Mérida fica num planalto estreito entre duas cordilheiras dos Andes venezuelanos, a cerca de 1.600 metros de altitude, com os picos nevados da Sierra Nevada à vista. Fundada em 1558, é a cidade da Universidad de Los Andes, uma das mais antigas do país, e por isso vive cheia de estudantes, cafés, livrarias e ruas animadas. O clima é fresco o ano inteiro, com dias de cerca de 22 °C e noites frias.
No centro, a Plaza Bolívar e a Catedral marcam o quadriculado colonial, e o Mercado Principal reúne artesanato, doces e comida andina. Da praça Las Heroínas parte o Mukumbarí, o teleférico que sobe em cinco estações até o Pico Espejo, a 4.765 metros de altitude, ao lado do Pico Bolívar, o ponto mais alto da Venezuela, com cerca de 4.978 metros. A viagem atravessa a floresta de neblina e o páramo, a vegetação de altitude dos frailejones, até as rochas e o gelo do topo.
Em volta da cidade, as estradas sobem a povoados de montanha. Jají, a oeste, é uma vila de casas brancas e varandas de madeira em volta de uma praça. Los Nevados, a mais de 2.700 metros, só se alcança por estrada de terra ou a pé, a partir de uma das estações do teleférico. A leste, a estrada transandina passa por Mucuchíes e Apartaderos até o Parque Nacional Sierra Nevada, onde a Laguna de Mucubají fica a cerca de 3.500 metros.
Para o brasileiro, Mérida é a montanha de uma viagem à Venezuela: frio, trutas, morangos com creme, trilhas e paisagens andinas. Chega-se de avião ao aeroporto da cidade ou ao de El Vigía, no vale, ou de ônibus a partir de Caracas, numa viagem longa pela cordilheira.
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