Vinícolas do Vale Central

Libertador General Bernardo O’Higgins · Valparaíso

Vinícolas do Vale Central

Dois vales do vinho chileno: os tintos de Colchagua em volta de Santa Cruz e os brancos frescos de Casablanca, na estrada entre Santiago e Valparaíso.

Centro

Na foto: Vinhedos da Viña Montes em Apalta, Valle de Colchagua

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Conheça o lugar

Uma região para viver
sem pressa.

O vinho chileno nasce numa faixa de vales entre a Cordilheira dos Andes e a Cordilheira da Costa. Para o brasileiro que chega por Santiago, dois desses vales ficam a um passeio de distância e mostram estilos opostos: Colchagua, quente e seco, ao sul, e Casablanca, fresco e com neblina do Pacífico, a oeste.

Santa Cruz é a cidade de Colchagua. Fica a cerca de 180 km ao sul de Santiago e gira em torno da Plaza de Armas, com o carrilhão e a paróquia, e do Museo de Colchagua, que reúne milhares de peças de paleontologia e história do Chile. Nos arredores ficam vinícolas como Laura Hartwig, a poucos minutos do centro, Viu Manent, na Carretera del Vino, Montes, no vale de Apalta, MontGras, em Palmilla, e Viña Santa Cruz, em Lolol, com teleférico até o Cerro Chamán. Carménère, cabernet sauvignon e syrah são as uvas de que mais se fala por lá.

Casablanca fica na Ruta 68, a cerca de 80 km de Santiago e 40 km de Valparaíso. As vinícolas se enfileiram à beira da estrada antes da cidade, e a brisa que sobe do oceano favorece sauvignon blanc, chardonnay e pinot noir. Indómita, com o prédio branco no alto do morro, e Emiliana, de cultivo orgânico e biodinâmico, recebem visitantes perto da rodovia; Matetic fica no vizinho Valle del Rosario. Na cidade, a Plaza de Armas e a Parroquia Santa Bárbara marcam o centro fundado no século 18.

Nos dois vales, o vinho aparece como cultura do campo: colheita, barricas, cozinha chilena e festas de vindima. A lei chilena tem tolerância zero para álcool ao volante, então quem vai provar vinho costuma contratar um passeio ou deixar alguém sóbrio na direção.

Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Santa Cruz, Casablanca.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

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Onde fica Vinícolas do Vale Central
Santa CruzCasablanca

Contornos: Natural Earth (domínio público). Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Vinícolas do Vale Central

✈ Aeropuerto Internacional Arturo Merino Benítez (SCL), em Santiago · 195 km até Santa Cruz

A porta de entrada é o aeroporto de Santiago. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. De lá, Santa Cruz fica a cerca de três horas de carro pela Ruta 5 Sul e Ruta 90; Casablanca, a menos de uma hora pela Ruta 68. Há ônibus de Santiago para as duas cidades.

Ponto de chegada sugerido: Santa Cruz

A experiência do lugar

O que fazer nas Vinícolas do Vale Central

Santa Cruz · Libertador General Bernardo O’Higgins · Museu

Museo de Colchagua

Museu particular aberto em 1995 pela Fundação Cardoen, com cerca de 7 mil peças: fósseis, arqueologia, cerâmica pré-colombiana, objetos coloniais, huasos e a cápsula do resgate dos 33 mineiros.

Conhecer Museo de Colchagua

Casablanca · Valparaíso · Vinícola

Viña Indómita

Vinícola no km 64 da Ruta 68, com o prédio branco no alto de um morro, visível da estrada. Tem restaurante com vista para o vale, loja de vinhos, visitas guiadas e passeios a cavalo.

Conhecer Viña Indómita

Ver mais 7 pontos nas Vinícolas do Vale Central

Para escolher antes de ir

Passeios nas Vinícolas do Vale Central

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Tour de um dia de Santiago ao Valle de Casablanca

Sai de Santiago Excursão em van ou carro com motorista pela Ruta 68 cerca de 8 a 10 horas dia inteiro fácil

É o jeito mais simples de conhecer vinícolas saindo de Santiago sem precisar dirigir. O Valle de Casablanca fica na Ruta 68, a estrada que liga Santiago a Valparaíso, a cerca de 80 km da capital, ou perto de uma hora de viagem. As agências buscam no hotel de manhã, atravessam os túneis da Ruta 68 e chegam ao vale, onde os vinhedos ocupam as encostas dos dois lados da estrada. O programa costuma incluir duas ou três vinícolas, com caminhada pelos vinhedos, visita à adega e degustação guiada, e uma parada para o almoço numa delas. Entre as casas que recebem visitantes estão Viña Emiliana, Viña Indómita, Casas del Bosque e Veramonte, todas à beira da Ruta 68, e a Viña Matetic, no vizinho Valle del Rosario. Casablanca é um vale fresco, influenciado pelo Pacífico, conhecido pelos brancos (Sauvignon Blanc e Chardonnay) e pelo Pinot Noir. A volta a Santiago é no fim da tarde. Muitas agências combinam o vale com Valparaíso e Viña del Mar no mesmo dia, o que deixa menos tempo em cada vinícola.

Passa por: Valle de Casablanca, Viña Emiliana, Viña Indómita, Casas del Bosque, Veramonte, Viña Matetic.

Inclui: Nas excursões, em geral: transporte de ida e volta a partir do hotel em Santiago, guia e as visitas com degustação nas vinícolas do programa. O almoço costuma ser pago à parte. Confira a tabela atual e o idioma do guia.

Dica: Duas vinícolas por dia é um ritmo confortável. Quem prefere ir de carro deve escolher um motorista que não vá beber: o Chile aplica a Lei de Tolerância Zero ao álcool ao volante. Nas degustações, é comum provar pouco e descartar o resto, e há sucos e água para quem não bebe.

Melhor época: O ano todo. A colheita costuma ir de março a abril; de dezembro a março as vagas acabam mais cedo.

Viña Emiliana: vinhedo orgânico e biodinâmico em Casablanca

Sai de Casablanca ou Santiago Carro, transfer ou excursão pela Ruta 68 cerca de 1 hora e 15 minutos manhã ou tarde fácil (caminhada curta no vinhedo)

A Viña Emiliana fica no lado norte da Ruta 68, na altura do km 60, no começo do Valle de Casablanca para quem vem de Santiago. É uma vinícola de cultivo orgânico e biodinâmico, e a visita gira em torno disso. O tour orgânico começa com uma caminhada entre as parreiras, com explicações sobre os solos, as variedades de uva e o clima do vale. Depois vem a parte que agrada famílias: os animais que vivem soltos no vinhedo e fazem parte do manejo da propriedade, a horta orgânica e o local onde se preparam os compostos biodinâmicos. A visita termina com degustação de quatro vinhos, dois tintos e dois brancos. Há uma versão mais longa, com vinhos de linha superior, que termina no Gê, o vinho ícone da casa, e pode ser acompanhada de queijos ou chocolates orgânicos. Os tours acontecem de terça a sábado, com saídas de manhã e à tarde, e pedem reserva.

Passa por: Viña Emiliana, Valle de Casablanca.

Inclui: Visita guiada pelo vinhedo e pelas instalações e degustação de vinhos. A harmonização com queijos ou chocolates é opcional e paga à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve antes. É uma boa primeira parada na Ruta 68 para quem vem de Santiago, por ficar no início do vale. Quem dirige não deve beber: peça para provar só o aroma ou leve um motorista.

Melhor época: O ano todo; na primavera (setembro a novembro) o vinhedo está verde e os animais ficam mais à vista.

Viña Indómita, no alto do Valle de Casablanca

Sai de Casablanca ou Santiago Carro, transfer ou excursão pela Ruta 68 cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde fácil

A Viña Indómita fica à beira da Ruta 68, no km 64, perto da cidade de Casablanca. A visita costuma incluir um passeio guiado pelas parreiras, com a história da casa e explicações sobre o clima frio do vale, e termina com degustação de três vinhos. Na chegada, a estrada interna passa entre colinas cobertas de parreiras. A vinícola tem restaurante, e várias excursões que saem de Santiago ou de Valparaíso fazem ali a parada do almoço. Como fica a poucos quilômetros da cidade de Casablanca, combina com a Viña Emiliana e com as outras casas da Ruta 68 no mesmo dia.

Passa por: Viña Indómita, Valle de Casablanca.

Inclui: Visita guiada pelo vinhedo e degustação. Refeições no restaurante são pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Confirme por contato direto com a vinícola os dias de visita e reserve. Quem dirige não deve beber; há tours com transporte saindo de Santiago e de Valparaíso.

Melhor época: O ano todo; de março a abril é época de colheita no vale.

Casas del Bosque e Veramonte, na Ruta 68

Sai de Casablanca ou Santiago Carro, transfer ou excursão pela Ruta 68 cerca de 4 horas para as duas manhã ou tarde fácil

São duas das vinícolas de Casablanca com mais opções para o visitante, ambas no trecho da Ruta 68 entre Santiago e a cidade de Casablanca. A Casas del Bosque, no km 60, tem mais de 230 hectares e oferece uma série de tours: a visita clássica pelo vinhedo e pela adega com degustação, programas com vinhos de reserva, trilhas, mirantes, passeios de bicicleta pelos vinhedos e degustação dos espumantes da casa. A vinícola tem o restaurante Tanino. A Veramonte recebe visitantes na sua casona, com um balcão de degustação, loja de vinhos e produtos artesanais, e um café com ingredientes da horta da propriedade. Os tours passam pelos vinhedos, pela adega e pela sala de barricas, com foco no cultivo orgânico, e terminam com degustação. Há programas para famílias, em que as crianças aprendem sobre o campo e tomam sucos naturais, e, na primavera e no verão, passeios com piquenique e de bicicleta.

Passa por: Casas del Bosque, Veramonte, Valle de Casablanca.

Inclui: Visitas guiadas com degustação em cada vinícola. Restaurante, café, piquenique e bicicleta são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve antes, principalmente de dezembro a março. Para não cansar, escolha uma das duas e combine com a Viña Emiliana, que fica no mesmo trecho. Quem dirige não deve beber.

Melhor época: O ano todo; os passeios de bicicleta e piquenique são mais comuns na primavera e no verão (setembro a março).

Viña Matetic, no Valle del Rosario

Sai de Casablanca ou Santiago Carro ou excursão pela Ruta 68 e estradas secundárias cerca de 2 horas (mais o almoço) manhã e tarde fácil

A Viña Matetic fica no Valle del Rosario, um vale vizinho de Casablanca já perto do litoral, na comuna de Cartagena, a cerca de 100 a 110 km de Santiago. O caminho segue pela Ruta 68 e depois por estradas secundárias, entre colinas e vinhedos. A vinícola trabalha com cultivo orgânico e biodinâmico: segue o calendário lunar para o plantio e a colheita e usa animais, como ovelhas e vacas, no manejo do vinhedo. O tour clássico inclui caminhada pelas parreiras, visita à adega e degustação. A propriedade tem trilhas e o restaurante Equilibrio, de cozinha mediterrânea com produtos da horta da fazenda, que também pede reserva. Por ficar fora da Ruta 68, a Matetic costuma ser a parada mais demorada de um dia no vale.

Passa por: Viña Matetic, Valle del Rosario, Valle de Casablanca.

Inclui: Visita guiada pelo vinhedo e pela adega, com degustação. O almoço no restaurante é pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve o tour e o restaurante juntos. Os dias de visita variam conforme a temporada: confirme antes de ir. Quem dirige não deve beber; algumas agências de Santiago fazem tours com transporte que incluem a Matetic.

Melhor época: O ano todo; no outono (abril e maio) as folhas das parreiras ficam amarelas e avermelhadas.

Santa Cruz: Plaza de Armas e Museo de Colchagua

Sai de Centro de Santa Cruz A pé cerca de 3 horas manhã fácil

Santa Cruz é a cidade-base do Valle de Colchagua, a cerca de 180 km ao sul de Santiago. O centro é pequeno e se percorre a pé a partir da Plaza de Armas de Santa Cruz, com casas de estilo colonial, cafés e restaurantes em volta. A poucos passos da praça fica o Museo de Colchagua, criado em 1995 pela Fundação Cardoen e apresentado como o maior museu privado do Chile. A mostra principal ocupa oito salas e vai da paleontologia à modernidade: arqueologia chilena, culturas pré-hispânicas, Conquista e Colônia, Independência e República. A visita a essa parte leva pouco mais de uma hora. Os pavilhões temáticos pedem mais uma hora: o huaso (o vaqueiro chileno) e seus arreios, carruagens, armas, joias dos Andes, metalurgia e tecidos andinos, Darwin no Chile, a ferrovia de Colchagua e El Gran Rescate. É um bom programa para a manhã antes de seguir para as vinícolas à tarde.

Passa por: Plaza de Armas de Santa Cruz, Museo de Colchagua, Santa Cruz.

Inclui: Há ingresso para o museu. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve cerca de duas horas e meia para o museu inteiro. Os restaurantes em volta da praça servem almoço antes das visitas da tarde às vinícolas.

Melhor época: O ano todo; um bom plano para os dias de chuva do inverno (maio a agosto).

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Viña Viu Manent: vinhedos de charrete

Sai de Santa Cruz Carro, táxi ou tour pela Carretera del Vino cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil

A Viña Viu Manent fica em Cunaco, no km 37 da Carretera del Vino (a Ruta 90), a cerca de 12 km de Santa Cruz. É uma vinícola familiar, conhecida pelo passeio de charrete: o visitante percorre os vinhedos numa carruagem, com um guia que explica as variedades de uva e o terroir, e o passeio termina com degustação. Há também o tour clássico, que passa pelas salas de barricas e pelos tanques, e um programa com vinhos de reserva. A propriedade tem jardins, loja e um restaurante com vista para os parreirais, que costuma lotar e deve ser reservado junto com o tour. Em Santiago, a Viu Manent tem apenas escritório comercial: as visitas são em Colchagua.

Passa por: Viña Viu Manent, Carretera del Vino, Cunaco.

Inclui: Visita guiada com degustação. O passeio de charrete e o restaurante são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve antes; os tours costumam lotar nos fins de semana. Combine com a Viña Montes ou com o Clos Apalta, no vizinho Valle de Apalta, e não passe de duas vinícolas por dia. Quem dirige não deve beber.

Melhor época: O ano todo; na colheita (março a abril) há mais movimento nas adegas.

Viña Montes, no Valle de Apalta

Sai de Santa Cruz Carro, táxi ou tour cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil (trilha opcional de 6 km)

A Viña Montes fica no Valle de Apalta, um pequeno vale cercado de morros a nordeste de Santa Cruz, onde as parreiras sobem pelas encostas. O prédio foi desenhado segundo os princípios do feng shui, com luz natural e vista para os vinhedos. Na sala de barricas, onde os vinhos descansam, toca canto gregoriano o tempo todo, e o ambiente é refrigerado. Os tours passam pelo vinhedo e pela adega e terminam com degustação; os programas mais completos incluem os vinhos ícones da casa e são em grupos pequenos, com reserva antecipada. Ao redor da vinícola há uma trilha de cerca de 6 km pelos morros, com plantas e animais da região. Na vinícola funciona o restaurante Fuegos de Apalta, do chef argentino Francis Mallmann, com cozinha de fogo e pratos acompanhados dos vinhos da casa.

Passa por: Viña Montes, Valle de Apalta, Fuegos de Apalta.

Inclui: Visita guiada com degustação. O restaurante é pago à parte. Confira a tabela atual e os programas disponíveis.

Dica: Leve um casaco leve para a sala de barricas. Reserve com pelo menos um dia de antecedência. Quem dirige não deve beber; agências de Santa Cruz fazem tours de meio dia pelo Valle de Apalta com transporte.

Melhor época: O ano todo; para a trilha, prefira a primavera e o outono, com temperaturas mais amenas.

Clos Apalta (Lapostolle)

Sai de Santa Cruz Carro, táxi ou tour cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil

A vinícola Clos Apalta, da casa Lapostolle, fica no Valle de Apalta e chama atenção pela arquitetura. O prédio foi construído na encosta de um morro, com seis andares, três deles escavados no granito para manter a adega fresca sem refrigeração. A produção funciona por gravidade, de cima para baixo, e o teto da adega tem arcos de madeira nativa de raulí. Uma escada em espiral lembra o vinho girando na taça, e um pêndulo representa o movimento da Terra. A vinícola é orgânica e biodinâmica; a colheita é feita à mão, e o guia explica a fermentação em barricas de carvalho francês e o tempo de guarda do vinho. A visita termina com degustação, que inclui o Clos Apalta, o vinho ícone da casa. A visita é pensada para grupos pequenos.

Passa por: Clos Apalta, Valle de Apalta.

Inclui: Visita guiada pela vinícola com degustação. Há programas com almoço, pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve pelo canal da vinícola com antecedência. Fica perto da Viña Montes: dá para visitar as duas no mesmo dia, uma de manhã e outra à tarde. Quem dirige não deve beber.

Melhor época: O ano todo; na colheita (março a abril) a adega está em plena atividade.

Viña Santa Cruz: teleférico, Cerro Chamán e museu de automóveis

Sai de Santa Cruz Carro pela Ruta I-72, ônibus para Lolol ou tour cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil

A Viña Santa Cruz fica no setor de Lolol, a cerca de 25 km da cidade de Santa Cruz pela Ruta I-72. A visita vai além do vinho. Um teleférico, único acesso ao Cerro Chamán, sobe da adega até o alto do morro, com vista do vale. Lá em cima há exposições sobre três povos originários do Chile, que inspiram os nomes dos vinhos: o setor mapuche, com uma ruca (casa tradicional) e utensílios; o aimará, com construções andinas e lhamas; e o rapanui, com a réplica de um moai e casas de pedra em forma de barco virado. No mesmo morro ficam o Observatorio Cerro Chamán e um museu de meteoritos. Embaixo, o Museu do Automóvel reúne mais de 80 carros e motos de várias épocas, entre eles limusines presidenciais e o Rolls-Royce usado na visita da rainha Elizabeth II ao Chile. A visita à adega termina com degustação. No caminho, vale parar em Lolol, cujo centro histórico, com casas coloniais de adobe e a igreja, é zona típica protegida desde 2003.

Passa por: Viña Santa Cruz, Cerro Chamán, Observatorio Cerro Chamán, Lolol.

Inclui: Os programas da vinícola combinam teleférico, museus e degustação. Há ingresso. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve com antecedência. De ônibus, pegue no terminal de Santa Cruz um ônibus para Lolol ou Pumanque e desça perto da vinícola. Quem dirige não deve beber.

Melhor época: O ano todo; com céu aberto, a vista do Cerro Chamán alcança mais longe.

Viña Laura Hartwig, ao lado do centro de Santa Cruz

Sai de Centro de Santa Cruz A pé, de táxi ou de carro cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde fácil

A Viña Laura Hartwig fica no Camino Barreales, na saída de Santa Cruz, perto o bastante do centro para ir a pé. É uma vinícola familiar de porte pequeno, boa para quem não quer pegar estrada. O tour guiado conta a história da família e da propriedade, passa pelo vinhedo e pela adega e termina com degustação de tintos e brancos, como Cabernet Sauvignon, Carmenère e Sauvignon Blanc. A propriedade tem uma loja de vinhos e serve pizzas assadas em forno de barro, o que permite emendar o almoço com a visita. Os tours são em espanhol e inglês e pedem reserva.

Passa por: Viña Laura Hartwig, Santa Cruz.

Inclui: Visita guiada com degustação. Comida e vinhos em taça são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Por ficar tão perto do centro, é a opção para a tarde do dia da chegada a Santa Cruz. Confirme a reserva antes de ir.

Melhor época: O ano todo.

Viña MontGras: monte o seu próprio vinho

Sai de Santa Cruz Carro, táxi ou tour cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil

A Viña MontGras recebe visitantes na comuna de Palmilla, ao norte de Santa Cruz, no Valle de Colchagua. Além do tour com degustação, que passa pelo vinhedo e pela adega, a casa é conhecida pelo programa Make Your Own Wine: o visitante prova vinhos de diferentes uvas, faz a sua própria mistura, como um enólogo por um dia, e engarrafa o resultado para levar. Na época da colheita há uma experiência de vindima, com a colheita de uvas no vinhedo. Durante o ano todo, a vinícola também oferece piquenique entre as parreiras. Os tours são em espanhol, inglês e português.

Passa por: Viña MontGras, Palmilla.

Inclui: Tour guiado com degustação; o programa de mistura de vinhos e o piquenique são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve antes; a reserva pede um depósito. A experiência de colheita só acontece na vindima. Quem dirige não deve beber.

Melhor época: O ano todo; na colheita (março a abril) há a experiência de vindima.

Vinhedos de bicicleta em Casablanca e Apalta

Sai de Casablanca ou Santa Cruz Bicicleta ou bicicleta elétrica, com guia cerca de 1 hora e meia a 3 horas manhã fácil a moderada

Pedalar entre as parreiras é outra forma de visitar as vinícolas, mais devagar e ao ar livre. Em Casablanca, a Casas del Bosque oferece passeios de bicicleta de cerca de uma hora e meia pelos vinhedos e trilhas da propriedade, e a Veramonte faz, na primavera e no verão, passeios de bicicleta com água e lanche. No Valle de Colchagua, agências de Santa Cruz levam ao Valle de Apalta em passeios de bicicleta elétrica entre vinhedos, como alternativa às visitas de van. Os caminhos são de terra e quase planos nos fundos de vale, com algumas subidas nas encostas. Os passeios terminam, em geral, com degustação na vinícola.

Passa por: Casas del Bosque, Veramonte, Valle de Apalta, Valle de Casablanca.

Inclui: Bicicleta, capacete e guia, em geral. A degustação pode estar incluída ou ser paga à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Vá de manhã: no verão, as tardes do Vale Central passam de 28 graus. Leve protetor solar, chapéu e água. Depois de pedalar, beba água antes de qualquer degustação.

Melhor época: Primavera e outono (setembro a novembro e março a maio); no verão, prefira o começo da manhã.

Fiesta de la Vendimia de Colchagua, em Santa Cruz

Sai de Centro de Santa Cruz A pé de meio dia a um dia inteiro tarde e noite fácil

A Fiesta de la Vendimia de Colchagua celebra a colheita da uva e acontece em março, num fim de semana no começo do mês, no centro de Santa Cruz, com a Plaza de Armas de Santa Cruz como palco principal. As vinícolas do vale montam estandes com os seus rótulos, e a festa tem barracas de comida de produtores e cozinheiros locais, como carnes na brasa, queijos artesanais e empanadas, além de artesanato, apresentações artísticas e shows. É o fim de semana de maior movimento na cidade. O Valle de Casablanca tem a sua própria Vendimia, que costuma acontecer em abril, com concurso de pisa de uva, visitas guiadas e shows. Na mesma época, outras regiões do Chile, como Curicó, fazem as suas festas da colheita.

Passa por: Plaza de Armas de Santa Cruz, Santa Cruz.

Inclui: Há ingresso, e as degustações costumam ser vendidas em pacotes. Confira a programação e a tabela atual.

Dica: As datas mudam a cada ano: confirme antes de planejar. A cidade fica cheia, por isso reserve transporte com antecedência. Quem vai dirigir não deve beber; uma opção é ir de ônibus de Santiago.

Melhor época: Março (Colchagua) e abril (Casablanca); confirme as datas.

Pichilemu e Punta de Lobos, o litoral de surfe de Colchagua

Sai de Santa Cruz Carro ou ônibus pela Carretera del Vino rumo ao litoral um dia, com a estrada dia inteiro fácil

A mesma estrada que liga San Fernando a Santa Cruz, a Carretera del Vino, segue para oeste até o Pacífico, em Pichilemu, conhecida no Chile como a capital do surfe. Para quem está em Santa Cruz, é uma troca de cenário: dos vinhedos para as falésias e as ondas. A principal parada é Punta de Lobos, a cerca de 6 km ao sul do centro, um ponto de surfe de ondas grandes declarado Reserva Mundial de Surf, com falésia de cerca de 25 metros, rochedos com lobos-marinhos e aves marinhas. Na cidade, a praia principal, no setor La Puntilla, tem escolas de surfe e bodyboard para iniciantes. Cerca de 15 km ao sul fica Cáhuil, junto a uma lagoa. A água do Pacífico é fria o ano todo, e o banho de mar só é indicado no verão, seguindo as orientações dos salva-vidas.

Passa por: Pichilemu, Punta de Lobos, Cáhuil.

Inclui: Aulas de surfe e aluguel de prancha e roupa de neoprene são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Leve agasalho: mesmo no verão, o fim de tarde no litoral é fresco. De Santiago, Pichilemu fica a cerca de 210 km, e muita gente vai direto; a partir de Santa Cruz, o trajeto é mais curto.

Melhor época: Dezembro a março para praia; as ondas grandes de Punta de Lobos atraem surfistas o ano todo.

Dia a dia

Roteiro de 1, 2 e 3 dias nas Vinícolas do Vale Central

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

1 dias · Bate-volta de Santiago ao Valle de Casablanca

Para Quem tem base em Santiago e quer conhecer vinícolas em um dia, sem dirigir. · Base em Santiago
  1. Dia 1 · Ruta 68: duas vinícolas e almoço no vale

    Faça este bate-volta depois de pelo menos uma noite em Santiago: o voo do Brasil chega ao aeroporto de Santiago, e não há voo até o vale. Saia de manhã pelo Tour de um dia de Santiago ao Valle de Casablanca, ou com carro e um motorista que não vá beber. A cerca de uma hora pela Ruta 68, comece pela Viña Emiliana, com o tour orgânico entre os animais e a horta. Almoce na Viña Indómita ou na Casas del Bosque, à beira da mesma estrada. À tarde, faça a segunda visita: Veramonte ou, para quem tem mais tempo, a Viña Matetic, no Valle del Rosario. Volta a Santiago no fim da tarde.

2 dias · Santa Cruz e o Valle de Colchagua em dois dias
Para Quem quer conhecer Colchagua com calma, com uma noite em Santa Cruz. · Base em Santa Cruz
  1. Dia 1 · De Santiago a Santa Cruz, museu e primeira vinícola

    Saia cedo de Santiago, de ônibus (cerca de 3 horas) ou de carro pela Ruta 5 e pela Ruta 90 (cerca de 180 km). Quem chega do Brasil deve dormir a primeira noite em Santiago. Em Santa Cruz, faça o passeio Santa Cruz: Plaza de Armas e Museo de Colchagua pela manhã. Almoce perto da praça. À tarde, visite a Viña Laura Hartwig, ao lado do centro, ou a Viña Viu Manent, com o passeio de charrete pelos vinhedos.

  2. Dia 2 · Valle de Apalta e volta a Santiago

    De manhã, vá ao Valle de Apalta para a Viña Montes ou o Clos Apalta (Lapostolle), de tour ou com motorista. Almoce no vale, por exemplo no Fuegos de Apalta, na Viña Montes. À tarde, se houver tempo, faça uma visita curta à Viña MontGras, em Palmilla, antes de pegar a estrada de volta a Santiago. Quem dirige não deve beber em nenhuma das visitas.

3 dias · Casablanca e Colchagua em três dias
Para Quem quer conhecer os dois vales, com noites em Santiago e em Santa Cruz. · Base em Santiago e Santa Cruz
  1. Dia 1 · Valle de Casablanca

    Com a primeira noite em Santiago depois do voo do Brasil, saia de manhã para o Valle de Casablanca pela Ruta 68 (cerca de uma hora). Visite a Viña Emiliana e, depois do almoço, a Casas del Bosque ou a Veramonte; quem prefere pedalar pode fazer o passeio Vinhedos de bicicleta em Casablanca e Apalta. Volte a Santiago no fim da tarde. Ir com tour ou motorista evita o problema da direção depois das degustações.

  2. Dia 2 · Santa Cruz: museu e Viña Santa Cruz

    Siga cedo para Santa Cruz, de ônibus ou de carro (cerca de 180 km ao sul). Faça o passeio Santa Cruz: Plaza de Armas e Museo de Colchagua. À tarde, vá à Viña Santa Cruz, a cerca de 25 km, com o teleférico até o Cerro Chamán e o Museu do Automóvel, e passe pelo centro histórico de Lolol. Durma em Santa Cruz.

  3. Dia 3 · Viu Manent e Valle de Apalta

    De manhã, faça o passeio de charrete na Viña Viu Manent, no km 37 da Carretera del Vino. Depois do almoço, visite a Viña Montes ou o Clos Apalta, no Valle de Apalta. Volte a Santiago no fim da tarde. Em março, troque um dos dias pela Fiesta de la Vendimia de Colchagua, se as datas coincidirem; quem tiver um dia a mais pode seguir para Pichilemu e Punta de Lobos.

Melhor época

Quando ir: Vinícolas do Vale Central mês a mês

A vindima vai do fim de fevereiro a abril, com festas na Plaza de Armas de Santa Cruz em março e na de Casablanca no começo de abril. O outono, de abril a maio, traz parreiras amareladas e menos movimento. No inverno, de junho a agosto, as videiras ficam sem folhas e as manhãs são frias. Na primavera, de setembro a novembro, o verde volta aos vinhedos.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva baixa

verão seco · férias no Chile e no Brasil

Pleno verão, seco e quente. Na região de Colchagua, as máximas médias ficam perto de 29 a 30 graus, e as mínimas, perto de 13; as noites são frescas. Casablanca, mais perto do mar, é mais fresca e pode amanhecer com neblina. Férias de verão no Chile e no Brasil: as vinícolas recebem mais gente, e é bom reservar visitas e transporte antes. Faça os passeios ao ar livre de manhã e leve protetor solar e chapéu.

Fevereiro Chuva baixa

calor e céu aberto · uvas amadurecendo

Ainda verão, com máximas perto de 29 graus em Colchagua e mínimas perto de 12. Chuva rara. As uvas estão quase prontas, e as vinícolas de uvas brancas de Casablanca podem começar a colher no fim do mês. Segue o movimento das férias no Chile e no Brasil. Bom mês para combinar as vinícolas com Pichilemu e o litoral.

Março Chuva baixa

colheita · Fiesta de la Vendimia de Colchagua

Começo do outono, com máximas perto de 26 graus e mínimas perto de 9 em Colchagua. É o mês da colheita na maior parte das vinícolas e da Fiesta de la Vendimia de Colchagua, em Santa Cruz, num fim de semana no começo do mês (confirme a data). As adegas ficam em plena atividade, e algumas casas oferecem experiências de colheita. Com o fim das férias escolares, o movimento cai nos dias úteis.

Abril Chuva baixa

fim da colheita · Vendimia de Casablanca

Outono seco, com máximas perto de 22 graus e mínimas perto de 7 em Colchagua. A colheita termina, e a Vendimia de Casablanca costuma acontecer neste mês (confirme a data). As folhas das parreiras começam a mudar de cor. Dias amenos, bons para pedalar e caminhar entre os vinhedos.

Maio Chuva alta

vinhedos dourados · começo das chuvas

Fim do outono. As máximas ficam perto de 19 graus, e as mínimas, perto de 5. As chuvas voltam e alguns dias são inteiros de chuva. As parreiras ficam amarelas e avermelhadas antes de perder as folhas. Menos movimento nas vinícolas. Leve casaco e calçado que aguente barro.

Junho Chuva alta

mês mais chuvoso · vinhedos sem folhas

Começo do inverno e mês mais chuvoso do vale. Máximas perto de 14 graus e mínimas perto de 2 a 3 em Colchagua, com geada em algumas manhãs. Os vinhedos estão sem folhas, e as visitas se concentram nas adegas e nas salas de barricas. O Museo de Colchagua é um bom plano para os dias de chuva. Roupa de frio é necessária.

Julho Chuva alta

inverno frio · férias de inverno

Inverno, com máximas perto de 14 graus e mínimas perto de 3 em Colchagua; Casablanca é úmida e fria. Chuva frequente. As férias de inverno no Chile e no Brasil trazem mais famílias para Santiago, e parte delas faz bate-voltas às vinícolas. É época de poda nas parreiras. Roupa de frio e capa de chuva.

Agosto Chuva alta

fim do inverno · poda nas parreiras

Último mês de chuvas fortes, com máximas perto de 14 graus e mínimas perto de 4 em Colchagua. Os vinhedos seguem sem folhas, e os trabalhos de poda continuam. Movimento baixo nas vinícolas, com tours mais tranquilos. No fim do mês, os dias começam a esquentar.

Setembro Chuva média

primavera · Fiestas Patrias

Começo da primavera, com máximas perto de 18 graus e mínimas perto de 5 em Colchagua. A chuva diminui. As parreiras brotam, e os vales voltam a ficar verdes. As Fiestas Patrias, em meados do mês, são feriado nacional: muitos chilenos viajam, e as vinícolas podem ter programas especiais ou fechar alguns dias. Confirme antes de ir.

Outubro Chuva baixa

vinhedos verdes · dias amenos

Primavera, com máximas perto de 22 graus e mínimas perto de 8 em Colchagua. Chuvas raras. Vinhedos verdes e dias amenos, bons para pedalar, caminhar nas trilhas e fazer piquenique nas vinícolas. Movimento moderado.

Novembro Chuva baixa

fim da primavera · bom para pedalar

Fim da primavera, com máximas perto de 24 graus e mínimas perto de 9 a 10 em Colchagua. Tempo seco. Bom mês para os passeios ao ar livre entre os vinhedos antes do calor do verão. Em Casablanca, a neblina vinda do Pacífico ainda aparece em algumas manhãs.

Dezembro Chuva baixa

começo do verão · festas de fim de ano

Começo do verão, com máximas perto de 28 graus e mínimas perto de 11 a 12 em Colchagua. Quase sem chuva. Os dias são longos, e as vinícolas aumentam a procura a partir do fim do mês, com as festas e o começo das férias. Algumas fecham no Natal e no Ano-Novo: confirme antes de ir.

Planeje o caminho

Como chegar: Vinícolas do Vale Central

Do Brasil de avião

Há voos diretos do Brasil para Santiago, no aeroporto Arturo Merino Benítez (SCL), a partir de São Paulo e do Rio de Janeiro e, conforme a época e a companhia, também de outras capitais, como Brasília, Florianópolis, Porto Alegre e Salvador. Das demais cidades, a viagem é com conexão. Confirme antes de comprar. Os vales não têm aeroporto: de Santiago, a viagem continua por estrada, de ônibus, carro, transfer ou excursão. Casablanca fica a cerca de uma hora do aeroporto e de Santiago; Santa Cruz, a cerca de 3 horas. Quem chega num voo noturno ou no fim do dia deve dormir a primeira noite em Santiago.

De ônibus de Santiago a Santa Cruz (Colchagua)

Os ônibus para Santa Cruz saem dos terminais da Estación Central, em Santiago, como o Terminal Sur (Terminal de Buses Santiago) e o Terminal Alameda, perto da estação Universidad de Santiago do metrô. Empresas como Expreso Santa Cruz, Pullman Bus, Transantin e Jet Sur fazem o trajeto, com saídas frequentes ao longo do dia. A viagem leva cerca de 3 horas. Do aeroporto, é preciso ir primeiro aos terminais, de transfer ou táxi (cerca de 30 a 45 minutos). Em Santa Cruz, os ônibus chegam ao terminal da cidade, de onde saem também ônibus locais para Lolol e Pumanque.

De ônibus de Santiago a Casablanca

Os ônibus entre Santiago e Valparaíso usam a Ruta 68 e passam por Casablanca. Empresas como Turbus, Cóndor e Pullman Costa vendem passagem até a cidade, numa viagem de cerca de uma hora a uma hora e meia. As vinícolas, porém, ficam espalhadas ao longo da Ruta 68 e nas estradas do vale, longe umas das outras para ir a pé. Por isso, para as visitas, o mais prático é ir de excursão, transfer ou carro com motorista.

De carro

Para Casablanca, saia de Santiago pela Ruta 68, a estrada para Valparaíso e Viña del Mar: são cerca de 80 km até a cidade, com túneis e pedágios. Viña Emiliana e Casas del Bosque ficam perto do km 60, e a Viña Indómita, no km 64. Para Santa Cruz, siga para o sul pela Ruta 5 (Panamericana), passando por Rancagua e San Fernando; na saída de San Fernando, pegue a Ruta 90, chamada Carretera del Vino, até Santa Cruz. São cerca de 180 km, ou perto de 3 horas, com pedágios. A Viña Viu Manent fica no km 37 dessa estrada. Pela mesma Ruta 90, dá para seguir até Pichilemu, no litoral. Lembre-se: no Chile vale a Lei de Tolerância Zero ao álcool ao volante (Lei 20.580). Dirigir com qualquer quantidade acima de 0,3 grama por litro de sangue já é infração, com multa e suspensão da carteira, e as penas aumentam muito acima de 0,8. Quem dirige não deve beber nada nas degustações.

Como circular entre as vinícolas

As vinícolas ficam longe umas das outras e quase não há transporte público entre elas. As opções são três. Excursões de um dia a partir de Santiago, com transporte, guia e duas ou três visitas: as mais comuns vão a Casablanca, que fica perto; para Colchagua, o dia é longo, com cerca de 3 horas de estrada em cada sentido. Em Santa Cruz, agências locais e hotéis organizam tours de meio dia e dia inteiro pelo Valle de Apalta e pelas outras vinícolas, e há táxis e transfers. A terceira opção é o carro alugado, com um motorista que não vá beber. Em Santa Cruz, a Viña Laura Hartwig fica perto do centro, a pé. Reserve as visitas antes: quase todas as vinícolas pedem agendamento, e de dezembro a março as vagas acabam mais cedo.

Documentos e fuso horário

O brasileiro entra no Chile com o RG (carteira de identidade) ou o passaporte válidos. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores de idade, confirme as exigências antes de ir. Fuso: o Chile continental, onde ficam Santiago, Casablanca e Santa Cruz, fica uma hora atrás de Brasília ou no mesmo horário, conforme a época do ano (horário de verão chileno).

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

A vindima vai do fim de fevereiro a abril, com festas na Plaza de Armas de Santa Cruz em março e na de Casablanca no começo de abril. O outono, de abril a maio, traz parreiras amareladas e menos movimento. No inverno, de junho a agosto, as videiras ficam sem folhas e as manhãs são frias. Na primavera, de setembro a novembro, o verde volta aos vinhedos.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Casablanca cabe num bate-volta de Santiago ou de Valparaíso, com duas vinícolas e almoço. Colchagua pede pelo menos dois dias: um para a cidade de Santa Cruz e o museu, outro para as vinícolas de Apalta, da Carretera del Vino e de Lolol. Quem quer ver os dois vales precisa de três a quatro dias, já que eles ficam em direções opostas a partir de Santiago.

Em que cidade se hospedar

Em Colchagua, o centro de Santa Cruz, em volta da Plaza de Armas, concentra restaurantes e serviços e permite ir a pé ao museu e a uma vinícola. Há pousadas e casas de campo dentro de vinhedos em Apalta, na Carretera del Vino rumo a Cunaco e em Lolol, boas para quem quer silêncio, mas que exigem carro ou traslado. Em Casablanca, a maioria prefere dormir em Valparaíso, em Viña del Mar ou em Santiago e fazer o vale no mesmo dia; quem quer pernoitar no campo encontra hospedagem em vinícolas do Valle del Rosario e da Ruta 68.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre as Vinícolas do Vale Central

Como chegar às vinícolas do Vale Central saindo de Santiago?

Para Casablanca, pegue a Ruta 68 rumo a Valparaíso: as vinícolas aparecem à beira da estrada depois do túnel Zapata, e a cidade vem logo em seguida. Para Santa Cruz, siga pela Ruta 5 Sul até San Fernando e entre na Ruta 90, a Carretera del Vino. Os ônibus para Casablanca saem dos terminais Alameda e Pajaritos; os de Santa Cruz partem do Terminal Sur, na Estação Central.

Quantos dias reservar para os dois vales?

Para ver os dois com calma, conte três a quatro dias. Casablanca resolve-se em um dia, com uma ou duas visitas e almoço numa vinícola. Colchagua rende dois dias: a cidade de Santa Cruz e o museu num deles e as vinícolas mais afastadas, como Montes e Viña Santa Cruz, no outro. Entre os dois vales são mais de três horas de estrada, passando por Santiago.

Em que época do ano visitar os vales?

De fevereiro a abril acontece a vindima, com festas nas praças das duas cidades e vinhedos carregados de uva. Abril e maio trazem as folhas em tons de amarelo e vermelho e menos gente. No verão, de dezembro a março, Colchagua costuma passar dos 30 graus à tarde; Casablanca é mais fresca por causa do mar. No inverno as parreiras ficam nuas, mas as visitas seguem.

Precisa de carro para visitar as vinícolas?

As vinícolas ficam no campo, longe umas das outras, e o transporte público não chega na porta da maioria. O carro dá liberdade, mas no Chile não se pode dirigir depois de beber nenhuma quantidade de álcool. Por isso muita gente escolhe passeios organizados saindo de Santiago, de Valparaíso ou de Santa Cruz, traslado particular ou um motorista que não vai provar vinho.

Dá para fazer bate-volta de Santiago?

Casablanca, sim: são cerca de 80 km, menos de uma hora de estrada, e há passeios de um dia com duas ou três vinícolas e almoço. Colchagua fica a cerca de 180 km, umas três horas para cada lado; o bate-volta existe, mas sobra pouco tempo, e o pernoite em Santa Cruz deixa a viagem mais tranquila.

Preciso reservar as visitas às vinícolas?

Sim. A maioria trabalha com horários marcados e grupos pequenos, e algumas só abrem em certos dias da semana. Reserve pelo canal oficial de cada vinícola, principalmente em fins de semana, feriados e na época da vindima, e confirme antes de ir.

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