Florença

Toscana

Florença

Berço do Renascimento às margens do Arno: a cúpula de Brunelleschi, o Davi de Michelangelo, os Uffizi e o Ponte Vecchio num centro histórico que se percorre a pé.

Centro

Na foto: Ponte Vecchio, Florença

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Florença (Firenze, em italiano) é a capital da Toscana e a cidade onde o Renascimento ganhou forma entre os séculos XIV e XVI. O centro histórico, Patrimônio Mundial da UNESCO, cabe numa caminhada: da Piazza del Duomo à Piazza della Signoria são poucos minutos, e dali ao Ponte Vecchio, outros tantos.

A família Médici, banqueiros que governaram a cidade e depois o grão-ducado da Toscana, encomendou boa parte do que o visitante vê hoje. As coleções reunidas por eles estão na Galleria degli Uffizi e no Palazzo Pitti; os túmulos da família ficam nas Cappelle Medicee, ao lado da Basilica di San Lorenzo.

A cúpula de Brunelleschi, sobre a Cattedrale di Santa Maria del Fiore, domina a paisagem. Michelangelo está por toda parte: o Davi original na Galleria dell'Accademia, a Sagrestia Nuova nas Cappelle Medicee, o túmulo na Basilica di Santa Croce. Do outro lado do rio Arno, o Oltrarno guarda oficinas de artesãos, o Giardino di Boboli e os mirantes do Piazzale Michelangelo e de San Miniato al Monte.

Florença também é a base mais prática para conhecer o resto da Toscana. Fiesole fica na colina logo acima da cidade, e o Chianti, região de vinhedos e vilarejos, começa ao sul. Siena, Pisa, San Gimignano e Lucca dão bate-volta de trem ou ônibus.

Este roteiro tem 1 cidade: Florença.

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Onde fica Florença
Florença

Contornos: ISTAT, limites administrativos 2026, CC BY 4.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Florença

✈ Aeroporto di Firenze-Peretola Amerigo Vespucci (FLR) · 6 km até Florença

✈ Aeroporto di Pisa Galileo Galilei (PSA), em Pisa · 85 km até Florença

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. Quem desembarca em Roma ou Milão segue de trem de alta velocidade até a estação Firenze Santa Maria Novella, no centro. O aeroporto da cidade (Firenze-Peretola) recebe voos europeus, e o de Pisa fica a cerca de uma hora de trem.

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Passeios em Florença

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Duomo de Florença: catedral, cúpula de Brunelleschi, campanário e batistério

Sai de Piazza del Duomo (15 min a pé da estação Santa Maria Novella) Visita ao conjunto da catedral, com subidas cerca de 4 horas manhã moderada (até 463 degraus)

A Cattedrale di Santa Maria del Fiore (Catedral de Florença), começada em 1296, tem a fachada de mármore branco, verde e rosa e a Cupola del Brunelleschi (Cúpula de Brunelleschi), erguida entre 1420 e 1436 sem andaimes de apoio, a maior cúpula de alvenaria já construída. A subida passa entre as duas cascas da cúpula, pela galeria interna com o afresco do Juízo Final de Vasari e Zuccari, e termina no lanternim, com a cidade inteira aos pés. O Campanile di Giotto (Campanário de Giotto), de 85 m, tem terraços no meio da subida e a vista da cúpula ao lado. O Battistero di San Giovanni (Batistério), do século 11, guarda o mosaico dourado do teto e as portas de bronze de Ghiberti, cujos painéis originais da Porta do Paraíso estão no Museo dell'Opera del Duomo, junto com a Pietà de Michelangelo e a Madalena de Donatello. A nave da catedral tem entrada sem cobrança, com fila; as subidas e o museu usam o bilhete do conjunto.

Passa por: Cattedrale di Santa Maria del Fiore, Cupola del Brunelleschi, Campanile di Giotto, Battistero di San Giovanni, Museo dell'Opera del Duomo.

Inclui: Nave da catedral sem cobrança (fila). Bilhete combinado da Opera del Duomo (cúpula, campanário, batistério, museu e cripta de Santa Reparata), pago à parte, válido por três dias; a subida à cúpula exige horário marcado na compra. Audioguia pago à parte.

Dica: Reserve o horário da cúpula no site da Opera del Duomo com semanas de antecedência; sem ele não se sobe. Subida estreita e quente no verão: não é indicada para quem tem claustrofobia. Suba ao campanário no fim da tarde para fotografar a cúpula com luz.

Melhor época: O ano todo. De abril a outubro as subidas lotam; em janeiro e fevereiro há horários livres no mesmo dia.

Galleria degli Uffizi: a pintura do Renascimento

Sai de Piazzale degli Uffizi, ao lado da Piazza della Signoria Museu com reserva cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil (longos corredores)

A Galleria degli Uffizi (Galeria Uffizi) ocupa o prédio de escritórios ('uffizi') construído por Vasari para Cosimo I de' Medici em 1560 e reúne a coleção da família: a Anunciação e a Adoração dos Magos de Leonardo, a Primavera e o Nascimento de Vênus de Botticelli, o Tondo Doni de Michelangelo, a Vênus de Urbino de Ticiano, a Medusa e o Baco de Caravaggio, Rafael, Piero della Francesca, Giotto e Cimabue. O percurso começa no segundo andar, pelo corredor com estátuas romanas e vista para o rio Arno e o Ponte Vecchio, e desce ao primeiro andar, com as salas do século 16 e 17. A Tribuna, a sala octogonal de 1584, era o cofre das peças preferidas dos Medici. Com três horas se vê o essencial; os corredores e a cafeteria do terraço, sobre a Loggia dei Lanzi, dão descanso.

Passa por: Galleria degli Uffizi.

Inclui: Ingresso pago à parte, com horário marcado, vendido no site oficial dos Uffizi (reserva recomendada; sem ela a fila pode passar de duas horas). Fecha às segundas. Audioguia pago à parte. Entrada sem cobrança no primeiro domingo do mês, sem reserva.

Dica: Compre com antecedência no site oficial das Gallerie degli Uffizi e evite revendedores. A abertura (8h15) e as últimas duas horas são menos cheias. O bilhete combinado com Palazzo Pitti e Boboli vale para quem fará os três em cinco dias.

Melhor época: O ano todo. De novembro a fevereiro (fora do Natal) o museu é mais tranquilo; de abril a outubro reserve com semanas de antecedência.

Galleria dell'Accademia: o Davi de Michelangelo

Sai de Via Ricasoli (10 min a pé do Duomo) Museu com reserva cerca de 1 h 30 manhã ou tarde fácil

A Galleria dell'Accademia (Galeria da Academia) guarda o Davi de Michelangelo, esculpido entre 1501 e 1504 num bloco de mármore de Carrara que outros escultores tinham rejeitado, com 5,17 m, instalado no museu em 1873 sob uma tribuna com luz zenital; a cópia da Piazza della Signoria marca o lugar original. No corredor que leva ao Davi estão os quatro Prigioni (Escravos), figuras inacabadas de Michelangelo para o túmulo de Júlio II, e o São Mateus; nas outras salas, pintura florentina do século 13 ao 16, o modelo em gesso do Rapto das Sabinas de Giambologna e o museu de instrumentos musicais, com peças da coleção dos Medici, entre elas um violoncelo Stradivari. É um museu pequeno, com a fila concentrada na porta.

Passa por: Galleria dell'Accademia.

Inclui: Ingresso pago à parte, com horário marcado no site oficial; sem reserva há fila. Fecha às segundas. Entrada sem cobrança no primeiro domingo do mês.

Dica: Reserve o primeiro horário da manhã e combine com o Mercato Centrale e San Lorenzo, a cinco minutos. Dá para fazer o Davi em uma hora e deixar o resto para a tarde.

Melhor época: O ano todo; a fila sem reserva é longa de abril a outubro.

Piazza della Signoria, Palazzo Vecchio e Ponte Vecchio

Sai de Piazza della Signoria Caminhada com visita ao palácio cerca de 3 horas manhã ou tarde moderada (torre de Arnolfo, 223 degraus)

A Piazza della Signoria é a praça do poder de Florença desde o século 14: a Loggia dei Lanzi, galeria aberta de esculturas (Perseu de Cellini, Rapto das Sabinas de Giambologna), a fonte de Netuno, a cópia do Davi diante da porta do Palazzo Vecchio e a placa onde Savonarola foi queimado em 1498. O Palazzo Vecchio (Palácio Velho), com a torre de Arnolfo de 94 m, é a prefeitura até hoje: visita-se o Salone dei Cinquecento, com os afrescos de batalhas de Vasari e o Gênio da Vitória de Michelangelo, os apartamentos de Eleonora de Toledo e o mapa-múndi da Sala delle Carte Geografiche; há percursos pelos corredores secretos e a subida à torre. Dali, pela Via Por Santa Maria, chega-se ao Ponte Vecchio (Ponte Velha), de 1345, com as lojas de ourives penduradas sobre o Arno desde 1593; por cima corre o Corridoio Vasariano, o corredor dos Medici entre os Uffizi e o Palazzo Pitti.

Passa por: Piazza della Signoria, Palazzo Vecchio, Ponte Vecchio.

Inclui: Praça e ponte sem cobrança. Palazzo Vecchio: museu, torre e percursos pagos à parte (bilheteria no local ou online). Corridoio Vasariano com visita paga à parte e reserva.

Dica: Visite o Palazzo Vecchio no fim do dia: ele costuma fechar mais tarde que os outros museus, menos às quintas. Fotografe o Ponte Vecchio da Ponte Santa Trinita, a jusante, ao pôr do sol. À noite as vitrines dos ourives ficam fechadas por portas de madeira.

Melhor época: O ano todo; nas noites de verão a praça fica cheia até tarde.

Palazzo Pitti e Giardino di Boboli

Sai de Piazza de' Pitti (5 min do Ponte Vecchio) Palácio e jardim cerca de 4 horas tarde moderada (ladeiras no jardim)

O Palazzo Pitti (Palácio Pitti), comprado pelos Medici em 1549, foi a residência dos grão-duques da Toscana e depois dos reis da Itália; hoje abriga a Galleria Palatina, com Rafael (a Madonna della Seggiola, a Velata), Ticiano, Rubens e Caravaggio pendurados como no século 18, parede inteira, nos salões reais; os Apartamentos Reais; a Galleria d'Arte Moderna, com os Macchiaioli; o Tesoro dei Granduchi; e o Museo della Moda e del Costume. Atrás, o Giardino di Boboli (Jardim de Boboli), de 1550, é o modelo do jardim italiano: o anfiteatro, a Fontana del Nettuno, o Viottolone de ciprestes, a Grotta del Buontalenti, a ilha do Isolotto e o terraço do Kaffeehaus com vista para a cúpula. O Giardino Bardini, ligado pelo mesmo bilhete, tem a escadaria barroca e a pérgula de glicínias, que floresce em abril.

Passa por: Palazzo Pitti, Giardino di Boboli.

Inclui: Ingresso pago à parte para o palácio (museus) e outro para Boboli com Bardini; bilhete combinado com os Uffizi vale cinco dias. Reserva recomendada na alta temporada. Fecha às segundas (palácio) ou primeiro e último segundas (jardim); confira.

Dica: Faça o jardim no fim da tarde, com a luz baixa sobre a cidade a partir do Kaffeehaus e do Forte di Belvedere. Em abril, a glicínia do Bardini é a imagem da temporada. Leve água: no jardim não há muitas fontes.

Melhor época: De março a outubro o jardim está no melhor; a glicínia floresce em abril.

Basilica di Santa Croce e o bairro

Sai de Piazza Santa Croce Visita à basílica e caminhada cerca de 2 horas tarde fácil

A Basilica di Santa Croce (Basílica de Santa Cruz), franciscana, começada em 1294, é o panteão da Itália: aqui estão os túmulos de Michelangelo, Galileu, Maquiavel, Rossini e Foscolo, e o cenotáfio de Dante, enterrado em Ravena. As capelas Bardi e Peruzzi têm afrescos de Giotto sobre a vida de São Francisco e de São João; o Crucifixo de Cimabue, danificado na enchente de 1966, está no refeitório; no claustro, a Cappella de' Pazzi, de Brunelleschi, é um dos modelos da arquitetura renascentista. A praça em frente recebe em junho o Calcio Storico, o futebol medieval entre os quatro bairros. Nas ruas em volta ficam as oficinas de couro da Scuola del Cuoio, dentro do convento, e as trattorias do bairro de Sant'Ambrogio, com o mercado coberto.

Passa por: Basilica di Santa Croce.

Inclui: Ingresso pago à parte (bilheteria no local ou online); inclui o claustro e o museu. Fiéis em oração entram sem cobrança pela capela lateral.

Dica: Vá no meio da tarde, quando os grupos da manhã já saíram. Combine com o Mercato di Sant'Ambrogio (manhã) ou com a subida ao Piazzale Michelangelo, atravessando o rio pela Ponte alle Grazie.

Melhor época: O ano todo. Em junho a praça vira arena do Calcio Storico, com arquibancadas que escondem a fachada por algumas semanas.

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Piazzale Michelangelo e San Miniato al Monte

Sai de Porta San Niccolò (ou ônibus 12/13) Caminhada em subida e mirante cerca de 2 horas fim de tarde moderada (escadarias)

O Piazzale Michelangelo, terraço aberto em 1869 na colina ao sul do Arno, com a cópia em bronze do Davi, é o cartão-postal de Florença: a cúpula, o campanário, a torre do Palazzo Vecchio, Santa Croce e as pontes em fila. Chega-se a pé em 20 minutos pelas rampas do Poggi a partir da Porta San Niccolò, ou de ônibus. Cem metros acima, a Basilica di San Miniato al Monte, do século 11, é a igreja românica mais bem conservada da cidade, com a fachada de mármore verde e branco, o piso de mosaico com o zodíaco, a cripta e o cemitério monumental onde está Collodi, o autor de Pinóquio; os monges olivetanos cantam as vésperas em gregoriano no fim da tarde. Na descida, o Giardino delle Rose, com esculturas de Folon, abre o ano todo.

Passa por: Piazzale Michelangelo, Basilica di San Miniato al Monte.

Inclui: Mirante e basílica sem cobrança. Ônibus pago à parte.

Dica: Suba por volta de uma hora antes do pôr do sol: primeiro San Miniato, com o canto das vésperas, depois o Piazzale para a luz dourada. No verão o terraço lota; o Giardino delle Rose, logo abaixo, tem a mesma vista com menos gente.

Melhor época: O ano todo. Maio tem as rosas no Giardino delle Rose; em abril e maio o Giardino dell'Iris, ao lado do Piazzale, abre por poucas semanas.

San Lorenzo, Cappelle Medicee e Mercato Centrale

Sai de Piazza San Lorenzo (5 min da estação) Igreja, capelas e mercado cerca de 3 horas manhã fácil

A Basilica di San Lorenzo, a igreja da família Medici, foi reconstruída por Brunelleschi a partir de 1419 e ficou com a fachada em tijolo bruto, porque o projeto de Michelangelo nunca saiu do papel; dentro, os púlpitos de bronze de Donatello e a Sagrestia Vecchia, de Brunelleschi. As Cappelle Medicee (Capelas dos Medici), com entrada própria atrás da igreja, reúnem a Cappella dei Principi, o mausoléu de mármores coloridos dos grão-duques, e a Sagrestia Nuova, desenhada por Michelangelo entre 1520 e 1534, com as esculturas da Aurora, do Crepúsculo, do Dia e da Noite sobre os túmulos de Lorenzo e Giuliano. A Biblioteca Laurenziana, no claustro, tem o vestíbulo e a escada de Michelangelo. Em volta, a feira de rua de couro e, no prédio de ferro de 1874, o Mercato Centrale: no térreo os açougues, queijos e o lampredotto (o sanduíche de bucho); no andar de cima a praça de alimentação, aberta até tarde.

Passa por: Basilica di San Lorenzo, Cappelle Medicee, Mercato Centrale.

Inclui: Basílica e Cappelle Medicee com ingressos pagos à parte (a Sagrestia Nuova pede horário marcado em dias cheios). Mercado sem cobrança; comida paga à parte.

Dica: Vá às Cappelle Medicee na abertura e almoce no mercado; o térreo fecha no começo da tarde, o andar de cima não. Pechinche na feira de couro e confira se é couro mesmo.

Melhor época: O ano todo. O mercado fecha aos domingos no térreo.

Museo Nazionale del Bargello: a escultura do Renascimento

Sai de Via del Proconsolo Museu cerca de 2 horas manhã fácil

O Museo Nazionale del Bargello ocupa o palácio do capitão do povo, de 1255, depois prisão e sede do chefe de polícia (bargello). Desde 1865 é o museu da escultura: o Davi de bronze de Donatello, o primeiro nu em escultura desde a Antiguidade, o São Jorge e o Marzocco do mesmo autor, o Baco e o Tondo Pitti de Michelangelo, os dois painéis do concurso de 1401 para as portas do batistério, de Ghiberti e Brunelleschi, o Mercúrio de Giambologna e as terracotas esmaltadas dos Della Robbia. O pátio com escadaria aberta e os brasões dos podestà é um dos mais bonitos da cidade. É um museu de poucos visitantes, em comparação com os Uffizi, e o percurso cabe em duas horas.

Passa por: Museo Nazionale del Bargello.

Inclui: Ingresso pago à parte (bilheteria no local ou online). Horários reduzidos em alguns dias; confira o calendário no site dos Musei del Bargello.

Dica: É a opção certa para uma manhã com os Uffizi esgotados. O ingresso costuma incluir as outras sedes dos Musei del Bargello (Orsanmichele, Palazzo Davanzati, Casa Martelli) em prazos definidos; confira.

Melhor época: O ano todo.

Santa Maria Novella: a basílica e a farmácia histórica

Sai de Piazza Santa Maria Novella (em frente à estação) Basílica e visita à Officina Profumo-Farmaceutica cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil

A Basilica di Santa Maria Novella, dominicana, tem a fachada de mármore desenhada por Leon Battista Alberti em 1470 e, dentro, a Trindade de Masaccio (1427), o primeiro uso da perspectiva matemática na pintura, os afrescos de Ghirlandaio na capela maior, o Crucifixo de Giotto e o de Brunelleschi, e os claustros com o Cappellone degli Spagnoli. Ao lado, na Via della Scala, a Officina Profumo-Farmaceutica di Santa Maria Novella, fundada pelos frades em 1221 e aberta ao público em 1612, vende até hoje águas de colônia, sabonetes e o licor Alkermes em salas de afrescos e vitrines antigas, com um pequeno museu. A praça em frente, com os dois obeliscos onde corriam as carruagens do Palio dei Cocchi, fica diante da estação ferroviária de 1934, obra do racionalismo italiano.

Passa por: Basilica di Santa Maria Novella.

Inclui: Basílica com ingresso pago à parte (inclui museu e claustros). Officina sem cobrança para visitar; produtos pagos à parte.

Dica: A basílica é a última parada natural antes de pegar o trem: a estação é em frente. A Officina é cheia de grupos à tarde; de manhã é tranquila.

Melhor época: O ano todo.

Oltrarno: Santo Spirito, as oficinas e a Cappella Brancacci

Sai de Ponte Santa Trinita Caminhada de bairro cerca de 3 horas tarde fácil

O Oltrarno, 'além do Arno', é o lado dos artesãos: restauradores de móveis, douradores, encadernadores e sapateiros nas ruas Maggio, dei Serragli e Toscanella, com as portas das oficinas abertas. A Piazza Santo Spirito, com a igreja de Brunelleschi de fachada lisa e mercado de manhã, é o centro de vida do bairro, com bares e mesas até tarde. Na Santa Maria del Carmine, a Cappella Brancacci guarda os afrescos de Masaccio e Masolino (1424–1428), com a Expulsão do Paraíso e o Pagamento do Tributo, que Michelangelo veio copiar quando jovem; a visita é por grupos pequenos, com reserva. Na Via Romana, o Museo La Specola tem a coleção de ceras anatômicas do século 18. O Borgo San Jacopo e a Via de' Bardi, ao longo do rio, levam ao Ponte Vecchio por trás.

Passa por: Oltrarno.

Inclui: Caminhada livre. Cappella Brancacci com ingresso pago à parte e reserva; Santo Spirito sem cobrança (sacristia e refeitório pagos).

Dica: Reserve a Cappella Brancacci no site dos museus municipais: os turnos são pequenos. Vá à praça Santo Spirito no fim do dia; no segundo domingo do mês há feira de artesanato e antiguidades.

Melhor época: O ano todo; nas noites de verão a praça fica movimentada.

Fiesole: a colina etrusca sobre Florença

Sai de Piazza San Marco (ônibus 7) Bate-volta de ônibus cerca de 4 horas tarde moderada (ladeira até San Francesco)

Fiesole, a 300 m acima de Florença, era cidade etrusca antes de Florença existir. O ônibus 7 sobe em cerca de 25 minutos até a Piazza Mino, com a catedral românica de São Rômulo. A Área Arqueológica tem o teatro romano do século 1 a.C., ainda usado em julho para o festival Estate Fiesolana, as termas, o templo etrusco e um museu; o Museo Bandini guarda pintura toscana dos séculos 13 a 15. A ladeira da Via San Francesco sobe ao convento de São Francisco, com o terraço sobre Florença, a cúpula vista de cima e o vale do Arno. A caminhada de volta pela Via Vecchia Fiesolana passa pelas villas e muros de ciprestes até San Domenico, onde Fra Angelico foi noviço, e dali o ônibus desce à cidade.

Passa por: Fiesole.

Inclui: Ônibus urbano (bilhete comum). Área arqueológica e museus pagos à parte, com bilhete combinado; terraço de San Francesco sem cobrança.

Dica: Vá no meio da tarde e espere o pôr do sol no terraço de San Francesco; o último ônibus desce tarde, mas confira. É um bom respiro em dia de calor na cidade.

Melhor época: De abril a outubro as tardes são longas; em julho, as noites de espetáculo no teatro romano.

Chianti: Greve in Chianti e a estrada dos vinhedos

Sai de Florença (ônibus 365 ou carro pela SR222) Bate-volta de ônibus ou carro cerca de 7 horas dia inteiro fácil

Greve in Chianti, a 30 km ao sul de Florença pela estrada Chiantigiana (SR222), é a porta do Chianti, a região de colinas de vinhedos, oliveiras e ciprestes entre Florença e Siena. A Piazza Matteotti, triangular, com os arcos das lojas e a estátua de Verrazzano, o navegador nascido no castelo vizinho, tem feira aos sábados; o Museo del Vino e a Antica Macelleria Falorni, aberta em 1729, ficam na praça. A 2 km, o vilarejo murado de Montefioralle é uma volta de dez minutos entre pedras. As vinícolas em volta (Castello di Verrazzano, Vicchiomaggio, Querciabella) recebem com visita às caves e prova marcadas com antecedência; a visita é o assunto, e quem dirige não prova. O ônibus 365 da Autolinee Toscane sai da estação de Florença e leva cerca de uma hora.

Passa por: Greve in Chianti.

Inclui: Ônibus pago à parte (fora do bilhete urbano). Vinícolas: visita e prova pagas à parte, com reserva. Museo del Vino com ingresso.

Dica: Sem carro, o ônibus 365 resolve Greve e Montefioralle; com carro, siga pela SR222 até Panzano e Castellina. Em setembro, a Expo del Chianti Classico ocupa a praça de Greve por um fim de semana.

Melhor época: De abril a outubro as colinas estão verdes; setembro e começo de outubro são a vindima; no inverno muitas vinícolas só abrem com reserva.

Dia a dia

Roteiro de 3, 5 e 7 dias em Florença

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

3 dias · Florença em 3 dias: Duomo, Uffizi, Davi e o Oltrarno

Para Primeira vez em Florença, chegando de Roma de trem ou do voo com conexão, com os três museus reservados. · Base em Centro histórico, entre o Duomo e o Arno
  1. Dia 1 · Chegada, Duomo e Piazza della Signoria

    Chegada à estação Santa Maria Novella (de Roma, cerca de 1 h 30 de Frecciarossa). Deixe as malas e caminhe até o Duomo: suba à cúpula no horário reservado ou ao campanário, veja o batistério e o museu da Opera. À tarde, Piazza della Signoria, Palazzo Vecchio e o Ponte Vecchio; pôr do sol da Ponte Santa Trinita.

  2. Dia 2 · Uffizi e Santa Croce

    Galleria degli Uffizi na abertura, com reserva, por três horas. Almoço perto de Sant'Ambrogio. À tarde, Basilica di Santa Croce e o bairro das oficinas de couro; no fim do dia, subida ao Piazzale Michelangelo e San Miniato al Monte.

  3. Dia 3 · Davi, San Lorenzo e Oltrarno

    Galleria dell'Accademia no primeiro horário para o Davi; Cappelle Medicee e almoço no Mercato Centrale. À tarde, atravesse ao Oltrarno: Palazzo Pitti ou Giardino di Boboli, Santo Spirito e a Cappella Brancacci com reserva. Última noite na Piazza Santo Spirito.

5 dias · Florença em 5 dias: a cidade com calma, Fiesole e Chianti
Para Quem quer ver Florença sem correr e sair um dia para as colinas. · Base em Centro histórico ou Oltrarno
  1. Dia 1 · Chegada e Duomo

    Chegada de trem ou do aeroporto de Peretola (bonde T2 até a estação). Duomo: cúpula de Brunelleschi no horário reservado, batistério e Museo dell'Opera. Fim de tarde na Piazza della Signoria e no Ponte Vecchio.

  2. Dia 2 · Uffizi e Palazzo Vecchio

    Uffizi de manhã, com reserva. Almoço perto do Mercato Centrale. À tarde, Palazzo Vecchio com a torre de Arnolfo, e Bargello se sobrar tempo. Jantar em Sant'Ambrogio.

  3. Dia 3 · Davi, Medici e Santa Croce

    Galleria dell'Accademia na abertura; San Lorenzo e Cappelle Medicee; Santa Maria Novella à tarde ou Santa Croce; Piazzale Michelangelo e San Miniato ao pôr do sol.

  4. Dia 4 · Oltrarno e Pitti

    Palazzo Pitti de manhã (Galleria Palatina), Giardino di Boboli e Bardini à tarde; caminhada pelas oficinas do Oltrarno, Cappella Brancacci com reserva, noite na Piazza Santo Spirito.

  5. Dia 5 · Fiesole ou Chianti

    Bate-volta: Fiesole de ônibus (meio dia, com o teatro romano e o terraço de San Francesco) ou Greve in Chianti de ônibus 365 ou de carro, com uma vinícola marcada. Volta a Florença para a última noite.

7 dias · Florença em 7 dias: base para a Toscana
Para Quem quer ficar numa cidade só e fazer bate-voltas de trem a Pisa, Lucca e Siena, além de Fiesole e Chianti. · Base em Centro histórico, perto da estação Santa Maria Novella, para os trens
  1. Dia 1 · Chegada e Duomo

    Chegada à estação Santa Maria Novella ou ao aeroporto de Peretola (bonde T2 até a estação). Tarde no conjunto do Duomo: cúpula de Brunelleschi no horário reservado, batistério e Museo dell'Opera; Piazza della Signoria e Ponte Vecchio no fim do dia, com o pôr do sol visto da Ponte Santa Trinita.

  2. Dia 2 · Uffizi e Santa Croce

    Galleria degli Uffizi na abertura, com reserva, por cerca de três horas, com pausa na cafeteria do terraço. Almoço em Sant'Ambrogio. À tarde, Basilica di Santa Croce e as oficinas de couro do bairro; no fim do dia, subida ao Piazzale Michelangelo e vésperas em San Miniato al Monte.

  3. Dia 3 · Davi, Medici e Bargello

    Galleria dell'Accademia no primeiro horário para o Davi; Cappelle Medicee com a Sagrestia Nuova de Michelangelo e almoço no Mercato Centrale. À tarde, o Museo Nazionale del Bargello, com o Davi de Donatello; Santa Maria Novella e a farmácia histórica no fim do dia.

  4. Dia 4 · Oltrarno

    Palazzo Pitti de manhã, com a Galleria Palatina; Giardino di Boboli e Giardino Bardini depois do almoço, com a vista do Kaffeehaus. Fim de tarde nas oficinas do Oltrarno e na Cappella Brancacci, com reserva; noite na Piazza Santo Spirito.

  5. Dia 5 · Pisa e Lucca de trem

    Trem regional até Pisa (cerca de 1 hora) para a Piazza dei Miracoli de manhã; trem de 30 minutos até Lucca para a tarde nas muralhas e na Piazza dell'Anfiteatro; volta a Florença à noite (1 h 20).

  6. Dia 6 · Siena de ônibus

    Ônibus 131 rápido da Autolinee Toscane até Siena (cerca de 1 h 15): Piazza del Campo, Duomo e Torre del Mangia; volta no fim da tarde. Alternativa: San Gimignano com troca em Poggibonsi.

  7. Dia 7 · Fiesole e despedida

    Manhã em Fiesole, com o teatro romano e o terraço; tarde livre para compras no Oltrarno ou um museu que ficou de fora; trem ou voo de saída no dia seguinte.

Melhor época

Quando ir: Florença mês a mês

Abril, maio, setembro e outubro costumam ter temperatura agradável para andar a pé. De junho a agosto o calor é forte e as filas dos museus crescem. De novembro a fevereiro faz frio, chove mais e há menos gente. As estações são invertidas em relação ao Brasil.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva média

inverno · museus vazios

Inverno. Na estação de Firenze Peretola (aeroporto), normais 1991–2020: média de 6,6 °C (mínimas perto de 2 °C) e cerca de 58 mm de chuva. Manhãs com neblina e geada, tardes frias; neve é rara. É o mês mais vazio: Uffizi e Accademia com reserva fácil, cúpula sem fila. Casaco pesado e sapato fechado para o calçamento.

Fevereiro Chuva média

inverno · Carnaval

Inverno. Na estação de Firenze Peretola (aeroporto), normais 1991–2020: média de 7,6 °C e cerca de 64 mm de chuva. Ainda frio, com dias claros. Movimento baixo, bom para museus; o Carnaval traz desfiles de crianças. A Pitti Uomo, feira de moda, lota hotéis por uma semana em janeiro e junho.

Março Chuva média

primavera começando · dias alongando

Primavera começando. Na estação de Firenze Peretola (aeroporto), normais 1991–2020: média de 10,7 °C e cerca de 61 mm de chuva. Céu variável, tardes amenas. Quando a Páscoa cai em março, o Scoppio del Carro, no domingo de Páscoa diante do Duomo, lota a praça. Horário de verão europeu no último domingo: 4 horas a mais que Brasília.

Abril Chuva média

primavera · glicínias e Páscoa

Primavera. Na estação de Firenze Peretola (aeroporto), normais 1991–2020: média de 14 °C e cerca de 67 mm de chuva, em pancadas. Glicínias no Giardino Bardini, íris no jardim ao lado do Piazzale Michelangelo (abre por poucas semanas). Páscoa (quando cai em abril) e o 25 de abril enchem a cidade: reserve museus e cúpula com semanas de antecedência.

Maio Chuva média

primavera · rosas e Maggio Musicale

Primavera plena. Na estação de Firenze Peretola (aeroporto), normais 1991–2020: média de 18,3 °C (máximas de 24 °C) e cerca de 63 mm de chuva. Rosas no Giardino delle Rose, jantares ao ar livre. O Maggio Musicale Fiorentino, festival de ópera e concertos, vai de abril a junho. Movimento alto.

Junho Chuva baixa

verão · Calcio Storico

Verão. Na estação de Firenze Peretola (aeroporto), normais 1991–2020: média de 22,6 °C (máximas de 29 °C) e cerca de 45 mm de chuva. Calor de tarde; museus são o refúgio. Em 24 de junho, São João, padroeiro: final do Calcio Storico na Piazza Santa Croce e fogos sobre o Arno à noite, vistos do Piazzale Michelangelo. A Pitti Uomo ocupa a cidade por uma semana.

Julho Chuva baixa

verão · calor forte

Verão. Na estação de Firenze Peretola (aeroporto), normais 1991–2020: média de 25,4 °C, com máximas que passam de 32 °C na planície do Arno, e cerca de 25 mm de chuva. Florença é uma das cidades mais quentes da Itália no verão: ruínas e caminhadas cedo, museus à tarde, Fiesole ou Boboli para a brisa. Cúpula e campanário são sufocantes no meio do dia. Estate Fiesolana no teatro romano.

Agosto Chuva baixa

verão · Ferragosto

Verão. Na estação de Firenze Peretola (aeroporto), normais 1991–2020: média de 25,4 °C e cerca de 37 mm de chuva, com tempestades no fim do mês. Em 15 de agosto muitos florentinos saem e lojas de bairro fecham; os museus seguem abertos e a cidade fica mais vazia na segunda quinzena. Leve garrafa de água: há bebedouros públicos.

Setembro Chuva média

fim do verão · vindima no Chianti

Fim do verão. Na estação de Firenze Peretola (aeroporto), normais 1991–2020: média de 20,9 °C e cerca de 67 mm de chuva. Dias quentes e noites frescas; é a época mais procurada no Chianti, com a vindima e a Expo del Chianti Classico em Greve. Movimento alto de novo; reserve os museus.

Outubro Chuva alta

outono · luz baixa

Outono. Na estação de Firenze Peretola (aeroporto), normais 1991–2020: média de 16,1 °C e cerca de 105 mm de chuva, concentrada em dias de chuva forte. Tardes douradas, castanhas e vinho novo nos mercados. O horário de verão europeu termina no último domingo: 5 horas de diferença para Brasília.

Novembro Chuva alta

outono · mês mais chuvoso

Outono avançado. Na estação de Firenze Peretola (aeroporto), normais 1991–2020: média de 11,1 °C e cerca de 115 mm de chuva, o mês mais chuvoso. Dia 1º é feriado. Poucos visitantes, museus tranquilos; o rio Arno sobe com as chuvas. Guarda-chuva e sapato impermeável.

Dezembro Chuva alta

inverno · Natal

Inverno. Na estação de Firenze Peretola (aeroporto), normais 1991–2020: média de 7 °C e cerca de 81 mm de chuva. Dias curtos, mercado de Natal alemão na Piazza Santa Croce (costuma ir do fim de novembro a meados de dezembro), presépio na Piazza del Duomo. Entre o Natal e o Ano-Novo a cidade enche de novo; museus com horários especiais, confirme.

Planeje o caminho

Como chegar: Florença

Do Brasil de avião: por Roma ou por conexão europeia

Não há voo direto do Brasil para Florença. A chegada mais simples é pelo voo direto de São Paulo ou do Rio para Roma Fiumicino e o trem de alta velocidade até Florença (de Roma Termini, cerca de 1 h 30; há trens que saem da própria estação do aeroporto com baldeação em Roma). A outra opção é um voo com conexão em outra cidade europeia até o aeroporto de Florença Peretola (FLR), pequeno e a 5 km do centro, ligado à estação Santa Maria Novella pelo bonde T2 em cerca de 20 minutos, ou até Pisa (PSA), com o trem PisaMover e o regional até Florença em cerca de 1 h 15. Confirme antes de comprar.

De trem de outras cidades italianas

A estação Firenze Santa Maria Novella fica no centro, a 10 minutos a pé do Duomo. Trens Frecciarossa (Trenitalia) e Italo: Roma em cerca de 1 h 30, Bologna em 35 minutos, Milano em cerca de 1 h 50, Venezia em cerca de 2 h, Napoli em cerca de 2 h 50. Alguns trens de alta velocidade usam a estação Firenze Campo di Marte ou Rifredi, fora do centro: confira na compra. Trens regionais, sem reserva, ligam Florença a Pisa (1 hora), Lucca (1 h 20), Arezzo (1 hora) e Siena (1 h 30, com baldeação em Empoli). Compre a alta velocidade com antecedência nos sites da Trenitalia e da Italo.

De carro: autoestradas e ZTL

Florença está na A1 (Milão–Roma), a cerca de 275 km de Roma e 300 km de Milão, e na A11 para Pisa e Lucca. O centro histórico inteiro é ZTL (zona de trânsito limitado), com câmeras que registram a placa; a multa chega depois, pela locadora, inclusive para quem só entrou para deixar a mala no hotel. Deixe o carro em estacionamento fora da ZTL (os da estação e da Fortezza da Basso são os mais usados) ou alugue só no dia de sair para a Toscana. Dentro da cidade tudo se faz a pé.

Como circular em Florença

A cidade se anda a pé: do Duomo ao Ponte Vecchio são 10 minutos, ao Piazzale Michelangelo 30. Os bondes T1 e T2 ligam a estação ao aeroporto e aos bairros; os ônibus da Autolinee Toscane sobem a Fiesole (7) e ao Piazzale Michelangelo (12 e 13). O bilhete de 90 minutos vale em ônibus e bonde e se compra em tabacarias, máquinas ou por aproximação do cartão. A Firenze Card, de 72 horas, dá entrada em dezenas de museus (Uffizi e Accademia precisam de reserva mesmo com o cartão). Táxis têm pontos fixos; não se param na rua.

Ingressos e reservas: Uffizi, Accademia e cúpula

Galleria degli Uffizi e Galleria dell'Accademia: compre com horário marcado no site oficial das Gallerie degli Uffizi e da Accademia; sem reserva, as filas passam de duas horas na alta temporada. Cúpula de Brunelleschi: o bilhete da Opera del Duomo exige horário marcado para a subida, reservado com semanas de antecedência. Cappella Brancacci e Palazzo Vecchio: site dos museus municipais. Palazzo Pitti e Boboli: site dos Uffizi, com bilhete combinado de cinco dias. No primeiro domingo do mês os museus estatais não cobram entrada, sem reserva. Florença cobra taxa de estadia por noite, paga na hospedagem. Confira a tabela atual.

Documentos e fuso horário para o brasileiro

A Itália está no espaço Schengen: o brasileiro entra com o passaporte válido, sem visto para turismo de até 90 dias. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Na entrada podem pedir passagem de volta, comprovante de onde vai ficar e meios para a estada; o seguro de viagem com cobertura médica é exigido para o espaço Schengen. Menores viajando sem os dois pais: confirme as exigências antes de ir. O fuso é o da Europa Central (CET): a Itália fica 4 horas à frente de Brasília no horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro, e 5 horas no resto do ano. A tomada é a de dois ou três pinos redondos, 230 V.

Bate-voltas a partir de Florença

Pisa: trem regional de Santa Maria Novella, cerca de 1 hora. Lucca: trem regional, cerca de 1 h 20 (ou 30 minutos a partir de Pisa). Siena: ônibus 131 rápido da Autolinee Toscane, cerca de 1 h 15, com saída da estação; de trem leva 1 h 30 com baldeação. San Gimignano: ônibus com troca em Poggibonsi, cerca de 1 h 30. Bologna: 35 minutos de alta velocidade. Fiesole: ônibus 7, 25 minutos. Greve in Chianti: ônibus 365, cerca de 1 hora. Cinque Terre: trem até La Spezia (cerca de 2 h 20, com baldeação em Pisa) e o trem regional das cinco vilas; cansa num dia só. Confirme horários nos sites da Trenitalia e da Autolinee Toscane.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

Abril, maio, setembro e outubro costumam ter temperatura agradável para andar a pé. De junho a agosto o calor é forte e as filas dos museus crescem. De novembro a fevereiro faz frio, chove mais e há menos gente. As estações são invertidas em relação ao Brasil.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Dois dias dão para o essencial: Duomo, Uffizi, Accademia, Piazza della Signoria, Ponte Vecchio e o pôr do sol no Piazzale Michelangelo. Com três dias entram com calma o Palazzo Pitti, o Giardino di Boboli, Santa Croce e o Oltrarno. Quatro ou cinco dias permitem bate-voltas a Fiesole, ao Chianti, a Siena ou a Pisa.

Em que cidade se hospedar

O centro histórico, entre o Duomo e a Piazza della Signoria, deixa quase tudo a pé, mas é a área mais movimentada. Os arredores da estação Santa Maria Novella são práticos para quem vai fazer bate-voltas de trem. Santa Croce tem muitos restaurantes e vida à noite. No Oltrarno, perto de Santo Spirito e do Palazzo Pitti, o clima é de bairro, com oficinas e praças. A taxa de turismo da cidade é cobrada na hospedagem.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Florença

Como chegar do Brasil a Florença?

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. A forma mais comum é voar até Roma ou Milão e seguir de trem de alta velocidade da Trenitalia ou da Italo até a estação Firenze Santa Maria Novella: de Roma são cerca de 1h30; de Milão, cerca de 2 horas. Também dá para chegar com conexão europeia ao aeroporto de Florença (Peretola) ou ao de Pisa.

Quantos dias ficar em Florença?

Dois dias cobrem os principais museus e monumentos, desde que os ingressos com horário (Uffizi, Accademia e a subida da cúpula) estejam reservados. Três dias permitem incluir o Palazzo Pitti, o Giardino di Boboli e o Oltrarno sem correria. Para bate-voltas a Fiesole, ao Chianti, a Siena ou a Pisa, some um dia para cada.

Preciso alugar carro para visitar Florença?

Não. O centro histórico é uma ZTL (zona de trânsito limitado), fechada para carros de fora, e a multa chega pelo locador. Tudo se faz a pé, e para Fiesole há ônibus urbano. O carro só faz sentido para rodar pelo Chianti e pelos vilarejos da Toscana; nesse caso, retire o veículo na saída da cidade e deixe-o fora do centro.

Qual a melhor época para visitar Florença?

Primavera (abril e maio) e outono (setembro e outubro) costumam combinar clima ameno e dias longos. O verão, de junho a agosto, é quente e é a época de mais turistas. O inverno, de dezembro a fevereiro, é frio, mas os museus ficam mais vazios. A Itália fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época do ano.

Dá para fazer bate-volta de Roma a Florença?

Dá, porque o trem de alta velocidade leva cerca de 1h30 entre Roma Termini e Firenze Santa Maria Novella. Mas o dia fica curto para os museus: escolha entre Uffizi e Accademia, reserve com antecedência e use o resto do tempo para o Duomo, a Piazza della Signoria e o Ponte Vecchio. Dormir ao menos uma noite rende bem mais.

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