Centro histórico de Faro
Sai de Jardim Manuel Bívar (Faro) a pé cerca de 4 horas manhã fácil
Faro, capital do Algarve, tem um núcleo antigo cercado por muralhas, a Cidade Velha (vila-adentro). Entra-se pelo Arco da Vila, ao lado do Jardim Manuel Bívar, de frente para a doca e a ria.
No Largo da Sé fica a Sé de Faro, construída a partir de 1251 no lugar de uma antiga mesquita; a torre sineira se sobe por escada e tem vista para a cidade e a Ria Formosa. O Museu Municipal ocupa o Convento de Nossa Senhora da Assunção, do século XVI, com peças de arqueologia. A saída pelo Arco do Repouso leva à cidade reconstruída depois do terremoto de 1755.
Fora das muralhas, a Igreja do Carmo guarda nos fundos a Capela dos Ossos, de 1816, com paredes revestidas por mais de mil crânios e ossos de frades carmelitas. A Rua de Santo António, de pedestres, concentra lojas e cafés.
Passa por: Jardim Manuel Bívar, Arco da Vila, Cidade Velha, Sé de Faro, Museu Municipal de Faro, Igreja de São Francisco, Igreja do Carmo, Capela dos Ossos, Rua de Santo António.
Inclui: Caminhada pela Cidade Velha, Sé e Igreja do Carmo. Sé de Faro, museu e Capela dos Ossos cobram ingresso; confira a tabela atual.
Dica: Faro é boa base para quem não tem carro: a estação de trem e o terminal de ônibus ficam perto do centro, e o aeroporto fica a poucos quilômetros.
Melhor época: O ano todo; no verão, visite a Sé e as igrejas pela manhã e deixe a tarde para a ria
Tavira e Ilha de Tavira
Sai de Centro de Tavira a pé e de barco; Praia do Barril a pé ou de trenzinho cerca de 1 dia dia inteiro fácil
Tavira fica às margens do rio Gilão, no leste do Algarve. A Ponte Antiga, de origem tida como romana e com a forma atual do século XVII, liga as duas margens. Na parte alta, as muralhas do castelo têm vista para os telhados, as igrejas, o rio e as salinas. Ao lado, a Igreja de Santa Maria do Castelo ocupa o lugar da antiga mesquita e guarda o túmulo de D. Paio Peres Correia, que tomou a cidade em 1242. A Torre de Tavira, num antigo depósito de água, tem uma câmara escura com vista da cidade.
Para a Ilha de Tavira, os barcos saem de Quatro Águas, seguindo o rio ao lado das salinas, e também do cais do centro. A ilha tem praia voltada para o mar aberto.
A Praia do Barril fica na mesma ilha, perto de Santa Luzia. Cruza-se uma ponte para pedestres junto a Pedras d'El Rei e faz-se cerca de 1 km a pé ou no trenzinho turístico. No apoio de praia, uma antiga armação de pesca do atum, fica o Cemitério das Âncoras.
Passa por: Ponte Antiga de Tavira, Castelo de Tavira, Igreja de Santa Maria do Castelo, Torre de Tavira, Quatro Águas, Ilha de Tavira, Praia do Barril, Cemitério das Âncoras.
Inclui: Centro histórico, castelo e travessia para a ilha. Barco e trenzinho do Barril são pagos à parte; confira a tabela atual.
Dica: Tavira tem estação na Linha do Algarve, a cerca de 40 minutos de trem de Faro. Os barcos para a ilha funcionam com mais frequência no verão.
Melhor época: De maio a outubro para a ilha; o centro de Tavira pode ser visitado o ano todo
Silves: castelo e Sé
Sai de Centro de Silves a pé; de carro ou de trem até a estação de Silves cerca de 3 horas manhã fácil
Silves foi capital do Algarve no período islâmico e fica no interior, à beira do rio Arade, entre laranjais. O Castelo de Silves, de arenito vermelho (grés de Silves), foi erguido pelos árabes sobre uma fortificação mais antiga e é considerado o maior do Algarve. Dentro das muralhas ficam a antiga alcáçova e duas cisternas, com vista para os laranjais do Arade.
Logo abaixo, a Sé de Silves ocupa o lugar da antiga mesquita principal. Começou gótica, foi terminada no período barroco e usa a mesma pedra vermelha do castelo. O Museu Municipal de Arqueologia guarda uma cisterna islâmica do século XI, com escada em espiral. A Igreja da Misericórdia tem um portal lateral manuelino.
Fora das muralhas ficam a ponte sobre o Arade e a Cruz de Portugal, um cruzeiro de pedra.
Passa por: Castelo de Silves, Sé de Silves, Museu Municipal de Arqueologia de Silves, Igreja da Misericórdia de Silves, Rio Arade, Cruz de Portugal.
Inclui: Castelo, Sé e museu (com ingresso pago à parte; confira a tabela atual) e caminhada pelas ruas da antiga medina.
Dica: A estação de trem de Silves fica a cerca de 3 km do centro: combine táxi ou vá de carro. Em agosto, a Feira Medieval ocupa as ruas do centro.
Melhor época: O ano todo; de março a junho e de setembro a novembro o calor é menor para subir ao castelo
Monchique e Fóia
Sai de Portimão ou Silves de carro, pela serra cerca de meio dia manhã ou tarde fácil
A Serra de Monchique fica no interior do barlavento, com encostas de mata, estradas de curva e aldeias pequenas. A Fóia, com 902 metros, é o ponto mais alto do Algarve. No alto há um mirante com vista ampla sobre a serra e, em dias de ar limpo, até o litoral.
A vila de Monchique, no caminho da subida, tem ruas inclinadas e igreja matriz.
Mais abaixo, as Caldas de Monchique ficam num vale a cerca de 250 metros de altitude, com fontes de águas termais já usadas pelos romanos, edifícios antigos e uma mata de sombra.
Passa por: Serra de Monchique, Monchique, Fóia, Miradouro da Fóia, Caldas de Monchique.
Inclui: Subida de carro ao alto da Fóia, passeio pela vila de Monchique e parada nas Caldas de Monchique.
Dica: No alto da Fóia costuma fazer menos calor e mais vento do que no litoral; leve casaco. A neblina pode esconder a vista: olhe o tempo antes de subir.
Melhor época: O ano todo; na primavera a serra fica mais verde e no verão a subida é uma pausa do calor da praia
Albufeira: cidade velha e praias
Sai de Centro de Albufeira a pé; ônibus ou carro para as praias mais afastadas cerca de meio dia fim de tarde e noite fácil
Albufeira tem um centro antigo de ruas estreitas e casas brancas sobre a falésia, que desce até a Praia dos Pescadores, onde barcos de pesca ainda ficam na areia. Escadas rolantes ligam a parte alta, perto da câmara municipal, à praia.
No lado oeste do passeio marítimo fica a Gruta do Xorino, onde, segundo a tradição, os mouros se esconderam no século XIII. A Praia do Peneco, também chamada do Túnel, fica junto ao centro e se abre num anfiteatro de rocha.
Para oeste, as praias da Galé, do Castelo e de São Rafael têm rochas recortadas pela erosão. Para leste, Olhos de Água tem nascentes de água doce na areia, visíveis na maré baixa. Da Marina de Albufeira saem passeios de barco pela costa.
À noite, a cidade velha e a zona entre a Praia da Oura e Montechoro concentram bares e restaurantes.
Passa por: Cidade Velha de Albufeira, Praia dos Pescadores, Praia do Peneco, Gruta do Xorino, Praia de São Rafael, Praia da Galé, Praia de Olhos de Água, Marina de Albufeira.
Inclui: Caminhada pela cidade velha e pelo passeio marítimo e tempo de praia. Passeios de barco saem da marina, pagos à parte.
Dica: A estação de trem de Albufeira-Ferreiras fica a cerca de 7 km do centro; a ligação é de ônibus ou táxi.
Melhor época: De maio a outubro para praia; de novembro a março a cidade fica mais vazia
Praia da Falésia
Sai de Açoteias (Albufeira) ou Olhos de Água de carro ou ônibus até o acesso; depois a pé cerca de meio dia manhã ou fim de tarde fácil
A Praia da Falésia é uma faixa de areia longa, com mais de 3 km, ao pé de falésias altas em tons de vermelho, laranja e branco, cobertas de pinheiros-mansos no topo. Fica a leste de Albufeira, entre Olhos de Água e Vilamoura, e marca a divisa entre os concelhos de Albufeira e Loulé.
O acesso mais usado é pela aldeia das Açoteias, por estrada asfaltada até um estacionamento; dali, escadas de madeira descem ao areal. A praia é vigiada na temporada e tem bar, banheiros (casa de banho) e posto de primeiros socorros.
Por ser aberta e longa, é boa para caminhar à beira-mar. As cores das falésias mudam com a luz e ficam mais fortes no fim da tarde.
Passa por: Praia da Falésia, Açoteias, Olhos de Água, Praia de Maria Luísa.
Inclui: Tempo de praia e caminhada ao longo das falésias. Estacionamento e serviços de praia funcionam com mais estrutura no verão.
Dica: Mantenha distância da base das falésias, onde podem cair pedras. Caminhar pela areia rumo a Olhos de Água mostra as formações de perto.
Melhor época: De maio a outubro para banho de mar; o ano todo para caminhar
Carvoeiro e Algar Seco
Sai de Praia do Carvoeiro (Lagoa) a pé, pelo passadiço de madeira cerca de 2 horas fim de tarde fácil
Carvoeiro é uma antiga vila de pescadores do concelho de Lagoa, com casas brancas em volta de uma praia pequena entre falésias. Os barcos de pesca ainda ficam na areia, e alguns pescadores levam visitantes às grutas da costa.
A leste da vila, um passadiço de madeira de cerca de 600 metros segue pelo alto da falésia até o Algar Seco. O conjunto se formou pela junção de vários algares, poços naturais abertos no calcário, e tem rochas cor de ocre moldadas pela chuva e pelo mar, com passagens e arcos de pedra voltados para o oceano.
Escadas descem do passadiço até as rochas do Algar Seco, de onde se olha o mar por entre as aberturas na pedra.
Passa por: Carvoeiro, Praia do Carvoeiro, Algar Seco, Passadiço do Algar Seco.
Inclui: Caminhada pelo passadiço e visita às formações do Algar Seco, com tempo livre na vila.
Dica: Use calçado com sola firme para as rochas do Algar Seco. O estacionamento no centro de Carvoeiro é pequeno; no verão, chegue cedo ou vá de ônibus.
Melhor época: O ano todo; de maio a outubro a vila fica mais movimentada
Praia da Rocha e Portimão
Sai de Centro de Portimão a pé e de ônibus urbano até a praia cerca de meio dia tarde fácil
Portimão fica na foz do rio Arade. O Museu de Portimão ocupa uma antiga fábrica de conservas e conta a história da pesca e da indústria da cidade. Na beira do rio, restaurantes servem sardinha assada.
A Praia da Rocha fica a cerca de 3 km do centro: é uma praia larga de areia, ao pé de falésias com rochedos isolados, e tem calçadão com bares, restaurantes e casino. Na ponta leste, a Fortaleza de Santa Catarina de Ribamar, construída para defender o porto, vigia a entrada do porto e tem vista para o rio, a praia e Ferragudo, do outro lado.
Ferragudo é uma vila de pescadores na margem leste do Arade, e Alvor, a oeste, tem casas brancas e passadiços sobre a ria.
Passa por: Praia da Rocha, Fortaleza de Santa Catarina de Ribamar, Museu de Portimão, Ferragudo, Rio Arade, Alvor.
Inclui: Visita ao museu (ingresso pago à parte; confira a tabela atual), fim de tarde na Praia da Rocha e mirante da fortaleza.
Dica: O ônibus urbano Vai e Vem liga o centro de Portimão às praias. Portimão tem estação na Linha do Algarve e é um dos portos de saída dos barcos para Benagil.
Melhor época: De maio a outubro para praia; o centro e o museu podem ser visitados o ano todo
Costa Vicentina: Aljezur e Arrifana
Sai de Lagos ou Aljezur de carro cerca de 1 dia dia inteiro fácil a moderada
A costa oeste do Algarve faz parte do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, que segue por mais de 100 km entre Porto Covo, no Alentejo, e Burgau. É uma costa aberta ao Atlântico, com falésias altas, praias longas, ondas fortes e pouca construção. A cegonha-branca faz ninhos nos rochedos à beira-mar.
Aljezur fica um pouco para dentro, num vale, com casario branco e um castelo do século X no alto. A Praia da Arrifana, ao fundo de uma enseada, tem a Pedra da Agulha no mar e é muito procurada para surfe. Mais ao sul, a Praia do Amado recebe escolas de surfe e campeonatos, e a Bordeira tem areal largo e dunas. Perto de Vila do Bispo, o Castelejo fica entre falésias de xisto escuro.
A Rota Vicentina tem trilhas a pé pela região, como o Caminho Histórico entre Aljezur e Arrifana.
Passa por: Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, Aljezur, Castelo de Aljezur, Praia da Arrifana, Pedra da Agulha, Praia de Monte Clérigo, Praia do Amado, Praia da Bordeira, Praia do Castelejo.
Inclui: Volta de carro pela costa oeste, com paradas nos mirantes, no castelo de Aljezur e nas praias.
Dica: O mar na costa oeste costuma ser mais frio e mais agitado que no sul do Algarve: entre na água só em praia vigiada. Sem carro, a região fica difícil de percorrer.
Melhor época: De maio a outubro para praia; na primavera, as falésias costumam ficar floridas; em outubro há festival de observação de aves em Sagres
Cacela Velha
Sai de Tavira ou Vila Real de Santo António de carro cerca de 2 horas fim de tarde fácil
Cacela Velha é uma aldeia pequena de origem árabe no extremo leste da Ria Formosa, no concelho de Vila Real de Santo António. Fica no alto de uma pequena falésia, com casas térreas brancas, a Igreja de Nossa Senhora da Assunção, de 1538, e uma fortaleza erguida nos reinados de D. João III e D. Sebastião.
Do largo junto à igreja e ao cemitério se vê a ria, os canais e a ilha-barreira em frente. O núcleo da aldeia é classificado como imóvel de interesse público e fica no Caminho Português de Santiago pelo litoral.
Na vizinha Fábrica, pequenos barcos de pescadores levam até a praia da ilha em frente, de areia larga e pouco movimento.
Passa por: Cacela Velha, Fortaleza de Cacela Velha, Igreja de Nossa Senhora da Assunção, Parque Natural da Ria Formosa, Fábrica.
Inclui: Caminhada pela aldeia, mirante sobre a ria e, se quiser, barco até a praia da ilha (pago à parte).
Dica: O estacionamento fica fora da aldeia; o resto se faz a pé. O fim da tarde costuma ser o horário mais procurado para ver a ria.
Melhor época: O ano todo; de junho a setembro funcionam os barcos para a praia
Mercados de Olhão e Loulé
Sai de Olhão e Loulé a pé no centro de cada cidade; de carro ou ônibus entre elas cerca de meio dia manhã fácil
Olhão, cidade de pescadores na Ria Formosa, tem dois mercados lado a lado na beira da ria: o Mercado do Peixe e o Mercado das Verduras. Os edifícios, inaugurados em 1916, têm tijolo aparente, estrutura de ferro e quatro torreões circulares nos cantos. No do peixe se vê a variedade da pesca local, de polvo a amêijoas; no outro, frutas, legumes, frutos secos e queijos.
O Mercado Municipal de Loulé, inaugurado em 1908, ocupa um edifício de inspiração árabe com cúpulas no centro da cidade e reúne peixe, frutas, legumes e lojas de produtos regionais. Aos sábados de manhã, produtores montam bancas nas ruas em volta, com laranjas, romãs, amêndoas, figos secos, alfarroba e mel.
Loulé tem também um pequeno castelo e ruas comerciais no centro, e Olhão um bairro antigo de ruas estreitas junto aos mercados.
Passa por: Mercados de Olhão, Mercado do Peixe de Olhão, Mercado das Verduras de Olhão, Mercado Municipal de Loulé.
Inclui: Visita aos mercados e passeio pelos centros de Olhão e Loulé.
Dica: Vá pela manhã, quando as bancas estão cheias; muitas fecham à tarde. No sábado, os dois mercados ficam mais animados.
Melhor época: O ano todo; no verão há mais frutas da estação nas bancas