Costa Amalfitana

Campânia

Costa Amalfitana

Vilas presas ao penhasco sobre o Golfo de Salerno: Amalfi, Positano e Ravello, ligadas por ônibus, barcos e uma estrada de curvas sobre o mar.

Sul

Na foto: Fiordo di Furore, Costa Amalfitana

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Conheça o lugar

Uma região para viver
sem pressa.

A Costa Amalfitana (Costiera Amalfitana, em italiano) é o trecho do litoral da Campânia que vai de Positano a Vietri sul Mare, na face sul da península de Sorrento. As cidades descem em degraus pela encosta dos Montes Lattari até o mar, com casas coloridas, terraços de limoeiros e igrejas de cúpula de cerâmica. Desde 1997 a costa é Patrimônio Mundial da Unesco.

Amalfi foi uma república marítima que comerciava com Constantinopla e o Oriente entre os séculos IX e XII, e a catedral de Sant'Andrea guarda essa memória. Positano é a vila vertical das ruelas em escada e da praia de pedrinhas. Ravello fica no alto, a cerca de 350 metros, com os jardins de Villa Rufolo e Villa Cimbrone olhando o Golfo de Salerno.

O transporte é parte da viagem. A estrada SS163 Amalfitana é estreita e cheia de curvas, os ônibus da SITA ligam as vilas e, na temporada, os barcos fazem o caminho pelo mar. Quem gosta de caminhar tem o Sentiero degli Dei, trilha nas alturas entre Agerola e Positano.

A região é a terra do limoncello, licor feito com o limão local, e da carta di Amalfi, papel feito à mão desde a Idade Média. Para o brasileiro, a base mais prática para chegar é Nápoles ou Salerno, e de Roma o trem leva até Salerno.

Este roteiro reúne 3 cidades que combinam na mesma viagem: Amalfi, Positano, Ravello.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

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Onde fica Costa Amalfitana
AmalfiPositanoRavello

Contornos: ISTAT, limites administrativos 2026, CC BY 4.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Costa Amalfitana

✈ Aeroporto Internazionale di Napoli (NAP), em Napoli · 70 km até Amalfi

✈ Aeroporto Salerno Costa d'Amalfi (QSR), em Pontecagnano Faiano · 45 km até Amalfi

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. O aeroporto mais usado é o de Nápoles (NAP). De Nápoles, o trem Circumvesuviana vai até Sorrento e o trem regional até Salerno; de lá seguem ônibus SITA ou barcos. De Roma, o trem de alta velocidade vai até Salerno.

Ponto de chegada sugerido: Amalfi

A experiência do lugar

O que fazer na Costa Amalfitana

Amalfi · Campânia · Catedral

Duomo di Amalfi

A catedral de Sant'Andrea, no alto de uma escadaria sobre a Piazza Duomo, com fachada listrada, campanário de azulejos, cripta do apóstolo André e o Chiostro del Paradiso ao lado.

Conhecer Duomo di Amalfi

Ravello · Campânia · Vila

Villa Rufolo

Vila medieval de mercadores ricos, na praça do Duomo de Ravello, com claustro árabe-normando, a Torre Maggiore e jardins em terraços sobre o Golfo de Salerno que inspiraram Richard Wagner.

Conhecer Villa Rufolo

Amalfi · Campânia · Museu

Museo della Carta

Antiga fábrica de papel no Vale dos Moinhos, com as máquinas movidas a água que faziam a carta di Amalfi, o papel artesanal da cidade, e demonstração de como se faz uma folha à mão.

Conhecer Museo della Carta

Ver mais 7 pontos na Costa Amalfitana

Para escolher antes de ir

Passeios na Costa Amalfitana

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Amalfi: o Duomo, o claustro do Paraíso e as ruelas

Sai de Piazza Flavio Gioia (ponto de ônibus e cais de Amalfi) Caminhada em vila cerca de 2 h 30 manhã fácil (escadarias)

Amalfi foi a primeira das repúblicas marítimas italianas, potência do Mediterrâneo entre os séculos 9 e 11, e dá nome à costa. O Duomo di Amalfi (Catedral de Santo André), no alto de uma escadaria de 62 degraus sobre a praça, tem a fachada de arcos listrados e mosaicos dourados refeita no século 19, as portas de bronze fundidas em Constantinopla em 1066 e, ao lado, o Chiostro del Paradiso, de 1268, o claustro de arcos entrelaçados de estilo árabe-normando que era o cemitério dos nobres; a cripta guarda os restos do apóstolo Santo André, trazidos de Constantinopla em 1208. A Via Lorenzo d'Amalfi, a rua principal, sobe pelo vale entre lojas de limoncello e cerâmica até a Piazza dei Dogi e a Valle dei Mulini, o vale das antigas fábricas de papel. A Piazza Flavio Gioia, na orla, é o ponto de todos os ônibus e barcos da costa.

Passa por: Duomo di Amalfi.

Inclui: Duomo: ingresso pago à parte para o claustro, a cripta e o museu (a igreja abre sem cobrança nos horários de missa). Caminhada livre.

Dica: Vá ao Duomo na abertura, antes de os barcos de Sorrento e Salerno descarregarem os grupos. Amalfi é a base mais prática da costa: todos os ônibus e barcos passam por aqui.

Melhor época: O ano todo. Em 27 de junho e 30 de novembro, festas de Santo André com a corrida da estátua pela escadaria.

Museo della Carta: a fábrica de papel medieval de Amalfi

Sai de Via delle Cartiere, Amalfi (10 min a pé da praça) Museu com visita guiada cerca de 1 hora manhã ou tarde fácil

O Museo della Carta ocupa uma fábrica de papel do século 13 na Valle dei Mulini, o vale do rio Canneto onde Amalfi produziu papel de trapos a partir das técnicas trazidas do Oriente árabe; a 'carta bambagina' de Amalfi abasteceu as chancelarias do sul da Itália e ainda é feita por uma fábrica da cidade. A visita guiada, em italiano e inglês, mostra as pilhas hidráulicas de madeira movidas pela água do rio, as prensas e as telas, e termina com o visitante fazendo uma folha à mão. Dali, a trilha da Valle delle Ferriere sobe pelo vale entre ruínas de fábricas de papel e de ferro, cachoeiras e samambaias de clima úmido até uma reserva natural, em cerca de 2 horas de ida e volta, uma das poucas caminhadas de sombra da costa.

Passa por: Museo della Carta.

Inclui: Ingresso pago à parte, com visita guiada incluída. Trilha da Valle delle Ferriere sem cobrança.

Dica: A visita sai em horários fixos e dura cerca de 30 minutos; chegue antes dos grupos da tarde. Leve tênis se for subir o vale: o caminho fica molhado.

Melhor época: O ano todo; o vale é fresco mesmo no verão.

Positano: a vila vertical, a Spiaggia Grande e a igreja

Sai de Positano (ônibus SITA, parada Sponda ou Chiesa Nuova, ou cais) Caminhada em escadarias e praia cerca de 3 horas manhã ou fim de tarde moderada (centenas de degraus)

Positano é a vila que desce em escadarias da estrada até o mar, com as casas brancas, rosa e ocre empilhadas na encosta e as buganvílias; não há ruas planas, e os táxis param no alto. A Chiesa di Santa Maria Assunta, com a cúpula de azulejos verdes e amarelos, guarda o ícone bizantino da Madona Negra que, diz a lenda, chegou de barco com uma voz dizendo 'posa, posa' (pousa), origem do nome; sob a igreja, a villa romana soterrada pelo Vesúvio em 79, com afrescos, aberta à visita. A Spiaggia Grande, de pedrinhas escuras, tem os estabelecimentos de guarda-sóis coloridos e um trecho livre perto do cais; a Spiaggia del Fornillo, a 10 minutos pela trilha da falésia, é mais tranquila. As lojas vendem a 'moda Positano' de linho e as sandálias feitas na hora. Dos barcos que saem do cais se vê a vila inteira.

Passa por: Chiesa di Santa Maria Assunta, Spiaggia Grande.

Inclui: Praia livre em trecho pequeno; guarda-sóis pagos à parte. Villa romana com ingresso e horário. Caminhada livre.

Dica: Chegue de barco de Amalfi ou Sorrento para ver a vila do mar e evitar o ônibus lotado na Sponda. Suba de manhã, desça para a praia no fim da tarde. Sandália rasteira e as escadarias não combinam: use tênis.

Melhor época: De abril a outubro; de novembro a março parte dos hotéis e restaurantes fecha.

Sentiero degli Dei: a trilha dos deuses, de Bomerano a Nocelle

Sai de Bomerano (Agerola), ônibus SITA de Amalfi Trilha de meia montanha cerca de 4 horas manhã moderada (7 km, 1.700 degraus no fim)

O Sentiero degli Dei (Caminho dos Deuses) é a trilha de cerca de 7 km que corre a 500 m de altura pela encosta sobre o mar, de Bomerano, uma fração de Agerola, até Nocelle, aldeia sobre Positano, com a costa inteira, os Faraglioni de Capri ao longe e as cabras nos terraços abandonados. No sentido Bomerano–Nocelle a trilha é quase toda em descida suave e com o mar à frente; sinalizada em vermelho e branco, com o trecho alto (mais exposto) e o baixo, que se unem; leva cerca de 3 horas até Nocelle, onde há bar e a escadaria de 1.700 degraus que desce a Positano em 45 minutos (ou o ônibus local). Há trechos estreitos à beira de precipício, sem proteção: não é para quem tem vertigem ou para crianças pequenas. O caminho é de pedra e terra, sem sombra na maior parte.

Passa por: Sentiero degli Dei, Spiaggia Grande.

Inclui: Trilha sem cobrança. Ônibus SITA de Amalfi a Bomerano pago à parte (cerca de 40 minutos); ônibus Nocelle–Positano pago à parte.

Dica: Saia de Amalfi no ônibus das 7 h ou 8 h para Bomerano e esteja na trilha antes das 9 h; no verão o calor começa cedo. Leve 1,5 litro de água por pessoa, chapéu, tênis de trilha e um lanche; não há fontes no caminho. Em dia de chuva ou vento forte, não vá.

Melhor época: De março a junho e de setembro a novembro; em julho e agosto só ao amanhecer.

Ravello: Villa Rufolo, Villa Cimbrone e o Duomo

Sai de Amalfi (ônibus SITA, 25 min) ou a pé por Atrani Vila no alto com dois jardins cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil (ladeiras suaves)

Ravello fica a 365 m sobre o mar, numa crista entre os vales de Amalfi e Minori, e tem a Piazza Vescovado como centro, com o Duomo di Ravello, de 1086, com portas de bronze de 1179, o púlpito de mosaicos sobre seis leões e o museu da cripta. A Villa Rufolo, do século 13, com a torre mourisca e o claustro árabe, tem os jardins em terraços sobre o mar que inspiraram Wagner em 1880 para o jardim de Klingsor do Parsifal; no verão, o Ravello Festival monta um palco sobre o abismo para concertos ao pôr do sol. A Villa Cimbrone, a 10 minutos a pé por uma ruela, tem o jardim criado por um lorde inglês em 1904 e o Terrazzo dell'Infinito, o terraço de bustos de mármore pendurado a 350 m sobre o mar, com a vista mais aberta da costa; o palácio é hotel, os jardins abrem a todos. Ravello é a vila silenciosa da costa, sem praia, com os melhores entardeceres.

Passa por: Villa Rufolo, Villa Cimbrone, Duomo di Ravello.

Inclui: Villa Rufolo e Villa Cimbrone com ingressos pagos à parte; Duomo sem cobrança (museu da cripta pago). Ônibus SITA pago à parte.

Dica: Suba de Amalfi no primeiro ônibus da manhã, ou a pé por Atrani e a escadaria de 1.500 degraus (1 h 15, com sombra de manhã). Compre os ingressos do Ravello Festival (junho a setembro) no site oficial com antecedência.

Melhor época: De abril a outubro; o festival vai de junho a setembro; as villas abrem o ano todo.

Atrani: a menor vila da costa, a pé de Amalfi

Sai de Amalfi (10 min a pé pelo túnel ou pela escadaria) Caminhada curta cerca de 1 h 30 fim de tarde fácil

Atrani, a 10 minutos a pé de Amalfi, é a menor comuna da Itália em área, com cerca de 800 moradores, e a vila mais intacta da costa: a Piazza Umberto I, minúscula, com a fonte e os bares, fica a poucos metros da praia de areia escura, sob o arco da estrada que passa por cima das casas. A Collegiata di Santa Maria Maddalena, de 1274, com a cúpula de majólica, é o cartão-postal visto do mar; a igreja de San Salvatore de' Birecto, do século 10, era onde os doges de Amalfi eram coroados. As ruelas abobadadas sobem pela encosta até a escadaria de Ravello. É a vila onde se jantar sem a multidão de Amalfi, a cinco minutos; a praia, pequena, tem trecho livre.

Passa por: Atrani, Duomo di Amalfi.

Inclui: Caminhada livre; igrejas sem cobrança; praia livre em parte.

Dica: Vá a pé por Amalfi pelo caminho das escadas que sai da estrada, atrás do hotel Luna, e não pela estrada. Jante na praça; de dia, a praia é a mais tranquila entre Amalfi e Minori.

Melhor época: O ano todo; de maio a setembro para a praia.

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Grotta dello Smeraldo: a gruta de luz verde em Conca dei Marini

Sai de Conca dei Marini (ônibus SITA ou barco de Amalfi) Gruta marinha com barco a remo cerca de 1 hora manhã (luz melhor até o meio-dia) fácil (elevador ou escada até a gruta)

A Grotta dello Smeraldo (Gruta Esmeralda), em Conca dei Marini, entre Amalfi e Positano, é uma caverna marinha de 45 m por 30 m descoberta por um pescador em 1932: a luz do sol entra por uma abertura submersa e tinge a água de verde-esmeralda, sobre estalagmites e estalactites que mostram que a gruta estava acima do mar antes de o nível subir. Chega-se pela estrada da costa, descendo de elevador ou escadaria até o cais, ou de barco de Amalfi, e a visita é feita em barcos a remo com barqueiros que explicam as formações e mostram o presépio de cerâmica submerso, depositado em 1956. A luz depende da hora e do dia: com sol alto e mar calmo o verde é intenso; com mar agitado a gruta fecha.

Passa por: Grotta dello Smeraldo.

Inclui: Ingresso pago à parte (inclui o barco a remo); o barco de Amalfi até a gruta é outro bilhete. Fecha com mar agitado.

Dica: Vá entre 10 h e 13 h, com sol, e confira na manhã se está aberta; em dia de maré alta ou ondas o acesso é suspenso. De barco, a volta Amalfi–gruta leva 15 minutos.

Melhor época: De abril a outubro; no inverno abre quando o mar permite.

Barco pela costa: Amalfi, Positano e a vista do mar

Sai de Amalfi (cais da Piazza Flavio Gioia) Barco de linha ou passeio de barco cerca de 3 horas tarde fácil

A Costa Amalfitana foi feita para ser vista do mar: as vilas em degraus, as torres de vigia dos séculos 16 e 17 contra os piratas, os limoeiros em terraços, os fiordes de Furore e Crestarella e as praias só de barco (Praia de Furore, Santa Croce, Arienzo). Os barcos de linha da Travelmar e da Alicost ligam Salerno, Minori, Maiori, Amalfi, Positano, Sorrento e Capri de abril a outubro, com assentos no convés, e servem ao mesmo tempo de transporte e de passeio: Amalfi–Positano leva 25 a 30 minutos. Os passeios privados ou em grupo, de lancha ou gozzo (o barco de madeira local), saem de Amalfi e Positano para a costa, com paradas para banho e a visita à Grotta dello Smeraldo, em meio dia ou dia inteiro, e a Capri. Com mar agitado tudo é cancelado, e isso acontece mesmo no verão.

Passa por: Spiaggia Grande, Duomo di Amalfi, Atrani.

Inclui: Barcos de linha por trecho, pagos à parte; passeios de barco pagos à parte, por pessoa (grupo) ou por barco (privado), com reserva.

Dica: Use o barco de linha como transporte entre as vilas: evita a estrada engarrafada e dá a vista. Sente-se à esquerda indo para Positano. Reserve passeios de barco pela manhã e confirme no dia: o mar decide.

Melhor época: De abril a outubro; de novembro a março os barcos de linha param.

Paestum: os templos gregos ao sul de Salerno

Sai de Salerno (trem regional, 35 min) ou carro Bate-volta a sítio arqueológico cerca de 5 horas dia inteiro fácil (sítio plano)

O Parco Archeologico di Paestum, a 40 km ao sul de Salerno, guarda três templos gregos dóricos entre os mais bem conservados do mundo, da colônia de Poseidonia, fundada por gregos de Síbaris por volta de 600 a.C.: o templo de Hera, o chamado Basílica, de 550 a.C.; o templo de Netuno (na verdade de Hera ou Apolo), de 450 a.C., quase intacto, com as duas fileiras de colunas internas; e o templo de Atena, no alto. Em volta, a cidade romana com o foro, o anfiteatro cortado pela estrada do século 18 e as muralhas de 4,7 km. O Museu Arqueológico, ao lado, tem a Tumba do Mergulhador, de 480 a.C., a única pintura grega de figura humana da época clássica conhecida, e as métopas do santuário de Hera à foz do Sele. A planície é a da mozzarella de búfala, com fazendas abertas à visita.

Passa por: Parco Archeologico di Paestum.

Inclui: Ingresso pago à parte (sítio e museu, bilhete combinado); sem cobrança no primeiro domingo do mês. Trem regional pago à parte.

Dica: O trem regional da linha Salerno–Sapri para em Paestum, a 10 minutos a pé do sítio; de Amalfi, barco ou ônibus até Salerno e trem. Vá de manhã, antes do calor da planície, e almoce mozzarella numa fazenda em Capaccio.

Melhor época: O ano todo; de abril a junho e de setembro a outubro é mais agradável; no verão há aberturas noturnas.

Dia a dia

Roteiro de 2, 3 e 5 dias na Costa Amalfitana

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

2 dias · Costa Amalfitana em 2 dias: Amalfi, Positano e Ravello

Para Quem vem de Nápoles ou Sorrento e quer as três vilas principais. · Base em Amalfi, pela posição central e pelos barcos
  1. Dia 1 · Amalfi e Ravello

    Chegada a Amalfi (de Salerno 35 minutos de barco ou 1 h 15 de ônibus; de Sorrento 1 h 40 de ônibus). Duomo de Amalfi na abertura e Museo della Carta; ônibus a Ravello para Villa Rufolo e Villa Cimbrone à tarde; volta a pé por Atrani para o jantar.

  2. Dia 2 · Positano e o mar

    Barco de linha de Amalfi a Positano de manhã; igreja de Santa Maria Assunta, escadarias e Spiaggia Grande ou Fornillo; Grotta dello Smeraldo no barco de volta, se o mar permitir; fim de tarde em Atrani.

3 dias · Costa Amalfitana em 3 dias: com o Sentiero degli Dei
Para Quem quer as vilas e um dia de trilha. · Base em Amalfi ou Positano
  1. Dia 1 · Amalfi, Atrani e Ravello

    Chegada e Duomo de Amalfi; Museo della Carta; tarde em Ravello, com as duas villas e o pôr do sol no Terrazzo dell'Infinito; descida a Atrani.

  2. Dia 2 · Sentiero degli Dei

    Ônibus das 7 h de Amalfi a Bomerano; Sentiero degli Dei até Nocelle (3 horas) e descida a Positano pela escadaria; tarde na Spiaggia Grande; volta a Amalfi de barco.

  3. Dia 3 · Mar e grutas

    Passeio de barco de meio dia pela costa, com a Grotta dello Smeraldo e banho nas praias de barco; tarde livre em Amalfi; saída no dia seguinte para Salerno (barco ou ônibus) e o trem.

5 dias · Costa Amalfitana em 5 dias: as vilas, a trilha, o mar e Paestum
Para Quem fica na costa uma semana, sem carro, com os barcos como transporte. · Base em Amalfi (3 noites) e Positano (2 noites)
  1. Dia 1 · Amalfi

    Chegada por Salerno (barco) ou Sorrento (ônibus). Duomo, Chiostro del Paradiso, Via Lorenzo d'Amalfi e Museo della Carta; trilha curta na Valle delle Ferriere à tarde; jantar em Atrani.

  2. Dia 2 · Ravello

    Subida a Ravello a pé por Atrani (1 h 15) ou de ônibus; Duomo, Villa Rufolo e Villa Cimbrone; almoço na praça; se for junho a setembro, concerto do Ravello Festival ao pôr do sol.

  3. Dia 3 · Paestum

    Barco a Salerno e trem regional a Paestum: templos e Museu da Tumba do Mergulhador de manhã; almoço de mozzarella; volta a Amalfi no fim da tarde.

  4. Dia 4 · Sentiero degli Dei e Positano

    Ônibus cedo a Bomerano, trilha dos deuses até Nocelle e descida a Positano; check-in em Positano, tarde na praia do Fornillo.

  5. Dia 5 · Positano e o mar

    Manhã na igreja de Santa Maria Assunta e na villa romana; passeio de barco pela costa com a Grotta dello Smeraldo e banho; última noite em Positano; saída por Sorrento (ônibus ou barco) e trem a Nápoles.

Melhor época

Quando ir: Costa Amalfitana mês a mês

A temporada vai de abril a outubro, quando os barcos costumam operar e hotéis e restaurantes estão abertos. Maio, junho e setembro costumam ter mar bom para banho e menos gente que julho e agosto, os meses mais quentes e cheios. De novembro a março muita coisa fecha e o transporte pelo mar fica reduzido.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva alta

inverno · costa fechada

Inverno. Na estação de Napoli Capodichino (a mais próxima com normais 1991–2020; a costa é um pouco mais amena): média de 9,1 °C e cerca de 92 mm de chuva. Dias curtos, mar agitado, barcos de linha parados e a maioria dos hotéis e restaurantes de Positano fechada; Amalfi e Ravello funcionam em ritmo de vila. Trilhas abertas em dias secos. Para quem quer silêncio e limões nas árvores.

Fevereiro Chuva alta

inverno · limões e festas

Inverno. Na estação de Napoli Capodichino (a mais próxima com normais 1991–2020; a costa é um pouco mais amena): média de 9,4 °C e cerca de 95 mm de chuva. Entre as chuvas, dias claros com 15 °C; o Carnaval traz desfiles em Maiori. Movimento muito baixo; parte das villas de Ravello abre com horário reduzido.

Março Chuva alta

primavera começando · trilhas

Primavera começando. Na estação de Napoli Capodichino (a mais próxima com normais 1991–2020; a costa é um pouco mais amena): média de 11,9 °C e cerca de 78 mm de chuva. Época de trilha (Sentiero degli Dei, Valle delle Ferriere) sem calor; barcos de linha voltam no fim do mês ou em abril; hotéis reabrem. Horário de verão europeu no último domingo: 4 horas a mais que Brasília.

Abril Chuva alta

primavera · Páscoa e reabertura

Primavera. Na estação de Napoli Capodichino (a mais próxima com normais 1991–2020; a costa é um pouco mais amena): média de 14,7 °C e cerca de 99 mm de chuva, em pancadas. A costa reabre de vez na Páscoa, com os barcos de linha e as praias montando guarda-sóis; flores nos terraços; mar ainda frio. Reserve hospedagem para a Semana Santa e o 25 de abril.

Maio Chuva média

primavera · mês ideal

Primavera plena. Na estação de Napoli Capodichino (a mais próxima com normais 1991–2020; a costa é um pouco mais amena): média de 19 °C e cerca de 59 mm de chuva. Dias longos, temperatura boa para trilha e para os primeiros banhos, vilas ainda sem a multidão de julho. Movimento alto nos fins de semana e nos feriados de 1º de maio e 2 de junho.

Junho Chuva baixa

verão · mar morno e Ravello Festival

Verão. Na estação de Napoli Capodichino (a mais próxima com normais 1991–2020; a costa é um pouco mais amena): média de 23,1 °C e cerca de 33 mm de chuva. Mar morno, estabelecimentos de praia cheios, barcos a cada hora; o Ravello Festival começa. Trilhas só de manhã cedo. Festa de Santo André em Amalfi em 27 de junho.

Julho Chuva baixa

verão · calor e estrada cheia

Verão. Na estação de Napoli Capodichino (a mais próxima com normais 1991–2020; a costa é um pouco mais amena): média de 25,6 °C (máximas acima de 30 °C) e cerca de 29 mm de chuva. A estrada da costa fica engarrafada e os ônibus SITA lotam: use os barcos. Praias cheias; Sentiero degli Dei só ao amanhecer. Reserve tudo com antecedência.

Agosto Chuva baixa

verão · Ferragosto

Verão. Na estação de Napoli Capodichino (a mais próxima com normais 1991–2020; a costa é um pouco mais amena): média de 26,2 °C e cerca de 36 mm de chuva, com tempestades no fim do mês. É o pico do ano: Ferragosto (15 de agosto) com fogos nas vilas, hospedagem esgotada, barcos cheios. Quem puder, evita; quem for, reserva com meses de antecedência.

Setembro Chuva média

fim do verão · mar ainda morno

Fim do verão. Na estação de Napoli Capodichino (a mais próxima com normais 1991–2020; a costa é um pouco mais amena): média de 22,2 °C e cerca de 89 mm de chuva, em tempestades. O mar continua morno, as vilas esvaziam depois da primeira semana e a trilha volta a ser possível de manhã; a Regata das Repúblicas Marítimas passa por Amalfi a cada quatro anos. Um dos melhores meses.

Outubro Chuva alta

outono · fim da temporada

Outono. Na estação de Napoli Capodichino (a mais próxima com normais 1991–2020; a costa é um pouco mais amena): média de 18,4 °C e cerca de 136 mm de chuva, com dias de chuva forte. Mar ainda aceita banho nos dias de sol; os barcos de linha param no fim do mês e os hotéis de Positano começam a fechar. O horário de verão europeu termina no último domingo: 5 horas de diferença para Brasília.

Novembro Chuva alta

outono · mês mais chuvoso

Outono avançado. Na estação de Napoli Capodichino (a mais próxima com normais 1991–2020; a costa é um pouco mais amena): média de 13,9 °C e cerca de 152 mm de chuva, o mês mais chuvoso. Costa quase fechada, barcos parados, trilhas com risco de deslizamento; em 30 de novembro, a festa de Santo André em Amalfi. Só para quem busca a costa vazia.

Dezembro Chuva alta

inverno · Natal nas vilas

Inverno. Na estação de Napoli Capodichino (a mais próxima com normais 1991–2020; a costa é um pouco mais amena): média de 10,1 °C e cerca de 112 mm de chuva. Presépios e luzes em Amalfi e Positano, limões nas árvores, poucos hotéis abertos; Ravello recebe concertos de Natal. Dias de sol com 15 °C entre as frentes.

Planeje o caminho

Como chegar: Costa Amalfitana

Do Brasil de avião: por Roma ou Nápoles

Não há voo direto do Brasil para a Campânia. A chegada mais simples é pelo voo direto de São Paulo ou do Rio para Roma Fiumicino e o trem de alta velocidade até Napoli Centrale (cerca de 1 h 10) ou Salerno (cerca de 2 h); ou um voo com conexão em outra cidade europeia até Nápoles Capodichino (NAP), a 70 km de Amalfi. Confirme antes de comprar. Do aeroporto de Nápoles, o ônibus Alibus leva ao centro e ao porto; de Salerno, o barco de linha chega a Amalfi em 35 minutos na temporada.

De trem e barco: Salerno é a porta

Salerno, na ponta leste da costa, tem estação de alta velocidade (Roma cerca de 2 h, Nápoles 35 a 40 minutos) e o cais da Concordia, de onde os barcos da Travelmar e da Alicost saem para Amalfi (35 minutos) e Positano (1 h 10) de abril a outubro. Sorrento, na ponta oeste, tem a Circumvesuviana a partir de Napoli (cerca de 1 h 10) e barcos para Positano e Amalfi. Vietri sul Mare, a primeira vila da costa, tem estação regional. Fora da temporada de barcos, o caminho é o ônibus SITA a partir de Salerno ou Sorrento.

De ônibus SITA: a estrada da costa

A SITA Sud opera a linha da estrada SS163 Amalfitana: Sorrento–Positano–Amalfi (cerca de 1 h 40), Amalfi–Salerno (cerca de 1 h 15), Amalfi–Ravello (25 minutos), Amalfi–Agerola/Bomerano (40 minutos, para a trilha). Os bilhetes se compram em tabacarias e bares (não a bordo) e há passe diário. Na temporada os ônibus lotam e passam cheios pelas paradas intermediárias: chegue cedo ao ponto de origem. A estrada tem curvas e precipícios; sente-se do lado do mar (direita indo para Positano a partir de Amalfi).

De carro: a estrada SS163 e as placas alternadas

A estrada da costa (SS163) é estreita, com ônibus e filas no verão, e as vilas têm pouquíssimas vagas, caras e distantes do centro; em parte da temporada vigora o rodízio de placas pares e ímpares para carros de fora, além de ZTL (zona de trânsito limitado) em Positano e Amalfi, com câmeras e multas enviadas pela locadora. A recomendação é não ir de carro: deixe-o em Salerno ou Sorrento e use barco e ônibus. Quem insistir: pela A3 até Vietri sul Mare ou pela A3 até Castellammare e a SS145 por Sorrento; Nápoles–Amalfi leva 1 h 30 a 2 h sem trânsito.

Como circular na Costa Amalfitana

Barco de linha entre as vilas de abril a outubro (a opção mais prática), ônibus SITA o ano todo, a pé pelas escadarias e trilhas (Atrani–Ravello, Sentiero degli Dei, Valle delle Ferriere), táxis e transfers com preço combinado antes. Dentro de Positano, o ônibus interno dá a volta nas escadarias. Em Amalfi tudo é a pé. Confira os horários do dia: barcos e ônibus mudam com a temporada e o tempo.

Documentos e fuso horário para o brasileiro

A Itália está no espaço Schengen: o brasileiro entra com o passaporte válido, sem visto para turismo de até 90 dias. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Na entrada podem pedir passagem de volta, comprovante de onde vai ficar e meios para a estada; o seguro de viagem com cobertura médica é exigido para o espaço Schengen. Menores viajando sem os dois pais: confirme as exigências antes de ir. O fuso é o da Europa Central (CET): a Itália fica 4 horas à frente de Brasília no horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro, e 5 horas no resto do ano. A tomada é a de dois ou três pinos redondos, 230 V.

Ingressos e taxas

Villa Rufolo, Villa Cimbrone, Duomo de Amalfi (claustro), Museo della Carta, Grotta dello Smeraldo e Paestum têm ingressos pagos à parte, com bilheteria no local; o Ravello Festival vende online. As praias têm trechos livres e estabelecimentos pagos. As comunas da costa cobram taxa de estadia por noite, paga na hospedagem. Confira a tabela atual.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

A temporada vai de abril a outubro, quando os barcos costumam operar e hotéis e restaurantes estão abertos. Maio, junho e setembro costumam ter mar bom para banho e menos gente que julho e agosto, os meses mais quentes e cheios. De novembro a março muita coisa fecha e o transporte pelo mar fica reduzido.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Três dias permitem ver Amalfi, Positano e Ravello sem correria. Com quatro ou cinco dias dá para incluir o Sentiero degli Dei, um dia de praia e o bate-volta aos templos gregos de Paestum. Em um dia só, a partir de Nápoles ou Sorrento, é possível ver Positano e Amalfi, mas o tempo de estrada e de barco pesa.

Em que cidade se hospedar

Amalfi é a base mais prática: é o centro dos barcos e dos ônibus, com acesso fácil a Ravello, Atrani e Positano. Positano tem a vista mais famosa, mas é cheia de escadas e mais cara na alta temporada. Ravello é mais silenciosa e fica no alto, boa para quem prefere jardins à praia. Maiori e Minori, à beira-mar, têm praias mais largas. Salerno e Sorrento, fora da costa, servem a quem quer gastar menos e fazer passeios de um dia.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre a Costa Amalfitana

Qual o melhor jeito de chegar à Costa Amalfitana vindo do Brasil?

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. Em geral se voa até Nápoles (NAP) ou até Roma. De Nápoles, segue-se de trem até Salerno ou Sorrento e daí de ônibus ou barco. De Roma, o trem de alta velocidade vai até Salerno, e de Salerno saem barcos e ônibus para Amalfi.

Precisa de carro na Costa Amalfitana?

Não é preciso, e na maioria dos casos é melhor não ter. A SS163 é estreita, as vagas são raras e pagas, e em alguns períodos de feriado e alta temporada vale um rodízio por final de placa durante o dia para quem não é morador. Ônibus SITA e barcos ligam as vilas. Se alugar carro, confirme as regras de circulação antes de ir.

Quantos dias reservar para a Costa Amalfitana?

O ideal é de três a cinco dias. Três dias cobrem Amalfi, Positano e Ravello; com mais tempo entram o Sentiero degli Dei, a Grotta dello Smeraldo, Atrani e Paestum.

Dá para fazer bate-volta de Nápoles ou de Roma?

De Nápoles dá, saindo cedo: trem até Salerno ou Sorrento e daí barco ou ônibus, com tempo para uma ou duas vilas. De Roma o dia fica longo demais; o melhor é dormir ao menos uma noite na costa.

Qual a melhor época para ir?

De abril a outubro, quando os barcos costumam operar. Maio, junho e setembro costumam ser os meses mais equilibrados entre calor, mar e movimento. As estações são invertidas em relação ao Brasil: o verão europeu vai de junho a agosto.

Os barcos funcionam o ano todo?

Não. A temporada de barcos entre Salerno, Amalfi e Positano costuma ir de abril a outubro, e as saídas dependem do mar. No inverno, o transporte fica por conta dos ônibus.

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