Milão e Lago de Como

Lombardia

Milão e Lago de Como

A capital da moda e do design, com o Duomo, a Última Ceia e os Navigli, a uma hora de trem das vilas e dos barcos do Lago de Como.

Norte

Na foto: Villa del Balbianello, Lago de Como

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Milão é a capital da Lombardia e a cidade de negócios, moda e design da Itália. O centro gira em torno da Piazza del Duomo, onde a catedral gótica de mármore, com terraços abertos à visita, fica ao lado da Galleria Vittorio Emanuele II e a poucos passos do Teatro alla Scala.

A cidade guarda obras que muita gente só conhece dos livros: a Última Ceia de Leonardo da Vinci, no antigo refeitório de Santa Maria delle Grazie, a Pietà Rondanini de Michelangelo, no Castello Sforzesco, e a coleção da Pinacoteca di Brera. À noite, o movimento se concentra nos canais dos Navigli e nas ruas de Brera, na hora do aperitivo.

Ao norte, a cerca de 50 km, começa o Lago de Como. A cidade de Como fica na ponta sul do lago, com catedral, funicular para Brunate e um passeio à beira d'água até Villa Olmo. No centro do lago, Bellagio ocupa a ponta onde o lago se divide em dois braços e serve de base para visitar de barco Varenna, Villa Carlotta e Villa del Balbianello.

Para o brasileiro, a combinação é prática: chega-se por Milão, circula-se de trem e de barco, sem precisar de carro. Milão rende bem o ano todo; no lago, a temporada de barcos e de jardins das vilas costuma ir de março ou abril a outubro ou início de novembro.

Este roteiro reúne 3 cidades que combinam na mesma viagem: Milão, Bellagio, Como.

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Onde fica Milão e Lago de Como
MilãoBellagioComo

Contornos: ISTAT, limites administrativos 2026, CC BY 4.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Milão e Lago de Como

✈ Aeroporto di Milano Malpensa (MXP) · 50 km até Milão

✈ Aeroporto di Milano Linate (LIN) · 8 km até Milão

A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. Os voos chegam a Milano Malpensa (MXP), ligado ao centro pelo Malpensa Express. De Milano Centrale saem trens para Como em cerca de 40 minutos a 1 hora e para Varenna, de onde a balsa cruza para Bellagio.

Ponto de chegada sugerido: Milão

A experiência do lugar

O que fazer em Milão e Lago de Como

Como · Lombardia · Catedral

Duomo di Como

Catedral de mármore construída entre os séculos XIV e XVIII, que une gótico e renascimento, com cúpula de Filippo Juvarra e estátuas dos dois Plínios na fachada.

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Milão · Lombardia · Catedral

Duomo di Milano

A catedral gótica de mármore no coração de Milão, com milhares de estátuas, vitrais enormes e terraços no telhado entre as agulhas, com vista para a cidade.

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Passeios em Milão e Lago de Como

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Duomo di Milano e os terraços

Sai de Piazza del Duomo (metrô M1/M3 Duomo) Catedral e subida aos terraços cerca de 2 h 30 manhã ou fim de tarde moderada (escadas; há elevador)

O Duomo di Milano (Catedral de Milão), começado em 1386 e terminado só no século 19, é a maior igreja gótica da Itália, em mármore rosa de Candoglia, com 135 pináculos e mais de 3 mil estátuas; no mais alto, a 108 m, a Madonnina dourada, que por tradição nenhum prédio da cidade podia ultrapassar. A nave tem 52 pilares e os vitrais mais extensos do gótico; no chão, a meridiana de 1786. A subida aos terraços (Terrazze), por escada ou elevador, leva a um passeio entre os arcobotantes e os pináculos, com a praça abaixo e, em dia limpo, os Alpes ao fundo. A área arqueológica sob a praça mostra o batistério do século 4 onde Santo Ambrósio batizou Santo Agostinho. O Museo del Duomo, no Palazzo Reale ao lado, guarda as esculturas originais e os modelos de madeira da catedral.

Passa por: Duomo di Milano.

Inclui: Ingresso pago à parte, com várias combinações (catedral, terraços por escada ou elevador, museu, área arqueológica), vendido no site oficial com horário marcado; a fila sem reserva é longa. Vestimenta: ombros e joelhos cobertos.

Dica: Reserve no site da Veneranda Fabbrica do Duomo o bilhete com terraços no fim da tarde, quando o mármore fica dourado. Entre primeiro nos terraços e desça à catedral depois; o guarda-volumes é obrigatório para mochilas.

Melhor época: O ano todo; nos dias claros de inverno os Alpes aparecem dos terraços.

Galleria Vittorio Emanuele II, Teatro alla Scala e o centro

Sai de Piazza del Duomo Caminhada pelo centro cerca de 2 horas tarde fácil

A Galleria Vittorio Emanuele II, inaugurada em 1867, liga a Piazza del Duomo à Piazza della Scala sob uma cúpula de ferro e vidro de 47 m: cafés históricos (Camparino, de 1915), as grifes e, no chão, o mosaico do touro de Turim onde a tradição manda girar o calcanhar. Do outro lado, o Teatro alla Scala, inaugurado em 1778, abre a temporada em 7 de dezembro, dia de Santo Ambrósio; o museu do teatro deixa espiar a sala de camarotes vermelha e dourada quando não há ensaio, com os retratos de Verdi, Toscanini e Callas. Em volta: a Piazza dei Mercanti, o núcleo medieval com a Loggia degli Osii, a Pinacoteca Ambrosiana, com o Cesto de frutas de Caravaggio e o Códice Atlântico de Leonardo, e o Palazzo Reale, que recebe grandes exposições.

Passa por: Galleria Vittorio Emanuele II, Teatro alla Scala.

Inclui: Galeria e praças sem cobrança. Museo Teatrale alla Scala com ingresso pago à parte (a visita à sala depende da programação); Pinacoteca Ambrosiana com ingresso.

Dica: Para assistir a uma ópera ou um balé na Scala, compre com meses de antecedência no site do teatro; há ingressos de galeria vendidos no dia, com fila. No museu, pergunte na entrada se a sala está visível naquela hora.

Melhor época: O ano todo; a temporada lírica vai de dezembro a julho e a de balé no verão e no outono.

Cenacolo Vinciano: a Última Ceia de Leonardo

Sai de Santa Maria delle Grazie (metrô M1/M2 Cadorna ou bonde 16) Visita com reserva obrigatória 15 minutos de visita (turno fixo) manhã ou tarde fácil

O Cenacolo Vinciano (A Última Ceia) é a pintura mural de Leonardo da Vinci no refeitório do convento dominicano de Santa Maria delle Grazie, feita entre 1495 e 1498 para Ludovico Sforza. Leonardo usou têmpera e óleo sobre reboco seco, em vez de afresco, e a obra começou a se deteriorar ainda em vida dele; sobreviveu a uma porta aberta na parede, ao uso do refeitório como estábulo por tropas de Napoleão e a um bombardeio de 1943 que derrubou o teto, e passou por uma restauração de 21 anos até 1999. A visita é em grupos de poucas pessoas, por 15 minutos, depois de câmaras que estabilizam a umidade. Na parede oposta está a Crucificação de Montorfano, de 1495. A igreja ao lado, com a tribuna de Bramante, tem entrada sem cobrança.

Passa por: Cenacolo Vinciano.

Inclui: Ingresso pago à parte, com reserva obrigatória de dia e horário no site oficial do Cenacolo; os ingressos são postos à venda por períodos e esgotam em horas. Fecha às segundas. Audioguia pago à parte.

Dica: Entre no site oficial (cenacolovinciano.org) na data em que o trimestre seguinte é liberado e compre na hora; sem isso, resta pagar uma visita guiada de agência que inclui o ingresso. Chegue 20 minutos antes; atrasados não entram.

Melhor época: O ano todo; qualquer data exige reserva com antecedência.

Castello Sforzesco e Parco Sempione

Sai de Metrô M1 Cairoli ou M2 Lanza Castelo, museus e parque cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil

O Castello Sforzesco (Castelo Sforzesco), reconstruído por Francesco Sforza a partir de 1450 sobre a fortaleza dos Visconti, com a torre do Filarete de 70 m na entrada, abriga os museus cívicos de Milão: a Pietà Rondanini, a última escultura de Michelangelo, inacabada, instalada no antigo hospital espanhol; a Sala delle Asse, com a pérgula de amoreiras pintada por Leonardo em 1498; o museu de arte antiga, a pinacoteca (Mantegna, Bellini, Canaletto), o museu de instrumentos musicais e o egípcio. Atrás, o Parco Sempione, de 1888, com 38 hectares, tem o Arco della Pace, a Torre Branca (mirante de 108 m, de Gio Ponti), o aquário cívico e a Triennale, museu de design. Os pátios do castelo são abertos e sem cobrança.

Passa por: Castello Sforzesco.

Inclui: Pátios e parque sem cobrança. Museus do castelo com ingresso pago à parte (um bilhete para todos); fecham às segundas. Torre Branca paga à parte.

Dica: Vá à Pietà Rondanini na abertura, quando a sala está vazia. O castelo fica no caminho entre o Duomo e o Cenacolo: dá para combinar os três no mesmo dia.

Melhor época: O ano todo; no verão o parque tem eventos à noite.

Brera: Pinacoteca e o bairro dos artistas

Sai de Metrô M2 Lanza ou M3 Montenapoleone Museu e caminhada cerca de 3 horas tarde fácil

A Pinacoteca di Brera, no Palazzo di Brera do século 17 que também abriga a Academia de Belas Artes, a biblioteca e o jardim botânico, foi fundada por Napoleão em 1809 e guarda a pintura do norte da Itália: o Cristo morto de Mantegna, o Esponsalício da Virgem de Rafael, a Pala di Brera de Piero della Francesca, a Ceia em Emaús de Caravaggio, Bellini, Tintoretto, Hayez (O Beijo) e os Macchiaioli. O bairro de Brera, em volta, era o bairro dos artistas e hoje mistura galerias, antiquários, ateliês e os bares da Via Fiori Chiari e da Via Madonnina; o Orto Botanico, atrás do palácio, é um refúgio entre muros. Perto, a igreja de San Simpliciano e a Chiesa di San Marco.

Passa por: Pinacoteca di Brera, Brera.

Inclui: Pinacoteca com ingresso pago à parte (reserva online recomendada); fecha às segundas; sem cobrança no primeiro domingo do mês. Orto Botanico sem cobrança.

Dica: Faça a Pinacoteca no meio da tarde e saia para o aperitivo nas ruas do bairro, que começa por volta das 18 h. Na terceira domingo do mês há feira de antiguidades na Via Brera.

Melhor época: O ano todo; nas noites de primavera e verão as mesas tomam as ruas.

Navigli: os canais, o aperitivo e o mercado de antiguidades

Sai de Metrô M2 Porta Genova Caminhada à beira dos canais cerca de 2 h 30 fim de tarde e noite fácil

Os Navigli são os canais que ligavam Milão aos lagos e ao rio Ticino desde o século 12, usados para trazer o mármore do Duomo; a maioria foi coberta nos anos 1930, e restam o Naviglio Grande e o Naviglio Pavese, que se encontram na Darsena, o antigo porto, reaberto como praça d'água em 2015. Ao longo do Naviglio Grande ficam os antigos pátios de lavadeiras (o Vicolo dei Lavandai), ateliês, galerias e dezenas de bares que servem o aperitivo milanês, o drinque com buffet, a partir das 18 h; é a noite mais animada da cidade. No último domingo do mês, o Mercatone dell'Antiquariato ocupa 2 km de margem com cerca de 400 bancas. Barcos de passeio fazem a volta pelo canal na temporada. Pelo Naviglio Pavese, uma ciclovia vai até Pavia, com a Certosa no caminho.

Passa por: Navigli.

Inclui: Caminhada livre. Aperitivo e barcos pagos à parte; mercado sem cobrança.

Dica: Chegue ao entardecer, caminhe pelo canal e escolha um bar com mesa à beira d'água; o buffet do aperitivo substitui o jantar para muitos. O mercado do último domingo começa cedo e vai até o fim da tarde.

Melhor época: De abril a outubro as margens estão cheias; no inverno os bares seguem abertos, com menos movimento.

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Basilica di Sant'Ambrogio e San Lorenzo: a Milão antiga

Sai de Metrô M2 Sant'Ambrogio Caminhada entre igrejas cerca de 2 horas manhã fácil

A Basilica di Sant'Ambrogio foi fundada em 386 por Santo Ambrósio, bispo e padroeiro de Milão, e reconstruída em românico lombardo entre os séculos 11 e 12, com o átrio de colunas, as duas torres de alturas diferentes e, dentro, o altar de ouro de Vuolvinio, do século 9, o ciborio e, na cripta, os corpos de Ambrósio e dos mártires Gervásio e Protásio, em urna de vidro. O sacello de San Vittore in Ciel d'Oro tem mosaicos do século 5. A 10 minutos, a Basilica di San Lorenzo Maggiore, do século 4, com as 16 colunas romanas em frente (Colonne di San Lorenzo), ponto de encontro à noite, e a Cappella di Sant'Aquilino com mosaicos paleocristãos; perto, o Parco delle Basiliche e Sant'Eustorgio, com a Cappella Portinari. É a Milão anterior ao Duomo, pouco visitada.

Passa por: Basilica di Sant'Ambrogio.

Inclui: Basílicas sem cobrança; sacello de San Vittore e Cappella di Sant'Aquilino com ingresso pequeno. Museo di Sant'Eustorgio pago à parte.

Dica: Combine com o Cenacolo, a 10 minutos a pé, e com o Museo della Scienza e Tecnologia Leonardo da Vinci, ao lado, com os modelos das máquinas de Leonardo e o submarino Toti.

Melhor época: O ano todo; em 7 de dezembro, dia de Santo Ambrósio, a feira 'Oh bej! Oh bej!' ocupa os arredores do castelo.

Quadrilatero della Moda e Cimitero Monumentale

Sai de Metrô M3 Montenapoleone Caminhada de compras e cemitério monumental cerca de 3 horas tarde fácil

O Quadrilatero della Moda é o retângulo das ruas Montenapoleone, della Spiga, Sant'Andrea e Manzoni, onde ficam as lojas-sede das grifes italianas e as casas-museu do século 19: o Museo Bagatti Valsecchi, um palácio neorrenascentista intacto, e a Casa Museo Poldi Pezzoli, com o Retrato de dama de Pollaiolo e Botticelli, Mantegna e Piero della Francesca. Dali o metrô ou o bonde leva ao Cimitero Monumentale, aberto em 1866, um museu a céu aberto de esculturas funerárias liberty, art déco e modernas: o Famedio, o panteão dos milaneses ilustres, com o túmulo de Manzoni, o mausoléu Bernocchi, a Última Ceia em bronze da família Campari e os túmulos de Toscanini e de Giorgio Gaber. A entrada tem um mapa dos túmulos mais procurados.

Passa por: Quadrilatero della Moda, Cimitero Monumentale di Milano.

Inclui: Caminhada livre. Museus Poldi Pezzoli e Bagatti Valsecchi pagos à parte. Cemitério sem cobrança (fecha às segundas).

Dica: Vá ao Poldi Pezzoli de manhã, antes das lojas abrirem; o cemitério tem visitas guiadas sem cobrança em alguns fins de semana, confirme. Nas semanas de moda (fevereiro/março e setembro) o bairro fica fechado para desfiles.

Melhor época: O ano todo.

Milão nova: Bosco Verticale, Porta Nuova e Fondazione Prada

Sai de Metrô M2 Gioia ou M5 Isola Caminhada de arquitetura e museu cerca de 4 horas tarde fácil

O Bosco Verticale (Floresta Vertical), as duas torres residenciais de Stefano Boeri concluídas em 2014 com cerca de 800 árvores e milhares de plantas nas varandas, é o símbolo do bairro de Porta Nuova, refeito desde 2005: a Piazza Gae Aulenti, elevada, com a torre Unicredit de 231 m, o edifício mais alto do país, a Biblioteca degli Alberi, o parque de 9 hectares, e o bairro Isola, do outro lado, com cafés e grafites. Na outra ponta da cidade, no bairro de Largo Isarco, a Fondazione Prada, projetada por Rem Koolhaas numa antiga destilaria, abriu em 2015 com a Torre, a Haunted House coberta de folha de ouro, o cinema e o Bar Luce desenhado por Wes Anderson; exposições de arte contemporânea mudam ao longo do ano. Em Milão as duas áreas se ligam pelo metrô em 30 minutos.

Passa por: Bosco Verticale, Fondazione Prada.

Inclui: Caminhada livre em Porta Nuova. Fondazione Prada com ingresso pago à parte; fecha às terças.

Dica: Vá a Porta Nuova no fim da tarde, quando a praça acende; o Bosco Verticale se vê de fora, da Biblioteca degli Alberi. Reserve meia tarde para a Fondazione Prada e termine no Bar Luce.

Melhor época: O ano todo; na Design Week (abril) os dois bairros lotam.

Como: a cidade do lago, o Duomo e o funicular de Brunate

Sai de Milano Centrale ou Cadorna (trem até Como) Bate-volta de trem com funicular cerca de 6 horas dia inteiro fácil

Como, na ponta sul do ramo oeste do Lago di Como (Lago de Como), fica a 40 minutos a 1 hora de trem de Milão. O Duomo di Como (Catedral de Como), começado em 1396 e terminado com a cúpula de Juvarra em 1744, mistura gótico e renascimento na fachada de mármore, com as estátuas dos dois Plínios, nascidos na cidade; ao lado, o Broletto, a prefeitura medieval listrada. A Funicolare Como-Brunate (Funicular de Brunate), de 1894, sobe em 7 minutos ao vilarejo a 715 m, com o terraço sobre o lago e as villas; de Brunate, a trilha de 30 minutos leva ao farol Voltiano, de 1927, com vista dos Alpes. Na orla, o Tempio Voltiano, o museu neoclássico de 1928 dedicado a Alessandro Volta, inventor da pilha e nascido em Como, e, pela passeggiata à beira do lago, a Villa Olmo, de 1797, com o parque aberto e exposições. Daqui saem os barcos de linha para Bellagio e as vilas do lago.

Passa por: Duomo di Como, Funicolare Como-Brunate, Villa Olmo, Tempio Voltiano.

Inclui: Trem pago à parte (regional, sem reserva). Funicular pago à parte (ida e volta). Tempio Voltiano com ingresso pequeno; Villa Olmo: parque sem cobrança, exposições pagas.

Dica: Pegue o trem da Milano Cadorna (Trenord) até Como Nord Lago, que fica na orla, em vez de Como San Giovanni, mais afastada. Suba a Brunate pela manhã e desça a pé pela trilha, cerca de 1 hora, se tiver pernas.

Melhor época: De abril a outubro para o lago e as trilhas; no inverno a funicular funciona e o lago fica silencioso.

Bellagio e as villas do lago: Villa Melzi, Villa Carlotta e Villa del Balbianello

Sai de Como (barco) ou Varenna (balsa) Barco de linha pelo lago e visita a jardins cerca de 8 horas dia inteiro fácil

Bellagio fica na ponta do promontório que divide o Lago di Como em dois braços, e o Centro storico di Bellagio sobe em escadarias de pedra (as 'salite') da orla às ruas de lojas de seda e cafés. Os Giardini di Villa Melzi d'Eril, de 1808 a 1810, à beira do lago, foram o primeiro jardim inglês do lago, com azaleias, rododendros, um templo mourisco e a capela da família. Na margem oposta, em Tremezzo, a Villa Carlotta, de 1690, tem o museu com o Amor e Psiquê de Canova e o jardim botânico de 8 hectares em terraços, famoso pelas azaleias de abril e maio; o barco de linha de Bellagio chega em 15 minutos. Em Lenno, a Villa del Balbianello, de 1787, na ponta de um promontório coberto de plátanos podados e lotos, pertence ao FAI e aparece em filmes de James Bond e Star Wars; chega-se de barco-táxi de Lenno ou a pé por uma trilha de 20 minutos, com visita ao jardim e, com guia, ao interior. O barco de linha da Navigazione Laghi liga Como, Bellagio, Tremezzo, Lenno e Varenna; o 'Centro Lago' é a rota mais usada.

Passa por: Centro storico di Bellagio, Giardini di Villa Melzi d'Eril, Villa Carlotta, Villa del Balbianello.

Inclui: Barcos de linha pagos à parte (há bilhete diário do Centro Lago). Jardins e villas com ingressos pagos à parte; a Villa del Balbianello pede reserva para a visita ao interior e tem dias fechados.

Dica: Compre o bilhete diário de barco do Centro Lago e faça o triângulo Bellagio, Tremezzo (Villa Carlotta) e Lenno (Balbianello) ou Varenna; o barco rápido (aliscafo) cobra suplemento. Chegue cedo a Bellagio, que lota ao meio-dia.

Melhor época: De abril a outubro as villas estão abertas; em abril e maio as azaleias e os rododendros florescem; de novembro a março muitas villas fecham e os barcos reduzem.

Varenna e Villa Monastero: o lado leste do lago

Sai de Milano Centrale (trem até Varenna-Esino) Bate-volta de trem e barco cerca de 7 horas dia inteiro fácil (ladeiras)

Varenna, na margem leste do lago, é a vila de pescadores de casas coloridas e ruelas em degrau, a 1 hora de trem de Milano Centrale (estação Varenna-Esino), e é a porta mais simples para quem vai ao lago sem carro: a balsa para Bellagio leva 15 minutos. A Villa Monastero, antigo convento cisterciense do século 12 transformado em residência, tem o jardim botânico de 2 km ao longo da margem, com ciprestes, agaves e o terraço sobre a água, e a casa-museu com os salões do século 19; Enrico Fermi deu aulas aqui em 1954. Ao lado, a Villa Cipressi, com outro jardim em terraços. A Passeggiata degli Innamorati, a passarela sobre a água, liga o cais à parte velha. No alto, o Castello di Vezio, ruína medieval com falcoaria e vista dos dois braços do lago, a 30 minutos de subida.

Passa por: Varenna, Villa Monastero, Centro storico di Bellagio.

Inclui: Trem regional pago à parte. Villa Monastero: jardim e casa com ingressos; Castello di Vezio com ingresso. Balsa para Bellagio paga à parte.

Dica: Faça Varenna de manhã, com a Villa Monastero, almoce na orla e pegue a balsa para Bellagio à tarde, voltando a Varenna para o trem. Confira o último trem de volta a Milão, no começo da noite.

Melhor época: De março a novembro para a villa; abril e maio têm o jardim florido.

Dia a dia

Roteiro de 2, 3 e 5 dias em Milão e Lago de Como

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

2 dias · Milão em 2 dias: Duomo, Última Ceia e Brera

Para Quem passa por Milão a trabalho ou em escala e quer os pontos principais, com o Cenacolo reservado. · Base em Centro (Duomo, Brera) ou perto da Centrale
  1. Dia 1 · Duomo, Galleria e Scala

    Chegada (de Roma, cerca de 3 h de trem; do aeroporto de Malpensa, 50 minutos de Malpensa Express). Duomo com terraços reservados para o fim da tarde; Galleria Vittorio Emanuele II, Museo Teatrale alla Scala e Piazza dei Mercanti; aperitivo em Brera.

  2. Dia 2 · Cenacolo, Castello e Navigli

    Cenacolo Vinciano no horário reservado; Sant'Ambrogio ao lado; Castello Sforzesco com a Pietà Rondanini e o Parco Sempione. Pinacoteca di Brera à tarde e noite nos Navigli, com o aperitivo à beira do canal.

3 dias · Milão e Lago de Como em 3 dias
Para Primeira vez, com um dia inteiro para o lago. · Base em Milão, centro ou perto da estação Cadorna, para os trens de Como
  1. Dia 1 · Milão clássica

    Chegada pela Centrale ou por Malpensa (Malpensa Express até a Cadorna). Duomo com os terraços reservados, Galleria Vittorio Emanuele II e o Museo Teatrale alla Scala de manhã; Castello Sforzesco com a Pietà Rondanini e o Parco Sempione à tarde; aperitivo e jantar nas ruas de Brera.

  2. Dia 2 · Leonardo e os museus

    Cenacolo Vinciano no horário reservado com meses de antecedência; a basílica de Sant'Ambrogio e o Museo della Scienza e Tecnologia, ao lado. À tarde, Pinacoteca di Brera e o bairro; no fim do dia, Navigli, com o aperitivo à beira do canal e jantar.

  3. Dia 3 · Lago de Como

    Trem da Cadorna a Como Nord Lago cedo; funicular de Brunate; barco de linha até Bellagio e Villa Melzi, com volta de barco ou por Varenna e trem para a Centrale.

5 dias · Milão e Lago de Como em 5 dias: a cidade inteira e duas noites no lago
Para Quem tem tempo para a Milão moderna e para dormir no lago. · Base em 3 noites em Milão e 2 noites em Bellagio ou Varenna
  1. Dia 1 · Milão: Duomo e centro

    Chegada pela Centrale ou por Malpensa. Duomo com os terraços reservados para o fim da tarde, Galleria Vittorio Emanuele II, Museo Teatrale alla Scala e a Piazza dei Mercanti; aperitivo em Brera e jantar no centro.

  2. Dia 2 · Milão: Leonardo, castelo e Brera

    Cenacolo Vinciano no horário reservado e a basílica de Sant'Ambrogio; Castello Sforzesco, com a Pietà Rondanini, e o Parco Sempione até o Arco della Pace. Pinacoteca di Brera à tarde e Navigli à noite, com o aperitivo e, se for o último domingo do mês, o mercado de antiguidades.

  3. Dia 3 · Milão nova e compras

    Quadrilatero della Moda com o Poldi Pezzoli; Cimitero Monumentale; Porta Nuova e Bosco Verticale no fim da tarde; Fondazione Prada se sobrar tempo. Trem da Centrale até Varenna no começo da noite.

  4. Dia 4 · Lago: Varenna e Bellagio

    Manhã em Varenna: Villa Monastero, com o jardim à beira da água, e a Passeggiata degli Innamorati; balsa de 15 minutos para Bellagio, almoço na orla, Giardini di Villa Melzi e as escadarias do centro histórico; pôr do sol no cais e noite no lago.

  5. Dia 5 · Lago: Tremezzo, Lenno e volta

    Barco de linha para a Villa Carlotta e a Villa del Balbianello; barco até Como para o Duomo e o funicular de Brunate; trem de Como a Milão para o voo ou o próximo destino.

Melhor época

Quando ir: Milão e Lago de Como mês a mês

Abril a junho e setembro a outubro são os meses mais equilibrados: temperatura amena e vilas do lago abertas. Julho e agosto são quentes e cheios no lago; em agosto parte do comércio de Milão fecha para férias. De novembro a março, Milão segue ativa, mas muitas vilas do lago fecham e os barcos rodam com menos horários.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva baixa

inverno · neblina e frio

Inverno. Na estação de Milano Linate, normais 1991–2020: média de 3,2 °C (mínimas perto de -1 °C) e cerca de 36 mm de chuva, o mês mais seco. Neblina na planície, dias cinzentos, às vezes neve na cidade. Museus e o Duomo tranquilos; no lago, muitas villas e barcos estão parados. Casaco pesado. As liquidações de inverno começam no início do mês.

Fevereiro Chuva baixa

inverno · semana de moda

Inverno. Na estação de Milano Linate, normais 1991–2020: média de 5,2 °C e cerca de 38 mm de chuva. Frio seco, dias mais claros; o Carnevale Ambrosiano, de rito próprio, termina no sábado depois da Quarta-feira de Cinzas. A semana de moda feminina, no fim do mês, lota hotéis. Dos terraços do Duomo, os Alpes nevados aparecem nos dias limpos.

Março Chuva baixa

primavera começando · dias claros

Primavera começando. Na estação de Milano Linate, normais 1991–2020: média de 9,9 °C e cerca de 42 mm de chuva. Dias alongando, primeiras mesas na rua; as villas do lago reabrem no fim do mês ou em abril. Horário de verão europeu no último domingo: 4 horas a mais que Brasília.

Abril Chuva média

primavera · Design Week e azaleias

Primavera. Na estação de Milano Linate, normais 1991–2020: média de 13,8 °C e cerca de 58 mm de chuva, em pancadas. É o mês da Design Week (Salone del Mobile e Fuorisalone), que lota a cidade por uma semana; no lago, azaleias e rododendros na Villa Carlotta e na Villa Melzi. Páscoa e 25 de abril enchem o lago.

Maio Chuva média

primavera · lago no melhor

Primavera plena. Na estação de Milano Linate, normais 1991–2020: média de 18,5 °C e cerca de 70 mm de chuva, com tempestades de fim de tarde. Dias longos; é o mês mais florido no lago, com todos os barcos em operação. Movimento alto em Bellagio nos fins de semana.

Junho Chuva média

verão · calor úmido

Verão. Na estação de Milano Linate, normais 1991–2020: média de 22,7 °C (máximas de 28 °C) e cerca de 67 mm de chuva, em tempestades. Calor úmido na planície; o lago é o refúgio, com banho possível nas praias de Lenno e Bellagio. Semana de moda masculina na segunda quinzena.

Julho Chuva baixa

verão · calor forte

Verão. Na estação de Milano Linate, normais 1991–2020: média de 25,1 °C, com máximas acima de 31 °C, e cerca de 44 mm de chuva. Milão fica abafada; museus e igrejas são o programa das tardes. No lago, as noites são frescas e há regatas e fogos nos vilarejos. Muitos milaneses saem no fim do mês.

Agosto Chuva alta

verão · cidade vazia

Verão. Na estação de Milano Linate, normais 1991–2020: média de 24,4 °C e cerca de 82 mm de chuva, concentrada em tempestades fortes. Em torno de 15 de agosto muitas lojas, restaurantes e bares fecham por duas semanas e a cidade fica vazia, com os monumentos abertos; o lago, ao contrário, está cheio. Confira os fechamentos de agosto nos museus menores.

Setembro Chuva média

fim do verão · semana de moda

Fim do verão. Na estação de Milano Linate, normais 1991–2020: média de 19,9 °C e cerca de 73 mm de chuva. Clima agradável de dia, noites frescas; a semana de moda feminina, na segunda quinzena, enche hotéis. O lago tem luz dourada e menos gente que no verão; ótimo para Varenna e as villas.

Outubro Chuva alta

outono · neblina e castanhas

Outono. Na estação de Milano Linate, normais 1991–2020: média de 14,4 °C e cerca de 82 mm de chuva. Manhãs de neblina, tardes douradas, risoto de cogumelos nos menus. As villas do lago começam a fechar no fim do mês; os barcos reduzem o horário. O horário de verão europeu termina no último domingo: 5 horas de diferença para Brasília.

Novembro Chuva alta

outono · mês mais chuvoso

Outono avançado. Na estação de Milano Linate, normais 1991–2020: média de 8,7 °C e cerca de 112 mm de chuva, o mês mais chuvoso do ano. Neblina espessa na planície, dias curtos; a cidade é toda de museus e galerias cobertas (a Galleria Vittorio Emanuele nasceu para isso). Muitas villas do lago fechadas. Guarda-chuva e sapato impermeável.

Dezembro Chuva baixa

inverno · Sant'Ambrogio e Natal

Inverno. Na estação de Milano Linate, normais 1991–2020: média de 3,9 °C e cerca de 46 mm de chuva, às vezes neve. Em 7 de dezembro, Santo Ambrósio, padroeiro: feriado na cidade, feira 'Oh bej! Oh bej!' em torno do castelo e a estreia da temporada da Scala; a Piazza del Duomo ganha árvore e mercado de Natal, que costuma ir até o começo de janeiro. Luzes nas vitrines do Quadrilatero.

Planeje o caminho

Como chegar: Milão e Lago de Como

Do Brasil de avião

Não há voo direto do Brasil para Milão confirmado no site da companhia: a chegada é com conexão em outra cidade europeia até Milão Malpensa (MXP), ou pelo voo direto de São Paulo ou do Rio para Roma Fiumicino e o trem de alta velocidade de Roma a Milão (cerca de 3 h). Confirme antes de comprar. De Malpensa, a 50 km, o trem Malpensa Express chega a Milano Cadorna em cerca de 37 minutos e a Milano Centrale em cerca de 50 minutos; ônibus de várias empresas levam 50 minutos a 1 hora até a Centrale. Linate (LIN), a 8 km, serve voos europeus e se liga ao centro pelo metrô M4 (cerca de 15 minutos até San Babila). Bergamo Orio al Serio (BGY), de baixo custo, fica a 50 km, com ônibus até a Centrale.

De trem de outras cidades italianas e da Europa

Milano Centrale, a estação monumental de 1931, recebe os trens de alta velocidade: Roma em cerca de 3 h, Firenze em cerca de 1 h 50, Bologna em 1 h, Venezia em cerca de 2 h 30, Torino em 1 h, Napoli em cerca de 4 h 20 (Frecciarossa e Italo). Da Europa: Zurique em cerca de 3 h 30 (EuroCity), Paris em cerca de 7 h (TGV), Genebra em 4 h. Para Como: trens Trenord da Cadorna até Como Nord Lago (cerca de 1 h) ou da Centrale até Como San Giovanni (cerca de 40 minutos); para Varenna: da Centrale, cerca de 1 h (linha de Tirano). Compre a alta velocidade com antecedência; os regionais não têm reserva.

De carro: autoestradas, Area C e o lago

Milão é o nó das autoestradas do norte: A1 (Bologna, Florença, Roma), A4 (Turim e Veneza), A7 (Gênova), A8/A9 (Varese, Como e Suíça). Roma fica a cerca de 575 km, Veneza a 270 km, Como a 50 km. O centro, dentro da Cerchia dei Bastioni, é a Area C, zona de pedágio urbano com câmeras, e há ZTL (zona de trânsito limitado) em várias ruas; a multa chega pela locadora. Estacione fora e use o metrô. No lago, a estrada da margem oeste (SS340 Regina) é estreita e lenta; Bellagio tem poucas vagas e a balsa de carros liga Cadenabbia, Bellagio e Varenna.

Como circular em Milão

O metrô ATM tem cinco linhas (M1 vermelha, M2 verde, M3 amarela, M4 azul, M5 lilás) e cobre todos os pontos do guia; bondes históricos de madeira ainda rodam em algumas linhas. O bilhete urbano vale 90 minutos, e há passes de 1 e 3 dias; paga-se também por aproximação do cartão nas catracas. O centro, do Duomo ao Castello, se anda a pé em 15 minutos. Táxis ficam em pontos fixos ou por aplicativo. Bicicletas e patinetes compartilhados por aplicativo.

Como circular no Lago de Como

Os barcos de linha da Navigazione Laghi ligam Como, Cernobbio, Tremezzo, Lenno, Bellagio, Varenna, Menaggio e as outras vilas; há barcos lentos, rápidos (aliscafo, com suplemento) e a balsa de carros do Centro Lago. O bilhete diário do Centro Lago compensa para quem salta em mais de duas vilas. Ônibus da ASF Autolinee percorrem as margens (C10 de Como a Colico pela margem oeste; C30 Como–Bellagio). Trens da Trenord param na margem leste (Lecco, Varenna, Colico). Confira horários do dia: no inverno a oferta cai muito.

Ingressos e reservas

Cenacolo Vinciano: reserva obrigatória no site oficial, com meses de antecedência (os ingressos são liberados por períodos). Duomo: bilhetes com terraços no site da Veneranda Fabbrica, com horário. Pinacoteca di Brera, Castello Sforzesco e Fondazione Prada: online evita fila. Teatro alla Scala: ingressos de espetáculo no site do teatro. Villa del Balbianello: reserva para o interior; Villa Carlotta e Villa Melzi: bilheteria no local. Milão e as comunas do lago cobram taxa de estadia por noite, paga na hospedagem. Confira a tabela atual.

Documentos e fuso horário para o brasileiro

A Itália está no espaço Schengen: o brasileiro entra com o passaporte válido, sem visto para turismo de até 90 dias. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Na entrada podem pedir passagem de volta, comprovante de onde vai ficar e meios para a estada; o seguro de viagem com cobertura médica é exigido para o espaço Schengen. Menores viajando sem os dois pais: confirme as exigências antes de ir. O fuso é o da Europa Central (CET): a Itália fica 4 horas à frente de Brasília no horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro, e 5 horas no resto do ano. A tomada é a de dois ou três pinos redondos, 230 V.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

Abril a junho e setembro a outubro são os meses mais equilibrados: temperatura amena e vilas do lago abertas. Julho e agosto são quentes e cheios no lago; em agosto parte do comércio de Milão fecha para férias. De novembro a março, Milão segue ativa, mas muitas vilas do lago fecham e os barcos rodam com menos horários.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Reserve ao menos 2 dias para Milão e 2 a 3 dias para o lago: um para Como e outro para Bellagio, com barco até Varenna, Villa Carlotta ou Villa del Balbianello. Com 4 dias no total já dá para ver o principal; com 5 ou 6 o ritmo fica mais tranquilo.

Em que cidade se hospedar

Em Milão, a região do Duomo e de Brera deixa quase tudo a pé; os arredores de Milano Centrale e de Porta Garibaldi facilitam quem vai pegar trem cedo; os Navigli são a escolha de quem quer sair à noite. No lago, Como é a base mais prática, com trem direto para Milão. Bellagio e Varenna, no centro do lago, ficam mais perto das vilas e dos barcos, mas a hospedagem costuma esgotar cedo na alta temporada.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Milão e Lago de Como

Como chego do Brasil a Milão e ao Lago de Como?

A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. O aeroporto mais usado é Milano Malpensa (MXP). De lá, o Malpensa Express vai a Milano Centrale e a Milano Cadorna, e dessas estações saem os trens para Como e para Varenna.

Quantos dias reservo para Milão e o Lago de Como?

Quatro dias são o mínimo confortável: 2 em Milão, 1 em Como e 1 em Bellagio com passeio de barco. Com 5 ou 6 dias, dá para incluir Varenna, as vilas da margem oeste e uma subida a Brunate sem correria.

Qual é a melhor época para ir?

De abril a junho e de setembro a outubro. Nesses meses as vilas e os jardins do lago estão abertos e o calor é menor que em julho e agosto. Lembre que as estações são invertidas em relação ao Brasil: o verão europeu vai de junho a agosto.

Preciso alugar carro?

Não. Milão tem metrô e trens para o lago, e no lago o deslocamento entre as cidades é de barco, com a Navigazione Laghi. As estradas da beira do lago são estreitas e os centros têm acesso restrito para carros de fora. Em Milão, o centro fica dentro da Area C, com cobrança para entrar de carro.

Dá para fazer o Lago de Como em bate-volta de Milão?

Dá. Como fica a cerca de 40 minutos a 1 hora de trem de Milão, e um dia basta para a cidade e o funicular de Brunate. Bellagio também cabe num dia saindo cedo, de trem até Varenna e balsa até a outra margem, mas a volta fica apertada no fim da tarde. Dormir uma noite no lago deixa o passeio mais tranquilo.

Qual é a diferença de fuso horário?

A Itália fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época do ano. O almoço costuma ser servido entre 12h30 e 14h30, e o jantar a partir de 19h30 ou 20h.

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