Roma e Vaticano

Lácio

Roma e Vaticano

A capital da Itália reúne o Coliseu, o Fórum, o Pantheon e a Fontana di Trevi, e tem dentro dela a Cidade do Vaticano, com a Basílica de São Pedro e a Capela Sistina.

Centro

Na foto: Piazza San Pietro, Vaticano

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Roma é a capital da Itália e fica na região do Lácio, perto do litoral do mar Tirreno, às margens do rio Tibre. Foi o centro de um império que dominou o Mediterrâneo, e as ruínas dessa época estão no meio da cidade de hoje: o Coliseu, o Foro Romano, o monte Palatino e o Pantheon, que segue de pé com a cúpula original do século II.

Dentro de Roma fica outro país, a Cidade do Vaticano, sede do papa e o menor Estado do mundo. Não há controle de passaporte para entrar: basta atravessar a Piazza San Pietro. Ali estão a Basílica de São Pedro, com a cúpula desenhada por Michelangelo, e os Museus Vaticanos, que terminam na Capela Sistina.

O centro histórico (centro storico) mistura a Roma antiga com a Roma dos papas e do barroco: a Piazza Navona, a Fontana di Trevi, a Scalinata di Trinità dei Monti na Piazza di Spagna, o Castel Sant'Angelo e a Galleria Borghese, com as esculturas de Bernini. Quase tudo se faz a pé, com o metrô e os ônibus para as distâncias maiores.

Roma é também a porta de entrada da Itália para muitos brasileiros. O aeroporto de Fiumicino tem trem direto até a estação Termini, e de Termini saem os trens rápidos para Florença, Nápoles, Veneza e Milão.

Este roteiro tem 1 cidade: Roma.

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Onde fica Roma e Vaticano
Roma

Contornos: ISTAT, limites administrativos 2026, CC BY 4.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Roma e Vaticano

✈ Aeroporto di Roma-Fiumicino Leonardo da Vinci (FCO) · 30 km até Roma

✈ Aeroporto di Roma-Ciampino G. B. Pastine (CIA) · 15 km até Roma

A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. O principal aeroporto é Roma-Fiumicino, ligado à estação Termini pelo trem Leonardo Express, sem paradas. Há também o aeroporto de Ciampino, mais usado por voos dentro da Europa.

A experiência do lugar

O que fazer em Roma e Vaticano

Roma · Lácio · Ruínas

Colosseo

O maior anfiteatro do Império Romano, inaugurado em 80 d.C., onde aconteciam lutas de gladiadores e caçadas de animais. A visita exige ingresso nominal com horário marcado.

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Roma · Lácio · Museu

Musei Vaticani

Os museus dos papas, com esculturas antigas, as Salas de Rafael e, no fim do percurso, a Capela Sistina pintada por Michelangelo. Reserva com horário recomendada.

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Para escolher antes de ir

Passeios em Roma e Vaticano

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Colosseo, Foro Romano e Palatino: o coração da Roma antiga

Sai de Metrô Colosseo (linha B) Caminhada com ingresso de horário marcado cerca de 4 horas manhã fácil (muito chão e degraus)

O Colosseo (Coliseu) foi inaugurado no ano 80 e recebia dezenas de milhares de pessoas para combates de gladiadores e caçadas. A visita comum percorre o primeiro e o segundo anel das arquibancadas, com vista para a arena e para os subterrâneos onde ficavam as jaulas e os elevadores de cenário; há ingressos à parte para pisar na arena e para descer aos subterrâneos. O mesmo bilhete do parque arqueológico abre o Foro Romano (Foro Romano), com a Via Sacra, o Arco de Tito, a Cúria do Senado, o templo de Saturno e a casa das Vestais, e o Palatino, a colina onde a tradição coloca a cabana de Rômulo e onde ficam os palácios imperiais, com o mirante sobre o Circo Massimo. É muito chão: conte meia manhã só para o Foro e o Palatino. O ingresso é nominal, com dia e hora marcados para entrar no Colosseo; o Foro e o Palatino se visitam no mesmo dia, antes ou depois.

Passa por: Colosseo, Foro Romano e Palatino.

Inclui: Ingresso pago à parte, nominal, com horário marcado, vendido pelo site oficial do parque arqueológico; a opção com arena ou subterrâneos é outro bilhete. Audioguia e visitas guiadas pagas à parte. Entrada sem cobrança no primeiro domingo do mês, sem reserva e com fila.

Dica: Compre o ingresso no site oficial assim que souber a data: os horários mais procurados costumam acabar com semanas de antecedência. Entre pelo Palatino (Via di San Gregorio) para evitar a fila da porta do Colosseo. Leve água e chapéu: há pouca sombra no Foro.

Melhor época: O ano todo. De abril a outubro as manhãs são o horário mais agradável; em julho e agosto o calor no Foro é forte. Em janeiro e fevereiro há menos gente.

Musei Vaticani e Cappella Sistina

Sai de Metrô Ottaviano (linha A) ou Cipro Visita com ingresso de horário marcado cerca de 3 a 4 horas manhã fácil (percurso longo e cansativo)

Os Musei Vaticani (Museus do Vaticano) são o conjunto de museus dos papas, com cerca de 7 km de galerias. O percurso clássico passa pelo pátio da Pigna, pelo Museo Pio-Clementino (Laocoonte, Apolo do Belvedere), pela Galleria delle Carte Geografiche, com os mapas da Itália pintados no século 16, pelas Stanze di Raffaello, com a Escola de Atenas, e termina na Cappella Sistina (Capela Sistina), com o teto pintado por Michelangelo entre 1508 e 1512 e o Juízo Final, de 1536 a 1541. Na capela não se fala alto nem se fotografa. Há também a Pinacoteca, com Caravaggio e Rafael, e a coleção egípcia e etrusca, que a maioria pula por falta de tempo. O Vaticano é outro país, mas não há controle de fronteira: entra-se pela Viale Vaticano, a pé, com passaporte na bolsa só por precaução.

Passa por: Musei Vaticani.

Inclui: Ingresso pago à parte, com data e hora marcadas, vendido só no site oficial dos museus; audioguia e visitas guiadas pagas à parte. Sem reserva, a fila da bilheteria pode passar de duas horas. Vestimenta: ombros e joelhos cobertos.

Dica: Reserve com antecedência no site oficial dos Musei Vaticani, e desconfie de sites que vendem o mesmo ingresso mais caro. Os horários da abertura e o fim da tarde são os menos cheios. Na saída da Capela Sistina, a porta da direita (uso dos grupos) leva direto à Basílica de São Pedro sem voltar à fila da praça; nem sempre está aberta.

Melhor época: O ano todo. Aos sábados e nas férias de Páscoa o movimento é maior; o museu fecha aos domingos, exceto o último do mês, quando a entrada não é cobrada e a fila é longa.

Basilica di San Pietro, cúpula e Piazza San Pietro

Sai de Metrô Ottaviano (linha A) Caminhada e subida à cúpula cerca de 3 horas manhã ou tarde moderada (até 551 degraus na cúpula)

A Piazza San Pietro (Praça de São Pedro), desenhada por Bernini entre 1656 e 1667, é abraçada por duas colunatas de 284 colunas, com o obelisco egípcio no centro. A Basilica di San Pietro (Basílica de São Pedro), consagrada em 1626, é a maior igreja do mundo cristão: logo à direita da entrada está a Pietà de Michelangelo, atrás de vidro; no centro, o baldaquino de bronze de Bernini sobre o altar papal, e abaixo dele o túmulo atribuído a São Pedro. A subida à cúpula, projetada por Michelangelo, começa por elevador ou escada até o terraço e segue por uma escada estreita entre as duas cascas da cúpula até o lanternim, com vista para a praça e para Roma inteira. Nas grutas vaticanas ficam os túmulos dos papas. A entrada na basílica passa por um controle de segurança na praça; a fila anda, mas pode levar uma hora.

Passa por: Basilica di San Pietro, Piazza San Pietro.

Inclui: Entrada na basílica sem cobrança, com fila de segurança; subida à cúpula paga à parte (com ou sem elevador até o terraço), sem reserva, bilheteria no local. Audioguia pago à parte. Vestimenta: ombros e joelhos cobertos, sem boné.

Dica: Chegue cedo, na abertura, ou vá no fim da tarde, quando a fila da segurança é menor. Às quartas de manhã, quando há audiência papal, a praça fica fechada até o meio-dia. A cúpula fecha mais cedo que a basílica: suba primeiro.

Melhor época: O ano todo. De abril a outubro a fila é maior; aos domingos ao meio-dia o papa costuma rezar o Angelus da janela, e a praça lota.

Centro histórico a pé: Pantheon, Fontana di Trevi, Piazza Navona e Campo de' Fiori

Sai de Piazza Barberini (metrô linha A) Caminhada cerca de 3 a 4 horas manhã ou fim de tarde fácil

A caminhada liga as praças do centro antigo, todas a poucos minutos umas das outras. A Fontana di Trevi (Fontana de Trevi), concluída em 1762, ocupa a fachada inteira de um palácio; a tradição é jogar uma moeda de costas. O Pantheon (Panteão), templo romano reconstruído por Adriano por volta do ano 126, tem a maior cúpula de concreto não armado do mundo antigo, com o óculo aberto no alto; dentro estão os túmulos de Rafael e dos reis da Itália. A Piazza Navona ocupa o lugar de um estádio romano e guarda a Fontana dei Quattro Fiumi, de Bernini, diante da igreja de Sant'Agnese, de Borromini. Campo de' Fiori tem feira de manhã, de segunda a sábado, e a estátua de Giordano Bruno, queimado ali em 1600. No caminho, San Luigi dei Francesi guarda três telas de Caravaggio, e a Sant'Ignazio tem o teto em perspectiva de Andrea Pozzo.

Passa por: Pantheon, Fontana di Trevi, Piazza Navona, Campo de' Fiori.

Inclui: Caminhada livre. O Pantheon cobra ingresso (bilheteria no local ou online); as igrejas não cobram. A área da Fontana di Trevi tem acesso controlado em horários de pico, às vezes com fila, confira as regras do dia.

Dica: Vá à Fontana di Trevi bem cedo, antes das 8 h, ou tarde da noite, quando dá para chegar perto. O Pantheon fecha ao público nas missas de domingo de manhã. Nas igrejas, leve moedas para acender a iluminação dos quadros.

Melhor época: O ano todo. Nas noites de verão as praças ficam cheias até tarde; de novembro a fevereiro o centro é mais tranquilo.

Scalinata di Trinità dei Monti, Piazza del Popolo e Villa Borghese

Sai de Metrô Spagna (linha A) Caminhada com parque cerca de 3 horas tarde fácil

A Scalinata di Trinità dei Monti (Escadaria da Praça de Espanha), de 1725, sobe da Piazza di Spagna, com a fonte da Barcaccia, até a igreja francesa de Trinità dei Monti; sentar nos degraus é proibido e a regra é fiscalizada. Da Via del Babuino ou da Via Margutta chega-se à Piazza del Popolo, a antiga porta de entrada dos viajantes vindos do norte, com o obelisco, as duas igrejas gêmeas e, na Santa Maria del Popolo, duas telas de Caravaggio. A rampa do Pincio sobe ao terraço com vista para a praça e a cúpula de São Pedro, no fim da tarde. Dali começa a Villa Borghese, o parque de 80 hectares com o laguinho de barcos a remo, o Giardino del Lago, o relógio d'água e o zoológico (Bioparco). Dentro do parque ficam a Galleria Borghese e a Galleria Nazionale d'Arte Moderna.

Passa por: Scalinata di Trinità dei Monti, Piazza del Popolo, Villa Borghese.

Inclui: Caminhada livre, sem cobrança. Barcos a remo, bicicletas e o Bioparco são pagos à parte.

Dica: Para fotografar a escadaria vazia, vá antes das 8 h. A Via Condotti, em frente, é a rua das grifes; a Via Margutta, paralela, é a rua dos ateliês. Combine este passeio com a Galleria Borghese, reservada para o fim da tarde.

Melhor época: O ano todo. Em abril e maio a escadaria recebe azaleias; no verão o parque é refúgio de sombra.

Galleria Borghese: Bernini e Caravaggio na Villa Borghese

Sai de Villa Borghese (ônibus ou a pé do metrô Barberini) Visita com reserva obrigatória 2 horas (turno fixo) manhã ou tarde fácil

A Galleria Borghese (Galeria Borghese) ocupa o casino de 1613 do cardeal Scipione Borghese, mecenas de Bernini e colecionador de Caravaggio. No térreo estão as esculturas de Bernini feitas entre 1621 e 1625: Apolo e Dafne, O Rapto de Proserpina, Davi e Eneias e Anquises, além da Paulina Bonaparte de Canova. No andar de cima ficam os seis Caravaggio (entre eles o Menino com cesto de frutas e o Davi com a cabeça de Golias), Rafael (A Deposição), Ticiano (Amor sagrado e amor profano) e Correggio. A visita é por turnos de duas horas, com número limitado de pessoas, o que deixa as salas tranquilas. O museu está dentro do parque da Villa Borghese; vale chegar a pé pelo parque.

Passa por: Galleria Borghese, Villa Borghese.

Inclui: Ingresso pago à parte, com reserva obrigatória de dia e turno no site oficial; sem reserva, só se houver sobra no dia. Audioguia pago à parte. Mochilas e bolsas grandes ficam no guarda-volumes.

Dica: Reserve com semanas de antecedência no site oficial da Galleria Borghese; os turnos de fim de semana acabam antes. Chegue 30 minutos antes do turno para retirar o ingresso. O museu fecha às segundas.

Melhor época: O ano todo. Nas férias de Páscoa, em maio e de setembro a outubro os turnos esgotam mais cedo.

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Castel Sant'Angelo e a Ponte Sant'Angelo

Sai de Metrô Lepanto (linha A) ou a pé do Vaticano Visita ao castelo cerca de 2 horas tarde fácil (rampas e escadas)

O Castel Sant'Angelo (Castelo de Santo Ângelo) nasceu como mausoléu do imperador Adriano, por volta de 139, e virou fortaleza, prisão e refúgio dos papas, ligado ao Vaticano por um corredor elevado, o Passetto di Borgo. A visita sobe pela rampa helicoidal romana, passa pelos apartamentos renascentistas dos papas, pelo pátio do Anjo e pelas celas, e termina no terraço com a estátua do arcanjo Miguel e vista para a cúpula de São Pedro e para o rio Tibre. A Ponte Sant'Angelo, em frente, tem as dez estátuas de anjos desenhadas por Bernini. O nome vem da visão do papa Gregório Magno, em 590, do anjo embainhando a espada no alto do mausoléu, sinal do fim de uma peste.

Passa por: Castel Sant'Angelo.

Inclui: Ingresso pago à parte (bilheteria no local ou online, com horário marcado nos dias cheios). Audioguia pago à parte. Fecha às segundas.

Dica: Vá no fim da tarde: o terraço com a luz baixa sobre São Pedro é o ponto alto. Em noites de verão o castelo costuma abrir até mais tarde, confirme a programação. Combine com a caminhada pela Via della Conciliazione até a praça.

Melhor época: O ano todo. De junho a setembro costuma haver aberturas noturnas.

Trastevere e Gianicolo: o bairro das ruelas e o mirante

Sai de Piazza Trilussa (bonde 8 ou a pé da Isola Tiberina) Caminhada com subida cerca de 3 horas fim de tarde e noite moderada (subida ao Gianicolo)

Trastevere, 'do outro lado do Tibre', é o bairro de ruelas de pedra, roupa estendida e trattorias, que vira ponto de encontro à noite. A Santa Maria in Trastevere, uma das igrejas mais antigas de Roma, tem mosaicos do século 12 na fachada e na abside; a Santa Cecilia guarda a escultura da santa de Maderno. A Villa Farnesina, na Via della Lungara, tem afrescos de Rafael. Dali sobe-se ao Gianicolo (Janículo), a colina acima do bairro: no caminho, o Tempietto de Bramante, no pátio de San Pietro in Montorio, e a Fontana dell'Acqua Paola. No alto, a praça com a estátua de Garibaldi tem o mirante mais amplo da cidade, com as cúpulas em fila; ao meio-dia um canhão dispara um tiro de festim, tradição desde 1847. Desça pela Via Garibaldi de volta ao bairro para o jantar.

Passa por: Trastevere, Gianicolo.

Inclui: Caminhada livre, sem cobrança. Villa Farnesina paga ingresso à parte.

Dica: Suba ao Gianicolo antes do pôr do sol, com a luz vindo de trás das cúpulas. Em Trastevere, as ruas da parte oeste (perto de Santa Maria) são as mais movimentadas; a parte leste (Santa Cecilia) é mais tranquila. Aos domingos de manhã há a feira de Porta Portese, no limite do bairro.

Melhor época: O ano todo. De maio a setembro as mesas tomam as ruas; nas noites de verão o bairro fica cheio até tarde.

Aventino, Bocca della Verità, Circo Massimo e Terme di Caracalla

Sai de Metrô Circo Massimo (linha B) Caminhada com ruínas cerca de 3 a 4 horas manhã fácil

O Aventino é a colina silenciosa dos jardins e das igrejas antigas. No Giardino degli Aranci, o terraço entre laranjeiras dá vista para o rio e a cúpula de São Pedro; ao lado, na Piazza dei Cavalieri di Malta, a fechadura do portão do priorado enquadra a cúpula ao longe, e costuma haver fila para olhar. A Santa Sabina, do século 5, tem a porta de madeira esculpida mais antiga da cristandade. Descendo, a Bocca della Verità (Boca da Verdade), o disco de mármore no pórtico da Santa Maria in Cosmedin, atrai filas desde o filme de 1953. Em frente ficam os templos de Hércules e de Portuno, do Foro Boario. O Circo Massimo (Circo Máximo), onde corriam as bigas, é hoje um gramado de 600 m entre o Palatino e o Aventino. A caminhada termina nas Terme di Caracalla (Termas de Caracala), as ruínas monumentais do banho público do século 3, com mosaicos no chão e paredes de 30 m.

Passa por: Aventino, Bocca della Verità, Circo Massimo, Terme di Caracalla.

Inclui: Caminhada livre. Terme di Caracalla com ingresso pago à parte; a Bocca della Verità pede uma oferta. Igrejas sem cobrança.

Dica: Comece cedo pelo Aventino, antes dos grupos chegarem à fechadura. Nas Terme di Caracalla, o audioguia ou os óculos de realidade virtual (quando oferecidos) ajudam a imaginar os espaços. No verão as termas recebem óperas ao ar livre.

Melhor época: O ano todo. De abril a junho e de setembro a outubro as manhãs são agradáveis; em pleno verão o Circo Massimo não tem sombra.

Via Appia Antica e as catacumbas de San Callisto e San Sebastiano

Sai de Metrô Colli Albani + ônibus 660, ou ônibus 118 Caminhada ou bicicleta em parque arqueológico cerca de 4 horas manhã moderada (pedras irregulares)

A Via Appia Antica (Via Ápia Antiga), aberta em 312 a.C. para ligar Roma a Cápua e depois a Brindisi, é hoje um parque arqueológico: nos primeiros quilômetros, entre pinheiros e muros, estão o pavimento romano original, as tumbas de família ao longo da estrada, o mausoléu de Cecilia Metella, do século 1 a.C., e a Villa dei Quintili. As Catacombe di San Callisto (Catacumbas de São Calisto), com cerca de 20 km de galerias em quatro níveis, foram o cemitério oficial da Igreja de Roma no século 3, com a cripta dos papas; as Catacombe di San Sebastiano, menores, ficam sob a basílica do mesmo nome e guardam o lugar onde, por um tempo, teriam sido escondidos os restos de Pedro e Paulo. As catacumbas só se visitam com guia, em grupos por idioma, e dentro faz frio. Aos domingos e feriados a estrada fecha para carros e vira passeio de bicicleta.

Passa por: Via Appia Antica, Catacombe di San Callisto, Catacombe di San Sebastiano.

Inclui: Entrada no parque sem cobrança; catacumbas com ingresso pago à parte, visita guiada incluída (cerca de 40 minutos cada); Mausoléu de Cecilia Metella e Villa dei Quintili pagam ingresso. Aluguel de bicicleta no ponto de informação do parque, pago à parte.

Dica: Vá num domingo, quando a via fica sem carros, alugue uma bicicleta no centro de visitantes (Via Appia Antica 58-60) e pedale até a Villa dei Quintili, cerca de 8 km. As catacumbas fecham em dias diferentes da semana: San Callisto às quartas, San Sebastiano aos domingos; confirme.

Melhor época: O ano todo. Primavera e outono são as melhores épocas para pedalar; no verão saia cedo.

As basílicas maiores: San Giovanni in Laterano, Santa Maria Maggiore e San Pietro in Vincoli

Sai de Metrô San Giovanni (linha A) Caminhada entre igrejas cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil

A Basilica di San Giovanni in Laterano (Basílica de São João de Latrão) é a catedral de Roma, sede do papa como bispo da cidade, fundada por Constantino no século 4 e refeita por Borromini no século 17, com as estátuas gigantes dos apóstolos na nave e o claustro cosmatesco; em frente, a Scala Santa, que os fiéis sobem de joelhos. A Basilica di Santa Maria Maggiore guarda mosaicos do século 5 na nave, o teto dourado com o primeiro ouro vindo da América e o túmulo de Bernini; desde 2025 recebe peregrinos ao túmulo do papa Francisco. A San Pietro in Vincoli, perto do Colosseo, exibe as correntes de São Pedro e o Moisés de Michelangelo, de 1515, parte do túmulo do papa Júlio II. As três são igrejas em uso: respeite as missas e cubra ombros e joelhos.

Passa por: Basilica di San Giovanni in Laterano, Basilica di Santa Maria Maggiore, Basilica di San Pietro in Vincoli.

Inclui: Entrada sem cobrança nas três basílicas. Claustro de San Giovanni e visitas às loggias e ao museu de Santa Maria Maggiore pagam ingresso à parte.

Dica: Faça a caminhada de San Giovanni a Santa Maria Maggiore pela Via Merulana, 15 minutos, e siga por San Pietro in Vincoli até o Colosseo. Leve moeda para acender o Moisés. Nas datas de Ano Santo e nas festas de agosto (5/8 em Santa Maria Maggiore) o movimento é maior.

Melhor época: O ano todo. Em 5 de agosto, Santa Maria Maggiore celebra o 'milagre da neve' com pétalas brancas caindo do teto.

Musei Capitolini, Campidoglio e Vittoriano

Sai de Piazza Venezia (ônibus) Museu e mirantes cerca de 3 horas tarde fácil

A praça do Campidoglio, desenhada por Michelangelo, com a estátua equestre de Marco Aurélio no centro (cópia; a original está dentro), abriga os Musei Capitolini (Museus Capitolinos), o museu público mais antigo do mundo, de 1471: a Loba Capitolina, o Espinário, a cabeça colossal de Constantino, a Vênus Capitolina e, na pinacoteca, Caravaggio e Rubens. A galeria subterrânea (Tabularium) tem uma janela sobre o Foro Romano. Ao lado, o Vittoriano (Altare della Patria), o monumento de mármore branco a Vítor Emanuel II, inaugurado em 1911, guarda o túmulo do Soldado Desconhecido; os elevadores panorâmicos sobem ao terraço das quadrigas, com vista de 360 graus sobre o centro. Atrás do museu, o terraço do Caffè Capitolino dá para as cúpulas sem pagar ingresso.

Passa por: Musei Capitolini, Vittoriano.

Inclui: Musei Capitolini com ingresso pago à parte (incluído na Roma Pass). Vittoriano: terraço do monumento sem cobrança; elevador panorâmico pago à parte.

Dica: Vá ao Vittoriano no fim da tarde e aos Musei Capitolini antes, para ver o Foro da janela do Tabularium com luz. Pela escada atrás da praça desce-se direto ao Foro Romano.

Melhor época: O ano todo. Em 2 de junho (Festa da República) e 4 de novembro há cerimônias no Vittoriano.

Mercato di Testaccio, Palazzo Massimo e Galleria Doria Pamphilj

Sai de Metrô Piramide (linha B) Mercado e dois museus cerca de 4 horas manhã fácil

O Mercato di Testaccio, no bairro do antigo matadouro, é o mercado coberto onde romanos fazem compras e almoçam em pé nos boxes de comida: trapizzino, sanduíches de carne e massa fresca, até o começo da tarde, de segunda a sábado. Perto dali ficam a Pirâmide de Cestio e o Cemitério Acatólico, com os túmulos de Keats e Shelley. O Palazzo Massimo alle Terme, ao lado da estação Termini, é a sede principal do Museo Nazionale Romano: no último andar estão os afrescos do jardim da Villa de Lívia e os da Villa Farnesina; nos andares de baixo, o Pugilista em repouso, o Discóbolo Lancellotti e a sala das moedas. A Galleria Doria Pamphilj, na Via del Corso, é a coleção privada de uma família romana exposta no próprio palácio: Velázquez (o retrato de Inocêncio X), Caravaggio, Ticiano e salões de espelhos, com audioguia narrado por um membro da família.

Passa por: Mercato di Testaccio, Palazzo Massimo alle Terme, Galleria Doria Pamphilj.

Inclui: Mercado sem cobrança, comida paga à parte. Palazzo Massimo e Galleria Doria Pamphilj com ingresso pago à parte; o audioguia da Doria Pamphilj vem incluído.

Dica: No mercado, vá até o meio-dia e procure os boxes com fila de romanos. O Palazzo Massimo costuma ser vazio: ideal para uma manhã de chuva. A Doria Pamphilj fecha alguns dias por mês para eventos; confira o calendário.

Melhor época: O ano todo; o mercado fecha aos domingos.

Quartiere Coppedè e Villa Torlonia: a Roma que o turista não vê

Sai de Piazza Buenos Aires (bonde 3 ou 19) Caminhada de bairro cerca de 2 horas tarde fácil

O Quartiere Coppedè é um conjunto de cerca de 40 edifícios construídos entre 1913 e 1927 pelo arquiteto florentino Gino Coppedè, numa mistura de art nouveau, medieval, barroco e fantasia: entra-se pelo arco com o lampadário de ferro, na Via Tagliamento, e chega-se à Piazza Mincio, com a Fontana delle Rane (fonte das rãs), o Villino delle Fate, com afrescos de Dante e Petrarca, e o Palazzo del Ragno, com a aranha na fachada. É um bairro residencial: não há bilheteria nem museu, só caminhada e fotografia. A poucos minutos, a Villa Torlonia, parque público com a casa onde Mussolini morou de 1925 a 1943, hoje museu, e a Casina delle Civette, a casa das corujas, com vitrais art nouveau.

Passa por: Quartiere Coppedè.

Inclui: Caminhada livre, sem cobrança. Museus da Villa Torlonia com ingresso pago à parte.

Dica: A luz da tarde cai sobre as fachadas da Piazza Mincio. É um dos poucos passeios para fazer em dia de museus fechados (segunda). Os bondes 3 e 19 param na Piazza Buenos Aires, a 100 m do arco.

Melhor época: O ano todo.

Ostia Antica: a cidade portuária romana a meia hora do centro

Sai de Estação Porta San Paolo (metrô Piramide), trem Roma-Lido Bate-volta de trem e caminhada em sítio arqueológico cerca de 5 horas dia inteiro moderada (muito chão, pouca sombra)

O Parco archeologico di Ostia antica (Óstia Antiga) é a cidade do porto de Roma, abandonada no século 5 e coberta pela areia, o que preservou ruas, prédios de apartamentos de vários andares, tavernas com balcão, lavanderias, 18 conjuntos de banhos públicos e um teatro para 4 mil pessoas. Caminha-se pelo Decumano Máximo, a rua principal, até o Foro e o Capitólio; nas Terme di Nettuno há mosaicos de Netuno e Anfitrite; no Thermopolium de Via di Diana, o bar com balcão de mármore e afrescos de comida; na Piazzale delle Corporazioni, os mosaicos das 60 corporações de comerciantes com os produtos de cada porto do Mediterrâneo. É menos visitada que Pompeia e dá para ver em meio dia. O trem Roma-Lido (linha Metromare) sai de Porta San Paolo e leva cerca de 30 minutos até a estação Ostia Antica, a 5 minutos a pé da entrada.

Passa por: Parco archeologico di Ostia antica.

Inclui: Ingresso pago à parte (bilheteria no local ou online); museu no sítio incluído. O trem usa o bilhete comum do transporte urbano.

Dica: Leve água, chapéu e sapato fechado: o sítio é grande e aberto. Pegue o mapa na entrada e priorize o teatro, as termas de Netuno, o Thermopolium e a Piazzale delle Corporazioni. Fecha às segundas. Combine com uma tarde na praia do Lido de Ostia, três estações adiante.

Melhor época: O ano todo. Primavera e outono são ideais; no verão vá na abertura e saia antes do meio-dia.

Tivoli: Villa d'Este e Villa Adriana

Sai de Estação Tiburtina (trem regional) ou metrô Ponte Mammolo + ônibus Cotral Bate-volta a duas villas cerca de 8 horas dia inteiro moderada (escadas e jardins em declive)

Tivoli, a 30 km de Roma, tem duas villas tombadas pela UNESCO. A Villa d'Este, construída a partir de 1550 para o cardeal Ippolito d'Este, é o jardim renascentista das 51 fontes e centenas de jatos movidos só pela gravidade: a Fontana dell'Ovato, as Cento Fontane, a Fontana dell'Organo, que toca um órgão d'água em horários fixos, e os terraços sobre a planície. A Villa Adriana (Villa de Adriano), nos arredores da cidade, foi a residência de campo do imperador Adriano entre 118 e 138, um complexo de 120 hectares com o Canopo (o lago com colunas e estátuas), o Teatro Marittimo (a ilha onde o imperador se isolava), termas e bibliotecas. As duas ficam a 5 km uma da outra, ligadas por ônibus urbano. Dá para fazer as duas no mesmo dia saindo cedo, mas cada uma pede duas a três horas.

Passa por: Villa d'Este, Villa Adriana.

Inclui: Ingresso pago à parte em cada villa (bilheteria no local ou online). Trem regional Roma–Tivoli e ônibus Cotral pagos à parte, fora do bilhete urbano de Roma.

Dica: Comece pela Villa Adriana de manhã (mais aberta e quente) e deixe a Villa d'Este, com sombra e água, para a tarde. Na Villa d'Este, confira os horários em que a Fontana dell'Organo toca. Ambas fecham às segundas (Villa d'Este) ou não, confirme no site de cada uma.

Melhor época: De março a outubro as fontes e os jardins estão no melhor; a Villa d'Este costuma abrir à noite nas sextas e sábados de verão.

Dia a dia

Roteiro de 3, 5 e 7 dias em Roma e Vaticano

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

3 dias · Roma em 3 dias: Roma antiga, Vaticano e o centro das praças

Para Primeira viagem, chegando do Brasil no voo direto para Roma, com pouco tempo e vontade de ver o essencial sem correr demais. · Base em Centro histórico (Pantheon, Campo de' Fiori) ou Monti, perto do Colosseo
  1. Dia 1 · Chegada, centro histórico e Fontana di Trevi

    O voo noturno de São Paulo ou do Rio chega a Fiumicino de manhã. O Leonardo Express leva cerca de 32 minutos até a estação Termini. Deixe as malas e faça um dia leve, a pé: a caminhada pelo centro histórico, com Pantheon, Piazza Navona e Campo de' Fiori, e a Fontana di Trevi no fim da tarde. Jantar cedo e cama: o fuso cobra.

  2. Dia 2 · Colosseo, Foro Romano e Campidoglio

    Entre no Colosseo no horário marcado, de manhã, e siga pelo Foro Romano e pelo Palatino. Almoce em Monti. À tarde, suba ao Campidoglio para os Musei Capitolini (ou só a praça e o terraço) e termine no Vittoriano, com a vista do terraço no fim do dia.

  3. Dia 3 · Vaticano e Trastevere

    Musei Vaticani e Cappella Sistina com ingresso reservado na primeira hora; depois a Basilica di San Pietro e, se as pernas permitirem, a cúpula. Almoço em Borgo Pio. À tarde, Castel Sant'Angelo e a caminhada pela Ponte Sant'Angelo; à noite, jantar em Trastevere.

5 dias · Roma em 5 dias: com Galleria Borghese, Via Appia e as basílicas
Para Quem quer os clássicos com calma, dois museus de primeira e um dia fora do centro. · Base em Centro histórico ou Prati (perto do Vaticano)
  1. Dia 1 · Chegada e centro das praças

    Chegada de manhã em Fiumicino, trem até Termini e um dia leve no centro histórico: Pantheon, Piazza Navona, Campo de' Fiori e a Fontana di Trevi à noite, quando a multidão diminui.

  2. Dia 2 · Roma antiga

    Colosseo com horário marcado, Foro Romano e Palatino de manhã. À tarde, Aventino, Bocca della Verità, Circo Massimo e Terme di Caracalla, ou os Musei Capitolini e o Vittoriano.

  3. Dia 3 · Vaticano

    Musei Vaticani e Cappella Sistina na primeira hora; Basilica di San Pietro e cúpula; Castel Sant'Angelo à tarde; jantar em Trastevere, com a subida ao Gianicolo antes do pôr do sol.

  4. Dia 4 · Villa Borghese e as basílicas

    De manhã, Scalinata di Trinità dei Monti, Piazza del Popolo e o Pincio; Galleria Borghese no turno reservado. À tarde, San Giovanni in Laterano, Santa Maria Maggiore e o Moisés em San Pietro in Vincoli.

  5. Dia 5 · Via Appia Antica

    Manhã na Via Appia Antica, de bicicleta ou a pé, com as catacumbas de San Callisto ou San Sebastiano. Tarde livre para o Mercato di Testaccio e a Galleria Doria Pamphilj, ou para compras; última noite no centro.

7 dias · Roma em 7 dias: a cidade inteira, Ostia Antica e Tivoli
Para Quem tem uma semana só para Roma e quer incluir os bate-voltas e os bairros fora da rota. · Base em Centro histórico; os dois últimos dias podem ser em Monti, perto de Termini, para os trens
  1. Dia 1 · Chegada e centro histórico

    Chegada em Fiumicino de manhã, Leonardo Express até Termini em cerca de 32 minutos. Deixe as malas e faça um dia leve, a pé: Pantheon, Piazza Navona e Campo de' Fiori, com a Fontana di Trevi à noite, quando a praça esvazia. Jante perto da hospedagem e durma cedo.

  2. Dia 2 · Colosseo, Foro e Palatino

    Colosseo no horário marcado, logo na abertura, e depois o Foro Romano e o Palatino pelo mesmo bilhete, com almoço em Monti. À tarde, os Musei Capitolini, com a janela do Tabularium sobre o Foro, e o terraço do Vittoriano para ver o centro de cima no fim do dia.

  3. Dia 3 · Vaticano

    Musei Vaticani e Cappella Sistina com ingresso reservado para a primeira hora; na saída, a Basilica di San Pietro e a subida à cúpula. Almoço em Borgo Pio. Castel Sant'Angelo no fim da tarde, com o terraço sobre o rio, e volta ao centro pela Ponte Sant'Angelo.

  4. Dia 4 · Villa Borghese e Galleria Borghese

    Scalinata di Trinità dei Monti, Via Margutta, Piazza del Popolo e Pincio de manhã; Galleria Borghese no turno reservado; fim de tarde no Quartiere Coppedè, de bonde.

  5. Dia 5 · Aventino, Caracalla e Via Appia

    Aventino e a fechadura dos Cavalieri di Malta bem cedo, depois a Bocca della Verità e o Circo Massimo; Terme di Caracalla no fim da manhã. À tarde, a Via Appia Antica, a pé ou de bicicleta, com a visita guiada a uma das catacumbas. Jantar em Testaccio, perto do mercado.

  6. Dia 6 · Ostia Antica

    Trem Roma-Lido até Ostia Antica, meio dia no sítio; tarde na praia do Lido (verão) ou de volta à cidade para as basílicas de San Giovanni e Santa Maria Maggiore.

  7. Dia 7 · Tivoli

    Trem regional de Tiburtina ou ônibus Cotral até Tivoli: Villa Adriana de manhã, com o Canopo e o Teatro Marittimo, e Villa d'Este à tarde, com as fontes. Volta no fim da tarde e última noite em Trastevere, com a subida ao Gianicolo para ver as cúpulas no pôr do sol.

Melhor época

Quando ir: Roma e Vaticano mês a mês

Abril, maio, setembro e outubro costumam ter temperatura agradável para andar o dia todo. Junho a agosto é verão quente, com mais gente nos monumentos. Dezembro a fevereiro é inverno, mais frio e com menos movimento. As estações são invertidas em relação ao Brasil.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva média

inverno · museus vazios

Inverno. Na estação Roma Ciampino (129 m), normais 1991–2020: média de 7,5 °C (máximas perto de 12 °C, mínimas de 3 °C) e cerca de 66 mm de chuva em 7 dias. Dias curtos e frescos, raramente abaixo de zero; neve é rara. É o mês mais vazio do ano: Colosseo e Vaticano sem fila longa, hotéis mais calmos. Em 6 de janeiro (Epifania) a Piazza Navona encerra a feira da Befana. Casaco, cachecol e guarda-chuva.

Fevereiro Chuva média

inverno · Carnaval

Inverno. Na estação Roma Ciampino (129 m), normais 1991–2020: média de 8 °C e cerca de 63 mm de chuva. Céu variável, tardes às vezes ensolaradas. Movimento baixo, exceto no Carnaval, com crianças fantasiadas nas praças. Boa época para museus e para as basílicas; a Galleria Borghese tem turnos disponíveis com pouca antecedência.

Março Chuva média

começo da primavera · Páscoa (às vezes)

Primavera começando. Na estação Roma Ciampino (129 m), normais 1991–2020: média de 10,7 °C e cerca de 59 mm de chuva. Os dias alongam e as amendoeiras florescem no Pincio. Quando a Páscoa cai em março, a Semana Santa lota o Vaticano: a Via-Sacra no Colosseo na Sexta-feira Santa e a missa na praça no domingo pedem chegar horas antes. Horário de verão europeu começa no último domingo do mês: 4 horas a mais que Brasília.

Abril Chuva média

primavera · Páscoa e 21 de abril

Primavera. Na estação Roma Ciampino (129 m), normais 1991–2020: média de 13,6 °C e cerca de 69 mm de chuva, com pancadas curtas. Azaleias na escadaria da Trinità dei Monti e rosas no Roseto do Aventino (abre de abril a junho). É um dos meses mais cheios: Páscoa (quando cai em abril), 25 de abril (feriado) e 21 de abril, aniversário de Roma, com desfiles no Circo Massimo. Reserve Colosseo, Vaticano e Borghese com semanas de antecedência.

Maio Chuva média

primavera · dias longos

Primavera plena. Na estação Roma Ciampino (129 m), normais 1991–2020: média de 18 °C (máximas de 23 °C) e cerca de 57 mm de chuva. Clima ideal para caminhar e para a Via Appia; as noites já permitem jantar fora. Movimento alto, com feriados de 1º de maio; o Internazionali d'Italia (tênis) ocupa o Foro Italico na metade do mês. A Villa d'Este tem as fontes a pleno.

Junho Chuva baixa

verão começando · noites ao ar livre

Verão. Na estação Roma Ciampino (129 m), normais 1991–2020: média de 22,5 °C (máximas de 28 °C) e cerca de 30 mm de chuva. Calor crescente, sol forte do meio-dia às 16 h, noites longas. Em 2 de junho a Festa da República fecha os Fori Imperiali para o desfile; 29 de junho (São Pedro e São Paulo) é feriado na cidade. Começam as aberturas noturnas de Castel Sant'Angelo e as óperas nas Terme di Caracalla. Protetor solar, água e museus no horário do calor.

Julho Chuva baixa

verão · calor

Verão. Na estação Roma Ciampino (129 m), normais 1991–2020: média de 25,1 °C (máximas em torno de 31 °C) e cerca de 20 mm de chuva, quase sempre seco. É o mês mais quente junto com agosto: faça as ruínas e as caminhadas cedo, deixe os museus e as igrejas (frescas) para a tarde, e aproveite as praças à noite. Movimento alto; filas longas no Vaticano sem reserva. Os 'nasoni', bebedouros de rua, estão por toda parte.

Agosto Chuva baixa

verão · Ferragosto

Verão. Na estação Roma Ciampino (129 m), normais 1991–2020: média de 25,4 °C e cerca de 30 mm de chuva, com alguma tempestade no fim do mês. Em 15 de agosto (Ferragosto) a cidade esvazia de romanos e muitas lojas e trattorias de bairro fecham por uma ou duas semanas; os monumentos continuam abertos. Em 5 de agosto, pétalas brancas caem na Santa Maria Maggiore. A cidade fica mais vazia; o calor exige planejar o dia em torno das horas frescas.

Setembro Chuva média

fim do verão · volta do movimento

Fim do verão. Na estação Roma Ciampino (129 m), normais 1991–2020: média de 21 °C e cerca de 65 mm de chuva, concentrada em poucas tempestades. Ainda é quente de dia, mas as noites refrescam; é um dos meses preferidos para visitar. Movimento alto a partir da metade do mês, com reservas disputadas para a Galleria Borghese e o Vaticano. As aberturas noturnas de verão vão terminando.

Outubro Chuva alta

outono · luz dourada

Outono. Na estação Roma Ciampino (129 m), normais 1991–2020: média de 17 °C (máximas de 22 °C) e cerca de 88 mm de chuva, com alguns dias de chuva forte. A luz baixa favorece as fotos no Foro e no Gianicolo; a 'ottobrata romana' traz tardes amenas. A Festa del Cinema ocupa o Auditorium na segunda metade do mês. O horário de verão europeu termina no último domingo: volta a 5 horas de diferença para Brasília.

Novembro Chuva alta

outono · mês mais chuvoso

Outono avançado. Na estação Roma Ciampino (129 m), normais 1991–2020: média de 12,4 °C e cerca de 108 mm de chuva, o mês mais chuvoso do ano, com 9 dias de chuva. Dia 1º (Todos os Santos) é feriado. Movimento baixo, filas curtas, bom para os museus e para a Galleria Doria Pamphilj. Leve guarda-chuva e sapato impermeável para o calçamento de pedra.

Dezembro Chuva alta

inverno · Natal no Vaticano

Inverno. Na estação Roma Ciampino (129 m), normais 1991–2020: média de 8,5 °C e cerca de 98 mm de chuva. Dias curtos, mas muitas tardes de sol claro. Em 8 de dezembro (Imaculada) o papa costuma ir à Piazza di Spagna; o presépio e a árvore da Piazza San Pietro são montados em meados do mês, e a feira da Befana ocupa a Piazza Navona até 6 de janeiro. A Missa do Galo e a bênção de Natal lotam o Vaticano; de 25 de dezembro a 6 de janeiro os museus têm horários especiais: confirme.

Planeje o caminho

Como chegar: Roma e Vaticano

Do Brasil de avião

Há voo direto de São Paulo (Guarulhos) e do Rio de Janeiro (Galeão) para Roma Fiumicino (FCO), com cerca de 11 h 15 a 11 h 35 de viagem; o voo noturno chega de manhã. Das outras cidades brasileiras a viagem é com conexão em São Paulo, no Rio ou em outra cidade europeia. Confirme antes de comprar. Do aeroporto ao centro: o trem Leonardo Express sai da estação do aeroporto (dentro do terminal) para a estação Termini a cada 15 a 30 minutos, em cerca de 32 minutos, sem paradas; os trens regionais FL1 param em Trastevere, Ostiense e Tiburtina, mais lentos e com tarifa menor; táxis oficiais (brancos, com taxímetro) cobram tarifa fixa do aeroporto ao centro dentro das muralhas, afixada no carro; ônibus de várias empresas ligam o aeroporto a Termini em cerca de uma hora, conforme o trânsito. O aeroporto de Ciampino (CIA) recebe voos de baixo custo da Europa e se liga a Termini por ônibus.

De trem de outras cidades italianas

A estação Roma Termini é o ponto central; muitos trens de alta velocidade também param em Roma Tiburtina. Pelos trens Frecciarossa (Trenitalia) e Italo: Firenze (Florença) em cerca de 1 h 30; Napoli (Nápoles) em cerca de 1 h 10; Bologna em cerca de 2 h; Milano (Milão) em cerca de 3 h; Venezia (Veneza) em cerca de 3 h 45; Torino (Turim) em cerca de 4 h. Os bilhetes de alta velocidade têm lugar marcado e preço que sobe perto da data: compre com antecedência nos sites da Trenitalia e da Italo, que concorrem nas mesmas rotas. Trens regionais, sem reserva, levam a Tivoli, Ostia, Orvieto e à costa. Os trens de longa distância para Roma não vêm de outros países sem baldeação, exceto trens noturnos da Áustria e da Alemanha; confira a oferta do ano.

De carro: autoestradas, ZTL e estacionamento

Roma é cercada pelo Grande Raccordo Anulare (GRA, A90), onde chegam a A1 (Milão–Nápoles, pela Firenze), a A24 (L'Aquila) e a A12 (Civitavecchia). Milão fica a cerca de 575 km, Florença a 275 km, Nápoles a 225 km pela A1, com pedágio. O centro histórico é ZTL (zona de trânsito limitado): câmeras registram as placas de quem entra em horários de restrição sem autorização e a multa chega depois, inclusive para carros alugados, pela locadora. Não entre no centro de carro; deixe-o em estacionamento fora da ZTL, perto de uma estação de metrô, ou devolva o carro ao chegar. Dentro da cidade o carro atrapalha mais do que ajuda; ele faz sentido só para seguir à Toscana ou ao sul.

Como circular em Roma: a pé, metrô, ônibus e bonde

O centro histórico se faz a pé: de Termini ao Colosseo são 20 minutos, do Pantheon ao Vaticano 30. O metrô tem três linhas: A (Vaticano–Spagna–Termini–San Giovanni), B (Termini–Colosseo–Piramide) e C (parte leste; a estação Colosseo ligando B e C abriu por etapas). Ônibus e bondes cobrem o resto; o bonde 8 vai a Trastevere, o 3 e o 19 ao Coppedè. O bilhete BIT vale 100 minutos em ônibus, bonde e uma viagem de metrô; há passes de 24, 48 e 72 horas e semanal, vendidos em tabacarias, máquinas e por aproximação do cartão de crédito nas catracas. A Roma Pass (48 ou 72 horas) inclui transporte e um ou dois museus com fila preferencial. Táxis oficiais são brancos, com taxímetro; aplicativos de transporte funcionam com restrições. Validar o bilhete é obrigatório: a multa é aplicada na hora.

Ingressos e reservas: o que comprar antes de viajar

Colosseo, Foro Romano e Palatino: ingresso nominal com horário marcado, só no site oficial do parque arqueológico; os horários acabam com semanas de antecedência na alta temporada. Musei Vaticani: reserva no site oficial dos museus. Galleria Borghese: reserva obrigatória de turno de 2 horas, no site oficial. Pantheon: ingresso na porta ou online. Castel Sant'Angelo, Terme di Caracalla, Ostia Antica, Villa d'Este e Villa Adriana: bilheteria no local ou online. Basílicas: entrada sem cobrança. No primeiro domingo do mês os museus estatais não cobram entrada, com fila. Roma cobra uma taxa de estadia por noite, paga na hospedagem, que varia com a categoria. Em todos os lugares, confira a tabela atual e desconfie de revendedores na rua.

Documentos e fuso horário para o brasileiro

A Itália está no espaço Schengen: o brasileiro entra com o passaporte válido, sem visto para turismo de até 90 dias. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Na entrada podem pedir passagem de volta, comprovante de onde vai ficar e meios para a estada; o seguro de viagem com cobertura médica é exigido para o espaço Schengen. Menores viajando sem os dois pais: confirme as exigências antes de ir. O fuso é o da Europa Central (CET): a Itália fica 4 horas à frente de Brasília no horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro, e 5 horas no resto do ano. A tomada é a de dois ou três pinos redondos, 230 V. O italiano é a língua; nos pontos turísticos o inglês resolve, e o espanhol e o português ajudam na leitura.

Bate-voltas de trem e ônibus a partir de Roma

Ostia Antica: trem Roma-Lido (Metromare) de Porta San Paolo, cerca de 30 minutos, com bilhete urbano. Tivoli: trem regional de Tiburtina (cerca de 1 hora) até a estação de Tivoli e ônibus urbano até as villas, ou metrô B até Ponte Mammolo e ônibus Cotral. Orvieto: trem regional ou Intercity de Termini, cerca de 1 h 15, e funicular até a cidade alta. Nápoles e Pompeia: Frecciarossa ou Italo até Napoli Centrale (cerca de 1 h 10) e a Circumvesuviana até Pompei Scavi; dá para fazer no dia, mas cansa. Florença: cerca de 1 h 30 de alta velocidade. Castelli Romani (Frascati, Castel Gandolfo): trens regionais de Termini em 30 a 45 minutos. Para todos, confirme horários do dia nos sites da Trenitalia, da Italo e da Cotral.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

Abril, maio, setembro e outubro costumam ter temperatura agradável para andar o dia todo. Junho a agosto é verão quente, com mais gente nos monumentos. Dezembro a fevereiro é inverno, mais frio e com menos movimento. As estações são invertidas em relação ao Brasil.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Três dias permitem ver a Roma antiga, o Vaticano e o centro histórico sem correria: um dia para o Coliseu, o Foro e o Palatino, um para os Museus Vaticanos e a Basílica de São Pedro, e um para as praças, as fontes e a Galleria Borghese. Com dois dias dá para ver o essencial; com um só, escolha entre a Roma antiga e o Vaticano.

Em que cidade se hospedar

O centro histórico, entre o Pantheon, a Piazza Navona e a Fontana di Trevi, deixa quase tudo a pé. Monti, perto do Coliseu, tem ruas de restaurantes e fica entre a Roma antiga e Termini. Prati, ao lado do Vaticano, é mais residencial e tem metrô. A área da estação Termini é prática para quem chega de trem ou do aeroporto. Trastevere, do outro lado do Tibre, é animado à noite.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Roma e Vaticano

Quantos dias reservar para Roma e o Vaticano?

O ideal são três dias: um para a Roma antiga (Coliseu, Foro Romano e Palatino), um para o Vaticano (Museus Vaticanos, Capela Sistina e Basílica de São Pedro) e um para o centro histórico, com a Fontana di Trevi, o Pantheon e a Piazza Navona. Com mais tempo, sobram dias para bairros como Trastevere e passeios nos arredores.

Preciso de passaporte para entrar no Vaticano?

Não. A Cidade do Vaticano é outro Estado, mas não há controle de passaporte na entrada. Para a Basílica de São Pedro e para os Museus Vaticanos há apenas a revista de segurança. O brasileiro entra na Itália com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar.

Como ir do aeroporto de Fiumicino ao centro de Roma?

O trem Leonardo Express liga o aeroporto à estação Roma Termini sem paradas, em cerca de 32 minutos, com partidas a cada 15 ou 30 minutos conforme o horário. A estação de trem fica dentro do aeroporto. De Termini seguem o metrô, os ônibus e os trens para outras cidades. Confirme os horários antes de ir.

Preciso alugar carro em Roma?

Não. O centro histórico é uma ZTL (zona de trânsito limitado), fechada para carros de fora, e o trânsito é pesado. O metrô, os ônibus e as caminhadas resolvem a cidade. Para seguir viagem pela Itália, o trem é o caminho mais simples: Roma a Florença leva cerca de 1h30 e Roma a Nápoles cerca de 1h10 nos trens de alta velocidade.

Qual a melhor época para visitar Roma?

Abril, maio, setembro e outubro costumam ter o clima mais agradável. No verão, de junho a agosto, faz calor forte e os monumentos ficam mais cheios. No inverno, de dezembro a fevereiro, faz frio, mas há menos movimento. A Itália fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época do ano.

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