A Mosela luxemburguesa é a faixa do sudeste do país ao longo do rio Mosela, que marca a fronteira com a Alemanha por cerca de 42 km, de Schengen, no sul, a Wasserbillig, no norte. As encostas viradas para o rio são cobertas de vinhedos, e as vilas se sucedem à beira da água, ligadas pela Route du Vin, a estrada do vinho.
É a região de vinho de Luxemburgo. As uvas mais plantadas são brancas, como Rivaner, Elbling, Auxerrois, Pinot Gris e Riesling, e a região é conhecida pelo crémant, o espumante feito pelo método tradicional, com segunda fermentação na garrafa. Várias casas, como as Caves St Martin, em Remich, e a Bernard-Massard, em Grevenmacher, abrem as caves para visitas com degustação. De setembro a outubro, durante a colheita, as vilas fazem festas do vinho.
Remich, com a esplanada à beira do rio, é a cidade mais procurada da região, e daí saem barcos de passeio. Schengen, no extremo sul, fica no ponto onde se encontram Luxemburgo, França e Alemanha; foi ali, a bordo de um barco no rio, que se assinou em 1985 o Acordo de Schengen, e o Museu Europeu conta essa história. Grevenmacher, ao norte, tem caves de espumante e um jardim de borboletas.
Para o brasileiro, a Mosela é um passeio de um dia a partir da capital, a menos de uma hora de ônibus ou carro, e combina bem com o vale do Mosela alemão, do outro lado do rio, e com Trier.
Este roteiro reúne 3 cidades que combinam na mesma viagem: Remich, Schengen, Grevenmacher.