Santiago

Metropolitana de Santiago

Santiago

A capital do Chile entre a cordilheira e o vale do Maipo: centro histórico, morros com mirante, bairros boêmios, vinícolas e neve a menos de duas horas.

Centro

Na foto: Palacio de La Moneda, Santiago

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Uma região para viver
sem pressa.

Santiago ocupa um vale plano no centro do Chile, com a cordilheira dos Andes de um lado e a cordilheira da Costa do outro. Fundada por Pedro de Valdivia em 1541, é a capital do país e a porta de entrada de quase todo viajante que chega do Brasil. A cidade tem mais de seis milhões de habitantes, metrô extenso e bairros com personalidades bem diferentes.

O centro histórico gira em torno da Plaza de Armas, com a Catedral Metropolitana, e do Palacio de La Moneda, sede do governo. A poucas quadras ficam o Mercado Central, com seus restaurantes de frutos do mar, e La Vega Central, o grande mercado de frutas e verduras. Os museus principais são o Museo Chileno de Arte Precolombino, o Museo Nacional de Bellas Artes, no Parque Forestal, e o Museo de la Memoria y los Derechos Humanos, sobre os anos da ditadura.

Dois morros funcionam como mirantes: o Cerro Santa Lucía, no meio do centro, e o Cerro San Cristóbal, no Parque Metropolitano, com funicular e teleféricos. Aos pés dele, o Barrio Bellavista guarda La Chascona, a casa de Pablo Neruda. Lastarria e Barrio Italia reúnem cafés, livrarias e lojas de design. O Cementerio General conta a história do país em mausoléus, e o mirante Sky Costanera mostra tudo do alto.

Fora da área urbana, a região metropolitana oferece vinícolas do vale do Maipo, como a Concha y Toro e a Cousiño Macul, o Cajón del Maipo e o Embalse El Yeso, no alto da cordilheira. No inverno, Farellones e Valle Nevado recebem esquiadores a menos de duas horas do centro.

Este roteiro tem 1 cidade: Santiago.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

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Onde fica Santiago
Santiago

Contornos: Natural Earth (domínio público). Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Santiago

✈ Aeropuerto Internacional Arturo Merino Benítez (SCL), em Pudahuel · 17 km até Santiago

O brasileiro entra no Chile com o RG ou o passaporte válidos. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar. A chegada é pelo aeroporto internacional de Santiago, em Pudahuel. Ônibus de longa distância de todo o país chegam aos terminais da Alameda.

A experiência do lugar

O que fazer em Santiago

Santiago · Metropolitana de Santiago · Praça histórica

Plaza de Armas

Marco zero de Santiago, traçado em 1541. Em volta ficam a Catedral Metropolitana, o Correo Central e a sede da Municipalidade; no meio, palmeiras, bancos, pintores de rua e jogadores de xadrez.

Conhecer Plaza de Armas

Santiago · Metropolitana de Santiago · Palácio de governo

Palacio de La Moneda

Sede da Presidência do Chile, em estilo neoclássico, projetada por Joaquín Toesca para ser a casa da moeda colonial. Embaixo da praça sul funciona o Centro Cultural La Moneda, com exposições de arte e história.

Conhecer Palacio de La Moneda

Santiago · Metropolitana de Santiago · Parque e mirante

Cerro Santa Lucía

Morro no meio do centro, onde Santiago foi fundada. Escadarias, fontes, terraços e o Castillo Hidalgo levam até o mirante do topo, com vista para a cidade e para a cordilheira.

Conhecer Cerro Santa Lucía

Santiago · Metropolitana de Santiago · Parque e mirante

Cerro San Cristóbal

O grande morro verde de Santiago, coração do Parque Metropolitano. Funicular e teleféricos sobem até o santuário da Virgem, com vista ampla da cidade e da cordilheira; no caminho há piscinas, jardins e trilhas.

Conhecer Cerro San Cristóbal

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Para escolher antes de ir

Passeios em Santiago

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Centro histórico: Plaza de Armas, Catedral e Palacio de La Moneda

Sai de Centro de Santiago A pé, a partir das estações Plaza de Armas ou La Moneda do metrô cerca de 3 a 4 horas manhã fácil

É a caminhada que apresenta a cidade. A Plaza de Armas (Praça de Armas) é o marco zero de Santiago, fundada por Pedro de Valdivia em 1541, com palmeiras, bancos, pintores de rua e a estátua equestre do fundador. Em um dos lados fica a Catedral Metropolitana, iniciada em 1748 e consagrada em 1906; o italiano Joaquín Toesca refez os planos e deu ao prédio a fachada neoclássica. Da praça, o Paseo Ahumada, rua de pedestres com lojas e cafés, leva em poucas quadras ao Palacio de La Moneda, sede do governo, outra obra de Toesca. A troca da guarda, com cavalaria e banda dos Carabineros, acontece em dias alternados na Plaza de la Constitución, ao norte do palácio, e dura cerca de 40 minutos. Os pátios internos podem ser visitados em visitas guiadas com inscrição prévia. Embaixo da Plaza de la Ciudadanía, ao sul, fica o Centro Cultural La Moneda, com exposições temporárias, cafés e loja de artesanato.

Passa por: Plaza de Armas, Catedral Metropolitana, Paseo Ahumada, Palacio de La Moneda, Plaza de la Constitución, Centro Cultural La Moneda.

Inclui: A visita guiada a La Moneda não é cobrada, mas exige inscrição antecipada pelo site do governo, e as vagas acabam rápido. No Centro Cultural La Moneda, algumas exposições têm ingresso. Confira a tabela atual.

Dica: Confira o calendário da troca da guarda antes de ir e chegue cedo para ficar na frente. Junte este passeio ao Museo Chileno de Arte Precolombino, a uma quadra da Plaza de Armas, e ao Mercado Central, a poucos minutos a pé. Aos domingos, boa parte do comércio do centro fica fechada.

Melhor época: O ano todo. No verão, de dezembro a fevereiro, caminhe pela manhã, antes do calor da tarde.

Cerro San Cristóbal: funicular, teleféricos e a Virgen da cumbre

Sai de Barrio Bellavista (rua Pío Nono) Funicular, teleférico, ônibus do parque ou a pé cerca de 3 a 4 horas manhã ou tarde fácil (a pé, subida de 60 a 90 minutos)

O Cerro San Cristóbal chega a 880 m de altitude, cerca de 300 m acima da cidade, e faz parte do Parque Metropolitano, o Parquemet. A entrada principal fica no fim da rua Pío Nono, em Bellavista, a uma caminhada da estação Baquedano do metrô. Dali sobem o funicular histórico, em cerca de 10 minutos, e o teleférico Pío Nono, que sai junto ao Zoológico Nacional e vai até a Plaza México, perto do topo, em cerca de 7 minutos. No alto fica o Santuario de la Inmaculada Concepción, com a grande estátua branca da Virgem e terraços com vista para a cidade e, em dias claros, para a Cordilheira dos Andes. Para descer pelo outro lado, o teleférico Pedro de Valdivia liga a estação Cumbre às estações Tupahue e Oasis; perto da Oasis fica o Jardín Japonés. O parque tem ainda o Jardín Botánico Mapulemu, as piscinas Tupahue e Antilén, abertas no verão, e caminhos usados por quem sobe a pé ou de bicicleta. O ônibus panorâmico do parque circula entre Pío Nono, Tupahue, Cumbre e Pedro de Valdivia.

Passa por: Cerro San Cristóbal, Parque Metropolitano, Funicular, Teleférico Pío Nono, Teleférico Pedro de Valdivia, Santuario de la Inmaculada Concepción, Jardín Japonés, Jardín Botánico Mapulemu.

Inclui: O funicular, os teleféricos e o ônibus panorâmico têm ingresso, com bilhetes combinados. Subir a pé não é cobrado. Confira a tabela atual.

Dica: Os teleféricos não funcionam às segundas-feiras, e o funicular fecha na primeira segunda-feira do mês. Compre os bilhetes antes para evitar fila nos fins de semana. Leve água, protetor solar e um agasalho: no alto venta. No verão, prove o mote con huesillo vendido na cumbre.

Melhor época: O ano todo. A vista dos Andes costuma ficar mais nítida depois de dias de chuva, entre maio e setembro.

Mercado Central e La Vega Central

Sai de Centro de Santiago A pé, a partir da estação Puente Cal y Canto do metrô cerca de 2 horas manhã fácil

O Mercado Central foi inaugurado em 1872, num pavilhão com cobertura e estrutura de ferro fundido fabricadas na Escócia, em Glasgow. Por dentro, as bancas de peixes e frutos do mar dividem espaço com restaurantes que servem pratos chilenos de mar, como caldillo de congrio, paila marina e machas. Atravessando o Río Mapocho pela ponte, chega-se à La Vega Central, o grande mercado popular da cidade, com corredores de frutas, verduras, temperos, grãos secos e pequenas lanchonetes de comida caseira. É o lugar para conhecer as frutas da estação, como a chirimoya e a lúcuma, e ver o movimento dos santiaguinos no abastecimento do dia.

Passa por: Mercado Central, La Vega Central, Río Mapocho.

Inclui: A entrada nos mercados não é cobrada. Refeições e compras são pagas à parte.

Dica: Vá de manhã, quando as bancas estão cheias e o movimento é de compra. No Mercado Central, os restaurantes do meio do pavilhão costumam ter garçons chamando na porta; olhe o cardápio antes de sentar. Prepare a viagem antes e leve só o necessário.

Melhor época: O ano todo. No verão, de dezembro a março, há mais variedade de frutas.

Bellavista e La Chascona, a casa de Neruda

Sai de Estação Baquedano do metrô A pé cerca de 2 a 3 horas tarde fácil (a casa tem muitas escadas)

Bellavista fica entre o Río Mapocho e o Cerro San Cristóbal. Da estação Baquedano, basta atravessar o rio para chegar à rua Pío Nono, com bares, restaurantes e, aos domingos, feira de rua. As ruas laterais têm casas coloridas, murais, galerias e lojas de artesanato; o Patio Bellavista reúne restaurantes e lojas em volta de um pátio. Numa rua estreita ao pé do cerro fica La Chascona, casa que Pablo Neruda, Nobel de Literatura de 1971, começou a construir em 1953 para Matilde Urrutia; o nome vem do cabelo ruivo e rebelde dela. A casa se espalha em vários níveis ligados por escadas e passarelas, com quadros e objetos que o poeta colecionava; Neruda participou do projeto e mandou trazer troncos do sul para a sala. Depois do golpe de 1973 ela foi danificada; restaurada, abriu como museu.

Passa por: Barrio Bellavista, La Chascona, Rua Pío Nono, Patio Bellavista, Río Mapocho.

Inclui: La Chascona tem ingresso. Confira a tabela atual e o formato da visita.

Dica: La Chascona fecha às segundas-feiras e em alguns feriados, como 1º de janeiro, 1º de maio, 18 e 19 de setembro e 25 de dezembro. A casa tem muitos degraus e não é adaptada para cadeira de rodas. Junte este passeio à subida do Cerro San Cristóbal, que começa no fim da Pío Nono.

Melhor época: O ano todo.

Cerro Santa Lucía, mirante no centro

Sai de Estação Santa Lucía do metrô A pé, por escadas e rampas cerca de 1 a 2 horas manhã ou fim de tarde fácil (escadas íngremes no topo)

O Cerro Santa Lucía é uma colina de 629 m de altitude que sobe cerca de 70 m acima do centro. Os povos originários a chamavam de Huelén; Pedro de Valdivia a tomou em 1540 e a rebatizou. Em 1872, o intendente Benjamín Vicuña Mackenna a transformou em parque, com jardins, terraços e escadarias. A entrada monumental, pela Alameda, leva à Terraza Neptuno, com uma grande fonte e a estátua de Netuno. Caminhos e escadas sobem pelo Castillo Hidalgo, antiga bateria da época da Reconquista, e pela Terraza Caupolicán, com a estátua de bronze de Nicanor Plaza. No alto, a Torre Mirador, alcançada por degraus estreitos, dá vista de 360 graus sobre o centro e, em dias claros, sobre a Cordilheira dos Andes. Por tradição, um canhão no alto marca o meio-dia.

Passa por: Cerro Santa Lucía, Terraza Neptuno, Castillo Hidalgo, Terraza Caupolicán, Torre Mirador.

Inclui: A entrada não é cobrada.

Dica: Use tênis: as escadas do topo são estreitas e de pedra. O cerro fica ao lado do Barrio Lastarria, bom para continuar o passeio. No fim da tarde, a luz sobre a cordilheira costuma ser mais bonita para fotos.

Melhor época: O ano todo. No inverno, de junho a agosto, a cordilheira costuma aparecer coberta de neve depois das frentes de chuva.

Barrio Lastarria, Parque Forestal e Museo Nacional de Bellas Artes

Sai de Estação Universidad Católica ou Bellas Artes do metrô A pé cerca de 3 horas tarde fácil

O Barrio Lastarria fica entre a Alameda, o Cerro Santa Lucía e o Parque Forestal. Quem chega pela Alameda vê primeiro o Centro Cultural Gabriela Mistral, o GAM, com teatro, exposições e cafés. A rua José Victorino Lastarria reúne cafés, livrarias, cinemas e restaurantes; o bairro cresceu em volta da Iglesia de la Veracruz, neoclássica, de 1857. A pequena Plaza Mulato Gil de Castro é cercada por museus e galerias, e as ruas Merced e Monjitas têm teatros e centros culturais. A poucas quadras, no Parque Forestal, fica o Museo Nacional de Bellas Artes, fundado em 1880 e instalado desde 1910 no Palacio de Bellas Artes, projeto de Emile Jéquier para o centenário da independência. O acervo vai da arte colonial à arte chilena contemporânea, com exposições temporárias. Atrás dele, no mesmo conjunto, fica o Museo de Arte Contemporáneo.

Passa por: Barrio Lastarria, Centro Cultural Gabriela Mistral, Iglesia de la Veracruz, Plaza Mulato Gil de Castro, Parque Forestal, Museo Nacional de Bellas Artes.

Inclui: A entrada do Museo Nacional de Bellas Artes não é cobrada. Cafés e restaurantes são pagos à parte.

Dica: Os museus fecham às segundas-feiras. O bairro tem movimento à noite, com bares e restaurantes, e combina com o fim de tarde no Cerro Santa Lucía, logo ao lado.

Melhor época: O ano todo. Na primavera, de setembro a novembro, as árvores do Parque Forestal estão floridas.

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Museo Chileno de Arte Precolombino

Sai de Plaza de Armas A pé, a uma quadra da praça cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil

O museu ocupa o antigo Palacio de la Real Aduana, a uma quadra a oeste da Plaza de Armas. Foi aberto em 1981 com a coleção do arquiteto Sergio Larraín García-Moreno e ampliado em 2014. São mais de 3.000 peças de cerca de 100 povos, cobrindo uns 10 mil anos de história das Américas, da Mesoamérica aos Andes. Entre os destaques estão um tecido pintado da cultura Chavín com quase 3.000 anos, um quipu inca (o sistema de cordões com nós usado para registros), uma estátua de Xipe Totec, cerâmicas da cultura Valdivia, urnas de Aguada e as pequenas bandejas de rapé de San Pedro de Atacama.

Passa por: Museo Chileno de Arte Precolombino, Palacio de la Real Aduana, Plaza de Armas.

Inclui: Há ingresso. Confira a tabela atual e os dias de entrada sem cobrança.

Dica: Fecha às segundas-feiras. É uma boa parada para as horas mais quentes do dia no verão, entre a Plaza de Armas e La Moneda.

Melhor época: O ano todo.

Museo de la Memoria y los Derechos Humanos e Parque Quinta Normal

Sai de Estação Quinta Normal do metrô (linha 5) Metrô e a pé cerca de 2 a 3 horas manhã ou tarde fácil

Inaugurado em 2010, o Museo de la Memoria y los Derechos Humanos (Museu da Memória) trata das violações de direitos humanos durante a ditadura militar chilena, de 1973 a 1990. O prédio moderno fica na rua Matucana, de frente para o Parque Quinta Normal. A exposição percorre o golpe de 11 de setembro de 1973, a repressão, o exílio, a resistência e a volta da democracia, com fotos, recortes de jornal, cartas de presos, objetos, vídeos e depoimentos de sobreviventes. A visita é densa e reflexiva; muitos brasileiros fazem paralelos com a história do Brasil no mesmo período. Do outro lado da rua, o Parque Quinta Normal tem lago, áreas verdes e museus, como o Museo Nacional de Historia Natural.

Passa por: Museo de la Memoria y los Derechos Humanos, Parque Quinta Normal, Museo Nacional de Historia Natural.

Inclui: A entrada não é cobrada. Confira a programação de visitas guiadas.

Dica: Fecha às segundas-feiras. Reserve tempo sem pressa: muitas salas têm vídeos longos. Para quem quer entender o Chile de hoje, combina com a visita ao Palacio de La Moneda e ao Cementerio General.

Melhor época: O ano todo.

Sky Costanera, mirante a 300 metros

Sai de Providencia Metrô até a estação Tobalaba (linhas 1 e 4) e a pé cerca de 1 a 2 horas fim de tarde fácil

O Sky Costanera ocupa os andares 61 e 62 da Gran Torre Santiago, prédio de cerca de 300 m que faz parte do complexo Costanera Center, em Providencia. O acesso é pelo shopping, de onde um elevador sobe até o mirante. Lá em cima, as janelas de vidro dão vista de 360 graus: a Cordilheira dos Andes a leste, o Cerro San Cristóbal ao norte, o centro histórico a oeste e os bairros de Providencia e Las Condes, com seus prédios de escritórios, logo abaixo. Há café no mirante. Da estação Tobalaba, a caminhada até o Costanera Center leva cerca de 10 minutos.

Passa por: Sky Costanera, Gran Torre Santiago, Costanera Center, Providencia.

Inclui: Há ingresso. Confira a tabela atual.

Dica: Suba no fim da tarde para ver a cidade com luz do dia, o pôr do sol e as luzes da noite. Em dias de céu limpo, depois da chuva, a cordilheira aparece com mais nitidez.

Melhor época: O ano todo. No inverno, de junho a agosto, os picos costumam aparecer com neve.

Barrio Italia: antiquários, design e cafés

Sai de Estação Santa Isabel do metrô (linha 5) A pé cerca de 2 a 3 horas manhã ou tarde fácil

O Barrio Italia, na divisa entre Providencia e Ñuñoa, cresceu em volta da Avenida Italia como área de comércio de imigrantes e de oficinas de restauração de móveis. As casas baixas, de fachadas antigas, escondem atrás de portas estreitas galerias com lojas de antiguidades, móveis restaurados, objetos de decoração, design chileno, roupas de criadores locais e livrarias. No cruzamento com a rua Caupolicán, ainda se veem móveis antigos nas calçadas e restauradores trabalhando. Entre uma galeria e outra há cafés, padarias e restaurantes de cozinha chilena e internacional. É também um bom lugar para conhecer a once, o lanche da tarde chileno. Do centro, dá para chegar caminhando pelo Parque Bustamante a partir da estação Baquedano.

Passa por: Barrio Italia, Avenida Italia, Parque Bustamante.

Inclui: Passeio a pé, sem ingresso. Compras e refeições são pagas à parte.

Dica: Vá num sábado de manhã ou à tarde, quando as galerias estão todas abertas. Aos domingos e segundas-feiras, parte das lojas fecha.

Melhor época: O ano todo.

Viña Concha y Toro, em Pirque

Sai de Santiago Metrô linha 4 até Las Mercedes e táxi, ou excursão cerca de 1 hora de visita; meio dia com o trajeto manhã ou tarde fácil

A vinícola fica em Pirque, no Valle del Maipo, ao sul de Santiago. Foi fundada em 1883 por Don Melchor de Concha y Toro, e a visita começa pelos jardins da antiga casa da família, um casarão amarelo cercado de árvores centenárias e de um lago. O guia conta a história da vinícola e do projeto paisagístico, mostra um vinhedo didático com as principais variedades de uva plantadas no Chile e explica as etapas da produção. A visita desce até a bodega subterrânea, onde um vídeo conta a lenda do Casillero del Diablo, nome de uma das linhas mais conhecidas da casa. O tour tradicional inclui degustação guiada; há opções mais longas com sommelier. Por dentro, o casarão só abre em um tour específico.

Passa por: Viña Concha y Toro, Pirque, Casa de Don Melchor, Casillero del Diablo.

Inclui: Visita guiada com degustação; há grupos em português. Reserva antecipada pelo site da vinícola. Transporte à parte, ou incluído nas excursões. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve com antecedência, sobretudo de dezembro a março e em julho. Por conta própria: metrô até Tobalaba, troca para a linha 4 até Las Mercedes e táxi de cerca de 10 minutos, ou ônibus. Quem não bebe pode fazer a visita normalmente; confirme as opções para menores na reserva.

Melhor época: O ano todo. Na vindima, de março a abril, as parreiras estão carregadas; no inverno ficam sem folhas.

Viña Cousiño Macul, vinícola dentro da cidade

Sai de Santiago Metrô linha 4 até Quilín e táxi cerca de 1 hora e 30 minutos manhã ou tarde fácil

A Cousiño Macul fica em Peñalolén, no leste de Santiago, ao pé da pré-cordilheira, e é a vinícola mais fácil de alcançar a partir dos bairros de Providencia e Las Condes. Fundada em 1856, segue nas mãos da mesma família, na sexta geração. A visita começa pelo vinhedo, em alguns tours de bicicleta, com explicações sobre as uvas cultivadas ali e a seleção dos cachos. Na bodega, o guia mostra os antigos tonéis de carvalho chileno de 30 mil litros, hoje peças de museu, e a sala de guarda construída no século XIX, que mantém a estrutura original e guarda garrafas de safras antigas. No fim, há degustação guiada.

Passa por: Viña Cousiño Macul, Peñalolén, Valle del Maipo.

Inclui: Visita guiada com degustação, com reserva antecipada. Transporte à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Fecha às segundas-feiras. Do centro: metrô linha 1 até Tobalaba, troca para a linha 4 até Quilín e táxi curto até a vinícola. Combina com uma manhã livre antes de um passeio pela cidade à tarde.

Melhor época: O ano todo. De março a abril é a época da vindima.

Viña Santa Rita e Museo Andino, em Alto Jahuel

Sai de Santiago Carro, excursão ou transfer (cerca de 45 km) cerca de 5 a 6 horas com o trajeto dia inteiro fácil

A Santa Rita fica em Alto Jahuel, na comuna de Buin, cerca de 45 km ao sul do centro de Santiago, no Valle del Maipo. Foi fundada em 1880 por Domingo Fernández Concha numa antiga fazenda declarada Monumento Nacional. A história mais contada é a de Paula Jaraquemada, que escondeu ali 120 soldados patriotas durante a guerra de independência; daí vem o nome de uma das linhas da casa. A visita percorre o casarão histórico e seus jardins centenários, a igreja de estilo gótico da propriedade, os parreirais e a sala de barris, com explicações sobre a produção e degustação guiada no fim. No mesmo terreno fica o Museo Andino, com peças arqueológicas e etnográficas de povos do Chile, como mapuches, atacamenhos e rapa nui.

Passa por: Viña Santa Rita, Alto Jahuel, Buin, Museo Andino, Valle del Maipo.

Inclui: A visita à vinícola tem ingresso e exige reserva; a vinícola não recebe visitantes sem agendamento. A entrada do Museo Andino não é cobrada. Transporte e refeições à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Os horários com guia em português são poucos e esgotam na alta temporada: reserve cedo. De carro, a saída é pela Autopista Central ou pelo Acceso Sur, rumo a Buin e Alto Jahuel. O museu fecha às segundas-feiras.

Melhor época: O ano todo. De março a abril é a época da vindima.

Cajón del Maipo e Embalse El Yeso

Sai de Santiago Excursão em van ou carro alto (4x4) pela Ruta G-25 cerca de 10 a 11 horas dia inteiro fácil (altitude de 2.568 m)

O Cajón del Maipo é o vale do Río Maipo, que entra na Cordilheira dos Andes a sudeste de Santiago. A estrada G-25, o Camino al Volcán, passa por San José de Maipo, com sua Plaza de Armas histórica, e pelo setor de San Alfonso, entre paredões de montanha. Depois, um desvio de terra e cascalho sobe pelo vale do Río Yeso até o Embalse El Yeso, represa a 2.568 m de altitude, construída em 1964 para abastecer Santiago de água. O lago, de água verde-azulada, fica cercado de picos que passam boa parte do ano com neve. Ao todo são cerca de 100 km de Santiago, umas 2 a 3 horas de viagem por trecho. As excursões param em mirantes e costumam servir um lanche ao ar livre junto ao lago. O vale tem ainda rafting no Río Maipo, cavalgadas, trilhas como a da Cascada de las Ánimas e termas, como as de Valle de Colina, no alto do vale.

Passa por: Cajón del Maipo, Río Maipo, San José de Maipo, San Alfonso, Embalse El Yeso.

Inclui: Nas excursões, em geral: busca no hotel, transporte, guia e lanche. Atividades como rafting e termas são pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Leve casaco, gorro, óculos escuros e protetor solar: venta e faz frio mesmo no verão. O trecho final é de cascalho; de carro, só com veículo alto ou 4x4. A descida até a margem do lago pode ser restrita, e a vista é a partir da estrada. No inverno, a estrada pode fechar por neve; confira antes.

Melhor época: De outubro a abril, com a estrada até o El Yeso aberta. De junho a setembro, a neve costuma fechar o acesso ao lago, e as excursões mudam o roteiro.

Neve perto de Santiago: Farellones, El Colorado, La Parva e Valle Nevado

Sai de Santiago (Las Condes) Excursão, transfer ou carro com correntes pela Ruta G-21 cerca de 8 a 10 horas dia inteiro fácil (altitude de 2.340 a 3.000 m)

As estações de esqui ficam a nordeste de Santiago, na Cordilheira dos Andes, e são alcançadas por uma única estrada, a G-21, que sai de Las Condes e sobe em mais de 40 curvas fechadas. Farellones, a vila mais próxima, fica a cerca de 36 km da cidade e a 2.340 m de altitude; é a escolhida por famílias e por quem quer só brincar na neve, com áreas de trenó. Logo acima ficam El Colorado e La Parva, com pistas para esquiadores e snowboarders. Valle Nevado, aberta em 1988, fica mais adiante, com base a cerca de 3.000 m, e é a mais procurada pelos brasileiros, com escola de esqui e restaurantes no próprio centro. Os tours de dia de neve saem de manhã, param no caminho para alugar roupas e botas e passam o dia em Farellones ou Valle Nevado. Quem quer esquiar compra o passe de teleféricos e aluga o equipamento na estação.

Passa por: Farellones, El Colorado, La Parva, Valle Nevado, Ruta G-21.

Inclui: Nas excursões, em geral: transporte de ida e volta e guia. Aluguel de roupas e equipamentos, aulas de esqui, passe dos teleféricos e refeições costumam ser pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Com neve, a estrada exige correntes, e nos dias de pico a subida é liberada só pela manhã e a descida à tarde. Para quem não tem experiência, o tour ou transfer evita dirigir nas curvas. Use óculos escuros e protetor solar: o sol na neve queima. A altitude pode dar cansaço; suba sem pressa.

Melhor época: A temporada de esqui costuma ir de meados de junho a setembro, às vezes até outubro, conforme a neve. Julho e agosto costumam ter mais neve e mais movimento.

Cementerio General, a história do Chile em mausoléus

Sai de Estação Cementerios do metrô (linha 2) Metrô e a pé cerca de 2 horas manhã fácil (caminhada longa)

Criado por iniciativa de Bernardo O'Higgins no começo da década de 1820, o Cementerio General, em Recoleta, ao norte do centro, ocupa cerca de 85 hectares e funciona como um museu a céu aberto. As alamedas arborizadas têm mausoléus de famílias tradicionais e galerias de nichos. Ali estão enterrados quase todos os presidentes do Chile, entre eles Salvador Allende, e figuras da cultura como o cantor Víctor Jara e a compositora Violeta Parra. Um grande memorial, com uma parede de nomes, lembra os detidos desaparecidos e os executados políticos da ditadura. A visita mostra, em poucas horas, as camadas da história chilena, do século XIX aos dias de hoje.

Passa por: Cementerio General, Recoleta, Memorial del Detenido Desaparecido y del Ejecutado Político.

Inclui: A entrada não é cobrada. Há visitas guiadas, inclusive noturnas, com ingresso e inscrição. Confira a programação.

Dica: Defina antes os túmulos que quer ver: as distâncias lá dentro são grandes. Use roupa leve e chapéu no verão. Combina com o Museo de la Memoria para quem quer entender a história recente do país.

Melhor época: O ano todo.

Dia a dia

Roteiro de 3, 5 e 7 dias em Santiago

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

3 dias · Santiago em 3 dias: centro, cerros e uma vinícola

Para Para quem vai pela primeira vez e tem poucos dias, num fim de semana prolongado. · Base em Santiago (Providencia, Lastarria ou centro)
  1. Dia 1 · Chegada e fim de tarde no Cerro Santa Lucía

    Voo do Brasil para o aeroporto de Santiago (SCL). Os voos diurnos chegam no começo da tarde; do aeroporto ao hotel, vá de ônibus Centropuerto ou Turbus, transfer ou táxi oficial. No fim da tarde, suba o Cerro Santa Lucía para ver a cidade e a cordilheira e jante no Barrio Lastarria, logo ao lado. Quem chega em voo noturno, de madrugada, descansa pela manhã e faz o mesmo programa.

  2. Dia 2 · Centro histórico, mercados e Cerro San Cristóbal

    Pela manhã, faça o passeio do centro histórico: Plaza de Armas, Catedral e Palacio de La Moneda (confira se é dia de troca da guarda). Visite o Museo Chileno de Arte Precolombino, a uma quadra da praça, e almoce no Mercado Central, com uma volta pela La Vega Central. À tarde, atravesse o Río Mapocho até Bellavista, visite La Chascona e suba o Cerro San Cristóbal de funicular ou teleférico para ver o fim do dia lá do alto.

  3. Dia 3 · Vinícola e Sky Costanera

    Pela manhã, visite a Viña Concha y Toro, em Pirque, ou a Viña Cousiño Macul, mais perto, com reserva feita antes. À tarde, passeie pelo Barrio Italia ou por Providencia e suba ao Sky Costanera no fim da tarde, se o voo de volta for à noite. Para voos de volta mais cedo, troque a vinícola por Barrio Italia e Sky Costanera pela manhã.

5 dias · Santiago em 5 dias: cidade, Andes e Valparaíso
Para Para quem quer a cidade sem pressa e dois dias de passeio fora dela, na montanha e no litoral. · Base em Santiago (Providencia, Lastarria ou centro)
  1. Dia 1 · Chegada, Cerro Santa Lucía e Lastarria

    Voo do Brasil para Santiago (SCL), em voo diurno com chegada à tarde ou voo noturno com chegada de madrugada. Traslado ao hotel de ônibus, transfer ou táxi oficial. No fim da tarde, Cerro Santa Lucía e jantar no Barrio Lastarria.

  2. Dia 2 · Centro histórico, Precolombino e Mercado Central

    Manhã no centro histórico: Plaza de Armas, Catedral, Paseo Ahumada e Palacio de La Moneda, com a troca da guarda se for o dia. Visita ao Museo Chileno de Arte Precolombino. Almoço no Mercado Central e volta pela La Vega Central. À tarde, Museo Nacional de Bellas Artes e Parque Forestal.

  3. Dia 3 · Cajón del Maipo e Embalse El Yeso, ou dia de neve

    Dia inteiro fora da cidade. De outubro a abril, faça a excursão ao Cajón del Maipo e ao Embalse El Yeso, a 2.568 m. De meados de junho a setembro, troque pelo dia de neve em Farellones ou Valle Nevado, se as estações estiverem abertas. As excursões saem cedo e voltam no começo da noite.

  4. Dia 4 · Bellavista, La Chascona e Cerro San Cristóbal

    Pela manhã, visite uma vinícola perto da cidade, como a Viña Cousiño Macul ou a Viña Concha y Toro, com reserva. À tarde, caminhe por Bellavista, visite La Chascona e suba o Cerro San Cristóbal de funicular, descendo de teleférico pelo lado de Providencia. À noite, Sky Costanera.

  5. Dia 5 · Bate-volta a Valparaíso e volta ao Brasil

    Se o voo de volta for à noite, faça um bate-volta a Valparaíso, a cerca de 120 km, de ônibus a partir do Terminal Alameda ou em excursão, com os cerros Concepción e Alegre (Valparaíso e Viña del Mar têm página própria). Com voo mais cedo, fique em Santiago e passeie pelo Barrio Italia antes de seguir para o aeroporto.

7 dias · Santiago em 7 dias: cidade, vinícolas, montanha e litoral
Para Para quem quer conhecer Santiago com calma, incluindo museus, vinícolas e dois bate-voltas. · Base em Santiago (Providencia, Lastarria ou centro)
  1. Dia 1 · Chegada e Cerro Santa Lucía

    Voo do Brasil para Santiago (SCL). Com voo diurno, a chegada é à tarde; com voo noturno, de madrugada, e a manhã fica para descansar. Traslado ao hotel de ônibus Centropuerto ou Turbus, transfer ou táxi oficial. No fim da tarde, Cerro Santa Lucía e jantar no Barrio Lastarria.

  2. Dia 2 · Centro histórico e mercados

    Plaza de Armas, Catedral, Paseo Ahumada e Palacio de La Moneda pela manhã, com a troca da guarda se for o dia. Museo Chileno de Arte Precolombino. Almoço no Mercado Central e volta pela La Vega Central. À tarde, Museo Nacional de Bellas Artes, Parque Forestal e Lastarria.

  3. Dia 3 · Bellavista, La Chascona e Cerro San Cristóbal

    Manhã em Bellavista e visita a La Chascona. Suba o Cerro San Cristóbal de funicular ou pelo teleférico Pío Nono, vá até a Virgem da cumbre e desça de teleférico até a estação Oasis, perto do Jardín Japonés. No fim da tarde, Sky Costanera.

  4. Dia 4 · Cajón del Maipo e Embalse El Yeso, ou dia de neve

    De outubro a abril, excursão de dia inteiro ao Cajón del Maipo e ao Embalse El Yeso. De meados de junho a setembro, dia de neve em Farellones, El Colorado, La Parva ou Valle Nevado, conforme a temporada. Leve roupa de frio nos dois casos.

  5. Dia 5 · Vinícolas do Valle del Maipo

    Dia dedicado às vinícolas, com reservas feitas antes. Pela manhã, Viña Santa Rita, em Alto Jahuel, com o Museo Andino; à tarde, Viña Concha y Toro, em Pirque, que fica no caminho de volta. Sem carro, prefira uma excursão que junte as duas visitas.

  6. Dia 6 · Bate-volta a Valparaíso

    Ônibus a partir do Terminal Alameda até Valparaíso, cerca de 120 km pela Ruta 68, ou excursão que inclua Viña del Mar. Dia nos cerros Concepción e Alegre, com seus ascensores e murais, e volta a Santiago à noite. Valparaíso e Viña del Mar têm página própria, com os passeios em detalhe.

  7. Dia 7 · Memória, Barrio Italia e volta ao Brasil

    Pela manhã, Museo de la Memoria y los Derechos Humanos, de frente para o Parque Quinta Normal, ou o Cementerio General. Almoço e compras no Barrio Italia. Siga para o aeroporto com folga: o trânsito no fim da tarde pode ser pesado. Os museus fecham às segundas-feiras; se o último dia cair numa segunda, troque a visita pelo Cerro Santa Lucía ou por um passeio a pé por Providencia.

Melhor época

Quando ir: Santiago mês a mês

Setembro a novembro e março a maio têm temperaturas agradáveis e boa visibilidade da cordilheira. O verão é quente e seco, bom para o Cajón del Maipo. Entre junho e setembro costuma haver neve nos Andes e temporada de esqui, com noites frias na cidade.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva baixa

verão seco e quente · férias no Chile e no Brasil

Mês mais quente, com máximas médias perto de 30 °C e mínimas de 13 °C; quase não chove e o sol é forte. As noites são frescas. É a temporada do Cajón del Maipo e do Embalse El Yeso, com a estrada aberta, e das piscinas do Cerro San Cristóbal. Férias de verão no Chile e no Brasil: muitos santiaguinos vão para o litoral, e há muitos brasileiros na cidade. Reserve vinícolas e excursões antes.

Fevereiro Chuva baixa

calor seco · cidade mais vazia

Máximas médias perto de 30 °C e mínimas de 13 °C, sem chuva. Muitos moradores estão de férias fora da cidade, e o trânsito diminui. Bom mês para Cajón del Maipo, El Yeso e passeios a pé pela manhã e no fim da tarde. Férias de verão no Brasil até o Carnaval, com voos e excursões mais cheios.

Março Chuva baixa

fim do verão · vindima nas vinícolas

Máximas médias de 27 °C e mínimas de 11 °C, com tempo seco. Começa a vindima: nas vinícolas do Valle del Maipo, como Concha y Toro, Santa Rita e Cousiño Macul, as parreiras estão carregadas e há eventos de colheita. As aulas recomeçam no Chile e a cidade volta ao ritmo normal.

Abril Chuva baixa

outono ameno · vinhedos dourados

Máximas médias de 23 °C e mínimas de 9 °C; as primeiras chuvas do ano podem aparecer no fim do mês. As folhas das parreiras e das árvores do Parque Forestal ficam amarelas e vermelhas. Bom mês para caminhar pela cidade e para as vinícolas. Na Semana Santa, a procura por passeios aumenta.

Maio Chuva média

outono frio · começo das chuvas

Máximas médias de 19 °C e mínimas de 6 °C. É quando começam as frentes de chuva, em dias isolados. Depois da chuva, o ar fica limpo e a cordilheira aparece com as primeiras neves. A estrada para o Embalse El Yeso pode ter restrições por neve no fim do mês. Mês de pouco movimento turístico.

Junho Chuva média

inverno · abertura da temporada de esqui

Mês mais chuvoso, com máximas médias de 16 °C e mínimas de 5 °C; as chuvas vêm em frentes de alguns dias, e o resto do mês é seco e frio. A temporada de esqui em Farellones, El Colorado, La Parva e Valle Nevado costuma abrir em meados de junho, conforme a neve. O acesso ao Embalse El Yeso costuma fechar por neve.

Julho Chuva média

neve na cordilheira · férias de inverno

Mês mais frio, com máximas médias de 15 °C e mínimas de 4 °C; algumas manhãs ficam perto de zero. Chove em alguns dias. Férias de inverno no Chile e no Brasil: é o pico de procura dos tours de neve e das estações de esqui, com hotéis e excursões cheios. Reserve antes e leve roupa para frio.

Agosto Chuva média

inverno · alta temporada de esqui

Máximas médias de 17 °C e mínimas de 5 °C, com chuvas mais espaçadas. A temporada de esqui costuma seguir com neve e boa procura, sobretudo nos fins de semana. Nos dias claros depois da chuva, a vista dos Andes nevados a partir do Cerro San Cristóbal e do Sky Costanera fica mais nítida.

Setembro Chuva baixa

Fiestas Patrias · fim do inverno

Máximas médias de 20 °C e mínimas de 7 °C, com poucas chuvas. Em 18 e 19 de setembro são as Fiestas Patrias: há fondas com comida típica e cueca, e muitos museus, lojas e serviços fecham nesses dias. A temporada de esqui costuma ir até o fim do mês, às vezes até outubro. As árvores começam a florir.

Outubro Chuva baixa

primavera · cidade florida

Máximas médias de 23 °C e mínimas de 9 °C, com tempo seco. Primavera com parques floridos. Algumas estações de esqui ainda podem estar abertas no começo do mês, conforme a neve. A estrada para o Embalse El Yeso costuma reabrir à medida que a neve derrete. Bom mês para caminhar pela cidade.

Novembro Chuva baixa

primavera quente · menos movimento

Máximas médias de 26 °C e mínimas de 10 °C, quase sem chuva. Bom mês para passeios ao ar livre, Cajón del Maipo, El Yeso e vinícolas, antes das férias de verão. Os dias ficam longos e o movimento turístico é moderado.

Dezembro Chuva baixa

começo do verão · festas de fim de ano

Máximas médias de 29 °C e mínimas de 12 °C, sem chuva. Começa o verão, com dias longos e sol forte. Na segunda metade do mês, as festas de fim de ano e o começo das férias no Brasil aumentam a procura por voos, vinícolas e excursões. Reserve com antecedência.

Planeje o caminho

Como chegar: Santiago

Do Brasil de avião

Há voos diretos do Brasil para Santiago, no aeroporto Arturo Merino Benítez (SCL), a partir de São Paulo e do Rio de Janeiro e, conforme a época e a companhia, também de outras capitais, como Brasília, Florianópolis, Porto Alegre e Salvador. Das demais cidades, a viagem é com conexão. Confirme antes de comprar. O aeroporto fica em Pudahuel, cerca de 20 km a oeste do centro de Santiago, e é a porta de entrada do país: daqui saem os voos domésticos para o resto do Chile.

Do aeroporto ao centro de Santiago

Ônibus: a Centropuerto vai do aeroporto até a estação Los Héroes do metrô, com paradas em estações como Pajaritos, Las Rejas, Universidad de Santiago e Estación Central, todas na linha 1; a Turbus leva ao Terminal Alameda, ao lado da estação Universidad de Santiago, também com paradas no caminho. Os dois saem do primeiro nível dos terminais internacional e doméstico, com frequência ao longo do dia. Do ponto final, siga de metrô ou táxi até o hotel. Táxi oficial: contrate só nos balcões da área de desembarque, com tarifa por zona de destino; recuse ofertas de motoristas que abordam passageiros na saída. Transfer: há vans compartilhadas, como as da Transvip e da Delfos, contratadas no balcão ou pela internet, que deixam cada passageiro no hotel, e transfers privativos com reserva antecipada.

De ônibus: rodoviárias de Santiago

Santiago tem várias rodoviárias lado a lado na Alameda, em Estación Central: o Terminal Alameda, da Turbus e da Pullman, ao lado da estação Universidad de Santiago do metrô, e o Terminal de Buses Santiago, o Terminal Sur, logo ao lado. Delas saem os ônibus para todo o país. Para Valparaíso e Viña del Mar, os ônibus da Turbus e da Pullman saem com muita frequência, e a viagem leva de 1 hora e 15 minutos a 2 horas, conforme o trânsito. Nos fins de semana de dezembro a março, compre a passagem antes.

De carro

Para os passeios fora da cidade, o carro alugado dá liberdade. As autopistas urbanas de Santiago cobram pedágio eletrônico (TAG): confirme com a locadora se o carro tem o dispositivo ativo. Para as estações de esqui, a estrada é a G-21, a partir de Las Condes, com mais de 40 curvas fechadas; com neve, as correntes são obrigatórias, e nos dias de pico a subida é liberada só pela manhã e a descida à tarde. Para o Cajón del Maipo, a estrada é a G-25, por San José de Maipo; o trecho final até o Embalse El Yeso é de cascalho e pede carro alto ou 4x4. Para a Viña Santa Rita, siga pela Autopista Central ou pelo Acceso Sur rumo a Buin. Para Valparaíso e Viña del Mar, a estrada é a Ruta 68, com cerca de 120 km.

Como circular em Santiago

O metrô de Santiago tem várias linhas e liga o centro, Providencia, Las Condes, Bellavista (estação Baquedano) e os bairros de compras; é o jeito mais prático de se deslocar. Para pagar, use o cartão Bip!, vendido e recarregado nas estações, que também vale nos ônibus urbanos da rede RED; no metrô também se paga com cartão bancário ou celular por aproximação. O metrô não funciona de madrugada e fica lotado nos horários de pico. Táxis e carros de aplicativo completam os trajetos. Para Cajón del Maipo, estações de esqui e vinícolas mais distantes, o mais simples é a excursão com busca no hotel.

Documentos e fuso horário

O brasileiro entra no Chile com o RG (carteira de identidade) ou o passaporte válidos. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores de idade, confirme as exigências antes de ir. O Chile continental fica uma hora atrás de Brasília ou no mesmo horário, conforme a época do ano (horário de verão chileno).

Ingressos e reservas

Em Santiago, vários museus públicos não cobram entrada, como o Museo Nacional de Bellas Artes e o Museo de la Memoria y los Derechos Humanos; quase todos fecham às segundas-feiras. Têm ingresso o Museo Chileno de Arte Precolombino, La Chascona, o Sky Costanera, o funicular e os teleféricos do Cerro San Cristóbal. A visita guiada ao Palacio de La Moneda exige inscrição prévia. As vinícolas, como Concha y Toro, Cousiño Macul e Santa Rita, cobram a visita e pedem reserva. Nas estações de esqui, o passe dos teleféricos e o aluguel de equipamento são pagos à parte. Confira a tabela atual antes de ir.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

Setembro a novembro e março a maio têm temperaturas agradáveis e boa visibilidade da cordilheira. O verão é quente e seco, bom para o Cajón del Maipo. Entre junho e setembro costuma haver neve nos Andes e temporada de esqui, com noites frias na cidade.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Reserve três dias para a cidade e mais um ou dois para os arredores: uma vinícola, o Cajón del Maipo ou a neve em Farellones e Valle Nevado. Santiago também é a base para conhecer Valparaíso e o litoral central.

Em que cidade se hospedar

Providencia é a escolha mais comum: fica entre o centro e os bairros modernos, tem metrô, restaurantes e ruas arborizadas, perto da avenida Providencia e do Costanera Center. Lastarria e a área do Parque Forestal deixam tudo do centro histórico a pé e têm vida cultural à noite. Bellavista serve a quem quer sair à noite e aceita mais barulho. Las Condes, mais a leste, é residencial e de negócios, com acesso fácil à estrada da neve. Para o Cajón del Maipo, há pousadas e cabanas em San José de Maipo e San Alfonso.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Santiago

Como chegar a Santiago a partir do Brasil?

De avião, até o aeroporto internacional Arturo Merino Benítez, a cerca de 17 km do centro. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. O brasileiro entra no Chile com o RG ou o passaporte válidos. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar.

Quantos dias ficar em Santiago?

Três dias para a cidade e mais um ou dois para bate-voltas. Quem vai no inverno e quer esquiar deve somar pelo menos um dia de montanha.

Em que época do ano visitar Santiago?

Primavera, de setembro a novembro, e outono, de março a maio, têm clima ameno. O verão, de dezembro a março, é quente e seco. Para neve e esqui, a temporada costuma ir de junho a setembro.

Precisa de carro em Santiago?

Não para a cidade, que tem metrô e ônibus. O carro ajuda nos passeios à cordilheira e ao Cajón del Maipo, mas agências fazem esses trajetos, e a subida à neve pode exigir correntes.

Que bate-voltas dá para fazer a partir de Santiago?

Dentro da região metropolitana: vinícolas do vale do Maipo, como Concha y Toro e Cousiño Macul; o Cajón del Maipo e o Embalse El Yeso; e, no inverno, as estações de esqui de Farellones, El Colorado, La Parva e Valle Nevado. Fora dela, Valparaíso e Viña del Mar ficam a cerca de uma hora e meia.

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