Turim

Piemonte

Turim

Primeira capital da Itália, aos pés dos Alpes: o Museo Egizio, a Mole Antonelliana, os palácios dos Savoia, cafés históricos sob as arcadas e as colinas do vinho Barolo a uma hora de estrada.

Norte

Na foto: Basilica di Superga, Turim

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Turim (Torino, em italiano) é a capital do Piemonte, no noroeste da Itália, às margens do rio Pó e com os Alpes no horizonte. Foi sede da Casa de Savoia desde o século XVI e a primeira capital do Reino da Itália, de 1861 a 1865. O centro tem ruas retas herdadas da cidade romana de Augusta Taurinorum, praças barrocas e quilômetros de calçadas cobertas por arcadas.

O coração da visita é a Piazza Castello, com o Palazzo Madama no meio e o Palazzo Reale ao lado, hoje parte dos Musei Reali. A poucos passos ficam o Duomo, onde é guardado o Santo Sudário, e o Museo Egizio, a mais antiga coleção do mundo dedicada só ao Egito antigo. A Mole Antonelliana, símbolo da cidade, abriga o Museo Nazionale del Cinema e tem elevador panorâmico.

A cidade também conta a história da indústria italiana. A Fiat nasceu aqui em 1899, e a antiga fábrica do Lingotto, com a pista de testes no telhado, virou centro de compras, hotel e galeria de arte. O Museo Nazionale dell'Automobile e o estádio da Juventus completam o roteiro de quem gosta de carro e de futebol.

Fora do centro estão as residências de caça e de lazer da corte, Patrimônio Mundial da UNESCO: a Reggia di Venaria, ao norte, e a Palazzina di Caccia di Stupinigi, ao sul. Na colina do outro lado do Pó, a Basilica di Superga guarda os túmulos dos Savoia. A cerca de uma hora ao sul começam as Langhe, colinas de vinhedos em volta de Alba e Barolo.

Este roteiro tem 1 cidade: Turim.

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Onde fica Turim
Turim

Contornos: ISTAT, limites administrativos 2026, CC BY 4.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Turim

✈ Aeroporto di Torino-Caselle Sandro Pertini (TRN), em Caselle Torinese · 17 km até Turim

✈ Aeroporto di Milano Malpensa (MXP), em Milão · 130 km até Turim

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. Quem desembarca em Milão segue de trem de alta velocidade até Turim em cerca de 1 hora; de Roma, a viagem leva cerca de 4 horas. O aeroporto de Turim (Caselle) recebe voos europeus e fica a cerca de 17 km do centro.

A experiência do lugar

O que fazer em Turim

Turim · Piemonte · Museu

Museo Egizio

O mais antigo museu do mundo dedicado só ao Egito antigo, aberto em 1824. Tem estátuas de faraós, papiros, múmias e a tumba completa do arquiteto Kha e de sua mulher, Merit.

Conhecer Museo Egizio

Turim · Piemonte · Monumento

Mole Antonelliana

Símbolo de Turim, com 167,5 metros de altura. Por dentro abriga o Museo Nazionale del Cinema, e um elevador de paredes de vidro sobe até o terraço panorâmico a 85 metros.

Conhecer Mole Antonelliana

Turim · Piemonte · Praça

Piazza Castello

A praça principal de Turim, cercada de arcadas, com o Palazzo Madama no centro, o Palazzo Reale ao norte, o Teatro Regio e a igreja de San Lorenzo. Dela saem a Via Roma, a Via Po e a Via Garibaldi.

Conhecer Piazza Castello

Turim · Piemonte · Palácio

Palazzo Madama

Palácio no meio da Piazza Castello que reúne dois mil anos de história: portão romano, castelo medieval e fachada barroca de Filippo Juvarra. Abriga o Museo Civico d'Arte Antica.

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Passeios em Turim

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Museo Egizio: a coleção egípcia fora do Egito

Sai de Via Accademia delle Scienze, Turim (a pé da Piazza Castello) Museu cerca de 3 horas manhã fácil

O Museo Egizio (Museu Egípcio) de Torino (Turim), fundado em 1824, é o museu mais antigo dedicado ao Egito e o segundo em importância depois do Cairo, com cerca de 40 mil peças, das quais 3.300 expostas: a tumba intacta de Kha e Merit, o arquiteto e a mulher, com móveis, roupas, comida e os sarcófagos, achada em 1906; o templo de Ellesija, doado pelo Egito em 1966 pela ajuda na transferência dos templos da Núbia; a Galeria dos Reis, com as estátuas de Ramsés II e Sekhmet; o papiro das minas, o mapa mais antigo conhecido; o Livro dos Mortos de Iuefankh, de 19 m; e as múmias. O museu foi renovado em 2015 e de novo para os 200 anos, em 2024, com o novo pátio coberto; a visita pede meio dia, com audioguia incluído.

Passa por: Museo Egizio.

Inclui: Ingresso pago à parte, com horário marcado recomendado no site (fila nos fins de semana); audioguia incluído. Fecha mais cedo às segundas.

Dica: Reserve o primeiro horário ou a tarde de um dia de semana; nos domingos de inverno a fila dá a volta no quarteirão. O Torino + Piemonte Card inclui a entrada.

Melhor época: O ano todo.

Mole Antonelliana e o Museo Nazionale del Cinema

Sai de Via Montebello, Turim Museu e elevador panorâmico cerca de 2 h 30 tarde fácil

A Mole Antonelliana, de 167,5 m, o símbolo de Turim, foi começada em 1863 como sinagoga pelo arquiteto Alessandro Antonelli, que a foi aumentando até a comunidade judaica desistir, e virou monumento da cidade; o elevador panorâmico de vidro sobe em 59 segundos pelo meio do vão da cúpula ao templete, a 85 m, com a cidade, o Pó e os Alpes em volta. Dentro, o Museo Nazionale del Cinema, um dos mais visitados da Itália, sobe em espiral pela cúpula com a história do cinema desde as primeiras lanternas de projeção, a sala do templo com as poltronas reclinadas para ver filmes projetados no alto, os cenários, os figurinos e as exposições; Turim foi a primeira capital do cinema italiano. A fila do elevador é separada da do museu.

Passa por: Mole Antonelliana.

Inclui: Museu e elevador com ingressos pagos à parte (combinado ou separados; reserva online do elevador recomendada). Fecha às terças.

Dica: Compre o combinado com horário do elevador no site; suba no fim da tarde para a luz sobre os Alpes. Nos dias de neblina o elevador não compensa.

Melhor época: O ano todo; nos dias claros de inverno os Alpes aparecem nevados.

Piazza Castello, Palazzo Madama e os Musei Reali

Sai de Piazza Castello, Turim Caminhada e museus da praça real cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil

A Piazza Castello é a praça dos Saboia, o centro de Turim, com as arcadas e as duas residências. O Palazzo Madama, no meio, é uma porta romana que virou castelo medieval e ganhou em 1721 a fachada e a escadaria barrocas de Juvarra: abriga o Museo Civico d'Arte Antica, com o Retrato de homem de Antonello da Messina, e a torre com a vista da praça. Os Musei Reali di Torino reúnem, com um só bilhete, o Palazzo Reale, a residência dos reis com os salões, a Armaria Real, a Galleria Sabauda (Van Eyck, Memling, Rembrandt, Botticelli), o Museu de Antiguidades, a Biblioteca Real, com o autorretrato de Leonardo da Vinci em sanguínea (exposto em períodos), os Giardini Reali e a Cappella della Sindone, a capela de Guarini, de cúpula em espiral, que guarda a urna do Santo Sudário quando ele não está exposto. Ao lado, o Teatro Regio, de ópera, e o Palazzo Carignano, onde nasceu o parlamento italiano, com o museu do Risorgimento.

Passa por: Piazza Castello, Palazzo Madama, Musei Reali di Torino.

Inclui: Palazzo Madama e Musei Reali com ingressos pagos à parte (Torino + Piemonte Card inclui; estatais sem cobrança no primeiro domingo do mês). Praça e jardins sem cobrança.

Dica: Reserve a tarde para os Musei Reali: são cinco museus em um. A Cappella della Sindone se vê a partir da Galleria Sabauda. O Santo Sudário em si só é exposto em ocasiões raras, decididas pelo papa.

Melhor época: O ano todo.

Duomo di Torino e a capela do Santo Sudário

Sai de Piazza San Giovanni, Turim (atrás do Palazzo Reale) Catedral cerca de 1 hora manhã fácil

O Duomo di Torino (Catedral de São João Batista), de 1498, a única igreja renascentista da cidade, guarda desde 1578 o Santo Sudário (Sindone), o lençol de linho de 4,4 m com a imagem de um homem crucificado, venerado como o pano que envolveu Cristo; o Sudário fica na capela lateral esquerda, dentro de uma urna fechada e climatizada, e só é mostrado ao público em 'ostensioni' raras (a última em 2015; houve uma online em 2020), decididas pelo papa; na catedral, uma cópia em tamanho real e um vídeo explicam a imagem e os estudos. A Cappella della Sindone, a capela de Guarini de 1694 atrás do altar, foi restaurada depois do incêndio de 1997 e se vê pelos Musei Reali. O Museo della Sindone, na Via San Domenico, conta a história do pano, com as fotografias de 1898 que revelaram o negativo. Ao lado da catedral, o campanário de 1470 e as ruínas do teatro romano.

Passa por: Duomo di Torino.

Inclui: Catedral sem cobrança; Museo della Sindone com ingresso pago à parte.

Dica: Veja a cópia e o vídeo na catedral e, se o assunto interessar, o Museo della Sindone, a 10 minutos, com audioguia. Respeite as missas da manhã.

Melhor época: O ano todo.

Piazza San Carlo, os cafés históricos e o bicerin

Sai de Piazza San Carlo, Turim Caminhada com cafés cerca de 2 horas tarde fácil

A Piazza San Carlo, a 'sala de visitas' de Turim, de 1640, com as arcadas, as duas igrejas gêmeas de San Carlo e Santa Cristina no fundo e a estátua equestre de Emanuele Filiberto, é a praça dos cafés históricos: o Caffè Torino, de 1903, com o touro de bronze no chão (pisar nos testículos dá sorte), o Caffè San Carlo, de 1822, com os espelhos e os lustres, e, nas ruas em volta, o Baratti & Milano, de 1858, na Galleria Subalpina, o Mulassano, de 1907, com o balcão de mármore e os tramezzini, e o Al Bicerin, de 1763, na Piazza della Consolata, onde nasceu o bicerin, a bebida de café, chocolate e creme servida em copo, que Cavour tomava. Turim inventou o chocolate sólido, o gianduja e o vermute (Carpano, 1786), e o aperitivo é tradição: a Via Roma, de arcadas, liga a praça à Porta Nuova e à Piazza Castello; os 18 km de arcadas da cidade permitem andar sem guarda-chuva.

Passa por: Piazza San Carlo, Piazza Castello.

Inclui: Caminhada livre; cafés e bicerin pagos à parte.

Dica: Tome o bicerin no Al Bicerin de manhã, fora da fila, e o aperitivo na Piazza San Carlo ao entardecer, com os petiscos incluídos. A loja Guido Gobino e a Peyrano são os chocolates; em novembro há a feira CioccolaTò.

Melhor época: O ano todo; no inverno os cafés são o programa.

Basilica di Superga: a colina dos Saboia e o Grande Torino

Sai de Sassi, Turim (bonde 15 e a cremalheira Sassi-Superga) Cremalheira e basílica cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil (131 degraus na cúpula)

A Basilica di Superga, de Juvarra, de 1717 a 1731, fica a 672 m na colina a leste de Turim, construída pelo duque Vítor Amadeu II em agradecimento pela vitória sobre os franceses em 1706: a cúpula de 75 m e o pórtico de colunas se veem da cidade inteira. Dentro, as tumbas reais dos Saboia, na cripta, com os túmulos de 60 membros da família, e a subida à cúpula, com a vista de Turim e dos Alpes, do Monviso ao Monte Rosa, nos dias claros. Atrás da basílica, o memorial do Grande Torino, o time de futebol que morreu quando o avião bateu na colina em 1949, com as lápides e os objetos deixados pelos torcedores. A cremalheira Sassi-Superga, de 1884, sobe em 18 minutos pela encosta a partir do bairro de Sassi, com o bonde 15 ligando ao centro; a trilha de volta a pé leva 1 hora.

Passa por: Basilica di Superga.

Inclui: Cremalheira paga à parte (ida e volta); basílica sem cobrança; tumbas reais e cúpula com ingressos pagos à parte (visitas guiadas às tumbas).

Dica: Vá em dia claro, de manhã, quando a vista para os Alpes é melhor; a cremalheira não funciona às terças e tem horários reduzidos no inverno. O memorial do Grande Torino recebe torcedores em 4 de maio.

Melhor época: O ano todo; nos dias limpos de inverno o panorama alpino é o mais nítido.

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Reggia di Venaria Reale: o Versalhes dos Saboia

Sai de Venaria Reale (ônibus Venaria Express ou trem de Torino Dora, 20 min) Palácio e jardins cerca de 4 horas dia inteiro fácil

A Reggia di Venaria Reale, a 10 km de Turim, é a residência de caça dos Saboia construída a partir de 1659 e ampliada por Juvarra, com 80 mil m² de palácio e 60 hectares de jardins, tombada pela UNESCO com as outras residências reais do Piemonte; abandonada por dois séculos, foi restaurada por 10 anos e reaberta em 2007 como um dos monumentos mais visitados da Itália. A visita passa pela Galleria Grande de Juvarra, de 80 m, com as janelas e os estuques brancos, pela Cappella di Sant'Uberto, pelas Scuderie Juvarriane, com o Bucintoro, a barca real, e pelas exposições, e termina nos jardins refeitos, com o Giardino delle Rose, os canais e as obras de arte contemporânea; o Potager Royal tem a horta. O centro histórico de Venaria, com a Via Mensa de arcadas, foi feito para a corte.

Passa por: Reggia di Venaria Reale.

Inclui: Ingresso pago à parte (palácio e jardins, ou só jardins); Torino + Piemonte Card inclui. Fecha às segundas.

Dica: Reserve o dia inteiro, com almoço no centro de Venaria; os jardins pedem a tarde. O ônibus Venaria Express sai da Piazza Castello e da estação Porta Susa. A Palazzina di Stupinigi fica do outro lado da cidade: não dá para juntar as duas num dia.

Melhor época: De abril a outubro os jardins estão no melhor; no inverno há decoração de Natal.

Palazzina di Caccia di Stupinigi: o pavilhão de caça de Juvarra

Sai de Stupinigi (ônibus 41 de Porta Nuova, 30 min) Palácio cerca de 2 h 30 manhã ou tarde fácil

A Palazzina di Caccia di Stupinigi, a 10 km ao sul de Turim, é o pavilhão de caça rococó de Juvarra, de 1729, com a planta em estrela e o salão central oval de dois andares sob a cúpula coroada pelo cervo de bronze; as alas em diagonal eram os apartamentos da corte e dos convidados. Por dentro, os salões com afrescos de caça, os apartamentos com móveis originais (o rei Vítor Emanuel II casou aqui, Napoleão passou por aqui), o museu do mobiliário e as coleções de papéis de parede chineses. O parque e as cocheiras, em volta, foram restaurados; a alameda de 10 km, a Via Stupinigi, ligava o palácio à cidade em linha reta. É tombada pela UNESCO com as residências dos Saboia e recebe menos gente que Venaria.

Passa por: Palazzina di Caccia di Stupinigi.

Inclui: Ingresso pago à parte (Torino + Piemonte Card inclui). Fecha às segundas. Ônibus pago à parte.

Dica: Duas horas bastam; combine com uma manhã no Lingotto ou no Museo dell'Automobile, no caminho. O ônibus 41 sai de Porta Nuova.

Melhor época: O ano todo.

Lingotto e Museo Nazionale dell'Automobile: a Turim da Fiat

Sai de Metrô Lingotto, Turim Pista no telhado, pinacoteca e museu cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil

O Lingotto, a fábrica da Fiat de 1923, de 500 m de comprimento e cinco andares, tinha a linha de montagem subindo em espiral até a pista de testes no telhado, de 1 km, com as curvas inclinadas, por onde os carros desciam prontos; Renzo Piano a converteu em 1989 em centro de convenções, shopping, hotel e auditório, e a pista no telhado virou um jardim-mirante, com a Pinacoteca Agnelli, a bolha de vidro na cobertura com Canaletto, Matisse, Picasso e Modigliani, e as exposições. A 15 minutos a pé, o Museo Nazionale dell'Automobile (MAUTO), renovado em 2011, conta a história do carro com 200 veículos de 80 marcas, dos primeiros motores a vapor aos Fórmula 1 da Ferrari e os Fiat 500, num percurso cenográfico sobre o automóvel na sociedade; o Lingotto fica ao lado do Eataly original, aberto em 2007 na antiga fábrica de vermute Carpano.

Passa por: Lingotto, Museo Nazionale dell'Automobile.

Inclui: Pista do telhado e pinacoteca com ingresso pago à parte; MAUTO com ingresso pago à parte (fecha às segundas de manhã).

Dica: Suba à pista do telhado no fim da tarde, com a vista dos Alpes; o MAUTO pede 2 horas. O metrô (estação Lingotto) leva 10 minutos de Porta Nuova.

Melhor época: O ano todo.

Juventus Museum e o Allianz Stadium

Sai de Continassa (ônibus 62 ou 75 de Porta Susa, ou bonde 9) Museu de clube e tour do estádio cerca de 2 h 30 manhã ou tarde fácil

O Juventus Museum, no Allianz Stadium, o estádio de 41 mil lugares inaugurado em 2011 no lugar do antigo Delle Alpi, conta os mais de 120 anos do clube mais titulado da Itália: a sala dos troféus com os scudetti e as taças europeias, as camisas de Platini, Del Piero, Zidane e Cristiano Ronaldo, a galeria dos ídolos, as instalações interativas e a seção da tragédia de Heysel; o tour do estádio leva aos vestiários, ao túnel e à beira do gramado. O estádio fica no bairro da Continassa, a 20 minutos do centro, ao lado do centro de treinamento; nos dias de jogo o museu funciona com horário reduzido e o tour não acontece. Turim tem também o Torino, o outro clube da cidade, no Stadio Olimpico Grande Torino, do lado oposto, com o museu do Grande Torino em Grugliasco.

Passa por: Juventus Museum.

Inclui: Museu e tour do estádio com ingressos pagos à parte (combinado ou só museu); reserva online para o tour nos dias cheios.

Dica: Confira o calendário de jogos antes: em dia de partida o tour é suspenso. Os ônibus 62 e 75 param na porta; o bonde 9 deixa a 10 minutos a pé.

Melhor época: O ano todo.

Parco del Valentino, o Borgo Medievale e o Pó

Sai de Corso Massimo d'Azeglio, Turim (bonde 9 ou a pé de Porta Nuova) Parque à beira do rio cerca de 2 horas fim de tarde fácil

O Parco del Valentino é o parque de 42 hectares à beira do rio Pó, aberto em 1856, com as alamedas, a fonte dos Doze Meses, o jardim botânico da universidade e o Castello del Valentino, o palácio do século 17 com telhado francês que é a faculdade de arquitetura; o Borgo Medievale, a vila medieval construída para a exposição de 1884 reproduzindo castelos e casas do Piemonte e do Vale de Aosta, com a rocca (o castelo) visitável, as oficinas e o rio em frente, é o lugar preferido das famílias. Da margem, os barcos de passeio (Valentino e Valentina) descem o Pó na temporada, e os Murazzi, o cais de arcadas na outra ponta, são os bares de verão; a Gran Madre di Dio, do outro lado da ponte Vittorio Emanuele I, é a igreja neoclássica em frente à Piazza Vittorio Veneto, a maior praça de arcadas da cidade. Do Monte dei Cappuccini, a colina ao lado, a vista clássica de Turim com os Alpes.

Passa por: Parco del Valentino.

Inclui: Parque e Borgo sem cobrança; rocca do Borgo com ingresso pequeno; barcos pagos à parte.

Dica: Faça o parque no fim da tarde e suba ao Monte dei Cappuccini para o pôr do sol com a Mole e os Alpes. Nas noites de verão os Murazzi e a Piazza Vittorio são o aperitivo.

Melhor época: O ano todo; de abril a outubro com os barcos.

Monte dei Cappuccini: o mirante da cidade e o Museu da Montanha

Sai de Ponte Vittorio Emanuele I, Turim (10 min de subida) Mirante e museu cerca de 1 h 30 fim de tarde moderada (subida de 10 minutos)

O Monte dei Cappuccini, a colina de 284 m na margem direita do Pó, acima da Gran Madre, tem a igreja dos capuchinhos de 1596 e o terraço com a vista mais citada de Turim: a cidade em linha reta, a Mole, as cúpulas e, ao fundo, o arco dos Alpes com o Monviso, a montanha triangular que inspirou o logotipo da Paramount, e, no inverno, a cordilheira nevada inteira. Ao lado, o Museo Nazionale della Montagna, de 1874, do Club Alpino Italiano, conta o alpinismo com a história das expedições italianas (o K2 de 1954), os equipamentos e as exposições, e tem um terraço panorâmico próprio. Sobe-se da ponte Vittorio Emanuele I em 10 minutos por uma escada e uma rampa.

Passa por: Monte dei Cappuccini, Parco del Valentino.

Inclui: Terraço e igreja sem cobrança; Museo della Montagna com ingresso pago à parte.

Dica: Vá meia hora antes do pôr do sol em dia claro; no inverno, depois de uma frente fria, os Alpes aparecem inteiros. Combine com a Piazza Vittorio e os Murazzi na descida.

Melhor época: O ano todo; de novembro a março com os Alpes nevados.

Langhe: Alba, Barolo e as colinas do vinho e da trufa

Sai de Turim (trem a Alba, 1 h 30 com baldeação, ou carro, 60 km) Bate-volta às colinas com vilas e vinícolas cerca de 8 horas dia inteiro fácil

As Langhe, as colinas de vinhedos ao sul de Turim, entre Alba e Barolo, tombadas pela UNESCO com o Roero e o Monferrato, são a terra do Barolo e do Barbaresco, da avelã e da trufa branca de Alba. Alba, a capital, tem as torres medievais, a catedral e a feira da trufa branca, de outubro a dezembro, com o mercado e o leilão; a Ferrero nasceu aqui (a fábrica não se visita). Barolo, a 15 km, é a vila com o castelo dos Falletti, com o WiMu, o museu do vinho, e a Enoteca Regionale; La Morra tem o mirante sobre as colinas, com a Cappella del Barolo pintada de cores por Sol LeWitt e David Tremlett entre os vinhedos; Grinzane Cavour, o castelo onde Cavour foi prefeito, com o museu e o leilão da trufa; Neive e Barbaresco, com a torre. As vinícolas recebem com reserva para visita e prova; a visita é o assunto, e quem dirige não prova. Sem carro, o trem chega a Alba e há ônibus a Barolo e La Morra, com poucas viagens.

Passa por: Langhe.

Inclui: Trem ou carro pagos à parte. WiMu, castelo de Grinzane e Cappella del Barolo com ingressos ou sem cobrança; vinícolas com visita e prova pagas, com reserva.

Dica: Com carro, faça Alba, Grinzane, Barolo e La Morra num dia; sem carro, Alba de trem e um ônibus a Barolo. Em outubro e novembro a feira da trufa lota os fins de semana: reserve restaurante. A cappella do Barolo é a parada de foto.

Melhor época: De setembro a novembro (vindima e trufa) e de abril a junho (colinas verdes); no inverno há neblina.

Porta Palazzo: o maior mercado ao ar livre da Europa

Sai de Piazza della Repubblica, Turim (bonde 4 ou a pé da Piazza Castello) Mercado cerca de 1 h 30 manhã fácil

Porta Palazzo, na Piazza della Repubblica, é o mercado ao ar livre mais extenso da Europa, com cerca de 1.000 bancas em 50 mil m², de segunda a sábado de manhã: frutas e verduras do Piemonte e do mundo (o bairro é o mais multiétnico da cidade), o mercado coberto de peixe, o de carnes e queijos, o Mercato Centrale, reaberto em 2019 no antigo pavilhão de ferro com as bancas de comida, e, aos sábados, o Balon, o mercado de pulgas nas ruas de trás do Borgo Dora, com antiguidades e bugigangas; no segundo domingo do mês, o Gran Balon, maior. É o lugar para a comida de rua do Piemonte (o 'fritto misto', o 'tomino') e para ver a Turim que não é dos Saboia. A Porta Palatina, a porta romana de 1 a.C., fica ao lado.

Passa por: Porta Palazzo.

Inclui: Mercado sem cobrança; comida paga à parte.

Dica: Vá no sábado de manhã, quando o Balon está montado; almoce no Mercato Centrale. Como em qualquer mercado cheio, bolsa na frente.

Melhor época: O ano todo, de segunda a sábado.

Dia a dia

Roteiro de 2, 3 e 5 dias em Turim

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

2 dias · Turim em 2 dias: Egito, Mole e cafés

Para Quem passa por Turim entre Milão e a França e quer o essencial. · Base em Centro, entre a Piazza Castello e Porta Nuova
  1. Dia 1 · Egito, praças e cafés

    Chegada (de Milão 1 hora, de Gênova 1 h 50, de Roma 4 h de trem). Museo Egizio de manhã, com reserva; Piazza San Carlo e um bicerin; Piazza Castello, Palazzo Madama e Duomo à tarde; aperitivo sob as arcadas.

  2. Dia 2 · Musei Reali, Mole e colina

    Musei Reali de manhã; Mole Antonelliana com o elevador e o Museo del Cinema à tarde; Monte dei Cappuccini ao pôr do sol; jantar na Piazza Vittorio.

3 dias · Turim em 3 dias: com Superga e Venaria
Para A cidade e as residências dos Saboia. · Base em Centro histórico
  1. Dia 1 · Centro

    Chegada a Porta Nuova ou Porta Susa. Museo Egizio de manhã, com reserva; Piazza San Carlo e um bicerin; Piazza Castello, Palazzo Madama e Duomo à tarde; Mole Antonelliana com o elevador no fim da tarde e aperitivo sob as arcadas.

  2. Dia 2 · Musei Reali e Superga

    Musei Reali de manhã; bonde 15 e cremalheira a Superga à tarde, com as tumbas e a cúpula; Monte dei Cappuccini ao pôr do sol.

  3. Dia 3 · Venaria Reale

    Reggia di Venaria Reale o dia inteiro, com os jardins; volta para o aperitivo na Piazza San Carlo e o Parco del Valentino.

5 dias · Turim em 5 dias: a cidade, os Saboia, a Fiat e as Langhe
Para Quem tem uma semana no Piemonte e quer também o vinho e a trufa. · Base em Turim (4 noites) e Alba ou Barolo (1 noite)
  1. Dia 1 · Centro

    Museo Egizio reservado; Piazza San Carlo e bicerin; Piazza Castello, Palazzo Madama, Duomo; Mole Antonelliana no fim da tarde.

  2. Dia 2 · Musei Reali e Superga

    Musei Reali de manhã; Porta Palazzo no fim da manhã (se for sábado, o Balon); Superga à tarde; Monte dei Cappuccini ao pôr do sol.

  3. Dia 3 · Venaria

    Reggia di Venaria Reale o dia inteiro, com a Galleria Grande, as cocheiras e os jardins, e almoço no centro de Venaria; volta no fim da tarde para o aperitivo nos Murazzi ou na Piazza Vittorio Veneto.

  4. Dia 4 · Fiat e Stupinigi

    Lingotto com a pista e a Pinacoteca Agnelli, MAUTO; Palazzina di Stupinigi à tarde (ou Juventus Museum); carro ou trem a Alba no fim do dia.

  5. Dia 5 · Langhe

    Alba de manhã; Grinzane Cavour, Barolo com o WiMu, La Morra e a Cappella del Barolo; uma vinícola com reserva; volta a Turim ou saída pelo aeroporto de Turim (Caselle).

Melhor época

Quando ir: Turim mês a mês

Abril, maio, setembro e outubro costumam ser os meses mais agradáveis para andar a pé. O verão, de junho a agosto, é quente e abafado. O inverno, de dezembro a fevereiro, é frio, com neblina na planície. De outubro ao início de dezembro acontece a feira da trufa branca de Alba, nas Langhe.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva baixa

inverno · Alpes nevados no horizonte

Inverno. Na estação de Torino Caselle, normais 1991–2020 (chuva 1971–2000): média de 3,3 °C (mínimas perto de -1 °C) e cerca de 48 mm de chuva, às vezes neve na cidade. Dias frios e, depois das frentes, muito claros, com a cordilheira inteira visível de Superga e do Monte dei Cappuccini; as estações de esqui (Sestriere, Bardonecchia) a 1 h 30. Cafés históricos e museus; movimento baixo.

Fevereiro Chuva baixa

inverno · Carnaval de Ivrea

Inverno. Na estação de Torino Caselle, normais 1991–2020 (chuva 1971–2000): média de 4,9 °C e cerca de 47 mm de chuva. O Carnaval de Ivrea, a 50 km, tem a batalha das laranjas; em Turim, o inverno segue com dias claros e frios. Museu Egípcio sem fila nos dias de semana.

Março Chuva média

primavera começando · dias alongando

Primavera começando. Na estação de Torino Caselle, normais 1991–2020 (chuva 1971–2000): média de 9,2 °C e cerca de 73 mm de chuva. Magnólias nas praças, primeiras mesas nas arcadas; ainda neve nos Alpes. Horário de verão europeu no último domingo: 4 horas a mais que Brasília.

Abril Chuva alta

primavera · Páscoa e chuva

Primavera. Na estação de Torino Caselle, normais 1991–2020 (chuva 1971–2000): média de 12,6 °C e cerca de 113 mm de chuva, em pancadas. Jardins de Venaria e do Valentino em flor; Páscoa e 25 de abril. Guarda-chuva nas mãos, arcadas sobre a cabeça: Turim foi feita para a chuva.

Maio Chuva alta

primavera · mês mais chuvoso e Salone del Libro

Primavera plena. Na estação de Torino Caselle, normais 1991–2020 (chuva 1971–2000): média de 16,9 °C e cerca de 145 mm de chuva, o mês mais chuvoso do ano, com tempestades. O Salone del Libro, a maior feira do livro da Itália, lota hotéis por cinco dias; dias longos entre as chuvas, com as Langhe verdes.

Junho Chuva alta

verão · San Giovanni

Verão. Na estação de Torino Caselle, normais 1991–2020 (chuva 1971–2000): média de 21 °C e cerca de 104 mm de chuva, em tempestades de fim de tarde. Em 24 de junho, São João, padroeiro: fogueira na Piazza Castello e fogos no Pó. Noites longas nos Murazzi; calor úmido começando.

Julho Chuva média

verão · calor da planície

Verão. Na estação de Torino Caselle, normais 1991–2020 (chuva 1971–2000): média de 23,2 °C (máximas acima de 30 °C) e cerca de 71 mm de chuva. Turim esquenta na planície do Pó; museus de dia, Valentino e Monte dei Cappuccini à noite. Os turineses sobem aos Alpes nos fins de semana. Movimento moderado.

Agosto Chuva média

verão · cidade vazia

Verão. Na estação de Torino Caselle, normais 1991–2020 (chuva 1971–2000): média de 22,8 °C e cerca de 76 mm de chuva, com tempestades. Em torno de 15 de agosto a cidade esvazia e muitos restaurantes e cafés fecham por duas semanas; museus abertos e sem fila; Venaria e Stupinigi tranquilas.

Setembro Chuva média

fim do verão · vindima nas Langhe

Fim do verão. Na estação de Torino Caselle, normais 1991–2020 (chuva 1971–2000): média de 18,6 °C e cerca de 84 mm de chuva. Noites frescas, vindima do Nebbiolo nas Langhe, primeiras trufas; a cidade volta à vida. Um dos melhores meses.

Outubro Chuva alta

outono · trufa branca de Alba

Outono. Na estação de Torino Caselle, normais 1991–2020 (chuva 1971–2000): média de 13,5 °C e cerca de 106 mm de chuva. A Feira da Trufa Branca de Alba (fins de semana de outubro a dezembro) e o Salone del Gusto (anos pares) movem a região; folhagem nos vinhedos e no Valentino; neblina nas manhãs. O horário de verão europeu termina no último domingo: 5 horas de diferença para Brasília.

Novembro Chuva média

outono · neblina, chocolate e Luci d'Artista

Outono avançado. Na estação de Torino Caselle, normais 1991–2020 (chuva 1971–2000): média de 7,9 °C e cerca de 69 mm de chuva. Neblina densa na planície, bicerin e chocolate quente; a CioccolaTò, a feira do chocolate, e as Luci d'Artista, as instalações luminosas de artistas nas ruas, que ficam até janeiro. Museus cheios nos fins de semana de chuva.

Dezembro Chuva baixa

inverno · Natal e luzes

Inverno. Na estação de Torino Caselle, normais 1991–2020 (chuva 1971–2000): média de 3,8 °C e cerca de 45 mm de chuva, às vezes neve. Luci d'Artista acesas, mercados de Natal na Piazza Castello e no Borgo Dora, presépios nas igrejas; Alpes nevados nos dias claros. Entre o Natal e o Ano-Novo a cidade enche; o réveillon é na Piazza Castello.

Planeje o caminho

Como chegar: Turim

Do Brasil de avião: por Roma, Milão ou Turim

Não há voo direto do Brasil para Turim. Chega-se pelo voo direto de São Paulo ou do Rio para Roma Fiumicino e o trem de alta velocidade Roma–Torino (cerca de 4 h), ou por conexão em outra cidade europeia até Turim Caselle (TRN), a 16 km, ligado à estação Porta Susa pelo trem SFM A em 30 minutos e ao centro por ônibus, ou até Milão Malpensa, a 1 h 30 de ônibus ou trem e trem. Confirme antes de comprar.

De trem: Porta Nuova e Porta Susa

Turim tem duas estações de alta velocidade: Porta Nuova, no centro, a 10 minutos a pé da Piazza San Carlo, e Porta Susa, mais nova, ao lado do metrô. Milano em 1 hora (Frecciarossa e Italo), Genova em 1 h 50, Bologna em 2 h 15, Firenze em cerca de 3 h, Venezia em cerca de 4 h, Roma em cerca de 4 h; Paris em cerca de 5 h 30 a 6 h (TGV, pela linha do Fréjus, sujeita a interrupções por obras e deslizamentos: confira), Lyon em cerca de 4 h. Para Alba (Langhe): trem regional com baldeação em Asti ou Cavallermaggiore, cerca de 1 h 30. Compre a alta velocidade com antecedência.

De carro: autoestradas e ZTL

Turim é o nó das autoestradas A4 (Milão, 1 h 30), A6 (Savona e a Riviera), A21 (Piacenza) e A32 (Fréjus, França); as Langhe ficam a 1 hora pela A6 (saída Marene) ou A21/A33. O centro tem ZTL (zona de trânsito limitado) com câmeras, de manhã nos dias úteis, e ruas de pedestres; a multa chega pela locadora. Estacione nos parques subterrâneos (Piazza Castello, Porta Nuova) e ande: o centro é plano e de arcadas. O carro só faz sentido para as Langhe e os Alpes.

Como circular em Turim

O centro se anda a pé sob 18 km de arcadas. O metrô (uma linha, de Fermi a Bengasi, com Porta Susa, Porta Nuova e Lingotto), bondes e ônibus da GTT cobrem o resto; o bonde 15 e a cremalheira de Sassi levam a Superga, o ônibus Venaria Express à Reggia, o 41 a Stupinigi. O bilhete urbano vale 100 minutos e há passes diários; paga-se por aproximação do cartão. A Torino + Piemonte Card (1 a 5 dias) inclui os museus principais, Venaria, Stupinigi e descontos; numa versão, o transporte. Bicicletas compartilhadas por aplicativo.

Ingressos e reservas

Museo Egizio e Mole (elevador): reserva online com horário. Musei Reali, Palazzo Madama, Venaria, Stupinigi, MAUTO, Pinacoteca Agnelli, Juventus Museum: no local ou online; estatais sem cobrança no primeiro domingo do mês. Vinícolas das Langhe: reserva. Feira da trufa de Alba: ingresso para o mercado. Turim cobra taxa de estadia por noite, paga na hospedagem. Confira a tabela atual.

Documentos e fuso horário para o brasileiro

A Itália está no espaço Schengen: o brasileiro entra com o passaporte válido, sem visto para turismo de até 90 dias. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Na entrada podem pedir passagem de volta, comprovante de onde vai ficar e meios para a estada; o seguro de viagem com cobertura médica é exigido para o espaço Schengen. Menores viajando sem os dois pais: confirme as exigências antes de ir. O fuso é o da Europa Central (CET): a Itália fica 4 horas à frente de Brasília no horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro, e 5 horas no resto do ano. A tomada é a de dois ou três pinos redondos, 230 V.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

Abril, maio, setembro e outubro costumam ser os meses mais agradáveis para andar a pé. O verão, de junho a agosto, é quente e abafado. O inverno, de dezembro a fevereiro, é frio, com neblina na planície. De outubro ao início de dezembro acontece a feira da trufa branca de Alba, nas Langhe.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Dois dias cobrem o centro: Museo Egizio, Piazza Castello, Musei Reali, Duomo e Mole Antonelliana. Com três dias entram a Reggia di Venaria, Superga ou o Lingotto. Some um dia para as Langhe, com Alba e Barolo, de preferência de carro ou em passeio organizado.

Em que cidade se hospedar

O centro histórico, entre a Piazza Castello, a Via Roma e a Piazza San Carlo, deixa os principais museus a pé. O Quadrilatero Romano, a noroeste da Piazza Castello, tem ruas estreitas e muitos restaurantes. A região da Via Po e da Piazza Vittorio Veneto concentra bares e vida à noite. Os arredores da estação Porta Nuova e do bairro San Salvario são práticos para quem chega e sai de trem. A taxa de turismo da cidade é paga na hospedagem.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Turim

Como chegar do Brasil a Turim?

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. O caminho mais comum é voar até Milão e seguir de trem de alta velocidade da Trenitalia ou da Italo, que chega a Turim em cerca de 1 hora. De Roma, o trem leva cerca de 4 horas. Também dá para chegar com conexão europeia ao aeroporto de Turim, em Caselle, ao norte da cidade.

Quantos dias ficar em Turim?

Dois dias dão para o essencial do centro: Museo Egizio, Piazza Castello, Musei Reali, Duomo e Mole Antonelliana. Com três dias entram a Reggia di Venaria ou a Basilica di Superga, sem correria. Um quarto dia permite conhecer as Langhe, a região de vinhos em volta de Alba e Barolo.

Preciso alugar carro em Turim?

Na cidade, não. O centro é plano, cheio de calçadas cobertas por arcadas, e tem metrô, bonde e ônibus. Parte do centro é ZTL, zona de trânsito limitado fechada para carros de fora, e a multa chega pelo locador. O carro só faz diferença para rodar pelas Langhe, entre vinícolas e vilarejos: retire o veículo no dia do passeio.

Qual a melhor época para visitar Turim?

A primavera (abril e maio) e o outono (setembro e outubro) costumam ter clima ameno. No verão, de junho a agosto, faz calor e o ar fica abafado. O inverno, de dezembro a fevereiro, é frio, e a neve costuma cobrir os Alpes que se veem da cidade. A Itália fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época do ano.

Dá para fazer bate-volta de Milão a Turim?

Dá. O trem de alta velocidade leva cerca de 1 hora entre Milano Centrale e Torino Porta Nuova. Num dia cabem o Museo Egizio, a Piazza Castello, o Duomo e a subida da Mole Antonelliana. Reserve o horário do Museo Egizio com antecedência. Dormir uma noite permite incluir os Musei Reali e um jantar sem pressa.

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