Castel Sant'Elmo e Certosa di San Martino: o Vomero
Sai de Funicular Centrale (de Via Toledo) ou Montesanto, até o Vomero Castelo-mirante e mosteiro-museu cerca de 3 horas tarde fácil (funicular; rampas)
O Vomero é a colina que domina Nápoles, alcançada em 5 minutos pelos funiculares. O Castel Sant'Elmo, a fortaleza em estrela de seis pontas construída pelos espanhóis em 1537 sobre o tufo, tem no terraço a vista mais ampla da cidade: o golfo inteiro, o Vesúvio, Capri, Ischia e o centro histórico aos pés, e abriga o museu Novecento a Napoli, de arte do século 20. Ao lado, a Certosa e Museo di San Martino, o mosteiro cartuxo do século 14 refeito em barroco por Cosimo Fanzago, com a igreja coberta de mármores, o claustro grande com o cemitério dos monges cercado de caveiras, os jardins em terraços sobre a cidade e o museu, com o presépio Cuciniello, o maior presépio napolitano do século 18, as barcaças reais e a seção de história da cidade. O bairro em volta é residencial, com a Via Scarlatti de lojas e a Villa Floridiana.
Passa por: Castel Sant'Elmo, Certosa e Museo di San Martino.
Inclui: Castel Sant'Elmo e Certosa com ingressos pagos à parte (a Certosa fecha às quartas; o castelo às terças). Funicular pago à parte (bilhete urbano).
Dica: Suba de funicular no meio da tarde, faça a Certosa primeiro (fecha mais cedo) e termine no terraço do castelo ao pôr do sol. Desça a pé pelas escadarias da Pedamentina (414 degraus) até o centro, se tiver luz do dia.
Melhor época: O ano todo.
Capodimonte: o palácio dos Bourbon e a pinacoteca
Sai de Ônibus (R4, 168, C63) ou Capodimonte Shuttle da estação Museu e parque cerca de 3 horas manhã fácil
O Museo e Real Bosco di Capodimonte ocupa o palácio que Carlos de Bourbon começou em 1738, no alto da cidade, para abrigar a coleção Farnese herdada da mãe: Ticiano (Dánae, o retrato de Paulo III com os sobrinhos), Masaccio, Botticelli, Bellini, Parmigianino (Antea), Bruegel (A parábola dos cegos), Caravaggio (A Flagelação de Cristo) e os cartões de Rafael e Michelangelo; no segundo andar, a pintura napolitana do século 17 (Ribera, Luca Giordano, Artemisia Gentileschi), a sala de porcelana da rainha Maria Amália e os apartamentos reais. O Real Bosco, o parque de 134 hectares, é o maior espaço verde da cidade, com a fábrica de porcelana de Capodimonte de 1743 e vista para o golfo. O museu fica longe do centro e por isso é tranquilo.
Passa por: Museo e Real Bosco di Capodimonte.
Inclui: Ingresso pago à parte (fecha às quartas); sem cobrança no primeiro domingo do mês. Parque sem cobrança.
Dica: O ônibus Capodimonte Shuttle sai da Piazza Garibaldi e do Museo Archeologico; confira a frequência. Reserve a manhã inteira, com o almoço no parque.
Melhor época: O ano todo; o parque é refúgio no verão.
Quartieri Spagnoli: as ruelas, o mural de Maradona e a cozinha de rua
Sai de Via Toledo (metrô Toledo) Caminhada de bairro cerca de 2 horas tarde moderada (ladeiras)
Os Quartieri Spagnoli são o quadriculado de ruas estreitas e íngremes aberto no século 16 para alojar as tropas espanholas, acima da Via Toledo: roupa estendida entre os prédios, Vespas, altares de rua, mercearias e as trattorias de bairro que servem o ragù e a pasta e patate. Na Via Emanuele De Deo, o mural de Diego Maradona pintado em 1990, depois do segundo título, virou santuário a céu aberto depois da morte do jogador, com fotos, camisas e vendedores de lembranças em volta; a 'Largo Maradona' recebe filas o dia todo. O bairro, que os guias desaconselhavam há vinte anos, hoje é um dos mais visitados da cidade, com visitas guiadas e cozinhas abertas; a Pignasecca, o mercado de rua na borda do bairro, é um dos mais antigos da cidade.
Passa por: Quartieri Spagnoli.
Inclui: Caminhada livre, sem cobrança. Comida de rua paga à parte.
Dica: Vá no fim da tarde, quando as ruas enchem de moradores; a partir da Via Toledo suba qualquer travessa. Coma a frittatina de massa e o cuoppo de frituras nas bancas. Como em todo bairro cheio, atenção às bolsas.
Melhor época: O ano todo.
Pompeia: a cidade romana sob as cinzas
Sai de Circumvesuviana, estação Pompei Scavi - Villa dei Misteri (35 min de Nápoles) Sítio arqueológico cerca de 5 horas dia inteiro moderada (calçamento irregular)
O Parco Archeologico di Pompei (Pompeia) é a cidade de cerca de 12 mil habitantes soterrada pela erupção do Vesúvio em 24 de agosto (ou outubro) de 79, descoberta em 1748 e escavada desde então em dois terços: ruas com os sulcos das carroças e as pedras de travessia, o Foro com o Vesúvio ao fundo, as termas Stabianas, o Lupanar, os teatros, o anfiteatro de 20 mil lugares, as padarias com moinhos, os termopólios (balcões de comida) e as casas com afrescos e mosaicos, como a Casa do Fauno, a Casa dos Vettii e a Casa do Poeta Trágico, com o 'Cave Canem'. No Horto dos Fugitivos e no Antiquarium estão os moldes de gesso dos corpos, feitos preenchendo os vazios deixados nas cinzas. A Villa dei Misteri (Villa dos Mistérios), nos arredores, a 10 minutos da entrada de Porta Marina, tem o ciclo de afrescos vermelhos sobre um rito dionisíaco, o mais conservado da Antiguidade. As casas abrem por rodízio: nem todas estão visitáveis no mesmo dia.
Passa por: Parco Archeologico di Pompei, Villa dei Misteri.
Inclui: Ingresso pago à parte, com horário marcado nos dias cheios, vendido no site oficial (bilhete Pompei ou Pompei+, com as villas suburbanas); sem cobrança no primeiro domingo do mês. Audioguia e visitas guiadas pagos à parte. O ingresso é nominal.
Dica: Entre por Porta Marina às 9 h com água, chapéu e tênis; pegue o mapa de papel na entrada e escolha um percurso de 3 a 4 horas (o site sugere itinerários). Há bebedouros e uma lanchonete no Foro. O parque limita o número de visitantes por dia: compre com antecedência.
Melhor época: O ano todo; de abril a junho e de setembro a outubro o calor é suportável; em julho e agosto vá cedo e saia à tarde. No verão há aberturas noturnas em alguns dias.
Herculano: a cidade enterrada pela lama vulcânica
Sai de Circumvesuviana, estação Ercolano Scavi (20 min de Nápoles) Sítio arqueológico cerca de 2 h 30 manhã fácil (sítio compacto)
O Parco Archeologico di Ercolano (Herculano) é a cidade de veraneio de 4 mil habitantes coberta em 79 por correntes de lama e cinza vulcânica a 400 °C, que carbonizaram e preservaram madeira, tecidos, alimentos e os andares superiores das casas, o que Pompeia não tem: portas, vigas, camas e prateleiras de madeira, a Casa do Relevo de Télefo, a Casa de Netuno e Anfitrite, com o mosaico azul, as termas e o Colégio dos Augustais. Nos arcos à beira da antiga praia estão os esqueletos de cerca de 300 pessoas que esperavam resgate pelo mar. O sítio, de 4,5 hectares escavados (o resto está sob a cidade moderna de Ercolano), é compacto e se vê em duas ou três horas, com sombra em várias casas, e costuma ser mais tranquilo que Pompeia. Da estação, a entrada fica a 10 minutos de descida pela Via IV Novembre.
Passa por: Parco Archeologico di Ercolano.
Inclui: Ingresso pago à parte (bilheteria no local ou online); sem cobrança no primeiro domingo do mês. Audioguia pago à parte.
Dica: Faça Herculano de manhã e o Vesúvio à tarde, pelo ônibus que sai da estação de Ercolano Scavi: ficam na mesma linha. O MAV, museu virtual ao lado, reconstrói as cidades em 3D.
Melhor época: O ano todo.
Vesuvio: a subida ao Gran Cono
Sai de Ercolano Scavi (ônibus Vesuvio Express) ou Pompei (ônibus EAV) Ônibus e caminhada até a cratera cerca de 4 horas manhã moderada (30 min de subida em cascalho)
O Vesuvio (Vesúvio), de 1.281 m, é o vulcão ativo que destruiu Pompeia e Herculano em 79, teve a última erupção em 1944 e é monitorado pelo Observatório Vesuviano; o Parque Nacional protege o cone. Os ônibus sobem até o estacionamento a 1.000 m, e dali a trilha de cascalho de cerca de 800 m sobe em 25 a 30 minutos até a borda do Vesuvio – Gran Cono (Grande Cone), a cratera de 500 m de diâmetro e 230 m de profundidade, com fumarolas, e o passeio ao longo da borda, com o golfo de Nápoles, as cidades aos pés, Capri e a península de Sorrento. Guias vulcanólogos acompanham os grupos no alto. O acesso é por horário marcado e número limitado; com vento forte, chuva ou nevoeiro o parque fecha a trilha, e no inverno a visibilidade falha com frequência.
Passa por: Vesuvio – Gran Cono.
Inclui: Ingresso ao parque pago à parte, com horário marcado, só no site oficial (vesuviopark.vivaticket.it); ônibus pagos à parte (Vesuvio Express de Ercolano, EAV de Pompei).
Dica: Compre o ingresso do parque antes do ônibus; sem ele não se entra. Leve casaco mesmo no verão (venta no alto), tênis fechado e água. Vá de manhã, antes das nuvens de tarde; em dia nublado o passeio não compensa.
Melhor época: De abril a outubro com mais dias claros; no inverno, só com previsão de céu limpo.
Santuário de Pompeia e a cidade moderna
Sai de Pompei (estação Circumvesuviana ou Trenitalia) Visita ao santuário cerca de 1 hora tarde fácil
A Pompeia moderna cresceu em torno do Santuario della Beata Vergine del Rosario di Pompei (Santuário de Nossa Senhora do Rosário), fundado em 1876 pelo advogado Bartolo Longo a partir de uma imagem comprada num brechó, e hoje um dos santuários marianos mais visitados da Itália, com cerca de 4 milhões de peregrinos por ano, muitos vindos do Brasil. A basílica, em estilo eclético, com a fachada de 1901 e o campanário de 80 m (com elevador e vista para as escavações e o Vesúvio), guarda o quadro da Virgem do Rosário em moldura de ouro e pedras; a Súplica à Virgem de Pompeia é rezada em 8 de maio e no primeiro domingo de outubro, quando a praça lota. A cidade moderna tem a praça com cafés e as lojas de lembranças; as escavações ficam a 15 minutos a pé.
Passa por: Santuario della Beata Vergine del Rosario di Pompei.
Inclui: Basílica sem cobrança; subida ao campanário paga à parte. Caminhada livre.
Dica: Combine com o dia das escavações: a basílica fica a 15 minutos a pé da saída da Piazza Anfiteatro. Nos dias da Súplica (8 de maio e primeiro domingo de outubro) o trânsito e os trens ficam lotados.
Melhor época: O ano todo.
Capri: Piazzetta, Giardini di Augusto e os Faraglioni
Sai de Marina Grande (balsa ou hidrofólio de Nápoles ou Sorrento) Bate-volta de barco e caminhada na ilha cerca de 7 horas dia inteiro moderada (escadas e ladeiras)
Capri, a ilha de 10 km² em frente a Sorrento, é alcançada em 50 minutos de hidrofólio de Nápoles ou 25 de Sorrento, até a Marina Grande, de onde o funicular sobe em 4 minutos à Piazzetta di Capri (a praça Umberto I), com os cafés, a torre do relógio e a vista para o golfo. A Via Camerelle, das grifes, leva aos Giardini di Augusto, os jardins em terraços de 1918 com a vista mais fotografada da ilha: os Faraglioni di Capri, os três rochedos de até 109 m que saem do mar, e a Via Krupp, a estrada em zigue-zague descendo a Marina Piccola. A Via Tragara é a caminhada panorâmica até o mirante sobre os Faraglioni. Na ponta leste, a Villa Jovis, a residência do imperador Tibério, que governou Roma de Capri entre 27 e 37, a 45 minutos de subida a pé, com o Salto di Tiberio, o precipício de 300 m. A ilha lota de visitantes de um dia entre 10 h e 17 h; quem dorme nela vê outra Capri.
Passa por: Piazzetta di Capri, Giardini di Augusto, Faraglioni di Capri, Villa Jovis.
Inclui: Balsa ou hidrofólio pagos à parte (reserva recomendada na alta temporada); funicular e ônibus pagos à parte. Giardini di Augusto e Villa Jovis com ingressos pequenos.
Dica: Pegue o primeiro hidrofólio da manhã e o último da tarde; nos dias de mar agitado os barcos atrasam ou são cancelados. Use ônibus e funicular (bilhetes na Marina Grande) e evite táxi, com tarifa alta. A Via Krupp costuma estar fechada por queda de pedras: a vista dos jardins é o que vale.
Melhor época: De abril a outubro; em julho e agosto a ilha lota; de novembro a março muitos hotéis e restaurantes fecham e os barcos reduzem.
Anacapri, Villa San Michele e Monte Solaro de teleférico
Sai de Capri (ônibus da Piazzetta ou da Marina Grande até Anacapri) Vila alta, casa-museu e teleférico cerca de 4 horas manhã fácil (teleférico de cadeira)
Anacapri, a vila alta da ilha, a 275 m, é mais tranquila que Capri e se alcança pelo ônibus que sobe a estrada de curvas sobre o mar. A Villa San Michele, a casa que o médico sueco Axel Munthe construiu entre 1896 e 1910 sobre uma villa romana, com a capela, a pérgula, a esfinge egípcia de granito voltada para o golfo e o jardim, é museu e abriga a fundação sueca; o livro de Munthe, A história de San Michele, foi um best-seller mundial. A Piazza Vittoria tem o teleférico de cadeiras individuais que sobe em 13 minutos ao Monte Solaro, o ponto mais alto da ilha, a 589 m, com a vista de 360 graus sobre os Faraglioni, os golfos de Nápoles e Salerno e, em dia limpo, a Calábria; a descida a pé pela trilha leva 1 hora, passando pela ermida de Santa Maria a Cetrella. A igreja de San Michele, em Anacapri, tem o piso de majólica de 1761 com o Paraíso Terrestre, visto de cima de um coro.
Passa por: Villa San Michele, Monte Solaro.
Inclui: Villa San Michele, teleférico (ida e volta ou só ida) e igreja de San Michele pagos à parte. Ônibus pago à parte.
Dica: Vá a Anacapri de manhã, antes dos grupos, suba ao Monte Solaro com o céu limpo e desça a pé. O ônibus Capri–Anacapri lota: embarque na Marina Grande direto para Anacapri, se estiver chegando.
Melhor época: De abril a outubro; o teleférico funciona o ano todo, com horário reduzido no inverno e parado com vento forte.
Grotta Azzurra e a volta da ilha de barco
Sai de Marina Grande, Capri Passeio de barco com entrada na gruta cerca de 2 h 30 manhã (luz melhor até o início da tarde) fácil
A Grotta Azzurra (Gruta Azul) é a caverna marinha com a boca de 1 m acima da água por onde os barcos a remo entram deitando os passageiros: dentro, a luz do sol entra por uma abertura submersa e ilumina a água de um azul elétrico, sobre 54 m de comprimento e 15 m de altura; os romanos a usavam como ninfeu de Tibério, com estátuas no fundo. O acesso é só com os barqueiros autorizados, a partir das lanchas ou do ponto na estrada de Anacapri, e depende do mar: com ondas ou maré alta a gruta fecha, o que é comum. O Giro dell'isola in barca (volta da ilha) de 2 horas, saindo da Marina Grande, passa pelas grutas Branca, Verde e do Corallo, pelo arco natural, pela Villa Malaparte sobre a Punta Massullo e por baixo do arco dos Faraglioni, e pode incluir a parada na Grotta Azzurra, com a troca para o barco a remo.
Passa por: Grotta Azzurra, Giro dell'isola in barca, Faraglioni di Capri.
Inclui: Passeio de barco pago à parte, por pessoa (grupo) ou por barco (privado); entrada na Grotta Azzurra paga à parte, no local (ingresso do sítio arqueológico mais o barco a remo). Fecha com mar agitado.
Dica: Faça o giro de manhã, quando a gruta está aberta com mais frequência e a luz é melhor; a fila de barcos na boca da gruta pode levar uma hora em julho e agosto. Confira na Marina Grande, no dia, se a gruta está aberta antes de comprar o passeio com parada nela.
Melhor época: De abril a outubro; a gruta fecha com mar agitado em qualquer mês.