reserve de duas a três horas para o Oceanário e compre o ingresso antes. Nos fins de semana e nas férias escolares portuguesas o movimento é maior. O metrô da linha vermelha que serve o aeroporto passa pela estação Oriente.
Melhor época: O ano todo; nos dias de chuva, de outubro a março, o Oceanário é uma boa opção coberta.
LX Factory e Ponte 25 de Abril
Sai de Alcântara Bonde (elétrico) 15E ou trem (comboio) da linha de Cascais cerca de 3 horas tarde fácil
A LX Factory ocupa o antigo complexo da Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense, fábrica fundada em 1846 em Alcântara, embaixo da Ponte 25 de Abril. Os galpões, com 23 mil metros quadrados, viraram lojas de design, ateliês, restaurantes, cafés e escritórios, com paredes grafitadas e um ar industrial. A Livraria Ler Devagar ocupa uma antiga gráfica, com estantes até o teto, uma bicicleta suspensa e um mezanino de leitura. Aos domingos, uma feira ocupa a rua principal com artesanato, roupas e comida. Ao lado fica a Ponte 25 de Abril, ponte pênsil inaugurada em 1966, com cerca de 2,3 km, que liga Lisboa a Almada e tem um tabuleiro para carros e outro para trens. Na base de um dos pilares, a Experiência Pilar 7 conta a história da construção da ponte em exposições interativas e tem um elevador até um miradouro com vista do rio e da cidade, e de lá se veem os carros passando por cima.
Passa por: LX Factory, Livraria Ler Devagar, Ponte 25 de Abril, Experiência Pilar 7, Alcântara.
Inclui: Visita à LX Factory (entrada no complexo aberta ao público) e à Experiência Pilar 7, com ingresso pago à parte; confira a tabela atual.
Dica: Vá no domingo para ver a feira, mas chegue antes do almoço, quando o movimento aumenta. Combine com Belém ou com o MAAT no mesmo dia: o bonde (elétrico) 15E liga os três. Confira antes se o elevador da Experiência Pilar 7 está funcionando.
Melhor época: O ano todo.
Time Out Market e Cais do Sodré
Sai de Cais do Sodré Metrô (linha verde) ou trem (comboio) até Cais do Sodré cerca de 2 horas noite fácil
O Time Out Market Lisboa funciona dentro do Mercado da Ribeira, no Cais do Sodré, num salão com bancas de restaurantes, confeitarias e chefs da cidade em volta de mesas coletivas. Cada um escolhe o que quer em bancas diferentes e senta onde houver lugar, o que facilita para grupos e famílias com gostos variados. O cardápio vai de petiscos portugueses e frutos do mar a hambúrgueres e doces, entre eles o pastel de nata. O Cais do Sodré é um nó de transporte: ali chegam o metrô, o trem da linha de Cascais e os barcos para a outra margem do Tejo. A poucos passos fica a Rua Nova do Carvalho, a rua de piso pintado de rosa, com bares que movimentam a noite do bairro. Na beira do rio, o calçadão da Ribeira das Naus segue até a Praça do Comércio.
Passa por: Mercado da Ribeira, Time Out Market Lisboa, Cais do Sodré, Rua Nova do Carvalho, Praça Dom Luís I, Ribeira das Naus.
Inclui: Refeições pagas à parte em cada banca; confira os preços no local.
Dica: No almoço e no jantar dos fins de semana as mesas ficam disputadas; vá fora desses horários ou leve a comida para o calçadão da Ribeira das Naus. Volte a pé pela beira-rio até a Praça do Comércio.
Melhor época: O ano todo.
Museu Calouste Gulbenkian
Sai de Avenidas Novas Metrô até São Sebastião ou Praça de Espanha cerca de 3 horas manhã fácil
O Museu Calouste Gulbenkian reúne a coleção do empresário Calouste Gulbenkian, que criou a fundação em testamento. A Coleção do Fundador percorre milênios de arte em salas organizadas por região e época: Egito Antigo, arte greco-romana, Mesopotâmia, mundo islâmico com tapetes e cerâmicas, China e Japão, e arte europeia dos séculos 12 ao 18, com pintura, escultura, mobiliário e uma sala dedicada às joias de René Lalique. O Centro de Arte Moderna, no outro lado do terreno, guarda uma grande coleção de arte portuguesa do século 20 e recebe exposições temporárias. Os prédios ficam dentro do Jardim Gulbenkian, com lagos, caminhos, um anfiteatro ao ar livre e muita sombra. É um passeio tranquilo, longe do movimento do centro histórico.
Passa por: Museu Calouste Gulbenkian, Coleção do Fundador, Centro de Arte Moderna Gulbenkian, Jardim Gulbenkian.
Inclui: Visita ao museu e ao Centro de Arte Moderna, com ingresso pago à parte; confira a tabela atual. O jardim é aberto ao público.
Dica: O museu costuma fechar às terças-feiras. Reserve ao menos duas horas para a Coleção do Fundador. O jardim é bom para descansar entre um passeio e outro.
Melhor época: O ano todo; de abril a junho o jardim está mais verde e florido.
Museu Nacional do Azulejo
Sai de Santa Apolónia Ônibus (autocarro) ou táxi a partir da Baixa cerca de 2 horas manhã fácil
O azulejo está nas fachadas, igrejas e estações de Lisboa, e o Museu Nacional do Azulejo conta essa história do século 15 até hoje. O museu ocupa o Convento da Madre de Deus, fundado em 1509 pela rainha D. Leonor, no leste da cidade. O acervo mostra painéis de vários períodos, entre eles cenas de caça do século 17, painéis do início do século 18 e obras do século 20 de artistas como Maria Keil, Júlio Pomar e Querubim Lapa. Entre as peças em destaque está um longo painel com a vista panorâmica de Lisboa antes do terremoto de 1755. A visita inclui o claustro maneirista, a igreja e a Capela de Santo António, com decoração barroca em talha dourada e azulejos do século 18.
Passa por: Museu Nacional do Azulejo, Convento da Madre de Deus, Igreja da Madre de Deus, Capela de Santo António.
Inclui: Visita ao museu e à igreja do convento, com ingresso pago à parte; confira a tabela atual.
Dica: O museu fica fora do centro histórico; combine com Alfama ou com Santa Apolónia.
Melhor época: O ano todo; é uma opção coberta para os dias de chuva, de outubro a março.
Cristo Rei e Almada
Sai de Cais do Sodré Barco até Cacilhas e ônibus (autocarro) até o santuário cerca de 4 horas tarde fácil
Na outra margem do Rio Tejo, em Almada, o Santuário de Cristo Rei tem uma estátua de Cristo de braços abertos voltada para Lisboa. O monumento foi inaugurado em 1959, depois de um voto feito pelos bispos portugueses durante a Segunda Guerra Mundial, e o projeto foi inspirado no Cristo Redentor do Rio de Janeiro. A estátua tem 28 metros e fica sobre um pedestal de 82 metros. Um elevador leva ao terraço no alto do pedestal, com vista de 360 graus da Ponte 25 de Abril, do rio e de Lisboa. A ida já é um passeio: o barco sai do Cais do Sodré e cruza o rio até Cacilhas em cerca de 10 minutos. Em Cacilhas há restaurantes de peixe junto ao cais, e o Cais do Ginjal, um caminho à beira-rio entre armazéns antigos, tem vista para Lisboa.
Passa por: Cais do Sodré, Cacilhas, Santuário de Cristo Rei, Cais do Ginjal, Almada, Rio Tejo, Ponte 25 de Abril.
Inclui: Barco e ônibus pagos à parte (valem o cartão de transporte carregado). Elevador do santuário pago à parte; confira a tabela atual. Esplanada e capela abertas ao público.
Dica: Confira na parada de Cacilhas qual linha de ônibus vai ao santuário. Vá em dia de céu aberto, quando a vista alcança mais longe. Na volta, pegue o barco no fim da tarde para ver Lisboa iluminada pelo sol baixo.
Melhor época: O ano todo; em dias de neblina, mais comuns de novembro a fevereiro, a vista fica reduzida.
Passeio de barco no Tejo
Sai de Doca do Bom Sucesso ou Doca de Santo Amaro Veleiro ou catamarã de operadora local cerca de 2 horas tarde fácil
Do rio se entende como Lisboa nasceu voltada para a água. Operadoras locais fazem passeios de veleiro ou catamarã que saem das docas de Belém e de Alcântara e navegam pelo estuário do Tejo, em geral por cerca de duas horas. Do barco se veem a Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos, o MAAT, a passagem por baixo da Ponte 25 de Abril, o Cristo Rei na margem sul e, conforme o roteiro, a Praça do Comércio e Alfama. Muitas saídas são no fim da tarde, para ver o pôr do sol do rio. Para uma travessia curta, os barcos de linha entre o Cais do Sodré e Cacilhas fazem o percurso em cerca de 10 minutos e mostram a frente da cidade.
Passa por: Rio Tejo, Torre de Belém, Padrão dos Descobrimentos, Ponte 25 de Abril, Santuário de Cristo Rei, Praça do Comércio.
Inclui: Passeio de barco com operadora, pago à parte; algumas incluem bebida ou petisco. Confira a tabela atual.
Dica: Reserve com antecedência no verão. Leve um agasalho: no rio venta mais e a temperatura cai no fim do dia. A saída depende do vento e da maré, e a operadora pode remarcar.
Melhor época: A temporada mais procurada vai de abril a outubro; no inverno há menos saídas.
MAAT e beira-rio de Belém
Sai de Belém Bonde (elétrico) 15E ou trem (comboio) até Belém cerca de 2 horas tarde fácil
O MAAT, Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, é mantido pela Fundação EDP e ocupa dois edifícios à beira do Rio Tejo, entre Belém e Alcântara. A Central Tejo é uma antiga usina termelétrica de tijolos, que guarda as caldeiras e máquinas e recebe exposições. Ao lado, o edifício contemporâneo, de linhas curvas e revestido de peças cerâmicas brancas, tem uma cobertura por onde se caminha, com vista do rio e da Ponte 25 de Abril. As exposições temporárias tratam de arte contemporânea, arquitetura e tecnologia. Do MAAT sai um calçadão junto ao rio que leva a pé até o Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém.
Passa por: MAAT, Central Tejo, Rio Tejo, Belém.
Inclui: Visita às exposições, com ingresso pago à parte; confira a tabela atual. Caminhada pelo calçadão do rio.
Dica: O museu fecha às terças-feiras. Combine com o passeio de Belém, à tarde, depois dos monumentos. Suba à cobertura no fim do dia, de frente para o pôr do sol.
Melhor época: O ano todo; de maio a setembro o calçadão é mais aproveitado no fim da tarde.
Costa da Caparica
Sai de Lisboa Ônibus (autocarro) direto ou barco até Cacilhas e ônibus cerca de 6 horas dia inteiro fácil
A Costa da Caparica é a faixa de praias de mar aberto mais próxima de Lisboa, na margem sul do Tejo, no concelho de Almada. São cerca de 15 km de areia seguidos, do centro da Costa da Caparica até a Fonte da Telha. As praias perto do centro têm calçadão, escolas de surfe, restaurantes e bares de praia; mais ao sul, a areia fica ao pé da Arriba Fóssil, uma falésia protegida como paisagem natural. O mar é o Atlântico: as ondas favorecem o surfe e a água costuma ser fria, mesmo no verão. Moradores de Lisboa frequentam a Costa nos fins de semana de verão, e o trânsito na Ponte 25 de Abril aumenta nesses dias.
Passa por: Costa da Caparica, Fonte da Telha, Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica, Almada.
Inclui: Transporte pago à parte (ônibus e barco valem o cartão de transporte carregado). Aluguel de cadeira e guarda-sol e aulas de surfe são pagos à parte.
Dica: Vá em dia de semana para evitar o trânsito na ponte. Leve protetor solar e casaco leve: o vento do mar costuma soprar à tarde. Respeite as bandeiras dos salva-vidas (nadadores-salvadores).
Melhor época: A temporada de praia vai de junho a setembro; o surfe acontece o ano todo.
Setúbal e Serra da Arrábida (bate-volta)
Sai de Lisboa (estação Roma-Areeiro ou Entrecampos) Trem (comboio) da Fertagus e ônibus, ou carro cerca de 9 horas dia inteiro fácil
A cerca de 50 km ao sul de Lisboa, Setúbal fica entre o estuário do Rio Sado e a Serra da Arrábida. A serra, dentro do Parque Natural da Arrábida, desce em encostas cobertas de mata até um mar de água clara, com praias em pequenas baías: Figueirinha, Creiro, Galapos e o Portinho da Arrábida. A estrada pela serra tem mirantes sobre o mar e a península de Tróia. No estuário do Sado vive um grupo de golfinhos (roazes), e operadoras de Setúbal fazem passeios de barco para observá-los. Em Setúbal, o Mercado do Livramento vende peixes e frutos do mar, e o choco frito é o prato típico da cidade. Na volta, a vila de Azeitão é conhecida pelo queijo e pelas tortas.
Passa por: Setúbal, Parque Natural da Arrábida, Serra da Arrábida, Portinho da Arrábida, Praia da Figueirinha, Praia do Creiro, Estuário do Sado, Azeitão.
Inclui: Transporte pago à parte; passeio de barco no Sado e refeições pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: De junho a setembro, o acesso de carro às praias da Arrábida é restrito durante o dia, e ônibus saem de Setúbal até as praias. Fora do verão a estrada é livre. O trem da Fertagus cruza a Ponte 25 de Abril e leva cerca de uma hora até Setúbal.
Melhor época: A temporada de praia vai de junho a setembro; para caminhar na serra, de março a junho e em setembro e outubro.
Fátima, Batalha, Nazaré e Óbidos (bate-volta)
Sai de Lisboa Excursão de agência, carro ou ônibus (autocarro) de linha cerca de 9 horas dia inteiro fácil
Ao norte de Lisboa, quatro paradas costumam ser feitas no mesmo dia, em excursões de agência ou de carro. O Santuário de Fátima, a cerca de 130 km de Lisboa, reúne a Capelinha das Aparições, no local onde se conta que Nossa Senhora apareceu a três crianças pastoras em 1917, a Basílica de Nossa Senhora do Rosário, com os túmulos de Francisco, Jacinta e Lúcia, e a moderna Basílica da Santíssima Trindade. O Mosteiro da Batalha, de Santa Maria da Vitória, é uma obra gótica Patrimônio Mundial da Unesco. Na Nazaré, o miradouro do Sítio olha para a praia e para a vila de pescadores; no inverno, a Praia do Norte recebe as ondas grandes que atraem surfistas. Óbidos é uma vila cercada de muralhas, com ruas de casas brancas e o castelo no alto.
Passa por: Santuário de Fátima, Capelinha das Aparições, Basílica de Nossa Senhora do Rosário, Basílica da Santíssima Trindade, Mosteiro da Batalha, Nazaré, Sítio da Nazaré, Óbidos.
Inclui: Excursão com transporte e guia, paga à parte; entradas e refeições à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Quem vai só a Fátima pode usar o ônibus de linha que sai de Sete Rios ou do Oriente, com cerca de 1 hora e 30 minutos de viagem. Nos dias 12 e 13 de maio e de outubro o santuário recebe as grandes peregrinações e fica lotado. Óbidos também tem ônibus direto de Lisboa, com cerca de uma hora de viagem.
Melhor época: O ano todo; para as ondas da Nazaré, de outubro a março.