Sintra e Cascais

Lisboa

Sintra e Cascais

A serra de Sintra, com palácios românticos e jardins entre a neblina, e a costa de Cascais, antiga vila de pescadores virada balneário, a menos de uma hora de Lisboa.

Lisboa e Sul

Na foto: Cabo da Roca

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Uma região para viver
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Sintra e Cascais ficam a oeste de Lisboa, na ponta do continente europeu. Entre as duas se estende a Serra de Sintra, coberta de mata e protegida pelo Parque Natural de Sintra-Cascais, que desce até o Atlântico no Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa continental.

Sintra foi por séculos lugar de veraneio de reis e aristocratas. A Paisagem Cultural de Sintra é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1995 e reúne o Palácio Nacional de Sintra, no centro da vila, o Palácio da Pena, no alto da serra, o Castelo dos Mouros, a Quinta da Regaleira, Monserrate e o Convento dos Capuchos. A serra cria um microclima úmido, com neblina frequente e temperaturas mais baixas que as de Lisboa.

Cascais era uma vila de pescadores até o fim do século XIX, quando o rei D. Luís I passou a veranear na Cidadela e a aristocracia o seguiu. Hoje a vila tem baía com barcos, centro de ruas de pedra, museus como a Casa das Histórias Paula Rego e um passeio à beira-mar até o Estoril. A oeste, a costa fica mais selvagem, com a Boca do Inferno e a Praia do Guincho.

Para o brasileiro, os dois lugares são o bate-volta mais comum a partir de Lisboa: Sintra a cerca de 40 minutos de comboio a partir do Rossio, Cascais a cerca de 40 minutos a partir do Cais do Sodré. Uma estrada pela serra e pela costa liga as duas vilas.

Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Sintra, Cascais.

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Um destino, diferentes caminhos

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Onde fica Sintra e Cascais
SintraCascais

Contornos: Direção-Geral do Território, CAOP 2025, CC BY 4.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Sintra e Cascais

✈ Aeroporto Humberto Delgado (LIS), em Lisboa · 30 km até Sintra

De Lisboa, o comboio sai do Rossio para Sintra e do Cais do Sodré para Cascais, em cerca de 40 minutos cada. O aeroporto mais próximo é o de Lisboa (LIS). A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar.

Ponto de chegada sugerido: Sintra

A experiência do lugar

O que fazer em Sintra e Cascais

Cascais · Lisboa · Fortaleza

Cidadela de Cascais

Conjunto de fortificações dos séculos XVI e XVII na beira da baía, que foi residência de verão da família real e hoje reúne pousada, galerias de arte e ateliês.

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Para escolher antes de ir

Passeios em Sintra e Cascais

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Palácio da Pena e Parque da Pena

Sai de Estação de Sintra ônibus 434 e caminhada cerca de 3 a 4 horas manhã moderada (subidas no parque)

O Palácio da Pena fica no alto da Serra de Sintra e é o cartão-postal da região. Foi criado por D. Fernando II, marido da rainha D. Maria II, a partir de um antigo mosteiro de frades jerónimos do século XVI, que ele comprou em 1838. O resultado é um palácio do Romantismo do século XIX, com torres coloridas, azulejos de padrão mourisco na fachada e partes manuelinas do mosteiro original, como o claustro e a capela. Por dentro, a visita passa pelos aposentos mobiliados como no tempo da família real e pelos terraços, de onde se vê a serra, o Castelo dos Mouros e, com tempo aberto, o mar. Em volta fica o Parque da Pena, com cerca de 85 hectares de bosque, lagos e jardins. Vale reservar tempo para o Alto de Santa Catarina, com o banco talhado na rocha conhecido como Trono da Rainha; a Cruz Alta, a 529 metros, ponto mais alto da Serra de Sintra; o Chalet da Condessa d'Edla, construído pelo rei e pela segunda mulher; e o Vale dos Lagos, com cinco lagos. A serra faz parte da Paisagem Cultural de Sintra, Patrimônio Mundial da Unesco.

Passa por: Palácio Nacional da Pena, Parque da Pena, Alto de Santa Catarina, Cruz Alta, Chalet da Condessa d'Edla, Vale dos Lagos, Templo das Colunas.

Inclui: Ingresso do palácio e do parque (há também ingresso só para o parque), pago à parte; confira a tabela atual. O ônibus (autocarro) até a entrada é pago à parte.

Dica: A entrada no palácio exige reserva de horário: compre o ingresso com antecedência e chegue ao portão com folga, porque da entrada do parque até o palácio ainda há uma subida. Comece cedo, antes dos grupos. Leve um casaco: no alto da serra costuma fazer mais frio e ventar mais do que no centro de Sintra, e a neblina pode cobrir a vista.

Melhor época: Abril a junho e setembro a outubro; no verão, reserve com antecedência e chegue cedo.

Quinta da Regaleira

Sai de Centro histórico de Sintra a pé (cerca de 10 a 15 minutos do centro) cerca de 2 a 3 horas manhã ou tarde moderada (escadas e grutas)

A Quinta da Regaleira foi a propriedade de António Augusto Carvalho Monteiro, empresário nascido no Brasil, que a transformou entre o fim do século XIX e o começo do século XX com o arquiteto italiano Luigi Manini. O conjunto mistura palácio, capela e um jardim em encosta cheio de símbolos, grutas, lagos e torres. A parte mais procurada é o Poço Iniciático: uma escada em espiral que desce cerca de 27 metros por dentro da terra, com patamares sobrepostos, e termina em túneis que levam a grutas e a um lago com pedras para atravessar. No palácio, de estilo neomanuelino, a visita passa por salas com tetos e lareiras trabalhados; a Capela da Santíssima Trindade tem afrescos e uma pequena cripta. O jardim tem caminhos estreitos, escadas e trechos escuros, e o percurso é livre: cada um monta o seu. A quinta é administrada pela Fundação Cultursintra, e fica a uma curta caminhada do centro histórico, pela rua que segue para Monserrate.

Passa por: Quinta da Regaleira, Palácio da Regaleira, Poço Iniciático, Capela da Santíssima Trindade, Gruta do Oriente, Torre da Regaleira.

Inclui: Ingresso pago à parte, com venda pelo canal oficial da quinta; confira a tabela atual. Há visitas guiadas em datas marcadas, inclusive à noite, também pagas à parte.

Dica: Os ingressos têm horário de entrada; compre no canal oficial e confira a tolerância de atraso. A fila no Poço Iniciático cresce ao longo do dia: vá direto a ele ao chegar. Leve lanterna do celular para os túneis e calçado com sola firme, porque a pedra fica úmida.

Melhor época: Ano todo; na primavera e no outono há menos movimento do que no verão.

Castelo dos Mouros

Sai de Estação de Sintra ônibus 434 ou trilha a pé cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde moderada (muitas escadas)

O Castelo dos Mouros é uma fortificação fundada no século X, durante a presença muçulmana na Península Ibérica, num dos cumes da Serra de Sintra. Das construções antigas sobraram sobretudo as muralhas, que sobem e descem entre blocos de granito acompanhando a crista da serra. O passeio é feito pelo caminho de ronda, em cima das muralhas, com escadas e degraus irregulares. Do alto se vê o centro de Sintra, o Palácio Nacional de Sintra com as chaminés brancas, o Palácio da Pena no cume ao lado e, com tempo limpo, o Atlântico. Entre os pontos do percurso estão a Torre Real e a antiga cisterna. Fica perto da entrada do Parque da Pena e costuma ser visitado no mesmo dia. Carros particulares não sobem até os acessos; vá de ônibus ou a pé. Quem gosta de caminhar pode subir pelo Percurso de Santa Maria, com cerca de 1,8 km, que começa em São Pedro de Sintra.

Passa por: Castelo dos Mouros, Torre Real, Percurso de Santa Maria, São Pedro de Sintra.

Inclui: Ingresso pago à parte, vendido também pela internet; confira a tabela atual.

Dica: Visite o castelo antes ou depois da Pena, no mesmo dia: os dois ficam lado a lado no alto da serra. Use tênis e leve água; o vento no alto das muralhas costuma ser forte e há trechos sem proteção lateral, então vá com calma com crianças.

Melhor época: Primavera e outono; em dias de neblina a vista some.

Palácio Nacional de Sintra e centro histórico

Sai de Estação de Sintra a pé (cerca de 15 minutos) ou ônibus 434 cerca de 2 horas e meia manhã ou tarde fácil

O Palácio Nacional de Sintra, também chamado Palácio da Vila, fica no centro histórico e é reconhecido de longe pelas duas chaminés brancas e cônicas da cozinha, com 33 metros de altura. Foi residência da corte portuguesa por vários séculos: há registros desde o domínio muçulmano, obras de D. Dinis e grandes ampliações de D. João I e D. Manuel I. Foi em Sintra que D. Manuel I recebeu as notícias do caminho marítimo para a Índia e da chegada ao Brasil. A visita passa pela Sala dos Cisnes, com 27 cisnes pintados no teto; pela Sala das Pegas, com 136 pegas; e pela Sala dos Brasões, com os brasões de 72 famílias nobres no teto. A Capela Palatina tem teto de madeira e piso de cerâmica de estilo mudéjar, e o palácio inteiro é coberto de azulejos hispano-mouriscos. Depois da visita, o centro histórico rende uma volta a pé: ruas estreitas em ladeira, lojas, confeitarias com os doces locais, como as queijadas e os travesseiros, e, no caminho da estação, o prédio da Câmara Municipal de Sintra e a Fonte Mourisca.

Passa por: Palácio Nacional de Sintra, Sala dos Cisnes, Sala das Pegas, Sala dos Brasões, Capela Palatina, centro histórico de Sintra.

Inclui: Ingresso do palácio pago à parte; confira a tabela atual. A volta pelo centro histórico é a pé.

Dica: Deixe o palácio para a tarde se a manhã for da Pena: ele fica no centro e não depende de ônibus. Experimente as queijadas e os travesseiros de Sintra numa confeitaria do centro. O centro tem ruas em ladeira e piso de pedra.

Melhor época: Ano todo; boa opção para dias de chuva ou neblina na serra.

Palácio e Jardins de Monserrate

Sai de Estação de Sintra ônibus 435 ou 1253 cerca de 2 a 3 horas tarde fácil a moderada

Monserrate fica na estrada que liga o centro de Sintra a Colares, num vale mais baixo e mais úmido do que o da Pena. O palácio foi transformado no século XIX pelo industrial e colecionador de arte inglês Francis Cook, com projeto do arquiteto James Knowles Jr., e mistura influências de vários lugares: arcos e rendilhados de inspiração oriental, cúpula e salas claras. O interior tem pouca mobília, e o foco é a decoração em pedra e estuque. O grande motivo da visita é o parque: jardins temáticos com espécies de vários continentes, como o Jardim do México, o Roseiral, o Vale dos Fetos, com fetos arbóreos, e o Jardim do Japão. Pelo caminho aparecem lagos, cascatas e ruínas, como a Cascata de Beckford e o Arco de Vathek. O percurso desce do portão até o palácio e depois volta subindo, por caminhos de terra e pedra. Costuma ter menos gente do que a Pena e a Regaleira.

Passa por: Parque e Palácio de Monserrate, Jardim do México, Roseiral, Vale dos Fetos, Jardim do Japão, Cascata de Beckford, Arco de Vathek.

Inclui: Ingresso do palácio e do parque pago à parte; confira a tabela atual.

Dica: Combine com a Regaleira no mesmo dia: as duas ficam na mesma estrada, e o ônibus 435 passa pelas duas. Reserve tempo para o parque, que é a parte principal da visita. Depois de chuva, o chão de terra fica escorregadio.

Melhor época: Abril a junho, com os jardins floridos, e setembro a outubro.

Cabo da Roca

Sai de Sintra ou Cascais ônibus ou carro cerca de 1 hora no local tarde fácil

O Cabo da Roca é o ponto mais a oeste da Europa continental. Fica entre Sintra e Cascais, na ponta da Serra de Sintra, com falésias de cerca de 140 metros caindo direto no Atlântico. O local é aberto: um planalto de vegetação baixa, com mirantes cercados, o farol de 1772 e um monumento de pedra com uma cruz que lembra a posição do cabo e o verso de Camões sobre o lugar onde a terra acaba e o mar começa. Não há muito o que fazer além de olhar o mar, fotografar e caminhar pelos caminhos em volta do farol, mas é uma parada que quase todo roteiro inclui. O caminho até lá é parte do passeio: a estrada sobe da Praia do Guincho entre pinheiros e mato baixo, ou desce da serra pelo lado de Sintra. Do Cabo da Roca sai a trilha para a Praia da Ursa. O vento costuma ser forte e a temperatura mais baixa do que em Lisboa, mesmo no verão.

Passa por: Cabo da Roca, Farol do Cabo da Roca, Parque Natural de Sintra-Cascais.

Inclui: Visita ao local aberta, sem ingresso. Transporte pago à parte.

Dica: Fique atrás das cercas e não se aproxime da beira da falésia: o vento é forte e o solo é solto. Leve casaco mesmo no verão. Fim de tarde é o horário mais procurado, pelo pôr do sol sobre o mar; se for de ônibus, confira o horário da volta antes de descer.

Melhor época: Ano todo; com céu limpo a vista alcança mais longe, e no inverno o vento é mais forte.

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Centro de Cascais e Boca do Inferno

Sai de Estação de Cascais a pé cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil

Cascais foi vila de pescadores e passou a ser destino de veraneio da corte quando o rei D. Luís I a escolheu como residência de verão, no fim do século XIX. O passeio começa na estação de trem (comboio), ao lado das praias da Conceição e da Rainha, e segue pelas ruas de pedra do centro histórico, com casas baixas, calçada portuguesa em ondas, lojas e restaurantes. Mais adiante ficam a Cidadela de Cascais, uma fortaleza dos séculos XVI e XVII que guarda o Museu da Cidadela, e a Marina de Cascais. Seguindo pela beira-mar para oeste, a cerca de 2 km do centro, chega-se à Boca do Inferno: uma fenda nas rochas da falésia onde o mar entra e estoura. Em dias calmos, o espetáculo é pequeno; com mar agitado, as ondas sobem alto. Há mirantes cercados, e o caminho a pé pela costa leva cerca de 20 minutos a partir do centro. Cascais tem ritmo de cidade de praia, e é uma boa base para quem quer dormir perto do mar e ir a Sintra de ônibus.

Passa por: centro histórico de Cascais, Praia da Conceição, Cidadela de Cascais, Marina de Cascais, Boca do Inferno.

Inclui: Passeio a pé pelo centro e pela costa; museus com ingresso pago à parte.

Dica: Na Boca do Inferno, fique nos mirantes cercados e longe das pedras molhadas. O caminho pela costa até lá é o começo da ciclovia do Guincho, então dá para emendar os dois passeios.

Melhor época: Ano todo; maio a outubro para as praias do centro.

Ciclovia Cascais–Guincho e Praia do Guincho

Sai de Centro de Cascais bicicleta, a pé ou ônibus cerca de 3 a 4 horas (ida e volta) manhã fácil a moderada (vento contra)

A ciclovia que liga Cascais à Praia do Guincho tem cerca de 9 km. Começa junto ao Farol de Santa Marta, perto da marina, e segue sempre pela beira do mar, passando pela Boca do Inferno e por uma costa de rochas baixas, com a Serra de Sintra ao fundo. É plana na maior parte, mas o vento costuma soprar forte de frente na ida ou na volta. No fim, a Praia do Guincho é uma praia longa, aberta ao Atlântico e cercada de dunas, já dentro do Parque Natural de Sintra-Cascais. Por causa do vento e das ondas, é ponto conhecido de surfe, windsurfe e kitesurfe, e o mar costuma ser agitado para banho. Ao lado fica a Duna da Cresmina, com um passadiço de madeira de cerca de 1 km que atravessa as dunas e explica a vegetação. Quem não pedala pode fazer trechos a pé ou ir de ônibus até o Guincho e voltar pela ciclovia.

Passa por: Ciclovia Cascais–Guincho, Farol de Santa Marta, Boca do Inferno, Praia do Guincho, Duna da Cresmina.

Inclui: Uso da ciclovia aberto. Aluguel de bicicleta, quando usado, é pago à parte; a câmara de Cascais tem um sistema de bicicletas com pontos no centro (confira as regras).

Dica: Comece pela manhã, quando o vento costuma ser mais fraco. Leve água, protetor solar e um casaco corta-vento. No Guincho, respeite as bandeiras dos salva-vidas e entre no mar só em área vigiada.

Melhor época: Maio a outubro; no inverno o vento e o frio pesam mais.

Convento dos Capuchos

Sai de Sintra carro, táxi ou ônibus cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde fácil (portas baixas)

O Convento dos Capuchos fica isolado no meio da mata da Serra de Sintra, no caminho entre Sintra e o Cabo da Roca. Foi fundado em 1560 por D. Álvaro de Castro e entregue a frades franciscanos, que viviam numa pobreza extrema. O convento é pequeno e foi construído entre os rochedos, com celas minúsculas, portas tão baixas que é preciso abaixar a cabeça e corredores estreitos. A cortiça foi usada para revestir portas, tetos e paredes, e por isso ele também é chamado de Convento da Cortiça. A visita percorre o pátio de entrada, a capela, o refeitório, a cozinha e o Corredor das Celas, e termina na mata em volta, com rochas cobertas de musgo. É o oposto dos palácios da serra: silêncio, pedra e madeira. Faz parte da Paisagem Cultural de Sintra, Patrimônio Mundial da Unesco.

Passa por: Convento dos Capuchos, Corredor das Celas, Serra de Sintra.

Inclui: Ingresso pago à parte; confira a tabela atual.

Dica: O ônibus até lá costuma ter poucas partidas: de carro ou táxi o passeio fica mais simples, e combina bem com o Cabo da Roca no mesmo dia. Pessoas altas e quem tem problema de joelho devem ir com calma nas passagens baixas.

Melhor época: Ano todo; na primavera e no outono há menos movimento e a mata fica mais verde.

Praia da Ursa, Praia da Adraga e Azenhas do Mar

Sai de Sintra carro (o ônibus atende só parte do trajeto) dia inteiro manhã e tarde difícil na Ursa; fácil nas demais

A costa de Sintra ao norte do Cabo da Roca é de falésias altas e praias pequenas entre rochas. A Praia da Ursa é a mais fotografada: o nome vem de uma formação rochosa com a forma de urso. O acesso é por uma trilha de terra íngreme que desce a falésia, a partir de uma área de estacionamento perto do Cabo da Roca; a subida da volta cansa. A Praia da Adraga, mais ao norte, tem acesso por estrada até a areia, arcos de pedra e grutas, e é procurada para ver o pôr do sol. Seguindo para o norte, passando por Colares, chega-se a Azenhas do Mar, uma aldeia de casas brancas sobre a falésia, com um mirante de onde se vê a aldeia inteira. Embaixo há uma piscina oceânica que se enche com a maré; o banho depende das condições do mar e da autorização local. Entre Ursa e Adraga há também uma trilha costeira para quem gosta de caminhar. O mar dessa costa é aberto e frio, mesmo no verão.

Passa por: Praia da Ursa, Praia da Adraga, Azenhas do Mar, Colares.

Inclui: Acesso às praias aberto. Estacionamento e restaurantes são pagos à parte.

Dica: Não desça à Praia da Ursa de chinelo nem com chuva: o caminho é de terra solta e muito inclinado. Entre no mar só em área vigiada e com bandeira verde. Em Azenhas do Mar, o mirante fica na estrada, antes da descida para a aldeia.

Melhor época: Junho a setembro para a praia; primavera e outono para caminhar e fotografar.

Paredão Cascais–Estoril e Casino Estoril

Sai de Estação de Cascais ou do Estoril a pé cerca de 2 horas tarde fácil

O paredão é um calçadão à beira-mar com cerca de 2,7 km, entre a Praia da Conceição, em Cascais, e a Praia da Azarujinha, no Estoril. De um lado ficam praias pequenas de areia, do outro, restaurantes, bares e prédios de frente para o mar. É o lugar onde os moradores caminham e correm, e a forma mais simples de ir de Cascais ao Estoril sem pegar transporte. No meio do caminho fica a Praia do Tamariz, em frente ao Jardim do Casino, uma alameda de palmeiras que sobe até o Casino Estoril. O Estoril foi refúgio de famílias de reis exilados e ponto de encontro de diplomatas e espiões durante a Segunda Guerra Mundial, e o casino é ligado à criação do primeiro romance de James Bond, de Ian Fleming. Hoje o casino funciona com salas de jogo, espetáculos e restaurantes, e o jardim em frente é aberto à visita. O trem (comboio) de Lisboa para em várias estações ao longo do paredão, então dá para ir num sentido a pé e voltar de trem.

Passa por: Paredão de Cascais–Estoril, Praia da Conceição, Praia da Azarujinha, Praia do Tamariz, Estoril, Casino Estoril, Jardim do Casino.

Inclui: Passeio a pé, aberto. Entrada no casino sujeita às regras da casa (documento e idade mínima).

Dica: Faça o trajeto no fim da tarde, com o sol mais baixo; no meio do dia não há sombra. A entrada no casino exige documento com foto e tem idade mínima: leve o passaporte se quiser entrar.

Melhor época: Ano todo; maio a outubro para combinar com praia.

Casa das Histórias Paula Rego e museus de Cascais

Sai de Centro de Cascais a pé cerca de 2 a 3 horas manhã ou tarde fácil

Cascais reúne vários museus a poucos minutos a pé uns dos outros, no chamado Bairro dos Museus. O mais conhecido é a Casa das Histórias Paula Rego, dedicada à obra da pintora portuguesa Paula Rego, com pinturas e desenhos do acervo e exposições temporárias. O prédio, do arquiteto Eduardo Souto de Moura, tem duas torres em forma de pirâmide de cor avermelhada e já vale a visita por fora. Perto ficam o Museu Condes de Castro Guimarães, uma casa de veraneio do fim do século XIX junto a uma pequena enseada, com biblioteca, mobília e azulejos; o Farol Museu de Santa Marta, um farol ainda em uso com um pequeno museu sobre os faróis da costa portuguesa; e o Parque Marechal Carmona, um jardim com sombra, lago e áreas para crianças. A Cidadela de Cascais completa o circuito. É uma boa escolha para dia de chuva ou para quem quer descansar das praias.

Passa por: Casa das Histórias Paula Rego, Bairro dos Museus, Museu Condes de Castro Guimarães, Farol Museu de Santa Marta, Parque Marechal Carmona, Cidadela de Cascais.

Inclui: Ingressos dos museus pagos à parte, por museu; confira a tabela atual e os dias de fechamento.

Dica: Confira os dias de fechamento semanal antes de ir, porque mudam de museu para museu. A Casa das Histórias Paula Rego fica no começo do caminho para a ciclovia do Guincho e para a Boca do Inferno.

Melhor época: Ano todo; bom programa para os meses de chuva, de novembro a fevereiro.

Trilha da Serra de Sintra: Peninha e Cruz Alta

Sai de Sintra a pé (acesso de carro ou táxi até o início) cerca de 4 a 6 horas dia inteiro moderada a difícil (subidas longas)

A Serra de Sintra é cortada por trilhas em mata de pinheiros, carvalhos e fetos, com blocos de granito e pontos de vista sobre o litoral. Dois cumes atraem quem gosta de caminhar. A Cruz Alta, a 529 metros, é o ponto mais alto da serra e fica dentro do Parque da Pena, com vista para o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros e, em dias limpos, Lisboa e o mar. O Santuário da Peninha, a 488 metros, fica mais a oeste, perto do Convento dos Capuchos: uma antiga ermida e um palacete do começo do século XX num afloramento de rocha, de onde se vê a costa do Cabo Espichel à Ericeira em dias muito claros. As trilhas que ligam esses pontos têm subidas longas e trechos de pedra solta, e a sinalização nem sempre é contínua. Uma opção mais curta é o Percurso de Santa Maria, com cerca de 1,8 km, do centro de Sintra até o Castelo dos Mouros. Para trilhas mais longas, vá com mapa ou aplicativo de trilhas baixado no celular, ou com um guia local.

Passa por: Serra de Sintra, Santuário da Peninha, Cruz Alta, Parque da Pena, Percurso de Santa Maria.

Inclui: Caminhada pelas trilhas abertas. A Cruz Alta fica dentro do Parque da Pena, com ingresso pago à parte; confira a tabela atual.

Dica: Leve água, lanche, casaco e calçado de trilha: o tempo na serra muda rápido e a neblina pode chegar à tarde. Avise alguém do seu trajeto e baixe o mapa antes, porque o sinal de celular falha em alguns vales.

Melhor época: Março a junho e setembro a novembro; no verão, comece cedo.

Elétrico de Sintra e Praia das Maçãs

Sai de Sintra (Estefânea) bonde histórico cerca de meio dia tarde fácil

O Elétrico de Sintra é um bonde (elétrico) histórico que liga a parte nova de Sintra à Praia das Maçãs, num percurso de cerca de 11 km que leva por volta de 45 minutos. Os carros são antigos, abertos ou fechados, e o caminho passa por quintas, vinhas e mata, com a serra de um lado e a planície de Colares do outro. A Praia das Maçãs é uma praia de acesso fácil, com restaurantes, bares e piscina de água do mar, e costuma ser procurada por famílias. Bem perto fica a Praia Grande, de areal amplo e ondas, conhecida pelas competições de surfe e bodyboard. A região de Colares é conhecida pelas vinhas plantadas na areia, uma paisagem que se vê da janela do bonde. O passeio é uma pausa entre os palácios e uma forma diferente de chegar ao mar a partir de Sintra.

Passa por: Elétrico de Sintra, Praia das Maçãs, Colares, Praia Grande.

Inclui: Bilhete do bonde pago à parte, comprado a bordo; confira a tabela atual.

Dica: O bonde não circula o ano inteiro e tem poucas partidas por dia: confira o calendário e os horários antes de ir. Se perder a volta, há ônibus entre a Praia das Maçãs e Sintra.

Melhor época: A temporada costuma ir da primavera ao outono; para praia, de junho a setembro.

Palácio Nacional de Queluz

Sai de Lisboa (Rossio) ou Sintra trem da Linha de Sintra e caminhada cerca de 2 a 3 horas manhã ou tarde fácil

O Palácio Nacional de Queluz fica entre Lisboa e Sintra, na Linha de Sintra, e é um programa à parte do circuito da serra. Era uma casa de campo que o infante D. Pedro, futuro D. Pedro III, transformou em palácio de verão a partir de 1747; ele se casou com a sobrinha, que viria a ser a rainha D. Maria I, e o palácio virou residência da família real. Para o brasileiro, há uma ligação direta: D. Pedro IV de Portugal, o D. Pedro I do Brasil, nasceu e morreu no Quarto D. Quixote, decorado com cenas do livro de Cervantes. A visita passa pela Sala do Trono, com espelhos, dourados e lustres, e por salas de estilo rococó. Os jardins, em estilo francês, têm estátuas, lagos e o Canal de Azulejos, um canal revestido de painéis azuis por onde a família real passeava de barco. Fica a cerca de 15 minutos de trem de Lisboa, e combina com a ida ou a volta de Sintra.

Passa por: Palácio Nacional de Queluz, Jardins de Queluz, Sala do Trono, Quarto D. Quixote, Canal de Azulejos.

Inclui: Ingresso do palácio e dos jardins pago à parte; confira a tabela atual.

Dica: Desça na estação de Queluz-Belas e siga a pé até o palácio, seguindo as placas. É uma boa parada no caminho de volta de Sintra para Lisboa, ou para um dia de chuva, quando a serra fica encoberta.

Melhor época: Ano todo; abril a junho para os jardins.

Palácio Nacional de Mafra

Sai de Lisboa ou Sintra ônibus ou carro dia inteiro com o trajeto manhã e tarde fácil

Mafra fica a cerca de 40 km ao norte de Lisboa e vale como bate-volta para quem tem mais dias na região. O Palácio Nacional de Mafra foi mandado construir por D. João V no século XVIII e reúne, num só edifício, palácio, basílica e convento, numa área de cerca de 40 mil metros quadrados, onde viveram cerca de 300 frades franciscanos. A basílica, no centro da fachada, tem seis órgãos históricos, e as torres guardam dois carrilhões com 98 sinos no total. A biblioteca, com quase 36 mil volumes, é a sala mais famosa do conjunto. A visita percorre longos corredores, os aposentos da família real e a enfermaria dos frades. O conjunto é Patrimônio Mundial da Unesco. Ao lado fica a Tapada Nacional de Mafra, antiga área de caça da corte, com trilhas e animais. A cidade de Mafra fica perto da Ericeira, vila de pescadores e de surfe, e os dois lugares costumam ser combinados no mesmo dia.

Passa por: Palácio Nacional de Mafra, Basílica de Mafra, Biblioteca do Palácio de Mafra, Tapada Nacional de Mafra.

Inclui: Ingresso do palácio pago à parte; a Tapada tem ingresso próprio. Confira a tabela atual e os dias de fechamento.

Dica: O palácio fecha um dia por semana, e a biblioteca e a basílica têm horários próprios: confira antes. De carro, o trajeto a partir de Lisboa é pela A8 e depois pela A21. De transporte público, há ônibus a partir de Lisboa (Campo Grande) e de Sintra (Portela de Sintra).

Melhor época: Ano todo; boa opção para dias de chuva.

Dia a dia

Roteiro de 2, 3 e 5 dias em Sintra e Cascais

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

2 dias · Sintra em 2 dias: palácios da serra

Para Quem está em Lisboa e quer dedicar dois dias só a Sintra, de trem e ônibus, sem carro. · Base em Lisboa (trem do Rossio) ou Sintra
  1. Dia 1 · Palácio da Pena e Castelo dos Mouros

    Pegue um dos primeiros trens do Rossio para Sintra (cerca de 40 a 45 minutos) e, na estação, o ônibus 434 até a entrada do Parque da Pena. Visite o Palácio da Pena no horário reservado e depois caminhe pelo Parque da Pena até o Alto de Santa Catarina ou a Cruz Alta. À tarde, faça o Castelo dos Mouros, ao lado, e desça de ônibus ou a pé até o centro histórico de Sintra. Prove as queijadas e os travesseiros numa confeitaria antes de pegar o trem de volta.

  2. Dia 2 · Regaleira, Palácio Nacional e Monserrate

    Comece na Quinta da Regaleira, a 10 a 15 minutos a pé do centro, indo direto ao Poço Iniciático antes que a fila cresça. Almoce no centro histórico e visite o Palácio Nacional de Sintra, com a Sala dos Cisnes e a Sala dos Brasões. No meio da tarde, pegue o ônibus 435 até o Palácio e Jardins de Monserrate e reserve tempo para o parque. Volte à estação de Sintra de ônibus. Se sobrar disposição, pare no Palácio Nacional de Queluz no caminho para Lisboa em outro dia.

3 dias · Cascais e Sintra em 3 dias, chegando do Brasil
Para Quem chega do Brasil a Lisboa e quer ficar perto do mar, com Sintra e a costa de ônibus e trem. · Base em Cascais
  1. Dia 1 · Chegada e centro de Cascais

    O voo noturno do Brasil costuma chegar a Lisboa pela manhã. Do aeroporto, siga de metrô até o Cais do Sodré e pegue o trem (comboio) para Cascais, cerca de 40 minutos pela beira do Tejo e do mar. Deixe as malas e faça um dia leve: centro de Cascais e Boca do Inferno a pé, com parada na Praia da Conceição. No fim da tarde, caminhe pelo Paredão Cascais–Estoril até o Jardim do Casino e volte de trem. Durma cedo para vencer o fuso.

  2. Dia 2 · Sintra: Pena, Castelo dos Mouros e Regaleira

    Pegue o ônibus de Cascais para Sintra pela manhã e, na estação de Sintra, o ônibus 434. Faça o Palácio da Pena e Parque da Pena com horário reservado e o Castelo dos Mouros em seguida. Desça ao centro histórico para almoçar e, à tarde, visite a Quinta da Regaleira. Se o tempo permitir, passe pela fachada do Palácio Nacional de Sintra antes de voltar a Cascais de ônibus.

  3. Dia 3 · Cabo da Roca, Guincho e a costa

    Pela manhã, faça a Ciclovia Cascais–Guincho de bicicleta ou parte dela a pé, até a Praia do Guincho e a Duna da Cresmina. Do Guincho, siga de ônibus ou táxi até o Cabo da Roca para ver o farol e as falésias. À tarde, volte a Cascais e visite a Casa das Histórias Paula Rego ou outro museu do Bairro dos Museus. Termine com o pôr do sol na beira-mar de Cascais.

5 dias · Sintra, Cascais e a costa em 5 dias
Para Quem quer conhecer com calma os palácios, a costa de Sintra e Cascais, com um dia de carro para as praias e o Convento dos Capuchos. · Base em Sintra (3 noites) e Cascais (2 noites)
  1. Dia 1 · Chegada e Palácio Nacional de Sintra

    O voo do Brasil costuma pousar em Lisboa pela manhã. Do aeroporto, siga de metrô até a estação do Oriente, de onde sai o trem direto para Sintra (cerca de 50 minutos). Depois de deixar as malas, faça um programa leve: o Palácio Nacional de Sintra e uma volta pelo centro histórico de Sintra, sem subir a serra. Durma cedo.

  2. Dia 2 · Palácio da Pena e Castelo dos Mouros

    Suba cedo com o ônibus 434 para o Palácio da Pena e Parque da Pena, com horário reservado. Depois do palácio, caminhe pelo parque até a Cruz Alta, o ponto mais alto da serra, e o Chalet da Condessa d'Edla. À tarde, visite o Castelo dos Mouros e desça a pé pelo Percurso de Santa Maria até o centro.

  3. Dia 3 · Quinta da Regaleira e Monserrate

    Pela manhã, Quinta da Regaleira, a pé do centro. À tarde, Palácio e Jardins de Monserrate, de ônibus, com tempo para os jardins. Se o dia estiver bom e houver bonde no período, troque Monserrate pelo Elétrico de Sintra até a Praia das Maçãs.

  4. Dia 4 · Capuchos, praias de Sintra e Cabo da Roca

    Alugue um carro por um dia ou contrate um táxi. Comece no Convento dos Capuchos, na mata da serra. Desça para Colares e siga para Azenhas do Mar, Praia da Adraga e, para quem está disposto à trilha íngreme, Praia da Ursa. Termine no Cabo da Roca e siga pela estrada da costa, passando pelo Guincho, até Cascais, onde fica a nova base.

  5. Dia 5 · Cascais, Guincho e Estoril

    Faça a Ciclovia Cascais–Guincho pela manhã, de bicicleta ou parte a pé, passando pela Boca do Inferno. À tarde, centro de Cascais e um museu do Bairro dos Museus, como a Casa das Histórias Paula Rego. No fim da tarde, caminhe pelo Paredão Cascais–Estoril até o Casino Estoril. Para quem tem mais dias, o Palácio Nacional de Mafra e o Palácio Nacional de Queluz rendem bate-voltas.

Melhor época

Quando ir: Sintra e Cascais mês a mês

De abril a junho e em setembro e outubro o clima costuma ser agradável para andar na serra. No verão europeu, de junho a agosto, Cascais tem praia e Sintra fica muito cheia. De novembro a março chove mais, e a neblina na serra é comum; leve agasalho em qualquer época.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva alta

Inverno · Frio úmido

Pleno inverno no hemisfério norte, o contrário do Brasil. Na média, as máximas ficam perto de 14 °C e as mínimas perto de 5 °C na região de Sintra, com chuva em cerca de metade dos dias. Na serra, neblina e vento frio são comuns. É o mês com menos turistas: filas curtas na Pena e na Regaleira, mas dias curtos e trilhas enlameadas. Leve casaco impermeável e planeje palácios e museus para os dias de chuva.

Fevereiro Chuva alta

Inverno · Pouco movimento

Ainda inverno, com máximas médias perto de 15 °C e mínimas perto de 6 °C. A chuva continua frequente, e a serra costuma ficar encoberta. O movimento nos palácios é baixo, o que facilita a reserva de horário. Nas praias, só caminhadas. Em Cascais, o calçadão e os museus funcionam bem como programa de inverno.

Março Chuva média

Primavera chegando · Dias mais longos

A primavera começa no fim do mês e os dias ficam mais longos. As máximas médias sobem para perto de 17 °C, e a chuva diminui, mas ainda aparece. Os jardins de Monserrate e da Pena começam a florir. O movimento ainda é moderado, e é um bom período para as trilhas da serra. Com o horário de verão europeu, no fim de março, a diferença para Brasília passa a 4 horas.

Abril Chuva média

Primavera · Jardins floridos

Primavera, com máximas médias perto de 17 °C a 18 °C e mínimas perto de 8 °C. Ainda chove em parte dos dias, e a serra alterna sol e neblina. Os jardins da Pena, de Monserrate e de Queluz estão floridos. O movimento cresce nos feriados da Páscoa: reserve horário na Pena com antecedência. Bom mês para caminhar pela costa.

Maio Chuva média

Primavera · Tempo firme

Fim da primavera, com máximas médias perto de 19 °C e menos chuva. Os dias são longos e o tempo costuma firmar no fim do mês. É um período equilibrado para combinar palácios, trilhas e a ciclovia do Guincho. O mar ainda é frio para banho. O movimento aumenta nos fins de semana.

Junho Chuva baixa

Começo do verão · Mais turistas

Começa o verão europeu. As máximas médias ficam perto de 22 °C em Sintra e mais altas em Lisboa; a chuva é rara. A temporada de praia costuma começar neste mês, com salva-vidas nas praias vigiadas. Mesmo assim, a serra e o Cabo da Roca podem amanhecer com neblina e vento. O movimento cresce: compre ingressos com antecedência e chegue cedo aos palácios.

Julho Chuva baixa

Verão · Alta temporada

Alta temporada. Na média, as máximas ficam perto de 25 °C em Sintra e perto de 28 °C em Lisboa, quase sem chuva. A serra continua mais fresca e, às vezes, coberta de neblina pela manhã. Os palácios têm filas e o trânsito no centro de Sintra é intenso: prefira trem e ônibus. O Guincho costuma ter vento forte, e a água do mar segue fria. Reserve tudo com antecedência.

Agosto Chuva baixa

Verão · Praias cheias

O mês mais quente, com máximas médias perto de 25 °C em Sintra e perto de 29 °C em Lisboa. Quase não chove. É o período de férias dos europeus, com praias de Cascais e do Estoril cheias e filas longas na Pena e na Regaleira. Comece o dia cedo, deixe a praia para a tarde e leve casaco para o fim do dia no Cabo da Roca.

Setembro Chuva baixa

Fim do verão · Mar mais agradável

O verão termina no fim do mês. As máximas médias ficam perto de 24 °C em Sintra e as chuvas voltam aos poucos. O movimento diminui depois das férias europeias, e ainda dá para combinar praia e palácios. A temporada de praia vigiada costuma ir até setembro. É um dos meses mais procurados por quem quer fugir das filas de julho e agosto.

Outubro Chuva alta

Outono · Volta da chuva

Outono, com máximas médias perto de 21 °C e chuva mais frequente. A serra volta a ficar úmida e com neblina, e as trilhas podem ter lama. O movimento cai bastante. No fim do mês, termina o horário de verão europeu, e a diferença para Brasília volta a 3 horas. Leve guarda-chuva e casaco leve.

Novembro Chuva alta

Outono · Dias curtos

Um dos meses mais chuvosos, com máximas médias perto de 17 °C e mínimas perto de 9 °C. Os dias são curtos, e a serra passa boa parte do tempo encoberta. Os palácios ficam vazios, o que compensa para quem não se importa com chuva. Concentre os passeios ao ar livre nos dias de sol e deixe museus e o Palácio Nacional de Sintra para os dias fechados.

Dezembro Chuva alta

Inverno · Natal

Começa o inverno, com máximas médias perto de 15 °C e mínimas perto de 7 °C. É o mês de mais chuva na região de Sintra. Cascais e Sintra têm decoração e programação de Natal, e o movimento sobe nos feriados de fim de ano. Os dias são os mais curtos do ano: comece cedo os passeios na serra e leve roupa impermeável.

Planeje o caminho

Como chegar: Sintra e Cascais

Do Brasil de avião

Não há aeroporto em Sintra nem em Cascais: o ponto de chegada é Lisboa. Lisboa recebe voos diretos de várias capitais brasileiras (entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Fortaleza), por companhias portuguesas e brasileiras; a lista de cidades muda com a temporada. De outras cidades, com conexão. O voo é noturno, em geral com chegada pela manhã, e leva cerca de 9 a 11 horas conforme a cidade de saída. Quem chega pelo Porto pode seguir de trem até Lisboa e de lá para Sintra ou Cascais. Fuso: Portugal continental fica 3 horas à frente de Brasília no inverno europeu e 4 horas no horário de verão europeu (do fim de março ao fim de outubro).

De Lisboa a Sintra de trem

O trem (comboio) urbano da Linha de Sintra sai da estação do Rossio, no centro de Lisboa, e chega à estação de Sintra em cerca de 40 a 45 minutos. Há trens frequentes ao longo do dia, todos os dias. Também há trens diretos para Sintra a partir da estação do Oriente, cerca de 50 minutos, o que ajuda quem vem do aeroporto (de metrô até o Oriente). Os mesmos trens param em Queluz-Belas, para o Palácio Nacional de Queluz. O bilhete é comprado nas máquinas ou bilheterias das estações e carregado num cartão recarregável de transporte. Da estação de Sintra ao centro histórico são cerca de 15 minutos a pé.

De Lisboa a Cascais e ao Estoril de trem

O trem da Linha de Cascais sai da estação do Cais do Sodré, em Lisboa, e segue pela margem do Tejo e depois pela costa, com cerca de 25 km de trilhos. A viagem até Cascais leva de 33 a 45 minutos, conforme o trem pare em todas as estações ou não; até o Estoril, cerca de 30 minutos. No caminho ficam estações de praia como Carcavelos e São Pedro do Estoril. Confira no painel se o trem vai até Cascais, porque alguns terminam antes, em Oeiras. O bilhete funciona como o da Linha de Sintra, com cartão recarregável. Do aeroporto, vá de metrô até o Cais do Sodré.

De carro

De Lisboa a Sintra, a estrada principal é o IC19; de Cascais a Sintra, a EN9 ou a A5. De Lisboa a Cascais, a A5 (Autoestrada da Costa do Estoril) tem cerca de 25 km e passa por praças de pedágio (portagem). A estrada costeira entre Cascais e Sintra, pela Praia do Guincho e pelo Cabo da Roca, é a N247. Para Mafra, a partir de Lisboa, use a A8 e depois a A21. O carro ajuda nos passeios do litoral (Capuchos, Praia da Ursa, Adraga, Azenhas do Mar), mas atrapalha no centro de Sintra: o centro histórico tem trânsito restrito, as ruas da serra são de mão única e estreitas, e a Estrada da Pena pode ser fechada a carros na alta temporada. Use os estacionamentos sinalizados na entrada da vila e suba de ônibus.

Como circular em Sintra e Cascais

Em Sintra, o ônibus (autocarro) 434 faz um circuito de mão única a partir da estação: centro histórico, Castelo dos Mouros e Palácio da Pena, com volta ao centro. O 435 liga a estação ao Palácio Nacional de Sintra, à Quinta da Regaleira e a Monserrate. Há um bilhete de um dia para essas linhas turísticas. Uma linha da Carris Metropolitana também passa por Monserrate e chega aos Capuchos, com menos partidas. Entre Sintra, o Cabo da Roca e Cascais há ônibus diretos e um trajeto pela costa; confira o número da linha e os horários antes de sair. Em Cascais, o centro, a Boca do Inferno e o paredão se fazem a pé, e há bicicletas da câmara municipal. O Elétrico de Sintra, um bonde (elétrico) histórico, vai de Sintra à Praia das Maçãs no período de funcionamento. Táxis e carros de aplicativo também atendem, mas o trânsito na serra é lento nos dias cheios.

Ingressos e reservas dos palácios

Os palácios e parques da serra (Palácio da Pena, Castelo dos Mouros, Palácio Nacional de Sintra, Monserrate, Convento dos Capuchos e Palácio Nacional de Queluz) são administrados pela empresa pública Parques de Sintra, e cada um tem ingresso próprio, pago à parte, com venda pela internet. A entrada no Palácio da Pena exige reserva de horário; no verão, os horários se esgotam, então compre com antecedência. A Quinta da Regaleira tem administração e ingresso próprios, também com horário de entrada. O Palácio Nacional de Mafra e os museus de Cascais cobram ingresso à parte. O Cabo da Roca, os mirantes, as praias e o paredão são de acesso aberto. Confira a tabela atual e os dias de fechamento antes de ir.

Documentos para o brasileiro

O brasileiro entra em Portugal com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores de idade, confirme as exigências antes de ir. Leve o passaporte nos passeios se quiser entrar no Casino Estoril, que pede documento com foto.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

De abril a junho e em setembro e outubro o clima costuma ser agradável para andar na serra. No verão europeu, de junho a agosto, Cascais tem praia e Sintra fica muito cheia. De novembro a março chove mais, e a neblina na serra é comum; leve agasalho em qualquer época.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Um dia em Sintra dá para dois palácios e o centro; dois dias permitem ver Pena, Castelo dos Mouros, Regaleira, Monserrate e o Cabo da Roca. Cascais pede um dia, com a vila, a Boca do Inferno e o Guincho. Para as duas, o ideal são três dias.

Em que cidade se hospedar

Muita gente se hospeda em Lisboa e faz bate-volta. Em Sintra, o centro histórico, perto do Palácio Nacional, deixa a pé a Regaleira e os ônibus que sobem à Pena; as quintas na serra são mais isoladas. Em Cascais, o centro e a baía têm restaurantes e a estação de comboio. O Estoril, a poucos quilômetros, tem hotéis à beira-mar no passeio marítimo.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Sintra e Cascais

Dá para fazer Sintra e Cascais em bate-volta de Lisboa?

Sim. O comboio leva cerca de 40 minutos de Lisboa até cada uma. Cada vila rende um dia inteiro; fazer as duas no mesmo dia é possível de carro ou em passeio organizado, mas fica corrido.

Dá para ir de Sintra a Cascais sem voltar a Lisboa?

Sim. Há ônibus que ligam Sintra a Cascais pela estrada da costa, passando perto do Cabo da Roca, e de carro o trajeto pela serra leva menos de uma hora.

Precisa de carro em Sintra e Cascais?

Não. O comboio chega às duas, e em Sintra ônibus sobem aos palácios da serra. O trânsito de carros no centro histórico de Sintra e na subida para a Pena é condicionado, e estacionar é difícil.

Precisa comprar ingresso antes para os palácios de Sintra?

É recomendável, sobretudo para o Palácio da Pena, que usa entrada com horário marcado. No verão europeu as filas costumam ser longas.

Qual a melhor época para ir?

Primavera e outono costumam ter clima ameno. No verão europeu Sintra lota e Cascais tem praia. No inverno chove mais e a neblina é comum na serra.

Como chegar ao Brasil a Sintra e Cascais?

Pelo aeroporto de Lisboa (LIS), a cerca de 30 km de cada uma. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. O brasileiro entra em Portugal com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar.

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