Basilica di Sant'Ambrogio e San Lorenzo: a Milão antiga
Sai de Metrô M2 Sant'Ambrogio Caminhada entre igrejas cerca de 2 horas manhã fácil
A Basilica di Sant'Ambrogio foi fundada em 386 por Santo Ambrósio, bispo e padroeiro de Milão, e reconstruída em românico lombardo entre os séculos 11 e 12, com o átrio de colunas, as duas torres de alturas diferentes e, dentro, o altar de ouro de Vuolvinio, do século 9, o ciborio e, na cripta, os corpos de Ambrósio e dos mártires Gervásio e Protásio, em urna de vidro. O sacello de San Vittore in Ciel d'Oro tem mosaicos do século 5. A 10 minutos, a Basilica di San Lorenzo Maggiore, do século 4, com as 16 colunas romanas em frente (Colonne di San Lorenzo), ponto de encontro à noite, e a Cappella di Sant'Aquilino com mosaicos paleocristãos; perto, o Parco delle Basiliche e Sant'Eustorgio, com a Cappella Portinari. É a Milão anterior ao Duomo, pouco visitada.
Passa por: Basilica di Sant'Ambrogio.
Inclui: Basílicas sem cobrança; sacello de San Vittore e Cappella di Sant'Aquilino com ingresso pequeno. Museo di Sant'Eustorgio pago à parte.
Dica: Combine com o Cenacolo, a 10 minutos a pé, e com o Museo della Scienza e Tecnologia Leonardo da Vinci, ao lado, com os modelos das máquinas de Leonardo e o submarino Toti.
Melhor época: O ano todo; em 7 de dezembro, dia de Santo Ambrósio, a feira 'Oh bej! Oh bej!' ocupa os arredores do castelo.
Quadrilatero della Moda e Cimitero Monumentale
Sai de Metrô M3 Montenapoleone Caminhada de compras e cemitério monumental cerca de 3 horas tarde fácil
O Quadrilatero della Moda é o retângulo das ruas Montenapoleone, della Spiga, Sant'Andrea e Manzoni, onde ficam as lojas-sede das grifes italianas e as casas-museu do século 19: o Museo Bagatti Valsecchi, um palácio neorrenascentista intacto, e a Casa Museo Poldi Pezzoli, com o Retrato de dama de Pollaiolo e Botticelli, Mantegna e Piero della Francesca. Dali o metrô ou o bonde leva ao Cimitero Monumentale, aberto em 1866, um museu a céu aberto de esculturas funerárias liberty, art déco e modernas: o Famedio, o panteão dos milaneses ilustres, com o túmulo de Manzoni, o mausoléu Bernocchi, a Última Ceia em bronze da família Campari e os túmulos de Toscanini e de Giorgio Gaber. A entrada tem um mapa dos túmulos mais procurados.
Passa por: Quadrilatero della Moda, Cimitero Monumentale di Milano.
Inclui: Caminhada livre. Museus Poldi Pezzoli e Bagatti Valsecchi pagos à parte. Cemitério sem cobrança (fecha às segundas).
Dica: Vá ao Poldi Pezzoli de manhã, antes das lojas abrirem; o cemitério tem visitas guiadas sem cobrança em alguns fins de semana, confirme. Nas semanas de moda (fevereiro/março e setembro) o bairro fica fechado para desfiles.
Melhor época: O ano todo.
Milão nova: Bosco Verticale, Porta Nuova e Fondazione Prada
Sai de Metrô M2 Gioia ou M5 Isola Caminhada de arquitetura e museu cerca de 4 horas tarde fácil
O Bosco Verticale (Floresta Vertical), as duas torres residenciais de Stefano Boeri concluídas em 2014 com cerca de 800 árvores e milhares de plantas nas varandas, é o símbolo do bairro de Porta Nuova, refeito desde 2005: a Piazza Gae Aulenti, elevada, com a torre Unicredit de 231 m, o edifício mais alto do país, a Biblioteca degli Alberi, o parque de 9 hectares, e o bairro Isola, do outro lado, com cafés e grafites. Na outra ponta da cidade, no bairro de Largo Isarco, a Fondazione Prada, projetada por Rem Koolhaas numa antiga destilaria, abriu em 2015 com a Torre, a Haunted House coberta de folha de ouro, o cinema e o Bar Luce desenhado por Wes Anderson; exposições de arte contemporânea mudam ao longo do ano. Em Milão as duas áreas se ligam pelo metrô em 30 minutos.
Passa por: Bosco Verticale, Fondazione Prada.
Inclui: Caminhada livre em Porta Nuova. Fondazione Prada com ingresso pago à parte; fecha às terças.
Dica: Vá a Porta Nuova no fim da tarde, quando a praça acende; o Bosco Verticale se vê de fora, da Biblioteca degli Alberi. Reserve meia tarde para a Fondazione Prada e termine no Bar Luce.
Melhor época: O ano todo; na Design Week (abril) os dois bairros lotam.
Como: a cidade do lago, o Duomo e o funicular de Brunate
Sai de Milano Centrale ou Cadorna (trem até Como) Bate-volta de trem com funicular cerca de 6 horas dia inteiro fácil
Como, na ponta sul do ramo oeste do Lago di Como (Lago de Como), fica a 40 minutos a 1 hora de trem de Milão. O Duomo di Como (Catedral de Como), começado em 1396 e terminado com a cúpula de Juvarra em 1744, mistura gótico e renascimento na fachada de mármore, com as estátuas dos dois Plínios, nascidos na cidade; ao lado, o Broletto, a prefeitura medieval listrada. A Funicolare Como-Brunate (Funicular de Brunate), de 1894, sobe em 7 minutos ao vilarejo a 715 m, com o terraço sobre o lago e as villas; de Brunate, a trilha de 30 minutos leva ao farol Voltiano, de 1927, com vista dos Alpes. Na orla, o Tempio Voltiano, o museu neoclássico de 1928 dedicado a Alessandro Volta, inventor da pilha e nascido em Como, e, pela passeggiata à beira do lago, a Villa Olmo, de 1797, com o parque aberto e exposições. Daqui saem os barcos de linha para Bellagio e as vilas do lago.
Passa por: Duomo di Como, Funicolare Como-Brunate, Villa Olmo, Tempio Voltiano.
Inclui: Trem pago à parte (regional, sem reserva). Funicular pago à parte (ida e volta). Tempio Voltiano com ingresso pequeno; Villa Olmo: parque sem cobrança, exposições pagas.
Dica: Pegue o trem da Milano Cadorna (Trenord) até Como Nord Lago, que fica na orla, em vez de Como San Giovanni, mais afastada. Suba a Brunate pela manhã e desça a pé pela trilha, cerca de 1 hora, se tiver pernas.
Melhor época: De abril a outubro para o lago e as trilhas; no inverno a funicular funciona e o lago fica silencioso.
Bellagio e as villas do lago: Villa Melzi, Villa Carlotta e Villa del Balbianello
Sai de Como (barco) ou Varenna (balsa) Barco de linha pelo lago e visita a jardins cerca de 8 horas dia inteiro fácil
Bellagio fica na ponta do promontório que divide o Lago di Como em dois braços, e o Centro storico di Bellagio sobe em escadarias de pedra (as 'salite') da orla às ruas de lojas de seda e cafés. Os Giardini di Villa Melzi d'Eril, de 1808 a 1810, à beira do lago, foram o primeiro jardim inglês do lago, com azaleias, rododendros, um templo mourisco e a capela da família. Na margem oposta, em Tremezzo, a Villa Carlotta, de 1690, tem o museu com o Amor e Psiquê de Canova e o jardim botânico de 8 hectares em terraços, famoso pelas azaleias de abril e maio; o barco de linha de Bellagio chega em 15 minutos. Em Lenno, a Villa del Balbianello, de 1787, na ponta de um promontório coberto de plátanos podados e lotos, pertence ao FAI e aparece em filmes de James Bond e Star Wars; chega-se de barco-táxi de Lenno ou a pé por uma trilha de 20 minutos, com visita ao jardim e, com guia, ao interior. O barco de linha da Navigazione Laghi liga Como, Bellagio, Tremezzo, Lenno e Varenna; o 'Centro Lago' é a rota mais usada.
Passa por: Centro storico di Bellagio, Giardini di Villa Melzi d'Eril, Villa Carlotta, Villa del Balbianello.
Inclui: Barcos de linha pagos à parte (há bilhete diário do Centro Lago). Jardins e villas com ingressos pagos à parte; a Villa del Balbianello pede reserva para a visita ao interior e tem dias fechados.
Dica: Compre o bilhete diário de barco do Centro Lago e faça o triângulo Bellagio, Tremezzo (Villa Carlotta) e Lenno (Balbianello) ou Varenna; o barco rápido (aliscafo) cobra suplemento. Chegue cedo a Bellagio, que lota ao meio-dia.
Melhor época: De abril a outubro as villas estão abertas; em abril e maio as azaleias e os rododendros florescem; de novembro a março muitas villas fecham e os barcos reduzem.
Varenna e Villa Monastero: o lado leste do lago
Sai de Milano Centrale (trem até Varenna-Esino) Bate-volta de trem e barco cerca de 7 horas dia inteiro fácil (ladeiras)
Varenna, na margem leste do lago, é a vila de pescadores de casas coloridas e ruelas em degrau, a 1 hora de trem de Milano Centrale (estação Varenna-Esino), e é a porta mais simples para quem vai ao lago sem carro: a balsa para Bellagio leva 15 minutos. A Villa Monastero, antigo convento cisterciense do século 12 transformado em residência, tem o jardim botânico de 2 km ao longo da margem, com ciprestes, agaves e o terraço sobre a água, e a casa-museu com os salões do século 19; Enrico Fermi deu aulas aqui em 1954. Ao lado, a Villa Cipressi, com outro jardim em terraços. A Passeggiata degli Innamorati, a passarela sobre a água, liga o cais à parte velha. No alto, o Castello di Vezio, ruína medieval com falcoaria e vista dos dois braços do lago, a 30 minutos de subida.
Passa por: Varenna, Villa Monastero, Centro storico di Bellagio.
Inclui: Trem regional pago à parte. Villa Monastero: jardim e casa com ingressos; Castello di Vezio com ingresso. Balsa para Bellagio paga à parte.
Dica: Faça Varenna de manhã, com a Villa Monastero, almoce na orla e pegue a balsa para Bellagio à tarde, voltando a Varenna para o trem. Confira o último trem de volta a Milão, no começo da noite.
Melhor época: De março a novembro para a villa; abril e maio têm o jardim florido.