Gênova e Portofino

Ligúria

Gênova e Portofino

Gênova, porto histórico com palácios Patrimônio da Unesco, e o promontório de Portofino, com Santa Margherita, Camogli e a abadia de San Fruttuoso.

Norte

Na foto: Abbazia di San Fruttuoso, Camogli

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Uma região para viver
sem pressa.

Gênova (Genova, em italiano) é a capital da Ligúria, no noroeste da Itália, espremida entre os montes e o mar. Foi uma república marítima poderosa durante séculos e ainda tem um dos maiores portos do Mediterrâneo. O centro histórico é um labirinto de vielas estreitas, os caruggi, que descem até o Porto Antico.

No século XVI, as famílias ricas da cidade abriram as Strade Nuove, ruas largas com palácios de fachada pintada. Os melhores desses palácios entravam nas listas oficiais, os Rolli, para hospedar reis, papas e embaixadores em visita. Desde 2006, as Strade Nuove e o sistema dos Palazzi dei Rolli são Patrimônio Mundial da Unesco.

A leste da cidade fica o promontório de Portofino, um maciço verde protegido por um parque regional e por uma área marinha protegida. Na ponta está Portofino, vila de pescadores com casas coloridas em volta de uma enseada. Ao lado ficam Santa Margherita Ligure, cidade de veraneio com orla e palacetes, e Camogli, vila de marinheiros com casas altas de frente para o mar. Entre elas, escondida numa baía, está a abadia de San Fruttuoso, que só se alcança de barco ou a pé.

Para o brasileiro, o trem regional é o jeito mais simples de circular: a linha costeira liga Gênova a Camogli e a Santa Margherita em menos de uma hora. Portofino não tem estação; de Santa Margherita segue-se de ônibus ou, na temporada, de barco. A região é conhecida pelo pesto, pela focaccia e pelos frutos do mar.

Este roteiro reúne 4 cidades que combinam na mesma viagem: Gênova, Camogli, Portofino, Santa Margherita Ligure.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

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Onde fica Gênova e Portofino
GênovaCamogliPortofinoSanta Margherita Ligure

Contornos: ISTAT, limites administrativos 2026, CC BY 4.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Gênova e Portofino

✈ Aeroporto di Genova Cristoforo Colombo (GOA) · 7 km até Gênova

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. Gênova tem aeroporto próprio e fica a cerca de 1h30 a 2h de trem de Milão, de onde muitos brasileiros seguem. De Gênova, o trem regional leva a Camogli e a Santa Margherita Ligure; para Portofino, segue-se de ônibus ou barco.

Ponto de chegada sugerido: Gênova

Gênova
Ligúria · Gênova e Portofino Capital Ponto de chegada sugerido

Gênova

Gênova é a capital da Ligúria e um dos grandes portos do Mediterrâneo. O centro histórico, com vielas estreitas chamadas caruggi, vai da Cattedrale di San Lorenzo à Piazza De Ferrari e desce até o Porto Antico, onde fica o Acquario di Genova. Na Via Garibaldi estão os Palazzi dei Rolli, Patrimônio da Unesco. A leste, Boccadasse é uma vila de pescadores dentro da cidade; a oeste, a Lanterna é o farol que virou símbolo do porto.

A experiência do lugar

O que fazer em Gênova e Portofino

Gênova · Ligúria · Museu

Musei di Strada Nuova

Três palácios da Via Garibaldi, a rua dos Palazzi dei Rolli: Palazzo Rosso, Palazzo Bianco e Palazzo Doria Tursi, com pinturas de Van Dyck, Veronese e Caravaggio e o violino de Paganini.

Conhecer Musei di Strada Nuova

Santa Margherita Ligure · Ligúria · Vila

Villa Durazzo

Conjunto de vilas nobres sobre o morro do centro de Santa Margherita, com jardim italiano, parque do século XVII e vista do golfo do Tigullio.

Conhecer Villa Durazzo

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Para escolher antes de ir

Passeios em Gênova e Portofino

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Via Garibaldi e os Musei di Strada Nuova: os palácios dos Rolli

Sai de Via Garibaldi, Gênova (metrô De Ferrari ou a pé) Caminhada com museus em palácios cerca de 3 horas manhã fácil

A Via Garibaldi, a Strada Nuova aberta em 1550 para os palácios dos banqueiros genoveses, é o eixo dos Palazzi dei Rolli, tombados pela UNESCO: as residências inscritas num 'rolo' que as obrigava a hospedar os visitantes ilustres da República. Os Musei di Strada Nuova ocupam três deles, com um só bilhete: o Palazzo Rosso, com os retratos da família Brignole-Sale por Van Dyck e o mirante no telhado; o Palazzo Bianco, com Caravaggio, Rubens, Veronese e a pintura genovesa; e o Palazzo Tursi, a prefeitura, com o violino de Paganini, nascido em Gênova, e as cartas de Colombo. A rua tem 14 palácios em 250 m, com os pátios e as escadarias abertas; a Via Balbi, continuação, tem o Palazzo Reale, com a galeria de espelhos. A Piazza De Ferrari, com a fonte de bronze, o Teatro Carlo Felice e o Palazzo Ducale, é a praça central, a 5 minutos.

Passa por: Musei di Strada Nuova, Piazza De Ferrari.

Inclui: Bilhete combinado dos três museus, pago à parte (fecha às segundas); pátios dos palácios sem cobrança. Palazzo Reale e Palazzo Ducale com ingressos à parte.

Dica: Nos Rolli Days (dois fins de semana por ano, em maio e outubro), dezenas de palácios privados abrem sem cobrança com guias: confira as datas. O mirante do Palazzo Rosso dá a vista dos telhados ao porto.

Melhor época: O ano todo.

Centro histórico: os caruggi, Cattedrale di San Lorenzo e a casa de Colombo

Sai de Piazza De Ferrari, Gênova Caminhada pelas vielas medievais cerca de 3 horas tarde fácil

O centro histórico de Gênova é um dos maiores da Europa, um labirinto de 'caruggi', vielas de 2 m de largura entre prédios de seis andares, do porto à Via Garibaldi, onde a cidade medieval sobreviveu intacta: a Via San Luca, a Via degli Orefici, a Piazza Banchi, com a Loggia dei Mercanti, e as lojas antigas de 'frisceu' (frituras) e focaccia. A Cattedrale di San Lorenzo, de 1098, com a fachada listrada de preto e branco e os leões, guarda na capela de São João Batista as relíquias do padroeiro, o tesouro com o Sacro Catino, o prato de vidro verde que a lenda diz ser o Santo Graal, e, na nave, uma bomba inglesa de 1941 que caiu e não explodiu. A Porta Soprana, as duas torres de 1155, e a Casa di Colombo, a casa do século 18 reconstruída no lugar da casa onde Cristóvão Colombo viveu em criança, ficam na borda do centro; a Piazza San Matteo, com o palácio dos Doria, é um canto de 1278.

Passa por: Cattedrale di San Lorenzo, Piazza De Ferrari.

Inclui: Caminhada livre; catedral sem cobrança (tesouro com ingresso); Casa di Colombo com ingresso pequeno.

Dica: Prove a focaccia genovesa no café da manhã e o pesto no almoço: o manjericão é de Prà, no limite da cidade. Os caruggi ao norte da Via San Luca ficam vazios à noite; as ruas do lado de Banchi e Sottoripa, não.

Melhor época: O ano todo.

Porto Antico e Acquario di Genova

Sai de Porto Antico (10 min a pé de De Ferrari) Aquário e caminhada no porto cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil

O Porto Antico, o porto velho fechado ao tráfego comercial, foi redesenhado por Renzo Piano, genovês, para os 500 anos da viagem de Colombo, em 1992: o Bigo, o elevador panorâmico em forma de guindaste, a Biosfera de vidro com uma floresta tropical, o Galata Museo del Mare, o maior museu marítimo do Mediterrâneo, com a reconstrução de uma galera do século 17 e o submarino Nazario Sauro atracado ao lado, e os bares e cinemas nos armazéns. O Acquario di Genova, o maior da Itália, com 70 tanques e 12 mil animais, tem os golfinhos, os tubarões, as focas, os pinguins e a seção da Antártida, num prédio-navio sobre a água; a visita leva 2 a 3 horas e é o programa das famílias. Ao lado, a Città dei Bambini e a Lanterna ao fundo. A Sottoripa, as arcadas medievais em frente ao porto, tem as lojas de frituras de peixe.

Passa por: Porto Antico, Acquario di Genova.

Inclui: Aquário com ingresso pago à parte (reserva online com horário; combinados com Biosfera, Bigo e Galata); porto sem cobrança.

Dica: Compre o aquário online para o primeiro horário ou o fim da tarde: nos fins de semana e feriados a fila passa de uma hora. O Galata Museo del Mare, menos visitado, conta a história da emigração italiana para o Brasil e a Argentina.

Melhor época: O ano todo; no verão o porto tem shows à noite.

Boccadasse e o Corso Italia: a vila de pescadores da cidade

Sai de Corso Italia (ônibus 31 ou 42 de De Ferrari) Caminhada pela orla e vila cerca de 2 h 30 fim de tarde fácil

Boccadasse é a vila de pescadores engolida pela cidade, no fim do Corso Italia, a orla de 2,5 km dos genoveses, com os estabelecimentos de banho e a vista de Portofino em dia limpo: uma enseada de pedras com barcos puxados para a areia, casas coloridas em degraus, uma igreja de 1870 e as gelaterias e focaccerias onde todo mundo senta nas pedras ao pôr do sol. É o lugar da cidade que parece Cinque Terre sem sair de Gênova. Do alto da vila, o passeio pela Via al Capo di Santa Chiara leva a Vernazzola, outra enseada, e ao bairro de Sturla; o Corso Italia, de volta, tem a Abbazia di San Giuliano e os banhos de 1900.

Passa por: Boccadasse.

Inclui: Caminhada livre, sem cobrança. Gelato e focaccia pagos à parte.

Dica: Vá uma hora antes do pôr do sol, pegue um gelato e sente nas pedras; aos domingos de verão lota. O ônibus leva 20 minutos do centro.

Melhor época: O ano todo; de junho a setembro com banho de mar nas pedras.

Lanterna di Genova: o farol da cidade e a passarela

Sai de Porto Antico (passarela de 800 m a partir do terminal de balsas) Caminhada à passarela e subida ao farol cerca de 2 horas tarde moderada (172 degraus)

A Lanterna di Genova, de 1543, é o farol-símbolo da cidade, com 77 m, o segundo mais alto da Europa, sobre um promontório de 40 m no porto, e marcava a entrada dos navios desde a Idade Média (um farol existia ali desde 1128). A passarela de 800 m que sai da área do terminal de balsas, entre o porto comercial e os guindastes, leva ao pé da torre; sobe-se por 172 degraus até o primeiro terraço, com a cidade, o porto inteiro, os navios de cruzeiro e, nos dias claros, a costa até Portofino; a lanterna do topo não é visitável. O museu, nas antigas fortificações da base, conta a história do farol e do porto com vídeos. A visita é curta e fica fora dos roteiros, o que a torna tranquila.

Passa por: Lanterna di Genova, Porto Antico.

Inclui: Ingresso pago à parte (museu e subida); aberto em dias fixos da semana, com horário reduzido no inverno.

Dica: Confira os dias de abertura no site: historicamente só às sextas, sábados e domingos. A luz do fim da tarde sobre o porto é a razão de ir.

Melhor época: O ano todo, nos dias de abertura.

Camogli: a vila dos pescadores e a Basilica di Santa Maria Assunta

Sai de Camogli (trem regional de Gênova, 30 min) Caminhada em vila de pescadores cerca de 3 horas manhã ou fim de tarde fácil

Camogli, a 'cidade dos mil veleiros brancos' do século 19, quando armava a maior frota mercante da Ligúria, é a vila de casas altas pintadas de amarelo, rosa e ocre com trompe-l'oeil (janelas e cornijas pintadas) em fila sobre a praia de pedras, a 30 minutos de trem de Gênova e fora da rota dos grandes grupos. A Basilica di Santa Maria Assunta, do século 12, fica sobre o rochedo do porto, ao lado do Castello della Dragonara, com o interior barroco de mármores e ouro e o terraço sobre o mar. O porto pequeno tem os barcos para San Fruttuoso e Portofino; a praia, de pedras, aceita banho de maio a setembro. A Sagra del Pesce, no segundo domingo de maio, frita peixe numa frigideira de 4 m de diâmetro para a multidão. A focaccia de Recco, a vila vizinha, com queijo, tem indicação geográfica.

Passa por: Basilica di Santa Maria Assunta.

Inclui: Caminhada livre; basílica sem cobrança; trem pago à parte.

Dica: Vá ao entardecer, quando as fachadas ficam acesas; jante no porto. De Camogli, o barco a San Fruttuoso leva 30 minutos e é a chegada mais simples à abadia.

Melhor época: De abril a outubro para os barcos; o ano todo para a vila.

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Abbazia di San Fruttuoso: a abadia na enseada só de barco ou a pé

Sai de Camogli ou Portofino (barco) ou trilha de Portofino Barco e visita à abadia, com trilha opcional cerca de 4 horas manhã fácil de barco; moderada a pé

A Abbazia di San Fruttuoso, beneditina, fundada no século 10 e refeita no 13, fica numa enseada de pedras ao pé do Monte di Portofino, sem estrada: chega-se de barco de Camogli (30 minutos), Portofino ou Santa Margherita, ou a pé por trilhas de 1 h 30 a 2 h a partir de Portofino ou de San Rocco di Camogli. A abadia, do FAI, tem o claustro, a igreja, as tumbas dos Doria, com mármore listrado, e a torre de 1562; a praia em frente é de pedras, com água clara, e dois restaurantes. No fundo do mar, a 17 m, o Cristo degli Abissi, a estátua de bronze de 1954 em homenagem aos mergulhadores, visível em dia calmo de barco com fundo de vidro ou mergulhando; há uma cópia na igreja. Com mar agitado os barcos não atracam.

Passa por: Abbazia di San Fruttuoso, Basilica di Santa Maria Assunta.

Inclui: Barco pago à parte (ida e volta ou só ida, com volta a pé); abadia com ingresso (FAI); praia sem cobrança.

Dica: Vá cedo, no primeiro barco: ao meio-dia de verão a enseada enche. Combine barco na ida e trilha na volta até Portofino (1 h 30, com subida) para ver o promontório. Confira a operação dos barcos em dia de vento.

Melhor época: De abril a outubro; a abadia abre o ano todo com horário reduzido no inverno.

Portofino: a Piazzetta, San Giorgio, Castello Brown e o farol

Sai de Portofino (barco ou ônibus de Santa Margherita) Caminhada na vila e no promontório cerca de 3 horas fim de tarde moderada (subidas ao castelo e ao farol)

Portofino é a vila de 400 habitantes na enseada em forma de meia-lua ao pé do promontório, com as casas estreitas pintadas de amarelo, rosa e vermelho em volta da Piazzetta di Portofino, a praça do porto com os cafés e os iates, cartão-postal da Riviera desde os anos 1950. Da praça, a escada sobe à Chiesa di San Giorgio, com o terraço sobre os dois lados do promontório, e ao Castello Brown, o forte genovês do século 16 comprado pelo cônsul inglês Montague Yeats-Brown em 1867 e transformado em casa com jardim, hoje museu, com a vista da enseada de cima, a mais fotografada; a trilha continua entre pinheiros por 20 minutos até o Faro di Portofino, o farol de 1917 na ponta, com um bar e o mar aberto. A vila é toda ZTL e o ônibus de Santa Margherita (5 km) é a chegada por terra; o barco, a chegada com a vista da enseada.

Passa por: Piazzetta di Portofino, Chiesa di San Giorgio, Castello Brown, Faro di Portofino.

Inclui: Caminhada livre; Castello Brown com ingresso pago à parte; igreja e farol sem cobrança. Barco e ônibus pagos à parte.

Dica: Chegue de barco de Santa Margherita no fim da tarde, suba ao castelo e ao farol e volte de ônibus; evite o meio do dia de julho e agosto, quando a praça fica tomada. Os preços da Piazzetta são de iate; café, sim, almoço, em Santa Margherita.

Melhor época: De abril a outubro; no inverno a vila fecha em parte e fica silenciosa.

Santa Margherita Ligure: Villa Durazzo e a basílica, e a caminhada a Portofino

Sai de Santa Margherita Ligure (trem regional de Gênova, 35 min) Vila, villa com jardim e caminhada costeira cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil (5 km planos pela estrada)

Santa Margherita Ligure, a estação balneária da belle époque com os hotéis de 1900 na orla e as palmeiras, é a base mais prática para Portofino: tem trem, hotéis de todas as faixas e o porto dos barcos. A Villa Durazzo, de 1678, no alto do centro, tem o parque com o jardim italiano de buxo e palmeiras, o mirante sobre o golfo e o palácio com salões decorados e exposições; a Basilica di Santa Margherita d'Antiochia, de 1658, tem o interior de mármores, ouro e lustres de cristal, de riqueza inesperada. A caminhada a Portofino, 5 km pela estrada à beira-mar (com calçada), passa pela praia de Paraggi, de areia, a enseada mais limpa da costa, e pelo castelo de Paraggi, em 1 h 15; o ônibus 782 faz o mesmo em 15 minutos.

Passa por: Villa Durazzo, Basilica di Santa Margherita d'Antiochia, Piazzetta di Portofino.

Inclui: Villa Durazzo: parque sem cobrança, palácio com ingresso; basílica sem cobrança; trem e ônibus pagos à parte.

Dica: Durma em Santa Margherita e vá a Portofino a pé pela manhã e volte de barco ou ônibus. Paraggi, no meio do caminho, tem um trecho de praia livre pequeno; chegue cedo.

Melhor época: De abril a outubro; o ano todo para a vila.

Dia a dia

Roteiro de 2, 3 e 5 dias em Gênova e Portofino

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

2 dias · Gênova em 2 dias: palácios, caruggi e porto

Para Quem passa por Gênova entre Milão e as Cinque Terre e quer a cidade dos Rolli. · Base em Centro histórico ou perto da estação Brignole
  1. Dia 1 · Rolli, caruggi e catedral

    Chegada (de Milão 1 h 30, de Turim 1 h 50, de Pisa 1 h 40 de trem). Via Garibaldi e Musei di Strada Nuova de manhã; caruggi, Cattedrale di San Lorenzo e Porta Soprana à tarde; focaccia e pesto; Piazza De Ferrari à noite.

  2. Dia 2 · Porto e Boccadasse

    Acquario di Genova no primeiro horário, Galata e Bigo; Lanterna à tarde, se for dia de abertura; Boccadasse ao pôr do sol, com gelato nas pedras.

3 dias · Gênova e Portofino em 3 dias
Para A cidade e o promontório, de trem e barco. · Base em Gênova (2 noites) e Santa Margherita Ligure (1 noite)
  1. Dia 1 · Gênova: Rolli e centro

    Chegada de trem a Piazza Principe ou Brignole. Via Garibaldi e os Musei di Strada Nuova de manhã, com o mirante do Palazzo Rosso; caruggi, Cattedrale di San Lorenzo e Porta Soprana à tarde, com focaccia e pesto; Porto Antico ao entardecer.

  2. Dia 2 · Gênova: porto e orla

    Acquario e Galata de manhã; Lanterna à tarde; Boccadasse ao pôr do sol; trem a Santa Margherita à noite (35 minutos).

  3. Dia 3 · Portofino e San Fruttuoso

    Caminhada de Santa Margherita a Portofino pela manhã; Castello Brown e farol; barco a San Fruttuoso, com a abadia e banho; volta de barco a Camogli e trem a Gênova ou ao próximo destino.

5 dias · Gênova, Portofino e Golfo Paradiso em 5 dias
Para A Riviera di Levante com calma, com Camogli e as trilhas do promontório. · Base em Gênova (2 noites), Santa Margherita ou Camogli (3 noites)
  1. Dia 1 · Gênova: palácios e centro

    Via Garibaldi, Musei di Strada Nuova e Palazzo Reale; caruggi, catedral, Casa di Colombo; Piazza De Ferrari e Carlo Felice à noite.

  2. Dia 2 · Gênova: porto e Boccadasse

    Acquario di Genova no primeiro horário, Galata Museo del Mare e o Bigo de manhã; Lanterna pela passarela à tarde, se for dia de abertura; ônibus ao Corso Italia e Boccadasse ao pôr do sol, com gelato nas pedras.

  3. Dia 3 · Camogli e San Fruttuoso

    Trem a Camogli; basílica e porto; barco a San Fruttuoso, com a abadia e o Cristo degli Abissi de barco com fundo de vidro; volta a pé por San Rocco ou de barco; noite em Camogli ou Santa Margherita.

  4. Dia 4 · Portofino

    Villa Durazzo e basílica em Santa Margherita de manhã; caminhada a Portofino por Paraggi, com banho; Castello Brown e farol ao pôr do sol; volta de barco.

  5. Dia 5 · Trilhas do promontório e volta

    Trilha de Portofino a San Fruttuoso pelo Parque de Portofino (1 h 30) ou a Portofino Vetta; tarde na praia de Paraggi; trem de Santa Margherita a Gênova ou às Cinque Terre (1 hora até La Spezia).

Melhor época

Quando ir: Gênova e Portofino mês a mês

De abril a junho e em setembro e outubro o clima costuma ser agradável e os barcos funcionam com mais saídas. O verão, de junho a agosto, é quente e é a época mais cheia no litoral. No inverno, de dezembro a fevereiro, Gênova segue com vida normal, mas parte dos barcos e serviços do litoral reduz a operação. As estações são invertidas em relação ao Brasil.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva média

inverno · clima ameno da Riviera

Inverno. Na estação de Genova, normais 1991–2020: média de 9,1 °C (mínimas perto de 6 °C) e cerca de 76 mm de chuva. Gênova tem o inverno mais ameno do norte da Itália, com dias de sol e vento (a tramontana); Portofino e Camogli em ritmo de vila, barcos reduzidos, parte dos hotéis fechada. Museus e caruggi para quem gosta de cidade.

Fevereiro Chuva média

inverno · mimosas e Carnaval

Inverno. Na estação de Genova, normais 1991–2020: média de 9,6 °C e cerca de 58 mm de chuva. Mimosas floridas nas colinas, Carnaval em Gênova; dias claros para Boccadasse e a Lanterna. Movimento baixo.

Março Chuva média

primavera começando · barcos voltando

Primavera começando. Na estação de Genova, normais 1991–2020: média de 12,1 °C e cerca de 74 mm de chuva. Os barcos para San Fruttuoso e Portofino voltam aos horários de temporada no fim do mês ou em abril; flores no Parque de Portofino. Horário de verão europeu no último domingo: 4 horas a mais que Brasília.

Abril Chuva alta

primavera · Páscoa e Euroflora (em alguns anos)

Primavera. Na estação de Genova, normais 1991–2020: média de 14,6 °C e cerca de 84 mm de chuva, em pancadas. A Páscoa e o 25 de abril reabrem a Riviera; em anos alternados, a Euroflora, a mostra de flores, ocupa Gênova. Mar ainda frio; trilhas do promontório no melhor.

Maio Chuva média

primavera · Rolli Days e Sagra del Pesce

Primavera plena. Na estação de Genova, normais 1991–2020: média de 18,4 °C e cerca de 58 mm de chuva. Rolli Days abrem os palácios de Gênova num fim de semana do mês; a Sagra del Pesce de Camogli, no segundo domingo; dias longos, mar começando a aceitar banho. Movimento alto nos fins de semana.

Junho Chuva baixa

verão · mar morno

Verão. Na estação de Genova, normais 1991–2020: média de 22 °C e cerca de 51 mm de chuva. Mar morno em Paraggi, San Fruttuoso e Boccadasse; barcos a cada hora; Portofino ainda sem a lotação de julho. Noites longas no Porto Antico.

Julho Chuva baixa

verão · alta temporada na Riviera

Verão. Na estação de Genova, normais 1991–2020: média de 24,7 °C e cerca de 26 mm de chuva, o mês mais seco. Portofino e San Fruttuoso lotados no meio do dia, iates na Piazzetta; vá cedo ou no fim da tarde. Gênova úmida de tarde; o aquário é o refúgio com ar-condicionado.

Agosto Chuva baixa

verão · Ferragosto

Verão. Na estação de Genova, normais 1991–2020: média de 25,1 °C e cerca de 48 mm de chuva, com tempestades no fim do mês. Pico da Riviera, com Ferragosto (15 de agosto) e fogos em Camogli e Rapallo; Gênova esvazia de moradores. Reserve barcos e hotéis.

Setembro Chuva alta

fim do verão · mar morno e tempestades

Fim do verão. Na estação de Genova, normais 1991–2020: média de 21,8 °C e cerca de 116 mm de chuva, em tempestades fortes e curtas típicas da Ligúria. Mar ainda morno, vilas esvaziando depois da primeira semana, luz dourada em Portofino; o Salone Nautico, em Gênova, no fim do mês, lota hotéis. Um dos melhores meses.

Outubro Chuva alta

outono · chuvas fortes e Rolli Days

Outono. Na estação de Genova, normais 1991–2020: média de 17,6 °C e cerca de 150 mm de chuva, com dias de chuva muito forte e alertas. Entre as frentes, dias claros e vilas vazias; Rolli Days de outono em Gênova. Os barcos reduzem no fim do mês. O horário de verão europeu termina no último domingo: 5 horas de diferença para Brasília.

Novembro Chuva alta

outono · mês mais chuvoso da Itália

Outono avançado. Na estação de Genova, normais 1991–2020: média de 13,3 °C e cerca de 200 mm de chuva, o mês mais chuvoso de Gênova e um dos mais chuvosos do país, com risco de alagamentos. Riviera fechada, barcos parados; Gênova de museus e focaccia sob as arcadas.

Dezembro Chuva alta

inverno · Natal nos caruggi

Inverno. Na estação de Genova, normais 1991–2020: média de 10,1 °C e cerca de 99 mm de chuva. Mercado de Natal na Piazza De Ferrari e luzes nos caruggi; Portofino monta o presépio submerso em San Fruttuoso na véspera de Natal. Entre o Natal e o Ano-Novo os hotéis da Riviera reabrem por dias.

Planeje o caminho

Como chegar: Gênova e Portofino

Do Brasil de avião: por Roma, Milão ou Gênova

Não há voo direto do Brasil para Gênova. Chega-se pelo voo direto de São Paulo ou do Rio para Roma Fiumicino e o trem a Gênova (cerca de 4 h, Intercity ou Frecciarossa via Milão/Pisa), ou por conexão em outra cidade europeia até Gênova Cristoforo Colombo (GOA), a 6 km do centro, ligado às estações pelo ônibus Volabus em 30 minutos, ou até Milão Malpensa, a 2 h 30 de trem e ônibus. Confirme antes de comprar.

De trem: Gênova e a linha da Riviera

Gênova tem duas estações principais, Piazza Principe (perto do porto e da Via Balbi) e Brignole (perto do centro moderno): Milano em cerca de 1 h 30, Torino em 1 h 50, Pisa em 1 h 40, Roma em cerca de 4 h, La Spezia (Cinque Terre) em 1 h 10, Nice (França) em cerca de 3 h 30. Os regionais da linha de Levante param em Camogli (30 minutos), Santa Margherita Ligure (35 minutos) e Rapallo; Portofino não tem estação (ônibus 782 ou barco de Santa Margherita). Valide os bilhetes regionais.

De barco: Portofino, San Fruttuoso e o Golfo Paradiso

Os barcos do Servizio Marittimo del Tigullio ligam Santa Margherita, Rapallo, Portofino e San Fruttuoso de abril a outubro, com dezenas de viagens por dia no verão; o Golfo Paradiso liga Gênova (Porto Antico), Recco e Camogli a San Fruttuoso e Portofino; de Gênova a Portofino de barco são cerca de 2 horas, na temporada. Com mar agitado tudo para; confira o site no dia. As balsas de Gênova a Sardenha, Córsega e Sicília saem do terminal do porto, ao lado da Lanterna.

De carro: a A12 e os limites de Portofino

A A12 (Gênova–Livorno) e a A7 (Milão–Gênova) chegam à cidade; Milão fica a 145 km, Turim a 170 km, Pisa a 160 km. Gênova tem trânsito difícil, túneis e a ZTL (zona de trânsito limitado) no centro histórico, com câmeras: estacione nas garagens do Porto Antico ou da estação. Portofino é fechada a carros de fora na temporada (estacionamento pago e limitado na entrada, caro, que esgota cedo); Santa Margherita e Camogli têm vagas pagas. O carro não ajuda na Riviera: trem e barco resolvem.

Como circular em Gênova e na Riviera

Gênova: metrô curto (Brin–Brignole, com De Ferrari e Principe), ônibus AMT, os elevadores e funiculares públicos que sobem as colinas (o Ascensore Castelletto, de 1909, dá a vista dos telhados), e o centro a pé; bilhete urbano de 100 minutos. Na Riviera: ônibus 782 Santa Margherita–Portofino (AMT), barcos, e as trilhas do Parque de Portofino, bem sinalizadas, entre Camogli, San Rocco, San Fruttuoso e Portofino.

Ingressos e reservas

Acquario di Genova: reserva online com horário. Musei di Strada Nuova, Palazzo Reale, Castello Brown, Villa Durazzo, Abbazia di San Fruttuoso: bilheteria no local; museus estatais sem cobrança no primeiro domingo do mês. Rolli Days: inscrição online nas datas. Barcos: bilhete no cais ou online na alta temporada. Gênova e as comunas do Tigullio cobram taxa de estadia por noite, paga na hospedagem. Confira a tabela atual.

Documentos e fuso horário para o brasileiro

A Itália está no espaço Schengen: o brasileiro entra com o passaporte válido, sem visto para turismo de até 90 dias. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Na entrada podem pedir passagem de volta, comprovante de onde vai ficar e meios para a estada; o seguro de viagem com cobertura médica é exigido para o espaço Schengen. Menores viajando sem os dois pais: confirme as exigências antes de ir. O fuso é o da Europa Central (CET): a Itália fica 4 horas à frente de Brasília no horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro, e 5 horas no resto do ano. A tomada é a de dois ou três pinos redondos, 230 V.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

De abril a junho e em setembro e outubro o clima costuma ser agradável e os barcos funcionam com mais saídas. O verão, de junho a agosto, é quente e é a época mais cheia no litoral. No inverno, de dezembro a fevereiro, Gênova segue com vida normal, mas parte dos barcos e serviços do litoral reduz a operação. As estações são invertidas em relação ao Brasil.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Três dias funcionam bem: dois em Gênova (palácios, catedral, porto e Boccadasse) e um no promontório, com Santa Margherita e Portofino. Com quatro ou cinco dias dá para incluir Camogli e o passeio de barco até San Fruttuoso. Quem tem pouco tempo consegue ver Portofino num bate-volta de Gênova.

Em que cidade se hospedar

Em Gênova, o centro histórico e a região entre Piazza De Ferrari e a estação Brignole são práticos para andar a pé; perto da estação Piazza Principe é bom para quem chega e sai de trem. No promontório, Santa Margherita Ligure tem mais hospedagem e fica no meio do caminho entre Gênova e Portofino. Camogli é alternativa mais tranquila, com estação de trem. Portofino tem pouca hospedagem e costuma ser a opção mais cara.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Gênova e Portofino

Como chegar do Brasil a Gênova e Portofino?

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. Gênova tem o Aeroporto Cristoforo Colombo, perto da cidade. Outra opção é chegar a Milão e seguir de trem até Gênova. De Gênova, o trem regional vai até Santa Margherita Ligure, e dali se segue de ônibus ou barco para Portofino.

Quantos dias reservar para a região?

Dois dias para Gênova e um para Portofino e Santa Margherita são o mínimo para ver o principal sem correria. Com um quarto dia dá para conhecer Camogli e ir de barco ou a pé até a abadia de San Fruttuoso.

Preciso de carro?

Não. Trem, ônibus e barco ligam Gênova às cidades do promontório. O centro de Gênova tem ZTL (zona de trânsito limitado), fechada para carros de fora, e a estrada até Portofino é estreita, movimentada e termina num estacionamento pago na entrada da vila. Sem carro, a viagem costuma ser mais simples.

Dá para fazer bate-volta de Milão?

Para Gênova, sim: o trem leva cerca de 1h30 a 2h. Portofino num bate-volta saindo de Milão fica cansativo, porque soma trem até Santa Margherita e ônibus ou barco. O ideal é dormir pelo menos uma noite na região.

Qual a melhor época para ir?

De abril a junho e em setembro e outubro, quando o clima costuma ser agradável e os barcos têm mais saídas. Julho e agosto são quentes e cheios no litoral. No inverno, Gênova funciona normalmente, mas os barcos do promontório diminuem.

Qual a diferença de fuso horário?

A Itália fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época do ano, por causa do horário de verão europeu.

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