Piazzale Michelangelo e San Miniato al Monte
Sai de Porta San Niccolò (ou ônibus 12/13) Caminhada em subida e mirante cerca de 2 horas fim de tarde moderada (escadarias)
O Piazzale Michelangelo, terraço aberto em 1869 na colina ao sul do Arno, com a cópia em bronze do Davi, é o cartão-postal de Florença: a cúpula, o campanário, a torre do Palazzo Vecchio, Santa Croce e as pontes em fila. Chega-se a pé em 20 minutos pelas rampas do Poggi a partir da Porta San Niccolò, ou de ônibus. Cem metros acima, a Basilica di San Miniato al Monte, do século 11, é a igreja românica mais bem conservada da cidade, com a fachada de mármore verde e branco, o piso de mosaico com o zodíaco, a cripta e o cemitério monumental onde está Collodi, o autor de Pinóquio; os monges olivetanos cantam as vésperas em gregoriano no fim da tarde. Na descida, o Giardino delle Rose, com esculturas de Folon, abre o ano todo.
Passa por: Piazzale Michelangelo, Basilica di San Miniato al Monte.
Inclui: Mirante e basílica sem cobrança. Ônibus pago à parte.
Dica: Suba por volta de uma hora antes do pôr do sol: primeiro San Miniato, com o canto das vésperas, depois o Piazzale para a luz dourada. No verão o terraço lota; o Giardino delle Rose, logo abaixo, tem a mesma vista com menos gente.
Melhor época: O ano todo. Maio tem as rosas no Giardino delle Rose; em abril e maio o Giardino dell'Iris, ao lado do Piazzale, abre por poucas semanas.
San Lorenzo, Cappelle Medicee e Mercato Centrale
Sai de Piazza San Lorenzo (5 min da estação) Igreja, capelas e mercado cerca de 3 horas manhã fácil
A Basilica di San Lorenzo, a igreja da família Medici, foi reconstruída por Brunelleschi a partir de 1419 e ficou com a fachada em tijolo bruto, porque o projeto de Michelangelo nunca saiu do papel; dentro, os púlpitos de bronze de Donatello e a Sagrestia Vecchia, de Brunelleschi. As Cappelle Medicee (Capelas dos Medici), com entrada própria atrás da igreja, reúnem a Cappella dei Principi, o mausoléu de mármores coloridos dos grão-duques, e a Sagrestia Nuova, desenhada por Michelangelo entre 1520 e 1534, com as esculturas da Aurora, do Crepúsculo, do Dia e da Noite sobre os túmulos de Lorenzo e Giuliano. A Biblioteca Laurenziana, no claustro, tem o vestíbulo e a escada de Michelangelo. Em volta, a feira de rua de couro e, no prédio de ferro de 1874, o Mercato Centrale: no térreo os açougues, queijos e o lampredotto (o sanduíche de bucho); no andar de cima a praça de alimentação, aberta até tarde.
Passa por: Basilica di San Lorenzo, Cappelle Medicee, Mercato Centrale.
Inclui: Basílica e Cappelle Medicee com ingressos pagos à parte (a Sagrestia Nuova pede horário marcado em dias cheios). Mercado sem cobrança; comida paga à parte.
Dica: Vá às Cappelle Medicee na abertura e almoce no mercado; o térreo fecha no começo da tarde, o andar de cima não. Pechinche na feira de couro e confira se é couro mesmo.
Melhor época: O ano todo. O mercado fecha aos domingos no térreo.
Museo Nazionale del Bargello: a escultura do Renascimento
Sai de Via del Proconsolo Museu cerca de 2 horas manhã fácil
O Museo Nazionale del Bargello ocupa o palácio do capitão do povo, de 1255, depois prisão e sede do chefe de polícia (bargello). Desde 1865 é o museu da escultura: o Davi de bronze de Donatello, o primeiro nu em escultura desde a Antiguidade, o São Jorge e o Marzocco do mesmo autor, o Baco e o Tondo Pitti de Michelangelo, os dois painéis do concurso de 1401 para as portas do batistério, de Ghiberti e Brunelleschi, o Mercúrio de Giambologna e as terracotas esmaltadas dos Della Robbia. O pátio com escadaria aberta e os brasões dos podestà é um dos mais bonitos da cidade. É um museu de poucos visitantes, em comparação com os Uffizi, e o percurso cabe em duas horas.
Passa por: Museo Nazionale del Bargello.
Inclui: Ingresso pago à parte (bilheteria no local ou online). Horários reduzidos em alguns dias; confira o calendário no site dos Musei del Bargello.
Dica: É a opção certa para uma manhã com os Uffizi esgotados. O ingresso costuma incluir as outras sedes dos Musei del Bargello (Orsanmichele, Palazzo Davanzati, Casa Martelli) em prazos definidos; confira.
Melhor época: O ano todo.
Santa Maria Novella: a basílica e a farmácia histórica
Sai de Piazza Santa Maria Novella (em frente à estação) Basílica e visita à Officina Profumo-Farmaceutica cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil
A Basilica di Santa Maria Novella, dominicana, tem a fachada de mármore desenhada por Leon Battista Alberti em 1470 e, dentro, a Trindade de Masaccio (1427), o primeiro uso da perspectiva matemática na pintura, os afrescos de Ghirlandaio na capela maior, o Crucifixo de Giotto e o de Brunelleschi, e os claustros com o Cappellone degli Spagnoli. Ao lado, na Via della Scala, a Officina Profumo-Farmaceutica di Santa Maria Novella, fundada pelos frades em 1221 e aberta ao público em 1612, vende até hoje águas de colônia, sabonetes e o licor Alkermes em salas de afrescos e vitrines antigas, com um pequeno museu. A praça em frente, com os dois obeliscos onde corriam as carruagens do Palio dei Cocchi, fica diante da estação ferroviária de 1934, obra do racionalismo italiano.
Passa por: Basilica di Santa Maria Novella.
Inclui: Basílica com ingresso pago à parte (inclui museu e claustros). Officina sem cobrança para visitar; produtos pagos à parte.
Dica: A basílica é a última parada natural antes de pegar o trem: a estação é em frente. A Officina é cheia de grupos à tarde; de manhã é tranquila.
Melhor época: O ano todo.
Oltrarno: Santo Spirito, as oficinas e a Cappella Brancacci
Sai de Ponte Santa Trinita Caminhada de bairro cerca de 3 horas tarde fácil
O Oltrarno, 'além do Arno', é o lado dos artesãos: restauradores de móveis, douradores, encadernadores e sapateiros nas ruas Maggio, dei Serragli e Toscanella, com as portas das oficinas abertas. A Piazza Santo Spirito, com a igreja de Brunelleschi de fachada lisa e mercado de manhã, é o centro de vida do bairro, com bares e mesas até tarde. Na Santa Maria del Carmine, a Cappella Brancacci guarda os afrescos de Masaccio e Masolino (1424–1428), com a Expulsão do Paraíso e o Pagamento do Tributo, que Michelangelo veio copiar quando jovem; a visita é por grupos pequenos, com reserva. Na Via Romana, o Museo La Specola tem a coleção de ceras anatômicas do século 18. O Borgo San Jacopo e a Via de' Bardi, ao longo do rio, levam ao Ponte Vecchio por trás.
Passa por: Oltrarno.
Inclui: Caminhada livre. Cappella Brancacci com ingresso pago à parte e reserva; Santo Spirito sem cobrança (sacristia e refeitório pagos).
Dica: Reserve a Cappella Brancacci no site dos museus municipais: os turnos são pequenos. Vá à praça Santo Spirito no fim do dia; no segundo domingo do mês há feira de artesanato e antiguidades.
Melhor época: O ano todo; nas noites de verão a praça fica movimentada.
Fiesole: a colina etrusca sobre Florença
Sai de Piazza San Marco (ônibus 7) Bate-volta de ônibus cerca de 4 horas tarde moderada (ladeira até San Francesco)
Fiesole, a 300 m acima de Florença, era cidade etrusca antes de Florença existir. O ônibus 7 sobe em cerca de 25 minutos até a Piazza Mino, com a catedral românica de São Rômulo. A Área Arqueológica tem o teatro romano do século 1 a.C., ainda usado em julho para o festival Estate Fiesolana, as termas, o templo etrusco e um museu; o Museo Bandini guarda pintura toscana dos séculos 13 a 15. A ladeira da Via San Francesco sobe ao convento de São Francisco, com o terraço sobre Florença, a cúpula vista de cima e o vale do Arno. A caminhada de volta pela Via Vecchia Fiesolana passa pelas villas e muros de ciprestes até San Domenico, onde Fra Angelico foi noviço, e dali o ônibus desce à cidade.
Passa por: Fiesole.
Inclui: Ônibus urbano (bilhete comum). Área arqueológica e museus pagos à parte, com bilhete combinado; terraço de San Francesco sem cobrança.
Dica: Vá no meio da tarde e espere o pôr do sol no terraço de San Francesco; o último ônibus desce tarde, mas confira. É um bom respiro em dia de calor na cidade.
Melhor época: De abril a outubro as tardes são longas; em julho, as noites de espetáculo no teatro romano.
Chianti: Greve in Chianti e a estrada dos vinhedos
Sai de Florença (ônibus 365 ou carro pela SR222) Bate-volta de ônibus ou carro cerca de 7 horas dia inteiro fácil
Greve in Chianti, a 30 km ao sul de Florença pela estrada Chiantigiana (SR222), é a porta do Chianti, a região de colinas de vinhedos, oliveiras e ciprestes entre Florença e Siena. A Piazza Matteotti, triangular, com os arcos das lojas e a estátua de Verrazzano, o navegador nascido no castelo vizinho, tem feira aos sábados; o Museo del Vino e a Antica Macelleria Falorni, aberta em 1729, ficam na praça. A 2 km, o vilarejo murado de Montefioralle é uma volta de dez minutos entre pedras. As vinícolas em volta (Castello di Verrazzano, Vicchiomaggio, Querciabella) recebem com visita às caves e prova marcadas com antecedência; a visita é o assunto, e quem dirige não prova. O ônibus 365 da Autolinee Toscane sai da estação de Florença e leva cerca de uma hora.
Passa por: Greve in Chianti.
Inclui: Ônibus pago à parte (fora do bilhete urbano). Vinícolas: visita e prova pagas à parte, com reserva. Museo del Vino com ingresso.
Dica: Sem carro, o ônibus 365 resolve Greve e Montefioralle; com carro, siga pela SR222 até Panzano e Castellina. Em setembro, a Expo del Chianti Classico ocupa a praça de Greve por um fim de semana.
Melhor época: De abril a outubro as colinas estão verdes; setembro e começo de outubro são a vindima; no inverno muitas vinícolas só abrem com reserva.