Gotemburgo, Göteborg em sueco, fica na foz do rio Göta, de frente para o estreito de Kattegat, na costa oeste. Foi fundada em 1621 pelo rei Gustavo II Adolfo, que chamou engenheiros holandeses para desenhar uma cidade cercada de muralhas e cortada por canais. Os canais continuam lá, assim como o traçado em quadras do centro. É a segunda maior cidade do país e o maior porto da Escandinávia, e tem um jeito mais descontraído que Estocolmo.
O centro se percorre a pé ou de bonde, o principal transporte da cidade. A avenida Kungsportsavenyn, a Avenyn, sobe do canal até Götaplatsen, a praça com a estátua de Poseidon, o Museu de Arte e o teatro. Ao lado do canal fica o parque Trädgårdsföreningen, com a estufa de palmeiras do século 19. O mercado de peixe Feskekôrka, num prédio que parece uma igreja, mostra a ligação da cidade com o mar.
Haga, o bairro de casas de madeira sobre térreo de pedra, é o lugar do fika, com as grandes kanelbullar, os pães de canela. No alto do morro ao lado, a fortaleza Skansen Kronan vigia a cidade desde o século 17. O parque Liseberg, aberto em 1923, tem montanhas-russas, jardins e shows, e o Universeum, ao lado, reúne floresta tropical e aquário. Slottsskogen é o grande parque onde os moradores passam o domingo.
A meia hora do centro, de bonde e barco, o arquipélago do sul tem ilhas sem carros, com vilas de pescadores, rochas lisas e banho de mar no verão. A culinária gira em torno de frutos do mar: camarão, lagostim e o arenque. Para o brasileiro, Gotemburgo é a porta para a costa oeste e fica a 3 horas de trem de Estocolmo e de Oslo, e a cerca de 3h30 de Copenhague.
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