Nápoles, Pompeia e Capri

Campânia

Nápoles, Pompeia e Capri

A capital da Campânia, as ruínas que o Vesúvio soterrou em 79 d.C. e a ilha de Capri, ligadas por trem regional e barco a partir de Nápoles.

Sul

Na foto: Lungomare Caracciolo, Napoli

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

Disponível no Google Play Envie suas fotos

Conheça o lugar

Uma região para viver
sem pressa.

Nápoles é a capital da Campânia, no sul da Itália, e a porta de entrada para um trecho da costa que junta cidade grande, sítios arqueológicos e ilha. O centro histórico, Patrimônio Mundial da Unesco, guarda ruas traçadas pelos gregos, igrejas barrocas, a Cappella Sansevero com o Cristo Velado e o Museo Archeologico Nazionale, onde estão os mosaicos e afrescos tirados de Pompeia e Herculano.

A uns 25 quilômetros dali fica Pompeia. A cidade romana foi coberta pelas cinzas do Vesúvio em 79 d.C. e hoje é um dos maiores sítios arqueológicos do mundo, com ruas, casas, termas e anfiteatro. A cidade moderna, ao lado, gira em torno do santuário de Nossa Senhora do Rosário. Herculano, a Villa di Poppea em Oplontis e a trilha até a cratera do Vesúvio completam o passeio pela área do vulcão.

Capri é a ilha no fim do golfo, a cerca de 50 minutos de aliscafo (barco rápido) de Nápoles. Tem a Piazzetta, os Giardini di Augusto com vista para os Faraglioni, Anacapri com a Villa San Michele e o teleférico de cadeirinha do Monte Solaro, as ruínas da Villa Jovis do imperador Tibério e a Grotta Azzurra, que só se visita de barco quando o mar deixa.

Para o brasileiro, a base mais prática é Nápoles: o trem de alta velocidade chega de Roma em cerca de 1h10, a Circumvesuviana leva a Pompeia e os barcos saem do porto para Capri. Pizza napolitana, café forte e limoncello fazem parte da cultura local.

Este roteiro reúne 3 cidades que combinam na mesma viagem: Nápoles, Capri, Pompeia.

Compartilhar: WhatsApp
Viajante, envie experiências através de fotos Até 5 fotos de cada lugar que você visitou.

Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.

Onde fica Nápoles, Pompeia e Capri
NápolesCapriPompeia

Contornos: ISTAT, limites administrativos 2026, CC BY 4.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Nápoles, Pompeia e Capri

✈ Aeroporto Internazionale di Napoli (Capodichino) (NAP) · 7 km até Nápoles

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. Quem chega a Roma segue de trem de alta velocidade até Napoli Centrale, em cerca de 1h10. Nápoles também tem aeroporto internacional (NAP). De Nápoles, a Circumvesuviana vai a Pompeia e os barcos saem do Molo Beverello para Capri.

Ponto de chegada sugerido: Nápoles

A experiência do lugar

O que fazer em Nápoles, Pompeia e Capri

Capri · Campânia · Gruta

Grotta Azzurra

Gruta marinha na costa noroeste de Capri, onde a luz que entra por baixo d'água pinta o mar de azul. A entrada é feita deitado num barquinho a remo.

Conhecer Grotta Azzurra

Ver mais 23 pontos em Nápoles, Pompeia e Capri

Para escolher antes de ir

Passeios em Nápoles, Pompeia e Capri

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Centro histórico de Nápoles a pé: Spaccanapoli, Duomo e San Gregorio Armeno

Sai de Piazza del Gesù Nuovo (metrô Dante ou Toledo) Caminhada pelo centro antigo cerca de 3 horas manhã fácil

O Centro storico di Napoli (Centro histórico de Nápoles), tombado pela UNESCO, segue o traçado grego de Neápolis: a Spaccanapoli, a rua reta que 'parte' a cidade ao meio, começa na Piazza del Gesù Nuovo, com a igreja de fachada de pedras em ponta e o claustro de majólica de Santa Chiara, e segue entre igrejas barrocas, palácios e bancas de rua até a Via Duomo. A Via San Gregorio Armeno é a rua dos presepi, com as oficinas de figuras de presépio o ano inteiro, de pastores a políticos. O Duomo di Napoli (Catedral de Nápoles), do século 13, guarda a Cappella del Tesoro di San Gennaro, com o busto e o sangue do padroeiro, que a cidade espera ver liquefazer-se em 19 de setembro, na primeira semana de maio e em 16 de dezembro, e a basílica de Santa Restituta, do século 4, com o batistério mais antigo do Ocidente. A Piazza San Domenico Maggiore e a Via dei Tribunali, com as pizzarias históricas, completam o giro.

Passa por: Centro storico di Napoli, Duomo di Napoli.

Inclui: Caminhada livre. Claustro de Santa Chiara, Tesoro di San Gennaro e batistério com ingressos pagos à parte; igrejas sem cobrança.

Dica: Comece às 9 h, quando as lojas abrem e as ruas ainda estão calmas. Pizza na Via dei Tribunali tem fila: vá antes do meio-dia ou às 15 h. Guarde o celular ao andar por ruas estreitas, como em qualquer cidade grande.

Melhor época: O ano todo. Em 19 de setembro, a festa de San Gennaro; em dezembro, a Via San Gregorio Armeno fica intransitável.

Museo Archeologico Nazionale: os tesouros de Pompeia

Sai de Metrô Museo (linha 1) ou Cavour (linha 2) Museu cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil

O Museo Archeologico Nazionale di Napoli (MANN) é o museu que completa Pompeia e Herculano: os mosaicos da Casa do Fauno, com a Batalha de Alexandre, de 1,5 milhão de tésselas; os afrescos retirados das villas no século 18; o Gabinete Secreto, com os objetos eróticos que ficaram trancados por séculos; os bronzes da Villa dei Papiri de Herculano; a coleção Farnese, com o Hércules e o Touro Farnese, o maior grupo escultórico da Antiguidade, esculpido num só bloco; e a coleção egípcia, uma das maiores da Itália. O prédio, o antigo Palazzo degli Studi do século 16, tem o salão da meridiana no andar de cima. É um museu para ver antes ou depois de Pompeia, porque quase tudo que estava nas casas está aqui.

Passa por: Museo Archeologico Nazionale di Napoli.

Inclui: Ingresso pago à parte (bilheteria no local ou online); fecha às terças; sem cobrança no primeiro domingo do mês. Audioguia pago à parte.

Dica: Vá antes de Pompeia, de preferência de manhã, e priorize os mosaicos, os afrescos e a coleção Farnese; o Gabinete Secreto tem horários próprios. O bilhete combinado Campania Artecard inclui o museu e transporte.

Melhor época: O ano todo.

Cappella Sansevero e o Cristo Velado

Sai de Via Francesco De Sanctis (Piazza San Domenico Maggiore) Capela com reserva cerca de 45 minutos manhã ou tarde fácil

A Cappella Sansevero, a capela da família do príncipe Raimondo di Sangro, alquimista e maçom do século 18, guarda o Cristo Velato (Cristo Velado), a escultura de Giuseppe Sanmartino de 1753 em que o véu de mármore sobre o corpo de Cristo parece tecido molhado, a peça mais visitada de Nápoles. Em volta, as esculturas alegóricas das virtudes, como a Pudicizia, de véu também, e o Disinganno, o homem que se liberta de uma rede de mármore; no teto, a Glória do Paraíso. Na cripta, as 'máquinas anatômicas', dois esqueletos com o sistema circulatório preservado por um método que ainda intriga. A capela é pequena e a visita é por horário, com número limitado; não se fotografa.

Passa por: Cappella Sansevero.

Inclui: Ingresso pago à parte, com reserva obrigatória de horário no site oficial (esgota com dias de antecedência). Fecha às terças.

Dica: Compre no site oficial do Museo Cappella Sansevero assim que tiver a data; os horários de fim de semana vão primeiro. Combine com a caminhada pela Spaccanapoli, a 50 m.

Melhor época: O ano todo.

Napoli Sotterranea: a cidade sob a cidade

Sai de Piazza San Gaetano, Via dei Tribunali Visita guiada subterrânea cerca de 1 h 30 manhã ou tarde moderada (escadas e passagens estreitas)

Napoli Sotterranea (Nápoles Subterrânea) desce 40 m por 136 degraus às cavidades de tufo escavadas pelos gregos no século 4 a.C. para extrair pedra, transformadas pelos romanos em aquedutos e cisternas, usadas como lixão nos séculos seguintes e como abrigo antiaéreo na Segunda Guerra, com os móveis e os brinquedos deixados por quem viveu ali durante os bombardeios de 1943. A visita guiada percorre as cisternas, o trecho estreito percorrido à luz de vela, a horta subterrânea e, na volta, os restos do teatro romano onde Nero cantou, escondidos sob as casas da Via dei Tribunali e alcançados por dentro de um apartamento. Há outras redes abaixo da cidade: a Galleria Borbonica, com os carros antigos dos anos 1950 abandonados no túnel do rei, e as Catacumbas de San Gennaro, no Rione Sanità.

Passa por: Napoli Sotterranea.

Inclui: Ingresso pago à parte, com visita guiada incluída (italiano e inglês), em horários fixos; reserva online recomendada.

Dica: Leve um casaco: a temperatura embaixo é de cerca de 15 °C. Quem tem claustrofobia pode pular o trecho das velas e esperar a volta do grupo. A Galleria Borbonica e as catacumbas são passeios à parte, com reserva.

Melhor época: O ano todo.

Piazza del Plebiscito, Palazzo Reale e Galleria Umberto I

Sai de Metrô Toledo (linha 1) ou Municipio Caminhada com palácio cerca de 3 horas tarde fácil

A Piazza del Plebiscito é a praça de 25 mil m² entre o Palazzo Reale e a colunata da basílica de San Francesco di Paola, inspirada no Panteão, com as estátuas equestres de Carlos III e Fernando I; a tradição local manda atravessá-la de olhos vendados entre as duas estátuas, o que ninguém consegue. O Palazzo Reale di Napoli (Palácio Real), de 1600, sede dos vice-reis espanhóis e dos Bourbon, tem a escadaria de mármore, os apartamentos históricos com o trono, a capela e o teatro de corte, e a Biblioteca Nacional com os papiros de Herculano. Ao lado, o Teatro di San Carlo, de 1737, o teatro de ópera mais antigo em atividade na Europa, com visitas guiadas. A Galleria Umberto I, de 1890, a galeria de ferro e vidro, dá para a Via Toledo, a rua de comércio; o Caffè Gambrinus, na esquina da praça, serve o café napolitano desde 1860.

Passa por: Piazza del Plebiscito, Palazzo Reale di Napoli, Galleria Umberto I.

Inclui: Praça e galeria sem cobrança. Palazzo Reale com ingresso pago à parte (fecha às quartas). Visita ao Teatro San Carlo paga à parte, com horários.

Dica: Faça este trecho no fim da tarde e termine no Lungomare. A estação Toledo do metrô, com o mosaico azul de Oscar Tusquets, vale a descida mesmo sem viajar.

Melhor época: O ano todo.

Lungomare, Castel dell'Ovo e Chiaia

Sai de Via Partenope (ônibus ou a pé da Piazza del Plebiscito) Caminhada à beira-mar cerca de 2 horas fim de tarde fácil

O Lungomare di Napoli, a orla de 3 km da Via Partenope à Mergellina, é o passeio dos napolitanos ao entardecer, com o golfo, o Vesúvio de um lado e Capri ao longe, sem carros no trecho principal. O Castel dell'Ovo (Castelo do Ovo), a fortaleza normanda sobre o ilhéu de Megaride, onde a lenda diz que Virgílio escondeu um ovo encantado que sustenta a cidade, fica ligado à orla por uma ponte, com o Borgo Marinari, o porto de barcos e restaurantes, ao pé; os terraços do castelo abrem à visita quando não há obras. Para trás da orla, o bairro de Chiaia, com a Villa Comunale, o parque de 1780, a Riviera di Chiaia e as ruas de lojas da Via dei Mille e da Via Filangieri; o Museo Diego Aragona Pignatelli Cortes, numa villa neoclássica, mostra como vivia a aristocracia. Da Mergellina, o funicular sobe a Posillipo.

Passa por: Lungomare di Napoli.

Inclui: Caminhada livre, sem cobrança. Castel dell'Ovo sem cobrança quando aberto (confirme). Museu Pignatelli com ingresso.

Dica: Vá entre 18 h e 20 h e termine no Borgo Marinari ou numa pizzaria da Via Partenope. Em dia claro, o Vesúvio e Capri aparecem inteiros; de manhã a luz vem de trás do vulcão.

Melhor época: O ano todo; nas noites de verão a orla fica cheia até tarde.

Ver mais 10 passeios

Castel Sant'Elmo e Certosa di San Martino: o Vomero

Sai de Funicular Centrale (de Via Toledo) ou Montesanto, até o Vomero Castelo-mirante e mosteiro-museu cerca de 3 horas tarde fácil (funicular; rampas)

O Vomero é a colina que domina Nápoles, alcançada em 5 minutos pelos funiculares. O Castel Sant'Elmo, a fortaleza em estrela de seis pontas construída pelos espanhóis em 1537 sobre o tufo, tem no terraço a vista mais ampla da cidade: o golfo inteiro, o Vesúvio, Capri, Ischia e o centro histórico aos pés, e abriga o museu Novecento a Napoli, de arte do século 20. Ao lado, a Certosa e Museo di San Martino, o mosteiro cartuxo do século 14 refeito em barroco por Cosimo Fanzago, com a igreja coberta de mármores, o claustro grande com o cemitério dos monges cercado de caveiras, os jardins em terraços sobre a cidade e o museu, com o presépio Cuciniello, o maior presépio napolitano do século 18, as barcaças reais e a seção de história da cidade. O bairro em volta é residencial, com a Via Scarlatti de lojas e a Villa Floridiana.

Passa por: Castel Sant'Elmo, Certosa e Museo di San Martino.

Inclui: Castel Sant'Elmo e Certosa com ingressos pagos à parte (a Certosa fecha às quartas; o castelo às terças). Funicular pago à parte (bilhete urbano).

Dica: Suba de funicular no meio da tarde, faça a Certosa primeiro (fecha mais cedo) e termine no terraço do castelo ao pôr do sol. Desça a pé pelas escadarias da Pedamentina (414 degraus) até o centro, se tiver luz do dia.

Melhor época: O ano todo.

Capodimonte: o palácio dos Bourbon e a pinacoteca

Sai de Ônibus (R4, 168, C63) ou Capodimonte Shuttle da estação Museu e parque cerca de 3 horas manhã fácil

O Museo e Real Bosco di Capodimonte ocupa o palácio que Carlos de Bourbon começou em 1738, no alto da cidade, para abrigar a coleção Farnese herdada da mãe: Ticiano (Dánae, o retrato de Paulo III com os sobrinhos), Masaccio, Botticelli, Bellini, Parmigianino (Antea), Bruegel (A parábola dos cegos), Caravaggio (A Flagelação de Cristo) e os cartões de Rafael e Michelangelo; no segundo andar, a pintura napolitana do século 17 (Ribera, Luca Giordano, Artemisia Gentileschi), a sala de porcelana da rainha Maria Amália e os apartamentos reais. O Real Bosco, o parque de 134 hectares, é o maior espaço verde da cidade, com a fábrica de porcelana de Capodimonte de 1743 e vista para o golfo. O museu fica longe do centro e por isso é tranquilo.

Passa por: Museo e Real Bosco di Capodimonte.

Inclui: Ingresso pago à parte (fecha às quartas); sem cobrança no primeiro domingo do mês. Parque sem cobrança.

Dica: O ônibus Capodimonte Shuttle sai da Piazza Garibaldi e do Museo Archeologico; confira a frequência. Reserve a manhã inteira, com o almoço no parque.

Melhor época: O ano todo; o parque é refúgio no verão.

Quartieri Spagnoli: as ruelas, o mural de Maradona e a cozinha de rua

Sai de Via Toledo (metrô Toledo) Caminhada de bairro cerca de 2 horas tarde moderada (ladeiras)

Os Quartieri Spagnoli são o quadriculado de ruas estreitas e íngremes aberto no século 16 para alojar as tropas espanholas, acima da Via Toledo: roupa estendida entre os prédios, Vespas, altares de rua, mercearias e as trattorias de bairro que servem o ragù e a pasta e patate. Na Via Emanuele De Deo, o mural de Diego Maradona pintado em 1990, depois do segundo título, virou santuário a céu aberto depois da morte do jogador, com fotos, camisas e vendedores de lembranças em volta; a 'Largo Maradona' recebe filas o dia todo. O bairro, que os guias desaconselhavam há vinte anos, hoje é um dos mais visitados da cidade, com visitas guiadas e cozinhas abertas; a Pignasecca, o mercado de rua na borda do bairro, é um dos mais antigos da cidade.

Passa por: Quartieri Spagnoli.

Inclui: Caminhada livre, sem cobrança. Comida de rua paga à parte.

Dica: Vá no fim da tarde, quando as ruas enchem de moradores; a partir da Via Toledo suba qualquer travessa. Coma a frittatina de massa e o cuoppo de frituras nas bancas. Como em todo bairro cheio, atenção às bolsas.

Melhor época: O ano todo.

Pompeia: a cidade romana sob as cinzas

Sai de Circumvesuviana, estação Pompei Scavi - Villa dei Misteri (35 min de Nápoles) Sítio arqueológico cerca de 5 horas dia inteiro moderada (calçamento irregular)

O Parco Archeologico di Pompei (Pompeia) é a cidade de cerca de 12 mil habitantes soterrada pela erupção do Vesúvio em 24 de agosto (ou outubro) de 79, descoberta em 1748 e escavada desde então em dois terços: ruas com os sulcos das carroças e as pedras de travessia, o Foro com o Vesúvio ao fundo, as termas Stabianas, o Lupanar, os teatros, o anfiteatro de 20 mil lugares, as padarias com moinhos, os termopólios (balcões de comida) e as casas com afrescos e mosaicos, como a Casa do Fauno, a Casa dos Vettii e a Casa do Poeta Trágico, com o 'Cave Canem'. No Horto dos Fugitivos e no Antiquarium estão os moldes de gesso dos corpos, feitos preenchendo os vazios deixados nas cinzas. A Villa dei Misteri (Villa dos Mistérios), nos arredores, a 10 minutos da entrada de Porta Marina, tem o ciclo de afrescos vermelhos sobre um rito dionisíaco, o mais conservado da Antiguidade. As casas abrem por rodízio: nem todas estão visitáveis no mesmo dia.

Passa por: Parco Archeologico di Pompei, Villa dei Misteri.

Inclui: Ingresso pago à parte, com horário marcado nos dias cheios, vendido no site oficial (bilhete Pompei ou Pompei+, com as villas suburbanas); sem cobrança no primeiro domingo do mês. Audioguia e visitas guiadas pagos à parte. O ingresso é nominal.

Dica: Entre por Porta Marina às 9 h com água, chapéu e tênis; pegue o mapa de papel na entrada e escolha um percurso de 3 a 4 horas (o site sugere itinerários). Há bebedouros e uma lanchonete no Foro. O parque limita o número de visitantes por dia: compre com antecedência.

Melhor época: O ano todo; de abril a junho e de setembro a outubro o calor é suportável; em julho e agosto vá cedo e saia à tarde. No verão há aberturas noturnas em alguns dias.

Herculano: a cidade enterrada pela lama vulcânica

Sai de Circumvesuviana, estação Ercolano Scavi (20 min de Nápoles) Sítio arqueológico cerca de 2 h 30 manhã fácil (sítio compacto)

O Parco Archeologico di Ercolano (Herculano) é a cidade de veraneio de 4 mil habitantes coberta em 79 por correntes de lama e cinza vulcânica a 400 °C, que carbonizaram e preservaram madeira, tecidos, alimentos e os andares superiores das casas, o que Pompeia não tem: portas, vigas, camas e prateleiras de madeira, a Casa do Relevo de Télefo, a Casa de Netuno e Anfitrite, com o mosaico azul, as termas e o Colégio dos Augustais. Nos arcos à beira da antiga praia estão os esqueletos de cerca de 300 pessoas que esperavam resgate pelo mar. O sítio, de 4,5 hectares escavados (o resto está sob a cidade moderna de Ercolano), é compacto e se vê em duas ou três horas, com sombra em várias casas, e costuma ser mais tranquilo que Pompeia. Da estação, a entrada fica a 10 minutos de descida pela Via IV Novembre.

Passa por: Parco Archeologico di Ercolano.

Inclui: Ingresso pago à parte (bilheteria no local ou online); sem cobrança no primeiro domingo do mês. Audioguia pago à parte.

Dica: Faça Herculano de manhã e o Vesúvio à tarde, pelo ônibus que sai da estação de Ercolano Scavi: ficam na mesma linha. O MAV, museu virtual ao lado, reconstrói as cidades em 3D.

Melhor época: O ano todo.

Vesuvio: a subida ao Gran Cono

Sai de Ercolano Scavi (ônibus Vesuvio Express) ou Pompei (ônibus EAV) Ônibus e caminhada até a cratera cerca de 4 horas manhã moderada (30 min de subida em cascalho)

O Vesuvio (Vesúvio), de 1.281 m, é o vulcão ativo que destruiu Pompeia e Herculano em 79, teve a última erupção em 1944 e é monitorado pelo Observatório Vesuviano; o Parque Nacional protege o cone. Os ônibus sobem até o estacionamento a 1.000 m, e dali a trilha de cascalho de cerca de 800 m sobe em 25 a 30 minutos até a borda do Vesuvio – Gran Cono (Grande Cone), a cratera de 500 m de diâmetro e 230 m de profundidade, com fumarolas, e o passeio ao longo da borda, com o golfo de Nápoles, as cidades aos pés, Capri e a península de Sorrento. Guias vulcanólogos acompanham os grupos no alto. O acesso é por horário marcado e número limitado; com vento forte, chuva ou nevoeiro o parque fecha a trilha, e no inverno a visibilidade falha com frequência.

Passa por: Vesuvio – Gran Cono.

Inclui: Ingresso ao parque pago à parte, com horário marcado, só no site oficial (vesuviopark.vivaticket.it); ônibus pagos à parte (Vesuvio Express de Ercolano, EAV de Pompei).

Dica: Compre o ingresso do parque antes do ônibus; sem ele não se entra. Leve casaco mesmo no verão (venta no alto), tênis fechado e água. Vá de manhã, antes das nuvens de tarde; em dia nublado o passeio não compensa.

Melhor época: De abril a outubro com mais dias claros; no inverno, só com previsão de céu limpo.

Santuário de Pompeia e a cidade moderna

Sai de Pompei (estação Circumvesuviana ou Trenitalia) Visita ao santuário cerca de 1 hora tarde fácil

A Pompeia moderna cresceu em torno do Santuario della Beata Vergine del Rosario di Pompei (Santuário de Nossa Senhora do Rosário), fundado em 1876 pelo advogado Bartolo Longo a partir de uma imagem comprada num brechó, e hoje um dos santuários marianos mais visitados da Itália, com cerca de 4 milhões de peregrinos por ano, muitos vindos do Brasil. A basílica, em estilo eclético, com a fachada de 1901 e o campanário de 80 m (com elevador e vista para as escavações e o Vesúvio), guarda o quadro da Virgem do Rosário em moldura de ouro e pedras; a Súplica à Virgem de Pompeia é rezada em 8 de maio e no primeiro domingo de outubro, quando a praça lota. A cidade moderna tem a praça com cafés e as lojas de lembranças; as escavações ficam a 15 minutos a pé.

Passa por: Santuario della Beata Vergine del Rosario di Pompei.

Inclui: Basílica sem cobrança; subida ao campanário paga à parte. Caminhada livre.

Dica: Combine com o dia das escavações: a basílica fica a 15 minutos a pé da saída da Piazza Anfiteatro. Nos dias da Súplica (8 de maio e primeiro domingo de outubro) o trânsito e os trens ficam lotados.

Melhor época: O ano todo.

Capri: Piazzetta, Giardini di Augusto e os Faraglioni

Sai de Marina Grande (balsa ou hidrofólio de Nápoles ou Sorrento) Bate-volta de barco e caminhada na ilha cerca de 7 horas dia inteiro moderada (escadas e ladeiras)

Capri, a ilha de 10 km² em frente a Sorrento, é alcançada em 50 minutos de hidrofólio de Nápoles ou 25 de Sorrento, até a Marina Grande, de onde o funicular sobe em 4 minutos à Piazzetta di Capri (a praça Umberto I), com os cafés, a torre do relógio e a vista para o golfo. A Via Camerelle, das grifes, leva aos Giardini di Augusto, os jardins em terraços de 1918 com a vista mais fotografada da ilha: os Faraglioni di Capri, os três rochedos de até 109 m que saem do mar, e a Via Krupp, a estrada em zigue-zague descendo a Marina Piccola. A Via Tragara é a caminhada panorâmica até o mirante sobre os Faraglioni. Na ponta leste, a Villa Jovis, a residência do imperador Tibério, que governou Roma de Capri entre 27 e 37, a 45 minutos de subida a pé, com o Salto di Tiberio, o precipício de 300 m. A ilha lota de visitantes de um dia entre 10 h e 17 h; quem dorme nela vê outra Capri.

Passa por: Piazzetta di Capri, Giardini di Augusto, Faraglioni di Capri, Villa Jovis.

Inclui: Balsa ou hidrofólio pagos à parte (reserva recomendada na alta temporada); funicular e ônibus pagos à parte. Giardini di Augusto e Villa Jovis com ingressos pequenos.

Dica: Pegue o primeiro hidrofólio da manhã e o último da tarde; nos dias de mar agitado os barcos atrasam ou são cancelados. Use ônibus e funicular (bilhetes na Marina Grande) e evite táxi, com tarifa alta. A Via Krupp costuma estar fechada por queda de pedras: a vista dos jardins é o que vale.

Melhor época: De abril a outubro; em julho e agosto a ilha lota; de novembro a março muitos hotéis e restaurantes fecham e os barcos reduzem.

Anacapri, Villa San Michele e Monte Solaro de teleférico

Sai de Capri (ônibus da Piazzetta ou da Marina Grande até Anacapri) Vila alta, casa-museu e teleférico cerca de 4 horas manhã fácil (teleférico de cadeira)

Anacapri, a vila alta da ilha, a 275 m, é mais tranquila que Capri e se alcança pelo ônibus que sobe a estrada de curvas sobre o mar. A Villa San Michele, a casa que o médico sueco Axel Munthe construiu entre 1896 e 1910 sobre uma villa romana, com a capela, a pérgula, a esfinge egípcia de granito voltada para o golfo e o jardim, é museu e abriga a fundação sueca; o livro de Munthe, A história de San Michele, foi um best-seller mundial. A Piazza Vittoria tem o teleférico de cadeiras individuais que sobe em 13 minutos ao Monte Solaro, o ponto mais alto da ilha, a 589 m, com a vista de 360 graus sobre os Faraglioni, os golfos de Nápoles e Salerno e, em dia limpo, a Calábria; a descida a pé pela trilha leva 1 hora, passando pela ermida de Santa Maria a Cetrella. A igreja de San Michele, em Anacapri, tem o piso de majólica de 1761 com o Paraíso Terrestre, visto de cima de um coro.

Passa por: Villa San Michele, Monte Solaro.

Inclui: Villa San Michele, teleférico (ida e volta ou só ida) e igreja de San Michele pagos à parte. Ônibus pago à parte.

Dica: Vá a Anacapri de manhã, antes dos grupos, suba ao Monte Solaro com o céu limpo e desça a pé. O ônibus Capri–Anacapri lota: embarque na Marina Grande direto para Anacapri, se estiver chegando.

Melhor época: De abril a outubro; o teleférico funciona o ano todo, com horário reduzido no inverno e parado com vento forte.

Grotta Azzurra e a volta da ilha de barco

Sai de Marina Grande, Capri Passeio de barco com entrada na gruta cerca de 2 h 30 manhã (luz melhor até o início da tarde) fácil

A Grotta Azzurra (Gruta Azul) é a caverna marinha com a boca de 1 m acima da água por onde os barcos a remo entram deitando os passageiros: dentro, a luz do sol entra por uma abertura submersa e ilumina a água de um azul elétrico, sobre 54 m de comprimento e 15 m de altura; os romanos a usavam como ninfeu de Tibério, com estátuas no fundo. O acesso é só com os barqueiros autorizados, a partir das lanchas ou do ponto na estrada de Anacapri, e depende do mar: com ondas ou maré alta a gruta fecha, o que é comum. O Giro dell'isola in barca (volta da ilha) de 2 horas, saindo da Marina Grande, passa pelas grutas Branca, Verde e do Corallo, pelo arco natural, pela Villa Malaparte sobre a Punta Massullo e por baixo do arco dos Faraglioni, e pode incluir a parada na Grotta Azzurra, com a troca para o barco a remo.

Passa por: Grotta Azzurra, Giro dell'isola in barca, Faraglioni di Capri.

Inclui: Passeio de barco pago à parte, por pessoa (grupo) ou por barco (privado); entrada na Grotta Azzurra paga à parte, no local (ingresso do sítio arqueológico mais o barco a remo). Fecha com mar agitado.

Dica: Faça o giro de manhã, quando a gruta está aberta com mais frequência e a luz é melhor; a fila de barcos na boca da gruta pode levar uma hora em julho e agosto. Confira na Marina Grande, no dia, se a gruta está aberta antes de comprar o passeio com parada nela.

Melhor época: De abril a outubro; a gruta fecha com mar agitado em qualquer mês.

Dia a dia

Roteiro de 3, 5 e 7 dias em Nápoles, Pompeia e Capri

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

3 dias · Nápoles, Pompeia e Capri em 3 dias

Para Primeira vez, chegando de Roma de trem, com um dia para cada coisa. · Base em Nápoles, no centro histórico ou em Chiaia
  1. Dia 1 · Nápoles

    Chegada a Napoli Centrale (de Roma, 1 h 10 de alta velocidade). Spaccanapoli, Duomo e San Gregorio Armeno de manhã; Cappella Sansevero no horário reservado; tarde no Museo Archeologico; Piazza del Plebiscito e Lungomare ao entardecer, pizza na Via dei Tribunali ou na Via Partenope.

  2. Dia 2 · Pompeia

    Circumvesuviana de Porta Nolana ou Garibaldi até Pompei Scavi (35 minutos); escavações com ingresso de horário marcado, 4 a 5 horas, com a Villa dei Misteri; Santuário à tarde; volta a Nápoles para os Quartieri Spagnoli à noite.

  3. Dia 3 · Capri

    Primeiro hidrofólio do Molo Beverello (50 minutos); funicular à Piazzetta, Giardini di Augusto e Via Tragara; ônibus a Anacapri para a Villa San Michele e o Monte Solaro; volta no fim da tarde. Noite no Vomero, com o Castel Sant'Elmo, ou no Lungomare.

5 dias · Nápoles, Pompeia e Capri em 5 dias: com Herculano, Vesúvio e uma noite em Capri
Para Quem quer os dois sítios, o vulcão e dormir na ilha. · Base em Nápoles (3 noites) e Capri (1 noite)
  1. Dia 1 · Nápoles: centro histórico

    Chegada. Spaccanapoli, Duomo, San Gregorio Armeno; Cappella Sansevero reservada; Napoli Sotterranea à tarde; pizza na Via dei Tribunali.

  2. Dia 2 · Nápoles: museus e orla

    Museo Archeologico de manhã; Piazza del Plebiscito, Palazzo Reale, Galleria Umberto e Via Toledo; funicular ao Vomero para a Certosa di San Martino e o pôr do sol no Castel Sant'Elmo; Quartieri Spagnoli à noite.

  3. Dia 3 · Herculano e Vesúvio

    Circumvesuviana até Ercolano Scavi; Herculano de manhã (2 h 30); ônibus ao Vesúvio com ingresso de horário marcado, subida ao Gran Cono à tarde; volta a Nápoles e jantar no Lungomare.

  4. Dia 4 · Pompeia e Capri

    Pompeia logo na abertura, 4 horas; trem a Sorrento (30 minutos) e hidrofólio a Capri no fim da tarde (25 minutos); Piazzetta e Giardini di Augusto ao entardecer, noite em Capri, com a ilha vazia.

  5. Dia 5 · Capri

    Giro da ilha de barco com a Grotta Azzurra pela manhã; Anacapri, Villa San Michele e Monte Solaro à tarde; hidrofólio de volta a Nápoles no fim do dia.

7 dias · Nápoles, Pompeia e Capri em 7 dias: a baía inteira
Para Uma semana com base em Nápoles e duas noites entre Capri e Sorrento, sem carro. · Base em Nápoles (5 noites) e Capri (2 noites)
  1. Dia 1 · Nápoles: centro histórico

    Chegada. Spaccanapoli, Duomo e Tesoro di San Gennaro, San Gregorio Armeno; Cappella Sansevero reservada; Via dei Tribunali à noite.

  2. Dia 2 · Nápoles: museus

    Museo Archeologico de manhã; Napoli Sotterranea ou Galleria Borbonica à tarde; Piazza del Plebiscito e Lungomare ao entardecer.

  3. Dia 3 · Pompeia

    Pompeia com ingresso de horário marcado, dia quase inteiro, com a Villa dei Misteri; Santuário no fim da tarde.

  4. Dia 4 · Herculano e Vesúvio

    Circumvesuviana até Ercolano Scavi para Herculano de manhã, com as casas de madeira preservada e os esqueletos da antiga praia; ônibus ao Vesúvio à tarde, com o ingresso do parque reservado, e a volta da cratera; jantar nos Quartieri Spagnoli.

  5. Dia 5 · Capodimonte e Vomero

    Capodimonte de manhã; funicular ao Vomero, Certosa di San Martino e Castel Sant'Elmo; hidrofólio para Capri no fim da tarde e noite na ilha.

  6. Dia 6 · Capri

    Giro da ilha de barco pela manhã, com a parada na Grotta Azzurra se o mar permitir; subida a pé à Villa Jovis, com o Salto di Tiberio, depois do almoço; Via Tragara até o mirante dos Faraglioni ao pôr do sol e noite na Piazzetta, com a ilha vazia dos visitantes de um dia.

  7. Dia 7 · Anacapri e volta

    Anacapri, Villa San Michele e Monte Solaro; hidrofólio de volta a Nápoles ou a Sorrento para seguir à Costa Amalfitana.

Melhor época

Quando ir: Nápoles, Pompeia e Capri mês a mês

Primavera (abril a junho) e início do outono (setembro e outubro) costumam ter clima agradável para andar nas ruínas e no mar. Julho e agosto são quentes e cheios, e em Pompeia há pouca sombra. No inverno, de dezembro a fevereiro, há menos barcos para Capri e a Grotta Azzurra fecha mais vezes por causa do mar. As estações são invertidas em relação ao Brasil.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva alta

inverno · cidade sem turistas

Inverno. Na estação de Napoli Capodichino, normais 1991–2020: média de 9,1 °C (máximas de 13 °C) e cerca de 92 mm de chuva. Dias curtos e úmidos, com sol entre as frentes; o Vesúvio pode ter neve no alto e a trilha fecha com nevoeiro. Pompeia e os museus vazios; Capri quase fechada, com barcos reduzidos. Em 17 de janeiro, Santo Antão, fogueiras nos bairros.

Fevereiro Chuva alta

inverno · Carnaval

Inverno. Na estação de Napoli Capodichino, normais 1991–2020: média de 9,4 °C e cerca de 95 mm de chuva. Carnaval com desfiles nos bairros; museus tranquilos. Ainda frio para Capri, que segue em ritmo de inverno. Bom mês para Pompeia e Herculano sem calor nem fila.

Março Chuva alta

primavera começando · Pompeia sem calor

Primavera começando. Na estação de Napoli Capodichino, normais 1991–2020: média de 11,9 °C e cerca de 78 mm de chuva. Dias alongando, amendoeiras no Vesúvio; os hidrofólios para Capri voltam à frequência normal no fim do mês. Horário de verão europeu no último domingo: 4 horas a mais que Brasília.

Abril Chuva alta

primavera · Páscoa e Capri reabrindo

Primavera. Na estação de Napoli Capodichino, normais 1991–2020: média de 14,7 °C e cerca de 99 mm de chuva, em pancadas. A Semana Santa e a Páscoa lotam o centro histórico e Capri reabre os hotéis; em 25 de abril, feriado. Época boa para o Vesúvio, com céu mais limpo, e para Pompeia.

Maio Chuva média

primavera · San Gennaro e Súplica

Primavera plena. Na estação de Napoli Capodichino, normais 1991–2020: média de 19 °C e cerca de 59 mm de chuva. Clima ideal para tudo: sítios, ilha, orla. No primeiro sábado de maio, o primeiro milagre de San Gennaro do ano; em 8 de maio, a Súplica em Pompeia. Movimento alto; reserve Sansevero, Pompeia e hidrofólios.

Junho Chuva baixa

verão · mar morno

Verão. Na estação de Napoli Capodichino, normais 1991–2020: média de 23,1 °C e cerca de 33 mm de chuva. Calor crescente, mar morno em Capri e na costa. Pompeia e Vesúvio de manhã; museus à tarde. Em 2 de junho, feriado da República. Noites longas no Lungomare.

Julho Chuva baixa

verão · calor forte

Verão. Na estação de Napoli Capodichino, normais 1991–2020: média de 25,6 °C (máximas acima de 31 °C) e cerca de 29 mm de chuva. Pompeia a pleno sol é cansativa: entre às 9 h e saia ao meio-dia, ou vá nas aberturas noturnas. Capri lota entre 10 h e 17 h. Mar como refúgio.

Agosto Chuva baixa

verão · Ferragosto

Verão. Na estação de Napoli Capodichino, normais 1991–2020: média de 26,2 °C e cerca de 36 mm de chuva, com tempestades no fim do mês. Em 15 de agosto muitos napolitanos saem e lojas de bairro fecham; os sítios e museus seguem abertos. Capri e Sorrento no pico; hidrofólios e hotéis esgotados sem reserva.

Setembro Chuva média

fim do verão · San Gennaro

Fim do verão. Na estação de Napoli Capodichino, normais 1991–2020: média de 22,2 °C e cerca de 89 mm de chuva, em tempestades. Em 19 de setembro, a festa de San Gennaro, com o milagre esperado na catedral e a cidade em festa. Mar ainda morno em Capri, Pompeia com calor suportável a partir da segunda quinzena. Um dos melhores meses.

Outubro Chuva alta

outono · Súplica e luz dourada

Outono. Na estação de Napoli Capodichino, normais 1991–2020: média de 18,4 °C e cerca de 136 mm de chuva, com dias de chuva forte. Tardes amenas, Pompeia e Vesúvio com temperatura boa; primeiro domingo, a Súplica em Pompeia. Capri começa a esvaziar e os barcos reduzem no fim do mês. O horário de verão europeu termina no último domingo: 5 horas de diferença para Brasília.

Novembro Chuva alta

outono · mês mais chuvoso

Outono avançado. Na estação de Napoli Capodichino, normais 1991–2020: média de 13,9 °C e cerca de 152 mm de chuva, o mês mais chuvoso. Capri em ritmo de inverno, Vesúvio frequentemente fechado por nevoeiro; Nápoles de museus e pizzarias. Dia 1º é feriado.

Dezembro Chuva alta

inverno · presépios e San Gennaro

Inverno. Na estação de Napoli Capodichino, normais 1991–2020: média de 10,1 °C e cerca de 112 mm de chuva. A Via San Gregorio Armeno vira o centro da cidade, com os presépios; em 16 de dezembro, o terceiro milagre de San Gennaro. Entre o Natal e o Ano-Novo a cidade enche; o réveillon no Lungomare tem fogos. Capri fechada em boa parte.

Planeje o caminho

Como chegar: Nápoles, Pompeia e Capri

Do Brasil de avião: por Roma ou com conexão para Nápoles

Não há voo direto do Brasil para Nápoles. O caminho mais usado é o voo direto de São Paulo ou do Rio para Roma Fiumicino e o trem de alta velocidade Roma–Napoli (cerca de 1 h 10, Frecciarossa ou Italo; há trens que partem da estação do próprio aeroporto com baldeação em Roma); a outra opção é um voo com conexão em outra cidade europeia até Nápoles Capodichino (NAP), a 6 km do centro, ligado à estação central e ao porto pelo ônibus Alibus em 20 a 30 minutos, ou pelo metrô linha 1 (estação Capodichino-Aeroporto, prevista para entrar em operação; confirme). Confirme antes de comprar.

De trem de outras cidades

Napoli Centrale (Piazza Garibaldi) recebe os trens de alta velocidade: Roma cerca de 1 h 10, Firenze cerca de 2 h 50, Milano cerca de 4 h 20, Bari cerca de 4 h (regional/Intercity, ou alta velocidade via Caserta em menos), Salerno 35 a 40 minutos. Parte dos trens para em Napoli Afragola, fora da cidade: confira na compra. Para Pompeia, Herculano e Sorrento, a Circumvesuviana (EAV) parte da estação de Porta Nolana e de Garibaldi (sob a Centrale): Ercolano Scavi 20 minutos, Pompei Scavi 35 minutos, Sorrento 1 h 10; trens sem reserva, cheios e sem ar-condicionado em parte da frota. A Trenitalia também chega a Pompei (estação da cidade moderna) pela linha de Salerno, e o Campania Express da EAV é uma versão com lugar marcado para turistas.

De barco: Capri, Sorrento e as ilhas

Do Molo Beverello, no porto de Nápoles (metrô Municipio), saem os hidrofólios para Capri (cerca de 50 minutos; SNAV, NLG) e as balsas da Caremar do Calata Porta di Massa (cerca de 1 h 20); de Sorrento, hidrofólios a Capri em 25 minutos. Também há barcos para Ischia e Procida, e na temporada para Positano e Amalfi. Compre com antecedência em julho e agosto e confira o mar: com ondas os horários atrasam ou são cancelados. Bagagem grande paga à parte nos hidrofólios.

De carro: Nápoles, ZTL e o estacionamento

A A1 (Autostrada del Sole) chega de Roma em cerca de 225 km; a A3 segue a Salerno e à Calábria; a A16 vai a Bari. Dirigir em Nápoles é difícil: trânsito intenso, ZTL (zona de trânsito limitado) no centro histórico, em Chiaia e na orla, com câmeras e multas enviadas pela locadora, e poucas vagas. Para Pompeia e Herculano há estacionamentos pagos nas entradas; em Capri os carros de fora não entram na temporada. O carro só faz sentido para seguir ao interior ou à Puglia; dentro da baía, trem e barco resolvem.

Como circular em Nápoles

Metrô linha 1 (Garibaldi–Toledo–Museo–Vomero, com as 'estações da arte'), linha 2 (Trenitalia, Garibaldi–Cavour–Mergellina), quatro funiculares para o Vomero e ônibus ANM; o bilhete urbano vale 90 minutos e há passes diários e semanais, vendidos em tabacarias e máquinas. A Campania Artecard (3 ou 7 dias) combina transporte regional e museus, incluindo Pompeia e o MANN. Táxis oficiais são brancos, com tarifas fixas para o aeroporto e o porto afixadas no carro; combine o valor antes. O centro histórico e Chiaia se andam a pé.

Ingressos e reservas

Pompeia: ingresso nominal no site oficial, com horário marcado nos dias cheios e número diário limitado. Vesúvio: ingresso do parque com horário, só no site oficial, antes de pegar o ônibus. Cappella Sansevero: reserva obrigatória online, com dias de antecedência. Museo Archeologico, Herculano, Palazzo Reale, Certosa e Capodimonte: online evita fila; sem cobrança no primeiro domingo do mês nos museus estatais. Capri: hidrofólios com reserva na alta temporada. Nápoles e Capri cobram taxa de estadia por noite, paga na hospedagem; Capri cobra taxa de desembarque no bilhete do barco. Confira a tabela atual.

Documentos e fuso horário para o brasileiro

A Itália está no espaço Schengen: o brasileiro entra com o passaporte válido, sem visto para turismo de até 90 dias. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Na entrada podem pedir passagem de volta, comprovante de onde vai ficar e meios para a estada; o seguro de viagem com cobertura médica é exigido para o espaço Schengen. Menores viajando sem os dois pais: confirme as exigências antes de ir. O fuso é o da Europa Central (CET): a Itália fica 4 horas à frente de Brasília no horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro, e 5 horas no resto do ano. A tomada é a de dois ou três pinos redondos, 230 V.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

Primavera (abril a junho) e início do outono (setembro e outubro) costumam ter clima agradável para andar nas ruínas e no mar. Julho e agosto são quentes e cheios, e em Pompeia há pouca sombra. No inverno, de dezembro a fevereiro, há menos barcos para Capri e a Grotta Azzurra fecha mais vezes por causa do mar. As estações são invertidas em relação ao Brasil.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Três a quatro dias funcionam bem: dois em Nápoles (centro histórico, museus e orla), um em Pompeia (ou Pompeia e Herculano, para quem tem fôlego) e um em Capri. Com cinco dias dá para incluir a subida ao Vesúvio e uma noite na ilha. Pompeia e Capri dá para fazer como passeio de um dia a partir de Nápoles, voltando para dormir na cidade.

Em que cidade se hospedar

Em Nápoles, o centro histórico (entre a Via dei Tribunali e a Spaccanapoli) deixa a pé as igrejas e a Cappella Sansevero. A área da Via Toledo e da Piazza del Plebiscito é central e perto do porto. Chiaia e a orla da Via Partenope ficam junto ao mar, com acesso fácil ao Molo Beverello. Perto da estação Napoli Centrale ajuda quem vai pegar trem cedo. Em Capri, dormir na ilha permite ver a Piazzetta mais vazia à noite; Anacapri costuma ser mais tranquila. Em Pompeia, há hospedagem perto da entrada das ruínas para quem quer começar cedo. A taxa de turismo é cobrada na hospedagem.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Nápoles, Pompeia e Capri

Como chego a Nápoles saindo do Brasil?

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. A opção mais comum é voar até Roma e seguir de trem de alta velocidade da Trenitalia ou da Italo até Napoli Centrale, em cerca de 1h10. Também há voos com conexão na Europa direto para o aeroporto de Nápoles (NAP), ligado ao centro pelo ônibus Alibus.

Quantos dias reservar para Nápoles, Pompeia e Capri?

O mínimo confortável é de três dias: um para Nápoles, um para Pompeia e um para Capri. Com quatro ou cinco dias dá para ver os museus de Nápoles com calma, juntar Herculano ou o Vesúvio à visita de Pompeia e dormir uma noite em Capri.

Preciso alugar carro?

Não. Nápoles tem metrô, funiculares e ônibus, e o centro histórico é zona de trânsito limitado (ZTL), fechada para carros de fora. A Circumvesuviana liga Nápoles a Herculano, Pompeia e Sorrento, e Capri só se alcança de barco. Na ilha circulam ônibus, táxis e o funicular; carro de visitante não é o caminho.

Dá para ir a Pompeia e a Capri saindo de Roma no mesmo dia?

Pompeia dá, com esforço: trem de alta velocidade até Nápoles (cerca de 1h10) e mais uns 35 a 40 minutos de Circumvesuviana até Pompei Scavi, ida e volta no mesmo dia. Capri, saindo de Roma, fica corrido demais por depender de trem e barco. O melhor é dormir em Nápoles e fazer cada passeio em um dia.

Qual a melhor época para ir?

De abril a junho e em setembro e outubro o clima costuma ser bom para caminhar e os barcos para Capri saem com mais frequência. Julho e agosto são os meses mais quentes e cheios. No inverno há menos barcos e a Grotta Azzurra fecha com mais frequência por causa do mar.

Conhecer outros destinos Buscar por região e cidade
Voltar
Cidade Turismo pelo mundo: Brasil Argentina Chile Colômbia Peru Uruguai Alemanha Bélgica Espanha França Grécia Holanda Irlanda Itália Portugal Reino Unido Suíça