Cefalù: o Duomo normando, a Rocca e a praia
Sai de Palermo (trem regional, 1 hora) Bate-volta de trem com vila, catedral, subida e praia cerca de 7 horas dia inteiro moderada (subida à Rocca, 270 m)
Cefalù, a 70 km de Palermo pela costa, é a vila de pescadores apertada entre o mar e a Rocca, o rochedo de 270 m. O Duomo di Cefalù (Catedral), começado por Rogério II em 1131 como mausoléu e tombado pela UNESCO, tem as duas torres de fortaleza e, na abside, o Cristo Pantocrator em mosaico de 1148, anterior aos de Monreale e Palermo e, para muitos, o mais expressivo da Sicília, com o claustro de colunas geminadas. A Rocca di Cefalù sobe por uma trilha de pedra em cerca de 45 minutos até as muralhas, o templo de Diana, do século 9 a.C., e o castelo no topo, com a vila inteira, o mar e as Madonie aos pés. O Museo Mandralisca tem o Retrato de homem desconhecido de Antonello da Messina, de 1465. A Spiaggia di Cefalù, de areia fina, começa junto ao centro velho, com o lavadouro medieval e o porto velho de onde se fotografa a vila. O Corso Ruggero é a rua principal; a Piazza del Duomo tem os cafés.
Passa por: Duomo di Cefalù, Rocca di Cefalù, Museo Mandralisca, Spiaggia di Cefalù.
Inclui: Trem regional pago à parte. Catedral: nave sem cobrança (claustro, torres e terraços pagos); Rocca com ingresso; Museo Mandralisca com ingresso. Praia livre em trechos.
Dica: Pegue um trem cedo de Palermo Centrale (a estação de Cefalù fica a 10 minutos a pé do centro), suba à Rocca de manhã, antes do calor (a trilha fecha com vento forte e calor extremo), e deixe a praia para a tarde. Em julho e agosto a vila lota: vá nos dias de semana.
Melhor época: De abril a outubro; de maio a setembro para banho. Em 6 de agosto, a festa do Salvador com a travessia a nado.
Catânia a pé: Piazza del Duomo, Pescheria, Via Etnea e o Monastero dei Benedettini
Sai de Piazza del Duomo, Catânia Caminhada pelo centro barroco cerca de 3 horas manhã fácil
Catânia foi reconstruída em barroco de pedra de lava, preta, depois do terremoto de 1693, e a Piazza del Duomo e Fontana dell'Elefante é o centro: o elefante de lava com o obelisco egípcio nas costas, símbolo da cidade, a Cattedrale di Sant'Agata, com a fachada de Vaccarini e o túmulo de Bellini, nascido aqui, e o Palazzo degli Elefanti, a prefeitura. Ao lado, La Pescheria, o mercado de peixe que ocupa a praça atrás da fonte de Amenano com atuns, peixes-espada e gritaria desde o amanhecer. A Via Etnea, a rua reta de 3 km apontada para o Etna, sobe entre palácios, a Villa Bellini (o jardim) e os cafés com granita e brioche. O Monastero dei Benedettini di San Nicolò l'Arena, do século 16, hoje a faculdade de letras, é um dos maiores mosteiros da Europa, com os claustros, as cozinhas sobre a lava de 1669 e a visita guiada aos subterrâneos; a igreja ao lado, inacabada, tem a cúpula com vista.
Passa por: Piazza del Duomo e Fontana dell'Elefante, Cattedrale di Sant'Agata, La Pescheria, Via Etnea, Monastero dei Benedettini di San Nicolò l'Arena.
Inclui: Caminhada livre; mercado sem cobrança. Mosteiro com visita guiada paga à parte (horários fixos); cúpula de San Nicolò paga à parte.
Dica: A Pescheria funciona de segunda a sábado de manhã: vá às 8 h. Granita de amêndoa ou pistache com brioche no café da manhã é o costume. Em 3, 4 e 5 de fevereiro, a festa de Sant'Agata, uma das maiores da Itália, toma a cidade.
Melhor época: O ano todo; em julho e agosto o calor de Catânia é forte à tarde.
Etna: a subida ao vulcão pelo Rifugio Sapienza e o teleférico
Sai de Catânia (ônibus AST até o Rifugio Sapienza) ou carro Ônibus, teleférico e caminhada ou 4x4 no vulcão cerca de 8 horas dia inteiro moderada (altitude, vento e cinzas)
O Etna, de cerca de 3.350 m (a altura muda com as erupções), é o vulcão ativo mais alto da Europa, tombado pela UNESCO, com erupções frequentes que fecham e reabrem o acesso. Pelo lado sul, a estrada sobe de Catânia e Nicolosi, entre lavas de várias épocas, até o Rifugio Sapienza, a 1.900 m, com as crateras Silvestri, de 1892, que se contornam a pé em 20 minutos; o teleférico da Funivia dell'Etna sobe a 2.500 m, e dali os ônibus 4x4 com guia vulcanológico levam até cerca de 2.900 m, perto das crateras do cume, conforme a atividade e o nível de alerta da Proteção Civil. Acima de 2.500 m só se vai com guia autorizado. Pelo lado norte, de Linguaglossa e Piano Provenzana, há trilhas e passeios 4x4 com menos gente. A Ferrovia Circumetnea dá a volta no vulcão de trem, de Catânia a Riposto, pelas vilas de Randazzo e Bronte.
Passa por: Etna.
Inclui: Ônibus AST Catânia–Rifugio Sapienza pago à parte (uma viagem de manhã e uma de volta à tarde); teleférico pago à parte; ônibus 4x4 com guia pago à parte; crateras Silvestri sem cobrança. Excursões organizadas de Catânia e Taormina pagas à parte.
Dica: Leve casaco de inverno, luvas e óculos mesmo em agosto: no alto faz 0 °C com vento. Confira no dia a situação do vulcão e se o teleférico opera (ele para com vento forte e erupção). O ônibus AST sai de Catânia por volta das 8 h e volta às 16 h 30: confirme o horário do ano.
Melhor época: De maio a outubro com mais dias abertos; no inverno há neve e esqui, com acesso variável. Vulcão ativo: tudo depende do dia.
Taormina: Teatro Antico, Corso Umberto e Isola Bella
Sai de Taormina-Giardini (trem) e ônibus até a cidade, ou ônibus de Catânia Caminhada em cidade alta e praia cerca de 5 horas dia inteiro moderada (escadas e teleférico à praia)
Taormina fica a 200 m sobre o mar Jônico, num terraço entre o Etna e a costa, e é a cidade de veraneio da Sicília desde o século 19. O Teatro Antico di Taormina (Teatro Antigo), grego do século 3 a.C. e refeito pelos romanos, com 109 m de diâmetro, tem a cena em ruínas enquadrando o Etna e a baía, a imagem mais conhecida da ilha; recebe concertos e o festival de cinema no verão. O Corso Umberto, a rua de pedestres entre a Porta Messina e a Porta Catania, tem a Piazza IX Aprile, o terraço com a vista, a Piazza del Duomo com a fonte do centauro, palácios e cafés com granita. A Villa Comunale di Taormina, o jardim criado por uma inglesa em 1890, tem as folias (os pavilhões de tijolo) e a vista do mar. O teleférico desce em 2 minutos a Mazzarò, e a praia da Isola Bella, a ilhota ligada por uma faixa de pedrinhas, é reserva natural, com a água clara para banho e os barcos de passeio para as grutas.
Passa por: Teatro Antico di Taormina, Corso Umberto, Villa Comunale di Taormina, Isola Bella.
Inclui: Teatro Antico com ingresso pago à parte (reserva online nos dias cheios). Corso e Villa Comunale sem cobrança. Teleférico pago à parte; Isola Bella: praia livre em trecho, estabelecimentos pagos, visita à ilha com ingresso.
Dica: Vá ao teatro na abertura, antes do calor e dos navios de cruzeiro, e sente-se no alto da arquibancada. Taormina é cara e lotada em julho e agosto; de abril a junho e setembro é mais agradável. Castelmola, a vila a 5 km acima, dá a vista de Taormina de cima.
Melhor época: De abril a outubro; de junho a setembro para a praia.
Castelmola: a vila sobre Taormina
Sai de Taormina (ônibus Interbus ou a pé pela escadaria) Vila-mirante cerca de 2 horas fim de tarde moderada (300 m de subida ou ônibus)
Castelmola é a aldeia de 1.000 habitantes agarrada a um rochedo a 530 m, 5 km acima de Taormina, com as ruínas do castelo normando no topo, a Piazza Sant'Antonio com o piso de pedra em mosaico e os cafés que servem o vinho de amêndoa, criado na vila. A vista é a de Taormina inteira aos pés, o teatro, a Isola Bella, a costa até Siracusa em dia limpo e o Etna do outro lado. Sobe-se de ônibus em 15 minutos, pelas curvas, ou a pé por uma trilha de escadas antigas a partir da Porta Catania, em cerca de 1 hora. O Bar Turrisi, decorado com símbolos fálicos, é a curiosidade local; a igreja matriz e o Duomo pequeno ficam na praça. É um passeio de fim de tarde, para ver o sol se pôr atrás do Etna.
Passa por: Castelmola, Teatro Antico di Taormina.
Inclui: Ônibus pago à parte; vila e castelo sem cobrança.
Dica: Vá no ônibus do fim da tarde e volte no último, ou desça a pé com lanterna; os ônibus Interbus saem da rodoviária de Taormina. Em dia de vento a vila fica fria mesmo no verão.
Melhor época: O ano todo; o pôr do sol de abril a outubro.
Siracusa: Ortigia, o Duomo e a Fonte Aretusa
Sai de Siracusa (estação ou ônibus; Ortigia é a ilha-centro) Caminhada pela ilha de Ortigia cerca de 3 horas manhã ou fim de tarde fácil
Siracusa foi a maior cidade grega do Ocidente, rival de Atenas, pátria de Arquimedes, e Ortigia é a ilha de 1 km onde ela nasceu no século 8 a.C., ligada à cidade por duas pontes. O Duomo di Siracusa (Catedral) é o templo dórico de Atena do século 5 a.C. transformado em igreja no século 7: as colunas gregas aparecem embutidas nas paredes, por dentro e por fora, e a fachada barroca de 1753 fecha a praça oval, uma das mais bonitas da Sicília, com o palácio episcopal e Santa Lucia alla Badia, que guarda o Enterro de Santa Luzia, de Caravaggio. A Fonte Aretusa, a nascente de água doce à beira do mar onde crescem papiros, é o lugar do mito da ninfa que fugiu de Alfeu; a lenda diz que o rio Alfeu passa por baixo do mar vindo da Grécia. Em volta: o templo de Apolo, do século 6 a.C., anterior a todos os outros da ilha, o mercado de manhã na Via De Benedictis, o Castello Maniace, na ponta, e o Lungomare de Levante, de onde se vê o mar aberto; à noite, as ruelas lotam de mesas.
Passa por: Ortigia, Duomo di Siracusa, Fonte Aretusa.
Inclui: Caminhada livre; Duomo com ingresso pequeno; Castello Maniace e Santa Lucia alla Badia com ingressos ou sem cobrança, confira.
Dica: Durma em Ortigia: de manhã cedo e à noite a ilha é outra. O mercado fecha ao meio-dia. Aos domingos as igrejas têm missa na hora da visita.
Melhor época: O ano todo; de maio a outubro para banho nas plataformas de pedra do Lungomare.
Parco Archeologico della Neapolis e o Museo Paolo Orsi: a Siracusa grega
Sai de Viale Paradiso, Siracusa (ônibus ou 25 min a pé de Ortigia) Sítio arqueológico e museu cerca de 4 horas manhã fácil (caminho pavimentado)
O Parco Archeologico della Neapolis reúne o Teatro Greco, do século 5 a.C., refeito no 3º, com 67 fileiras escavadas na rocha para 16 mil pessoas, onde Ésquilo estreou tragédias e que ainda recebe o festival de teatro clássico em maio e junho; a Latomia del Paradiso, a antiga pedreira transformada em jardim, com a Orecchio di Dionisio, a gruta de 23 m de altura com eco tão forte que o tirano, diz a lenda, ouvia os prisioneiros; o Ara di Ierone, o altar de sacrifícios de 198 m; e o anfiteatro romano. A 10 minutos, o Museo Archeologico Regionale Paolo Orsi, um dos mais importantes da Itália em pré-história e colonização grega, tem a Vênus Landolina, os sarcófagos e os achados das cidades gregas da costa; ao lado, as Catacumbas de San Giovanni, as maiores depois das de Roma, visitadas com guia.
Passa por: Parco Archeologico della Neapolis, Museo Archeologico Regionale Paolo Orsi, Ortigia.
Inclui: Parque e museu com ingressos pagos à parte (bilhete combinado); sem cobrança no primeiro domingo do mês. Catacumbas pagas à parte, com guia.
Dica: Vá ao parque na abertura: às 10 h chegam as excursões. Nas temporadas de teatro clássico (maio e junho) as arquibancadas de madeira cobrem parte do teatro, mas assistir a uma tragédia grega no teatro grego compensa; ingressos no site do INDA.
Melhor época: O ano todo; de abril a junho e de setembro a outubro é mais confortável.
Noto: a capital do barroco siciliano
Sai de Siracusa (ônibus Interbus/AST ou trem regional, 30–40 min) Bate-volta a cidade barroca cerca de 3 horas fim de tarde fácil
Noto foi reconstruída do zero depois do terremoto de 1693, 8 km abaixo da cidade velha, como uma cenografia barroca de pedra calcária dourada, tombada pela UNESCO com as outras cidades do Val di Noto: o Corso Vittorio Emanuele, da Porta Reale, sobe por três praças com escadarias, igrejas e palácios de sacadas sustentadas por figuras grotescas (o Palazzo Nicolaci), até a Cattedrale di San Nicolò, cuja cúpula desabou em 1996 e foi refeita em 2007; em frente, o Palazzo Ducezio, a prefeitura, com o terraço sobre a cidade. A igreja de San Carlo tem a torre com a vista do Corso inteiro. A pedra fica da cor do mel ao pôr do sol, a hora de visitar. No terceiro fim de semana de maio, a Infiorata cobre a Via Nicolaci de tapetes de pétalas. A 15 km, a reserva de Vendicari tem praias e flamingos; Marzamemi, a vila de pescadores, tem a praça da tonnara.
Passa por: Noto, Ortigia.
Inclui: Caminhada livre; torre de San Carlo, Palazzo Nicolaci e terraço do Ducezio com ingressos pequenos. Ônibus ou trem pagos à parte.
Dica: Vá no fim da tarde e fique até as luzes acenderem; o ônibus Interbus de Siracusa é mais prático que o trem, cuja estação fica longe do centro. Com carro, junte Vendicari e Marzamemi no mesmo dia.
Melhor época: O ano todo; maio tem a Infiorata; de junho a setembro, as praias de Vendicari.
Agrigento: Valle dei Templi e o Giardino della Kolymbethra
Sai de Agrigento (estação ou ônibus; ônibus urbano até o parque) Sítio arqueológico cerca de 4 horas manhã ou fim de tarde moderada (2 km em ladeira, sem sombra)
A Valle dei Templi (Vale dos Templos), tombada pela UNESCO, é a crista de 1.300 hectares onde a colônia grega de Akragas, fundada em 580 a.C., ergueu uma fila de templos dóricos voltados para o mar: o Templo da Concórdia, de 430 a.C., um dos mais bem conservados do mundo grego por ter virado igreja no século 6; o de Juno, no ponto mais alto; o de Hércules, do fim do século 6 a.C., com oito colunas reerguidas; o de Zeus Olímpico, que seria o maior templo dórico já construído, em ruínas, com a cópia de um dos telamones (os gigantes de pedra de 7,5 m); e os de Castor e Pólux. A Via Sacra liga tudo em 2 km, com as oliveiras milenares e as amendoeiras que florescem em fevereiro. O Museo Archeologico Regionale Pietro Griffo guarda o telamone original e o Efebo de Agrigento. O Giardino della Kolymbethra, no vale entre os templos, é o jardim de cítricos e a antiga piscina grega recuperada pelo FAI, com sombra e um riacho.
Passa por: Valle dei Templi, Museo Archeologico Regionale Pietro Griffo, Giardino della Kolymbethra.
Inclui: Ingresso ao parque pago à parte (bilhete combinado com o museu); sem cobrança no primeiro domingo do mês. Giardino della Kolymbethra com ingresso à parte. Ônibus urbano pago à parte.
Dica: Vá ao pôr do sol, quando os templos ficam dourados e o parque costuma abrir até a noite no verão, ou na abertura; ao meio-dia não há sombra. Entre pela porta de Juno (alta) e desça até a de Hércules, pegando o ônibus de volta. O vale fica a 3 km da cidade, que é pouco visitada; a Scala dei Turchi é a praia do dia seguinte.
Melhor época: O ano todo; fevereiro tem a Sagra del Mandorlo in Fiore, com as amendoeiras; no verão há abertura noturna.
Scala dei Turchi: a falésia branca de Realmonte
Sai de Agrigento (ônibus para Realmonte/Porto Empedocle ou carro, 15 km) Falésia e praia cerca de 3 horas tarde fácil
A Scala dei Turchi (Escada dos Turcos) é a falésia de marga branca, branda e lisa, em degraus que descem ao mar entre duas praias de areia, perto de Realmonte, a 15 km de Agrigento; o nome vem dos piratas sarracenos que, diz a tradição, subiam por ela. O contraste do branco com o mar azul e a luz do fim da tarde fazem dela um dos lugares mais fotografados da Sicília; aparece nos romances do comissário Montalbano, de Camilleri. O acesso à rocha é regulado pela comuna por segurança e proteção, com períodos em que se pode andar sobre ela e outros em que só se vê das praias e dos mirantes da estrada: confira as regras do momento. As praias dos dois lados, de areia dourada, são de banho, com estabelecimentos no verão. Em Porto Empedocle, a cidade de Camilleri, há a estátua de Montalbano.
Passa por: Scala dei Turchi, Valle dei Templi.
Inclui: Acesso às praias sem cobrança; estacionamentos pagos à parte; o acesso à rocha depende das regras vigentes. Ônibus pago à parte.
Dica: Vá no fim da tarde para a luz; leve água e chinelo para a areia quente. Respeite as faixas e placas: a marga se desgasta e a rocha já foi fechada por vandalismo. Sem carro, há ônibus de Agrigento a Realmonte com poucas viagens; o táxi compartilhado é a alternativa.
Melhor época: De maio a outubro para praia; o ano todo para a vista.