Paramaribo é a capital do Suriname e fica na margem esquerda do rio Suriname, a poucos quilômetros do Atlântico. O centro foi traçado pelos holandeses a partir do século 17, e as ruas ainda guardam casas de madeira brancas, com telhados íngremes, janelas verdes e escadas na frente, sobre bases de tijolo. O conjunto é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2002.
O centro se percorre a pé. O Forte Zeelandia, na beira do rio, guarda o Museu do Suriname. Atrás do palácio presidencial ficam as palmeiras do Palmentuin, e a Waterkant, a rua da beira-rio, leva ao Mercado Central. Na Gravenstraat, a Catedral de São Pedro e São Paulo é inteira de madeira. Na Keizerstraat, a Mesquita e a Sinagoga Neve Shalom ficam lado a lado, um retrato de uma cidade onde convivem descendentes de indianos, javaneses, africanos, chineses, judeus, indígenas e europeus.
Do outro lado do rio fica o distrito de Commewijne, com antigas plantações de açúcar e café, o Forte Nieuw Amsterdam e passeios de barco onde os botos-cinza costumam aparecer. Ao sul, a cerca de cem quilômetros em linha reta, o Parque Natural Brownsberg sobe a um planalto de floresta sobre o lago de Brokopondo.
Para o brasileiro, o Suriname tem o mesmo horário de Brasília. A língua oficial é o holandês, o sranan tongo se fala nas ruas e muita gente fala inglês. O dinheiro é o dólar surinamês, e os carros andam pela esquerda. A vacina contra a febre amarela costuma ser exigida na entrada para quem vem do Brasil; confirme antes de viajar.
Este roteiro tem 1 cidade: Paramaribo.