Museo Chileno de Arte Precolombino
Sai de Plaza de Armas A pé, a uma quadra da praça cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil
O museu ocupa o antigo Palacio de la Real Aduana, a uma quadra a oeste da Plaza de Armas. Foi aberto em 1981 com a coleção do arquiteto Sergio Larraín García-Moreno e ampliado em 2014. São mais de 3.000 peças de cerca de 100 povos, cobrindo uns 10 mil anos de história das Américas, da Mesoamérica aos Andes. Entre os destaques estão um tecido pintado da cultura Chavín com quase 3.000 anos, um quipu inca (o sistema de cordões com nós usado para registros), uma estátua de Xipe Totec, cerâmicas da cultura Valdivia, urnas de Aguada e as pequenas bandejas de rapé de San Pedro de Atacama.
Passa por: Museo Chileno de Arte Precolombino, Palacio de la Real Aduana, Plaza de Armas.
Inclui: Há ingresso. Confira a tabela atual e os dias de entrada sem cobrança.
Dica: Fecha às segundas-feiras. É uma boa parada para as horas mais quentes do dia no verão, entre a Plaza de Armas e La Moneda.
Melhor época: O ano todo.
Museo de la Memoria y los Derechos Humanos e Parque Quinta Normal
Sai de Estação Quinta Normal do metrô (linha 5) Metrô e a pé cerca de 2 a 3 horas manhã ou tarde fácil
Inaugurado em 2010, o Museo de la Memoria y los Derechos Humanos (Museu da Memória) trata das violações de direitos humanos durante a ditadura militar chilena, de 1973 a 1990. O prédio moderno fica na rua Matucana, de frente para o Parque Quinta Normal. A exposição percorre o golpe de 11 de setembro de 1973, a repressão, o exílio, a resistência e a volta da democracia, com fotos, recortes de jornal, cartas de presos, objetos, vídeos e depoimentos de sobreviventes. A visita é densa e reflexiva; muitos brasileiros fazem paralelos com a história do Brasil no mesmo período. Do outro lado da rua, o Parque Quinta Normal tem lago, áreas verdes e museus, como o Museo Nacional de Historia Natural.
Passa por: Museo de la Memoria y los Derechos Humanos, Parque Quinta Normal, Museo Nacional de Historia Natural.
Inclui: A entrada não é cobrada. Confira a programação de visitas guiadas.
Dica: Fecha às segundas-feiras. Reserve tempo sem pressa: muitas salas têm vídeos longos. Para quem quer entender o Chile de hoje, combina com a visita ao Palacio de La Moneda e ao Cementerio General.
Melhor época: O ano todo.
Sky Costanera, mirante a 300 metros
Sai de Providencia Metrô até a estação Tobalaba (linhas 1 e 4) e a pé cerca de 1 a 2 horas fim de tarde fácil
O Sky Costanera ocupa os andares 61 e 62 da Gran Torre Santiago, prédio de cerca de 300 m que faz parte do complexo Costanera Center, em Providencia. O acesso é pelo shopping, de onde um elevador sobe até o mirante. Lá em cima, as janelas de vidro dão vista de 360 graus: a Cordilheira dos Andes a leste, o Cerro San Cristóbal ao norte, o centro histórico a oeste e os bairros de Providencia e Las Condes, com seus prédios de escritórios, logo abaixo. Há café no mirante. Da estação Tobalaba, a caminhada até o Costanera Center leva cerca de 10 minutos.
Passa por: Sky Costanera, Gran Torre Santiago, Costanera Center, Providencia.
Inclui: Há ingresso. Confira a tabela atual.
Dica: Suba no fim da tarde para ver a cidade com luz do dia, o pôr do sol e as luzes da noite. Em dias de céu limpo, depois da chuva, a cordilheira aparece com mais nitidez.
Melhor época: O ano todo. No inverno, de junho a agosto, os picos costumam aparecer com neve.
Barrio Italia: antiquários, design e cafés
Sai de Estação Santa Isabel do metrô (linha 5) A pé cerca de 2 a 3 horas manhã ou tarde fácil
O Barrio Italia, na divisa entre Providencia e Ñuñoa, cresceu em volta da Avenida Italia como área de comércio de imigrantes e de oficinas de restauração de móveis. As casas baixas, de fachadas antigas, escondem atrás de portas estreitas galerias com lojas de antiguidades, móveis restaurados, objetos de decoração, design chileno, roupas de criadores locais e livrarias. No cruzamento com a rua Caupolicán, ainda se veem móveis antigos nas calçadas e restauradores trabalhando. Entre uma galeria e outra há cafés, padarias e restaurantes de cozinha chilena e internacional. É também um bom lugar para conhecer a once, o lanche da tarde chileno. Do centro, dá para chegar caminhando pelo Parque Bustamante a partir da estação Baquedano.
Passa por: Barrio Italia, Avenida Italia, Parque Bustamante.
Inclui: Passeio a pé, sem ingresso. Compras e refeições são pagas à parte.
Dica: Vá num sábado de manhã ou à tarde, quando as galerias estão todas abertas. Aos domingos e segundas-feiras, parte das lojas fecha.
Melhor época: O ano todo.
Viña Concha y Toro, em Pirque
Sai de Santiago Metrô linha 4 até Las Mercedes e táxi, ou excursão cerca de 1 hora de visita; meio dia com o trajeto manhã ou tarde fácil
A vinícola fica em Pirque, no Valle del Maipo, ao sul de Santiago. Foi fundada em 1883 por Don Melchor de Concha y Toro, e a visita começa pelos jardins da antiga casa da família, um casarão amarelo cercado de árvores centenárias e de um lago. O guia conta a história da vinícola e do projeto paisagístico, mostra um vinhedo didático com as principais variedades de uva plantadas no Chile e explica as etapas da produção. A visita desce até a bodega subterrânea, onde um vídeo conta a lenda do Casillero del Diablo, nome de uma das linhas mais conhecidas da casa. O tour tradicional inclui degustação guiada; há opções mais longas com sommelier. Por dentro, o casarão só abre em um tour específico.
Passa por: Viña Concha y Toro, Pirque, Casa de Don Melchor, Casillero del Diablo.
Inclui: Visita guiada com degustação; há grupos em português. Reserva antecipada pelo site da vinícola. Transporte à parte, ou incluído nas excursões. Confira a tabela atual.
Dica: Reserve com antecedência, sobretudo de dezembro a março e em julho. Por conta própria: metrô até Tobalaba, troca para a linha 4 até Las Mercedes e táxi de cerca de 10 minutos, ou ônibus. Quem não bebe pode fazer a visita normalmente; confirme as opções para menores na reserva.
Melhor época: O ano todo. Na vindima, de março a abril, as parreiras estão carregadas; no inverno ficam sem folhas.
Viña Cousiño Macul, vinícola dentro da cidade
Sai de Santiago Metrô linha 4 até Quilín e táxi cerca de 1 hora e 30 minutos manhã ou tarde fácil
A Cousiño Macul fica em Peñalolén, no leste de Santiago, ao pé da pré-cordilheira, e é a vinícola mais fácil de alcançar a partir dos bairros de Providencia e Las Condes. Fundada em 1856, segue nas mãos da mesma família, na sexta geração. A visita começa pelo vinhedo, em alguns tours de bicicleta, com explicações sobre as uvas cultivadas ali e a seleção dos cachos. Na bodega, o guia mostra os antigos tonéis de carvalho chileno de 30 mil litros, hoje peças de museu, e a sala de guarda construída no século XIX, que mantém a estrutura original e guarda garrafas de safras antigas. No fim, há degustação guiada.
Passa por: Viña Cousiño Macul, Peñalolén, Valle del Maipo.
Inclui: Visita guiada com degustação, com reserva antecipada. Transporte à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Fecha às segundas-feiras. Do centro: metrô linha 1 até Tobalaba, troca para a linha 4 até Quilín e táxi curto até a vinícola. Combina com uma manhã livre antes de um passeio pela cidade à tarde.
Melhor época: O ano todo. De março a abril é a época da vindima.
Viña Santa Rita e Museo Andino, em Alto Jahuel
Sai de Santiago Carro, excursão ou transfer (cerca de 45 km) cerca de 5 a 6 horas com o trajeto dia inteiro fácil
A Santa Rita fica em Alto Jahuel, na comuna de Buin, cerca de 45 km ao sul do centro de Santiago, no Valle del Maipo. Foi fundada em 1880 por Domingo Fernández Concha numa antiga fazenda declarada Monumento Nacional. A história mais contada é a de Paula Jaraquemada, que escondeu ali 120 soldados patriotas durante a guerra de independência; daí vem o nome de uma das linhas da casa. A visita percorre o casarão histórico e seus jardins centenários, a igreja de estilo gótico da propriedade, os parreirais e a sala de barris, com explicações sobre a produção e degustação guiada no fim. No mesmo terreno fica o Museo Andino, com peças arqueológicas e etnográficas de povos do Chile, como mapuches, atacamenhos e rapa nui.
Passa por: Viña Santa Rita, Alto Jahuel, Buin, Museo Andino, Valle del Maipo.
Inclui: A visita à vinícola tem ingresso e exige reserva; a vinícola não recebe visitantes sem agendamento. A entrada do Museo Andino não é cobrada. Transporte e refeições à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Os horários com guia em português são poucos e esgotam na alta temporada: reserve cedo. De carro, a saída é pela Autopista Central ou pelo Acceso Sur, rumo a Buin e Alto Jahuel. O museu fecha às segundas-feiras.
Melhor época: O ano todo. De março a abril é a época da vindima.
Cajón del Maipo e Embalse El Yeso
Sai de Santiago Excursão em van ou carro alto (4x4) pela Ruta G-25 cerca de 10 a 11 horas dia inteiro fácil (altitude de 2.568 m)
O Cajón del Maipo é o vale do Río Maipo, que entra na Cordilheira dos Andes a sudeste de Santiago. A estrada G-25, o Camino al Volcán, passa por San José de Maipo, com sua Plaza de Armas histórica, e pelo setor de San Alfonso, entre paredões de montanha. Depois, um desvio de terra e cascalho sobe pelo vale do Río Yeso até o Embalse El Yeso, represa a 2.568 m de altitude, construída em 1964 para abastecer Santiago de água. O lago, de água verde-azulada, fica cercado de picos que passam boa parte do ano com neve. Ao todo são cerca de 100 km de Santiago, umas 2 a 3 horas de viagem por trecho. As excursões param em mirantes e costumam servir um lanche ao ar livre junto ao lago. O vale tem ainda rafting no Río Maipo, cavalgadas, trilhas como a da Cascada de las Ánimas e termas, como as de Valle de Colina, no alto do vale.
Passa por: Cajón del Maipo, Río Maipo, San José de Maipo, San Alfonso, Embalse El Yeso.
Inclui: Nas excursões, em geral: busca no hotel, transporte, guia e lanche. Atividades como rafting e termas são pagas à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Leve casaco, gorro, óculos escuros e protetor solar: venta e faz frio mesmo no verão. O trecho final é de cascalho; de carro, só com veículo alto ou 4x4. A descida até a margem do lago pode ser restrita, e a vista é a partir da estrada. No inverno, a estrada pode fechar por neve; confira antes.
Melhor época: De outubro a abril, com a estrada até o El Yeso aberta. De junho a setembro, a neve costuma fechar o acesso ao lago, e as excursões mudam o roteiro.
Neve perto de Santiago: Farellones, El Colorado, La Parva e Valle Nevado
Sai de Santiago (Las Condes) Excursão, transfer ou carro com correntes pela Ruta G-21 cerca de 8 a 10 horas dia inteiro fácil (altitude de 2.340 a 3.000 m)
As estações de esqui ficam a nordeste de Santiago, na Cordilheira dos Andes, e são alcançadas por uma única estrada, a G-21, que sai de Las Condes e sobe em mais de 40 curvas fechadas. Farellones, a vila mais próxima, fica a cerca de 36 km da cidade e a 2.340 m de altitude; é a escolhida por famílias e por quem quer só brincar na neve, com áreas de trenó. Logo acima ficam El Colorado e La Parva, com pistas para esquiadores e snowboarders. Valle Nevado, aberta em 1988, fica mais adiante, com base a cerca de 3.000 m, e é a mais procurada pelos brasileiros, com escola de esqui e restaurantes no próprio centro. Os tours de dia de neve saem de manhã, param no caminho para alugar roupas e botas e passam o dia em Farellones ou Valle Nevado. Quem quer esquiar compra o passe de teleféricos e aluga o equipamento na estação.
Passa por: Farellones, El Colorado, La Parva, Valle Nevado, Ruta G-21.
Inclui: Nas excursões, em geral: transporte de ida e volta e guia. Aluguel de roupas e equipamentos, aulas de esqui, passe dos teleféricos e refeições costumam ser pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Com neve, a estrada exige correntes, e nos dias de pico a subida é liberada só pela manhã e a descida à tarde. Para quem não tem experiência, o tour ou transfer evita dirigir nas curvas. Use óculos escuros e protetor solar: o sol na neve queima. A altitude pode dar cansaço; suba sem pressa.
Melhor época: A temporada de esqui costuma ir de meados de junho a setembro, às vezes até outubro, conforme a neve. Julho e agosto costumam ter mais neve e mais movimento.
Cementerio General, a história do Chile em mausoléus
Sai de Estação Cementerios do metrô (linha 2) Metrô e a pé cerca de 2 horas manhã fácil (caminhada longa)
Criado por iniciativa de Bernardo O'Higgins no começo da década de 1820, o Cementerio General, em Recoleta, ao norte do centro, ocupa cerca de 85 hectares e funciona como um museu a céu aberto. As alamedas arborizadas têm mausoléus de famílias tradicionais e galerias de nichos. Ali estão enterrados quase todos os presidentes do Chile, entre eles Salvador Allende, e figuras da cultura como o cantor Víctor Jara e a compositora Violeta Parra. Um grande memorial, com uma parede de nomes, lembra os detidos desaparecidos e os executados políticos da ditadura. A visita mostra, em poucas horas, as camadas da história chilena, do século XIX aos dias de hoje.
Passa por: Cementerio General, Recoleta, Memorial del Detenido Desaparecido y del Ejecutado Político.
Inclui: A entrada não é cobrada. Há visitas guiadas, inclusive noturnas, com ingresso e inscrição. Confira a programação.
Dica: Defina antes os túmulos que quer ver: as distâncias lá dentro são grandes. Use roupa leve e chapéu no verão. Combina com o Museo de la Memoria para quem quer entender a história recente do país.
Melhor época: O ano todo.