Amalfi: o Duomo, o claustro do Paraíso e as ruelas
Sai de Piazza Flavio Gioia (ponto de ônibus e cais de Amalfi) Caminhada em vila cerca de 2 h 30 manhã fácil (escadarias)
Amalfi foi a primeira das repúblicas marítimas italianas, potência do Mediterrâneo entre os séculos 9 e 11, e dá nome à costa. O Duomo di Amalfi (Catedral de Santo André), no alto de uma escadaria de 62 degraus sobre a praça, tem a fachada de arcos listrados e mosaicos dourados refeita no século 19, as portas de bronze fundidas em Constantinopla em 1066 e, ao lado, o Chiostro del Paradiso, de 1268, o claustro de arcos entrelaçados de estilo árabe-normando que era o cemitério dos nobres; a cripta guarda os restos do apóstolo Santo André, trazidos de Constantinopla em 1208. A Via Lorenzo d'Amalfi, a rua principal, sobe pelo vale entre lojas de limoncello e cerâmica até a Piazza dei Dogi e a Valle dei Mulini, o vale das antigas fábricas de papel. A Piazza Flavio Gioia, na orla, é o ponto de todos os ônibus e barcos da costa.
Passa por: Duomo di Amalfi.
Inclui: Duomo: ingresso pago à parte para o claustro, a cripta e o museu (a igreja abre sem cobrança nos horários de missa). Caminhada livre.
Dica: Vá ao Duomo na abertura, antes de os barcos de Sorrento e Salerno descarregarem os grupos. Amalfi é a base mais prática da costa: todos os ônibus e barcos passam por aqui.
Melhor época: O ano todo. Em 27 de junho e 30 de novembro, festas de Santo André com a corrida da estátua pela escadaria.
Museo della Carta: a fábrica de papel medieval de Amalfi
Sai de Via delle Cartiere, Amalfi (10 min a pé da praça) Museu com visita guiada cerca de 1 hora manhã ou tarde fácil
O Museo della Carta ocupa uma fábrica de papel do século 13 na Valle dei Mulini, o vale do rio Canneto onde Amalfi produziu papel de trapos a partir das técnicas trazidas do Oriente árabe; a 'carta bambagina' de Amalfi abasteceu as chancelarias do sul da Itália e ainda é feita por uma fábrica da cidade. A visita guiada, em italiano e inglês, mostra as pilhas hidráulicas de madeira movidas pela água do rio, as prensas e as telas, e termina com o visitante fazendo uma folha à mão. Dali, a trilha da Valle delle Ferriere sobe pelo vale entre ruínas de fábricas de papel e de ferro, cachoeiras e samambaias de clima úmido até uma reserva natural, em cerca de 2 horas de ida e volta, uma das poucas caminhadas de sombra da costa.
Passa por: Museo della Carta.
Inclui: Ingresso pago à parte, com visita guiada incluída. Trilha da Valle delle Ferriere sem cobrança.
Dica: A visita sai em horários fixos e dura cerca de 30 minutos; chegue antes dos grupos da tarde. Leve tênis se for subir o vale: o caminho fica molhado.
Melhor época: O ano todo; o vale é fresco mesmo no verão.
Positano: a vila vertical, a Spiaggia Grande e a igreja
Sai de Positano (ônibus SITA, parada Sponda ou Chiesa Nuova, ou cais) Caminhada em escadarias e praia cerca de 3 horas manhã ou fim de tarde moderada (centenas de degraus)
Positano é a vila que desce em escadarias da estrada até o mar, com as casas brancas, rosa e ocre empilhadas na encosta e as buganvílias; não há ruas planas, e os táxis param no alto. A Chiesa di Santa Maria Assunta, com a cúpula de azulejos verdes e amarelos, guarda o ícone bizantino da Madona Negra que, diz a lenda, chegou de barco com uma voz dizendo 'posa, posa' (pousa), origem do nome; sob a igreja, a villa romana soterrada pelo Vesúvio em 79, com afrescos, aberta à visita. A Spiaggia Grande, de pedrinhas escuras, tem os estabelecimentos de guarda-sóis coloridos e um trecho livre perto do cais; a Spiaggia del Fornillo, a 10 minutos pela trilha da falésia, é mais tranquila. As lojas vendem a 'moda Positano' de linho e as sandálias feitas na hora. Dos barcos que saem do cais se vê a vila inteira.
Passa por: Chiesa di Santa Maria Assunta, Spiaggia Grande.
Inclui: Praia livre em trecho pequeno; guarda-sóis pagos à parte. Villa romana com ingresso e horário. Caminhada livre.
Dica: Chegue de barco de Amalfi ou Sorrento para ver a vila do mar e evitar o ônibus lotado na Sponda. Suba de manhã, desça para a praia no fim da tarde. Sandália rasteira e as escadarias não combinam: use tênis.
Melhor época: De abril a outubro; de novembro a março parte dos hotéis e restaurantes fecha.
Sentiero degli Dei: a trilha dos deuses, de Bomerano a Nocelle
Sai de Bomerano (Agerola), ônibus SITA de Amalfi Trilha de meia montanha cerca de 4 horas manhã moderada (7 km, 1.700 degraus no fim)
O Sentiero degli Dei (Caminho dos Deuses) é a trilha de cerca de 7 km que corre a 500 m de altura pela encosta sobre o mar, de Bomerano, uma fração de Agerola, até Nocelle, aldeia sobre Positano, com a costa inteira, os Faraglioni de Capri ao longe e as cabras nos terraços abandonados. No sentido Bomerano–Nocelle a trilha é quase toda em descida suave e com o mar à frente; sinalizada em vermelho e branco, com o trecho alto (mais exposto) e o baixo, que se unem; leva cerca de 3 horas até Nocelle, onde há bar e a escadaria de 1.700 degraus que desce a Positano em 45 minutos (ou o ônibus local). Há trechos estreitos à beira de precipício, sem proteção: não é para quem tem vertigem ou para crianças pequenas. O caminho é de pedra e terra, sem sombra na maior parte.
Passa por: Sentiero degli Dei, Spiaggia Grande.
Inclui: Trilha sem cobrança. Ônibus SITA de Amalfi a Bomerano pago à parte (cerca de 40 minutos); ônibus Nocelle–Positano pago à parte.
Dica: Saia de Amalfi no ônibus das 7 h ou 8 h para Bomerano e esteja na trilha antes das 9 h; no verão o calor começa cedo. Leve 1,5 litro de água por pessoa, chapéu, tênis de trilha e um lanche; não há fontes no caminho. Em dia de chuva ou vento forte, não vá.
Melhor época: De março a junho e de setembro a novembro; em julho e agosto só ao amanhecer.
Ravello: Villa Rufolo, Villa Cimbrone e o Duomo
Sai de Amalfi (ônibus SITA, 25 min) ou a pé por Atrani Vila no alto com dois jardins cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil (ladeiras suaves)
Ravello fica a 365 m sobre o mar, numa crista entre os vales de Amalfi e Minori, e tem a Piazza Vescovado como centro, com o Duomo di Ravello, de 1086, com portas de bronze de 1179, o púlpito de mosaicos sobre seis leões e o museu da cripta. A Villa Rufolo, do século 13, com a torre mourisca e o claustro árabe, tem os jardins em terraços sobre o mar que inspiraram Wagner em 1880 para o jardim de Klingsor do Parsifal; no verão, o Ravello Festival monta um palco sobre o abismo para concertos ao pôr do sol. A Villa Cimbrone, a 10 minutos a pé por uma ruela, tem o jardim criado por um lorde inglês em 1904 e o Terrazzo dell'Infinito, o terraço de bustos de mármore pendurado a 350 m sobre o mar, com a vista mais aberta da costa; o palácio é hotel, os jardins abrem a todos. Ravello é a vila silenciosa da costa, sem praia, com os melhores entardeceres.
Passa por: Villa Rufolo, Villa Cimbrone, Duomo di Ravello.
Inclui: Villa Rufolo e Villa Cimbrone com ingressos pagos à parte; Duomo sem cobrança (museu da cripta pago). Ônibus SITA pago à parte.
Dica: Suba de Amalfi no primeiro ônibus da manhã, ou a pé por Atrani e a escadaria de 1.500 degraus (1 h 15, com sombra de manhã). Compre os ingressos do Ravello Festival (junho a setembro) no site oficial com antecedência.
Melhor época: De abril a outubro; o festival vai de junho a setembro; as villas abrem o ano todo.
Atrani: a menor vila da costa, a pé de Amalfi
Sai de Amalfi (10 min a pé pelo túnel ou pela escadaria) Caminhada curta cerca de 1 h 30 fim de tarde fácil
Atrani, a 10 minutos a pé de Amalfi, é a menor comuna da Itália em área, com cerca de 800 moradores, e a vila mais intacta da costa: a Piazza Umberto I, minúscula, com a fonte e os bares, fica a poucos metros da praia de areia escura, sob o arco da estrada que passa por cima das casas. A Collegiata di Santa Maria Maddalena, de 1274, com a cúpula de majólica, é o cartão-postal visto do mar; a igreja de San Salvatore de' Birecto, do século 10, era onde os doges de Amalfi eram coroados. As ruelas abobadadas sobem pela encosta até a escadaria de Ravello. É a vila onde se jantar sem a multidão de Amalfi, a cinco minutos; a praia, pequena, tem trecho livre.
Passa por: Atrani, Duomo di Amalfi.
Inclui: Caminhada livre; igrejas sem cobrança; praia livre em parte.
Dica: Vá a pé por Amalfi pelo caminho das escadas que sai da estrada, atrás do hotel Luna, e não pela estrada. Jante na praça; de dia, a praia é a mais tranquila entre Amalfi e Minori.
Melhor época: O ano todo; de maio a setembro para a praia.