Reggia di Venaria Reale: o Versalhes dos Saboia
Sai de Venaria Reale (ônibus Venaria Express ou trem de Torino Dora, 20 min) Palácio e jardins cerca de 4 horas dia inteiro fácil
A Reggia di Venaria Reale, a 10 km de Turim, é a residência de caça dos Saboia construída a partir de 1659 e ampliada por Juvarra, com 80 mil m² de palácio e 60 hectares de jardins, tombada pela UNESCO com as outras residências reais do Piemonte; abandonada por dois séculos, foi restaurada por 10 anos e reaberta em 2007 como um dos monumentos mais visitados da Itália. A visita passa pela Galleria Grande de Juvarra, de 80 m, com as janelas e os estuques brancos, pela Cappella di Sant'Uberto, pelas Scuderie Juvarriane, com o Bucintoro, a barca real, e pelas exposições, e termina nos jardins refeitos, com o Giardino delle Rose, os canais e as obras de arte contemporânea; o Potager Royal tem a horta. O centro histórico de Venaria, com a Via Mensa de arcadas, foi feito para a corte.
Passa por: Reggia di Venaria Reale.
Inclui: Ingresso pago à parte (palácio e jardins, ou só jardins); Torino + Piemonte Card inclui. Fecha às segundas.
Dica: Reserve o dia inteiro, com almoço no centro de Venaria; os jardins pedem a tarde. O ônibus Venaria Express sai da Piazza Castello e da estação Porta Susa. A Palazzina di Stupinigi fica do outro lado da cidade: não dá para juntar as duas num dia.
Melhor época: De abril a outubro os jardins estão no melhor; no inverno há decoração de Natal.
Palazzina di Caccia di Stupinigi: o pavilhão de caça de Juvarra
Sai de Stupinigi (ônibus 41 de Porta Nuova, 30 min) Palácio cerca de 2 h 30 manhã ou tarde fácil
A Palazzina di Caccia di Stupinigi, a 10 km ao sul de Turim, é o pavilhão de caça rococó de Juvarra, de 1729, com a planta em estrela e o salão central oval de dois andares sob a cúpula coroada pelo cervo de bronze; as alas em diagonal eram os apartamentos da corte e dos convidados. Por dentro, os salões com afrescos de caça, os apartamentos com móveis originais (o rei Vítor Emanuel II casou aqui, Napoleão passou por aqui), o museu do mobiliário e as coleções de papéis de parede chineses. O parque e as cocheiras, em volta, foram restaurados; a alameda de 10 km, a Via Stupinigi, ligava o palácio à cidade em linha reta. É tombada pela UNESCO com as residências dos Saboia e recebe menos gente que Venaria.
Passa por: Palazzina di Caccia di Stupinigi.
Inclui: Ingresso pago à parte (Torino + Piemonte Card inclui). Fecha às segundas. Ônibus pago à parte.
Dica: Duas horas bastam; combine com uma manhã no Lingotto ou no Museo dell'Automobile, no caminho. O ônibus 41 sai de Porta Nuova.
Melhor época: O ano todo.
Lingotto e Museo Nazionale dell'Automobile: a Turim da Fiat
Sai de Metrô Lingotto, Turim Pista no telhado, pinacoteca e museu cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil
O Lingotto, a fábrica da Fiat de 1923, de 500 m de comprimento e cinco andares, tinha a linha de montagem subindo em espiral até a pista de testes no telhado, de 1 km, com as curvas inclinadas, por onde os carros desciam prontos; Renzo Piano a converteu em 1989 em centro de convenções, shopping, hotel e auditório, e a pista no telhado virou um jardim-mirante, com a Pinacoteca Agnelli, a bolha de vidro na cobertura com Canaletto, Matisse, Picasso e Modigliani, e as exposições. A 15 minutos a pé, o Museo Nazionale dell'Automobile (MAUTO), renovado em 2011, conta a história do carro com 200 veículos de 80 marcas, dos primeiros motores a vapor aos Fórmula 1 da Ferrari e os Fiat 500, num percurso cenográfico sobre o automóvel na sociedade; o Lingotto fica ao lado do Eataly original, aberto em 2007 na antiga fábrica de vermute Carpano.
Passa por: Lingotto, Museo Nazionale dell'Automobile.
Inclui: Pista do telhado e pinacoteca com ingresso pago à parte; MAUTO com ingresso pago à parte (fecha às segundas de manhã).
Dica: Suba à pista do telhado no fim da tarde, com a vista dos Alpes; o MAUTO pede 2 horas. O metrô (estação Lingotto) leva 10 minutos de Porta Nuova.
Melhor época: O ano todo.
Juventus Museum e o Allianz Stadium
Sai de Continassa (ônibus 62 ou 75 de Porta Susa, ou bonde 9) Museu de clube e tour do estádio cerca de 2 h 30 manhã ou tarde fácil
O Juventus Museum, no Allianz Stadium, o estádio de 41 mil lugares inaugurado em 2011 no lugar do antigo Delle Alpi, conta os mais de 120 anos do clube mais titulado da Itália: a sala dos troféus com os scudetti e as taças europeias, as camisas de Platini, Del Piero, Zidane e Cristiano Ronaldo, a galeria dos ídolos, as instalações interativas e a seção da tragédia de Heysel; o tour do estádio leva aos vestiários, ao túnel e à beira do gramado. O estádio fica no bairro da Continassa, a 20 minutos do centro, ao lado do centro de treinamento; nos dias de jogo o museu funciona com horário reduzido e o tour não acontece. Turim tem também o Torino, o outro clube da cidade, no Stadio Olimpico Grande Torino, do lado oposto, com o museu do Grande Torino em Grugliasco.
Passa por: Juventus Museum.
Inclui: Museu e tour do estádio com ingressos pagos à parte (combinado ou só museu); reserva online para o tour nos dias cheios.
Dica: Confira o calendário de jogos antes: em dia de partida o tour é suspenso. Os ônibus 62 e 75 param na porta; o bonde 9 deixa a 10 minutos a pé.
Melhor época: O ano todo.
Parco del Valentino, o Borgo Medievale e o Pó
Sai de Corso Massimo d'Azeglio, Turim (bonde 9 ou a pé de Porta Nuova) Parque à beira do rio cerca de 2 horas fim de tarde fácil
O Parco del Valentino é o parque de 42 hectares à beira do rio Pó, aberto em 1856, com as alamedas, a fonte dos Doze Meses, o jardim botânico da universidade e o Castello del Valentino, o palácio do século 17 com telhado francês que é a faculdade de arquitetura; o Borgo Medievale, a vila medieval construída para a exposição de 1884 reproduzindo castelos e casas do Piemonte e do Vale de Aosta, com a rocca (o castelo) visitável, as oficinas e o rio em frente, é o lugar preferido das famílias. Da margem, os barcos de passeio (Valentino e Valentina) descem o Pó na temporada, e os Murazzi, o cais de arcadas na outra ponta, são os bares de verão; a Gran Madre di Dio, do outro lado da ponte Vittorio Emanuele I, é a igreja neoclássica em frente à Piazza Vittorio Veneto, a maior praça de arcadas da cidade. Do Monte dei Cappuccini, a colina ao lado, a vista clássica de Turim com os Alpes.
Passa por: Parco del Valentino.
Inclui: Parque e Borgo sem cobrança; rocca do Borgo com ingresso pequeno; barcos pagos à parte.
Dica: Faça o parque no fim da tarde e suba ao Monte dei Cappuccini para o pôr do sol com a Mole e os Alpes. Nas noites de verão os Murazzi e a Piazza Vittorio são o aperitivo.
Melhor época: O ano todo; de abril a outubro com os barcos.
Monte dei Cappuccini: o mirante da cidade e o Museu da Montanha
Sai de Ponte Vittorio Emanuele I, Turim (10 min de subida) Mirante e museu cerca de 1 h 30 fim de tarde moderada (subida de 10 minutos)
O Monte dei Cappuccini, a colina de 284 m na margem direita do Pó, acima da Gran Madre, tem a igreja dos capuchinhos de 1596 e o terraço com a vista mais citada de Turim: a cidade em linha reta, a Mole, as cúpulas e, ao fundo, o arco dos Alpes com o Monviso, a montanha triangular que inspirou o logotipo da Paramount, e, no inverno, a cordilheira nevada inteira. Ao lado, o Museo Nazionale della Montagna, de 1874, do Club Alpino Italiano, conta o alpinismo com a história das expedições italianas (o K2 de 1954), os equipamentos e as exposições, e tem um terraço panorâmico próprio. Sobe-se da ponte Vittorio Emanuele I em 10 minutos por uma escada e uma rampa.
Passa por: Monte dei Cappuccini, Parco del Valentino.
Inclui: Terraço e igreja sem cobrança; Museo della Montagna com ingresso pago à parte.
Dica: Vá meia hora antes do pôr do sol em dia claro; no inverno, depois de uma frente fria, os Alpes aparecem inteiros. Combine com a Piazza Vittorio e os Murazzi na descida.
Melhor época: O ano todo; de novembro a março com os Alpes nevados.
Langhe: Alba, Barolo e as colinas do vinho e da trufa
Sai de Turim (trem a Alba, 1 h 30 com baldeação, ou carro, 60 km) Bate-volta às colinas com vilas e vinícolas cerca de 8 horas dia inteiro fácil
As Langhe, as colinas de vinhedos ao sul de Turim, entre Alba e Barolo, tombadas pela UNESCO com o Roero e o Monferrato, são a terra do Barolo e do Barbaresco, da avelã e da trufa branca de Alba. Alba, a capital, tem as torres medievais, a catedral e a feira da trufa branca, de outubro a dezembro, com o mercado e o leilão; a Ferrero nasceu aqui (a fábrica não se visita). Barolo, a 15 km, é a vila com o castelo dos Falletti, com o WiMu, o museu do vinho, e a Enoteca Regionale; La Morra tem o mirante sobre as colinas, com a Cappella del Barolo pintada de cores por Sol LeWitt e David Tremlett entre os vinhedos; Grinzane Cavour, o castelo onde Cavour foi prefeito, com o museu e o leilão da trufa; Neive e Barbaresco, com a torre. As vinícolas recebem com reserva para visita e prova; a visita é o assunto, e quem dirige não prova. Sem carro, o trem chega a Alba e há ônibus a Barolo e La Morra, com poucas viagens.
Passa por: Langhe.
Inclui: Trem ou carro pagos à parte. WiMu, castelo de Grinzane e Cappella del Barolo com ingressos ou sem cobrança; vinícolas com visita e prova pagas, com reserva.
Dica: Com carro, faça Alba, Grinzane, Barolo e La Morra num dia; sem carro, Alba de trem e um ônibus a Barolo. Em outubro e novembro a feira da trufa lota os fins de semana: reserve restaurante. A cappella do Barolo é a parada de foto.
Melhor época: De setembro a novembro (vindima e trufa) e de abril a junho (colinas verdes); no inverno há neblina.
Porta Palazzo: o maior mercado ao ar livre da Europa
Sai de Piazza della Repubblica, Turim (bonde 4 ou a pé da Piazza Castello) Mercado cerca de 1 h 30 manhã fácil
Porta Palazzo, na Piazza della Repubblica, é o mercado ao ar livre mais extenso da Europa, com cerca de 1.000 bancas em 50 mil m², de segunda a sábado de manhã: frutas e verduras do Piemonte e do mundo (o bairro é o mais multiétnico da cidade), o mercado coberto de peixe, o de carnes e queijos, o Mercato Centrale, reaberto em 2019 no antigo pavilhão de ferro com as bancas de comida, e, aos sábados, o Balon, o mercado de pulgas nas ruas de trás do Borgo Dora, com antiguidades e bugigangas; no segundo domingo do mês, o Gran Balon, maior. É o lugar para a comida de rua do Piemonte (o 'fritto misto', o 'tomino') e para ver a Turim que não é dos Saboia. A Porta Palatina, a porta romana de 1 a.C., fica ao lado.
Passa por: Porta Palazzo.
Inclui: Mercado sem cobrança; comida paga à parte.
Dica: Vá no sábado de manhã, quando o Balon está montado; almoce no Mercato Centrale. Como em qualquer mercado cheio, bolsa na frente.
Melhor época: O ano todo, de segunda a sábado.