Miradouro de São Leonardo de Galafura
Sai de Peso da Régua Carro ou táxi cerca de 1 hora no local manhã ou fim de tarde fácil
O miradouro fica a 640 metros de altitude, na freguesia de Galafura, no concelho de Peso da Régua, no alto da margem direita. Dali se vê um longo trecho do vale, com o rio fazendo curvas entre as encostas de vinha e, ao fundo, a Serra do Marão. Em dias limpos aparecem também povoações como Armamar, Sabrosa e Tabuaço. O escritor Miguel Torga, nascido perto dali, descreveu essa paisagem como um poema geológico e comparou o monte a um barco de quilha para o ar. Um painel de azulejos no local reproduz um texto dele. Há uma pequena capela, um parque de merendas com bancos de pedra e sombra e um marco geodésico. O acesso é por estrada de montanha a partir da zona de Covelinhas ou, vindo de Vila Real, pela EN313, seguindo as placas.
Passa por: Miradouro de São Leonardo de Galafura, Galafura, Peso da Régua, Serra do Marão, Rio Douro.
Inclui: Acesso livre ao miradouro e ao parque de merendas.
Dica: Vá de carro: não há transporte público até o alto. Leve lanche e água para usar o parque de merendas.
Melhor época: O ano todo; de setembro a outubro as vinhas ficam amarelas e avermelhadas.
Miradouro de Casal de Loivos
Sai de Pinhão Carro ou táxi, subindo do Pinhão cerca de 45 minutos no local manhã ou fim de tarde fácil
Casal de Loivos é uma aldeia do concelho de Alijó, no alto da encosta acima do Pinhão. O miradouro fica junto ao cemitério da aldeia e olha de cima para a vila e para a curva do rio, que ali desenha um S. Da varanda se reconhecem quintas conhecidas da região: a Quinta das Carvalhas em frente, a Quinta da Roêda logo abaixo e a Quinta da Foz à direita. Os socalcos descem em linhas paralelas até a água. A estrada de acesso sai do Pinhão e sobe em curvas estreitas. A visita é curta e combina com o Pinhão: suba de manhã cedo ou no fim da tarde, quando a luz lateral marca o desenho dos terraços.
Passa por: Miradouro de Casal de Loivos, Casal de Loivos, Pinhão, Quinta das Carvalhas, Quinta da Roêda, Quinta da Foz.
Inclui: Acesso livre ao miradouro.
Dica: A estrada é estreita; se não quiser dirigir, combine um táxi no Pinhão para subir e esperar. Quem gosta de caminhar pode subir a pé, mas a ladeira é longa e sem sombra.
Melhor época: De abril a outubro; em setembro e outubro dá para ver a vindima nas encostas.
Museu do Douro, em Peso da Régua
Sai de Peso da Régua A pé, a partir da estação de trem cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde fácil
O Museu do Douro ocupa a antiga Casa da Companhia Velha, na beira-rio de Peso da Régua, e é o lugar para entender a região antes de sair para as quintas e os miradouros. A exposição permanente, Memória da Terra do Vinho, fica no antigo Armazém 43, a poucos metros do edifício principal. Ela trata da vinha e do vinho, de como a paisagem foi moldada, do relevo, da fauna e da flora do vale. Também mostra os barcos rabelos, as quintas centenárias, as tradições da vindima, as ferramentas e a imagem das marcas de vinho do Porto. O museu monta ainda exposições temporárias e tem arquivo, biblioteca, restaurante e um bar com vista para o rio. Fica a uma caminhada curta da estação de trem, o que permite encaixar a visita entre a chegada à Régua e um cruzeiro à tarde.
Passa por: Museu do Douro, Casa da Companhia Velha, Peso da Régua.
Inclui: Ingresso pago à parte; confira a tabela atual. Fecha às segundas-feiras.
Dica: Comece a viagem pelo museu: a exposição explica os socalcos, a região demarcada e o rabelo, e o resto do roteiro ganha sentido.
Melhor época: O ano todo; bom programa para dias de chuva no inverno ou de calor forte no verão.
Lamego: Santuário de Nossa Senhora dos Remédios e Sé
Sai de Peso da Régua Carro, táxi ou ônibus até Lamego; a pé na cidade cerca de 4 horas manhã ou tarde moderada (escadaria)
Lamego fica na margem sul do Douro, perto da Régua, e é a cidade histórica do vale. Não tem estação de trem: chega-se de carro, táxi ou ônibus. O cartão-postal é o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, no alto do Monte de Santo Estêvão. Uma escadaria barroca de 686 degraus sobe da cidade até a igreja, em vários lances com estátuas, fontes e painéis de azulejos; uma das fontes é de Nicolau Nasoni. A construção começou em 1750 e só terminou em 1905. Os azulejos da igreja contam passagens da vida de Maria. Quem não quer subir a pé pode ir de carro até o alto e descer pela escadaria. No centro, a Sé de Lamego tem origem românica no século XII, com acréscimos góticos e renascentistas. Ao lado, o Museu de Lamego ocupa o antigo Paço Episcopal e guarda pinturas de Grão Vasco. Do castelo resta a torre de menagem, também do século XII. Em setembro a cidade faz as Festas de Nossa Senhora dos Remédios, com o dia 8 como feriado municipal.
Passa por: Lamego, Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, Monte de Santo Estêvão, Sé de Lamego, Museu de Lamego, Castelo de Lamego.
Inclui: Acesso ao santuário e à escadaria sem ingresso; o Museu de Lamego cobra entrada à parte, confira a tabela atual.
Dica: Suba a escadaria de manhã, antes do calor. No verão, leve água: há poucos pontos de sombra nos lances do meio.
Melhor época: De março a junho e de setembro a outubro; em setembro, as festas enchem a cidade.
Comboio Histórico do Douro
Sai de Peso da Régua (estação) Trem histórico da CP, ida e volta cerca de 3 horas e meia tarde fácil
O Comboio Histórico do Douro é um passeio turístico de ida e volta pela Linha do Douro entre a Régua e o Tua, com parada no Pinhão. São 36 km em cada sentido, a no máximo 50 km/h, em carruagens de madeira construídas entre 1908 e 1934. A tração é feita pela locomotiva a vapor 0186, de 1925, ou, em algumas temporadas, por uma locomotiva a diesel histórica, quando a de vapor não pode circular. O embarque é na estação da Régua, à tarde, com música tradicional na plataforma. Na ida, servem um brinde de vinho do Porto e doces regionais da Régua. No Tua o trem para enquanto a locomotiva é manobrada para a volta, e produtores locais mostram seus produtos. Na volta há parada no Pinhão para ver os azulejos da estação. As janelas abrem e as plataformas nas pontas das carruagens são o lugar preferido para fotos.
Passa por: Comboio Histórico do Douro, Peso da Régua, Pinhão, Tua, Linha do Douro.
Inclui: Viagem de ida e volta Régua–Tua com parada no Pinhão, animação a bordo e prova de produtos regionais. Ingresso pago à parte; confira a tabela atual.
Dica: Os lugares acabam cedo, sobretudo nos sábados de verão: reserve assim que a temporada for anunciada. Para quem vem do Porto, pegue um trem regional de manhã até a Régua.
Melhor época: A temporada costuma ir de junho a setembro ou outubro, principalmente aos sábados e domingos.
Casa de Mateus e Vila Real
Sai de Peso da Régua Carro ou táxi pela A24 cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil
A Casa de Mateus fica a cerca de 4 km do centro de Vila Real, ao norte do vale. É um solar barroco do século XVIII. A obra foi concluída em 1744; a autoria costuma ser atribuída ao arquiteto Nicolau Nasoni, sem confirmação documental. As alas de granito abraçam um pátio de entrada com escadaria trabalhada. A fachada ficou famosa no mundo todo por aparecer no rótulo de um vinho rosé. A casa é visitada com guia, que percorre os salões principais, e os jardins têm sebes de buxo recortadas, estátuas, roseiras e um túnel de ciprestes. A propriedade pertence a uma fundação cultural, que mantém também vinhas, pomares e mata. Vila Real, logo ao lado, é a principal cidade da região e pode ser vista no mesmo passeio. Da Régua até Mateus são cerca de 28 km, pela A24.
Passa por: Casa de Mateus, Vila Real, Mateus.
Inclui: Ingresso pago à parte para a casa e os jardins, com opção só de jardins; confira a tabela atual.
Dica: Encaixe Mateus no dia de chegada ou de saída do Douro, quando se vem do Porto pela A4: fica no caminho, perto de Vila Real.
Melhor época: De abril a outubro, quando os jardins estão floridos.
Miradouro de São Salvador do Mundo
Sai de Pinhão ou São João da Pesqueira Carro, pela N222 cerca de 1 hora no local manhã ou fim de tarde fácil a moderada
São Salvador do Mundo é um monte granítico de 493 metros perto de São João da Pesqueira, na margem sul do Douro, a leste do Pinhão. Pelas encostas há um conjunto de pequenas capelas, as mais antigas do século XVI, e o lugar é considerado o maior santuário do Alto Douro Vinhateiro. Do alto se vê o Cachão da Valeira, um estreitamento rochoso do rio, a Barragem da Valeira e a zona da Ferradosa. Antes das obras no rio, o Cachão era um obstáculo para os barcos rabelos; a tradição conta que os barqueiros rezavam ao santo ali. Ali morreu o Barão de Forrester, num naufrágio em 1861, e o corpo nunca foi encontrado. Uma tradição local diz que a moça que der um nó numa giesta com a mão esquerda, sem parar, casa em um ano. O acesso é de carro: do Pinhão, siga pela N222 até São João da Pesqueira e depois pelas estradas municipais em direção à Barragem da Valeira.
Passa por: Miradouro de São Salvador do Mundo, São João da Pesqueira, Cachão da Valeira, Barragem da Valeira, Ferradosa.
Inclui: Acesso livre ao monte e às capelas.
Dica: Use calçado firme: o caminho entre as capelas tem subidas de pedra. Combine com o Pinhão no mesmo dia.
Melhor época: De março a junho e de setembro a outubro; no verão, prefira o fim da tarde.
Ucanha e Salzedas, no Vale do Varosa
Sai de Lamego Carro ou táxi cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil
Ao sul de Lamego, o vale do rio Varosa guarda um conjunto de monumentos ligados aos monges cistercienses. Em Ucanha, no concelho de Tarouca, uma ponte medieval atravessa o Varosa e tem na entrada uma torre fortificada construída em 1465 pelo abade de Salzedas. A torre controlava quem entrava nas terras do mosteiro e cobrava a passagem; muitos a consideram a primeira portagem (pedágio) de Portugal. É Monumento Nacional. A poucos quilômetros fica o Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, mosteiro cisterciense masculino iniciado em 1168 e ampliado nos séculos XVII e XVIII. A visita mostra a igreja, o claustro monumental do século XVIII, obras de Grão Vasco e de outros pintores e um núcleo de arte religiosa. Um bilhete conjunto do Vale do Varosa inclui Salzedas, o Mosteiro de São João de Tarouca e o Convento de Santo António de Ferreirim.
Passa por: Ponte Fortificada de Ucanha, Ucanha, Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, Tarouca, Rio Varosa, Mosteiro de São João de Tarouca.
Inclui: Ponte e aldeia de Ucanha com acesso livre; o mosteiro tem ingresso, com opção de bilhete conjunto. Confira a tabela atual.
Dica: O mosteiro fecha às segundas-feiras e na hora do almoço. Encaixe Ucanha e Salzedas no mesmo dia de Lamego.
Melhor época: O ano todo; de abril a outubro o vale fica mais verde e florido.
Vale do Côa: Museu do Côa e gravuras rupestres
Sai de Vila Nova de Foz Côa (ou Pinhão, de carro) Carro até Vila Nova de Foz Côa; visita aos sítios com guia um dia, com o deslocamento dia inteiro moderada
No extremo leste do Alto Douro, o rio Côa corre para o norte até o Douro. Nos últimos 17 km do vale há gravuras rupestres ao ar livre, a maior parte do Paleolítico Superior, com cerca de 25 mil anos, além de gravuras do Neolítico, da Idade do Ferro e de épocas mais recentes. O conjunto é Património Mundial e forma o primeiro parque arqueológico de Portugal. O Museu do Côa, em Vila Nova de Foz Côa, apresenta a arte do vale e é o ponto de partida natural da visita. Três sítios recebem visitantes, sempre com guia especializado e com reserva: Canada do Inferno, o primeiro descoberto, perto de Vila Nova de Foz Côa; Ribeira de Piscos, em Muxagata; e Penascosa. A luz muda o que se vê: as gravuras aparecem e somem conforme a hora e a estação. Para quem está no Pinhão ou na Régua, o passeio ocupa o dia inteiro. De trem, a Linha do Douro chega ao Pocinho, perto de Foz Côa; dali é preciso carro ou táxi.
Passa por: Museu do Côa, Parque Arqueológico do Vale do Côa, Canada do Inferno, Penascosa, Ribeira de Piscos, Castelo Melhor, Muxagata, Vila Nova de Foz Côa, Pocinho.
Inclui: Ingresso do museu e das visitas aos sítios pago à parte; confira a tabela atual. As visitas aos sítios exigem reserva.
Dica: Reserve as visitas aos sítios com pelo menos uma semana de antecedência: os grupos são limitados. No verão, leve água, chapéu e calçado fechado.
Melhor época: Primavera (março a maio) e outono (setembro a outubro); no verão faz muito calor no vale.