Viña Viu Manent: vinhedos de charrete
Sai de Santa Cruz Carro, táxi ou tour pela Carretera del Vino cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil
A Viña Viu Manent fica em Cunaco, no km 37 da Carretera del Vino (a Ruta 90), a cerca de 12 km de Santa Cruz. É uma vinícola familiar, conhecida pelo passeio de charrete: o visitante percorre os vinhedos numa carruagem, com um guia que explica as variedades de uva e o terroir, e o passeio termina com degustação. Há também o tour clássico, que passa pelas salas de barricas e pelos tanques, e um programa com vinhos de reserva. A propriedade tem jardins, loja e um restaurante com vista para os parreirais, que costuma lotar e deve ser reservado junto com o tour. Em Santiago, a Viu Manent tem apenas escritório comercial: as visitas são em Colchagua.
Passa por: Viña Viu Manent, Carretera del Vino, Cunaco.
Inclui: Visita guiada com degustação. O passeio de charrete e o restaurante são pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Reserve antes; os tours costumam lotar nos fins de semana. Combine com a Viña Montes ou com o Clos Apalta, no vizinho Valle de Apalta, e não passe de duas vinícolas por dia. Quem dirige não deve beber.
Melhor época: O ano todo; na colheita (março a abril) há mais movimento nas adegas.
Viña Montes, no Valle de Apalta
Sai de Santa Cruz Carro, táxi ou tour cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil (trilha opcional de 6 km)
A Viña Montes fica no Valle de Apalta, um pequeno vale cercado de morros a nordeste de Santa Cruz, onde as parreiras sobem pelas encostas. O prédio foi desenhado segundo os princípios do feng shui, com luz natural e vista para os vinhedos. Na sala de barricas, onde os vinhos descansam, toca canto gregoriano o tempo todo, e o ambiente é refrigerado. Os tours passam pelo vinhedo e pela adega e terminam com degustação; os programas mais completos incluem os vinhos ícones da casa e são em grupos pequenos, com reserva antecipada. Ao redor da vinícola há uma trilha de cerca de 6 km pelos morros, com plantas e animais da região. Na vinícola funciona o restaurante Fuegos de Apalta, do chef argentino Francis Mallmann, com cozinha de fogo e pratos acompanhados dos vinhos da casa.
Passa por: Viña Montes, Valle de Apalta, Fuegos de Apalta.
Inclui: Visita guiada com degustação. O restaurante é pago à parte. Confira a tabela atual e os programas disponíveis.
Dica: Leve um casaco leve para a sala de barricas. Reserve com pelo menos um dia de antecedência. Quem dirige não deve beber; agências de Santa Cruz fazem tours de meio dia pelo Valle de Apalta com transporte.
Melhor época: O ano todo; para a trilha, prefira a primavera e o outono, com temperaturas mais amenas.
Clos Apalta (Lapostolle)
Sai de Santa Cruz Carro, táxi ou tour cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil
A vinícola Clos Apalta, da casa Lapostolle, fica no Valle de Apalta e chama atenção pela arquitetura. O prédio foi construído na encosta de um morro, com seis andares, três deles escavados no granito para manter a adega fresca sem refrigeração. A produção funciona por gravidade, de cima para baixo, e o teto da adega tem arcos de madeira nativa de raulí. Uma escada em espiral lembra o vinho girando na taça, e um pêndulo representa o movimento da Terra. A vinícola é orgânica e biodinâmica; a colheita é feita à mão, e o guia explica a fermentação em barricas de carvalho francês e o tempo de guarda do vinho. A visita termina com degustação, que inclui o Clos Apalta, o vinho ícone da casa. A visita é pensada para grupos pequenos.
Passa por: Clos Apalta, Valle de Apalta.
Inclui: Visita guiada pela vinícola com degustação. Há programas com almoço, pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Reserve pelo canal da vinícola com antecedência. Fica perto da Viña Montes: dá para visitar as duas no mesmo dia, uma de manhã e outra à tarde. Quem dirige não deve beber.
Melhor época: O ano todo; na colheita (março a abril) a adega está em plena atividade.
Viña Santa Cruz: teleférico, Cerro Chamán e museu de automóveis
Sai de Santa Cruz Carro pela Ruta I-72, ônibus para Lolol ou tour cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil
A Viña Santa Cruz fica no setor de Lolol, a cerca de 25 km da cidade de Santa Cruz pela Ruta I-72. A visita vai além do vinho. Um teleférico, único acesso ao Cerro Chamán, sobe da adega até o alto do morro, com vista do vale. Lá em cima há exposições sobre três povos originários do Chile, que inspiram os nomes dos vinhos: o setor mapuche, com uma ruca (casa tradicional) e utensílios; o aimará, com construções andinas e lhamas; e o rapanui, com a réplica de um moai e casas de pedra em forma de barco virado. No mesmo morro ficam o Observatorio Cerro Chamán e um museu de meteoritos. Embaixo, o Museu do Automóvel reúne mais de 80 carros e motos de várias épocas, entre eles limusines presidenciais e o Rolls-Royce usado na visita da rainha Elizabeth II ao Chile. A visita à adega termina com degustação. No caminho, vale parar em Lolol, cujo centro histórico, com casas coloniais de adobe e a igreja, é zona típica protegida desde 2003.
Passa por: Viña Santa Cruz, Cerro Chamán, Observatorio Cerro Chamán, Lolol.
Inclui: Os programas da vinícola combinam teleférico, museus e degustação. Há ingresso. Confira a tabela atual.
Dica: Reserve com antecedência. De ônibus, pegue no terminal de Santa Cruz um ônibus para Lolol ou Pumanque e desça perto da vinícola. Quem dirige não deve beber.
Melhor época: O ano todo; com céu aberto, a vista do Cerro Chamán alcança mais longe.
Viña Laura Hartwig, ao lado do centro de Santa Cruz
Sai de Centro de Santa Cruz A pé, de táxi ou de carro cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde fácil
A Viña Laura Hartwig fica no Camino Barreales, na saída de Santa Cruz, perto o bastante do centro para ir a pé. É uma vinícola familiar de porte pequeno, boa para quem não quer pegar estrada. O tour guiado conta a história da família e da propriedade, passa pelo vinhedo e pela adega e termina com degustação de tintos e brancos, como Cabernet Sauvignon, Carmenère e Sauvignon Blanc. A propriedade tem uma loja de vinhos e serve pizzas assadas em forno de barro, o que permite emendar o almoço com a visita. Os tours são em espanhol e inglês e pedem reserva.
Passa por: Viña Laura Hartwig, Santa Cruz.
Inclui: Visita guiada com degustação. Comida e vinhos em taça são pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Por ficar tão perto do centro, é a opção para a tarde do dia da chegada a Santa Cruz. Confirme a reserva antes de ir.
Melhor época: O ano todo.
Viña MontGras: monte o seu próprio vinho
Sai de Santa Cruz Carro, táxi ou tour cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil
A Viña MontGras recebe visitantes na comuna de Palmilla, ao norte de Santa Cruz, no Valle de Colchagua. Além do tour com degustação, que passa pelo vinhedo e pela adega, a casa é conhecida pelo programa Make Your Own Wine: o visitante prova vinhos de diferentes uvas, faz a sua própria mistura, como um enólogo por um dia, e engarrafa o resultado para levar. Na época da colheita há uma experiência de vindima, com a colheita de uvas no vinhedo. Durante o ano todo, a vinícola também oferece piquenique entre as parreiras. Os tours são em espanhol, inglês e português.
Passa por: Viña MontGras, Palmilla.
Inclui: Tour guiado com degustação; o programa de mistura de vinhos e o piquenique são pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Reserve antes; a reserva pede um depósito. A experiência de colheita só acontece na vindima. Quem dirige não deve beber.
Melhor época: O ano todo; na colheita (março a abril) há a experiência de vindima.
Vinhedos de bicicleta em Casablanca e Apalta
Sai de Casablanca ou Santa Cruz Bicicleta ou bicicleta elétrica, com guia cerca de 1 hora e meia a 3 horas manhã fácil a moderada
Pedalar entre as parreiras é outra forma de visitar as vinícolas, mais devagar e ao ar livre. Em Casablanca, a Casas del Bosque oferece passeios de bicicleta de cerca de uma hora e meia pelos vinhedos e trilhas da propriedade, e a Veramonte faz, na primavera e no verão, passeios de bicicleta com água e lanche. No Valle de Colchagua, agências de Santa Cruz levam ao Valle de Apalta em passeios de bicicleta elétrica entre vinhedos, como alternativa às visitas de van. Os caminhos são de terra e quase planos nos fundos de vale, com algumas subidas nas encostas. Os passeios terminam, em geral, com degustação na vinícola.
Passa por: Casas del Bosque, Veramonte, Valle de Apalta, Valle de Casablanca.
Inclui: Bicicleta, capacete e guia, em geral. A degustação pode estar incluída ou ser paga à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Vá de manhã: no verão, as tardes do Vale Central passam de 28 graus. Leve protetor solar, chapéu e água. Depois de pedalar, beba água antes de qualquer degustação.
Melhor época: Primavera e outono (setembro a novembro e março a maio); no verão, prefira o começo da manhã.
Fiesta de la Vendimia de Colchagua, em Santa Cruz
Sai de Centro de Santa Cruz A pé de meio dia a um dia inteiro tarde e noite fácil
A Fiesta de la Vendimia de Colchagua celebra a colheita da uva e acontece em março, num fim de semana no começo do mês, no centro de Santa Cruz, com a Plaza de Armas de Santa Cruz como palco principal. As vinícolas do vale montam estandes com os seus rótulos, e a festa tem barracas de comida de produtores e cozinheiros locais, como carnes na brasa, queijos artesanais e empanadas, além de artesanato, apresentações artísticas e shows. É o fim de semana de maior movimento na cidade. O Valle de Casablanca tem a sua própria Vendimia, que costuma acontecer em abril, com concurso de pisa de uva, visitas guiadas e shows. Na mesma época, outras regiões do Chile, como Curicó, fazem as suas festas da colheita.
Passa por: Plaza de Armas de Santa Cruz, Santa Cruz.
Inclui: Há ingresso, e as degustações costumam ser vendidas em pacotes. Confira a programação e a tabela atual.
Dica: As datas mudam a cada ano: confirme antes de planejar. A cidade fica cheia, por isso reserve transporte com antecedência. Quem vai dirigir não deve beber; uma opção é ir de ônibus de Santiago.
Melhor época: Março (Colchagua) e abril (Casablanca); confirme as datas.
Pichilemu e Punta de Lobos, o litoral de surfe de Colchagua
Sai de Santa Cruz Carro ou ônibus pela Carretera del Vino rumo ao litoral um dia, com a estrada dia inteiro fácil
A mesma estrada que liga San Fernando a Santa Cruz, a Carretera del Vino, segue para oeste até o Pacífico, em Pichilemu, conhecida no Chile como a capital do surfe. Para quem está em Santa Cruz, é uma troca de cenário: dos vinhedos para as falésias e as ondas. A principal parada é Punta de Lobos, a cerca de 6 km ao sul do centro, um ponto de surfe de ondas grandes declarado Reserva Mundial de Surf, com falésia de cerca de 25 metros, rochedos com lobos-marinhos e aves marinhas. Na cidade, a praia principal, no setor La Puntilla, tem escolas de surfe e bodyboard para iniciantes. Cerca de 15 km ao sul fica Cáhuil, junto a uma lagoa. A água do Pacífico é fria o ano todo, e o banho de mar só é indicado no verão, seguindo as orientações dos salva-vidas.
Passa por: Pichilemu, Punta de Lobos, Cáhuil.
Inclui: Aulas de surfe e aluguel de prancha e roupa de neoprene são pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Leve agasalho: mesmo no verão, o fim de tarde no litoral é fresco. De Santiago, Pichilemu fica a cerca de 210 km, e muita gente vai direto; a partir de Santa Cruz, o trajeto é mais curto.
Melhor época: Dezembro a março para praia; as ondas grandes de Punta de Lobos atraem surfistas o ano todo.