Via Garibaldi e os Musei di Strada Nuova: os palácios dos Rolli
Sai de Via Garibaldi, Gênova (metrô De Ferrari ou a pé) Caminhada com museus em palácios cerca de 3 horas manhã fácil
A Via Garibaldi, a Strada Nuova aberta em 1550 para os palácios dos banqueiros genoveses, é o eixo dos Palazzi dei Rolli, tombados pela UNESCO: as residências inscritas num 'rolo' que as obrigava a hospedar os visitantes ilustres da República. Os Musei di Strada Nuova ocupam três deles, com um só bilhete: o Palazzo Rosso, com os retratos da família Brignole-Sale por Van Dyck e o mirante no telhado; o Palazzo Bianco, com Caravaggio, Rubens, Veronese e a pintura genovesa; e o Palazzo Tursi, a prefeitura, com o violino de Paganini, nascido em Gênova, e as cartas de Colombo. A rua tem 14 palácios em 250 m, com os pátios e as escadarias abertas; a Via Balbi, continuação, tem o Palazzo Reale, com a galeria de espelhos. A Piazza De Ferrari, com a fonte de bronze, o Teatro Carlo Felice e o Palazzo Ducale, é a praça central, a 5 minutos.
Passa por: Musei di Strada Nuova, Piazza De Ferrari.
Inclui: Bilhete combinado dos três museus, pago à parte (fecha às segundas); pátios dos palácios sem cobrança. Palazzo Reale e Palazzo Ducale com ingressos à parte.
Dica: Nos Rolli Days (dois fins de semana por ano, em maio e outubro), dezenas de palácios privados abrem sem cobrança com guias: confira as datas. O mirante do Palazzo Rosso dá a vista dos telhados ao porto.
Melhor época: O ano todo.
Centro histórico: os caruggi, Cattedrale di San Lorenzo e a casa de Colombo
Sai de Piazza De Ferrari, Gênova Caminhada pelas vielas medievais cerca de 3 horas tarde fácil
O centro histórico de Gênova é um dos maiores da Europa, um labirinto de 'caruggi', vielas de 2 m de largura entre prédios de seis andares, do porto à Via Garibaldi, onde a cidade medieval sobreviveu intacta: a Via San Luca, a Via degli Orefici, a Piazza Banchi, com a Loggia dei Mercanti, e as lojas antigas de 'frisceu' (frituras) e focaccia. A Cattedrale di San Lorenzo, de 1098, com a fachada listrada de preto e branco e os leões, guarda na capela de São João Batista as relíquias do padroeiro, o tesouro com o Sacro Catino, o prato de vidro verde que a lenda diz ser o Santo Graal, e, na nave, uma bomba inglesa de 1941 que caiu e não explodiu. A Porta Soprana, as duas torres de 1155, e a Casa di Colombo, a casa do século 18 reconstruída no lugar da casa onde Cristóvão Colombo viveu em criança, ficam na borda do centro; a Piazza San Matteo, com o palácio dos Doria, é um canto de 1278.
Passa por: Cattedrale di San Lorenzo, Piazza De Ferrari.
Inclui: Caminhada livre; catedral sem cobrança (tesouro com ingresso); Casa di Colombo com ingresso pequeno.
Dica: Prove a focaccia genovesa no café da manhã e o pesto no almoço: o manjericão é de Prà, no limite da cidade. Os caruggi ao norte da Via San Luca ficam vazios à noite; as ruas do lado de Banchi e Sottoripa, não.
Melhor época: O ano todo.
Porto Antico e Acquario di Genova
Sai de Porto Antico (10 min a pé de De Ferrari) Aquário e caminhada no porto cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil
O Porto Antico, o porto velho fechado ao tráfego comercial, foi redesenhado por Renzo Piano, genovês, para os 500 anos da viagem de Colombo, em 1992: o Bigo, o elevador panorâmico em forma de guindaste, a Biosfera de vidro com uma floresta tropical, o Galata Museo del Mare, o maior museu marítimo do Mediterrâneo, com a reconstrução de uma galera do século 17 e o submarino Nazario Sauro atracado ao lado, e os bares e cinemas nos armazéns. O Acquario di Genova, o maior da Itália, com 70 tanques e 12 mil animais, tem os golfinhos, os tubarões, as focas, os pinguins e a seção da Antártida, num prédio-navio sobre a água; a visita leva 2 a 3 horas e é o programa das famílias. Ao lado, a Città dei Bambini e a Lanterna ao fundo. A Sottoripa, as arcadas medievais em frente ao porto, tem as lojas de frituras de peixe.
Passa por: Porto Antico, Acquario di Genova.
Inclui: Aquário com ingresso pago à parte (reserva online com horário; combinados com Biosfera, Bigo e Galata); porto sem cobrança.
Dica: Compre o aquário online para o primeiro horário ou o fim da tarde: nos fins de semana e feriados a fila passa de uma hora. O Galata Museo del Mare, menos visitado, conta a história da emigração italiana para o Brasil e a Argentina.
Melhor época: O ano todo; no verão o porto tem shows à noite.
Boccadasse e o Corso Italia: a vila de pescadores da cidade
Sai de Corso Italia (ônibus 31 ou 42 de De Ferrari) Caminhada pela orla e vila cerca de 2 h 30 fim de tarde fácil
Boccadasse é a vila de pescadores engolida pela cidade, no fim do Corso Italia, a orla de 2,5 km dos genoveses, com os estabelecimentos de banho e a vista de Portofino em dia limpo: uma enseada de pedras com barcos puxados para a areia, casas coloridas em degraus, uma igreja de 1870 e as gelaterias e focaccerias onde todo mundo senta nas pedras ao pôr do sol. É o lugar da cidade que parece Cinque Terre sem sair de Gênova. Do alto da vila, o passeio pela Via al Capo di Santa Chiara leva a Vernazzola, outra enseada, e ao bairro de Sturla; o Corso Italia, de volta, tem a Abbazia di San Giuliano e os banhos de 1900.
Passa por: Boccadasse.
Inclui: Caminhada livre, sem cobrança. Gelato e focaccia pagos à parte.
Dica: Vá uma hora antes do pôr do sol, pegue um gelato e sente nas pedras; aos domingos de verão lota. O ônibus leva 20 minutos do centro.
Melhor época: O ano todo; de junho a setembro com banho de mar nas pedras.
Lanterna di Genova: o farol da cidade e a passarela
Sai de Porto Antico (passarela de 800 m a partir do terminal de balsas) Caminhada à passarela e subida ao farol cerca de 2 horas tarde moderada (172 degraus)
A Lanterna di Genova, de 1543, é o farol-símbolo da cidade, com 77 m, o segundo mais alto da Europa, sobre um promontório de 40 m no porto, e marcava a entrada dos navios desde a Idade Média (um farol existia ali desde 1128). A passarela de 800 m que sai da área do terminal de balsas, entre o porto comercial e os guindastes, leva ao pé da torre; sobe-se por 172 degraus até o primeiro terraço, com a cidade, o porto inteiro, os navios de cruzeiro e, nos dias claros, a costa até Portofino; a lanterna do topo não é visitável. O museu, nas antigas fortificações da base, conta a história do farol e do porto com vídeos. A visita é curta e fica fora dos roteiros, o que a torna tranquila.
Passa por: Lanterna di Genova, Porto Antico.
Inclui: Ingresso pago à parte (museu e subida); aberto em dias fixos da semana, com horário reduzido no inverno.
Dica: Confira os dias de abertura no site: historicamente só às sextas, sábados e domingos. A luz do fim da tarde sobre o porto é a razão de ir.
Melhor época: O ano todo, nos dias de abertura.
Camogli: a vila dos pescadores e a Basilica di Santa Maria Assunta
Sai de Camogli (trem regional de Gênova, 30 min) Caminhada em vila de pescadores cerca de 3 horas manhã ou fim de tarde fácil
Camogli, a 'cidade dos mil veleiros brancos' do século 19, quando armava a maior frota mercante da Ligúria, é a vila de casas altas pintadas de amarelo, rosa e ocre com trompe-l'oeil (janelas e cornijas pintadas) em fila sobre a praia de pedras, a 30 minutos de trem de Gênova e fora da rota dos grandes grupos. A Basilica di Santa Maria Assunta, do século 12, fica sobre o rochedo do porto, ao lado do Castello della Dragonara, com o interior barroco de mármores e ouro e o terraço sobre o mar. O porto pequeno tem os barcos para San Fruttuoso e Portofino; a praia, de pedras, aceita banho de maio a setembro. A Sagra del Pesce, no segundo domingo de maio, frita peixe numa frigideira de 4 m de diâmetro para a multidão. A focaccia de Recco, a vila vizinha, com queijo, tem indicação geográfica.
Passa por: Basilica di Santa Maria Assunta.
Inclui: Caminhada livre; basílica sem cobrança; trem pago à parte.
Dica: Vá ao entardecer, quando as fachadas ficam acesas; jante no porto. De Camogli, o barco a San Fruttuoso leva 30 minutos e é a chegada mais simples à abadia.
Melhor época: De abril a outubro para os barcos; o ano todo para a vila.