Toscana

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Pisa, Siena, San Gimignano e Lucca: torres medievais, praças inteiras de pedra e colinas de vinhedo a uma viagem curta de trem ou ônibus de Florença.

Centro

Na foto: Val d’Orcia, Toscana

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Uma região para viver
sem pressa.

A Toscana, no centro da Itália, é a região de Florença, sua capital. Em volta dela ficam cidades menores que guardam o desenho da Idade Média quase intacto: Pisa, Siena, San Gimignano e Lucca. Todas estão a pouco mais de uma hora de Florença e podem ser visitadas em bate-volta ou com uma ou duas noites em cada uma.

Pisa reúne na Piazza dei Miracoli a torre inclinada, a catedral, o batistério e o cemitério monumental, conjunto que é Patrimônio Mundial da Unesco. Siena gira em torno da Piazza del Campo, onde acontece o Palio, a corrida de cavalos entre os bairros da cidade, e tem uma catedral de mármore listrado em branco e preto.

San Gimignano é a cidade das torres: das dezenas erguidas pelas famílias ricas da Idade Média, cerca de catorze continuam de pé sobre a colina. Lucca é toda cercada por muralhas renascentistas largas, que viraram um passeio arborizado para caminhar e pedalar.

Entre uma cidade e outra aparecem as colinas com ciprestes, oliveiras e vinhedos. Ao sul de Siena ficam o Val d'Orcia, Pienza, Montalcino e Montepulciano, terra do Brunello e do Vino Nobile. Para o brasileiro, a Itália fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época do ano, e as estações são invertidas em relação ao Brasil.

Este roteiro reúne 4 cidades que combinam na mesma viagem: Pisa, Lucca, San Gimignano, Siena.

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Um destino, diferentes caminhos

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Onde fica Toscana
PisaLuccaSan GimignanoSiena

Contornos: ISTAT, limites administrativos 2026, CC BY 4.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Toscana

✈ Aeroporto di Pisa Galileo Galilei (PSA) · 3 km até Pisa

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. A porta de entrada mais usada é o aeroporto de Pisa; o de Florença também recebe voos da Europa. De Roma ou Milão, siga de trem de alta velocidade até Florença e, de lá, em trens regionais para Pisa e Lucca ou de ônibus para Siena e San Gimignano.

Ponto de chegada sugerido: Pisa

A experiência do lugar

O que fazer em Toscana

Lucca · Toscana · Monumento

Mura di Lucca

As muralhas renascentistas que cercam todo o centro, com cerca de 4 km de passeio arborizado no alto, feito a pé ou de bicicleta.

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Passeios em Toscana

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Pisa: Piazza dei Miracoli, Torre, Duomo, Batistério e Camposanto

Sai de Estação Pisa Centrale (20 min a pé) ou Pisa San Rossore (5 min) Caminhada com subida à torre cerca de 3 horas manhã moderada (294 degraus na torre)

A Piazza dei Miracoli (Praça dos Milagres), tombada pela UNESCO, reúne num gramado murado os quatro monumentos de mármore branco de Pisa. A Torre di Pisa (Torre de Pisa), o campanário começado em 1173, começou a inclinar durante a construção por causa do solo mole e hoje tem cerca de 4 graus de inclinação, depois da estabilização concluída em 2001; sobe-se em turnos de 30 minutos por 294 degraus, com a praça vista de cima. A Cattedrale di Santa Maria Assunta, de 1063, é o modelo do românico pisano, com o púlpito de Giovanni Pisano e a lâmpada que, diz a lenda, inspirou Galileu, nascido na cidade. O Battistero di San Giovanni, o maior da Itália, tem acústica que os guardas demonstram cantando, e o púlpito de Nicola Pisano, de 1260. O Camposanto Monumentale, o cemitério de claustro com terra trazida do Gólgota, guarda afrescos do Triunfo da Morte, restaurados após o incêndio de 1944.

Passa por: Piazza dei Miracoli, Torre di Pisa, Cattedrale di Santa Maria Assunta, Battistero di San Giovanni, Camposanto Monumentale.

Inclui: Torre com ingresso pago à parte e horário marcado (reserva online recomendada; crianças com menos de 8 anos não sobem). Catedral com entrada sem cobrança mediante retirada de bilhete com horário; Batistério, Camposanto e museus pagos à parte, com bilhete combinado.

Dica: Reserve a torre no site da Opera della Primaziale Pisana com antecedência, sobretudo de abril a outubro. Chegue à praça por Pisa San Rossore, a estação mais perto, ou a pé de Pisa Centrale pela Via Santa Maria. Meia manhã basta para a praça; a cidade tem o rio Arno e a Piazza dei Cavalieri para o resto.

Melhor época: O ano todo. Em 16 e 17 de junho, a Luminara e o Gioco del Ponte enchem a cidade.

Pisa além da torre: Piazza dei Cavalieri e os Lungarni

Sai de Piazza dei Miracoli Caminhada cerca de 1 h 30 tarde fácil

Saindo da praça da torre pela Via Santa Maria, chega-se à Piazza dei Cavalieri, o centro político de Pisa na Idade Média, redesenhada por Vasari em 1562 para os Cavaleiros de Santo Estêvão: o Palazzo della Carovana, com a fachada de esgrafitos, é a sede da Scuola Normale Superiore, a universidade de elite fundada por Napoleão; o Palazzo dell'Orologio une as torres onde o conde Ugolino morreu de fome, episódio contado por Dante. A Borgo Stretto, a rua de arcadas, desce ao rio Arno. Os Lungarni di Pisa, as margens do rio, têm os palácios de fachadas amarelas e ocre, a pequena igreja gótica de Santa Maria della Spina, de 1230, à beira d'água, o Palazzo Blu, com exposições, e a Ponte di Mezzo, de onde se vê o rio curvar. É a Pisa dos moradores e dos estudantes, longe das lojas de lembranças.

Passa por: Piazza dei Cavalieri, Lungarni di Pisa.

Inclui: Caminhada livre, sem cobrança. Palazzo Blu com ingresso para exposições.

Dica: Faça este trecho no fim da tarde, depois da praça da torre, e termine o dia no rio; a Via San Martino, do outro lado da ponte, tem trattorias de bairro. Em junho, as margens recebem a Luminara com milhares de velas.

Melhor época: O ano todo.

Lucca: a volta nas muralhas e o centro

Sai de Estação de Lucca (5 min das muralhas) Caminhada ou bicicleta sobre as muralhas cerca de 4 horas dia inteiro fácil (ciclovia plana)

As Mura di Lucca (Muralhas de Lucca), construídas entre 1504 e 1645 e nunca usadas em batalha, cercam a cidade por 4,2 km, com 11 bastiões, e viraram no século 19 um passeio arborizado no alto, com plátanos e ciclovia, de onde se vê os telhados e as torres; a volta a pé leva uma hora, de bicicleta 20 minutos. Dentro, a Piazza dell'Anfiteatro, a praça oval construída sobre as arquibancadas do anfiteatro romano, com cafés nas arcadas; a Cattedrale di San Martino, com a fachada assimétrica, o Volto Santo (o crucifixo de madeira que a lenda diz esculpido por Nicodemos) e o túmulo de Ilaria del Carretto, de Jacopo della Quercia; a Chiesa di San Michele in Foro, com a fachada de colunas de mármore que sobe acima do telhado, e a Torre Guinigi, de 45 m, com as azinheiras plantadas no alto, de onde se vê a cidade inteira. Lucca é a cidade de Puccini, nascido na Via di Poggio.

Passa por: Mura di Lucca, Piazza dell'Anfiteatro, Cattedrale di San Martino, Chiesa di San Michele in Foro, Torre Guinigi.

Inclui: Muralhas sem cobrança; aluguel de bicicleta pago à parte. Torre Guinigi, catedral (parte) e museus com ingressos pagos à parte.

Dica: Alugue a bicicleta perto da Porta Santa Maria e faça a volta nas muralhas de manhã; desça para a Piazza dell'Anfiteatro no almoço. O Lucca Summer Festival, em junho e julho, monta palco na Piazza Napoleone, e a Lucca Comics, no fim de outubro, lota a cidade por cinco dias.

Melhor época: O ano todo; de abril a outubro para as muralhas de bicicleta.

Puccini Museum: a casa natal do compositor em Lucca

Sai de Piazza Cittadella, Lucca Casa-museu cerca de 1 hora manhã ou tarde fácil

O Puccini Museum - Casa natale ocupa o apartamento da Corte San Lorenzo onde Giacomo Puccini nasceu em 1858, numa família de cinco gerações de músicos da catedral de Lucca. As salas guardam o piano Steinway em que ele compôs Turandot, partituras autógrafas, cartas, o figurino de Turandot do Metropolitan, o casaco e os objetos pessoais, e a mesa de trabalho; o museu explica a vida do compositor entre Lucca, Milão e Torre del Lago, a 25 km, onde ele morou à beira do lago de Massaciuccoli e onde todo verão acontece o Festival Puccini, ao ar livre. Na praça em frente, a estátua de bronze do compositor sentado, com o cigarro. A igreja de San Paolino, ali perto, foi onde Puccini tocou órgão aos 14 anos.

Passa por: Puccini Museum - Casa natale.

Inclui: Ingresso pago à parte (bilheteria no local ou online). Audioguia incluído em algumas modalidades.

Dica: Combine com a caminhada pelo centro de Lucca; em julho e agosto, quem gosta de ópera pode ir ao Festival Puccini em Torre del Lago, de ônibus ou trem até Viareggio. O museu fecha em alguns dias de inverno: confira.

Melhor época: O ano todo.

San Gimignano: as torres medievais

Sai de Siena ou Florença (ônibus com troca em Poggibonsi) ou carro Caminhada em cidade murada cerca de 3 horas manhã ou fim de tarde moderada (218 degraus na Torre Grossa)

O Centro storico di San Gimignano, tombado pela UNESCO, conserva 14 das 72 torres que as famílias do século 13 ergueram para mostrar poder, o que deu à cidade o apelido de 'Manhattan medieval'. Entra-se pela Porta San Giovanni e sobe-se até a Piazza della Cisterna, triangular, com o poço de 1273 no centro, e a Piazza del Duomo, ao lado. A Collegiata di Santa Maria Assunta, a igreja principal, tem as paredes inteiramente cobertas de afrescos do século 14: o Antigo e o Novo Testamento nas naves, o Juízo Final de Taddeo di Bartolo e a capela de Santa Fina, de Ghirlandaio. O Palazzo Comunale e Torre Grossa, de 1311, com 54 m, a torre que domina as outras, tem a Sala di Dante, onde o poeta discursou em 1300, a pinacoteca e a subida ao topo, com as outras torres e os vinhedos de Vernaccia em volta. A cidade vive de visitantes de um dia: de manhã cedo e depois das 18 h, quando os ônibus vão embora, muda de cara.

Passa por: Centro storico di San Gimignano, Piazza della Cisterna, Collegiata di Santa Maria Assunta, Palazzo Comunale e Torre Grossa.

Inclui: Caminhada livre. Collegiata e Torre Grossa com ingressos pagos à parte (há bilhete combinado dos museus cívicos).

Dica: Durma uma noite em San Gimignano ou chegue antes das 10 h; ao meio-dia a rua principal fica cheia. A Rocca di Montestaffoli, no alto, é o mirante sem cobrança. A gelateria da Piazza della Cisterna tem fila por ser premiada; há outras.

Melhor época: De abril a outubro; o inverno é silencioso e parte das lojas fecha.

Siena: Piazza del Campo, Palazzo Pubblico e Torre del Mangia

Sai de Piazza del Campo Caminhada com subida à torre cerca de 3 horas manhã ou tarde moderada (400 degraus na torre)

A Piazza del Campo (Praça do Campo) é a praça em forma de concha, inclinada e dividida em nove gomos de tijolo em homenagem ao Governo dos Nove, que governou Siena de 1287 a 1355; duas vezes por ano, em 2 de julho e 16 de agosto, recebe o Palio, a corrida de cavalos entre as contrade (bairros) que dura 90 segundos e move a cidade o ano inteiro. No ponto mais baixo, o Palazzo Pubblico, a prefeitura gótica de 1297, abriga o Museo Civico, com a Maestà de Simone Martini e as Alegorias do Bom e do Mau Governo, de Ambrogio Lorenzetti, de 1338, a primeira grande pintura de tema civil da Europa. A Torre del Mangia, de 1348, com 88 m, sobe por 400 degraus até a vista da praça inteira, das colinas e do Duomo; o número de pessoas no alto é limitado. A Fonte Gaia, no alto da praça, tem cópias dos relevos de Jacopo della Quercia.

Passa por: Piazza del Campo, Palazzo Pubblico, Torre del Mangia.

Inclui: Praça sem cobrança. Museo Civico e Torre del Mangia com ingressos pagos à parte (bilhete combinado; a torre tem entrada por turnos e esgota nos dias cheios).

Dica: Compre a torre na bilheteria logo na abertura, porque os turnos acabam. Para o Palio, as arquibancadas são vendidas com meses de antecedência pelas lojas em volta da praça; o centro da praça é sem cobrança, mas se entra horas antes. Nas semanas do Palio há ensaios ('prove') ao vivo, mais fáceis de ver.

Melhor época: O ano todo. 2 de julho e 16 de agosto (Palio) lotam a cidade; nos dias anteriores há provas e os jantares das contrade nas ruas.

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Duomo di Siena, Libreria Piccolomini e o Facciatone

Sai de Piazza del Duomo, Siena Catedral, museu e mirante cerca de 2 h 30 manhã ou tarde moderada (escada estreita do Facciatone)

O Duomo di Siena (Catedral de Siena), em mármore listrado de branco e verde-escuro, foi concluído em 1264 e seria ampliado para o maior templo da Itália no século 14, projeto abandonado com a peste de 1348: restou a nave inacabada, o Duomo Nuovo, cuja fachada, o Facciatone, hoje é um mirante sobre a cidade. Dentro: o piso de 56 painéis de mármore embutido, obra de 40 artistas ao longo de dois séculos, descoberto por inteiro só por alguns meses no ano; o púlpito de Nicola Pisano, de 1268; a capela com o São João Batista de Donatello; a Cappella Chigi, de Bernini; e a Libreria Piccolomini, com os afrescos de Pinturicchio de 1502 sobre a vida do papa Pio II, de cores intactas. O Museo dell'Opera tem a Maestà de Duccio, de 1311, e dá acesso ao Facciatone; o Batistério, atrás, tem a pia de Ghiberti e Donatello; a cripta, afrescos do século 13.

Passa por: Duomo di Siena.

Inclui: Ingresso pago à parte, com bilhete combinado (Opa Si Pass: catedral, Libreria, museu, Facciatone, batistério e cripta), válido por três dias; o Facciatone tem turnos com número limitado. Na época do piso descoberto (em geral de fim de agosto a outubro) o ingresso tem valor próprio.

Dica: Compre o Opa Si Pass no site da Opera della Metropolitana e reserve o turno do Facciatone. Para ver o piso de mármore descoberto, planeje a viagem para setembro ou outubro e confirme o período no site. A Porta del Cielo, visita aos telhados, é outro bilhete.

Melhor época: O ano todo; o piso costuma ficar descoberto do fim de agosto a outubro.

Santa Maria della Scala: o hospital milenar de Siena

Sai de Piazza del Duomo, Siena (em frente à catedral) Museu cerca de 1 h 30 tarde fácil

O Santa Maria della Scala, em frente ao Duomo, foi um dos primeiros hospitais da Europa, fundado por volta do ano 1000 para peregrinos da Via Francigena, e funcionou como hospital até os anos 1990; hoje é um complexo de museus em vários níveis escavados na colina. O Pellegrinaio, o antigo salão dos doentes, tem o ciclo de afrescos do século 15 que mostra a vida do hospital (médicos, amas de leite, enfermos); nos níveis de baixo estão os relevos originais da Fonte Gaia, de Jacopo della Quercia, o Museu Arqueológico nos antigos depósitos, o oratório de Santa Caterina della Notte, onde a santa rezava, e a capela do Manto. É um lugar sem filas, que dá uma ideia da Siena medieval melhor que muitos palácios.

Passa por: Santa Maria della Scala.

Inclui: Ingresso pago à parte (bilheteria no local ou online).

Dica: Vá no começo da tarde, quando os grupos saem do Duomo; o museu tem bancos e sombra, bom para o calor. Peça o mapa: os níveis são confusos.

Melhor época: O ano todo.

Monteriggioni: o castelo de muralhas e torres

Sai de Siena (ônibus 130) ou carro pela SR2 Bate-volta curto cerca de 1 h 30 tarde fácil

Monteriggioni, a 15 km de Siena, é a vila murada mais intacta da Toscana: um anel de 570 m de muralhas com 14 torres, construído por Siena entre 1213 e 1219 como posto de vigia contra Florença, no alto de uma colina. Dante compara as torres a gigantes no Inferno da Divina Comédia. Dentro há uma praça, a igreja de Santa Maria Assunta, poucas casas e restaurantes; o passeio é a volta pelo alto das muralhas, em dois trechos abertos à visita, com as colinas e a Via Francigena abaixo, e o pequeno museu de armaduras medievais. A visita cabe numa hora; no segundo fim de semana de julho, a Festa Medievale enche a vila de figurantes. É uma parada natural entre Siena e San Gimignano.

Passa por: Monteriggioni.

Inclui: Vila sem cobrança; passagem pelas muralhas e museu com ingresso pequeno. Ônibus pago à parte.

Dica: Sem carro, o ônibus 130 da Autolinee Toscane (Siena–Poggibonsi) para na estrada, a 10 minutos a pé da porta. Com carro, há estacionamento abaixo da vila. Combine com San Gimignano no mesmo dia.

Melhor época: O ano todo; de abril a outubro as muralhas abrem todos os dias.

Val d'Orcia: Pienza, Montalcino e Montepulciano

Sai de Siena (carro pela SR2 e SP146) ou ônibus 112 até Montalcino Bate-volta de carro pelas colinas cerca de 8 horas dia inteiro fácil (ladeiras nas cidades)

A Val d'Orcia, ao sul de Siena, é a paisagem de colinas de trigo, ciprestes em fila e estradas brancas tombada pela UNESCO, a dos cartões-postais da Toscana. Pienza foi refeita pelo papa Pio II, nascido ali, entre 1459 e 1462 como a 'cidade ideal' renascentista: a praça com a catedral, o Palazzo Piccolomini, com o jardim suspenso e a loggia sobre o vale, e as ruas com nomes de Amor e Fortuna; é também a cidade do queijo pecorino. Montalcino, a vila murada com a fortaleza de 1361, é a terra do vinho Brunello; a Abbazia di Sant'Antimo, a 10 km, é uma abadia românica num vale de oliveiras onde os monges cantam em gregoriano. Montepulciano, na crista de uma colina, sobe pelo Corso até a Piazza Grande, com o Palazzo Comunale (subida à torre) e a catedral; abaixo, o templo de San Biagio, de Sangallo. Vinícolas recebem com reserva; a visita é o assunto, e quem dirige não prova.

Passa por: Pienza, Montalcino, Montepulciano.

Inclui: Carro ou ônibus pagos à parte. Palazzo Piccolomini, fortaleza de Montalcino, torre de Montepulciano e vinícolas com ingressos ou reservas pagos à parte.

Dica: Com carro, faça Pienza de manhã, Montepulciano no almoço e Montalcino com Sant'Antimo à tarde, pela SP146 e SR2; o mirante dos ciprestes fica na SP146 entre San Quirico e Pienza. Sem carro, o ônibus 112 liga Siena a Montalcino (cerca de 1 h 10) e há tours de um dia saindo de Siena.

Melhor época: De abril a junho as colinas estão verdes e com papoulas; julho é o trigo dourado; setembro e outubro, a vindima.

Dia a dia

Roteiro de 3, 5 e 7 dias em Toscana

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

3 dias · Toscana em 3 dias: Pisa, Lucca e Siena

Para Quem está em Florença e quer as três cidades mais procuradas da região, de trem e ônibus. · Base em Florença ou Siena, usando trens regionais e ônibus
  1. Dia 1 · Pisa e Lucca

    Trem de Florença a Pisa (cerca de 1 hora): Piazza dei Miracoli com a torre reservada; Piazza dei Cavalieri e os Lungarni. Trem de 30 minutos a Lucca: volta nas muralhas de bicicleta, Piazza dell'Anfiteatro e Torre Guinigi; volta a Florença (1 h 20) ou noite em Lucca.

  2. Dia 2 · Siena

    Ônibus 131 de Florença a Siena (1 h 15) ou trem de Lucca. Piazza del Campo, Torre del Mangia na abertura, Museo Civico; Duomo com a Libreria Piccolomini e o Facciatone à tarde; Santa Maria della Scala se sobrar tempo; noite em Siena.

  3. Dia 3 · San Gimignano e Monteriggioni

    Ônibus de Siena a San Gimignano com troca em Poggibonsi (ou carro): Collegiata, Torre Grossa e a Piazza della Cisterna de manhã; Monteriggioni no caminho de volta; retorno a Siena ou Florença no fim do dia.

5 dias · Toscana em 5 dias: cidades de arte e Val d'Orcia
Para Quem quer as cidades e um dia de colinas, com carro só na parte final. · Base em 2 noites em Lucca ou Pisa, 3 noites em Siena
  1. Dia 1 · Pisa

    Chegada a Pisa de trem (de Florença 1 hora; do aeroporto de Pisa, PisaMover). Piazza dei Miracoli com a torre reservada, Piazza dei Cavalieri e Lungarni; noite em Pisa ou Lucca.

  2. Dia 2 · Lucca

    Dia inteiro em Lucca: muralhas de bicicleta de manhã, catedral de San Martino, San Michele in Foro, Torre Guinigi e o Puccini Museum; jantar na Piazza dell'Anfiteatro.

  3. Dia 3 · Siena

    Trem ou ônibus até Siena pela manhã. Piazza del Campo, Palazzo Pubblico e Torre del Mangia; Duomo, Libreria Piccolomini e Facciatone à tarde; passeio pelas contrade ao entardecer.

  4. Dia 4 · San Gimignano e Monteriggioni

    Carro alugado em Siena ou ônibus: San Gimignano de manhã cedo, Monteriggioni à tarde, com a volta pelas muralhas; de volta a Siena para o Santa Maria della Scala no fim do dia.

  5. Dia 5 · Val d'Orcia

    De carro: Pienza, o mirante dos ciprestes, Montepulciano e Montalcino com a Abbazia di Sant'Antimo; volta a Siena ou seguir para Roma pela A1 (Chiusi, a 1 hora de Montepulciano, tem trens para Roma).

7 dias · Toscana em 7 dias: de Pisa à Val d'Orcia com calma
Para Quem tem uma semana e carro na segunda metade para as colinas. · Base em Lucca (2 noites), Siena (3 noites), Val d'Orcia (2 noites, em Pienza ou Montepulciano)
  1. Dia 1 · Pisa

    Chegada e dia na Piazza dei Miracoli, com a torre reservada, o Batistério e o Camposanto; fim de tarde nos Lungarni; trem de 30 minutos a Lucca para dormir.

  2. Dia 2 · Lucca

    Muralhas de bicicleta, catedral, San Michele, Torre Guinigi, Puccini Museum; tarde livre nas ruas de lojas e antiquários; noite na Piazza dell'Anfiteatro.

  3. Dia 3 · Siena

    Trem de Lucca a Siena (cerca de 2 h, com troca em Empoli) ou ônibus pela manhã. Tarde na Piazza del Campo, com a subida à Torre del Mangia no turno disponível e o Museo Civico, com as Alegorias do Bom e do Mau Governo; passeio pelas ruas das contrade ao entardecer e noite em Siena.

  4. Dia 4 · Siena: Duomo e hospital

    Duomo, Libreria Piccolomini, Facciatone e Batistério de manhã; Santa Maria della Scala à tarde; passeio pelas contrade de Siena com os museus das contrade, quando abertos.

  5. Dia 5 · San Gimignano e Monteriggioni

    Retirada do carro em Siena. San Gimignano logo cedo, antes dos ônibus de excursão: Collegiata, Torre Grossa e a Rocca; almoço na Piazza della Cisterna. Monteriggioni à tarde, com a volta pelas muralhas; noite em Siena ou já em Pienza, na Val d'Orcia.

  6. Dia 6 · Val d'Orcia: Pienza e Montepulciano

    Pienza de manhã, com o Palazzo Piccolomini; mirante dos ciprestes na SP146; Montepulciano à tarde, com a Piazza Grande e San Biagio; noite na Val d'Orcia.

  7. Dia 7 · Montalcino e Sant'Antimo

    Montalcino, a fortaleza e a Abbazia di Sant'Antimo pela manhã; Bagno Vignoni, a praça-termal, no caminho; devolução do carro em Siena, Chiusi ou Florença e trem para o próximo destino.

Melhor época

Quando ir: Toscana mês a mês

Abril a junho e setembro a outubro costumam ter temperatura amena e dias longos. De junho a agosto faz calor forte e as cidades ficam cheias; o Palio de Siena é em 2 de julho e 16 de agosto. De dezembro a fevereiro é inverno, mais frio e com menos movimento.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva média

inverno · cidades vazias

Inverno. Nas estações de Pisa San Giusto e Firenze Peretola, normais 1991–2020: média de 6,9 °C em Pisa e 6,6 °C em Florença (mínimas perto de 2 °C) e cerca de 60 a 68 mm de chuva. Geada nas colinas de manhã, neve ocasional em Siena. Cidades vazias, torres sem fila; San Gimignano e Pienza com parte das lojas fechada. Casaco pesado.

Fevereiro Chuva média

inverno · Carnaval de Viareggio

Inverno. Nas estações de Pisa San Giusto e Firenze Peretola, normais 1991–2020: média de 7,4 °C em Pisa e cerca de 63 mm de chuva. O Carnevale di Viareggio, na costa perto de Lucca, desfila carros alegóricos nos domingos de fevereiro e começo de março. Movimento baixo nas cidades.

Março Chuva média

primavera começando · amendoeiras

Primavera começando. Nas estações de Pisa San Giusto e Firenze Peretola, normais 1991–2020: média de 10,2 a 10,7 °C e cerca de 60 mm de chuva. Colinas ficando verdes, dias alongando. Horário de verão europeu no último domingo: 4 horas a mais que Brasília.

Abril Chuva média

primavera · Páscoa e colinas verdes

Primavera. Nas estações de Pisa San Giusto e Firenze Peretola, normais 1991–2020: média de 13 a 14 °C e cerca de 65 mm de chuva, em pancadas. É o começo da temporada: colinas verdes com papoulas na Val d'Orcia, villas e jardins reabertos. Páscoa e 25 de abril enchem Siena e San Gimignano.

Maio Chuva média

primavera · papoulas na Val d'Orcia

Primavera plena. Nas estações de Pisa San Giusto e Firenze Peretola, normais 1991–2020: média de 17 a 18 °C e cerca de 62 mm de chuva. Trigo verde, papoulas e os ciprestes nas fotos clássicas; dias longos para as muralhas de Lucca e as torres. Movimento alto nos fins de semana.

Junho Chuva baixa

verão · Luminara e festas

Verão. Nas estações de Pisa San Giusto e Firenze Peretola, normais 1991–2020: média de 21 a 22,6 °C e cerca de 41 a 45 mm de chuva. Calor de tarde nas cidades de pedra; a Val d'Orcia fica dourada. Em 16 de junho, a Luminara de Pisa acende as margens do Arno com velas; Lucca tem o Summer Festival. Reserve torres e Facciatone.

Julho Chuva baixa

verão · Palio de Siena

Verão. Nas estações de Pisa San Giusto e Firenze Peretola, normais 1991–2020: média de 24 a 25,4 °C, com máximas que passam de 32 °C no interior, e cerca de 25 a 32 mm de chuva. Em 2 de julho, o Palio de Siena: a cidade lota dias antes. Caminhadas cedo, museus à tarde; nas colinas, o trigo é colhido.

Agosto Chuva baixa

verão · Palio e Ferragosto

Verão. Nas estações de Pisa San Giusto e Firenze Peretola, normais 1991–2020: média de 24 a 25,4 °C e cerca de 37 a 41 mm de chuva, com tempestades no fim do mês. 16 de agosto, o segundo Palio de Siena; 15 de agosto, Ferragosto, com lojas fechadas. É o mês mais cheio nas vilas e nas estradas da Val d'Orcia; o piso do Duomo de Siena começa a ser descoberto no fim do mês.

Setembro Chuva média

fim do verão · vindima e piso do Duomo

Fim do verão. Nas estações de Pisa San Giusto e Firenze Peretola, normais 1991–2020: média de 20 a 21 °C e cerca de 67 a 100 mm de chuva, concentrada em tempestades. É o mês da vindima no Chianti, em Montalcino e Montepulciano, e o piso de mármore do Duomo de Siena costuma estar descoberto. Dias quentes e noites frescas; movimento alto.

Outubro Chuva alta

outono · castanhas e Lucca Comics

Outono. Nas estações de Pisa San Giusto e Firenze Peretola, normais 1991–2020: média de 16 °C e cerca de 105 a 129 mm de chuva, com dias de chuva forte. Colinas aradas em tons de marrom, castanhas e azeite novo nos mercados; a Lucca Comics & Games, no fim do mês, lota Lucca por cinco dias. O horário de verão europeu termina no último domingo: 5 horas de diferença para Brasília.

Novembro Chuva alta

outono · mês mais chuvoso

Outono avançado. Nas estações de Pisa San Giusto e Firenze Peretola, normais 1991–2020: média de 11 a 11,6 °C e cerca de 115 a 131 mm de chuva, o mês mais chuvoso. Dia 1º é feriado. Cidades tranquilas, museus vazios, feiras de trufa branca em San Miniato e San Giovanni d'Asso. Sapato impermeável para o calçamento.

Dezembro Chuva alta

inverno · Natal nas vilas

Inverno. Nas estações de Pisa San Giusto e Firenze Peretola, normais 1991–2020: média de 7 a 7,7 °C e cerca de 81 a 88 mm de chuva. Mercados de Natal em Montepulciano (na fortaleza) e nas praças de Siena e Lucca, que costumam ir do fim de novembro ao começo de janeiro; presépios vivos nas vilas. Entre o Natal e o Ano-Novo as cidades enchem de novo.

Planeje o caminho

Como chegar: Toscana

Do Brasil de avião: por Roma, Pisa ou Florença

Não há voo direto do Brasil para a Toscana. Chega-se pelo voo direto de São Paulo ou do Rio para Roma Fiumicino e o trem de alta velocidade a Florença (cerca de 1 h 30) ou o regional/Intercity a Chiusi, Grosseto e Pisa; ou por voo com conexão em outra cidade europeia até Pisa (PSA), o aeroporto mais usado da região, ligado à estação Pisa Centrale pelo PisaMover em 5 minutos, ou até Florença Peretola (FLR), com o bonde T2 até a estação. Confirme antes de comprar.

De trem: regionais entre as cidades

Os trens regionais da Trenitalia ligam as cidades sem reserva: Florença–Pisa cerca de 1 hora; Pisa–Lucca 30 minutos; Florença–Lucca 1 h 20; Florença–Siena 1 h 30 (com baldeação em Empoli); Lucca–Siena cerca de 2 h (via Empoli); Siena–Chiusi (para Roma e para a Val d'Orcia) cerca de 1 h 30. San Gimignano, Monteriggioni, Pienza e Montalcino não têm estação: chega-se de ônibus (Autolinee Toscane) ou de carro. A estação de Siena fica fora das muralhas, com escadas rolantes até o centro. Valide o bilhete regional antes de embarcar.

De ônibus: Siena, San Gimignano e Val d'Orcia

A Autolinee Toscane é a empresa regional: ônibus 131 rápido Florença–Siena (cerca de 1 h 15, sai da estação de Florença e chega à Piazza Gramsci, dentro de Siena); San Gimignano com troca em Poggibonsi, a partir de Siena ou Florença (cerca de 1 h 30); Monteriggioni pelo 130; Montalcino pelo 112 (cerca de 1 h 10 de Siena); Pienza e Montepulciano pelo 112 com baldeação, com poucas viagens por dia; Volterra a partir de Siena ou de Colle Val d'Elsa. Bilhetes em tabacarias, no aplicativo ou a bordo com acréscimo. Aos domingos a oferta cai muito: confira o horário do dia.

De carro: estradas, estradas brancas e ZTL

O carro é o meio para a Val d'Orcia, o Chianti e as vilas sem estação. Principais vias: A1 (Florença–Roma, com saídas em Valdichiana para Montepulciano e Chiusi), a superestrada Firenze–Siena (sem pedágio, cerca de 1 hora), a A11 Florença–Pisa–Lucca e a SR2 Cassia de Siena à Val d'Orcia. Todas as cidades muradas têm ZTL (zona de trânsito limitado) com câmeras: entrar sem autorização gera multa, enviada pela locadora; estacione nos parques fora das muralhas (em Siena, Il Campo e Santa Caterina com escadas rolantes; em San Gimignano, P1 a P4). As 'strade bianche' da Val d'Orcia são de cascalho e as locadoras podem restringir; dirija devagar.

Ingressos e reservas

Torre di Pisa: reserva de horário no site da Opera della Primaziale Pisana. Torre del Mangia: bilheteria no dia, chegue na abertura. Duomo de Siena: Opa Si Pass no site da Opera della Metropolitana, com turno para o Facciatone. Collegiata e Torre Grossa de San Gimignano, Villa Monastero e vinícolas: bilheteria no local ou reserva. Palio de Siena (2 de julho e 16 de agosto): arquibancadas vendidas por lojas da praça com meses de antecedência; a praça é sem cobrança. As cidades cobram taxa de estadia por noite, paga na hospedagem. Confira a tabela atual.

Documentos e fuso horário para o brasileiro

A Itália está no espaço Schengen: o brasileiro entra com o passaporte válido, sem visto para turismo de até 90 dias. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Na entrada podem pedir passagem de volta, comprovante de onde vai ficar e meios para a estada; o seguro de viagem com cobertura médica é exigido para o espaço Schengen. Menores viajando sem os dois pais: confirme as exigências antes de ir. O fuso é o da Europa Central (CET): a Itália fica 4 horas à frente de Brasília no horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro, e 5 horas no resto do ano. A tomada é a de dois ou três pinos redondos, 230 V.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

Abril a junho e setembro a outubro costumam ter temperatura amena e dias longos. De junho a agosto faz calor forte e as cidades ficam cheias; o Palio de Siena é em 2 de julho e 16 de agosto. De dezembro a fevereiro é inverno, mais frio e com menos movimento.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Com Florença como base, reserve um dia para Pisa, um para Lucca e um para Siena, com San Gimignano no caminho ou num dia à parte. Quem quer ver as colinas do Val d'Orcia e Monteriggioni precisa de mais um ou dois dias, de preferência de carro. Dormir uma noite em Siena ou San Gimignano permite ver as praças sem o movimento dos grupos do dia.

Em que cidade se hospedar

Florença é a base mais prática, pela quantidade de trens e ônibus para as outras cidades. Em Pisa, a região entre a estação Pisa Centrale e o rio Arno facilita as conexões; perto da Piazza dei Miracoli fica mais tranquilo à noite. Em Siena, o centro histórico dentro das muralhas deixa tudo a pé, mas com subidas. Em Lucca, dormir dentro das muralhas permite passear de bicicleta logo cedo. Para as colinas, os agriturismos (fazendas com hospedagem) em volta de Siena e no Val d'Orcia são a opção de quem viaja de carro.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Toscana

Como chego à Toscana saindo do Brasil?

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. O aeroporto de Pisa é o mais usado para entrar na região e fica a poucos minutos da estação central da cidade. Outra opção é voar até Roma ou Milão e seguir de trem de alta velocidade até Florença: de Roma são cerca de 1h30 e de Milão cerca de 2h.

Dá para conhecer Pisa, Siena, San Gimignano e Lucca em bate-volta de Florença?

Dá. Pisa e Lucca têm trens regionais frequentes saindo da estação Firenze Santa Maria Novella, com cerca de 1h a 1h30 de viagem; dá até para juntar as duas no mesmo dia. Siena tem ônibus diretos e trens, em pouco mais de uma hora. San Gimignano não tem estação: vai-se de trem ou ônibus até Poggibonsi e de lá de ônibus local. Siena com San Gimignano no mesmo dia fica corrido sem carro.

Preciso alugar carro na Toscana?

Para as cidades deste roteiro, não: trem e ônibus resolvem. O carro ajuda nas colinas, para o Val d'Orcia, Pienza, Montalcino, Montepulciano e Monteriggioni, onde o transporte público é escasso. Os centros históricos de todas essas cidades têm ZTL, zona de trânsito limitado fechada para carros de fora: deixe o carro nos estacionamentos fora das muralhas, porque a câmera registra a entrada e a multa chega depois.

Quantos dias reservar para a Toscana além de Florença?

Três a cinco dias. Um dia para Pisa, um para Lucca, um para Siena e meio ou um dia para San Gimignano. Com um ou dois dias extras e carro, dá para percorrer o Val d'Orcia e as cidadezinhas do vinho ao sul de Siena.

Qual a melhor época para viajar pela Toscana?

A primavera, de abril a junho, e o começo do outono, de setembro a outubro, costumam ter clima agradável para caminhar pelas ladeiras. Setembro e outubro são também a época da colheita da uva nas colinas. O verão, de junho a agosto, é quente e cheio, e o inverno, de dezembro a fevereiro, é frio, com menos turistas.

Como funcionam os trens regionais entre as cidades?

Os regionais da Trenitalia não têm lugar marcado e custam o mesmo em qualquer horário. O bilhete pode ser digital, no aplicativo ou no site da empresa, ou de papel, comprado nas máquinas da estação; o de papel precisa ser validado nas maquininhas da plataforma antes de embarcar. Confira na tela da estação de qual plataforma (binario) sai o trem.

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