Arena di Verona e Piazza Bra
Sai de Piazza Bra (15 min a pé da estação Porta Nuova) Visita ao anfiteatro e caminhada cerca de 2 horas manhã fácil (escadas nas arquibancadas)
A Arena di Verona, o anfiteatro romano do ano 30, é o terceiro maior da Itália e o mais bem conservado, com 44 fileiras de pedra para 30 mil espectadores na origem; perdeu o anel externo num terremoto em 1117 (restou a 'ala', o trecho de quatro arcos), mas as arquibancadas e a arena estão intactas. Desde 1913, com a Aida de Verdi, recebe no verão o Festival Lírico, o maior de ópera ao ar livre do mundo, com cerca de 15 mil pessoas por noite, de junho a setembro; de dia, visita-se o interior e sobe-se ao alto dos degraus, com a Piazza Bra abaixo. A praça, a maior de Verona, tem o Liston, a calçada de mármore rosa dos cafés, o Palazzo Barbieri (prefeitura), a Gran Guardia e os jardins; no Natal, a estrela de metal da Arena atravessa a praça. A Via Mazzini, de pedestres, liga a Bra à Piazza delle Erbe.
Passa por: Arena di Verona, Piazza Bra.
Inclui: Ingresso pago à parte para a visita diurna (bilheteria no local ou online; a Verona Card inclui); espetáculos do festival com ingresso próprio, no site da Fondazione Arena. Praça sem cobrança.
Dica: Para a ópera, compre com antecedência no site oficial; os lugares nos degraus de pedra (gradinata), sem assento marcado, são os mais baratos e pedem chegar cedo com almofada; leve casaco e repelente. A visita diurna fecha nas tardes de espetáculo.
Melhor época: O ano todo para a visita; de junho a setembro, o festival de ópera.
Casa di Giulietta, Piazza delle Erbe, Torre dei Lamberti e Piazza dei Signori
Sai de Via Cappello, Verona Caminhada pelo centro com subida à torre cerca de 3 horas manhã ou tarde moderada (368 degraus ou elevador)
A Casa di Giulietta é a casa gótica do século 13 que a cidade identificou nos anos 1930 com a família Capuleto de Shakespeare, com a sacada acrescentada na mesma época e a estátua de bronze de Julieta no pátio, cujo seio direito é tocado para dar sorte; o pátio é sem cobrança e lotado, a casa é museu. A Piazza delle Erbe, o foro romano, é o mercado com a fonte da Madonna Verona, de 1368, a coluna de São Marcos e as fachadas pintadas das Case Mazzanti; a Torre dei Lamberti, de 84 m, começada em 1172, sobe por escada ou elevador à vista das praças e das colinas. O Arco della Costa, com uma costela de baleia pendurada, leva à Piazza dei Signori, a praça do poder, com a estátua de Dante, exilado em Verona, a Loggia del Consiglio e o Palazzo del Capitano; ao lado, as Arche Scaligere, os túmulos góticos dos Della Scala, senhores da cidade, com os cavaleiros em cima.
Passa por: Casa di Giulietta, Piazza delle Erbe, Torre dei Lamberti, Piazza dei Signori.
Inclui: Pátio de Julieta sem cobrança; casa-museu com ingresso; Torre dei Lamberti com ingresso (bilhete combinado com a Galleria d'Arte Moderna); praças sem cobrança.
Dica: Vá ao pátio de Julieta antes das 9 h ou depois das 19 h para não disputar a sacada; a casa-museu é dispensável. Suba à torre no fim da tarde. A Piazza delle Erbe tem bancas de dia e bares à noite.
Melhor época: O ano todo; em dezembro a Piazza dei Signori recebe o mercado de Natal.
Castelvecchio, Ponte Scaligero e a Basilica di San Zeno
Sai de Corso Castelvecchio, Verona Museu e caminhada pelo rio cerca de 3 horas tarde fácil
O Museo di Castelvecchio ocupa o castelo de tijolo dos Della Scala, de 1354 a 1376, à beira do Adige, restaurado por Carlo Scarpa entre 1958 e 1974 num dos projetos de museografia mais estudados do século 20: a escultura medieval, Pisanello, Mantegna, Bellini, Veronese e a estátua equestre de Cangrande I, suspensa num pedestal de concreto. O Ponte Scaligero, a ponte fortificada do castelo, de 1355, explodida em 1945 e reconstruída com as pedras originais, atravessa o rio com as ameias. Dali, 15 minutos a pé pela margem, a Basilica di San Zeno, românica, de 1120 a 1138, com a rosácea da Roda da Fortuna, as 48 placas de bronze das portas, do século 11 e 12, com cenas bíblicas, a cripta de 49 colunas onde está o corpo do santo, padroeiro, e o tríptico de Mantegna no altar; a tradição diz que Romeu e Julieta se casaram na cripta. O claustro tem arcos românicos e góticos.
Passa por: Museo di Castelvecchio, Basilica di San Zeno.
Inclui: Castelvecchio com ingresso pago à parte (Verona Card inclui); San Zeno com ingresso pequeno (bilhete combinado das igrejas de Verona).
Dica: Reserve duas horas para Castelvecchio e veja o percurso de Scarpa com calma. Compre o bilhete combinado das quatro igrejas (San Zeno, Duomo, Sant'Anastasia, San Fermo) na primeira que visitar.
Melhor época: O ano todo.
Duomo, Sant'Anastasia, Ponte Pietra e o Teatro Romano
Sai de Piazza Duomo, Verona Caminhada pelo norte do centro e o rio cerca de 3 horas manhã fácil
O Duomo di Verona, românico de 1187 com fachada gótica, guarda a Assunção de Ticiano, o batistério de San Giovanni in Fonte, com a pia de mármore de 1200, e a basílica de Sant'Elena, com mosaicos do século 4. A Basilica di Santa Anastasia, a maior igreja da cidade, gótica, de 1290 a 1481, tem os 'gobbi', as duas figuras curvadas que sustentam as pias de água benta, e o afresco de São Jorge e a princesa de Pisanello, de 1435. A Ponte Pietra, a ponte romana do século 1 a.C., refeita após 1945, atravessa o Adige para o Teatro Romano e Museo Archeologico, o teatro do século 1 a.C. escavado na colina de San Pietro, com arquibancadas reaproveitadas no verão para o festival de teatro e jazz, e o museu no antigo convento acima, com mosaicos e estátuas; dali o funicular ou a escada sobem ao Castel San Pietro, a vista de Verona com o rio curvando em S.
Passa por: Duomo di Verona, Basilica di Santa Anastasia, Ponte Pietra, Teatro Romano e Museo Archeologico.
Inclui: Duomo e Sant'Anastasia com o bilhete combinado das igrejas; Teatro Romano e museu com ingresso (Verona Card inclui); Ponte Pietra sem cobrança.
Dica: Faça a Ponte Pietra e o Castel San Pietro no fim do dia, com a luz baixa sobre a cidade; de manhã, as igrejas. O festival de verão do Teatro Romano tem ingressos no site do Estate Teatrale Veronese.
Melhor época: O ano todo; de junho a setembro, espetáculos no Teatro Romano.
Castel San Pietro e Giardino Giusti: as duas vistas de Verona
Sai de Ponte Pietra (funicular) e Via Giardino Giusti Mirante e jardim cerca de 2 h 30 fim de tarde moderada (escadaria ou funicular)
O Castel San Pietro é o terraço no alto da colina do outro lado do rio, no lugar do castelo e da fortaleza austríaca de 1854, com a vista completa de Verona: o Adige em curva, as torres, a Arena ao fundo e as colinas; sobe-se pelo funicular de 2017, de 1 minuto, ao lado do Teatro Romano, ou pela escadaria de 10 minutos. Perto, o Giardino Giusti, de 1570, o jardim renascentista da família Giusti, tombado e aberto à visita, com o túnel de ciprestes que Goethe descreveu, o labirinto de buxo, as estátuas, as grutas e o 'mascarão' de pedra no alto da escadaria, de onde se vê a cidade por outro ângulo; Mozart e Goethe o visitaram. Entre os dois, o bairro de Veronetta, o lado universitário e mais barato do rio, com trattorias.
Passa por: Castel San Pietro, Giardino Giusti, Ponte Pietra.
Inclui: Castel San Pietro sem cobrança; funicular pago à parte; Giardino Giusti com ingresso.
Dica: Suba ao Castel San Pietro meia hora antes do pôr do sol; o terraço lota, mas é amplo. O Giardino Giusti fecha ao entardecer: visite primeiro.
Melhor época: O ano todo; na primavera o jardim está no melhor.
Sirmione: Castello Scaligero, Grotte di Catullo e as termas
Sai de Sirmione (ônibus de Desenzano ou barco; carro só até a entrada) Vila na península e sítio romano cerca de 4 horas manhã ou fim de tarde fácil
Sirmione é a península de 4 km que entra no Lago di Garda (Lago de Garda) pelo sul, com a vila medieval na ponta, cercada de água e fechada por carros desde a entrada. O Castello Scaligero di Sirmione, de 1277, com as ameias, o porto fortificado (a única darsena medieval conservada) e a torre de 47 m, com a vista do lago, guarda a ponte levadiça por onde se entra na vila. As Grotte di Catullo, na ponta, são a maior villa romana do norte da Itália, do século 1, em terraços sobre o lago, atribuída pela tradição ao poeta Catulo, nascido em Verona, com o olival e o museu; chega-se a pé em 20 minutos pelas ruas de lojas ou de trenzinho. A Chiesa di San Pietro in Mavino, do século 8, no ponto mais alto, tem afrescos e o campanário. As termas de Sirmione, com água sulfurosa a 69 °C, têm o parque termal Aquaria, com piscinas sobre o lago; a Jamaica Beach, as lajes de pedra ao pé das Grotte, é o banho de lago.
Passa por: Castello Scaligero di Sirmione, Grotte di Catullo, Chiesa di San Pietro in Mavino.
Inclui: Castelo e Grotte di Catullo com ingressos pagos à parte (os estatais sem cobrança no primeiro domingo do mês); igreja sem cobrança; termas pagas à parte.
Dica: Vá antes das 10 h ou depois das 17 h; no meio do dia de verão a vila não tem lugar. Deixe o carro no estacionamento da entrada e entre a pé. O barco de linha de Desenzano, Peschiera ou Garda é a chegada mais bonita.
Melhor época: De abril a outubro; julho e agosto lotam; no inverno a vila é tranquila e as termas funcionam.