Pisa: Piazza dei Miracoli, Torre, Duomo, Batistério e Camposanto
Sai de Estação Pisa Centrale (20 min a pé) ou Pisa San Rossore (5 min) Caminhada com subida à torre cerca de 3 horas manhã moderada (294 degraus na torre)
A Piazza dei Miracoli (Praça dos Milagres), tombada pela UNESCO, reúne num gramado murado os quatro monumentos de mármore branco de Pisa. A Torre di Pisa (Torre de Pisa), o campanário começado em 1173, começou a inclinar durante a construção por causa do solo mole e hoje tem cerca de 4 graus de inclinação, depois da estabilização concluída em 2001; sobe-se em turnos de 30 minutos por 294 degraus, com a praça vista de cima. A Cattedrale di Santa Maria Assunta, de 1063, é o modelo do românico pisano, com o púlpito de Giovanni Pisano e a lâmpada que, diz a lenda, inspirou Galileu, nascido na cidade. O Battistero di San Giovanni, o maior da Itália, tem acústica que os guardas demonstram cantando, e o púlpito de Nicola Pisano, de 1260. O Camposanto Monumentale, o cemitério de claustro com terra trazida do Gólgota, guarda afrescos do Triunfo da Morte, restaurados após o incêndio de 1944.
Passa por: Piazza dei Miracoli, Torre di Pisa, Cattedrale di Santa Maria Assunta, Battistero di San Giovanni, Camposanto Monumentale.
Inclui: Torre com ingresso pago à parte e horário marcado (reserva online recomendada; crianças com menos de 8 anos não sobem). Catedral com entrada sem cobrança mediante retirada de bilhete com horário; Batistério, Camposanto e museus pagos à parte, com bilhete combinado.
Dica: Reserve a torre no site da Opera della Primaziale Pisana com antecedência, sobretudo de abril a outubro. Chegue à praça por Pisa San Rossore, a estação mais perto, ou a pé de Pisa Centrale pela Via Santa Maria. Meia manhã basta para a praça; a cidade tem o rio Arno e a Piazza dei Cavalieri para o resto.
Melhor época: O ano todo. Em 16 e 17 de junho, a Luminara e o Gioco del Ponte enchem a cidade.
Pisa além da torre: Piazza dei Cavalieri e os Lungarni
Sai de Piazza dei Miracoli Caminhada cerca de 1 h 30 tarde fácil
Saindo da praça da torre pela Via Santa Maria, chega-se à Piazza dei Cavalieri, o centro político de Pisa na Idade Média, redesenhada por Vasari em 1562 para os Cavaleiros de Santo Estêvão: o Palazzo della Carovana, com a fachada de esgrafitos, é a sede da Scuola Normale Superiore, a universidade de elite fundada por Napoleão; o Palazzo dell'Orologio une as torres onde o conde Ugolino morreu de fome, episódio contado por Dante. A Borgo Stretto, a rua de arcadas, desce ao rio Arno. Os Lungarni di Pisa, as margens do rio, têm os palácios de fachadas amarelas e ocre, a pequena igreja gótica de Santa Maria della Spina, de 1230, à beira d'água, o Palazzo Blu, com exposições, e a Ponte di Mezzo, de onde se vê o rio curvar. É a Pisa dos moradores e dos estudantes, longe das lojas de lembranças.
Passa por: Piazza dei Cavalieri, Lungarni di Pisa.
Inclui: Caminhada livre, sem cobrança. Palazzo Blu com ingresso para exposições.
Dica: Faça este trecho no fim da tarde, depois da praça da torre, e termine o dia no rio; a Via San Martino, do outro lado da ponte, tem trattorias de bairro. Em junho, as margens recebem a Luminara com milhares de velas.
Melhor época: O ano todo.
Lucca: a volta nas muralhas e o centro
Sai de Estação de Lucca (5 min das muralhas) Caminhada ou bicicleta sobre as muralhas cerca de 4 horas dia inteiro fácil (ciclovia plana)
As Mura di Lucca (Muralhas de Lucca), construídas entre 1504 e 1645 e nunca usadas em batalha, cercam a cidade por 4,2 km, com 11 bastiões, e viraram no século 19 um passeio arborizado no alto, com plátanos e ciclovia, de onde se vê os telhados e as torres; a volta a pé leva uma hora, de bicicleta 20 minutos. Dentro, a Piazza dell'Anfiteatro, a praça oval construída sobre as arquibancadas do anfiteatro romano, com cafés nas arcadas; a Cattedrale di San Martino, com a fachada assimétrica, o Volto Santo (o crucifixo de madeira que a lenda diz esculpido por Nicodemos) e o túmulo de Ilaria del Carretto, de Jacopo della Quercia; a Chiesa di San Michele in Foro, com a fachada de colunas de mármore que sobe acima do telhado, e a Torre Guinigi, de 45 m, com as azinheiras plantadas no alto, de onde se vê a cidade inteira. Lucca é a cidade de Puccini, nascido na Via di Poggio.
Passa por: Mura di Lucca, Piazza dell'Anfiteatro, Cattedrale di San Martino, Chiesa di San Michele in Foro, Torre Guinigi.
Inclui: Muralhas sem cobrança; aluguel de bicicleta pago à parte. Torre Guinigi, catedral (parte) e museus com ingressos pagos à parte.
Dica: Alugue a bicicleta perto da Porta Santa Maria e faça a volta nas muralhas de manhã; desça para a Piazza dell'Anfiteatro no almoço. O Lucca Summer Festival, em junho e julho, monta palco na Piazza Napoleone, e a Lucca Comics, no fim de outubro, lota a cidade por cinco dias.
Melhor época: O ano todo; de abril a outubro para as muralhas de bicicleta.
Puccini Museum: a casa natal do compositor em Lucca
Sai de Piazza Cittadella, Lucca Casa-museu cerca de 1 hora manhã ou tarde fácil
O Puccini Museum - Casa natale ocupa o apartamento da Corte San Lorenzo onde Giacomo Puccini nasceu em 1858, numa família de cinco gerações de músicos da catedral de Lucca. As salas guardam o piano Steinway em que ele compôs Turandot, partituras autógrafas, cartas, o figurino de Turandot do Metropolitan, o casaco e os objetos pessoais, e a mesa de trabalho; o museu explica a vida do compositor entre Lucca, Milão e Torre del Lago, a 25 km, onde ele morou à beira do lago de Massaciuccoli e onde todo verão acontece o Festival Puccini, ao ar livre. Na praça em frente, a estátua de bronze do compositor sentado, com o cigarro. A igreja de San Paolino, ali perto, foi onde Puccini tocou órgão aos 14 anos.
Passa por: Puccini Museum - Casa natale.
Inclui: Ingresso pago à parte (bilheteria no local ou online). Audioguia incluído em algumas modalidades.
Dica: Combine com a caminhada pelo centro de Lucca; em julho e agosto, quem gosta de ópera pode ir ao Festival Puccini em Torre del Lago, de ônibus ou trem até Viareggio. O museu fecha em alguns dias de inverno: confira.
Melhor época: O ano todo.
San Gimignano: as torres medievais
Sai de Siena ou Florença (ônibus com troca em Poggibonsi) ou carro Caminhada em cidade murada cerca de 3 horas manhã ou fim de tarde moderada (218 degraus na Torre Grossa)
O Centro storico di San Gimignano, tombado pela UNESCO, conserva 14 das 72 torres que as famílias do século 13 ergueram para mostrar poder, o que deu à cidade o apelido de 'Manhattan medieval'. Entra-se pela Porta San Giovanni e sobe-se até a Piazza della Cisterna, triangular, com o poço de 1273 no centro, e a Piazza del Duomo, ao lado. A Collegiata di Santa Maria Assunta, a igreja principal, tem as paredes inteiramente cobertas de afrescos do século 14: o Antigo e o Novo Testamento nas naves, o Juízo Final de Taddeo di Bartolo e a capela de Santa Fina, de Ghirlandaio. O Palazzo Comunale e Torre Grossa, de 1311, com 54 m, a torre que domina as outras, tem a Sala di Dante, onde o poeta discursou em 1300, a pinacoteca e a subida ao topo, com as outras torres e os vinhedos de Vernaccia em volta. A cidade vive de visitantes de um dia: de manhã cedo e depois das 18 h, quando os ônibus vão embora, muda de cara.
Passa por: Centro storico di San Gimignano, Piazza della Cisterna, Collegiata di Santa Maria Assunta, Palazzo Comunale e Torre Grossa.
Inclui: Caminhada livre. Collegiata e Torre Grossa com ingressos pagos à parte (há bilhete combinado dos museus cívicos).
Dica: Durma uma noite em San Gimignano ou chegue antes das 10 h; ao meio-dia a rua principal fica cheia. A Rocca di Montestaffoli, no alto, é o mirante sem cobrança. A gelateria da Piazza della Cisterna tem fila por ser premiada; há outras.
Melhor época: De abril a outubro; o inverno é silencioso e parte das lojas fecha.
Siena: Piazza del Campo, Palazzo Pubblico e Torre del Mangia
Sai de Piazza del Campo Caminhada com subida à torre cerca de 3 horas manhã ou tarde moderada (400 degraus na torre)
A Piazza del Campo (Praça do Campo) é a praça em forma de concha, inclinada e dividida em nove gomos de tijolo em homenagem ao Governo dos Nove, que governou Siena de 1287 a 1355; duas vezes por ano, em 2 de julho e 16 de agosto, recebe o Palio, a corrida de cavalos entre as contrade (bairros) que dura 90 segundos e move a cidade o ano inteiro. No ponto mais baixo, o Palazzo Pubblico, a prefeitura gótica de 1297, abriga o Museo Civico, com a Maestà de Simone Martini e as Alegorias do Bom e do Mau Governo, de Ambrogio Lorenzetti, de 1338, a primeira grande pintura de tema civil da Europa. A Torre del Mangia, de 1348, com 88 m, sobe por 400 degraus até a vista da praça inteira, das colinas e do Duomo; o número de pessoas no alto é limitado. A Fonte Gaia, no alto da praça, tem cópias dos relevos de Jacopo della Quercia.
Passa por: Piazza del Campo, Palazzo Pubblico, Torre del Mangia.
Inclui: Praça sem cobrança. Museo Civico e Torre del Mangia com ingressos pagos à parte (bilhete combinado; a torre tem entrada por turnos e esgota nos dias cheios).
Dica: Compre a torre na bilheteria logo na abertura, porque os turnos acabam. Para o Palio, as arquibancadas são vendidas com meses de antecedência pelas lojas em volta da praça; o centro da praça é sem cobrança, mas se entra horas antes. Nas semanas do Palio há ensaios ('prove') ao vivo, mais fáceis de ver.
Melhor época: O ano todo. 2 de julho e 16 de agosto (Palio) lotam a cidade; nos dias anteriores há provas e os jantares das contrade nas ruas.