Via Francígena a pé: de Canterbury a Roma

Rota entre países · Europa

Via Francígena a pé: de Canterbury a Roma

O antigo caminho dos peregrinos a Roma: da catedral de Canterbury, pela França e pela Suíça, sobre os Alpes no Grande São Bernardo e pela Toscana até a praça de São Pedro.

  • França
  • Suíça
  • Itália

8 cidades 3 países

Na foto: Vila murada de Monteriggioni

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

A rota

O que é Via Francígena a pé: de Canterbury a Roma

A Via Francígena segue o caminho descrito pelo arcebispo Sigerico, que no ano de 990 voltou de Roma a Canterbury anotando as paradas. Hoje é um Itinerário Cultural do Conselho da Europa e liga a catedral de Canterbury, na Inglaterra, a Roma, em cerca de 1.800 a 2.000 km, conforme a fonte e o traçado, passando por quatro países: Reino Unido, França, Suíça e Itália.

Depois de atravessar o canal da Mancha entre Dover e Calais, o caminho cruza o norte da França por Arras e Reims, desce pela região de Champagne e pelo Franco-Condado até Besançon, entra na Suíça pelo Jura e chega ao lago Léman, em Lausanne. Sobe o vale do Ródano e cruza os Alpes no passo do Grande São Bernardo, a 2.469 metros, até Aosta, na Itália. Daí atravessa a planície do Pó, os Apeninos e a Toscana, por Lucca, San Gimignano e Siena, e o Lácio, até Roma.

Poucos fazem o caminho inteiro de uma vez, o que leva cerca de três meses. A maioria faz um trecho, e os mais procurados ficam na Itália: de Lucca a Siena, pela Toscana, e de Siena a Roma, pelo Val d'Orcia e pelo lago de Bolsena. Quem anda a pé pelo menos os últimos 100 km até Roma pode pedir o Testimonium, o certificado da peregrinação.

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O mapa

8 cidades em 3 países

França, Suíça e Itália Mapa de referência: a linha liga as cidades da rota em linha reta e não mostra o traçado dos trilhos ou das estradas.
ReimsBesançonLausanneAostaLuccaSan GimignanoSienaRoma

Contornos: Natural Earth, domínio público. Adaptação: Cidade Turismo.

O percurso

Cidade a cidade

Distâncias e tempos são aproximados: confirme antes de sair.

  1. Reims
    1 · França

    Reims

    Depois de Calais, Wisques, Arras, Péronne e Laon, o caminho chega a Reims, na região de Champagne. A catedral de Notre-Dame, onde os reis da França eram coroados, e as caves de champanhe são as visitas principais. Daqui o caminho segue por Châlons-en-Champagne e Langres.

    → Besançon cerca de 2 a 3 semanas a pé Por Châlons-en-Champagne, Bar-sur-Aube, Langres e Champlitte, entre vinhedos de champanhe e planaltos.

  2. Besançon
    2 · França

    Besançon

    Besançon fica numa curva do rio Doubs, com a cidadela de Vauban no alto, Patrimônio Mundial, e o centro de prédios de pedra. Depois da cidade, o caminho sobe as montanhas do Jura até Pontarlier e cruza a fronteira com a Suíça.

    → Lausanne cerca de 1 semana a pé Pelas montanhas do Jura, Pontarlier, a fronteira suíça em Jougne, Orbe e Lausanne.

  3. Lausanne
    3 · Suíça

    Lausanne

    Depois de Orbe, o caminho chega a Lausanne, à beira do lago Léman, com a catedral gótica no alto da cidade velha. Segue pela margem do lago por Vevey e Montreux, sobe o vale do Ródano por Saint-Maurice e Martigny e começa a subida dos Alpes.

    → Aosta cerca de 1 semana a pé Pela margem do lago Léman (Vevey e Montreux), o vale do Ródano (Saint-Maurice e Martigny), Bourg-Saint-Pierre, o passo do Grande São Bernardo e a descida a Aosta.

  4. Aosta
    4 · Itália

    Aosta

    Depois de Bourg-Saint-Pierre e do passo do Grande São Bernardo, a 2.469 metros, com o hospício dos cônegos, o caminho desce até Aosta, a primeira cidade italiana. Aosta guarda a porta Pretoria, o arco de Augusto e o teatro romano. Daqui o caminho segue por Ivrea, Vercelli, Pavia, Piacenza e pelos Apeninos.

    → Lucca cerca de 4 semanas a pé Pelo vale de Aosta, Ivrea, Vercelli, Pavia e Piacenza, na planície do Pó, Fidenza, o passo da Cisa nos Apeninos, Pontremoli, Sarzana e Camaiore.

  5. Lucca
    5 · Itália

    Lucca

    Depois do passo da Cisa, de Pontremoli e da costa da Ligúria, o caminho chega a Lucca, cercada por muralhas que viraram passeio arborizado. É o ponto de partida mais comum do trecho da Toscana, que segue por Altopascio, San Miniato e Gambassi Terme.

    → San Gimignano cerca de 4 dias a pé Por Altopascio, San Miniato e Gambassi Terme, entre colinas da Toscana e estradas de terra.

  6. San Gimignano
    6 · Itália

    San Gimignano

    San Gimignano é a vila das torres medievais, no alto de um morro entre vinhedos. O caminho segue daqui por Colle di Val d'Elsa e pela vila murada de Monteriggioni até Siena.

    → Siena cerca de 1 a 2 dias a pé Por Colle di Val d'Elsa e Monteriggioni, entre bosques e vinhedos.

  7. Siena
    7 · Itália

    Siena

    Siena tem a Piazza del Campo, onde corre o Palio, a catedral de mármore listrado e as ruas medievais em ladeira. Depois de Siena, o caminho atravessa o Val d'Orcia por San Quirico d'Orcia e Radicofani e entra no Lácio.

    → Roma cerca de 2 semanas a pé Pelo Val d'Orcia (Ponte d'Arbia, San Quirico d'Orcia, Radicofani), Acquapendente, o lago de Bolsena, Montefiascone, Viterbo, Vetralla, Sutri, Campagnano di Roma e La Storta até a praça de São Pedro. De Viterbo a Roma são os últimos cerca de 100 km.

  8. Roma
    8 · Itália

    Roma

    Depois de Acquapendente, Bolsena, Montefiascone, Viterbo, Sutri e La Storta, o caminho entra em Roma pelo monte Mario e termina na praça de São Pedro, onde se pede o Testimonium.

Como viajar

O caminho e as passagens

A pé, em etapas de 15 a 30 km, seguindo as placas com a figura de um peregrino e, na Itália, as marcas brancas e vermelhas. Também dá para fazer de bicicleta, por um traçado próprio em parte do caminho. Muitos fazem o caminho em partes, em viagens diferentes, voltando ao ponto onde pararam.

A credencial do peregrino é o documento do caminho, distribuída pela Associação Europeia das Vias Francígenas e por postos de turismo, igrejas, albergues e associações. Carimbe ao longo do caminho, com data, nos lugares onde dormir, nas igrejas e nos postos de turismo. Em muitos albergues e hospedagens do caminho, a credencial dá acesso à acolhida de peregrinos.

Na chegada a Roma, o Testimonium é entregue a quem fez pelo menos os últimos 100 km a pé, ou 200 km de bicicleta, e mostra a credencial carimbada. Costuma ser retirado no ponto de acolhida junto à basílica de São Pedro: confirme o local e o horário antes.

O caminho é marcado com placas que mostram a silhueta de um peregrino e, na Itália, com marcas brancas e vermelhas. A estrutura é menor que a do Caminho de Santiago: na França e na Suíça há trechos com poucos albergues, e vale reservar onde dormir. Na Toscana e no Lácio há mais opções, de albergues paroquiais a pousadas.

De um país para o outro

As fronteiras no caminho

Documento, moeda, idioma e celular mudam de um lado para o outro. As exigências de entrada podem mudar: confirme antes de viajar.

Reino Unido → França

No canal da Mancha, de balsa entre Dover e Calais

O Reino Unido não está no espaço Schengen: há controle de passaporte no porto de Dover, feito pelas autoridades francesas antes do embarque. Nem todas as balsas aceitam passageiros a pé: confirme antes. A moeda muda da libra para o euro, e o relógio adianta uma hora.

França → Suíça

Nas montanhas do Jura, entre Pontarlier e Jougne

Sem controle fixo de passaporte: os dois países estão no espaço Schengen. A Suíça não faz parte da União Europeia, e pode haver controle de alfândega. A moeda muda do euro para o franco suíço, e a língua continua o francês.

Suíça → Itália

No passo do Grande São Bernardo, a 2.469 metros

Sem controle fixo de passaporte. A moeda volta a ser o euro, e a língua passa ao italiano, embora no vale de Aosta o francês também seja oficial. No passo, o hospício dos cônegos do Grande São Bernardo recebe peregrinos há séculos.

Dia a dia

Roteiros de 7 e 14 dias

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme os horários e a disponibilidade das passagens.

7 dias · A Toscana, de Lucca a Siena

Para Para quem tem uma semana e quer o trecho mais procurado.
  1. Dia 1 · Lucca

    Chegada, credencial e um passeio pelas muralhas.

  2. Dia 2 · Lucca a Altopascio

    Etapa plana pela planície de Lucca até Altopascio, antiga parada de peregrinos.

  3. Dia 3 · Altopascio a San Miniato

    Bosques, a travessia do rio Arno e a subida a San Miniato.

  4. Dia 4 · San Miniato a Gambassi Terme

    Colinas, estradas de terra e a igreja de Coiano.

  5. Dia 5 · Gambassi Terme a San Gimignano

    Etapa curta, com chegada às torres de San Gimignano.

  6. Dia 6 · San Gimignano a Monteriggioni

    Vinhedos, Colle di Val d'Elsa e a vila murada de Monteriggioni.

  7. Dia 7 · Monteriggioni a Siena

    Bosques até a entrada em Siena pela Porta Camollia e a Piazza del Campo.

7 dias · Os últimos 100 km, de Viterbo a Roma
Para Para quem quer o Testimonium.
  1. Dia 1 · Viterbo

    Chegada, credencial e o bairro medieval de San Pellegrino.

  2. Dia 2 · Viterbo a Vetralla

    Pela via Cassia antiga e entre bosques de castanheiras.

  3. Dia 3 · Vetralla a Sutri

    Bosques, avelãs e o anfiteatro escavado na rocha de Sutri.

  4. Dia 4 · Sutri a Campagnano di Roma

    Pelo parque de Veio e as cachoeiras de Monte Gelato.

  5. Dia 5 · Campagnano a La Storta

    Campo aberto e a chegada aos arredores de Roma.

  6. Dia 6 · La Storta a Roma

    Pelo monte Mario, com a primeira vista da cúpula de São Pedro, até a praça de São Pedro.

  7. Dia 7 · Roma

    Testimonium, basílica de São Pedro e o centro histórico.

14 dias · De Siena a Roma
Para Para quem tem duas semanas e quer o Val d'Orcia e a chegada a Roma.
  1. Dia 1 · Siena

    Piazza del Campo, catedral e a credencial.

  2. Dia 2 · Siena a Ponte d'Arbia

    Saída pelas crete senesi, colinas de argila.

  3. Dia 3 · Ponte d'Arbia a San Quirico d'Orcia

    Por Buonconvento e a entrada no Val d'Orcia.

  4. Dia 4 · San Quirico a Radicofani

    Bagno Vignoni, com a piscina termal na praça, e a subida a Radicofani.

  5. Dia 5 · Radicofani a Acquapendente

    Descida longa e entrada no Lácio.

  6. Dia 6 · Acquapendente a Bolsena

    Chegada ao lago de Bolsena.

  7. Dia 7 · Bolsena a Montefiascone

    Pela margem do lago e a subida a Montefiascone.

  8. Dia 8 · Montefiascone a Viterbo

    Pela via Cassia antiga até Viterbo.

  9. Dia 9 · Viterbo a Vetralla

    Começo dos últimos 100 km.

  10. Dia 10 · Vetralla a Sutri

    Bosques e o anfiteatro de Sutri.

  11. Dia 11 · Sutri a Campagnano di Roma

    Parque de Veio e Monte Gelato.

  12. Dia 12 · Campagnano a La Storta

    Chegada aos arredores de Roma.

  13. Dia 13 · La Storta a Roma

    Monte Mario e a praça de São Pedro.

  14. Dia 14 · Roma

    Testimonium e o centro histórico.

Melhor época

Quando ir: mês a mês

Maio, junho e setembro, com começo de outubro: temperatura boa para andar na Toscana e no Lácio. A travessia do Grande São Bernardo a pé costuma ser possível só no verão, de fim de junho a setembro, quando a neve derrete. Julho e agosto são muito quentes na Toscana e no Lácio, com trechos longos ao sol.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro

Inverno · Frio

Frio e chuva no norte; neve nos Alpes e no Jura. Poucos peregrinos e menos lugares abertos para dormir.

Fevereiro

Inverno · Frio

Ainda frio. Os trechos italianos ao sul de Siena são os mais fáceis nesta época.

Março

Começo da primavera

Os dias crescem. Chuva frequente e lama nas estradas de terra.

Abril

Primavera · Páscoa

Colinas verdes na Toscana. Na Páscoa, Roma fica muito cheia: reserve antes.

Maio

Primavera · Bom para andar

Campos de papoula, dias longos e temperatura boa. Um dos melhores meses na Itália.

Junho

Começo do verão

Calor começa na Toscana. No fim do mês, a trilha do Grande São Bernardo costuma abrir.

Julho

Verão · Calor · Palio

Muito calor na Toscana e no Lácio; ande de madrugada. O Palio de Siena costuma correr em 2 de julho e em 16 de agosto. Bom mês para os Alpes.

Agosto

Verão · Calor

Calor forte no centro da Itália e parte do comércio fechada em meados do mês. Nos Alpes, temporada de caminhada.

Setembro

Fim do verão · Vindima

Calor menor e vindima nas colinas. Um dos melhores meses para a Toscana. A trilha do Grande São Bernardo costuma fechar no fim do mês.

Outubro

Outono · Cores

Bom no começo do mês, com vinhedos coloridos e colheita de azeitonas chegando.

Novembro

Outono · Chuva

Chuva, dias curtos e lugares para dormir começando a fechar.

Dezembro

Inverno · Natal

Frio e poucos peregrinos. Roma cheia perto do Natal.

Do Brasil

Começar e terminar a viagem

Do Brasil, a viagem costuma chegar por Londres, para quem começa em Canterbury, ou por Roma, Florença ou Pisa, para quem faz um trecho na Itália; confira no site das companhias se há voo direto na temporada, saindo da sua cidade. Sem voo direto, a viagem costuma ter conexão em outra cidade europeia. O Reino Unido tem regras de entrada próprias: confira antes de viajar.

De Londres, o trem leva a Canterbury em cerca de 1 hora. Para o trecho da Toscana, Lucca fica a cerca de 30 minutos de trem de Pisa e a cerca de 1h30 de Florença. Viterbo tem trens regionais de Roma.

Para voltar, Roma tem dois aeroportos, ligados ao centro por trem e ônibus.

Quantos dias

O caminho inteiro leva cerca de três meses a pé. Na Toscana, de Lucca a Siena, cerca de 6 dias. Os últimos 100 km, de Viterbo a Roma, cerca de 5 a 6 dias. De bicicleta, a parte italiana leva cerca de duas semanas.

Para quem é

Para quem quer uma peregrinação a pé com chegada a Roma, para quem gosta de caminhar entre vilas medievais, vinhedos e estradas romanas e para quem prefere um caminho menos cheio que o de Santiago.

Antes de embarcar

Dicas práticas

Reserve onde dormir

A Via Francígena tem menos albergues que o Caminho de Santiago. Reserve com antecedência, principalmente na França e na Suíça.

Amacie o calçado antes

Ande com o tênis ou a bota do caminho por algumas semanas antes de viajar. Calçado novo é a causa mais comum de bolhas.

Água e chapéu na Toscana

Entre as vilas da Toscana e do Lácio há trechos longos ao sol, com poucos pontos de água. Leve sempre água e proteção.

Confira o Grande São Bernardo

A trilha do passo só é segura sem neve. Confirme as condições antes e, fora do verão, atravesse de ônibus.

Carimbe sempre

Nos últimos 100 km, carimbe a credencial todos os dias, com data. Sem os carimbos, o Testimonium pode ser recusado.

Faça em partes

Muitos peregrinos fazem a Via Francígena em várias viagens, um trecho por ano. Guarde a credencial para continuar de onde parou.

Viajante, envie experiências através de fotos Até 5 fotos de cada lugar que você visitou.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Via Francígena a pé: de Canterbury a Roma

Quantos quilômetros tem a Via Francígena?

De Canterbury a Roma, cerca de 1.800 a 2.000 km, conforme a fonte e as variantes do traçado. A parte italiana, do Grande São Bernardo a Roma, tem cerca de 945 km.

Qual o trecho mais procurado?

A Toscana, de Lucca a Siena, em cerca de 6 dias, e o trecho de Siena a Roma, pelo Val d'Orcia e pelo lago de Bolsena. Quem quer o Testimonium com a distância mínima costuma começar em Viterbo.

O que é o Testimonium?

É o certificado da peregrinação a Roma, entregue a quem fez a pé pelo menos os últimos 100 km, ou de bicicleta pelo menos os últimos 200 km, e mostra a credencial carimbada. Costuma ser retirado no ponto de acolhida junto à basílica de São Pedro: confirme antes onde e em que horário.

Onde conseguir a credencial?

A credencial do peregrino é distribuída pela Associação Europeia das Vias Francígenas e por postos de turismo, igrejas, albergues e associações ao longo do caminho, na Inglaterra, na França, na Suíça e na Itália.

Dá para atravessar o Grande São Bernardo a pé o ano todo?

Não. A trilha do passo costuma ficar sem neve só no verão, de fim de junho a setembro. Fora dessa época, quem segue pelo caminho atravessa os Alpes de ônibus, pelo túnel. Confirme as condições antes.

Precisa mostrar passaporte?

Sim, na saída do Reino Unido, que não está no espaço Schengen: o controle de fronteira é feito no porto de Dover. Entre a França, a Suíça e a Itália não há controle fixo de passaporte, mas a Suíça não está na União Europeia e pode haver controle de alfândega.

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