Veneza

Vêneto

Veneza

A cidade construída sobre a lagoa, sem carros, com canais no lugar de ruas, a Basílica de São Marco, o Palácio Ducal e as ilhas de Murano, Burano e Torcello.

Norte

Na foto: Ponte di Rialto, Veneza

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Veneza ocupa um conjunto de ilhas na lagoa do norte do Mar Adriático, ligadas por mais de 400 pontes e cortadas por canais. O Canal Grande atravessa a cidade em forma de S, e a vida anda a pé ou de barco: não há carros no centro histórico. Foi a capital da Sereníssima República de Veneza, uma potência marítima que durou mais de mil anos, até 1797.

O coração é a Piazza San Marco, com a basílica de mosaicos dourados, o campanário e o Palazzo Ducale, sede do governo dos doges. A partir dali, a cidade se divide em seis bairros chamados sestieri: San Marco, Castello, Cannaregio, Dorsoduro, San Polo e Santa Croce. Cada um tem seus campi, as pracinhas venezianas, e suas igrejas cheias de obras de Ticiano, Tintoretto e Veronese.

O transporte público é feito pelo vaporetto, o barco-ônibus que funciona como linha de ônibus sobre a água. A linha 1 percorre o Canal Grande inteiro e é o jeito mais simples de ver os palácios da beira do canal. Na lagoa, o vaporetto leva a Murano, ilha do vidro soprado, a Burano, das casas coloridas e da renda, a Torcello, onde começou a ocupação da lagoa, e ao Lido, a faixa de areia voltada para o mar.

Para o brasileiro, Veneza costuma ser parte de um roteiro de trem pela Itália: a estação Venezia Santa Lucia fica na beira do Canal Grande e recebe trens de alta velocidade de Milão, Florença e Roma. Vale reservar ao menos uma noite na cidade para ver as ruas depois que os grupos de um dia vão embora.

Este roteiro tem 1 cidade: Veneza.

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Um destino, diferentes caminhos

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Onde fica Veneza
Veneza

Contornos: ISTAT, limites administrativos 2026, CC BY 4.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Veneza

✈ Aeroporto di Venezia Marco Polo (VCE) · 13 km até Veneza

✈ Aeroporto di Treviso Antonio Canova (TSF), em Treviso · 40 km até Veneza

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. O aeroporto principal é o Venezia Marco Polo (VCE), ligado à cidade por ônibus até Piazzale Roma e pelos barcos Alilaguna. De Milão, Florença e Roma, os trens de alta velocidade da Trenitalia e da Italo chegam à estação Venezia Santa Lucia.

A experiência do lugar

O que fazer em Veneza

Veneza · Vêneto · Praça

Piazza San Marco

A praça principal de Veneza, cercada pela Basilica di San Marco, o Campanile, o Palazzo Ducale, a Torre dell'Orologio e as galerias das Procuratie. É o ponto mais baixo da cidade e o primeiro a alagar na acqua alta.

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Veneza · Vêneto · Catedral

Basilica di San Marco

A catedral de Veneza, construída para guardar as relíquias do evangelista São Marcos, com cúpulas de estilo bizantino e mais de 8 mil metros quadrados de mosaicos com fundo dourado. Entrada com bilhete e horário reservado.

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Veneza · Vêneto · Palácio

Palazzo Ducale

A sede do governo da República de Veneza e residência do doge, em gótico veneziano, com salas pintadas por Tintoretto e Veronese, as prisões e a passagem pela Ponte dei Sospiri.

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Para escolher antes de ir

Passeios em Veneza

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Piazza San Marco, Basilica di San Marco e Campanile

Sai de Piazza San Marco (vaporetto San Marco ou a pé) Caminhada com basílica e torre cerca de 3 horas manhã fácil (elevador no campanário)

A Piazza San Marco (Praça de São Marcos) é a única praça de Venezia (Veneza) chamada 'piazza'; as outras são 'campi'. Em volta, as Procuratie, os cafés históricos com orquestra (Florian, de 1720, e Quadri) e a Torre dell'Orologio, com os dois mouros de bronze que batem as horas. A Basilica di San Marco (Basílica de São Marcos), consagrada em 1094 para guardar o corpo do evangelista trazido de Alexandria em 828, tem cinco cúpulas e mais de 8 mil m² de mosaicos dourados; por dentro, o piso ondulado de mármore, a Pala d'Oro, o retábulo de ouro e esmaltes bizantinos, e o museu no alto com os quatro cavalos de bronze originais, trazidos de Constantinopla em 1204, e a loggia sobre a praça. O Campanile (Campanário), de 98,6 m, desabou em 1902 e foi reconstruído igual em 1912; o elevador sobe à cela dos sinos, com a lagoa, as cúpulas e, em dia limpo, os Alpes.

Passa por: Piazza San Marco, Basilica di San Marco, Campanile di San Marco.

Inclui: Basílica com ingresso pago à parte, com horário marcado (reserva online recomendada; fila longa sem ela); Pala d'Oro e museu com os cavalos pagos à parte. Campanile com ingresso pago à parte, reserva opcional. Vestimenta: ombros e joelhos cobertos; mochilas grandes não entram.

Dica: Reserve o horário da basílica no site oficial da Basilica di San Marco e entre pela fila de reservados. A praça costuma alagar nas marés altas de outono e inverno (acqua alta): a cidade avisa com sirenes e monta passarelas. Suba ao Campanile no fim do dia, com a luz baixa sobre a lagoa.

Melhor época: O ano todo. De abril a outubro e no Carnaval a praça lota; de novembro a janeiro, fora das festas, é o período mais tranquilo, com risco de acqua alta.

Palazzo Ducale e Ponte dei Sospiri

Sai de Piazzetta San Marco Visita ao palácio cerca de 2 h 30 manhã ou tarde fácil (escadarias)

O Palazzo Ducale (Palácio dos Doges), em gótico veneziano de mármore rosa e branco, foi a sede do governo da República de Veneza por quase mil anos: residência do doge, parlamento, tribunal e prisão. A visita sobe pela Scala d'Oro aos apartamentos do doge e às salas do governo, com telas de Tintoretto e Veronese; a Sala del Maggior Consiglio, de 53 m de comprimento, tem o Paraíso de Tintoretto, uma das maiores telas do mundo, e os retratos dos doges, com um deles coberto de preto (Marino Faliero, decapitado por traição). O percurso atravessa a Ponte dei Sospiri (Ponte dos Suspiros), de 1600, pela qual os condenados passavam do tribunal às prisões novas, vendo a lagoa pela última vez pelas janelas gradeadas, e termina nas celas. O percurso 'Itinerari Segreti', com guia, mostra a cela de Casanova e as salas da inquisição.

Passa por: Palazzo Ducale, Ponte dei Sospiri.

Inclui: Ingresso pago à parte (bilheteria no local ou online, com horário); o bilhete dos Musei di Piazza San Marco inclui o Museo Correr. Itinerari Segreti com reserva, pago à parte. Audioguia pago à parte.

Dica: Compre online para pular a fila da bilheteria, que às vezes passa de uma hora. Veja a Ponte dei Sospiri por fora da Ponte della Paglia, na riva, e por dentro no fim da visita.

Melhor época: O ano todo; no Carnaval e na Páscoa o palácio lota.

Canal Grande de vaporetto: a linha 1 de ponta a ponta

Sai de Piazzale Roma ou Ferrovia (estação Santa Lucia) Passeio de barco de linha cerca de 1 hora (só a ida) fim de tarde fácil

O Canal Grande (Grande Canal) é a avenida principal de Veneza, com 3,8 km em forma de S invertido e mais de 170 palácios dos séculos 13 a 18 nas margens: Ca' d'Oro, Ca' Pesaro, Ca' Rezzonico, Palazzo Grassi, o Fondaco dei Tedeschi, com terraço panorâmico, e, perto do fim, a basílica da Salute e a Punta della Dogana. O vaporetto da linha 1 percorre o canal inteiro parando em todos os pontos, de Piazzale Roma a San Marco e ao Lido, em cerca de 45 minutos a uma hora; é o passeio de barco mais barato da cidade e o mais completo. Passa sob as quatro pontes: Costituzione (de Calatrava), Scalzi, Rialto e Accademia. A Ponte di Rialto (Ponte de Rialto), de 1591, a primeira de pedra sobre o canal, tem lojas sobre os arcos e é um bom lugar para ver o tráfego de gôndolas, barcos de carga e táxis aquáticos.

Passa por: Canal Grande, Ponte di Rialto.

Inclui: Bilhete do vaporetto pago à parte (bilhete de 75 minutos ou passes de 1 a 7 dias da ACTV; o passe compensa a partir de três viagens no dia).

Dica: Pegue a linha 1 no fim da tarde, sentado na proa ou na popa (os lugares abertos), de Piazzale Roma até San Marco; a linha 2 é mais rápida e para menos. Na ponte de Rialto, vá cedo ou à noite: de dia ela fica intransitável.

Melhor época: O ano todo. Na acqua alta os vaporetti podem mudar de rota; no verão os barcos vão cheios.

Gôndola: a volta pelos canais pequenos

Sai de Qualquer ponto de gôndola (San Marco, Rialto, Santa Maria del Giglio) Passeio de gôndola 30 minutos (tarifa oficial) fim de tarde ou noite fácil

A gôndola é o barco preto de 11 m, assimétrico, remado em pé por um gondoleiro de camisa listrada; já foram mais de 10 mil, hoje são cerca de 400, com licença passada de pai para filho e um exame. A tarifa é fixada pela prefeitura, por barco (até cinco pessoas), para 30 minutos de dia e um pouco mais à noite, com a tabela afixada nos pontos; música e canto são combinados à parte. O passeio vale pelos canais pequenos, onde o barco passa sob pontes baixas e roupas estendidas, e não pelo Canal Grande, onde o vaporetto dá a mesma vista; peça ao gondoleiro um trajeto pelos 'rii' de San Polo ou de Castello. Para atravessar o Canal Grande de gôndola com pouco custo, há os traghetti, gôndolas coletivas que cruzam em dois minutos em alguns pontos, de pé.

Passa por: Gondole di Venezia, Canal Grande.

Inclui: Tarifa oficial por gôndola (até 5 pessoas), paga à parte, de dia ou à noite; música e serenata à parte. Traghetto pago por travessia.

Dica: Combine o trajeto e o tempo antes de embarcar e confira a tabela oficial no ponto. A luz do fim da tarde, nos canais estreitos de Dorsoduro ou de Castello, é a hora de luz mais suave. Em dia de chuva o passeio continua, com cobertura.

Melhor época: O ano todo; nas marés muito altas as gôndolas não passam sob as pontes.

Mercato di Rialto e as ruelas de San Polo

Sai de Ponte di Rialto Mercado e caminhada cerca de 2 horas manhã fácil

O Mercato di Rialto (Mercado de Rialto), do lado de San Polo da ponte, funciona desde o século 11: a Pescheria, a peixaria coberta de arcos neogóticos, abre de terça a sábado de manhã com o pescado da lagoa e do Adriático, e a Erbaria, as bancas de frutas e verduras, de segunda a sábado. Em volta ficam os bacari, os bares de balcão onde os venezianos tomam uma 'ombra' de vinho com cicchetti (petiscos) de pé, desde o meio da manhã. Dali as ruelas de San Polo levam ao Campo San Polo, o segundo maior da cidade, e à basílica dos Frari; a igreja de San Giacomo di Rialto, com o relógio de 24 horas na fachada, é tida como a primeira igreja da cidade. É o lado de Veneza onde se vê a cidade trabalhar, com os barcos descarregando nas margens.

Passa por: Mercato di Rialto, Ponte di Rialto.

Inclui: Mercado sem cobrança; cicchetti e vinho pagos à parte.

Dica: Vá antes das 10 h, quando a Pescheria está cheia; ao meio-dia já está sendo lavada. Faça um giro de bacari: All'Arco, Do Mori e Cantina Do Spade ficam a poucos passos. Às segundas não há peixe.

Melhor época: O ano todo; mercado de terça a sábado de manhã.

Gallerie dell'Accademia e Collezione Peggy Guggenheim

Sai de Vaporetto Accademia Dois museus em Dorsoduro cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil

As Gallerie dell'Accademia, no antigo convento e escola da Carità, ao pé da ponte de madeira da Accademia, são o museu da pintura veneziana do século 14 ao 18: Bellini, Giorgione (A Tempestade), Carpaccio (as histórias de Santa Úrsula), Ticiano, Tintoretto, Veronese (o Banquete na casa de Levi, de 5,5 m por 13 m) e o Homem Vitruviano de Leonardo, exposto só em ocasiões por ser frágil. A dez minutos pela Fondamenta Venier, a Collezione Peggy Guggenheim ocupa o Palazzo Venier dei Leoni, a casa de um andar só à beira do Canal Grande onde a colecionadora americana morou de 1949 a 1979: Picasso, Pollock, Magritte, Dalí, Kandinsky, Ernst e as esculturas do jardim, onde ela e os cães estão enterrados. O terraço sobre o canal é um dos melhores pontos para ver o tráfego do Canal Grande.

Passa por: Gallerie dell'Accademia, Collezione Peggy Guggenheim.

Inclui: Ingresso pago à parte em cada museu (reserva online recomendada na Guggenheim). Gallerie dell'Accademia sem cobrança no primeiro domingo do mês. Guggenheim fecha às terças.

Dica: Faça a Accademia de manhã e a Guggenheim depois do almoço, com o café do jardim. Da ponte da Accademia, a vista para a Salute e o canal é a foto clássica ao pôr do sol.

Melhor época: O ano todo. De maio a novembro, nos anos ímpares, a Biennale de arte ocupa os Giardini e o Arsenale, perto dali.

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Dorsoduro: Santa Maria della Salute, Zattere e Punta della Dogana

Sai de Vaporetto Salute Caminhada à beira d'água cerca de 2 horas fim de tarde fácil

A Basilica di Santa Maria della Salute, de Baldassare Longhena, foi erguida entre 1631 e 1687 em agradecimento pelo fim da peste de 1630, sobre mais de um milhão de estacas de madeira; a cúpula branca marca a entrada do Canal Grande e dentro há telas de Ticiano na sacristia e as Bodas de Caná de Tintoretto. Na ponta, a Punta della Dogana, a antiga alfândega, abriga arte contemporânea da coleção Pinault, com o terraço aberto sobre o Bacino di San Marco. Dali as Zattere, o cais longo voltado para a ilha da Giudecca e o sol da tarde, são o passeio dos venezianos, com gelaterias e os bancos ao sol; em frente, a igreja do Redentore, de Palladio, ligada por uma ponte de barcos na terceira semana de julho, na Festa del Redentore, com fogos sobre a lagoa. Em 21 de novembro, a Festa della Salute monta outra ponte de barcos até a basílica.

Passa por: Basilica di Santa Maria della Salute.

Inclui: Basílica sem cobrança (sacristia com ingresso); Punta della Dogana com ingresso pago à parte. Caminhada livre.

Dica: Chegue à Salute pelo traghetto de Santa Maria del Giglio, atravessando o canal de gôndola coletiva. Tome o gelato na Gelateria Nico, nas Zattere, no fim da tarde.

Melhor época: O ano todo. Terceiro sábado de julho (Redentore) e 21 de novembro (Salute) são as festas.

San Polo: Frari e Scuola Grande di San Rocco

Sai de Campo dei Frari (vaporetto San Tomà) Duas visitas vizinhas cerca de 2 h 30 manhã ou tarde fácil

A Basilica di Santa Maria Gloriosa dei Frari, franciscana, de tijolo, concluída em 1443, guarda a Assunção de Ticiano no altar-mor, de 7 m de altura, pintada em 1518, a Madonna de Ca' Pesaro do mesmo pintor, um tríptico de Bellini na sacristia, a escultura de São João Batista de Donatello, o coro de madeira entalhada e os túmulos de Ticiano e de Canova (a pirâmide). Ao lado, a Scuola Grande di San Rocco, sede de uma confraria de 1478, é a casa de Tintoretto: mais de 60 telas pintadas entre 1564 e 1588 cobrem as paredes e os tetos da Sala Terrena, da Sala Grande Superiore e da Sala dell'Albergo, com a Crucificação de 12 m; espelhos de mão ajudam a ver os tetos. Os dois ficam a 30 segundos um do outro, no sestiere de San Polo.

Passa por: Basilica di Santa Maria Gloriosa dei Frari, Scuola Grande di San Rocco.

Inclui: Ingresso pago à parte em cada um (bilheteria no local; Scuola com audioguia incluído em algumas modalidades).

Dica: Veja a Assunção dos Frari com a luz da manhã entrando pelo coro. Na Scuola, peça os espelhos na recepção e comece pelo andar de cima.

Melhor época: O ano todo.

Cannaregio e o Ghetto: a parte tranquila da cidade

Sai de Vaporetto San Marcuola ou a pé da estação Caminhada de bairro cerca de 2 h 30 tarde fácil

Cannaregio é o sestiere mais populoso e o menos turístico, com os canais retos e as fondamente (calçadas à beira d'água) da Misericordia e degli Ormesini, onde ficam os bares que os venezianos frequentam à noite. O Ghetto di Venezia (Gueto de Veneza), de 1516, foi o primeiro bairro do mundo com esse nome, do verbo 'gettare' das antigas fundições: os judeus eram obrigados a viver na ilha fechada por portões à noite, e por falta de espaço os prédios cresceram até sete andares, os mais altos da cidade. No Campo del Ghetto Nuovo estão o Museo Ebraico e as cinco sinagogas dos séculos 16 e 17, escondidas nos andares de cima, visitadas com guia; nas lojas, pão e doces da tradição. Perto fica a Madonna dell'Orto, igreja de Tintoretto, com telas dele e o túmulo do pintor, e a Ca' d'Oro, com a fachada sobre o Canal Grande.

Passa por: Ghetto di Venezia.

Inclui: Caminhada livre. Museo Ebraico e visita guiada às sinagogas pagos à parte. Madonna dell'Orto e Ca' d'Oro com ingresso.

Dica: As visitas às sinagogas saem em horários fixos, em italiano e inglês, de domingo a sexta (não aos sábados). Jante na Fondamenta della Misericordia; é a parte de Veneza com mais venezianos à mesa.

Melhor época: O ano todo.

Murano, Burano e Torcello: as ilhas da lagoa

Sai de Fondamente Nove (vaporetto 12) ou San Zaccaria Passeio de barco de linha pelas ilhas cerca de 6 horas dia inteiro fácil

O vaporetto 12 sai de Fondamente Nove e liga as três ilhas ao norte da lagoa. Murano, a 10 minutos, é a ilha do vidro desde 1291, quando os fornos foram tirados da cidade por medo de incêndio: há demonstrações de sopro nas fábricas, o Museo del Vetro e a basílica de Santi Maria e Donato, com piso de mosaico do século 12. Burano, a cerca de 40 minutos, é a ilha dos pescadores com as casas pintadas de cores fortes, a renda feita à mão (Museo del Merletto) e o campanário torto; o biscoito local é o bussolà. Torcello, a 5 minutos de Burano, foi a primeira ilha povoada da lagoa, no século 5, e hoje tem poucas dezenas de moradores: a catedral de Santa Maria Assunta, fundada em 639, tem mosaicos bizantinos do Juízo Final e a Madona sobre fundo de ouro na abside, e o campanário dá para a lagoa inteira. Mazzorbo, ligada a Burano por ponte, tem o vinhedo da Venissa.

Passa por: Murano, Burano, Torcello.

Inclui: Vaporetto pago à parte (o passe de 1 dia inclui as ilhas). Museu do Vidro, Museu da Renda e catedral de Torcello com ingresso; demonstrações de vidro em geral sem cobrança nas fábricas, que esperam uma compra.

Dica: Vá cedo e na ordem Torcello, Burano, Murano, voltando contra o fluxo dos grupos; ou pule Murano se o tempo for curto. Confirme no site da ACTV os horários do 12: o intervalo é de 30 minutos e o barco enche.

Melhor época: O ano todo. Em Burano as cores rendem mais com sol; no inverno a lagoa pode ter neblina.

San Giorgio Maggiore: a vista de frente para San Marco

Sai de Vaporetto San Giorgio (linha 2, de San Zaccaria) Igreja e campanário na ilha cerca de 1 h 30 tarde fácil (elevador)

A Basilica di San Giorgio Maggiore, de Andrea Palladio, começada em 1566, ocupa a ilha em frente à Piazzetta San Marco, do outro lado do Bacino. A fachada branca de templo clássico é a vista que se tem do Palazzo Ducale; dentro, a nave clara e duas telas de Tintoretto, a Última Ceia e a Colheita do Maná, no presbitério. O elevador do campanário sobe ao mirante com a vista mais completa de Veneza: a praça, as cúpulas de San Marco, a Salute, a Giudecca e a lagoa, sem a multidão do Campanile da praça. O mosteiro beneditino ao lado é sede da Fondazione Giorgio Cini, com o claustro de Palladio, a biblioteca de Longhena e o labirinto de Borges, visitados com guia. A linha 2 do vaporetto faz a travessia de San Zaccaria em 3 minutos.

Passa por: Basilica di San Giorgio Maggiore.

Inclui: Basílica sem cobrança; campanário pago à parte (bilheteria na igreja). Visita guiada à Fondazione Cini paga à parte, com horários fixos.

Dica: Suba ao campanário no fim da tarde para ver San Marco com o sol pelas costas. Não há cafés na ilha além do da Fondazione: leve água.

Melhor época: O ano todo.

Lido di Venezia: praia e bicicleta na ilha longa

Sai de Vaporetto Lido (linhas 1, 5.1, 5.2) Praia e passeio de bicicleta cerca de 4 horas tarde fácil

O Lido di Venezia é a ilha de 11 km que separa a lagoa do mar Adriático, a 15 minutos de vaporetto de San Marco: a única parte de Veneza com carros, ruas arborizadas e praia. No Gran Viale, que liga o cais ao mar, alugam-se bicicletas; a praia pública fica nas pontas (Blue Moon e San Nicolò), e os estabelecimentos de cabines coloridas dos grandes hotéis da Belle Époque, como o Excelsior, cobram pela cadeira. Na primeira semana de setembro, a Mostra del Cinema (festival de cinema de Veneza, desde 1932) ocupa o Palazzo del Cinema. Pedalando para o sul chega-se a Malamocco, o vilarejo antigo, e à ponta de Alberoni, com dunas e a reserva natural; ao norte, San Nicolò, onde o doge jogava o anel no mar na festa da Sensa. O mar é raso e calmo em geral, com temporada de banho de junho a setembro.

Passa por: Lido di Venezia.

Inclui: Vaporetto pago à parte (bilhete urbano). Praia pública sem cobrança; cadeiras e cabines dos estabelecimentos pagas à parte. Aluguel de bicicleta pago à parte.

Dica: Vá de bicicleta até Malamocco e Alberoni, longe das praias dos hotéis. Em setembro, durante a Mostra, o Lido lota e os hotéis fecham reserva; fora disso é tranquilo.

Melhor época: De junho a setembro para a praia; de abril a outubro para pedalar.

Libreria Acqua Alta e Castello: o lado leste a pé

Sai de Campo Santa Maria Formosa Caminhada de bairro cerca de 2 h 30 manhã ou tarde fácil

Castello é o sestiere mais extenso e mistura o centro movimentado, perto de San Marco, com os bairros de moradores em volta do Arsenale. A Libreria Acqua Alta, numa viela atrás do Campo Santa Maria Formosa, é a livraria onde os livros ficam em banheiras, barcos e numa gôndola para escapar das marés, com uma escada feita de volumes velhos que dá para o canal; é mais atração que livraria, e vive cheia. Perto ficam a igreja dos Santi Giovanni e Paolo (San Zanipolo), o panteão dos doges, com a Scuola Grande di San Marco ao lado, e a Scuola di San Giorgio degli Schiavoni, com o ciclo de Carpaccio. Para o leste, a Via Garibaldi, a rua larga aberta por Napoleão, com mercado de barco e bares de moradores, e os Giardini, o parque da Biennale, com os pavilhões dos países; o Arsenale, o estaleiro da República que construía uma galera por dia, abre nos períodos de exposição.

Passa por: Libreria Acqua Alta.

Inclui: Caminhada livre; livraria sem cobrança. Igrejas e Scuola degli Schiavoni com ingresso. Biennale (Giardini e Arsenale) com ingresso na temporada.

Dica: Vá à Libreria Acqua Alta na abertura, antes da fila para a foto na escada de livros. Castello é a parte da cidade para jantar entre venezianos: a Via Garibaldi tem mesas na rua.

Melhor época: O ano todo; de maio a novembro, nos anos de Biennale (arte nos ímpares, arquitetura nos pares), os Giardini e o Arsenale estão abertos.

Dia a dia

Roteiro de 2, 3 e 5 dias em Veneza

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

2 dias · Veneza em 2 dias: San Marco, Rialto e um passeio de barco

Para Quem passa por Veneza numa viagem pelo norte da Itália e quer o essencial. · Base em San Marco, Castello ou Dorsoduro, a pé dos pontos principais
  1. Dia 1 · San Marco e Canal Grande

    Chegada à estação Santa Lucia (de Milão cerca de 2 h 30, de Florença 2 h, de Roma 3 h 45 em alta velocidade). Vaporetto da linha 1 pelo Canal Grande inteiro até San Marco. Basilica di San Marco com horário marcado, Palazzo Ducale e Ponte dei Sospiri; Campanile no fim da tarde. Jantar em Castello.

  2. Dia 2 · Rialto, Dorsoduro e gôndola

    Mercato di Rialto cedo e cicchetti nos bacari. Frari e Scuola di San Rocco; à tarde, Gallerie dell'Accademia ou Peggy Guggenheim, Salute e as Zattere. Gôndola pelos canais pequenos no fim do dia.

3 dias · Veneza em 3 dias: a cidade e as ilhas
Para Primeira vez, com um dia para Murano, Burano e Torcello. · Base em San Marco, Dorsoduro ou Cannaregio
  1. Dia 1 · San Marco e o Palazzo Ducale

    Chegada e vaporetto 1 pelo Canal Grande. Piazza San Marco, Basilica (reservada) e Campanile; Palazzo Ducale à tarde. Pôr do sol da ponte da Accademia.

  2. Dia 2 · Rialto, San Polo e Dorsoduro

    Mercato di Rialto bem cedo e um giro de cicchetti nos bacari; Frari, com a Assunção de Ticiano, e a Scuola Grande di San Rocco. À tarde, atravesse de traghetto para Dorsoduro: Gallerie dell'Accademia ou Peggy Guggenheim, a Salute e o gelato nas Zattere; gôndola pelos canais pequenos ao entardecer.

  3. Dia 3 · Ilhas da lagoa

    Vaporetto 12 de Fondamente Nove: Torcello, Burano e Murano, na ordem, voltando no fim da tarde. Noite em Cannaregio, na Fondamenta della Misericordia.

5 dias · Veneza em 5 dias: sestieri, ilhas, Lido e San Giorgio
Para Quem quer Veneza com calma, incluindo os bairros de moradores e a praia. · Base em Cannaregio ou Castello, para fugir do movimento de San Marco à noite
  1. Dia 1 · San Marco

    Chegada e Canal Grande de vaporetto. Basilica di San Marco reservada, Campanile e Palazzo Ducale com os Itinerari Segreti, se houver vaga. Jantar em Castello, na Via Garibaldi.

  2. Dia 2 · Rialto e San Polo

    Mercato di Rialto e giro de bacari; Frari e Scuola Grande di San Rocco; tarde no Campo San Polo e nas ruelas; traghetto para atravessar o canal; gôndola no fim do dia.

  3. Dia 3 · Dorsoduro e San Giorgio

    Gallerie dell'Accademia e Peggy Guggenheim; Salute, Punta della Dogana e Zattere; vaporetto 2 até San Giorgio Maggiore para o campanário no pôr do sol.

  4. Dia 4 · Ilhas

    Vaporetto 12 de Fondamente Nove para o dia nas ilhas: Torcello primeiro, com a catedral e o campanário, depois Burano, com as casas coloridas e a renda, e Murano no fim, com uma demonstração de vidro. Volta por Fondamente Nove, passeio pelo Ghetto no fim da tarde e jantar em Cannaregio.

  5. Dia 5 · Castello e Lido

    Libreria Acqua Alta na abertura, San Zanipolo e a Scuola degli Schiavoni; tarde no Lido, de bicicleta até Malamocco, ou nos Giardini da Biennale. Última noite com a vista da Piazzetta.

Melhor época

Quando ir: Veneza mês a mês

Abril a junho e setembro a outubro costumam ter clima mais ameno. O verão, de junho a agosto, é quente e cheio. No inverno, de dezembro a fevereiro, faz frio e úmido. A acqua alta, a maré alta que alaga partes da cidade, costuma ocorrer de outubro a janeiro. O Carnaval acontece nas semanas antes da Quaresma, em fevereiro ou março.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva baixa

inverno · neblina e acqua alta

Inverno. Na estação de Venezia Tessera (aeroporto, 2 m), normais 1991–2020: média de 3,8 °C (mínimas perto de zero) e cerca de 40 mm de chuva, o mês mais seco. Neblina na lagoa, dias curtos, poucos visitantes fora do fim do Carnaval, que às vezes começa no fim de janeiro. Risco de acqua alta nas marés de sizígia; as barreiras do MOSE costumam ser acionadas nas marés mais altas. Casaco, cachecol e bota impermeável.

Fevereiro Chuva média

inverno · Carnaval

Inverno. Na estação de Venezia Tessera (aeroporto, 2 m), normais 1991–2020: média de 5 °C e cerca de 57 mm de chuva. O Carnevale di Venezia ocupa as duas semanas antes da Quarta-feira de Cinzas (em 2027, de 30 de janeiro a 16 de fevereiro), com máscaras, o Volo dell'Angelo na praça e bailes pagos; a cidade lota e os preços de hospedagem sobem. Fora do Carnaval, fevereiro é tranquilo.

Março Chuva média

primavera começando · ainda frio

Primavera começando. Na estação de Venezia Tessera (aeroporto, 2 m), normais 1991–2020: média de 8,9 °C e cerca de 61 mm de chuva. Dias mais longos, vento da lagoa; a Páscoa, quando cai em março, traz o primeiro fim de semana cheio. Horário de verão europeu no último domingo: 4 horas a mais que Brasília.

Abril Chuva média

primavera · Páscoa e 25 de abril

Primavera. Na estação de Venezia Tessera (aeroporto, 2 m), normais 1991–2020: média de 13 °C e cerca de 71 mm de chuva, em pancadas. Em 25 de abril, dia de São Marcos e feriado nacional, há a regata e o costume do 'bocolo', o botão de rosa dado às mulheres. Movimento alto a partir da Páscoa; reserve a basílica e o Palazzo Ducale.

Maio Chuva alta

primavera · Biennale e Vogalonga

Primavera plena. Na estação de Venezia Tessera (aeroporto, 2 m), normais 1991–2020: média de 17,7 °C e cerca de 80 mm de chuva, o mês mais chuvoso, em pancadas de fim de tarde. Dias longos e luz clara. A Biennale abre em maio (arte nos anos ímpares, arquitetura nos pares); a Vogalonga, a remada de 30 km pela lagoa, costuma cair num domingo de maio ou junho. Movimento alto.

Junho Chuva média

verão · dias longos

Verão. Na estação de Venezia Tessera (aeroporto, 2 m), normais 1991–2020: média de 21,7 °C (máximas de 27 °C) e cerca de 64 mm de chuva. Calor úmido na cidade de pedra, brisa no Lido, onde a temporada de banho começa. Mosquitos ao entardecer perto da lagoa: leve repelente. Movimento alto, filas em San Marco.

Julho Chuva média

verão · Redentore

Verão. Na estação de Venezia Tessera (aeroporto, 2 m), normais 1991–2020: média de 23,8 °C (máximas de 29 °C) e cerca de 58 mm de chuva, em tempestades curtas. Umidade alta e cheiro de canal nos dias parados. No terceiro sábado de julho, a Festa del Redentore monta a ponte de barcos até a Giudecca e termina com fogos sobre o Bacino, vistos de barco ou das Zattere. Comece o dia cedo e faça museus à tarde.

Agosto Chuva média

verão · Ferragosto e calor

Verão. Na estação de Venezia Tessera (aeroporto, 2 m), normais 1991–2020: média de 23,7 °C e cerca de 66 mm de chuva, com tempestades. É o mês de maior calor sentido, com muitos visitantes de um dia; em 15 de agosto há feriado. O Lido e as ilhas dão alívio. A Mostra del Cinema começa no fim do mês, no Lido.

Setembro Chuva média

fim do verão · Regata Storica

Fim do verão. Na estação de Venezia Tessera (aeroporto, 2 m), normais 1991–2020: média de 19,3 °C e cerca de 73 mm de chuva. Dias ainda quentes, noites agradáveis, luz dourada sobre a lagoa. No primeiro domingo de setembro, a Regata Storica desfila gôndolas de gala pelo Canal Grande; a Mostra del Cinema vai até a segunda semana. Movimento alto.

Outubro Chuva média

outono · neblina e primeiras marés

Outono. Na estação de Venezia Tessera (aeroporto, 2 m), normais 1991–2020: média de 14,5 °C e cerca de 72 mm de chuva. Manhãs de neblina na lagoa, tardes de sol; começam as marés altas de outono (acqua alta), com sirenes e passarelas nos pontos baixos. O horário de verão europeu termina no último domingo: 5 horas de diferença para Brasília.

Novembro Chuva média

outono · acqua alta e Festa della Salute

Outono avançado. Na estação de Venezia Tessera (aeroporto, 2 m), normais 1991–2020: média de 9,3 °C e cerca de 72 mm de chuva. É o mês de mais acqua alta: a praça alaga em várias manhãs do mês, as barreiras do MOSE costumam ser acionadas e a cidade segue funcionando com passarelas e botas. Em 21 de novembro, a Festa della Salute, com a ponte de barcos até a basílica. Poucos visitantes; a Biennale fecha no fim do mês.

Dezembro Chuva baixa

inverno · Natal na lagoa

Inverno. Na estação de Venezia Tessera (aeroporto, 2 m), normais 1991–2020: média de 4,7 °C e cerca de 50 mm de chuva. Frio úmido, neblina, dias curtos; o mercado de Natal e a árvore na Piazza San Marco, a 'regata da Befana' é em janeiro. Entre o Natal e o Ano-Novo os hotéis enchem de novo; fora disso, é o Veneza mais silenciosa do ano.

Planeje o caminho

Como chegar: Veneza

Do Brasil de avião: por Roma, Milão ou conexão europeia

Não há voo direto do Brasil para Veneza. O caminho mais comum é o voo direto de São Paulo ou do Rio para Roma Fiumicino e o trem de alta velocidade até Venezia Santa Lucia (cerca de 3 h 45 de Roma Termini, ou 2 h de Florença, 2 h 30 de Milão), ou um voo com conexão em outra cidade europeia até o aeroporto Marco Polo (VCE), a 13 km da cidade. Do Marco Polo ao centro: o barco de linha Alilaguna chega a San Marco e ao Lido em cerca de 1 h 15; o ônibus ATVO ou ACTV 5 chega a Piazzale Roma em 20 a 30 minutos, onde começam os vaporetti; táxi aquático direto ao hotel, pago por barco. O aeroporto de Treviso (TSF), de baixo custo, fica a 40 km, com ônibus até Piazzale Roma. Confirme antes de comprar.

De trem de outras cidades italianas

A estação Venezia Santa Lucia fica na própria ilha, com o Canal Grande na porta; não a confunda com Venezia Mestre, no continente, uma parada antes. Trens Frecciarossa (Trenitalia) e Italo: Milano em cerca de 2 h 30, Firenze em cerca de 2 h, Bologna em 1 h 30, Roma em cerca de 3 h 45, Verona em 1 h 10 (regional, 1 h 20 a 2 h), Padova em 30 minutos. Compre a alta velocidade com antecedência nos sites da Trenitalia e da Italo. Em Santa Lucia, os vaporetti (ponto Ferrovia) e os táxis aquáticos saem da frente da estação.

De carro: até Piazzale Roma e nada mais

Veneza não tem carros: a estrada acaba em Piazzale Roma, no fim da Ponte della Libertà, com garagens de vários andares (Autorimessa Comunale, Garage San Marco) e no Tronchetto, a ilha-estacionamento ligada por people mover. A A4 (Milão–Trieste) e a A13 (Bologna) chegam a Mestre; Milão fica a cerca de 270 km, Florença a 260 km, Verona a 120 km. É mais prático deixar o carro em Mestre, perto da estação, e entrar de trem (10 minutos) ou ônibus. Dentro da cidade, só a pé e de barco.

Como circular em Veneza: a pé e de vaporetto

A cidade se anda a pé, por 400 pontes e ruelas sem nome aparente: siga as placas amarelas 'Per Rialto', 'Per San Marco' e 'Per Ferrovia'. O vaporetto (barco de linha da ACTV) tem bilhete de 75 minutos ou passes de 1, 2, 3 e 7 dias, vendidos nas máquinas dos pontos e no site da Venezia Unica; validar é obrigatório ao embarcar. As linhas 1 e 2 percorrem o Canal Grande; a 4.1/4.2 e 5.1/5.2 dão a volta na cidade; a 12 vai às ilhas. Traghetti (gôndolas coletivas) cruzam o Canal Grande em alguns pontos. Táxis aquáticos são pagos por barco, caros. Malas com rodinha nas pontes cansam: hospede-se perto de um ponto de vaporetto.

Ingressos, reservas e a taxa de acesso

Basilica di San Marco: ingresso com horário marcado no site oficial (sem ele, fila). Palazzo Ducale: compra online evita a bilheteria. Peggy Guggenheim e a Biennale: reserva online recomendada. Veneza cobra, em dias de maior movimento (dezenas de dias por ano, entre abril e julho), uma taxa de acesso ao centro histórico para quem visita sem pernoitar, com registro obrigatório no site da prefeitura; quem dorme na cidade paga a taxa de estadia na hospedagem e fica isento da taxa de acesso, mas também precisa registrar. Confira o calendário do ano e a tabela atual.

Documentos e fuso horário para o brasileiro

A Itália está no espaço Schengen: o brasileiro entra com o passaporte válido, sem visto para turismo de até 90 dias. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Na entrada podem pedir passagem de volta, comprovante de onde vai ficar e meios para a estada; o seguro de viagem com cobertura médica é exigido para o espaço Schengen. Menores viajando sem os dois pais: confirme as exigências antes de ir. O fuso é o da Europa Central (CET): a Itália fica 4 horas à frente de Brasília no horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro, e 5 horas no resto do ano. A tomada é a de dois ou três pinos redondos, 230 V.

Bate-voltas a partir de Veneza

Padova (Pádua): 30 minutos de trem, com a Cappella degli Scrovegni (reserva obrigatória) e a basílica de Santo Antônio. Verona: 1 h 10 de alta velocidade. Treviso: 30 minutos de regional. Vicenza, cidade de Palladio: 45 minutos. Ilhas: pelo vaporetto. Dolomitas (Cortina): ônibus direto de Piazzale Roma ou do aeroporto em cerca de 2 h 30, na temporada. Confirme horários nos sites da Trenitalia e da ATVO.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

Abril a junho e setembro a outubro costumam ter clima mais ameno. O verão, de junho a agosto, é quente e cheio. No inverno, de dezembro a fevereiro, faz frio e úmido. A acqua alta, a maré alta que alaga partes da cidade, costuma ocorrer de outubro a janeiro. O Carnaval acontece nas semanas antes da Quaresma, em fevereiro ou março.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Um dia dá para a Piazza San Marco, a basílica, o Palazzo Ducale, a Ponte di Rialto e um passeio de vaporetto pelo Canal Grande. Com dois dias, entram os museus de Dorsoduro, a Basilica dei Frari e a Scuola Grande di San Rocco. Três dias permitem um dia inteiro nas ilhas de Murano, Burano e Torcello.

Em que cidade se hospedar

San Marco e Castello ficam perto dos principais monumentos e da Riva degli Schiavoni, de onde saem barcos para as ilhas. Cannaregio, entre a estação e Rialto, é mais residencial e tem muitos bares e restaurantes nas fondamente, as calçadas à beira dos canais. Dorsoduro concentra museus e o Campo Santa Margherita. Quem chega de trem com malas pesadas pode preferir a área perto da estação, em Cannaregio ou Santa Croce. Mestre, em terra firme, fica a poucos minutos de trem de Venezia Santa Lucia.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Veneza

Como chego a Veneza saindo do Brasil?

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. Quem já está na Itália chega de trem: os trens de alta velocidade de Milão, Florença e Roma param na estação Venezia Santa Lucia, que fica dentro da cidade histórica, na beira do Canal Grande. Do aeroporto Venezia Marco Polo (VCE), há ônibus até Piazzale Roma e barcos Alilaguna até vários pontos da cidade.

Preciso de carro em Veneza?

Não. O centro histórico não tem ruas para carros: anda-se a pé, por vielas e pontes com degraus, ou de vaporetto. Quem chega de carro deixa o veículo nos estacionamentos de Piazzale Roma ou da ilha do Tronchetto, na entrada da cidade, ou em Mestre, e segue a pé ou de barco.

Quantos dias ficar em Veneza?

Dois dias permitem ver os monumentos de San Marco, Rialto, os museus de Dorsoduro e fazer o passeio pelo Canal Grande sem correria. Com três dias, sobra um dia para as ilhas de Murano, Burano e Torcello. Dormir ao menos uma noite na cidade mostra uma Veneza mais calma no começo da manhã e à noite.

Qual a melhor época para visitar Veneza?

Abril a junho e setembro a outubro costumam ser os meses mais agradáveis. O verão, de junho a agosto, é quente e é a época mais cheia. De outubro a janeiro pode haver acqua alta, a maré alta que alaga a Piazza San Marco e outras áreas baixas por algumas horas. As estações são invertidas em relação ao Brasil, e a Itália fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época.

Existe taxa para entrar em Veneza?

A prefeitura de Veneza já cobrou, em datas definidas por ela, um Contributo di Accesso, uma taxa de acesso diária para quem visita a cidade sem pernoitar. As datas e as regras são decididas a cada ano: confira no canal oficial da prefeitura se há cobrança no dia da sua visita. Quem dorme na cidade paga a taxa de turismo na hospedagem.

Dá para fazer bate-volta a Veneza?

Dá, saindo de Milão, Florença ou de cidades próximas como Pádua e Verona, de trem até Venezia Santa Lucia. De Milão e Florença o trem de alta velocidade leva cerca de 2 a 2h30. Em um dia só, o visitante fica limitado à área de San Marco e Rialto e ao Canal Grande; e precisa conferir se há taxa de acesso na data escolhida.

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