Cagliari: o bairro Castello, o Bastione di Saint Remy e a Cattedrale
Sai de Piazza Yenne ou Via Roma, Cagliari (elevador ou escadarias ao Castello) Caminhada pelo bairro alto cerca de 3 horas fim de tarde moderada (ladeiras; há elevador)
Cagliari, a capital da Sardenha, sobe do porto em quatro bairros históricos, e o Castello fica no topo: a cidadela murada pelos pisanos no século 13, com as torres de pedra branca do Elefante e de San Pancrazio, ruas estreitas e palácios que foram sede do vice-rei e hoje abrigam a universidade e os museus. O Bastione di Saint Remy, o terraço de 1901 com a escadaria monumental e o arco, é o mirante sobre o golfo, a lagoa de Molentargius e os telhados, ponto de encontro ao pôr do sol; sobe-se de elevador pela Piazza Costituzione. A Cattedrale di Santa Maria, de 1217, refeita em barroco e com fachada neorromânica de 1933, tem os dois púlpitos pisanos de 1162, a cripta de mármores com as relíquias dos mártires e o mausoléu dos Saboia. Na Via Roma, as arcadas do porto; na Marina, o bairro das trattorias; em Stampace, a Via Manno de lojas.
Passa por: Castello, Bastione di Saint Remy, Cattedrale di Santa Maria.
Inclui: Caminhada livre; catedral sem cobrança (cripta com oferta); torres pisanas com ingresso pequeno.
Dica: Suba ao Castello no fim da tarde e fique no Bastione para o pôr do sol; jante na Marina. A torre de San Pancrazio tem vista das montanhas; a do Elefante, do mar. Em 1º a 4 de maio, a festa de Sant'Efisio, a maior procissão da ilha, sai de Stampace com milhares de pessoas em trajes tradicionais.
Melhor época: O ano todo; nas noites de verão o Castello tem bares nos terraços.
Museo Archeologico Nazionale di Cagliari: os gigantes de Mont'e Prama e os bronzes nurágicos
Sai de Cittadella dei Musei, Piazza Arsenale (Castello) Museu cerca de 2 horas manhã fácil
O Museo Archeologico Nazionale di Cagliari, na Cittadella dei Musei, no alto do Castello, é a chave para entender a Sardenha anterior aos romanos: a civilização nurágica, que entre 1800 e 500 a.C. construiu mais de 7 mil nuraghes, as torres de pedra que marcam a paisagem da ilha. Aqui estão os bronzetti, as estatuetas de bronze de guerreiros, arqueiros, chefes e barcos votivos, e parte dos Gigantes de Mont'e Prama, as estátuas de arenito de mais de 2 m, do século 9 a.C., as mais antigas esculturas de grande porte do Mediterrâneo ocidental, achadas em 1974 e remontadas de milhares de fragmentos (outras estão no museu de Cabras). Nos andares de cima, os achados fenícios, púnicos e romanos de Nora, Tharros e Sulci. Na Cittadella ficam também a Pinacoteca Nazionale e o Museu de Cera Anatômica.
Passa por: Museo Archeologico Nazionale di Cagliari.
Inclui: Ingresso pago à parte (bilheteria no local ou online); fecha às segundas; sem cobrança no primeiro domingo do mês.
Dica: Vá antes de Barumini e Nora: o museu explica o que se verá nos sítios. É pequeno e tranquilo; duas horas bastam.
Melhor época: O ano todo.
Poetto e o Molentargius: a praia e os flamingos de Cagliari
Sai de Cagliari (ônibus PF ou PQ da Via Roma) Praia e parque natural de bicicleta cerca de 4 horas tarde fácil
O Poetto é a praia de 8 km de areia clara de Cagliari, do promontório da Sella del Diavolo (a Sela do Diabo, com uma trilha de 1 hora até o topo e a vista da baía) até Quartu, a 15 minutos de ônibus do centro; a orla tem ciclovia, os quiosques (chioschi) de dia e à noite, estabelecimentos de guarda-sóis e longos trechos livres, com água rasa e transparente. Atrás da praia, o Parco naturale regionale Molentargius-Saline, as salinas antigas e as lagoas onde uma colônia de milhares de flamingos nidifica desde 1993, vistos de perto das trilhas e da ciclovia; o parque aluga bicicletas e tem um centro de visitantes nas antigas instalações das salinas. É o passeio de meio dia que une mar e natureza sem sair da cidade.
Passa por: Poetto, Parco naturale regionale Molentargius-Saline.
Inclui: Praia livre; cadeiras pagas à parte. Parque sem cobrança; aluguel de bicicleta pago à parte. Ônibus pago à parte.
Dica: Vá ao parque no fim da tarde, quando os flamingos se aproximam das margens e a luz ajuda as fotos; a praia de manhã. A trilha da Sella del Diavolo sai de Calamosca, com tênis e água.
Melhor época: De maio a outubro para banho; os flamingos ficam o ano todo, com mais aves no inverno e na primavera.
Nora: a cidade fenícia e romana à beira-mar
Sai de Cagliari (ônibus ARST a Pula e ônibus local a Nora, ou carro, 40 km) Bate-volta a sítio arqueológico com praia cerca de 5 horas dia inteiro fácil
A Area Archeologica di Nora, no cabo de Pula, a 40 km de Cagliari, é a cidade fundada pelos fenícios no século 8 a.C., tomada pelos cartagineses e depois pelos romanos, abandonada no século 8 e parte submersa pelo mar: a visita guiada passa pelo teatro romano de 2 mil lugares, ainda usado para o festival de verão, pelas termas com mosaicos coloridos, pelo templo de Esculápio, pelas ruas pavimentadas e pelas casas do bairro dos mosaicos, com o mar dos dois lados do istmo; a torre espanhola do Coltellazzo fecha a ponta. Ao lado, a praia de Nora, de areia, e a igreja de Sant'Efisio, do século 11, onde termina a procissão de maio vinda de Cagliari. Pula, a vila a 3 km, tem o museu com os achados e a praça com cafés.
Passa por: Area Archeologica di Nora, Poetto.
Inclui: Ingresso pago à parte, com visita guiada incluída em horários fixos (bilheteria no local). Ônibus pagos à parte.
Dica: Vá na primeira visita da manhã e deixe a praia para depois; no verão o sítio é quente e sem sombra. Sem carro, o ônibus ARST Cagliari–Pula leva cerca de 1 hora e o ônibus de Pula a Nora anda só no verão; confira.
Melhor época: O ano todo; de maio a setembro com a praia; em julho e agosto há o festival La Notte dei Poeti no teatro.
Su Nuraxi di Barumini: o nuraghe tombado pela UNESCO
Sai de Cagliari (ônibus ARST a Barumini, ou carro, 60 km) Bate-volta a sítio arqueológico com visita guiada cerca de 5 horas dia inteiro moderada (escadas e passagens baixas)
Su Nuraxi di Barumini, o único sítio da Sardenha tombado pela UNESCO, é o maior e o mais estudado dos nuraghes: uma torre central de 18 m, de 1500 a.C., cercada por quatro torres unidas por muralha e por uma aldeia de cerca de 200 cabanas circulares, habitada até os romanos, escavada por Giovanni Lilliu entre 1951 e 1956. A visita, só com guia, em grupos pequenos, entra na torre central pelo pátio, sobe às câmaras de falsa cúpula e circula pelas muralhas, de onde se vê a planta da aldeia. A 2 km, a Giara di Gesturi, o planalto de basalto onde vivem os cavalos selvagens da Giara, pequenos, em bandos entre azinheiras e lagoas; e em Barumini o Centro Giovanni Lilliu, com uma exposição sobre o sítio, e a Casa Zapata, o palácio construído sobre outro nuraghe, visível pelo chão de vidro.
Passa por: Su Nuraxi di Barumini.
Inclui: Ingresso pago à parte, com visita guiada obrigatória incluída (italiano e inglês), em horários fixos; bilhete combinado com a Casa Zapata e o Centro Lilliu. Ônibus pagos à parte.
Dica: Reserve meio dia; as visitas saem a cada 30 minutos. Sem carro, o ônibus ARST de Cagliari leva cerca de 1 h 30 e tem poucos horários: confira a volta. Com carro, junte a Giara para os cavalos no fim da tarde.
Melhor época: O ano todo; de abril a junho e de setembro a outubro o planalto está verde.
Alghero: a cidade catalã, as muralhas e a Cattedrale
Sai de Alghero (centro histórico) Caminhada em cidade murada cerca de 2 h 30 fim de tarde fácil
Alghero foi povoada por catalães em 1354 e guarda a língua (o alguerês, um dialeto do catalão, ainda falado), as placas bilíngues e a arquitetura gótico-catalã. O Centro storico di Alghero, cercado pelas muralhas sobre o mar, tem os bastiões (Magellano, Marco Polo, Colombo) transformados em passeio com mesas ao pôr do sol, as torres (Porta Terra, Sulis), as ruas de pedra com as lojas de coral vermelho, pescado na Riviera del Corallo, e as igrejas de San Francesco, com o claustro, e San Michele, com a cúpula de majólica colorida. A Cattedrale di Santa Maria, do século 16, tem o campanário gótico-catalão octogonal, de onde se sobe para a vista da cidade; a fachada neoclássica é de 1862. Da orla saem os barcos para Capo Caccia e a Grotta di Nettuno; o porto turístico e a praia do Lido ficam a 10 minutos a pé.
Passa por: Centro storico di Alghero, Cattedrale di Santa Maria.
Inclui: Caminhada livre; campanário da catedral e claustro de San Francesco com ingressos pequenos.
Dica: Faça as muralhas ao pôr do sol, do lado do mar, e jante nas ruas do centro; a lagosta à catalã é o prato da cidade. Em 14 e 15 de agosto, a festa de Nossa Senhora com fogos sobre o mar.
Melhor época: O ano todo; de maio a outubro com os barcos e a praia.