Lausanne e Montreux ficam na margem norte do Lago Léman, o lago que os brasileiros conhecem como Lago de Genebra, no cantão de Vaud. É a parte da Suíça onde se fala francês. O inglês é muito falado no turismo, e a moeda é o franco suíço: a Suíça não usa o euro.
Lausanne, capital do cantão, sobe do lago em ladeiras: a orla de Ouchy fica a 372 m de altitude e a Cité, o bairro da catedral, a 526 m. Um metrô sobre pneus vence a diferença. A cidade abriga a sede do Comitê Olímpico Internacional e o Musée Olympique, tem um bairro de museus ao lado da estação e uma catedral gótica onde um vigia anuncia as horas toda noite.
Entre Lausanne e Vevey se estende Lavaux, cerca de 800 hectares de vinhedos em terraços de pedra sobre o lago, que a Unesco inscreveu como Patrimônio Mundial em 2007. Trilhas, trenzinhos e trens regionais ligam as aldeias de vinicultores, onde a uva chasselas faz parte da cultura local há séculos.
Montreux fica no ponto em que o lago encontra as montanhas. A cidade ganhou fama com hotéis da Belle Époque e, a partir de 1967, com o Montreux Jazz Festival, em julho. Na orla estão a estátua de Freddie Mercury e o antigo estúdio do Queen; a poucos quilômetros, o Château de Chillon ocupa um rochedo dentro do lago. Dali saem o trem de cremalheira para os Rochers-de-Naye e o GoldenPass Express rumo a Interlaken.
Para o brasileiro, as duas cidades formam uma base tranquila para a Suíça francesa. Trens da SBB ligam Lausanne a Montreux em cerca de 20 a 30 minutos, e barcos a vapor da CGN fazem o mesmo trajeto pelo lago. Genebra fica a cerca de 40 minutos de trem de Lausanne.
Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Lausanne, Montreux.