Sassolungo e Passo Sella: a cabine de pé e as Torri del Sella
Sai de Passo Sella (ônibus de Ortisei, Selva ou Canazei) Teleférico e trilha de alta montanha cerca de 4 horas manhã difícil (trilha com pedras, a 2.700 m)
O Passo Sella, a 2.218 m, entre a Val Gardena e a Val di Fassa, é o passo das Torri del Sella, os três dentes de rocha ao lado da estrada, e a base do Sassolungo (Langkofel), o maciço de 3.181 m que domina a Val Gardena. Do passo sobe a 'cabine de pé' (a Cabinovia Forcella Sassolungo, de dois lugares, em pé, de 1970), em 10 minutos, à Forcella, a 2.681 m, a fenda entre o Sassolungo e o Sassopiatto, com o Rifugio Toni Demetz; dali desce uma trilha de pedras pelo vale glacial até o Rifugio Vicenza e o giro do Sassolungo, de 5 a 6 horas, para caminhantes experientes, ou a volta à estrada. A Città dei Sassi, os blocos de rocha caídos ao pé do passo, tem uma trilha fácil de 1 hora; o Passo Sella faz parte do Sellaronda, a volta ao maciço do Sella por quatro passos, de esqui no inverno e de bicicleta no verão, quando a estrada fecha a motores em alguns dias.
Passa por: Sassolungo, Seceda.
Inclui: Cabinovia paga à parte (só ida ou ida e volta); trilhas sem cobrança; ônibus pagos à parte (Mobilcard). Rifúgios com comida paga à parte.
Dica: A cabine de pé não é para quem tem vertigem; o giro do Sassolongo exige botas, mapa e tempo bom. Para a vista sem esforço, o Passo Sella já é o mirante. Confira os dias de 'Sellaronda Bike Day' (estrada fechada a carros) no verão.
Melhor época: De junho a setembro (a cabinovia) e no inverno para esqui; confira a abertura do ano.
Cortina d'Ampezzo: a vila, a basílica e os teleféricos da Tofana e do Faloria
Sai de Corso Italia, Cortina d'Ampezzo Caminhada e teleférico cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil
Cortina d'Ampezzo, a 1.224 m num anfiteatro de montanhas (Tofane, Cristallo, Sorapis, Faloria), é a 'rainha das Dolomitas', estação de inverno dos Jogos de 1956 e de 2026, com o Corso Italia de pedestres, as lojas, a Basilica dei Santi Filippo e Giacomo, de 1775, com o campanário de 65 m que marca a praça, e o museu de arte moderna Rimoldi; o Museu das Regras, a antiga comunidade de famílias que administra os bosques, conta a história da vila. Do centro, o teleférico do Faloria sobe a 2.123 m em 10 minutos, com a vila inteira abaixo e trilhas até o Rifugio Faloria; o Freccia nel Cielo, a Tofana di Mezzo, chega a 3.244 m em três trechos, a 'terraça das Dolomitas', com o Lagazuoi, as Tre Cime e os Alpes austríacos. A Cortina de verão é de caminhadas e ciclismo; no inverno, os Jogos de 2026 renovaram pistas e a pista de bobsled.
Passa por: Basilica dei Santi Filippo e Giacomo, Cinque Torri.
Inclui: Caminhada livre; teleféricos pagos à parte (Faloria e Tofana, ida e volta); museus com ingresso.
Dica: Suba à Tofana só com céu limpo (confira as webcams no site da Freccia nel Cielo); no alto pode haver neve em julho. A vila é cara em agosto e no Natal; junho e setembro são mais tranquilos. O ônibus urbano cobre os teleféricos.
Melhor época: De junho a setembro para caminhadas; de dezembro a março para esqui. Os teleféricos fecham nas entressafras.
Tre Cime di Lavaredo: a volta pelas três torres
Sai de Rifugio Auronzo (estrada de pedágio de Misurina ou ônibus de Cortina/Dobbiaco) Trilha circular de alta montanha cerca de 4 horas (10 km) dia inteiro moderada (300 m de desnível, a 2.300 m)
As Tre Cime di Lavaredo (Drei Zinnen) são as três torres de rocha (a Grande tem 2.999 m) que são o símbolo das Dolomitas, tombadas pela UNESCO, na divisa entre o Vêneto e o Alto Adige. A trilha clássica, número 101 e 105, sai do Rifugio Auronzo, a 2.320 m, no fim da estrada de pedágio que sobe de Misurina, contorna as torres pelo sul até o Rifugio Lavaredo e a Forcella Lavaredo, de onde as três paredes norte, de 500 m verticais, aparecem de frente; segue ao Rifugio Locatelli (Dreizinnenhütte), o ponto da foto clássica, com as trincheiras da Primeira Guerra escavadas na rocha, e volta pelo lado norte, por 10 km e 4 horas, com caminho largo e pedregoso. Nos fins de semana de verão o estacionamento do Auronzo esgota antes das 9 h e a estrada é fechada; o ônibus de Cortina (via Misurina) e de Dobbiaco chega ao rifúgio na temporada.
Passa por: Tre Cime di Lavaredo, Lago di Braies.
Inclui: Estrada de pedágio paga à parte (por carro, inclui estacionamento); ônibus pagos à parte, com reserva em alguns períodos; trilha sem cobrança. Rifúgios com comida paga à parte.
Dica: Saia cedo ou vá de ônibus: o pedágio para de aceitar carros quando o estacionamento lota. Leve casaco, água e sapato de trilha; a neve pode ficar no caminho até junho e voltar em setembro. Em dia de nuvens baixas, as torres não aparecem.
Melhor época: De meados de junho a meados de outubro, quando a estrada está aberta; julho e agosto lotam; setembro junta tempo bom e menos gente.
Lago di Braies: o lago verde entre as montanhas
Sai de Braies (ônibus de Dobbiaco ou Villabassa; carro com reserva de estacionamento) Caminhada em volta do lago e barco cerca de 3 horas manhã cedo fácil (3,5 km, escadas de madeira)
O Lago di Braies (Pragser Wildsee), a 1.496 m, no Parque Natural Fanes-Sennes-Braies, é o lago de água verde-esmeralda ao pé da Croda del Becco, com o hotel de 1899 e o cais de madeira dos barcos a remo, a imagem que a série 'Un passo dal cielo' e as redes sociais tornaram a mais procurada das Dolomitas. A volta pelo lago, de 3,5 km, leva 1 hora a 1 h 30 por um caminho de terra com trechos de escada de madeira na margem leste, e tem bancos e a capela do lado norte; os barcos a remo se alugam por meia hora na temporada, com fila cedo. De julho a setembro a estrada de acesso é fechada a carros de fora entre 9 h 30 e 16 h, com reserva de estacionamento online ou ônibus de Dobbiaco e Villabassa. Do lago sobem trilhas ao Rifugio Biella e à Croda del Becco, de 3 a 4 horas, para caminhantes experientes.
Passa por: Lago di Braies, Tre Cime di Lavaredo.
Inclui: Lago sem cobrança; estacionamento pago à parte, com reserva na temporada; barcos pagos à parte; ônibus pagos à parte.
Dica: Chegue antes das 8 h ou depois das 17 h; no meio do dia de verão o caminho em volta do lago fica cheio. No site da província se reserva a vaga de carro e se confere o esquema de acesso do ano. Em outubro, o lago fica silencioso e os larícios ficam amarelos; no inverno congela.
Melhor época: De junho a outubro; de julho a setembro com o acesso controlado; o inverno dá outra paisagem.
Cinque Torri e Lagazuoi: as trincheiras da Grande Guerra e o teleférico do Passo Falzarego
Sai de Passo Falzarego (ônibus de Cortina) e Bai de Dones Teleféricos e trilhas-museu cerca de 5 horas dia inteiro moderada (altitude; túnel com lanterna)
O Passo Falzarego, a 2.105 m, a 15 km de Cortina, foi linha de frente entre italianos e austríacos de 1915 a 1917, e as montanhas em volta são museus ao ar livre da Grande Guerra. As Cinque Torri, as cinco torres de rocha de até 2.361 m, alcançadas pelo telesilla de Bai de Dones ou pela trilha de 1 hora, têm em volta as trincheiras, postos e abrigos italianos restaurados, com placas, num circuito de 1 h 30 entre as torres, que são também escola de escalada; o Rifugio Scoiattoli fica ao pé. O Lagazuoi, do outro lado do passo, sobe de teleférico a 2.752 m em 4 minutos, para a vista de 360 graus (Marmolada, Tofane, Civetta); de lá desce a Galleria del Lagazuoi, o túnel de 1 km escavado na rocha pelos italianos para minar as posições austríacas, com janelas sobre o vale, percorrido com capacete e lanterna em 1 h 30 até o passo. No inverno, os dois fazem parte da Grande Guerra Ski Tour.
Passa por: Cinque Torri, Lagazuoi.
Inclui: Teleféricos pagos à parte (Lagazuoi; telesilla Cinque Torri); trilhas e trincheiras sem cobrança; capacete e lanterna para o túnel alugados na estação do Lagazuoi. Ônibus pagos à parte.
Dica: Faça as Cinque Torri de manhã e o Lagazuoi à tarde, descendo pelo túnel só com tempo seco e lanterna; o túnel é escuro, úmido e íngreme. O ônibus de Cortina ao Falzarego tem poucas viagens: confira. Em agosto a estrada do passo tem trânsito.
Melhor época: De junho a setembro (teleféricos e túnel); no inverno para esqui.
Lago di Sorapis: a trilha ao lago azul-leitoso
Sai de Passo Tre Croci (ônibus de Cortina) Trilha de ida e volta cerca de 5 horas (12 km) manhã moderada (trechos com cabos, 400 m)
O Lago di Sorapis, a 1.925 m, é o lago de água azul-leitosa, cor dada pela rocha moída do glaciar, encaixado sob as paredes do Sorapis e o Dito di Dio (o Dedo de Deus), a 12 km de Cortina. A trilha 215 sai do Passo Tre Croci, a 1.805 m, e sobe 2 horas por bosque e depois por uma cornija com trechos protegidos por cabos de aço e escadas de metal sobre o vale, até o Rifugio Vandelli e o lago, com 6 km de ida; volta-se pelo mesmo caminho. Não é longa nem muito íngreme, mas os trechos expostos pedem passo firme, e no verão a trilha fica congestionada; o lago encolhe no fim do verão e congela no inverno. Não se pode nadar nem acampar: é reserva. O ônibus de Cortina ao Passo Tre Croci anda na temporada.
Passa por: Lago di Sorapis, Cinque Torri.
Inclui: Trilha sem cobrança; ônibus pagos à parte; Rifugio Vandelli com comida paga à parte (abre de junho a setembro).
Dica: Saia às 7 h ou 8 h: depois das 10 h a cornija vira fila. Botas de trilha, água e um casaco; em dia de chuva ou gelo a trilha não se faz. Pernoite no Rifugio Vandelli com reserva para ver o lago ao amanhecer.
Melhor época: De meados de junho a setembro; em julho e agosto lota; no começo de outubro a cor é mais intensa e há menos gente, com risco de gelo.