Castel Sant'Angelo e a Ponte Sant'Angelo
Sai de Metrô Lepanto (linha A) ou a pé do Vaticano Visita ao castelo cerca de 2 horas tarde fácil (rampas e escadas)
O Castel Sant'Angelo (Castelo de Santo Ângelo) nasceu como mausoléu do imperador Adriano, por volta de 139, e virou fortaleza, prisão e refúgio dos papas, ligado ao Vaticano por um corredor elevado, o Passetto di Borgo. A visita sobe pela rampa helicoidal romana, passa pelos apartamentos renascentistas dos papas, pelo pátio do Anjo e pelas celas, e termina no terraço com a estátua do arcanjo Miguel e vista para a cúpula de São Pedro e para o rio Tibre. A Ponte Sant'Angelo, em frente, tem as dez estátuas de anjos desenhadas por Bernini. O nome vem da visão do papa Gregório Magno, em 590, do anjo embainhando a espada no alto do mausoléu, sinal do fim de uma peste.
Passa por: Castel Sant'Angelo.
Inclui: Ingresso pago à parte (bilheteria no local ou online, com horário marcado nos dias cheios). Audioguia pago à parte. Fecha às segundas.
Dica: Vá no fim da tarde: o terraço com a luz baixa sobre São Pedro é o ponto alto. Em noites de verão o castelo costuma abrir até mais tarde, confirme a programação. Combine com a caminhada pela Via della Conciliazione até a praça.
Melhor época: O ano todo. De junho a setembro costuma haver aberturas noturnas.
Trastevere e Gianicolo: o bairro das ruelas e o mirante
Sai de Piazza Trilussa (bonde 8 ou a pé da Isola Tiberina) Caminhada com subida cerca de 3 horas fim de tarde e noite moderada (subida ao Gianicolo)
Trastevere, 'do outro lado do Tibre', é o bairro de ruelas de pedra, roupa estendida e trattorias, que vira ponto de encontro à noite. A Santa Maria in Trastevere, uma das igrejas mais antigas de Roma, tem mosaicos do século 12 na fachada e na abside; a Santa Cecilia guarda a escultura da santa de Maderno. A Villa Farnesina, na Via della Lungara, tem afrescos de Rafael. Dali sobe-se ao Gianicolo (Janículo), a colina acima do bairro: no caminho, o Tempietto de Bramante, no pátio de San Pietro in Montorio, e a Fontana dell'Acqua Paola. No alto, a praça com a estátua de Garibaldi tem o mirante mais amplo da cidade, com as cúpulas em fila; ao meio-dia um canhão dispara um tiro de festim, tradição desde 1847. Desça pela Via Garibaldi de volta ao bairro para o jantar.
Passa por: Trastevere, Gianicolo.
Inclui: Caminhada livre, sem cobrança. Villa Farnesina paga ingresso à parte.
Dica: Suba ao Gianicolo antes do pôr do sol, com a luz vindo de trás das cúpulas. Em Trastevere, as ruas da parte oeste (perto de Santa Maria) são as mais movimentadas; a parte leste (Santa Cecilia) é mais tranquila. Aos domingos de manhã há a feira de Porta Portese, no limite do bairro.
Melhor época: O ano todo. De maio a setembro as mesas tomam as ruas; nas noites de verão o bairro fica cheio até tarde.
Aventino, Bocca della Verità, Circo Massimo e Terme di Caracalla
Sai de Metrô Circo Massimo (linha B) Caminhada com ruínas cerca de 3 a 4 horas manhã fácil
O Aventino é a colina silenciosa dos jardins e das igrejas antigas. No Giardino degli Aranci, o terraço entre laranjeiras dá vista para o rio e a cúpula de São Pedro; ao lado, na Piazza dei Cavalieri di Malta, a fechadura do portão do priorado enquadra a cúpula ao longe, e costuma haver fila para olhar. A Santa Sabina, do século 5, tem a porta de madeira esculpida mais antiga da cristandade. Descendo, a Bocca della Verità (Boca da Verdade), o disco de mármore no pórtico da Santa Maria in Cosmedin, atrai filas desde o filme de 1953. Em frente ficam os templos de Hércules e de Portuno, do Foro Boario. O Circo Massimo (Circo Máximo), onde corriam as bigas, é hoje um gramado de 600 m entre o Palatino e o Aventino. A caminhada termina nas Terme di Caracalla (Termas de Caracala), as ruínas monumentais do banho público do século 3, com mosaicos no chão e paredes de 30 m.
Passa por: Aventino, Bocca della Verità, Circo Massimo, Terme di Caracalla.
Inclui: Caminhada livre. Terme di Caracalla com ingresso pago à parte; a Bocca della Verità pede uma oferta. Igrejas sem cobrança.
Dica: Comece cedo pelo Aventino, antes dos grupos chegarem à fechadura. Nas Terme di Caracalla, o audioguia ou os óculos de realidade virtual (quando oferecidos) ajudam a imaginar os espaços. No verão as termas recebem óperas ao ar livre.
Melhor época: O ano todo. De abril a junho e de setembro a outubro as manhãs são agradáveis; em pleno verão o Circo Massimo não tem sombra.
Via Appia Antica e as catacumbas de San Callisto e San Sebastiano
Sai de Metrô Colli Albani + ônibus 660, ou ônibus 118 Caminhada ou bicicleta em parque arqueológico cerca de 4 horas manhã moderada (pedras irregulares)
A Via Appia Antica (Via Ápia Antiga), aberta em 312 a.C. para ligar Roma a Cápua e depois a Brindisi, é hoje um parque arqueológico: nos primeiros quilômetros, entre pinheiros e muros, estão o pavimento romano original, as tumbas de família ao longo da estrada, o mausoléu de Cecilia Metella, do século 1 a.C., e a Villa dei Quintili. As Catacombe di San Callisto (Catacumbas de São Calisto), com cerca de 20 km de galerias em quatro níveis, foram o cemitério oficial da Igreja de Roma no século 3, com a cripta dos papas; as Catacombe di San Sebastiano, menores, ficam sob a basílica do mesmo nome e guardam o lugar onde, por um tempo, teriam sido escondidos os restos de Pedro e Paulo. As catacumbas só se visitam com guia, em grupos por idioma, e dentro faz frio. Aos domingos e feriados a estrada fecha para carros e vira passeio de bicicleta.
Passa por: Via Appia Antica, Catacombe di San Callisto, Catacombe di San Sebastiano.
Inclui: Entrada no parque sem cobrança; catacumbas com ingresso pago à parte, visita guiada incluída (cerca de 40 minutos cada); Mausoléu de Cecilia Metella e Villa dei Quintili pagam ingresso. Aluguel de bicicleta no ponto de informação do parque, pago à parte.
Dica: Vá num domingo, quando a via fica sem carros, alugue uma bicicleta no centro de visitantes (Via Appia Antica 58-60) e pedale até a Villa dei Quintili, cerca de 8 km. As catacumbas fecham em dias diferentes da semana: San Callisto às quartas, San Sebastiano aos domingos; confirme.
Melhor época: O ano todo. Primavera e outono são as melhores épocas para pedalar; no verão saia cedo.
As basílicas maiores: San Giovanni in Laterano, Santa Maria Maggiore e San Pietro in Vincoli
Sai de Metrô San Giovanni (linha A) Caminhada entre igrejas cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil
A Basilica di San Giovanni in Laterano (Basílica de São João de Latrão) é a catedral de Roma, sede do papa como bispo da cidade, fundada por Constantino no século 4 e refeita por Borromini no século 17, com as estátuas gigantes dos apóstolos na nave e o claustro cosmatesco; em frente, a Scala Santa, que os fiéis sobem de joelhos. A Basilica di Santa Maria Maggiore guarda mosaicos do século 5 na nave, o teto dourado com o primeiro ouro vindo da América e o túmulo de Bernini; desde 2025 recebe peregrinos ao túmulo do papa Francisco. A San Pietro in Vincoli, perto do Colosseo, exibe as correntes de São Pedro e o Moisés de Michelangelo, de 1515, parte do túmulo do papa Júlio II. As três são igrejas em uso: respeite as missas e cubra ombros e joelhos.
Passa por: Basilica di San Giovanni in Laterano, Basilica di Santa Maria Maggiore, Basilica di San Pietro in Vincoli.
Inclui: Entrada sem cobrança nas três basílicas. Claustro de San Giovanni e visitas às loggias e ao museu de Santa Maria Maggiore pagam ingresso à parte.
Dica: Faça a caminhada de San Giovanni a Santa Maria Maggiore pela Via Merulana, 15 minutos, e siga por San Pietro in Vincoli até o Colosseo. Leve moeda para acender o Moisés. Nas datas de Ano Santo e nas festas de agosto (5/8 em Santa Maria Maggiore) o movimento é maior.
Melhor época: O ano todo. Em 5 de agosto, Santa Maria Maggiore celebra o 'milagre da neve' com pétalas brancas caindo do teto.
Musei Capitolini, Campidoglio e Vittoriano
Sai de Piazza Venezia (ônibus) Museu e mirantes cerca de 3 horas tarde fácil
A praça do Campidoglio, desenhada por Michelangelo, com a estátua equestre de Marco Aurélio no centro (cópia; a original está dentro), abriga os Musei Capitolini (Museus Capitolinos), o museu público mais antigo do mundo, de 1471: a Loba Capitolina, o Espinário, a cabeça colossal de Constantino, a Vênus Capitolina e, na pinacoteca, Caravaggio e Rubens. A galeria subterrânea (Tabularium) tem uma janela sobre o Foro Romano. Ao lado, o Vittoriano (Altare della Patria), o monumento de mármore branco a Vítor Emanuel II, inaugurado em 1911, guarda o túmulo do Soldado Desconhecido; os elevadores panorâmicos sobem ao terraço das quadrigas, com vista de 360 graus sobre o centro. Atrás do museu, o terraço do Caffè Capitolino dá para as cúpulas sem pagar ingresso.
Passa por: Musei Capitolini, Vittoriano.
Inclui: Musei Capitolini com ingresso pago à parte (incluído na Roma Pass). Vittoriano: terraço do monumento sem cobrança; elevador panorâmico pago à parte.
Dica: Vá ao Vittoriano no fim da tarde e aos Musei Capitolini antes, para ver o Foro da janela do Tabularium com luz. Pela escada atrás da praça desce-se direto ao Foro Romano.
Melhor época: O ano todo. Em 2 de junho (Festa da República) e 4 de novembro há cerimônias no Vittoriano.
Mercato di Testaccio, Palazzo Massimo e Galleria Doria Pamphilj
Sai de Metrô Piramide (linha B) Mercado e dois museus cerca de 4 horas manhã fácil
O Mercato di Testaccio, no bairro do antigo matadouro, é o mercado coberto onde romanos fazem compras e almoçam em pé nos boxes de comida: trapizzino, sanduíches de carne e massa fresca, até o começo da tarde, de segunda a sábado. Perto dali ficam a Pirâmide de Cestio e o Cemitério Acatólico, com os túmulos de Keats e Shelley. O Palazzo Massimo alle Terme, ao lado da estação Termini, é a sede principal do Museo Nazionale Romano: no último andar estão os afrescos do jardim da Villa de Lívia e os da Villa Farnesina; nos andares de baixo, o Pugilista em repouso, o Discóbolo Lancellotti e a sala das moedas. A Galleria Doria Pamphilj, na Via del Corso, é a coleção privada de uma família romana exposta no próprio palácio: Velázquez (o retrato de Inocêncio X), Caravaggio, Ticiano e salões de espelhos, com audioguia narrado por um membro da família.
Passa por: Mercato di Testaccio, Palazzo Massimo alle Terme, Galleria Doria Pamphilj.
Inclui: Mercado sem cobrança, comida paga à parte. Palazzo Massimo e Galleria Doria Pamphilj com ingresso pago à parte; o audioguia da Doria Pamphilj vem incluído.
Dica: No mercado, vá até o meio-dia e procure os boxes com fila de romanos. O Palazzo Massimo costuma ser vazio: ideal para uma manhã de chuva. A Doria Pamphilj fecha alguns dias por mês para eventos; confira o calendário.
Melhor época: O ano todo; o mercado fecha aos domingos.
Quartiere Coppedè e Villa Torlonia: a Roma que o turista não vê
Sai de Piazza Buenos Aires (bonde 3 ou 19) Caminhada de bairro cerca de 2 horas tarde fácil
O Quartiere Coppedè é um conjunto de cerca de 40 edifícios construídos entre 1913 e 1927 pelo arquiteto florentino Gino Coppedè, numa mistura de art nouveau, medieval, barroco e fantasia: entra-se pelo arco com o lampadário de ferro, na Via Tagliamento, e chega-se à Piazza Mincio, com a Fontana delle Rane (fonte das rãs), o Villino delle Fate, com afrescos de Dante e Petrarca, e o Palazzo del Ragno, com a aranha na fachada. É um bairro residencial: não há bilheteria nem museu, só caminhada e fotografia. A poucos minutos, a Villa Torlonia, parque público com a casa onde Mussolini morou de 1925 a 1943, hoje museu, e a Casina delle Civette, a casa das corujas, com vitrais art nouveau.
Passa por: Quartiere Coppedè.
Inclui: Caminhada livre, sem cobrança. Museus da Villa Torlonia com ingresso pago à parte.
Dica: A luz da tarde cai sobre as fachadas da Piazza Mincio. É um dos poucos passeios para fazer em dia de museus fechados (segunda). Os bondes 3 e 19 param na Piazza Buenos Aires, a 100 m do arco.
Melhor época: O ano todo.
Ostia Antica: a cidade portuária romana a meia hora do centro
Sai de Estação Porta San Paolo (metrô Piramide), trem Roma-Lido Bate-volta de trem e caminhada em sítio arqueológico cerca de 5 horas dia inteiro moderada (muito chão, pouca sombra)
O Parco archeologico di Ostia antica (Óstia Antiga) é a cidade do porto de Roma, abandonada no século 5 e coberta pela areia, o que preservou ruas, prédios de apartamentos de vários andares, tavernas com balcão, lavanderias, 18 conjuntos de banhos públicos e um teatro para 4 mil pessoas. Caminha-se pelo Decumano Máximo, a rua principal, até o Foro e o Capitólio; nas Terme di Nettuno há mosaicos de Netuno e Anfitrite; no Thermopolium de Via di Diana, o bar com balcão de mármore e afrescos de comida; na Piazzale delle Corporazioni, os mosaicos das 60 corporações de comerciantes com os produtos de cada porto do Mediterrâneo. É menos visitada que Pompeia e dá para ver em meio dia. O trem Roma-Lido (linha Metromare) sai de Porta San Paolo e leva cerca de 30 minutos até a estação Ostia Antica, a 5 minutos a pé da entrada.
Passa por: Parco archeologico di Ostia antica.
Inclui: Ingresso pago à parte (bilheteria no local ou online); museu no sítio incluído. O trem usa o bilhete comum do transporte urbano.
Dica: Leve água, chapéu e sapato fechado: o sítio é grande e aberto. Pegue o mapa na entrada e priorize o teatro, as termas de Netuno, o Thermopolium e a Piazzale delle Corporazioni. Fecha às segundas. Combine com uma tarde na praia do Lido de Ostia, três estações adiante.
Melhor época: O ano todo. Primavera e outono são ideais; no verão vá na abertura e saia antes do meio-dia.
Tivoli: Villa d'Este e Villa Adriana
Sai de Estação Tiburtina (trem regional) ou metrô Ponte Mammolo + ônibus Cotral Bate-volta a duas villas cerca de 8 horas dia inteiro moderada (escadas e jardins em declive)
Tivoli, a 30 km de Roma, tem duas villas tombadas pela UNESCO. A Villa d'Este, construída a partir de 1550 para o cardeal Ippolito d'Este, é o jardim renascentista das 51 fontes e centenas de jatos movidos só pela gravidade: a Fontana dell'Ovato, as Cento Fontane, a Fontana dell'Organo, que toca um órgão d'água em horários fixos, e os terraços sobre a planície. A Villa Adriana (Villa de Adriano), nos arredores da cidade, foi a residência de campo do imperador Adriano entre 118 e 138, um complexo de 120 hectares com o Canopo (o lago com colunas e estátuas), o Teatro Marittimo (a ilha onde o imperador se isolava), termas e bibliotecas. As duas ficam a 5 km uma da outra, ligadas por ônibus urbano. Dá para fazer as duas no mesmo dia saindo cedo, mas cada uma pede duas a três horas.
Passa por: Villa d'Este, Villa Adriana.
Inclui: Ingresso pago à parte em cada villa (bilheteria no local ou online). Trem regional Roma–Tivoli e ônibus Cotral pagos à parte, fora do bilhete urbano de Roma.
Dica: Comece pela Villa Adriana de manhã (mais aberta e quente) e deixe a Villa d'Este, com sombra e água, para a tarde. Na Villa d'Este, confira os horários em que a Fontana dell'Organo toca. Ambas fecham às segundas (Villa d'Este) ou não, confirme no site de cada uma.
Melhor época: De março a outubro as fontes e os jardins estão no melhor; a Villa d'Este costuma abrir à noite nas sextas e sábados de verão.