Sicília

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A maior ilha do Mediterrâneo: Palermo árabe-normanda, os templos gregos de Agrigento, Cefalù à beira-mar, o Etna, Taormina, Catânia e Siracusa.

Ilhas

Na foto: Tempio della Concordia, Agrigento

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Uma região para viver
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A Sicília é a maior ilha do Mediterrâneo e uma região autônoma da Itália, separada da Calábria pelo estreito de Messina. Gregos, romanos, bizantinos, árabes, normandos e espanhóis passaram por aqui, e cada um deixou marca na arquitetura, na comida e no dialeto. Templos dóricos, mosaicos dourados, igrejas barrocas e mercados de rua aparecem no mesmo roteiro.

Palermo, a capital, é a porta de entrada pelo lado oeste. A catedral, o Palazzo dei Normanni com a Cappella Palatina, a Martorana e o Duomo di Monreale formam o conjunto árabe-normando reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco, junto com a catedral de Cefalù. Cefalù fica a cerca de uma hora de trem, entre a praia e uma rocha de quase 270 metros. Ao sul, Agrigento guarda a Valle dei Templi, com o Tempio della Concordia, e a costa da Scala dei Turchi.

No lado leste, Catânia é a cidade barroca ao pé do Etna, o vulcão ativo que domina a paisagem com mais de 3.300 metros. Taormina fica no alto de um morro sobre o mar Jônico, com o teatro antigo voltado para o vulcão. Siracusa tem a ilha de Ortigia e o parque arqueológico da Neápolis, com o teatro grego.

Para o brasileiro, o mais prático é escolher uma porta de entrada (Palermo ou Catânia, as duas com aeroporto) e cruzar a ilha de trem, ônibus ou carro. A comida faz parte da viagem: arancina, cannolo, granita com brioche, caponata e peixe fresco. O ritmo é mais lento que no norte da Itália, e muita coisa fecha no começo da tarde.

Este roteiro reúne 6 cidades que combinam na mesma viagem: Catânia, Palermo, Agrigento, Cefalù, Siracusa, Taormina.

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Um destino, diferentes caminhos

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Onde fica Sicília
PalermoCatâniaAgrigentoCefalùSiracusaTaormina

Contornos: ISTAT, limites administrativos 2026, CC BY 4.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Sicília

✈ Aeroporto di Catania-Fontanarossa Vincenzo Bellini (CTA) · 5 km até Catânia

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. O caminho mais rápido é voo doméstico de Roma ou Milão para Palermo (PMO) ou Catânia (CTA). Há também trens Intercity de Roma que atravessam o estreito de Messina embarcados num traghetto (balsa), e balsas noturnas de Nápoles, Civitavecchia e Gênova para Palermo.

Ponto de chegada sugerido: Catânia

A experiência do lugar

O que fazer em Sicília

Palermo · Sicília · Catedral

Cattedrale di Palermo

A catedral de Palermo, erguida a partir de 1185, mistura estilos normando, gótico catalão e neoclássico. Guarda túmulos de reis e imperadores e a urna de prata de Santa Rosália.

Conhecer Cattedrale di Palermo

Cefalù · Sicília · Catedral

Duomo di Cefalù

Catedral normanda começada em 1131 por Rogério II, com duas torres na fachada e o Cristo Pantocrator em mosaico dourado na abside. Patrimônio Mundial da Unesco.

Conhecer Duomo di Cefalù

Siracusa · Sicília · Bairro histórico

Ortigia

A ilha onde nasceu Siracusa, com ruelas, palácios barrocos, o Templo de Apolo, o mercado de rua, a orla e o Castello Maniace na ponta.

Conhecer Ortigia

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Para escolher antes de ir

Passeios em Sicília

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Palermo árabe-normanda: Cattedrale, Palazzo dei Normanni e a Cappella Palatina

Sai de Piazza Indipendenza, Palermo Caminhada com visita ao palácio cerca de 3 horas manhã fácil

Palermo foi capital do emirado árabe no século 10 e do reino normando no século 12, e o conjunto árabe-normando é tombado pela UNESCO. O Palazzo dei Normanni (Palácio dos Normandos), hoje sede do parlamento siciliano, guarda a Cappella Palatina, a capela de Rogério II consagrada em 1140, com os mosaicos bizantinos de fundo de ouro cobrindo paredes e cúpula e o teto de madeira pintado por artesãos árabes em muqarnas; no andar de cima, a Sala di Ruggero, com mosaicos de caçadas. A Cattedrale di Palermo (Catedral), de 1185, mistura o gótico-catalão do pórtico, as torres normandas e a cúpula do século 18; dentro, os túmulos de pórfiro dos reis normandos e de Frederico II, o tesouro com a coroa de Constança de Aragão e a subida aos telhados, com a cidade aos pés. A Chiesa di San Giovanni degli Eremiti, com as cinco cúpulas vermelhas e o claustro de laranjeiras, é a igreja de 1136 mais árabe da cidade.

Passa por: Cattedrale di Palermo, Palazzo dei Normanni, Chiesa di San Giovanni degli Eremiti.

Inclui: Palazzo dei Normanni e Cappella Palatina com ingresso pago à parte (os apartamentos reais fecham em dias de sessão do parlamento); Catedral: nave sem cobrança, tesouro, cripta, túmulos e telhados pagos à parte; San Giovanni degli Eremiti com ingresso.

Dica: Vá à Cappella Palatina na abertura, de terça a sábado, quando se vê também a Sala di Ruggero; aos domingos de manhã há missa. Suba aos telhados da catedral no fim da manhã, com o sol atrás.

Melhor época: O ano todo; em julho e agosto faça a caminhada antes das 11 h.

Palermo barroca a pé: Quattro Canti, Piazza Pretoria, Martorana e Teatro Massimo

Sai de Quattro Canti (Via Maqueda com Corso Vittorio Emanuele) Caminhada pelo centro cerca de 3 horas tarde fácil

Os Quattro Canti são a praça octogonal de 1609 no cruzamento das duas ruas principais, com as quatro fachadas côncavas de estátuas das estações, dos reis espanhóis e das santas padroeiras dos bairros. Ao lado, a Piazza Pretoria, com a fonte florentina de 1554 cercada de estátuas nuas que os palermitanos chamaram de 'fonte da vergonha', e a prefeitura. A Chiesa di Santa Maria dell'Ammiraglio, a Martorana, de 1143, tem os mosaicos bizantinos mais antigos da Sicília, com Rogério II coroado por Cristo; ao lado, San Cataldo, com as três cúpulas vermelhas. Pela Via Maqueda, de pedestres, chega-se ao Teatro Massimo, de 1897, o maior teatro de ópera da Itália, com a escadaria onde foi filmada a cena final de O Poderoso Chefão III; a visita guiada mostra a sala e o teto que se abre para ventilação. A rua segue pela Via Ruggero Settimo até o Politeama, o outro teatro.

Passa por: Quattro Canti, Piazza Pretoria, Chiesa di Santa Maria dell'Ammiraglio, Teatro Massimo.

Inclui: Praças sem cobrança. Martorana e San Cataldo com ingressos pequenos; Teatro Massimo com visita guiada paga à parte (horários fixos) e espetáculos com ingresso.

Dica: Faça a caminhada no fim da tarde e termine com o aperitivo na Via Maqueda; a Martorana fecha ao meio-dia e reabre à tarde. Para a ópera no Massimo, compre no site do teatro.

Melhor época: O ano todo.

Mercados de Palermo e a comida de rua: Ballarò, Vucciria e Capo

Sai de Mercato di Ballarò (Via Ballarò, perto da estação) Caminhada por mercados cerca de 2 h 30 manhã fácil

O Mercato di Ballarò (Mercado de Ballarò), no bairro de Albergheria, é o mercado mais vivo de Palermo e um dos mais antigos, herdeiro dos souks árabes: bancas de peixe-espada e atum, frutas, azeitonas, queijos e os pregões cantados dos vendedores ('abbanniate'), com as barracas de comida de rua no meio: panelle (fritura de grão-de-bico), arancine, sfincione (a focaccia com cebola e anchova), pane ca' meusa (sanduíche de baço) e stigghiola. O Mercato del Capo, perto da catedral, é parecido e menos visitado; a Vucciria, perto do porto, virou mercado de noite e bares. Em volta de Ballarò ficam a igreja do Gesù (Casa Professa), com o interior coberto de mármores embutidos, e a Chiesa di Santa Caterina, com a doçaria do convento. Os mercados funcionam de segunda a sábado, de manhã até o começo da tarde.

Passa por: Mercato di Ballarò.

Inclui: Mercados sem cobrança; comida de rua paga à parte. Casa Professa e Santa Caterina com ingressos pequenos.

Dica: Vá entre 9 h e 11 h, com dinheiro trocado; o pane ca' meusa é o teste de coragem da cidade. Há visitas guiadas gastronômicas de meio dia, com reserva. Segure a bolsa na frente, como em qualquer mercado cheio.

Melhor época: O ano todo; no verão o mercado encerra mais cedo.

Monreale: o Duomo dos mosaicos de ouro

Sai de Palermo (ônibus AMAT 389 da Piazza Indipendenza ou ônibus turístico) Bate-volta curto a catedral cerca de 3 horas manhã fácil (escadas para os terraços)

O Duomo di Monreale (Catedral de Monreale), a 8 km de Palermo, na encosta sobre a Conca d'Oro, foi construído por Guilherme II entre 1174 e 1189 como rival da catedral de Palermo: por dentro, 6.400 m² de mosaicos bizantinos de fundo de ouro contam o Antigo e o Novo Testamento, com o Cristo Pantocrator de 13 m na abside, o maior conjunto de mosaicos medievais da Itália depois de Veneza. O claustro beneditino, com 228 colunas geminadas, cada uma com capitel diferente e muitas incrustadas de mosaico, e a fonte árabe no canto, é a outra metade da visita. Os terraços sobre o claustro dão a vista da cidade e do golfo. A vila em volta tem a praça com cafés e as lojas de mosaico.

Passa por: Duomo di Monreale.

Inclui: Catedral: nave com ingresso, claustro e terraços pagos à parte (bilhetes separados ou combinados). Ônibus pago à parte.

Dica: Vá cedo, no primeiro ônibus, antes das excursões; o ônibus 389 sai da Piazza Indipendenza, ao lado do Palazzo dei Normanni, e leva 30 a 40 minutos. Aos domingos de manhã há missa e a visita fica restrita.

Melhor época: O ano todo.

Catacombe dei Cappuccini, La Zisa e o Santuário de Santa Rosalia

Sai de Piazza Cappuccini, Palermo (ônibus 327 ou táxi) Catacumbas, palácio árabe e santuário no monte cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil

As Catacombe dei Cappuccini (Catacumbas dos Capuchinhos) guardam cerca de 8 mil corpos mumificados entre 1599 e 1920, pendurados em corredores por categoria (frades, profissionais, mulheres, crianças), vestidos com as roupas da época; a mais conhecida é a menina Rosalia Lombardo, de 1920, embalsamada com técnica que a manteve intacta. É uma visita forte, sem fotos, que diz muito sobre a relação siciliana com a morte. Perto, La Zisa, o palácio de verão dos reis normandos construído por artesãos árabes em 1165, com a sala da fonte e o sistema de ventilação, abriga o museu de arte islâmica. O Santuario di Santa Rosalia, no Monte Pellegrino, a 430 m, é a gruta onde, segundo a tradição, a padroeira de Palermo viveu como eremita no século 12 e onde foram achados os ossos que, em 1624, teriam acabado com a peste; a estrada sobe em curvas com a vista do golfo, e em 4 de setembro os fiéis sobem a pé.

Passa por: Catacombe dei Cappuccini, La Zisa, Santuario di Santa Rosalia.

Inclui: Catacumbas e La Zisa com ingressos pagos à parte; santuário sem cobrança. Ônibus 812 ao Monte Pellegrino pago à parte.

Dica: As catacumbas não são para crianças pequenas nem para quem se impressiona. Combine La Zisa e as catacumbas, que ficam perto; o Monte Pellegrino vale no fim da tarde, com a luz sobre a cidade.

Melhor época: O ano todo. De 10 a 15 de julho, o Festino di Santa Rosalia, com o carro da santa pelo Cassaro e fogos no mar.

Mondello e a praia de Palermo

Sai de Palermo (ônibus 806 da Piazza Sturzo/Politeama) Praia cerca de 4 horas tarde fácil

Mondello é a praia de Palermo, a 12 km do centro, uma baía de 1,5 km de areia branca e água verde entre o Monte Pellegrino e o Monte Gallo, que era um pântano até ser drenada no século 19 e virou balneário da belle époque, com o Antico Stabilimento Balneare, o edifício liberty de 1913 sobre pilares no mar, com restaurante. A praia é dividida entre os estabelecimentos de cadeiras e os trechos livres; a água é rasa por dezenas de metros. A orla tem os quiosques de comida de rua (pane e panelle, sfincione) e sorveterias; o vilarejo de pescadores, na ponta norte, tem o porto pequeno e os restaurantes de peixe. A Riserva di Capo Gallo, na ponta, tem trilhas e enseadas de pedra.

Passa por: Mondello.

Inclui: Praia livre em trechos; cadeiras e guarda-sóis pagos à parte. Ônibus urbano pago à parte.

Dica: Vá nos dias de semana; aos domingos de verão a praia e o ônibus lotam. O trecho livre fica no centro da baía e nas pontas. A água costuma estar boa para banho de maio a outubro.

Melhor época: De maio a outubro para banho; o ano todo para o passeio na orla.

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Cefalù: o Duomo normando, a Rocca e a praia

Sai de Palermo (trem regional, 1 hora) Bate-volta de trem com vila, catedral, subida e praia cerca de 7 horas dia inteiro moderada (subida à Rocca, 270 m)

Cefalù, a 70 km de Palermo pela costa, é a vila de pescadores apertada entre o mar e a Rocca, o rochedo de 270 m. O Duomo di Cefalù (Catedral), começado por Rogério II em 1131 como mausoléu e tombado pela UNESCO, tem as duas torres de fortaleza e, na abside, o Cristo Pantocrator em mosaico de 1148, anterior aos de Monreale e Palermo e, para muitos, o mais expressivo da Sicília, com o claustro de colunas geminadas. A Rocca di Cefalù sobe por uma trilha de pedra em cerca de 45 minutos até as muralhas, o templo de Diana, do século 9 a.C., e o castelo no topo, com a vila inteira, o mar e as Madonie aos pés. O Museo Mandralisca tem o Retrato de homem desconhecido de Antonello da Messina, de 1465. A Spiaggia di Cefalù, de areia fina, começa junto ao centro velho, com o lavadouro medieval e o porto velho de onde se fotografa a vila. O Corso Ruggero é a rua principal; a Piazza del Duomo tem os cafés.

Passa por: Duomo di Cefalù, Rocca di Cefalù, Museo Mandralisca, Spiaggia di Cefalù.

Inclui: Trem regional pago à parte. Catedral: nave sem cobrança (claustro, torres e terraços pagos); Rocca com ingresso; Museo Mandralisca com ingresso. Praia livre em trechos.

Dica: Pegue um trem cedo de Palermo Centrale (a estação de Cefalù fica a 10 minutos a pé do centro), suba à Rocca de manhã, antes do calor (a trilha fecha com vento forte e calor extremo), e deixe a praia para a tarde. Em julho e agosto a vila lota: vá nos dias de semana.

Melhor época: De abril a outubro; de maio a setembro para banho. Em 6 de agosto, a festa do Salvador com a travessia a nado.

Catânia a pé: Piazza del Duomo, Pescheria, Via Etnea e o Monastero dei Benedettini

Sai de Piazza del Duomo, Catânia Caminhada pelo centro barroco cerca de 3 horas manhã fácil

Catânia foi reconstruída em barroco de pedra de lava, preta, depois do terremoto de 1693, e a Piazza del Duomo e Fontana dell'Elefante é o centro: o elefante de lava com o obelisco egípcio nas costas, símbolo da cidade, a Cattedrale di Sant'Agata, com a fachada de Vaccarini e o túmulo de Bellini, nascido aqui, e o Palazzo degli Elefanti, a prefeitura. Ao lado, La Pescheria, o mercado de peixe que ocupa a praça atrás da fonte de Amenano com atuns, peixes-espada e gritaria desde o amanhecer. A Via Etnea, a rua reta de 3 km apontada para o Etna, sobe entre palácios, a Villa Bellini (o jardim) e os cafés com granita e brioche. O Monastero dei Benedettini di San Nicolò l'Arena, do século 16, hoje a faculdade de letras, é um dos maiores mosteiros da Europa, com os claustros, as cozinhas sobre a lava de 1669 e a visita guiada aos subterrâneos; a igreja ao lado, inacabada, tem a cúpula com vista.

Passa por: Piazza del Duomo e Fontana dell'Elefante, Cattedrale di Sant'Agata, La Pescheria, Via Etnea, Monastero dei Benedettini di San Nicolò l'Arena.

Inclui: Caminhada livre; mercado sem cobrança. Mosteiro com visita guiada paga à parte (horários fixos); cúpula de San Nicolò paga à parte.

Dica: A Pescheria funciona de segunda a sábado de manhã: vá às 8 h. Granita de amêndoa ou pistache com brioche no café da manhã é o costume. Em 3, 4 e 5 de fevereiro, a festa de Sant'Agata, uma das maiores da Itália, toma a cidade.

Melhor época: O ano todo; em julho e agosto o calor de Catânia é forte à tarde.

Etna: a subida ao vulcão pelo Rifugio Sapienza e o teleférico

Sai de Catânia (ônibus AST até o Rifugio Sapienza) ou carro Ônibus, teleférico e caminhada ou 4x4 no vulcão cerca de 8 horas dia inteiro moderada (altitude, vento e cinzas)

O Etna, de cerca de 3.350 m (a altura muda com as erupções), é o vulcão ativo mais alto da Europa, tombado pela UNESCO, com erupções frequentes que fecham e reabrem o acesso. Pelo lado sul, a estrada sobe de Catânia e Nicolosi, entre lavas de várias épocas, até o Rifugio Sapienza, a 1.900 m, com as crateras Silvestri, de 1892, que se contornam a pé em 20 minutos; o teleférico da Funivia dell'Etna sobe a 2.500 m, e dali os ônibus 4x4 com guia vulcanológico levam até cerca de 2.900 m, perto das crateras do cume, conforme a atividade e o nível de alerta da Proteção Civil. Acima de 2.500 m só se vai com guia autorizado. Pelo lado norte, de Linguaglossa e Piano Provenzana, há trilhas e passeios 4x4 com menos gente. A Ferrovia Circumetnea dá a volta no vulcão de trem, de Catânia a Riposto, pelas vilas de Randazzo e Bronte.

Passa por: Etna.

Inclui: Ônibus AST Catânia–Rifugio Sapienza pago à parte (uma viagem de manhã e uma de volta à tarde); teleférico pago à parte; ônibus 4x4 com guia pago à parte; crateras Silvestri sem cobrança. Excursões organizadas de Catânia e Taormina pagas à parte.

Dica: Leve casaco de inverno, luvas e óculos mesmo em agosto: no alto faz 0 °C com vento. Confira no dia a situação do vulcão e se o teleférico opera (ele para com vento forte e erupção). O ônibus AST sai de Catânia por volta das 8 h e volta às 16 h 30: confirme o horário do ano.

Melhor época: De maio a outubro com mais dias abertos; no inverno há neve e esqui, com acesso variável. Vulcão ativo: tudo depende do dia.

Taormina: Teatro Antico, Corso Umberto e Isola Bella

Sai de Taormina-Giardini (trem) e ônibus até a cidade, ou ônibus de Catânia Caminhada em cidade alta e praia cerca de 5 horas dia inteiro moderada (escadas e teleférico à praia)

Taormina fica a 200 m sobre o mar Jônico, num terraço entre o Etna e a costa, e é a cidade de veraneio da Sicília desde o século 19. O Teatro Antico di Taormina (Teatro Antigo), grego do século 3 a.C. e refeito pelos romanos, com 109 m de diâmetro, tem a cena em ruínas enquadrando o Etna e a baía, a imagem mais conhecida da ilha; recebe concertos e o festival de cinema no verão. O Corso Umberto, a rua de pedestres entre a Porta Messina e a Porta Catania, tem a Piazza IX Aprile, o terraço com a vista, a Piazza del Duomo com a fonte do centauro, palácios e cafés com granita. A Villa Comunale di Taormina, o jardim criado por uma inglesa em 1890, tem as folias (os pavilhões de tijolo) e a vista do mar. O teleférico desce em 2 minutos a Mazzarò, e a praia da Isola Bella, a ilhota ligada por uma faixa de pedrinhas, é reserva natural, com a água clara para banho e os barcos de passeio para as grutas.

Passa por: Teatro Antico di Taormina, Corso Umberto, Villa Comunale di Taormina, Isola Bella.

Inclui: Teatro Antico com ingresso pago à parte (reserva online nos dias cheios). Corso e Villa Comunale sem cobrança. Teleférico pago à parte; Isola Bella: praia livre em trecho, estabelecimentos pagos, visita à ilha com ingresso.

Dica: Vá ao teatro na abertura, antes do calor e dos navios de cruzeiro, e sente-se no alto da arquibancada. Taormina é cara e lotada em julho e agosto; de abril a junho e setembro é mais agradável. Castelmola, a vila a 5 km acima, dá a vista de Taormina de cima.

Melhor época: De abril a outubro; de junho a setembro para a praia.

Castelmola: a vila sobre Taormina

Sai de Taormina (ônibus Interbus ou a pé pela escadaria) Vila-mirante cerca de 2 horas fim de tarde moderada (300 m de subida ou ônibus)

Castelmola é a aldeia de 1.000 habitantes agarrada a um rochedo a 530 m, 5 km acima de Taormina, com as ruínas do castelo normando no topo, a Piazza Sant'Antonio com o piso de pedra em mosaico e os cafés que servem o vinho de amêndoa, criado na vila. A vista é a de Taormina inteira aos pés, o teatro, a Isola Bella, a costa até Siracusa em dia limpo e o Etna do outro lado. Sobe-se de ônibus em 15 minutos, pelas curvas, ou a pé por uma trilha de escadas antigas a partir da Porta Catania, em cerca de 1 hora. O Bar Turrisi, decorado com símbolos fálicos, é a curiosidade local; a igreja matriz e o Duomo pequeno ficam na praça. É um passeio de fim de tarde, para ver o sol se pôr atrás do Etna.

Passa por: Castelmola, Teatro Antico di Taormina.

Inclui: Ônibus pago à parte; vila e castelo sem cobrança.

Dica: Vá no ônibus do fim da tarde e volte no último, ou desça a pé com lanterna; os ônibus Interbus saem da rodoviária de Taormina. Em dia de vento a vila fica fria mesmo no verão.

Melhor época: O ano todo; o pôr do sol de abril a outubro.

Siracusa: Ortigia, o Duomo e a Fonte Aretusa

Sai de Siracusa (estação ou ônibus; Ortigia é a ilha-centro) Caminhada pela ilha de Ortigia cerca de 3 horas manhã ou fim de tarde fácil

Siracusa foi a maior cidade grega do Ocidente, rival de Atenas, pátria de Arquimedes, e Ortigia é a ilha de 1 km onde ela nasceu no século 8 a.C., ligada à cidade por duas pontes. O Duomo di Siracusa (Catedral) é o templo dórico de Atena do século 5 a.C. transformado em igreja no século 7: as colunas gregas aparecem embutidas nas paredes, por dentro e por fora, e a fachada barroca de 1753 fecha a praça oval, uma das mais bonitas da Sicília, com o palácio episcopal e Santa Lucia alla Badia, que guarda o Enterro de Santa Luzia, de Caravaggio. A Fonte Aretusa, a nascente de água doce à beira do mar onde crescem papiros, é o lugar do mito da ninfa que fugiu de Alfeu; a lenda diz que o rio Alfeu passa por baixo do mar vindo da Grécia. Em volta: o templo de Apolo, do século 6 a.C., anterior a todos os outros da ilha, o mercado de manhã na Via De Benedictis, o Castello Maniace, na ponta, e o Lungomare de Levante, de onde se vê o mar aberto; à noite, as ruelas lotam de mesas.

Passa por: Ortigia, Duomo di Siracusa, Fonte Aretusa.

Inclui: Caminhada livre; Duomo com ingresso pequeno; Castello Maniace e Santa Lucia alla Badia com ingressos ou sem cobrança, confira.

Dica: Durma em Ortigia: de manhã cedo e à noite a ilha é outra. O mercado fecha ao meio-dia. Aos domingos as igrejas têm missa na hora da visita.

Melhor época: O ano todo; de maio a outubro para banho nas plataformas de pedra do Lungomare.

Parco Archeologico della Neapolis e o Museo Paolo Orsi: a Siracusa grega

Sai de Viale Paradiso, Siracusa (ônibus ou 25 min a pé de Ortigia) Sítio arqueológico e museu cerca de 4 horas manhã fácil (caminho pavimentado)

O Parco Archeologico della Neapolis reúne o Teatro Greco, do século 5 a.C., refeito no 3º, com 67 fileiras escavadas na rocha para 16 mil pessoas, onde Ésquilo estreou tragédias e que ainda recebe o festival de teatro clássico em maio e junho; a Latomia del Paradiso, a antiga pedreira transformada em jardim, com a Orecchio di Dionisio, a gruta de 23 m de altura com eco tão forte que o tirano, diz a lenda, ouvia os prisioneiros; o Ara di Ierone, o altar de sacrifícios de 198 m; e o anfiteatro romano. A 10 minutos, o Museo Archeologico Regionale Paolo Orsi, um dos mais importantes da Itália em pré-história e colonização grega, tem a Vênus Landolina, os sarcófagos e os achados das cidades gregas da costa; ao lado, as Catacumbas de San Giovanni, as maiores depois das de Roma, visitadas com guia.

Passa por: Parco Archeologico della Neapolis, Museo Archeologico Regionale Paolo Orsi, Ortigia.

Inclui: Parque e museu com ingressos pagos à parte (bilhete combinado); sem cobrança no primeiro domingo do mês. Catacumbas pagas à parte, com guia.

Dica: Vá ao parque na abertura: às 10 h chegam as excursões. Nas temporadas de teatro clássico (maio e junho) as arquibancadas de madeira cobrem parte do teatro, mas assistir a uma tragédia grega no teatro grego compensa; ingressos no site do INDA.

Melhor época: O ano todo; de abril a junho e de setembro a outubro é mais confortável.

Noto: a capital do barroco siciliano

Sai de Siracusa (ônibus Interbus/AST ou trem regional, 30–40 min) Bate-volta a cidade barroca cerca de 3 horas fim de tarde fácil

Noto foi reconstruída do zero depois do terremoto de 1693, 8 km abaixo da cidade velha, como uma cenografia barroca de pedra calcária dourada, tombada pela UNESCO com as outras cidades do Val di Noto: o Corso Vittorio Emanuele, da Porta Reale, sobe por três praças com escadarias, igrejas e palácios de sacadas sustentadas por figuras grotescas (o Palazzo Nicolaci), até a Cattedrale di San Nicolò, cuja cúpula desabou em 1996 e foi refeita em 2007; em frente, o Palazzo Ducezio, a prefeitura, com o terraço sobre a cidade. A igreja de San Carlo tem a torre com a vista do Corso inteiro. A pedra fica da cor do mel ao pôr do sol, a hora de visitar. No terceiro fim de semana de maio, a Infiorata cobre a Via Nicolaci de tapetes de pétalas. A 15 km, a reserva de Vendicari tem praias e flamingos; Marzamemi, a vila de pescadores, tem a praça da tonnara.

Passa por: Noto, Ortigia.

Inclui: Caminhada livre; torre de San Carlo, Palazzo Nicolaci e terraço do Ducezio com ingressos pequenos. Ônibus ou trem pagos à parte.

Dica: Vá no fim da tarde e fique até as luzes acenderem; o ônibus Interbus de Siracusa é mais prático que o trem, cuja estação fica longe do centro. Com carro, junte Vendicari e Marzamemi no mesmo dia.

Melhor época: O ano todo; maio tem a Infiorata; de junho a setembro, as praias de Vendicari.

Agrigento: Valle dei Templi e o Giardino della Kolymbethra

Sai de Agrigento (estação ou ônibus; ônibus urbano até o parque) Sítio arqueológico cerca de 4 horas manhã ou fim de tarde moderada (2 km em ladeira, sem sombra)

A Valle dei Templi (Vale dos Templos), tombada pela UNESCO, é a crista de 1.300 hectares onde a colônia grega de Akragas, fundada em 580 a.C., ergueu uma fila de templos dóricos voltados para o mar: o Templo da Concórdia, de 430 a.C., um dos mais bem conservados do mundo grego por ter virado igreja no século 6; o de Juno, no ponto mais alto; o de Hércules, do fim do século 6 a.C., com oito colunas reerguidas; o de Zeus Olímpico, que seria o maior templo dórico já construído, em ruínas, com a cópia de um dos telamones (os gigantes de pedra de 7,5 m); e os de Castor e Pólux. A Via Sacra liga tudo em 2 km, com as oliveiras milenares e as amendoeiras que florescem em fevereiro. O Museo Archeologico Regionale Pietro Griffo guarda o telamone original e o Efebo de Agrigento. O Giardino della Kolymbethra, no vale entre os templos, é o jardim de cítricos e a antiga piscina grega recuperada pelo FAI, com sombra e um riacho.

Passa por: Valle dei Templi, Museo Archeologico Regionale Pietro Griffo, Giardino della Kolymbethra.

Inclui: Ingresso ao parque pago à parte (bilhete combinado com o museu); sem cobrança no primeiro domingo do mês. Giardino della Kolymbethra com ingresso à parte. Ônibus urbano pago à parte.

Dica: Vá ao pôr do sol, quando os templos ficam dourados e o parque costuma abrir até a noite no verão, ou na abertura; ao meio-dia não há sombra. Entre pela porta de Juno (alta) e desça até a de Hércules, pegando o ônibus de volta. O vale fica a 3 km da cidade, que é pouco visitada; a Scala dei Turchi é a praia do dia seguinte.

Melhor época: O ano todo; fevereiro tem a Sagra del Mandorlo in Fiore, com as amendoeiras; no verão há abertura noturna.

Scala dei Turchi: a falésia branca de Realmonte

Sai de Agrigento (ônibus para Realmonte/Porto Empedocle ou carro, 15 km) Falésia e praia cerca de 3 horas tarde fácil

A Scala dei Turchi (Escada dos Turcos) é a falésia de marga branca, branda e lisa, em degraus que descem ao mar entre duas praias de areia, perto de Realmonte, a 15 km de Agrigento; o nome vem dos piratas sarracenos que, diz a tradição, subiam por ela. O contraste do branco com o mar azul e a luz do fim da tarde fazem dela um dos lugares mais fotografados da Sicília; aparece nos romances do comissário Montalbano, de Camilleri. O acesso à rocha é regulado pela comuna por segurança e proteção, com períodos em que se pode andar sobre ela e outros em que só se vê das praias e dos mirantes da estrada: confira as regras do momento. As praias dos dois lados, de areia dourada, são de banho, com estabelecimentos no verão. Em Porto Empedocle, a cidade de Camilleri, há a estátua de Montalbano.

Passa por: Scala dei Turchi, Valle dei Templi.

Inclui: Acesso às praias sem cobrança; estacionamentos pagos à parte; o acesso à rocha depende das regras vigentes. Ônibus pago à parte.

Dica: Vá no fim da tarde para a luz; leve água e chinelo para a areia quente. Respeite as faixas e placas: a marga se desgasta e a rocha já foi fechada por vandalismo. Sem carro, há ônibus de Agrigento a Realmonte com poucas viagens; o táxi compartilhado é a alternativa.

Melhor época: De maio a outubro para praia; o ano todo para a vista.

Dia a dia

Roteiro de 5, 7 e 10 dias em Sicília

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

5 dias · Sicília em 5 dias: o leste, de Catânia a Siracusa e Taormina

Para Quem chega por Catânia e quer o vulcão, a cidade grega e Taormina sem carro. · Base em Catânia (2 noites), Siracusa/Ortigia (2 noites), Taormina (1 noite)
  1. Dia 1 · Catânia

    Chegada por Catânia (conexão europeia ou voo de Roma). Piazza del Duomo, Pescheria, Via Etnea e o Monastero dei Benedettini; granita com brioche; noite no centro.

  2. Dia 2 · Etna

    Ônibus AST ou excursão ao Rifugio Sapienza; teleférico e 4x4 até onde o vulcão permitir; crateras Silvestri; volta a Catânia à tarde.

  3. Dia 3 · Siracusa

    Ônibus Interbus ou trem a Siracusa (1 h 15); Parco della Neapolis e Museo Paolo Orsi de manhã; Ortigia à tarde, com o Duomo e a Fonte Aretusa; noite em Ortigia.

  4. Dia 4 · Noto e Ortigia

    Manhã livre em Ortigia (mercado, Castello Maniace, banho no Lungomare); Noto no fim da tarde, com o Corso ao pôr do sol; volta a Siracusa.

  5. Dia 5 · Taormina

    Trem ou ônibus a Taormina (cerca de 2 h); Teatro Antico, Corso Umberto, Villa Comunale; teleférico à Isola Bella; Castelmola ao pôr do sol; saída no dia seguinte por Catânia.

7 dias · Sicília em 7 dias: de Palermo a Catânia pela costa sul
Para A travessia clássica da ilha, com carro a partir de Agrigento ou ônibus. · Base em Palermo (3 noites), Agrigento (1 noite), Siracusa (2 noites), Catânia ou Taormina (1 noite)
  1. Dia 1 · Palermo árabe-normanda

    Chegada a Palermo (conexão europeia ou trem/avião de Roma). Palazzo dei Normanni e Cappella Palatina, Catedral com os telhados, San Giovanni degli Eremiti; Quattro Canti e Via Maqueda à noite.

  2. Dia 2 · Monreale e Palermo barroca

    Monreale no primeiro ônibus; à tarde, Martorana, Piazza Pretoria, Teatro Massimo; mercado de Ballarò no fim da manhã ou no dia seguinte; jantar na Vucciria.

  3. Dia 3 · Cefalù

    Trem a Cefalù: Duomo e Rocca de manhã, praia à tarde; volta a Palermo (ou, com carro, Catacombe dei Cappuccini e Mondello em vez de Cefalù).

  4. Dia 4 · Agrigento

    Ônibus ou carro a Agrigento (cerca de 2 h); Scala dei Turchi à tarde; Valle dei Templi ao pôr do sol, com o museu antes; noite em Agrigento.

  5. Dia 5 · Siracusa

    Estrada ou ônibus de Agrigento a Siracusa pela costa sul (cerca de 3 h), com parada possível em Ragusa Ibla ou Modica, as cidades barrocas do Val di Noto. Ortigia à tarde e à noite: o Duomo, a Fonte Aretusa, o Castello Maniace e o jantar nas ruelas.

  6. Dia 6 · Neapolis e Noto

    Parco Archeologico della Neapolis na abertura, com o Teatro Greco e a Orecchio di Dionisio, e o Museo Paolo Orsi antes do almoço; tarde livre em Ortigia; ônibus a Noto no fim da tarde para o Corso ao pôr do sol; volta e noite em Ortigia.

  7. Dia 7 · Etna ou Taormina

    Seguir a Catânia (1 h 15): Etna de ônibus ou excursão; ou a Taormina para o Teatro Antico e a Isola Bella. Saída por Catânia.

10 dias · Sicília em 10 dias: a volta completa
Para Quem tem tempo para as duas metades da ilha, com carro na costa sul. · Base em Palermo (3 noites), Cefalù (1), Agrigento (1), Siracusa (3), Taormina (2)
  1. Dia 1 · Palermo árabe-normanda

    Chegada a Palermo. Palazzo dei Normanni com a Cappella Palatina, a Catedral com os telhados e San Giovanni degli Eremiti de manhã; Quattro Canti, Piazza Pretoria e a Via Maqueda à noite, com o aperitivo e a comida de rua.

  2. Dia 2 · Monreale e o centro barroco

    Monreale no primeiro ônibus, com o Duomo e o claustro; mercado de Ballarò no fim da manhã; Martorana, San Cataldo e a visita ao Teatro Massimo à tarde; jantar na Vucciria.

  3. Dia 3 · Catacumbas, Zisa e Mondello

    Catacombe dei Cappuccini e La Zisa de manhã; ônibus a Mondello para a tarde na praia; Santuário de Santa Rosalia e o Monte Pellegrino ao pôr do sol, com a vista do golfo.

  4. Dia 4 · Cefalù

    Trem de uma hora a Cefalù; Duomo com o Pantocrator e o claustro; subida à Rocca antes do calor; praia e Museo Mandralisca à tarde; noite na vila, com o jantar no porto velho.

  5. Dia 5 · Agrigento

    Carro alugado em Cefalù ou Palermo (ou ônibus SAIS de Palermo) até Agrigento, cerca de 2 h 30 pelo interior; Museo Pietro Griffo à tarde e a Valle dei Templi ao pôr do sol, da porta de Juno à de Hércules; noite em Agrigento.

  6. Dia 6 · Scala dei Turchi e Siracusa

    Scala dei Turchi de manhã, com banho nas praias ao lado; estrada pela costa sul até Siracusa (cerca de 3 h), com parada em Ragusa Ibla ou Modica; noite em Ortigia.

  7. Dia 7 · Siracusa grega

    Parco della Neapolis na abertura e Museo Paolo Orsi; tarde em Ortigia, com o Duomo, a Fonte Aretusa, o Castello Maniace e banho nas plataformas do Lungomare; jantar nas ruelas.

  8. Dia 8 · Noto e Vendicari

    Noto de manhã, com o Corso, a catedral e a torre de San Carlo; reserva de Vendicari e Marzamemi à tarde (com carro); de volta a Noto ao pôr do sol ou direto a Ortigia.

  9. Dia 9 · Taormina

    Estrada ou trem a Taormina (cerca de 2 h), com a devolução do carro em Catânia se for o caso; Teatro Antico, Corso Umberto e Villa Comunale; teleférico à Isola Bella; Castelmola ao pôr do sol.

  10. Dia 10 · Etna

    Excursão ao Etna saindo de Taormina (ou ônibus AST de Catânia): Rifugio Sapienza, teleférico e 4x4 até onde o vulcão permitir; volta a Taormina ou a Catânia para a saída no dia seguinte.

Melhor época

Quando ir: Sicília mês a mês

Abril a junho e setembro a outubro costumam ter temperatura boa para cidade, ruínas e mar. Julho e agosto são muito quentes, sobretudo em Agrigento e no interior, e as praias ficam cheias. O inverno, de dezembro a fevereiro, é ameno no litoral, com mais chuva; no alto do Etna pode haver neve. As estações são invertidas em relação ao Brasil.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva média

inverno · amendoeiras e Etna com neve

Inverno. Nas estações de Palermo Boccadifalco (117 m) e Catania Sigonella, normais 1991–2020: média de 12 °C em Palermo e Catânia (máximas de 15 °C) e cerca de 64 a 71 mm de chuva. O mês mais fresco, com o Etna nevado e esqui nos refúgios; dias de sol e de chuva alternados, mar frio. Cidades vazias, templos de Agrigento sem fila. Casaco leve e capa de chuva.

Fevereiro Chuva média

inverno · Sant'Agata e Carnaval

Inverno. Nas estações de Palermo Boccadifalco (117 m) e Catania Sigonella, normais 1991–2020: média de 12 a 12,5 °C e cerca de 46 a 65 mm de chuva. Em 3 a 5 de fevereiro, Sant'Agata em Catânia, com a procissão de um milhão de pessoas; amendoeiras em flor em Agrigento (Sagra del Mandorlo in Fiore); Carnaval em Acireale e Sciacca. Movimento baixo fora das festas.

Março Chuva média

primavera começando · campos floridos

Primavera começando. Nas estações de Palermo Boccadifalco (117 m) e Catania Sigonella, normais 1991–2020: média de 13,7 a 14,2 °C e cerca de 43 a 59 mm de chuva. Campos verdes e flores no interior, dias longos para os sítios arqueológicos; o mar ainda frio. Horário de verão europeu no último domingo: 4 horas a mais que Brasília.

Abril Chuva baixa

primavera · Páscoa

Primavera. Nas estações de Palermo Boccadifalco (117 m) e Catania Sigonella, normais 1991–2020: média de 16 a 17,7 °C e cerca de 30 a 44 mm de chuva. A Semana Santa tem procissões em Trapani (os Misteri), Enna e Caltanissetta; a Páscoa lota Taormina e Cefalù. Clima ideal para Agrigento e Siracusa; o Etna ainda com neve no alto.

Maio Chuva baixa

primavera · teatro grego e Infiorata

Primavera plena. Nas estações de Palermo Boccadifalco (117 m) e Catania Sigonella, normais 1991–2020: média de 20 a 21 °C e cerca de 18 a 26 mm de chuva. Mês de temperaturas boas e mar que começa a aceitar banho; o festival de teatro clássico em Siracusa (maio e junho) e a Infiorata de Noto (terceiro fim de semana). Movimento alto nos fins de semana.

Junho Chuva baixa

verão · mar morno

Verão. Nas estações de Palermo Boccadifalco (117 m) e Catania Sigonella, normais 1991–2020: média de 24 a 25 °C e cerca de 11 a 12 mm de chuva. Praias de Mondello, Cefalù e Isola Bella no ponto; sítios arqueológicos de manhã. Noites longas em Ortigia e Taormina. Festival de cinema de Taormina no Teatro Antico.

Julho Chuva baixa

verão · calor e scirocco

Verão. Nas estações de Palermo Boccadifalco (117 m) e Catania Sigonella, normais 1991–2020: média de 26,7 a 28,3 °C, com máximas acima de 35 °C quando sopra o scirocco (vento do Saara), e quase nenhuma chuva. Festino de Santa Rosalia em Palermo (10 a 15 de julho). Caminhadas e templos só ao amanhecer ou ao pôr do sol; o Etna no alto é o único lugar fresco. Praias e Taormina lotadas.

Agosto Chuva baixa

verão · Ferragosto e calor

Verão. Nas estações de Palermo Boccadifalco (117 m) e Catania Sigonella, normais 1991–2020: média de 27,3 a 28,9 °C e cerca de 10 a 13 mm de chuva. O mês mais quente e mais cheio; Ferragosto (15 de agosto) em toda a ilha, com fogos nas praias. Catânia e o interior passam de 38 °C em dias de scirocco. Reserve tudo e planeje o dia em torno do mar.

Setembro Chuva média

fim do verão · mar morno sem multidão

Fim do verão. Nas estações de Palermo Boccadifalco (117 m) e Catania Sigonella, normais 1991–2020: média de 24 a 25 °C e cerca de 42 a 50 mm de chuva, em tempestades curtas. O mar continua morno, as praias esvaziam depois da primeira semana e os templos voltam a ser possíveis de dia; vindima no Etna. Um dos melhores meses da Sicília. Em 4 de setembro, a subida a Santa Rosalia.

Outubro Chuva média

outono · ainda banho de mar

Outono. Nas estações de Palermo Boccadifalco (117 m) e Catania Sigonella, normais 1991–2020: média de 21 a 21,5 °C e cerca de 59 a 77 mm de chuva. Dias de sol de 25 °C e mar com banho até a metade do mês; primeiras chuvas fortes. O horário de verão europeu termina no último domingo: 5 horas de diferença para Brasília.

Novembro Chuva alta

outono · mês mais chuvoso

Outono avançado. Nas estações de Palermo Boccadifalco (117 m) e Catania Sigonella, normais 1991–2020: média de 16,7 a 17 °C e cerca de 66 a 94 mm de chuva, o mês mais chuvoso em Palermo. Cidades vazias, sítios agradáveis entre as chuvas, azeite novo e cogumelos nos restaurantes. Taormina e Cefalù em ritmo de inverno.

Dezembro Chuva alta

inverno · Natal e Santa Luzia

Inverno. Nas estações de Palermo Boccadifalco (117 m) e Catania Sigonella, normais 1991–2020: média de 12,8 a 13,4 °C e cerca de 78 a 81 mm de chuva. Em 13 de dezembro, Santa Luzia em Siracusa, com a procissão da santa de prata; presépios vivos nas vilas (Custonaci); mercados de Natal em Catânia e Palermo. Entre o Natal e o Ano-Novo os sicilianos voltam para casa e as cidades enchem.

Planeje o caminho

Como chegar: Sicília

Do Brasil de avião: por Roma com conexão para Palermo ou Catânia

Não há voo direto do Brasil para a Sicília. A chegada é pelo voo direto de São Paulo ou do Rio para Roma Fiumicino e um voo de conexão para Palermo (PMO) ou Catânia (CTA), de cerca de 1 hora, ou por conexão em outra cidade europeia. Confirme antes de comprar. De Palermo Falcone-Borsellino, a 35 km, o trem Trinacria Express chega à estação central em cerca de 1 hora e o ônibus Prestia e Comandè em 50 minutos; de Catânia Fontanarossa, a 5 km, o ônibus Alibus leva 20 minutos à estação e ao centro. Trapani e Comiso recebem voos de baixo custo. Há também trens noturnos de Roma a Palermo e Catânia (cerca de 11 a 12 horas), que atravessam o estreito de Messina na balsa com os vagões a bordo.

De trem e ônibus dentro da ilha

A Sicília tem trem (Trenitalia) nas linhas da costa: Palermo–Cefalù 1 hora, Palermo–Catânia cerca de 3 h, Catânia–Siracusa 1 h 15, Catânia–Taormina-Giardini 45 minutos, Palermo–Agrigento cerca de 2 h; a linha Siracusa–Noto é regional e lenta. Os ônibus são mais rápidos e frequentes em muitos trechos: SAIS Autolinee (Palermo–Catânia 2 h 40 pela autoestrada; Palermo–Agrigento 2 h), Interbus (Catânia–Siracusa 1 h 15; Siracusa–Noto; Catânia–Taormina), AST (Catânia–Etna; Siracusa–Noto). Rodoviárias ficam ao lado das estações. Compre online ou na bilheteria; aos domingos a oferta cai.

De carro: a forma mais prática de ver o interior

O carro liberta para o Val di Noto, Vendicari, Scala dei Turchi, Segesta, Selinunte, as Madonie e o Etna pelo norte. Autoestradas: A19 Palermo–Catânia (cerca de 2 h 15), A20 Palermo–Messina pela costa norte (com Cefalù), A18 Messina–Catânia–Siracusa (com Taormina), A29 Palermo–Trapani; a estrada de Catânia a Agrigento pelo interior (SS640 e SS117bis) leva cerca de 2 h 30, e a costa sul de Agrigento a Siracusa, cerca de 3 h. Todas as cidades têm ZTL (zona de trânsito limitado) com câmeras, e Palermo e Catânia têm trânsito caótico: estacione fora do centro. A Scala dei Turchi e Taormina têm estacionamentos pagos com ônibus de ligação.

Como circular nas cidades

Palermo: ônibus AMAT, bondes e o ônibus 389 para Monreale; o centro se anda a pé pela Via Maqueda e o Cassaro. Catânia: metrô curto, ônibus AMTS, Alibus do aeroporto; o centro é a pé. Siracusa: Ortigia a pé, ônibus urbano até a Neapolis. Taormina: teleférico à praia, ônibus Interbus a Castelmola e à estação. Agrigento: ônibus TUA do centro ao Vale dos Templos. Bilhetes em tabacarias; valide a bordo.

Ingressos e reservas

Cappella Palatina, Duomo de Monreale, Catacombe dei Cappuccini, Teatro Massimo (visita), Teatro Antico de Taormina, Parco della Neapolis, Museo Paolo Orsi e Valle dei Templi têm ingressos pagos à parte, com bilheteria no local e venda online; os parques regionais não cobram no primeiro domingo do mês. Teatro clássico de Siracusa (maio e junho) e festival de Taormina com ingressos online. Etna: ingresso de teleférico e 4x4 no local, sujeito às condições do vulcão. Scala dei Turchi: acesso regulado, confira. As comunas cobram taxa de estadia por noite, paga na hospedagem. Confira a tabela atual.

Documentos e fuso horário para o brasileiro

A Itália está no espaço Schengen: o brasileiro entra com o passaporte válido, sem visto para turismo de até 90 dias. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Na entrada podem pedir passagem de volta, comprovante de onde vai ficar e meios para a estada; o seguro de viagem com cobertura médica é exigido para o espaço Schengen. Menores viajando sem os dois pais: confirme as exigências antes de ir. O fuso é o da Europa Central (CET): a Itália fica 4 horas à frente de Brasília no horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro, e 5 horas no resto do ano. A tomada é a de dois ou três pinos redondos, 230 V.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

Abril a junho e setembro a outubro costumam ter temperatura boa para cidade, ruínas e mar. Julho e agosto são muito quentes, sobretudo em Agrigento e no interior, e as praias ficam cheias. O inverno, de dezembro a fevereiro, é ameno no litoral, com mais chuva; no alto do Etna pode haver neve. As estações são invertidas em relação ao Brasil.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Com uma semana dá para fazer Palermo (dois ou três dias), Cefalù, Agrigento e um trecho do leste, como Taormina e o Etna. Com dez a catorze dias cabe a ilha com calma: Palermo, Cefalù, Agrigento, Siracusa, Catânia, Taormina e o vulcão. Quem tem só quatro ou cinco dias deve ficar num lado: o oeste a partir de Palermo, ou o leste a partir de Catânia.

Em que cidade se hospedar

Em Palermo, o centro histórico entre a catedral, os Quattro Canti e o Teatro Massimo deixa quase tudo a pé; a área do Politeama e da Via Libertà é mais moderna e organizada. Em Cefalù, o centro antigo junto ao Duomo e ao mar. Em Agrigento, o centro alto, na Via Atenea, ou casas de campo perto da Valle dei Templi. No leste, Catânia é a base mais prática para o Etna, Taormina fica no alto sobre o mar e Siracusa tem hospedagem na ilha de Ortigia.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Sicília

Como chegar à Sicília saindo do Brasil?

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. A partir de Roma ou Milão, o voo doméstico até Palermo (PMO) ou Catânia (CTA) leva cerca de uma hora e pouco. Também dá para ir de trem Intercity, com travessia do estreito de Messina numa balsa, ou de balsa noturna saindo de Nápoles, Civitavecchia ou Gênova. O brasileiro entra na Itália com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar.

Dá para ir de trem de Roma até a Sicília?

Sim. Os trens Intercity e Intercity Notte de Roma seguem pela costa até Villa San Giovanni, onde os vagões entram num traghetto e cruzam o estreito de Messina em cerca de 30 minutos. Do outro lado, a linha se divide para Palermo, pela costa norte, e para Catânia e Siracusa, pelo lado leste. A viagem até Palermo leva boa parte do dia ou a noite inteira.

Quantos dias reservar para a Sicília?

Uma semana é o mínimo para ver os dois lados da ilha sem correria: Palermo, Cefalù e Agrigento no oeste, e Taormina, o Etna, Catânia ou Siracusa no leste. Com dez a catorze dias, a viagem fica mais tranquila. Em quatro ou cinco dias, escolha um lado só.

Preciso alugar carro na Sicília?

Ajuda, mas não é obrigatório. Trens regionais ligam Palermo a Cefalù e a Agrigento, e ônibus intermunicipais fazem muitas rotas, inclusive Palermo–Catânia. O carro faz diferença para a Scala dei Turchi, o interior e as vilas do Etna. Nos centros de Palermo e de outras cidades há ZTL (zona de trânsito limitado): deixe o carro fora do centro histórico.

Qual a melhor época para ir à Sicília?

Abril a junho e setembro a outubro costumam juntar calor suficiente para o mar com temperatura boa para andar nas ruínas. Julho e agosto são muito quentes e cheios. No inverno, de dezembro a fevereiro, o litoral é ameno, mas alguns barcos e passeios ficam reduzidos.

Entro por Palermo ou por Catânia?

Depende do roteiro. Palermo é a melhor porta para Cefalù, Monreale e Agrigento. Catânia fica mais perto do Etna, de Taormina e de Siracusa. Um bom plano é chegar por uma e sair pela outra, cruzando a ilha de ônibus, trem ou carro, em cerca de 2h30 a 3 horas entre as duas cidades.

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