Chiclayo fica na costa norte do Peru, a 14 km do Pacífico, cerca de 770 km ao norte de Lima e 208 km ao norte de Trujillo. É a capital do departamento de Lambayeque e uma das maiores cidades do país, um centro de comércio conhecido como a cidade da amizade. A 12 km ao norte fica Lambayeque, a cidade colonial que dá nome ao departamento e guarda os principais museus da região.
O vale foi o território dos moches e, depois, da cultura lambayeque, também chamada sicán. Em 1987, o arqueólogo Walter Alva encontrou em Huaca Rajada, perto do povoado de Sipán, a tumba intacta do Senhor de Sipán, um governante moche enterrado com ouro, prata e conchas. As peças estão no Museo Tumbas Reales de Sipán, em Lambayeque, que reproduz a tumba. Na mesma cidade, o Museo Brüning reúne ourivesaria e cerâmica de várias culturas, e o complexo de Chotuna-Chornancap guarda a lenda de Ñaimlap, o fundador mítico da dinastia de Lambayeque.
Em volta de Chiclayo há mais para ver: as 26 pirâmides de adobe de Túcume, em torno do Cerro Purgatorio; o Santuario Histórico Bosque de Pómac, um bosque seco de algarrobos com as pirâmides de Batán Grande; o Museo Nacional Sicán, em Ferreñafe, com as máscaras de ouro da cultura sicán; e as ruínas coloniais de Zaña. Na cidade, a Plaza de Armas, a Catedral e o Mercado Modelo, com as bancas de ervas. Na beira-mar, Pimentel tem praia, píer e pescadores com caballitos de totora.
Para o brasileiro, Chiclayo é um destino de arqueologia e de cozinha, com o arroz com pato e o ceviche do norte. Fica no litoral, sem altitude, e o clima é seco, com sol de dezembro a abril. O horário é duas horas a menos que o de Brasília.
Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Chiclayo, Lambayeque.