Vale do Douro

Vila Real · Viseu

Vale do Douro

Encostas de vinhedos em socalcos sobre o Rio Douro, berço do vinho do Porto, com Peso da Régua, o Pinhão e Lamego, a cerca de duas horas do Porto.

Norte

Na foto: Paisagem do Alto Douro Vinhateiro

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Conheça o lugar

Uma região para viver
sem pressa.

O Vale do Douro, no interior do norte de Portugal, é onde nascem as uvas do vinho do Porto. Em 1756, o Marquês de Pombal criou ali a Região Demarcada do Douro, considerada uma das primeiras regiões vinícolas demarcadas e regulamentadas do mundo. O Alto Douro Vinhateiro é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2001.

A paisagem é feita de socalcos, terraços de pedra construídos à mão nas encostas íngremes de xisto, onde os vinhedos descem até o rio. Quintas, como são chamadas as propriedades vinícolas, espalham-se pelas margens, e muitas recebem visitas com prova de vinhos.

Peso da Régua é a cidade de chegada, com o Museu do Douro e o cais dos barcos. Rio acima, o Pinhão é uma vila no coração das quintas, com a estação de azulejos e o miradouro de Casal de Loivos. Na margem sul, Lamego tem o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, com a grande escadaria barroca, a Sé e o castelo; perto ficam a ponte fortificada de Ucanha e caves de espumante.

Para o brasileiro, o Douro costuma ser um passeio a partir do Porto: de comboio pela Linha do Douro, que corre junto ao rio, de barco ou de carro. O verão é quente e seco no vale, e a vindima costuma ir do fim de agosto a outubro.

Este roteiro reúne 3 cidades que combinam na mesma viagem: Peso da Régua, Lamego, Pinhão.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

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Onde fica Vale do Douro
Peso da RéguaLamegoPinhão

Contornos: Direção-Geral do Território, CAOP 2025, CC BY 4.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Vale do Douro

✈ Aeroporto Francisco Sá Carneiro (OPO), em Maia · 125 km até Peso da Régua

A chegada do Brasil é pelo aeroporto do Porto (OPO). A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. Do Porto, a Linha do Douro leva cerca de duas horas até a Régua e duas horas e meia até o Pinhão; de carro, a Régua fica a cerca de 1h15.

Ponto de chegada sugerido: Peso da Régua

A experiência do lugar

O que fazer no Vale do Douro

Pinhão · Vila Real · Estação

Estação do Pinhão

Estação da Linha do Douro decorada com painéis de azulejos azuis e brancos que mostram paisagens do vale, a vindima e o transporte do vinho. É uma das estações mais fotografadas de Portugal.

Conhecer Estação do Pinhão

Peso da Régua · Vila Real · Museu

Museu do Douro

Museu dedicado à Região Demarcada do Douro e ao vinho do Porto, instalado na Casa da Companhia Velha, antiga sede da companhia criada pelo Marquês de Pombal em 1756. Fica junto ao rio, no centro da Régua.

Conhecer Museu do Douro

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Para escolher antes de ir

Passeios no Vale do Douro

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Excursão de um dia do Porto ao Vale do Douro

Sai de Porto (centro histórico) Micro-ônibus com guia, em grupo pequeno cerca de 10 horas e meia dia inteiro fácil

É a forma mais simples de ver o Douro para quem está hospedado no Porto e não quer dirigir. O grupo sai do centro do Porto de manhã cedo em micro-ônibus e sobe pela autoestrada até o Alto Douro Vinhateiro, a paisagem de vinhas em socalcos (terraços) de xisto que a UNESCO classificou como Património Mundial. O roteiro varia conforme a agência, mas em geral inclui a visita a duas ou três quintas, com explicação sobre a vinha e a produção, um almoço regional e um passeio curto de barco no rio, quase sempre no Pinhão. Algumas versões param em um miradouro (mirante) sobre o vale e passam pela Régua. A volta ao Porto é no fim da tarde ou no começo da noite. São muitas horas de estrada, com curvas no trecho final. Em troca, o viajante vê o vale sem se preocupar com carro, horários de trem ou reservas em cada quinta.

Passa por: Porto, Peso da Régua, Pinhão, Rio Douro, Alto Douro Vinhateiro.

Inclui: Transporte de ida e volta a partir do Porto, guia, visitas a quintas e, conforme o pacote, almoço e passeio de barco no Pinhão. Confira o que entra em cada oferta.

Dica: Prefira grupos pequenos: o micro-ônibus entra em estradas estreitas que um ônibus grande não alcança. Se você enjoa em estrada de curva, sente-se na frente.

Melhor época: De abril a outubro; em setembro e outubro costuma coincidir com a vindima.

Cruzeiro no rio Douro: Régua–Pinhão e trechos maiores

Sai de Peso da Régua (cais) ou Porto (Cais da Ribeira e Cais do Freixo) Barco de cruzeiro pelo rio, com volta de trem ou ônibus de cerca de 2 horas a um dia inteiro tarde ou dia inteiro fácil

Ver o vale a partir da água mostra os socalcos de baixo para cima, como os antigos barcos rabelos viam. O trecho mais procurado é o da Régua ao Pinhão, rio acima: são pouco mais de 2 horas a bordo, saindo do cais da Régua à tarde. No caminho, o barco passa pela eclusa da Barragem de Bagaúste, que o eleva cerca de 27 metros; a passagem pela eclusa é parte do passeio. A volta à Régua costuma ser de trem (comboio), pela Linha do Douro, na margem direita. Quem tem um dia inteiro pode fazer o cruzeiro longo, que sai do Porto de manhã e sobe o rio até a Régua. Nesse trecho o barco passa por duas eclusas: a da Barragem de Crestuma-Lever, com cerca de 14 metros, e a do Carrapatelo, com cerca de 35 metros. Esse percurso leva cerca de 7 horas a bordo, com café da manhã (pequeno-almoço) e almoço servidos no barco, e a volta ao Porto é de trem ou de ônibus (autocarro), conforme o operador. Há também versões de dois dias, que seguem rio acima além do Pinhão.

Passa por: Peso da Régua, Pinhão, Barragem de Bagaúste, Barragem do Carrapatelo, Barragem de Crestuma-Lever, Rio Douro.

Inclui: Passeio de barco com comentários a bordo. No cruzeiro longo saindo do Porto, refeições a bordo e transporte de volta; confira se o bilhete de trem está incluído.

Dica: No trecho Régua–Pinhão, compre o bilhete de trem de volta com antecedência ou confira os horários antes de embarcar. O cruzeiro precisa de número mínimo de passageiros.

Melhor época: A temporada costuma ir de abril a outubro; fora dela, as eclusas fecham para manutenção e as saídas ficam raras.

Trem pela Linha do Douro até o Pinhão e o Tua

Sai de Porto (Estação de São Bento ou Campanhã) Trem regional da CP cerca de 2 horas e meia até o Pinhão, por trecho dia inteiro fácil

A Linha do Douro liga o Porto ao Pocinho em cerca de 172 km, com 37 estações e apeadeiros, e é o jeito mais tranquilo de chegar ao vale sem carro. Os trens regionais da CP saem da Estação de São Bento, no centro do Porto, e passam por Campanhã. Até a Régua são cerca de 2 horas; até o Pinhão, cerca de 2 horas e meia; até o Pocinho, fim da linha, cerca de 3 horas e meia. Na primeira parte o trem cruza a periferia do Porto e o vale do Tâmega. Depois de Mosteirô a linha encosta no rio e os socalcos de vinha aparecem dos dois lados. Da Régua em diante, o trem corre pela margem direita, com o rio à vista, passa pela Barragem de Bagaúste e pela estação de Covelinhas e chega ao Pinhão, conhecido pelos painéis de azulejos. Seguindo até o Tua, a paisagem fica mais rochosa. Entre a Ferradosa e o Pocinho a linha passa para a margem esquerda. A linha liga três sítios Património Mundial: o Centro Histórico do Porto, o Alto Douro Vinhateiro e as gravuras rupestres do Vale do Côa.

Passa por: Linha do Douro, Estação de São Bento, Estação de Campanhã, Peso da Régua, Pinhão, Tua, Pocinho.

Inclui: Bilhete de trem regional, comprado na estação ou no site da CP. Não há reserva de lugar marcado nos regionais.

Dica: Chegue cedo a São Bento para escolher lugar à janela. Para ir e voltar no mesmo dia, desça no Pinhão e confira o horário do último trem de volta.

Melhor época: De abril a outubro, com dias longos; no inverno a viagem funciona, mas escurece cedo.

Pinhão: estação de azulejos e passeio de barco rabelo

Sai de Pinhão A pé, a partir da estação de trem cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil

O Pinhão é uma vila pequena no encontro do rio Pinhão com o Douro, que cresceu com o comércio do vinho do Porto e com a chegada da ferrovia. A estação de trem é o primeiro motivo da visita: tem 24 painéis com 3.047 azulejos, encomendados em 1937 à Fábrica Aleluia, de Aveiro. Os painéis mostram a região demarcada, as fainas da vinha, a vindima, as paisagens e os costumes do Douro. Na própria estação há uma loja de vinhos e produtos regionais. Da estação, a beira-rio fica a poucos minutos a pé. Ali saem passeios curtos de barco rabelo, a embarcação de vela quadrada que levava as pipas de vinho rio abaixo até o Porto. Esses passeios duram de 1 a 2 horas e sobem ou descem o rio diante das quintas vizinhas. Na própria vila fica a Quinta do Bomfim, com visitas guiadas pelas vinhas e pelo armazém do século XIX. O Pinhão é também a base para subir ao Miradouro de Casal de Loivos.

Passa por: Pinhão, Estação do Pinhão, Rio Douro, Rio Pinhão, Quinta do Bomfim.

Inclui: Entrada livre na estação. Passeio de barco pago à parte, com comentários gravados em português conforme o operador.

Dica: Combine o Pinhão com a viagem de trem: dá para ver os azulejos, fazer o barco e voltar ao Porto no mesmo dia. Leve chapéu: a beira-rio tem pouca sombra.

Melhor época: De abril a outubro para os barcos; a estação pode ser visitada o ano todo.

Visita a uma quinta com vinhas

Sai de Peso da Régua, Pinhão ou Lamego Carro, táxi ou excursão; algumas quintas ficam a pé do Pinhão cerca de 1 hora e meia a 2 horas manhã ou tarde fácil a moderada

As quintas são as propriedades agrícolas do Douro, com casa, armazéns e vinhas plantadas em socalcos de pedra seca. Muitas recebem visitantes, e a visita é a forma de entender como essa paisagem foi construída à mão em encostas de xisto. Em geral, um guia leva o grupo pela vinha, explica os socalcos, as castas e o trabalho ao longo do ano, e entra nos armazéns, onde estão lagares de granito e tonéis de madeira. A visita costuma terminar em uma sala com vista para o rio, com prova dos vinhos da casa. Na própria vila do Pinhão fica a Quinta do Bomfim, com um armazém do século XIX e um pequeno museu. Perto da Régua e de Lamego, quintas como a Quinta do Vallado e a Quinta da Pacheca têm programas de visita guiada. Para quem não bebe, a visita às vinhas e aos armazéns vale por si: peça bebida sem álcool na prova. Em setembro e outubro, algumas quintas abrem programas de vindima: o visitante colhe uvas com tesoura e cesto, conhece o lagar e, em certos casos, participa da pisa a pé, com música tradicional. A data exata da vindima depende do clima do verão e às vezes é definida poucos dias antes.

Passa por: Quinta do Bomfim, Quinta da Pacheca, Quinta do Vallado, Pinhão, Peso da Régua.

Inclui: Visita guiada às vinhas e aos armazéns, com prova ao final. Programas de vindima e de piquenique são pagos à parte e pedem reserva.

Dica: Reserve com antecedência: muitas quintas só recebem com hora marcada. A maior parte fica fora das vilas, e o carro ajuda; quem vai beber deve ir com motorista, táxi ou excursão.

Melhor época: O ano todo; a vindima costuma ser em setembro e outubro.

Estrada N222 de Peso da Régua ao Pinhão

Sai de Peso da Régua Carro cerca de 1 hora, com paradas manhã ou tarde fácil

A N222 é a estrada nacional que acompanha o Douro pela margem esquerda entre Peso da Régua e o Pinhão. O trecho tem cerca de 27 km e 93 curvas, quase sempre colado ao rio, com encostas de vinha de um lado e a água do outro. Um estudo de uma locadora de carros apontou a N222 como estrada ideal para dirigir, pela proporção entre retas e curvas, e a fama ficou. Para o visitante, o interesse está na paisagem e nas paradas: há recuos para fotografar, entradas de quintas e vistas para a linha de trem do outro lado do rio. No Pinhão, a ponte atravessa para a vila e a estação. A estrada é sinuosa e estreita em alguns trechos, com caminhões de vinho na época da vindima. Dirija devagar e pare só onde houver espaço.

Passa por: N222, Peso da Régua, Pinhão, Rio Douro, Alto Douro Vinhateiro.

Inclui: Só o percurso de carro. Quem não dirige pode fazer o trecho de táxi ou dentro de uma excursão.

Dica: Faça o trajeto no sentido Régua–Pinhão de manhã e volte pelo trem, se quiser variar. No verão, evite as horas mais quentes do meio do dia.

Melhor época: De março a junho e de setembro a outubro; em setembro e outubro as vinhas mudam de cor.

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Miradouro de São Leonardo de Galafura

Sai de Peso da Régua Carro ou táxi cerca de 1 hora no local manhã ou fim de tarde fácil

O miradouro fica a 640 metros de altitude, na freguesia de Galafura, no concelho de Peso da Régua, no alto da margem direita. Dali se vê um longo trecho do vale, com o rio fazendo curvas entre as encostas de vinha e, ao fundo, a Serra do Marão. Em dias limpos aparecem também povoações como Armamar, Sabrosa e Tabuaço. O escritor Miguel Torga, nascido perto dali, descreveu essa paisagem como um poema geológico e comparou o monte a um barco de quilha para o ar. Um painel de azulejos no local reproduz um texto dele. Há uma pequena capela, um parque de merendas com bancos de pedra e sombra e um marco geodésico. O acesso é por estrada de montanha a partir da zona de Covelinhas ou, vindo de Vila Real, pela EN313, seguindo as placas.

Passa por: Miradouro de São Leonardo de Galafura, Galafura, Peso da Régua, Serra do Marão, Rio Douro.

Inclui: Acesso livre ao miradouro e ao parque de merendas.

Dica: Vá de carro: não há transporte público até o alto. Leve lanche e água para usar o parque de merendas.

Melhor época: O ano todo; de setembro a outubro as vinhas ficam amarelas e avermelhadas.

Miradouro de Casal de Loivos

Sai de Pinhão Carro ou táxi, subindo do Pinhão cerca de 45 minutos no local manhã ou fim de tarde fácil

Casal de Loivos é uma aldeia do concelho de Alijó, no alto da encosta acima do Pinhão. O miradouro fica junto ao cemitério da aldeia e olha de cima para a vila e para a curva do rio, que ali desenha um S. Da varanda se reconhecem quintas conhecidas da região: a Quinta das Carvalhas em frente, a Quinta da Roêda logo abaixo e a Quinta da Foz à direita. Os socalcos descem em linhas paralelas até a água. A estrada de acesso sai do Pinhão e sobe em curvas estreitas. A visita é curta e combina com o Pinhão: suba de manhã cedo ou no fim da tarde, quando a luz lateral marca o desenho dos terraços.

Passa por: Miradouro de Casal de Loivos, Casal de Loivos, Pinhão, Quinta das Carvalhas, Quinta da Roêda, Quinta da Foz.

Inclui: Acesso livre ao miradouro.

Dica: A estrada é estreita; se não quiser dirigir, combine um táxi no Pinhão para subir e esperar. Quem gosta de caminhar pode subir a pé, mas a ladeira é longa e sem sombra.

Melhor época: De abril a outubro; em setembro e outubro dá para ver a vindima nas encostas.

Museu do Douro, em Peso da Régua

Sai de Peso da Régua A pé, a partir da estação de trem cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde fácil

O Museu do Douro ocupa a antiga Casa da Companhia Velha, na beira-rio de Peso da Régua, e é o lugar para entender a região antes de sair para as quintas e os miradouros. A exposição permanente, Memória da Terra do Vinho, fica no antigo Armazém 43, a poucos metros do edifício principal. Ela trata da vinha e do vinho, de como a paisagem foi moldada, do relevo, da fauna e da flora do vale. Também mostra os barcos rabelos, as quintas centenárias, as tradições da vindima, as ferramentas e a imagem das marcas de vinho do Porto. O museu monta ainda exposições temporárias e tem arquivo, biblioteca, restaurante e um bar com vista para o rio. Fica a uma caminhada curta da estação de trem, o que permite encaixar a visita entre a chegada à Régua e um cruzeiro à tarde.

Passa por: Museu do Douro, Casa da Companhia Velha, Peso da Régua.

Inclui: Ingresso pago à parte; confira a tabela atual. Fecha às segundas-feiras.

Dica: Comece a viagem pelo museu: a exposição explica os socalcos, a região demarcada e o rabelo, e o resto do roteiro ganha sentido.

Melhor época: O ano todo; bom programa para dias de chuva no inverno ou de calor forte no verão.

Lamego: Santuário de Nossa Senhora dos Remédios e Sé

Sai de Peso da Régua Carro, táxi ou ônibus até Lamego; a pé na cidade cerca de 4 horas manhã ou tarde moderada (escadaria)

Lamego fica na margem sul do Douro, perto da Régua, e é a cidade histórica do vale. Não tem estação de trem: chega-se de carro, táxi ou ônibus. O cartão-postal é o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, no alto do Monte de Santo Estêvão. Uma escadaria barroca de 686 degraus sobe da cidade até a igreja, em vários lances com estátuas, fontes e painéis de azulejos; uma das fontes é de Nicolau Nasoni. A construção começou em 1750 e só terminou em 1905. Os azulejos da igreja contam passagens da vida de Maria. Quem não quer subir a pé pode ir de carro até o alto e descer pela escadaria. No centro, a Sé de Lamego tem origem românica no século XII, com acréscimos góticos e renascentistas. Ao lado, o Museu de Lamego ocupa o antigo Paço Episcopal e guarda pinturas de Grão Vasco. Do castelo resta a torre de menagem, também do século XII. Em setembro a cidade faz as Festas de Nossa Senhora dos Remédios, com o dia 8 como feriado municipal.

Passa por: Lamego, Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, Monte de Santo Estêvão, Sé de Lamego, Museu de Lamego, Castelo de Lamego.

Inclui: Acesso ao santuário e à escadaria sem ingresso; o Museu de Lamego cobra entrada à parte, confira a tabela atual.

Dica: Suba a escadaria de manhã, antes do calor. No verão, leve água: há poucos pontos de sombra nos lances do meio.

Melhor época: De março a junho e de setembro a outubro; em setembro, as festas enchem a cidade.

Comboio Histórico do Douro

Sai de Peso da Régua (estação) Trem histórico da CP, ida e volta cerca de 3 horas e meia tarde fácil

O Comboio Histórico do Douro é um passeio turístico de ida e volta pela Linha do Douro entre a Régua e o Tua, com parada no Pinhão. São 36 km em cada sentido, a no máximo 50 km/h, em carruagens de madeira construídas entre 1908 e 1934. A tração é feita pela locomotiva a vapor 0186, de 1925, ou, em algumas temporadas, por uma locomotiva a diesel histórica, quando a de vapor não pode circular. O embarque é na estação da Régua, à tarde, com música tradicional na plataforma. Na ida, servem um brinde de vinho do Porto e doces regionais da Régua. No Tua o trem para enquanto a locomotiva é manobrada para a volta, e produtores locais mostram seus produtos. Na volta há parada no Pinhão para ver os azulejos da estação. As janelas abrem e as plataformas nas pontas das carruagens são o lugar preferido para fotos.

Passa por: Comboio Histórico do Douro, Peso da Régua, Pinhão, Tua, Linha do Douro.

Inclui: Viagem de ida e volta Régua–Tua com parada no Pinhão, animação a bordo e prova de produtos regionais. Ingresso pago à parte; confira a tabela atual.

Dica: Os lugares acabam cedo, sobretudo nos sábados de verão: reserve assim que a temporada for anunciada. Para quem vem do Porto, pegue um trem regional de manhã até a Régua.

Melhor época: A temporada costuma ir de junho a setembro ou outubro, principalmente aos sábados e domingos.

Casa de Mateus e Vila Real

Sai de Peso da Régua Carro ou táxi pela A24 cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil

A Casa de Mateus fica a cerca de 4 km do centro de Vila Real, ao norte do vale. É um solar barroco do século XVIII. A obra foi concluída em 1744; a autoria costuma ser atribuída ao arquiteto Nicolau Nasoni, sem confirmação documental. As alas de granito abraçam um pátio de entrada com escadaria trabalhada. A fachada ficou famosa no mundo todo por aparecer no rótulo de um vinho rosé. A casa é visitada com guia, que percorre os salões principais, e os jardins têm sebes de buxo recortadas, estátuas, roseiras e um túnel de ciprestes. A propriedade pertence a uma fundação cultural, que mantém também vinhas, pomares e mata. Vila Real, logo ao lado, é a principal cidade da região e pode ser vista no mesmo passeio. Da Régua até Mateus são cerca de 28 km, pela A24.

Passa por: Casa de Mateus, Vila Real, Mateus.

Inclui: Ingresso pago à parte para a casa e os jardins, com opção só de jardins; confira a tabela atual.

Dica: Encaixe Mateus no dia de chegada ou de saída do Douro, quando se vem do Porto pela A4: fica no caminho, perto de Vila Real.

Melhor época: De abril a outubro, quando os jardins estão floridos.

Miradouro de São Salvador do Mundo

Sai de Pinhão ou São João da Pesqueira Carro, pela N222 cerca de 1 hora no local manhã ou fim de tarde fácil a moderada

São Salvador do Mundo é um monte granítico de 493 metros perto de São João da Pesqueira, na margem sul do Douro, a leste do Pinhão. Pelas encostas há um conjunto de pequenas capelas, as mais antigas do século XVI, e o lugar é considerado o maior santuário do Alto Douro Vinhateiro. Do alto se vê o Cachão da Valeira, um estreitamento rochoso do rio, a Barragem da Valeira e a zona da Ferradosa. Antes das obras no rio, o Cachão era um obstáculo para os barcos rabelos; a tradição conta que os barqueiros rezavam ao santo ali. Ali morreu o Barão de Forrester, num naufrágio em 1861, e o corpo nunca foi encontrado. Uma tradição local diz que a moça que der um nó numa giesta com a mão esquerda, sem parar, casa em um ano. O acesso é de carro: do Pinhão, siga pela N222 até São João da Pesqueira e depois pelas estradas municipais em direção à Barragem da Valeira.

Passa por: Miradouro de São Salvador do Mundo, São João da Pesqueira, Cachão da Valeira, Barragem da Valeira, Ferradosa.

Inclui: Acesso livre ao monte e às capelas.

Dica: Use calçado firme: o caminho entre as capelas tem subidas de pedra. Combine com o Pinhão no mesmo dia.

Melhor época: De março a junho e de setembro a outubro; no verão, prefira o fim da tarde.

Ucanha e Salzedas, no Vale do Varosa

Sai de Lamego Carro ou táxi cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil

Ao sul de Lamego, o vale do rio Varosa guarda um conjunto de monumentos ligados aos monges cistercienses. Em Ucanha, no concelho de Tarouca, uma ponte medieval atravessa o Varosa e tem na entrada uma torre fortificada construída em 1465 pelo abade de Salzedas. A torre controlava quem entrava nas terras do mosteiro e cobrava a passagem; muitos a consideram a primeira portagem (pedágio) de Portugal. É Monumento Nacional. A poucos quilômetros fica o Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, mosteiro cisterciense masculino iniciado em 1168 e ampliado nos séculos XVII e XVIII. A visita mostra a igreja, o claustro monumental do século XVIII, obras de Grão Vasco e de outros pintores e um núcleo de arte religiosa. Um bilhete conjunto do Vale do Varosa inclui Salzedas, o Mosteiro de São João de Tarouca e o Convento de Santo António de Ferreirim.

Passa por: Ponte Fortificada de Ucanha, Ucanha, Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, Tarouca, Rio Varosa, Mosteiro de São João de Tarouca.

Inclui: Ponte e aldeia de Ucanha com acesso livre; o mosteiro tem ingresso, com opção de bilhete conjunto. Confira a tabela atual.

Dica: O mosteiro fecha às segundas-feiras e na hora do almoço. Encaixe Ucanha e Salzedas no mesmo dia de Lamego.

Melhor época: O ano todo; de abril a outubro o vale fica mais verde e florido.

Vale do Côa: Museu do Côa e gravuras rupestres

Sai de Vila Nova de Foz Côa (ou Pinhão, de carro) Carro até Vila Nova de Foz Côa; visita aos sítios com guia um dia, com o deslocamento dia inteiro moderada

No extremo leste do Alto Douro, o rio Côa corre para o norte até o Douro. Nos últimos 17 km do vale há gravuras rupestres ao ar livre, a maior parte do Paleolítico Superior, com cerca de 25 mil anos, além de gravuras do Neolítico, da Idade do Ferro e de épocas mais recentes. O conjunto é Património Mundial e forma o primeiro parque arqueológico de Portugal. O Museu do Côa, em Vila Nova de Foz Côa, apresenta a arte do vale e é o ponto de partida natural da visita. Três sítios recebem visitantes, sempre com guia especializado e com reserva: Canada do Inferno, o primeiro descoberto, perto de Vila Nova de Foz Côa; Ribeira de Piscos, em Muxagata; e Penascosa. A luz muda o que se vê: as gravuras aparecem e somem conforme a hora e a estação. Para quem está no Pinhão ou na Régua, o passeio ocupa o dia inteiro. De trem, a Linha do Douro chega ao Pocinho, perto de Foz Côa; dali é preciso carro ou táxi.

Passa por: Museu do Côa, Parque Arqueológico do Vale do Côa, Canada do Inferno, Penascosa, Ribeira de Piscos, Castelo Melhor, Muxagata, Vila Nova de Foz Côa, Pocinho.

Inclui: Ingresso do museu e das visitas aos sítios pago à parte; confira a tabela atual. As visitas aos sítios exigem reserva.

Dica: Reserve as visitas aos sítios com pelo menos uma semana de antecedência: os grupos são limitados. No verão, leve água, chapéu e calçado fechado.

Melhor época: Primavera (março a maio) e outono (setembro a outubro); no verão faz muito calor no vale.

Dia a dia

Roteiro de 2, 3 e 5 dias no Vale do Douro

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

2 dias · Douro em 2 dias, de trem e barco

Para Quem está no Porto e quer ver o vale sem dirigir, com uma noite no Pinhão. · Base em Pinhão (uma noite)
  1. Dia 1 · Linha do Douro e Pinhão

    Saia do Porto de manhã cedo pelo Trem pela Linha do Douro, a partir de São Bento, e desça no Pinhão depois de cerca de 2 horas e meia. Veja os azulejos da estação e caminhe até a beira-rio. À tarde, faça o passeio de barco rabelo e, se tiver reservado, a visita à Quinta do Bomfim. No fim do dia, suba de táxi ao Miradouro de Casal de Loivos para ver o S do rio com a luz baixa.

  2. Dia 2 · Quinta pela manhã e volta pela Régua

    De manhã, faça a visita a uma quinta com vinhas perto do Pinhão. Depois do almoço, pegue o trem curto até a Régua e visite o Museu do Douro, a poucos minutos a pé da estação. Se for sábado na temporada do Comboio Histórico do Douro, troque o museu pelo passeio histórico. Volte ao Porto no trem do fim da tarde.

3 dias · Douro em 3 dias, de carro
Para Quem aluga carro no Porto e quer quintas, miradouros e Lamego no mesmo roteiro. · Base em Peso da Régua
  1. Dia 1 · Do Porto à Régua por Mateus

    Saia do Porto pela A4 e pare na Casa de Mateus, perto de Vila Real, para a visita guiada e os jardins. Siga pela A24 até Peso da Régua. À tarde, visite o Museu do Douro e, se houver saída, faça o cruzeiro Régua–Pinhão, voltando de trem. Se preferir ficar em terra, suba ao Miradouro de São Leonardo de Galafura para o fim de tarde.

  2. Dia 2 · N222, Pinhão e miradouros

    Percorra a Estrada N222 de Peso da Régua ao Pinhão de manhã, parando para fotos. No Pinhão, veja a estação de azulejos e faça a visita a uma quinta com vinhas. À tarde, suba ao Miradouro de Casal de Loivos. Quem ainda tiver tempo pode seguir para o Miradouro de São Salvador do Mundo e voltar à Régua no fim do dia.

  3. Dia 3 · Lamego e volta ao Porto

    Atravesse para Lamego e suba a escadaria do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios de manhã. Visite a Sé e, se der, o Museu de Lamego. Depois do almoço, siga até Ucanha e Salzedas, no Vale do Varosa. Volte ao Porto pela A24 e pela A4 no fim da tarde.

5 dias · Douro em 5 dias, chegando do Brasil
Para Quem chega do Brasil pelo Porto e quer o vale com calma, do rio aos miradouros e a Lamego. · Base em Peso da Régua (3 noites) e Pinhão (1 noite)
  1. Dia 1 · Chegada ao Porto e trem até a Régua

    O voo noturno do Brasil chega em geral de manhã. Do aeroporto, siga de metrô até o centro e pegue o Trem pela Linha do Douro em São Bento ou Campanhã até a Régua, cerca de 2 horas. Quem chega por Lisboa soma cerca de 3 horas de trem até o Porto. Descanse à tarde e, se houver energia, faça a visita ao Museu do Douro, perto da estação.

  2. Dia 2 · Cruzeiro no rio e Pinhão

    Reserve o dia para o Cruzeiro no rio Douro: Régua–Pinhão, passando pela eclusa de Bagaúste. No Pinhão, veja os azulejos da estação e caminhe pela beira-rio. Durma no Pinhão. Se a visita cair num sábado de verão, o Comboio Histórico do Douro é uma alternativa ao barco.

  3. Dia 3 · Quinta, Casal de Loivos e São Salvador do Mundo

    De manhã, faça a visita a uma quinta com vinhas. Em setembro e outubro, procure um programa de vindima. No fim da tarde, suba ao Miradouro de Casal de Loivos ou, de carro, siga pela N222 até o Miradouro de São Salvador do Mundo. Volte à Régua pela Estrada N222 de Peso da Régua ao Pinhão.

  4. Dia 4 · Lamego e Vale do Varosa

    Passe a manhã em Lamego: escadaria e Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, Sé e Museu de Lamego. À tarde, visite a ponte fortificada de Ucanha e o Mosteiro de Santa Maria de Salzedas. Quem preferir arqueologia pode trocar este dia pelo Vale do Côa, saindo cedo e com as visitas reservadas.

  5. Dia 5 · Galafura, Mateus e volta ao Porto

    Suba de manhã ao Miradouro de São Leonardo de Galafura. Siga para Vila Real e visite a Casa de Mateus. Pegue a A4 de volta ao Porto, a cerca de 1 hora e meia, e devolva o carro no fim da tarde. Se o voo de volta ao Brasil sair por Lisboa, deixe uma noite no Porto ou siga de trem para Lisboa no mesmo dia.

Melhor época

Quando ir: Vale do Douro mês a mês

Setembro e outubro costumam ser a época da vindima, com as vinhas carregadas e as folhas mudando de cor. A primavera, de abril a junho, tem as encostas verdes. O verão, de julho a agosto, costuma ser muito quente no vale. No inverno, de dezembro a fevereiro, faz frio e algumas quintas reduzem as visitas.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva alta

Inverno · Frio e chuva

Mês mais frio no vale: na Régua as máximas médias ficam perto de 13 °C e as mínimas perto de 4 °C, com cerca de 10 dias de chuva. As vinhas estão sem folhas e muitas quintas abrem só com reserva. Os cruzeiros quase não saem. Trem, museus e Lamego funcionam; é época de pouco movimento.

Fevereiro Chuva média

Fim do inverno · Vinhas podadas

Ainda frio, com máximas médias perto de 16 °C e manhãs de neblina no rio. A chuva diminui em relação a janeiro. É tempo de poda nas vinhas, com encostas cinzentas. Bom para museus, Lamego e a viagem de trem, com estações vazias. Os barcos turísticos costumam estar parados.

Março Chuva média

Primavera · Dias mais longos

A primavera começa e as máximas sobem para perto de 20 °C. As vinhas ainda estão sem folhas, e o movimento de turistas segue baixo. Bom mês para miradouros e para o Vale do Côa, sem calor.

Abril Chuva média

Primavera · Início da temporada de barcos

Máximas médias perto de 21 °C e chuva em cerca de 10 dias. As vinhas começam a brotar. A temporada de cruzeiros costuma começar em abril, e as quintas ampliam as visitas. A Páscoa traz mais movimento de portugueses e espanhóis.

Maio Chuva média

Primavera · Vinhas verdes

Mês de clima ameno: máximas perto de 24 °C, encostas verdes e dias longos. Cruzeiros, trem e quintas funcionam com movimento moderado. Bom mês para a N222 e para caminhar nos miradouros sem o calor do verão.

Junho Chuva baixa

Verão · Calor forte

O verão chega: máximas médias perto de 29 °C na Régua, com dias acima disso. Chove pouco. A temporada do Comboio Histórico do Douro costuma começar em junho. Faça miradouros e caminhadas cedo e deixe a tarde para o barco, que tem brisa.

Julho Chuva baixa

Verão · Calor intenso

Um dos meses mais quentes: máximas médias perto de 32 °C, com dias bem mais quentes no fundo do vale, e quase sem chuva. É alta temporada de barcos e trens; reserve cruzeiros e o Comboio Histórico com antecedência. Leve água, chapéu e protetor solar.

Agosto Chuva baixa

Verão · Alta temporada

Calor no mesmo nível de julho, com máximas médias perto de 32 °C. Muito movimento europeu em férias. As uvas amadurecem e, em alguns anos, a vindima começa no fim do mês. Programe as visitas a quintas pela manhã e o Vale do Côa só com saída cedo.

Setembro Chuva baixa

Vindima · Dias quentes

Mês de muita procura no Douro: a vindima costuma acontecer em setembro e outubro, e muitas quintas abrem programas de colheita. As máximas médias ainda ficam perto de 29 °C. Em Lamego, as festas de Nossa Senhora dos Remédios ocupam o início do mês. Reserve tudo com antecedência.

Outubro Chuva alta

Outono · Vinhas coloridas

As encostas ficam amarelas e vermelhas, e a vindima costuma terminar na primeira metade do mês. As máximas caem para perto de 23 °C e a chuva volta, com cerca de 10 dias de chuva. É o fim da temporada de muitos barcos e do Comboio Histórico. Bom mês para fotografia.

Novembro Chuva alta

Outono · Chuva e neblina

Mês chuvoso, com máximas perto de 17 °C e neblina frequente pela manhã no rio. Os cruzeiros quase não saem e algumas quintas reduzem as visitas. Trem, museus, Lamego e Mateus seguem como programa. Pouco movimento de turistas.

Dezembro Chuva alta

Inverno · Mês mais chuvoso

O mês mais chuvoso do ano na Régua, com máximas perto de 14 °C e mínimas perto de 6 °C. As vinhas estão nuas. É época de pouco movimento, com o vale tranquilo; a viagem de trem e as visitas a museus e igrejas continuam. Confira com antecedência o que abre nas festas de fim de ano.

Planeje o caminho

Como chegar: Vale do Douro

Do Brasil de avião: Porto ou Lisboa

O Douro não tem aeroporto com voos do Brasil: a porta de entrada é o Porto, a cerca de 120 km da Régua. Há voos diretos para o Porto a partir de São Paulo e do Rio de Janeiro, e de outras cidades brasileiras conforme a temporada; das demais, com conexão em Lisboa ou em outra cidade europeia. Lisboa recebe voos diretos de várias capitais brasileiras, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Fortaleza, por companhias portuguesas e brasileiras; a lista muda com a temporada. São voos noturnos, em geral com chegada pela manhã, de cerca de 9 a 11 horas conforme a cidade de saída. Portugal continental fica 3 horas à frente de Brasília no inverno europeu e 4 horas no horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro.

De trem a partir do Porto ou de Lisboa

Os trens regionais da Linha do Douro saem da Estação de São Bento, no centro do Porto, e passam por Campanhã. A viagem até Peso da Régua leva cerca de 2 horas; até o Pinhão, cerca de 2 horas e meia; até o Pocinho, fim da linha, cerca de 3 horas e meia. O bilhete é comprado na estação ou no site da CP, sem lugar marcado. De Lisboa, pegue o trem rápido da CP (Alfa Pendular ou Intercidades) até o Porto (Campanhã), cerca de 3 horas, e troque para a Linha do Douro em Campanhã. Lamego não tem estação: desça na Régua e siga de ônibus ou táxi.

De carro: estradas e distâncias

Do Porto, siga pela autoestrada A4 em direção a Vila Real e, de lá, pela A24 até Peso da Régua: cerca de 120 km, em torno de 1 hora e meia. Do Porto a Lamego são cerca de 130 km. De Lisboa, a rota usual é a A1 até Coimbra, o IP3 até Viseu e a A24 até Lamego e a Régua, com cerca de 3 horas até Lamego. Dentro do vale, a N222 liga Peso da Régua ao Pinhão pela margem esquerda, em cerca de 27 km de curvas. O carro ajuda para quintas fora das vilas e para os miradouros de São Leonardo de Galafura, Casal de Loivos e São Salvador do Mundo, que não têm transporte público. As estradas secundárias são estreitas e sinuosas; dirija com calma e evite dirigir depois de provas de vinho.

De ônibus a partir do Porto ou de Lisboa

Há linhas de ônibus (autocarro) de longa distância de Lisboa e do Porto para Lamego, operadas pela Rede Expressos. De Lisboa a viagem leva cerca de 5 horas; do Porto, cerca de 2 horas, com poucos horários por dia. Entre a Régua e Lamego há ônibus locais, num trajeto de cerca de 15 minutos. Para a Régua e o Pinhão, o trem pela Linha do Douro costuma ser a opção mais prática a partir do Porto.

Como circular no Douro

O trem pela Linha do Douro liga a Régua, o Pinhão, o Tua e o Pocinho pela margem direita e serve bem a quem fica nas vilas à beira-rio. Os cruzeiros fazem o trecho Régua–Pinhão na temporada, que costuma ir de abril a outubro. Lamego, Vila Real, Mateus, os miradouros altos e a maior parte das quintas ficam fora da linha: para eles, use carro alugado, táxi ou passeio com motorista. Táxis podem ser pedidos nas estações da Régua e do Pinhão; combine a volta antes de subir a um miradouro. Quem não quer dirigir pode fazer o vale em excursões de um dia a partir do Porto.

Documentos para o brasileiro

O brasileiro entra em Portugal com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores de idade, confirme as exigências antes de ir. Quem vai dirigir no Douro deve levar a carteira de motorista brasileira e conferir com a locadora o que ela pede, inclusive a permissão internacional para dirigir.

Ingressos e reservas no vale

Não há taxa de entrada para circular no Alto Douro Vinhateiro, e os miradouros têm acesso livre. Museu do Douro, Casa de Mateus, Museu de Lamego, Mosteiro de Santa Maria de Salzedas (com bilhete conjunto do Vale do Varosa) e Museu do Côa cobram ingresso; confira a tabela atual. As visitas aos sítios de gravuras do Vale do Côa são sempre guiadas e exigem reserva com antecedência. Quintas, cruzeiros e o Comboio Histórico do Douro são pagos à parte e pedem reserva, sobretudo de junho a outubro.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

Setembro e outubro costumam ser a época da vindima, com as vinhas carregadas e as folhas mudando de cor. A primavera, de abril a junho, tem as encostas verdes. O verão, de julho a agosto, costuma ser muito quente no vale. No inverno, de dezembro a fevereiro, faz frio e algumas quintas reduzem as visitas.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Um dia, saindo do Porto, dá para a Régua ou o Pinhão com uma quinta. Com dois ou três dias dormindo no vale, entram Lamego, os miradouros e mais de uma quinta, sem pressa e sem dirigir depois das provas.

Em que cidade se hospedar

Peso da Régua tem mais hotéis e serviços, além da estação e do cais. O Pinhão é menor, cercado de quintas, e várias delas oferecem hospedagem entre os vinhedos. Lamego, na margem sul, tem centro histórico e serve de base para o Santuário e Ucanha. Quem quer sossego costuma escolher uma quinta com quartos nas encostas.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre o Vale do Douro

Como chegar ao Vale do Douro saindo do Porto?

De comboio pela Linha do Douro, saindo de São Bento ou Campanhã, em cerca de duas horas até a Régua; de carro, pela A4 e A24, em cerca de 1h15; ou em cruzeiros pelo rio, que costumam combinar barco e comboio. O brasileiro entra em Portugal com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar.

Dá para fazer bate-volta do Porto ao Douro?

Dá. O comboio até a Régua ou o Pinhão permite passar o dia e visitar uma quinta perto da estação. Passeios organizados com van, barco e almoço também saem do Porto. Dormir no vale rende mais.

Precisa de carro no Douro?

Ajuda bastante, porque as quintas e os miradouros ficam espalhados pelas encostas. Sem carro, use o comboio, os barcos e táxis, ou passeios organizados. Quem for dirigir não deve beber nas provas; as estradas são estreitas e cheias de curvas.

Qual a melhor época para ir ao Douro?

Setembro e outubro, quando costuma acontecer a vindima. A primavera também é boa. Julho e agosto costumam ser muito quentes no vale.

Precisa reservar visita às quintas?

Na maioria, sim, sobretudo para provas e almoços. Reserve antes de sair do Porto.

Quantos dias ficar no Douro?

Um dia em bate-volta; dois ou três dormindo no vale para conhecer a Régua, o Pinhão, Lamego e algumas quintas.

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