Dalarna é a província do centro da Suécia que muitos suecos consideram a imagem do país tradicional: florestas de pinheiros, lagos, aldeias de casas de madeira pintadas de vermelho com janelas brancas, festas de Midsommar com trajes típicos e o dalahäst, o cavalinho de madeira pintado, que virou símbolo nacional. Fica a cerca de 2h30 a 4 horas de trem de Estocolmo.
Falun, a capital da província, cresceu em torno da mina de cobre que funcionou por cerca de mil anos e que, no século 17, produzia a maior parte do cobre da Europa, financiando as guerras e o poder da Suécia. A mina e a cidade em volta são Patrimônio Mundial da UNESCO. Dos resíduos da mineração nasceu a tinta vermelha Falu rödfärg, a cor das casas de madeira de todo o país. A 13 km, na aldeia de Sundborn, fica a casa do pintor Carl Larsson e da artista têxtil Karin Larsson, cujo interior colorido influenciou a decoração sueca.
O lago Siljan, formado na cratera de um meteorito que caiu há cerca de 377 milhões de anos, é o coração da província. Em volta dele ficam Mora, onde nasceu o pintor Anders Zorn, que deixou casa, ateliê e museu; Rättvik, com o píer de madeira de mais de 600 metros sobre o lago e o mirante de Vidablick; Leksand e Tällberg, aldeias de casas de madeira na encosta. Em Nusnäs, perto de Mora, oficinas de família esculpem e pintam os cavalinhos de Dala à mão desde a década de 1920.
O Midsommar, numa sexta-feira de junho, é a grande festa da região, com mastros enfeitados, danças e música folclórica em quase toda aldeia. No inverno, a neve costuma cobrir a região, e no primeiro domingo de março Mora recebe a chegada do Vasaloppet, a corrida de esqui de 90 km que sai de Sälen. Para o brasileiro, Dalarna é o lugar para ver a Suécia do interior, de carro ou de trem, em dois a quatro dias.
Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Falun, Mora.