Dolomitas

Trentino-Alto Ádige · Vêneto

Dolomitas

Montanhas de rocha clara no norte da Itália, com teleféricos, lagos alpinos e trilhas, entre Bolzano, a Val Gardena e Cortina d'Ampezzo.

Norte

Na foto: Santa Maddalena e grupo das Odle, Val di Funes, Dolomitas

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Uma região para viver
sem pressa.

As Dolomitas são uma cadeia de montanhas do nordeste da Itália, com paredes e torres de rocha clara que ficam rosadas na luz do fim do dia. Desde 2009 o conjunto é patrimônio natural da Unesco. A região se divide entre o Trentino-Alto Ádige e o Vêneto, e a viagem costuma combinar uma cidade de entrada, um vale com teleféricos e uma base perto dos passos de montanha.

Bolzano é a porta de entrada mais prática. Fica na linha de trem que desce do Passo do Brennero a Verona e guarda o Museo Archeologico dell'Alto Adige, onde está Ötzi, o homem do gelo de cerca de 5.300 anos. No Alto Ádige as placas são em italiano e alemão, e em parte dos vales também em ladino, a língua local: Bolzano é Bozen, Ortisei é St. Ulrich e Urtijëi.

A cerca de 35 km de Bolzano começa a Val Gardena, com Ortisei como vilarejo principal. Dali sobem os teleféricos para o Seceda e para a Alpe di Siusi, o maior planalto de pastagens de altitude da Europa, e o Sassolungo fecha o fundo do vale. Mais a leste, no Vêneto, Cortina d'Ampezzo é a base para as Tre Cime di Lavaredo, as Cinque Torri, o Lagazuoi e os lagos de Sorapis e de Braies.

Para o brasileiro, o ponto principal é entender as temporadas. Teleféricos, refúgios e estradas de altitude abrem no verão, que costuma ir de maio ou junho a outubro, e no inverno, de dezembro a março ou abril, com pausas na primavera e no fim do outono. Planeje a viagem dentro dessas janelas e confirme as datas de cada lugar antes de ir.

Este roteiro reúne 3 cidades que combinam na mesma viagem: Bolzano, Cortina d'Ampezzo, Ortisei.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

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Onde fica Dolomitas
BolzanoCortina d'AmpezzoOrtisei

Contornos: ISTAT, limites administrativos 2026, CC BY 4.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Dolomitas

✈ Aeroporto di Verona Villafranca Valerio Catullo (VRN), em Verona · 160 km até Bolzano

✈ Aeroporto di Venezia Marco Polo (VCE), em Veneza · 260 km até Bolzano

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. Os aeroportos mais usados são Verona (VRN), Veneza (VCE) e Milão-Malpensa (MXP). Bolzano recebe trens de Verona, e de Milão ou Veneza com troca em Verona; de Bolzano, ônibus sobem à Val Gardena. Para Cortina, há ônibus de Veneza e de Mestre.

Ponto de chegada sugerido: Bolzano

A experiência do lugar

O que fazer em Dolomitas

Ortisei · Trentino-Alto Ádige · Mirante

Seceda

Montanha de cerca de 2.500 metros acima de Ortisei, alcançada por cabine e teleférico, com a vista de perto da crista pontiaguda das Odle e de boa parte das Dolomitas.

Conhecer Seceda

Ortisei · Trentino-Alto Ádige · Parque

Alpe di Siusi

Planalto de prados de altitude entre 1.680 e 2.350 metros, o maior da Europa, com o Sciliar e o Sassolungo em volta, trilhas planas, cabanas e acesso de cabine a partir de Ortisei.

Conhecer Alpe di Siusi

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Para escolher antes de ir

Passeios em Dolomitas

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Bolzano a pé: Piazza Walther, Duomo, Via dei Portici e o mercado

Sai de Piazza Walther, Bolzano (5 min da estação) Caminhada pelo centro cerca de 2 h 30 manhã fácil

Bolzano (Bozen, em alemão) é a capital do Alto Adige/Südtirol, a província bilíngue onde a maioria fala alemão, e a porta sul das Dolomitas. A Piazza Walther, com o monumento ao poeta medieval Walther von der Vogelweide, é a sala de visitas, com os cafés e o mercado de Natal; o Duomo di Bolzano, gótico, de 1300 a 1420, tem o telhado de telhas vidradas em losango e o campanário rendado de 65 m. A Via dei Portici (Laubengasse), a rua medieval de 300 m de arcadas dos dois lados, tem as lojas em casas estreitas e fundas, e a Piazza delle Erbe, no fim, o mercado diário de frutas, speck, queijos e strudel. A Chiesa dei Domenicani guarda a capela de San Giovanni com afrescos da escola de Giotto, de 1330. O Museion, de arte contemporânea, e o teleférico do Colle, de 1908, o primeiro para passageiros do mundo, completam o centro.

Passa por: Piazza Walther, Duomo di Bolzano, Via dei Portici, Chiesa dei Domenicani.

Inclui: Caminhada livre; igrejas sem cobrança; Museion com ingresso.

Dica: O mercado da Piazza delle Erbe funciona de segunda a sábado de manhã; prove o speck e os Krapfen. Bolzano é a base de preços mais baixos que Cortina ou Ortisei e tem trem e ônibus para todos os vales.

Melhor época: O ano todo; de fim de novembro ao Natal o mercado de Natal da Piazza Walther, um dos mais tradicionais da Itália.

Museo Archeologico dell'Alto Adige: Ötzi, o homem do gelo

Sai de Via Museo, Bolzano Museu cerca de 1 h 30 manhã ou tarde fácil

O Museo Archeologico dell'Alto Adige é a casa de Ötzi, a múmia de 5.300 anos encontrada em 1991 por alpinistas num glaciar do Similaun, na fronteira com a Áustria, o corpo humano mais antigo conservado com as roupas, as armas e os objetos: o arco de teixo de 1,80 m, o machado de cobre, a capa de capim, os sapatos de couro forrados de feno, as 61 tatuagens e a ponta de flecha no ombro que o matou. A múmia fica numa câmara fria vista por uma janela pequena; três andares explicam a vida no Neolítico, a descoberta, a disputa entre Itália e Áustria sobre a fronteira e a reconstrução do rosto. É o museu mais visitado da província, e as filas são longas nos dias de chuva.

Passa por: Museo Archeologico dell'Alto Adige.

Inclui: Ingresso pago à parte, com reserva de horário recomendada no site (obrigatória em alguns períodos); fecha às segundas fora da temporada.

Dica: Reserve o horário online para as 10 h ou o fim da tarde; dias de chuva nas montanhas lotam o museu. Uma hora e meia basta.

Melhor época: O ano todo.

Renon: o trem de cremalheira de Soprabolzano e as pirâmides de terra

Sai de Teleférico do Renon, Via Renon, Bolzano (ao lado da estação) Teleférico, trem histórico e caminhada cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil

O Renon (Ritten) é o planalto a 1.200 m acima de Bolzano, o lugar de veraneio dos bolzaninos desde o século 18 (Freud e Mahler passaram verões ali). O teleférico sobe da estação de Bolzano a Soprabolzano em 12 minutos, com os vinhedos e a cidade abaixo; de lá, o trenzinho elétrico do Renon, de 1907, corre 7 km entre prados e fazendas até Collalbo, em 18 minutos, com as Dolomitas (Sciliar, Catinaccio, Latemar) no horizonte. As Piramidi di terra del Renon, em Longomoso, a 20 minutos a pé de Collalbo, são colunas de argila de até 30 m com uma pedra no topo, esculpidas pela chuva, as mais altas da Europa; o passeio panorâmico (Freud-Promenade) de Soprabolzano a Collalbo, de 1 h 30, é plano e tem bancos. No verão, o teleférico do Corno del Renon sobe a 2.000 m para a vista das Dolomitas inteiras.

Passa por: Renon, Piramidi di terra del Renon.

Inclui: Teleférico e trem do Renon pagos à parte (o bilhete do transporte local, Mobilcard ou bilhete urbano, cobre os dois); pirâmides sem cobrança.

Dica: Compre a Mobilcard de 1 ou 3 dias (ou use o bilhete de transporte do hotel, a Südtirol Guest Pass, incluída em muitas hospedagens) e faça teleférico, trem e ônibus sem pagar de novo. Vá de manhã, com o céu limpo para as Dolomitas.

Melhor época: O ano todo; de maio a outubro para as caminhadas; no inverno o trem roda e há neve no planalto.

Castel Roncolo e Castel Firmiano: o castelo dos afrescos e o Messner Mountain Museum

Sai de Bolzano (ônibus 12 a Roncolo; ônibus 10 a Firmiano) Dois castelos cerca de 4 horas manhã ou tarde moderada (escadas e caminhos de pedra)

Castel Roncolo (Schloss Runkelstein), de 1237, sobre um rochedo à saída de Bolzano, guarda o maior ciclo de afrescos profanos da Idade Média conservado: pinturas de 1390 dos irmãos Vintler com torneios, caçadas, jogos, Tristão e Isolda e os nove heróis, nas salas e nas loggias, um retrato raro da vida da nobreza; chega-se de ônibus ou a pé pelo rio Talvera em 30 minutos. Castel Firmiano (Sigmundskron), a 3 km, em outra colina, é a sede central do Messner Mountain Museum, os seis museus do alpinista Reinhold Messner, o primeiro a escalar o Everest sem oxigênio e todos os 14 picos de 8 mil metros: o MMM Firmian, aberto em 2006 nas ruínas, trata da relação do homem com a montanha, com obras de arte, objetos e os caminhos por torres e muralhas, com a vista do vale. Os dois ficam em lados opostos da cidade.

Passa por: Castel Roncolo, Castel Firmiano - Messner Mountain Museum Firmian.

Inclui: Ingressos pagos à parte em cada castelo (Roncolo fecha às segundas; MMM Firmian fecha às quintas e no inverno). Ônibus pagos à parte (cobertos pela Mobilcard).

Dica: Roncolo de manhã, com a visita guiada incluída em alguns horários; Firmiano à tarde, com tempo para andar pelas muralhas. O MMM Firmian fecha de meados de novembro a meados de março.

Melhor época: De março a novembro.

Ortisei e o Seceda: o teleférico para o mirante das Odle

Sai de Ortisei (Val Gardena), estação do Seceda Teleférico e caminhada no alto cerca de 4 horas manhã moderada (trilhas a 2.500 m)

Ortisei (St. Ulrich, Urtijëi), a 1.236 m, é a capital da Val Gardena, o vale onde se fala ladino, a língua retorromânica, e onde se esculpe madeira há 300 anos; a rua de pedestres tem as oficinas e as igrejas, e o Museum Gherdëina conta a história ladina e da escultura, com fósseis do Sciliar. Do centro, o teleférico do Seceda sobe em dois trechos a 2.500 m em 15 minutos, até o mirante com a crista das Odle (Geisler), as agulhas de 3 mil metros que caem em lâmina sobre os prados inclinados, a imagem mais conhecida das Dolomitas, vista de cima e de perto. Do alto, trilhas descem pela Pieralongia e as cabanas (Baita Troier, Rifugio Firenze) até Col Raiser e o teleférico de Santa Cristina, em 2 a 3 horas, ou voltam ao Seceda; o Sentiero delle Odle, no sopé, é o circuito de meio dia.

Passa por: Seceda, Museum Gherdëina.

Inclui: Teleférico pago à parte (ida e volta ou só ida; o Val Gardena Card inclui os teleféricos do vale por 3 ou 6 dias). Museum Gherdëina com ingresso.

Dica: Suba na primeira cabine, antes das nuvens de meio-dia; no alto faz 10 °C a menos. O teleférico funciona de junho a outubro e de dezembro a abril; confirme as datas do ano. Leve tênis de trilha, casaco e protetor solar.

Melhor época: De junho a outubro para caminhar; de dezembro a abril para esquiar. Fecha nas entressafras.

Alpe di Siusi: o planalto de prados, de teleférico ou a pé

Sai de Ortisei (teleférico Alpe di Siusi) ou Siusi (Seiser Alm Bahn) Teleférico e caminhadas em prados de altitude cerca de 5 horas dia inteiro fácil (caminhos largos, pouco desnível)

A Alpe di Siusi (Seiser Alm) é o maior pasto de altitude da Europa: 56 km² de prados ondulados entre 1.680 e 2.350 m, com cabanas de madeira, vacas e flores, cercado pelo Sassolungo (Langkofel), de 3.181 m, pelo Sassopiatto e pelo Sciliar, a mesa de pedra com os dois dentes que é o símbolo do Alto Adige. O teleférico de Ortisei sobe a Mont Sëuc em 12 minutos; o de Siusi, a Compatsch, o centro do planalto; de lá, caminhos largos e planos levam às cabanas (Gostner Schwaige, Malga Sanon, Rifugio Molignon) em 1 a 2 horas, e o teleférico Panorama e o telesilla Florian sobem a mirantes. No verão a estrada ao planalto é fechada a carros de fora entre 9 h e 17 h; no inverno é a maior área de esqui de fundo do vale e uma estação alpina ligada ao Dolomiti Superski. É o passeio para quem quer as Dolomitas sem esforço.

Passa por: Alpe di Siusi, Sassolungo.

Inclui: Teleféricos pagos à parte (incluídos no Val Gardena Card e no Seiser Alm Card). Caminhadas sem cobrança; cabanas com comida paga à parte.

Dica: Entre pelo teleférico de Ortisei e saia pelo de Siusi, ou faça a travessia até a Saltria e o Sassolungo. No verão, suba cedo; as cabanas servem almoço até as 15 h. Carrinho de bebê passa nos caminhos principais.

Melhor época: De junho a outubro; de dezembro a abril com neve. Fecha nas entressafras de abril a maio e de outubro a novembro.

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Sassolungo e Passo Sella: a cabine de pé e as Torri del Sella

Sai de Passo Sella (ônibus de Ortisei, Selva ou Canazei) Teleférico e trilha de alta montanha cerca de 4 horas manhã difícil (trilha com pedras, a 2.700 m)

O Passo Sella, a 2.218 m, entre a Val Gardena e a Val di Fassa, é o passo das Torri del Sella, os três dentes de rocha ao lado da estrada, e a base do Sassolungo (Langkofel), o maciço de 3.181 m que domina a Val Gardena. Do passo sobe a 'cabine de pé' (a Cabinovia Forcella Sassolungo, de dois lugares, em pé, de 1970), em 10 minutos, à Forcella, a 2.681 m, a fenda entre o Sassolungo e o Sassopiatto, com o Rifugio Toni Demetz; dali desce uma trilha de pedras pelo vale glacial até o Rifugio Vicenza e o giro do Sassolungo, de 5 a 6 horas, para caminhantes experientes, ou a volta à estrada. A Città dei Sassi, os blocos de rocha caídos ao pé do passo, tem uma trilha fácil de 1 hora; o Passo Sella faz parte do Sellaronda, a volta ao maciço do Sella por quatro passos, de esqui no inverno e de bicicleta no verão, quando a estrada fecha a motores em alguns dias.

Passa por: Sassolungo, Seceda.

Inclui: Cabinovia paga à parte (só ida ou ida e volta); trilhas sem cobrança; ônibus pagos à parte (Mobilcard). Rifúgios com comida paga à parte.

Dica: A cabine de pé não é para quem tem vertigem; o giro do Sassolongo exige botas, mapa e tempo bom. Para a vista sem esforço, o Passo Sella já é o mirante. Confira os dias de 'Sellaronda Bike Day' (estrada fechada a carros) no verão.

Melhor época: De junho a setembro (a cabinovia) e no inverno para esqui; confira a abertura do ano.

Cortina d'Ampezzo: a vila, a basílica e os teleféricos da Tofana e do Faloria

Sai de Corso Italia, Cortina d'Ampezzo Caminhada e teleférico cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil

Cortina d'Ampezzo, a 1.224 m num anfiteatro de montanhas (Tofane, Cristallo, Sorapis, Faloria), é a 'rainha das Dolomitas', estação de inverno dos Jogos de 1956 e de 2026, com o Corso Italia de pedestres, as lojas, a Basilica dei Santi Filippo e Giacomo, de 1775, com o campanário de 65 m que marca a praça, e o museu de arte moderna Rimoldi; o Museu das Regras, a antiga comunidade de famílias que administra os bosques, conta a história da vila. Do centro, o teleférico do Faloria sobe a 2.123 m em 10 minutos, com a vila inteira abaixo e trilhas até o Rifugio Faloria; o Freccia nel Cielo, a Tofana di Mezzo, chega a 3.244 m em três trechos, a 'terraça das Dolomitas', com o Lagazuoi, as Tre Cime e os Alpes austríacos. A Cortina de verão é de caminhadas e ciclismo; no inverno, os Jogos de 2026 renovaram pistas e a pista de bobsled.

Passa por: Basilica dei Santi Filippo e Giacomo, Cinque Torri.

Inclui: Caminhada livre; teleféricos pagos à parte (Faloria e Tofana, ida e volta); museus com ingresso.

Dica: Suba à Tofana só com céu limpo (confira as webcams no site da Freccia nel Cielo); no alto pode haver neve em julho. A vila é cara em agosto e no Natal; junho e setembro são mais tranquilos. O ônibus urbano cobre os teleféricos.

Melhor época: De junho a setembro para caminhadas; de dezembro a março para esqui. Os teleféricos fecham nas entressafras.

Tre Cime di Lavaredo: a volta pelas três torres

Sai de Rifugio Auronzo (estrada de pedágio de Misurina ou ônibus de Cortina/Dobbiaco) Trilha circular de alta montanha cerca de 4 horas (10 km) dia inteiro moderada (300 m de desnível, a 2.300 m)

As Tre Cime di Lavaredo (Drei Zinnen) são as três torres de rocha (a Grande tem 2.999 m) que são o símbolo das Dolomitas, tombadas pela UNESCO, na divisa entre o Vêneto e o Alto Adige. A trilha clássica, número 101 e 105, sai do Rifugio Auronzo, a 2.320 m, no fim da estrada de pedágio que sobe de Misurina, contorna as torres pelo sul até o Rifugio Lavaredo e a Forcella Lavaredo, de onde as três paredes norte, de 500 m verticais, aparecem de frente; segue ao Rifugio Locatelli (Dreizinnenhütte), o ponto da foto clássica, com as trincheiras da Primeira Guerra escavadas na rocha, e volta pelo lado norte, por 10 km e 4 horas, com caminho largo e pedregoso. Nos fins de semana de verão o estacionamento do Auronzo esgota antes das 9 h e a estrada é fechada; o ônibus de Cortina (via Misurina) e de Dobbiaco chega ao rifúgio na temporada.

Passa por: Tre Cime di Lavaredo, Lago di Braies.

Inclui: Estrada de pedágio paga à parte (por carro, inclui estacionamento); ônibus pagos à parte, com reserva em alguns períodos; trilha sem cobrança. Rifúgios com comida paga à parte.

Dica: Saia cedo ou vá de ônibus: o pedágio para de aceitar carros quando o estacionamento lota. Leve casaco, água e sapato de trilha; a neve pode ficar no caminho até junho e voltar em setembro. Em dia de nuvens baixas, as torres não aparecem.

Melhor época: De meados de junho a meados de outubro, quando a estrada está aberta; julho e agosto lotam; setembro junta tempo bom e menos gente.

Lago di Braies: o lago verde entre as montanhas

Sai de Braies (ônibus de Dobbiaco ou Villabassa; carro com reserva de estacionamento) Caminhada em volta do lago e barco cerca de 3 horas manhã cedo fácil (3,5 km, escadas de madeira)

O Lago di Braies (Pragser Wildsee), a 1.496 m, no Parque Natural Fanes-Sennes-Braies, é o lago de água verde-esmeralda ao pé da Croda del Becco, com o hotel de 1899 e o cais de madeira dos barcos a remo, a imagem que a série 'Un passo dal cielo' e as redes sociais tornaram a mais procurada das Dolomitas. A volta pelo lago, de 3,5 km, leva 1 hora a 1 h 30 por um caminho de terra com trechos de escada de madeira na margem leste, e tem bancos e a capela do lado norte; os barcos a remo se alugam por meia hora na temporada, com fila cedo. De julho a setembro a estrada de acesso é fechada a carros de fora entre 9 h 30 e 16 h, com reserva de estacionamento online ou ônibus de Dobbiaco e Villabassa. Do lago sobem trilhas ao Rifugio Biella e à Croda del Becco, de 3 a 4 horas, para caminhantes experientes.

Passa por: Lago di Braies, Tre Cime di Lavaredo.

Inclui: Lago sem cobrança; estacionamento pago à parte, com reserva na temporada; barcos pagos à parte; ônibus pagos à parte.

Dica: Chegue antes das 8 h ou depois das 17 h; no meio do dia de verão o caminho em volta do lago fica cheio. No site da província se reserva a vaga de carro e se confere o esquema de acesso do ano. Em outubro, o lago fica silencioso e os larícios ficam amarelos; no inverno congela.

Melhor época: De junho a outubro; de julho a setembro com o acesso controlado; o inverno dá outra paisagem.

Cinque Torri e Lagazuoi: as trincheiras da Grande Guerra e o teleférico do Passo Falzarego

Sai de Passo Falzarego (ônibus de Cortina) e Bai de Dones Teleféricos e trilhas-museu cerca de 5 horas dia inteiro moderada (altitude; túnel com lanterna)

O Passo Falzarego, a 2.105 m, a 15 km de Cortina, foi linha de frente entre italianos e austríacos de 1915 a 1917, e as montanhas em volta são museus ao ar livre da Grande Guerra. As Cinque Torri, as cinco torres de rocha de até 2.361 m, alcançadas pelo telesilla de Bai de Dones ou pela trilha de 1 hora, têm em volta as trincheiras, postos e abrigos italianos restaurados, com placas, num circuito de 1 h 30 entre as torres, que são também escola de escalada; o Rifugio Scoiattoli fica ao pé. O Lagazuoi, do outro lado do passo, sobe de teleférico a 2.752 m em 4 minutos, para a vista de 360 graus (Marmolada, Tofane, Civetta); de lá desce a Galleria del Lagazuoi, o túnel de 1 km escavado na rocha pelos italianos para minar as posições austríacas, com janelas sobre o vale, percorrido com capacete e lanterna em 1 h 30 até o passo. No inverno, os dois fazem parte da Grande Guerra Ski Tour.

Passa por: Cinque Torri, Lagazuoi.

Inclui: Teleféricos pagos à parte (Lagazuoi; telesilla Cinque Torri); trilhas e trincheiras sem cobrança; capacete e lanterna para o túnel alugados na estação do Lagazuoi. Ônibus pagos à parte.

Dica: Faça as Cinque Torri de manhã e o Lagazuoi à tarde, descendo pelo túnel só com tempo seco e lanterna; o túnel é escuro, úmido e íngreme. O ônibus de Cortina ao Falzarego tem poucas viagens: confira. Em agosto a estrada do passo tem trânsito.

Melhor época: De junho a setembro (teleféricos e túnel); no inverno para esqui.

Lago di Sorapis: a trilha ao lago azul-leitoso

Sai de Passo Tre Croci (ônibus de Cortina) Trilha de ida e volta cerca de 5 horas (12 km) manhã moderada (trechos com cabos, 400 m)

O Lago di Sorapis, a 1.925 m, é o lago de água azul-leitosa, cor dada pela rocha moída do glaciar, encaixado sob as paredes do Sorapis e o Dito di Dio (o Dedo de Deus), a 12 km de Cortina. A trilha 215 sai do Passo Tre Croci, a 1.805 m, e sobe 2 horas por bosque e depois por uma cornija com trechos protegidos por cabos de aço e escadas de metal sobre o vale, até o Rifugio Vandelli e o lago, com 6 km de ida; volta-se pelo mesmo caminho. Não é longa nem muito íngreme, mas os trechos expostos pedem passo firme, e no verão a trilha fica congestionada; o lago encolhe no fim do verão e congela no inverno. Não se pode nadar nem acampar: é reserva. O ônibus de Cortina ao Passo Tre Croci anda na temporada.

Passa por: Lago di Sorapis, Cinque Torri.

Inclui: Trilha sem cobrança; ônibus pagos à parte; Rifugio Vandelli com comida paga à parte (abre de junho a setembro).

Dica: Saia às 7 h ou 8 h: depois das 10 h a cornija vira fila. Botas de trilha, água e um casaco; em dia de chuva ou gelo a trilha não se faz. Pernoite no Rifugio Vandelli com reserva para ver o lago ao amanhecer.

Melhor época: De meados de junho a setembro; em julho e agosto lota; no começo de outubro a cor é mais intensa e há menos gente, com risco de gelo.

Dia a dia

Roteiro de 3, 5 e 7 dias em Dolomitas

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

3 dias · Dolomitas em 3 dias: Bolzano e a Val Gardena

Para Quem chega de trem e quer as Dolomitas sem carro, pelo Alto Adige. · Base em Bolzano (1 noite) e Ortisei (2 noites)
  1. Dia 1 · Bolzano e Renon

    Chegada a Bolzano de trem (de Verona 1 h 30, de Milão 3 h, de Veneza 3 h 30 com baldeação em Verona). Museu de Ötzi reservado; Piazza Walther, Duomo, Via dei Portici; teleférico do Renon e trenzinho a Collalbo à tarde, com as pirâmides; noite em Bolzano.

  2. Dia 2 · Seceda

    Ônibus a Ortisei (1 hora); teleférico do Seceda de manhã, com as Odle; trilha até Col Raiser e volta a Santa Cristina; Museum Gherdëina no fim da tarde; noite em Ortisei.

  3. Dia 3 · Alpe di Siusi

    Teleférico da Alpe di Siusi de Ortisei; caminhada pelos prados até as cabanas e o Sassolungo de frente; descida por Siusi e ônibus de volta a Bolzano para o trem, ou noite em Ortisei.

5 dias · Dolomitas em 5 dias: Val Gardena e Cortina
Para Os dois lados das Dolomitas, com carro ou com ônibus de verão. · Base em Ortisei (2 noites) e Cortina d'Ampezzo (3 noites)
  1. Dia 1 · Bolzano e Ortisei

    Chegada a Bolzano; museu de Ötzi e centro de manhã; ônibus ou carro a Ortisei; Alpe di Siusi à tarde pelo teleférico de Ortisei.

  2. Dia 2 · Seceda e Passo Sella

    Seceda de manhã cedo; Passo Sella à tarde, com a cabine de pé à Forcella Sassolungo ou a trilha da Città dei Sassi; noite em Ortisei.

  3. Dia 3 · Estrada a Cortina

    Carro pelo Passo Gardena, Corvara e o Passo Falzarego (a Grande Strada delle Dolomiti, cerca de 3 h com paradas), com as Cinque Torri no caminho; ou ônibus de Bolzano a Cortina via Dobbiaco. Vila e Faloria no fim da tarde.

  4. Dia 4 · Tre Cime e Braies

    Tre Cime di Lavaredo pela manhã (ônibus ou pedágio cedo); Lago di Braies no fim da tarde, depois das 17 h; noite em Cortina.

  5. Dia 5 · Lagazuoi ou Sorapis

    Lagazuoi de teleférico com o túnel da Grande Guerra, ou a trilha ao Lago di Sorapis; Tofana se o céu estiver limpo; saída por Veneza (ônibus de 2 h 30) ou Dobbiaco (trem).

7 dias · Dolomitas em 7 dias: a travessia completa
Para Uma semana de carro ou ônibus, de Bolzano a Cortina com calma. · Base em Bolzano (2 noites), Ortisei (2), Cortina (3)
  1. Dia 1 · Bolzano

    Chegada. Museu de Ötzi reservado, Piazza Walther, Duomo, Portici e mercado; Castel Roncolo à tarde; noite em Bolzano.

  2. Dia 2 · Renon e Firmiano

    Teleférico do Renon, trenzinho e pirâmides de terra de manhã; Castel Firmiano e o Messner Mountain Museum à tarde; noite em Bolzano.

  3. Dia 3 · Val Gardena: Seceda

    Ônibus ou carro de Bolzano a Ortisei pela manhã (cerca de 1 hora); teleférico do Seceda com o céu ainda limpo, trilha das Odle até Col Raiser e volta por Santa Cristina; Museum Gherdëina e as oficinas de madeira no fim da tarde; noite em Ortisei.

  4. Dia 4 · Alpe di Siusi e Passo Sella

    Alpe di Siusi de manhã, pelo teleférico de Ortisei, com a caminhada entre as cabanas e o Sassolungo de frente; ônibus ao Passo Sella à tarde, com a cabine de pé à Forcella ou a trilha fácil da Città dei Sassi; noite em Ortisei.

  5. Dia 5 · Grande Strada delle Dolomiti e Cinque Torri

    Estrada pelos passos Gardena e Falzarego até Cortina, com as Cinque Torri e as trincheiras no caminho; Cortina ao entardecer, com a basílica e o Corso.

  6. Dia 6 · Tre Cime e Braies

    Tre Cime di Lavaredo logo cedo, de ônibus ou pela estrada de pedágio antes de lotar, com a volta completa pelas três torres (4 horas); Lago di Braies depois das 17 h, quando o acesso reabre e a luz baixa; noite em Cortina.

  7. Dia 7 · Lagazuoi e Sorapis

    Lagazuoi com o túnel da Grande Guerra de manhã; Lago di Sorapis ou Tofana à tarde; saída no dia seguinte por Veneza ou Dobbiaco.

Melhor época

Quando ir: Dolomitas mês a mês

Para trilhas e teleféricos, de meados de junho a meados de outubro; julho e agosto são os meses mais cheios. Setembro costuma ter dias estáveis e menos gente. Para esqui, a temporada costuma ir de dezembro a março ou abril. Entre meados de abril e maio e de novembro ao início de dezembro, muitos teleféricos e refúgios fecham.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva baixa

inverno · esqui

Inverno. Nas estações de Bolzano (262 m) e Cortina d'Ampezzo (1.216 m), normais 1991–2020; no alto, a 2.000 a 3.000 m, faz 10 a 15 °C menos: média de 2 °C em Bolzano e -0,8 °C em Cortina (mínimas abaixo de -5 °C), com 25 mm em Bolzano e 48 mm em Cortina, em neve. Temporada alta de esqui no Dolomiti Superski (Val Gardena, Alpe di Siusi, Cortina); teleféricos de esqui abertos, trilhas de verão fechadas. Lago di Braies congelado. Roupa de neve.

Fevereiro Chuva baixa

inverno · esqui e sol

Inverno. Nas estações de Bolzano (262 m) e Cortina d'Ampezzo (1.216 m), normais 1991–2020; no alto, a 2.000 a 3.000 m, faz 10 a 15 °C menos: média de 4,7 °C em Bolzano e -0,1 °C em Cortina, com 20 mm e 41 mm. Dias mais longos e ensolarados nas pistas; semana de Carnaval lota as estações. Férias escolares europeias enchem os hotéis.

Março Chuva baixa

fim do inverno · neve de primavera

Fim do inverno. Nas estações de Bolzano (262 m) e Cortina d'Ampezzo (1.216 m), normais 1991–2020; no alto, a 2.000 a 3.000 m, faz 10 a 15 °C menos: média de 9,8 °C em Bolzano e 2,9 °C em Cortina, com 35 mm e 54 mm. Esqui até o fim do mês ou abril, com neve mole à tarde; no vale, amendoeiras e vinhedos brotando. Horário de verão europeu no último domingo: 4 horas a mais que Brasília.

Abril Chuva média

entressafra · teleféricos fechados

Entressafra. Nas estações de Bolzano (262 m) e Cortina d'Ampezzo (1.216 m), normais 1991–2020; no alto, a 2.000 a 3.000 m, faz 10 a 15 °C menos: média de 13,7 °C em Bolzano e 6,3 °C em Cortina, com 50 mm e 74 mm. As estações de esqui fecham e os teleféricos de verão ainda não abriram; trilhas altas com neve. Época boa só para Bolzano, Renon e os castelos. Páscoa em Bolzano e Merano.

Maio Chuva média

primavera · prados verdes, alto ainda com neve

Primavera. Nas estações de Bolzano (262 m) e Cortina d'Ampezzo (1.216 m), normais 1991–2020; no alto, a 2.000 a 3.000 m, faz 10 a 15 °C menos: média de 17,9 °C em Bolzano e 10,5 °C em Cortina, com 72 mm e 113 mm. Prados e flores nos vales, neve nas trilhas acima de 2.000 m; os teleféricos de verão abrem no fim do mês ou em junho. Movimento baixo; parte dos hotéis de Cortina fechada.

Junho Chuva alta

verão começando · abertura das trilhas

Verão começando. Nas estações de Bolzano (262 m) e Cortina d'Ampezzo (1.216 m), normais 1991–2020; no alto, a 2.000 a 3.000 m, faz 10 a 15 °C menos: média de 21,7 °C em Bolzano e 14,2 °C em Cortina, com 87 mm e 115 mm, em tempestades de tarde. Teleféricos e rifúgios abrem na segunda quinzena; a estrada das Tre Cime abre; neve residual nas trilhas altas. Dias de 16 horas de luz. Um dos melhores meses para caminhar com pouca gente.

Julho Chuva alta

verão · trilhas e tempestades

Verão. Nas estações de Bolzano (262 m) e Cortina d'Ampezzo (1.216 m), normais 1991–2020; no alto, a 2.000 a 3.000 m, faz 10 a 15 °C menos: média de 23,4 °C em Bolzano e 16,1 °C em Cortina, com 87 mm e 127 mm. Todos os teleféricos e rifúgios abertos; tempestades quase diárias no meio da tarde: caminhe de manhã e desça até as 14 h. Lago di Braies e Tre Cime com acesso controlado. Movimento alto.

Agosto Chuva alta

verão · pico e Ferragosto

Verão. Nas estações de Bolzano (262 m) e Cortina d'Ampezzo (1.216 m), normais 1991–2020; no alto, a 2.000 a 3.000 m, faz 10 a 15 °C menos: média de 23,1 °C em Bolzano e 16 °C em Cortina, com 88 mm e 143 mm, o mês mais chuvoso em Cortina, em tempestades. É o pico: Cortina, Ortisei e as trilhas famosas lotadas, estacionamentos esgotados, reservas de rifúgio com meses. Ferragosto em 15 de agosto. Quem puder, escolhe setembro.

Setembro Chuva média

fim do verão · mês ideal

Fim do verão. Nas estações de Bolzano (262 m) e Cortina d'Ampezzo (1.216 m), normais 1991–2020; no alto, a 2.000 a 3.000 m, faz 10 a 15 °C menos: média de 18,5 °C em Bolzano e 11,8 °C em Cortina, com 70 mm e 107 mm. Céu mais estável, menos tempestades, trilhas vazias depois da primeira semana, teleféricos abertos até o fim do mês ou outubro; primeiros larícios amarelando no alto. Para muitos, o mês preferido nas Dolomitas.

Outubro Chuva média

outono · larícios dourados e fechamentos

Outono. Nas estações de Bolzano (262 m) e Cortina d'Ampezzo (1.216 m), normais 1991–2020; no alto, a 2.000 a 3.000 m, faz 10 a 15 °C menos: média de 13 °C em Bolzano e 7,9 °C em Cortina, com 82 mm e 121 mm. Larícios dourados no Alpe di Siusi e em Braies, primeiras neves no alto; os teleféricos fecham ao longo do mês e a estrada das Tre Cime encerra. Törggelen (castanhas e vinho novo) nos vales. O horário de verão europeu termina no último domingo: 5 horas de diferença para Brasília.

Novembro Chuva alta

entressafra · tudo fechado

Entressafra. Nas estações de Bolzano (262 m) e Cortina d'Ampezzo (1.216 m), normais 1991–2020; no alto, a 2.000 a 3.000 m, faz 10 a 15 °C menos: média de 6,8 °C em Bolzano e 3,1 °C em Cortina, com 81 mm e 132 mm. Teleféricos e rifúgios fechados, hotéis em pausa, neve chegando. Só Bolzano vale a visita, com o mercado de Natal abrindo no fim do mês.

Dezembro Chuva baixa

inverno · Natal e abertura das pistas

Inverno. Nas estações de Bolzano (262 m) e Cortina d'Ampezzo (1.216 m), normais 1991–2020; no alto, a 2.000 a 3.000 m, faz 10 a 15 °C menos: média de 2,2 °C em Bolzano e -0,2 °C em Cortina, com 40 mm e 62 mm, em neve nas montanhas. Mercados de Natal de Bolzano, Merano e Bressanone (costumam ir do fim de novembro a 6 de janeiro); as pistas abrem no começo do mês; Natal e Ano-Novo lotam Cortina e Ortisei.

Planeje o caminho

Como chegar: Dolomitas

Do Brasil de avião: por Roma, Milão ou Veneza, e trem

Não há voo direto do Brasil para as Dolomitas. A chegada é pelo voo direto de São Paulo ou do Rio para Roma Fiumicino e o trem a Bolzano (cerca de 4 h 30 a 5 h, com baldeação em Verona ou trem direto), ou por conexão em outra cidade europeia até Veneza (VCE), Milão (MXP) ou Innsbruck, na Áustria. Confirme antes de comprar. De Veneza, Cortina fica a 2 h 30 de ônibus (Cortina Express, ATVO) do aeroporto ou de Mestre; de Milão, Bolzano fica a 3 h de trem. O aeroporto de Bolzano tem poucos voos; Verona (VRN) fica a 1 h 30 de trem de Bolzano.

De trem: Bolzano e a linha do Brennero

Bolzano fica na linha do Brennero (Verona–Innsbruck): de Verona cerca de 1 h 30, de Milão cerca de 3 h, de Roma cerca de 4 h 30 a 5 h, de Veneza cerca de 3 h 30 (com baldeação em Verona), de Munique cerca de 4 h. Ortisei e a Val Gardena não têm trem: ônibus de Bolzano (cerca de 1 hora) ou de Chiusa/Ponte Gardena, a estação mais perto. Cortina não tem trem: as estações mais próximas são Calalzo di Cadore (1 hora de ônibus) e Dobbiaco (Toblach), na linha Pusteria, a 50 minutos de ônibus. Compre os trens de longa distância com antecedência; os regionais não têm reserva.

De carro: a Grande Strada delle Dolomiti e os passos

O carro dá liberdade nas Dolomitas, mas no verão as estradas dos passos e os estacionamentos dos lugares famosos lotam. A A22 do Brennero liga Verona a Bolzano (1 h 30) e ao Brennero; de Bolzano a Ortisei são 40 km (1 hora pela Val Gardena); a Grande Strada delle Dolomiti (SS241, SS48) vai de Bolzano a Cortina por Canazei e os passos Pordoi e Falzarego, em cerca de 3 h 30 sem paradas; Cortina–Veneza, 160 km pela SS51 e A27 (2 h 30). Pedágio na A22 e na A27. Acesso controlado no verão: Lago di Braies (reserva de vaga), Tre Cime (pedágio e fechamento quando lota), Alpe di Siusi (estrada fechada de dia a carros de fora). Pneus de inverno ou correntes obrigatórios de 15 de novembro a 15 de abril.

Como circular sem carro: ônibus, teleféricos e os cartões

No Alto Adige, os ônibus da Südtirol Mobil cobrem todos os vales, com a Mobilcard (1, 3 ou 7 dias, incluindo trens regionais, ônibus, o teleférico e o trem do Renon) e a Südtirol Guest Pass, dada por muitas hospedagens, que cobre o transporte público de graça durante a estada. Em Cortina, o ônibus urbano liga os teleféricos e, no verão, as linhas Dolomiti Bus e Cortina Express chegam a Misurina, Tre Cime, Passo Falzarego e Dobbiaco. Os cartões de teleférico de verão (Val Gardena Card, Seiser Alm Card, Cortina Card) compensam a partir de três subidas. No inverno, o Dolomiti Superski é um passe só para 12 vales.

Reservas, acessos controlados e segurança na montanha

Museu de Ötzi: reserva de horário online. Lago di Braies: reserva de estacionamento de julho a setembro, no site da província. Tre Cime: estrada de pedágio que fecha quando lota; ônibus com reserva em alguns dias. Rifúgios para dormir: reserva com meses em julho e agosto. Nas trilhas: tempestades de tarde no verão, neve até junho e a partir de setembro no alto, e o número de emergência 112; as cabines e teleféricos param com vento. As comunas cobram taxa de estadia por noite, paga na hospedagem. Confira as datas de abertura dos teleféricos do ano, que mudam.

Documentos e fuso horário para o brasileiro

A Itália está no espaço Schengen: o brasileiro entra com o passaporte válido, sem visto para turismo de até 90 dias. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Na entrada podem pedir passagem de volta, comprovante de onde vai ficar e meios para a estada; o seguro de viagem com cobertura médica é exigido para o espaço Schengen. Menores viajando sem os dois pais: confirme as exigências antes de ir. O fuso é o da Europa Central (CET): a Itália fica 4 horas à frente de Brasília no horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro, e 5 horas no resto do ano. A tomada é a de dois ou três pinos redondos, 230 V. No Alto Adige o alemão é a primeira língua da maioria, com placas bilíngues (e trilíngues na Val Gardena, com o ladino); o italiano é falado por todos.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

Para trilhas e teleféricos, de meados de junho a meados de outubro; julho e agosto são os meses mais cheios. Setembro costuma ter dias estáveis e menos gente. Para esqui, a temporada costuma ir de dezembro a março ou abril. Entre meados de abril e maio e de novembro ao início de dezembro, muitos teleféricos e refúgios fecham.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Reserve ao menos 5 a 7 dias: 1 ou 2 em Bolzano, 2 na Val Gardena, com o Seceda e a Alpe di Siusi, e 2 ou 3 em Cortina d'Ampezzo, para as Tre Cime, o Lagazuoi e um lago. Dias de chuva ou de vento forte fecham teleféricos, então vale ter um dia de folga no roteiro.

Em que cidade se hospedar

Bolzano tem a maior oferta de hospedagem e trem direto, boa para quem chega e sai de transporte público; o centro histórico, perto da Piazza Walther e da estação, deixa tudo a pé. Na Val Gardena, Ortisei é o vilarejo mais completo, com os teleféricos do Seceda e da Alpe di Siusi saindo do centro; Santa Cristina e Selva ficam mais perto do Passo Sella. Em Cortina d'Ampezzo, os arredores do Corso Italia concentram comércio, ônibus e a estação rodoviária. Na alta temporada de verão e de inverno, a hospedagem costuma esgotar cedo.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Dolomitas

Como chego do Brasil às Dolomitas?

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. Os aeroportos mais práticos são Verona, Veneza e Milão-Malpensa. De Verona, o trem sobe a Bolzano; de Milão ou de Veneza, em geral com troca em Verona. Para Cortina d'Ampezzo, que não tem trem, há ônibus diretos de Veneza e de Mestre.

Preciso alugar carro nas Dolomitas?

Não é obrigatório. Bolzano tem trem, a Val Gardena e Cortina têm ônibus regionais e os teleféricos saem do centro dos vilarejos. O carro dá mais liberdade para combinar passos de montanha e lagos num mesmo dia, mas algumas estradas têm regras próprias: a da Alpe di Siusi fecha ao tráfego particular durante o dia na temporada, e as das Tre Cime e do Lago di Braies pedem reserva em parte do ano. Nos centros, procure estacionamento fora das zonas de trânsito limitado.

Qual é a melhor época para ir?

Para caminhar e subir de teleférico, de meados de junho a meados de outubro, com setembro entre os meses mais tranquilos. Para esquiar, a temporada costuma ir de dezembro a março ou abril. Lembre que as estações são invertidas em relação ao Brasil: o verão europeu vai de junho a agosto. Na primavera e no fim do outono, muitos teleféricos e refúgios fecham para manutenção.

Dá para conhecer as Dolomitas num bate-volta?

De Bolzano, dá para subir ao planalto do Renon ou à Val Gardena e voltar no mesmo dia. De Veneza, Cortina fica a pouco mais de duas horas de ônibus, o que deixa pouco tempo nas montanhas. O ideal é dormir ao menos duas noites num vale para aproveitar os teleféricos logo cedo.

Que língua se fala nas Dolomitas?

Italiano em toda parte. No Alto Ádige, onde ficam Bolzano e a Val Gardena, o alemão também é oficial, e na Val Gardena se fala ladino, uma língua de origem latina. Por isso as placas trazem dois ou três nomes: Bolzano e Bozen, Ortisei, St. Ulrich e Urtijëi. Em Cortina d'Ampezzo, no Vêneto, as placas são em italiano.

Qual é a diferença de fuso horário?

A Itália fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época do ano. Nos vales, o almoço costuma ser servido entre 12h e 14h e o jantar a partir de 19h; nos refúgios de montanha, a cozinha costuma fechar mais cedo.

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