Trem das Cinque Terre: as cinco vilas em um dia
Sai de La Spezia Centrale ou Levanto Trem regional com paradas nas cinco vilas cerca de 8 horas dia inteiro fácil (escadas e ladeiras nas vilas)
As Cinque Terre são as cinco vilas de casas coloridas penduradas na costa da Ligúria, tombadas pela UNESCO em 1997, ligadas por um trem regional que corre quase todo em túneis entre La Spezia e Levanto: Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso al Mare, de sul a norte, a 4 a 6 minutos de trem uma da outra. O Cinque Terre Express para em todas na alta temporada, com intervalo de 20 a 30 minutos. Riomaggiore tem a Marina di Riomaggiore, o porto de barcos puxados para a rua; Manarola, o mirante de Punta Bonfiglio, de onde se tira a foto clássica da vila no pôr do sol; Corniglia, a única sem porto, no alto de um promontório, com a escadaria Lardarina de 382 degraus a partir da estação (ou ônibus); Vernazza, a praça do porto com a Chiesa di Santa Margherita d'Antiochia, de 1318, com a torre octogonal sobre o mar; e Monterosso, a maior, com a Spiaggia di Fegina, a única praia de areia extensa. Dá para ver as cinco num dia, mas duas ou três com calma rendem mais.
Passa por: Marina di Riomaggiore, Punta Bonfiglio, Corniglia, Chiesa di Santa Margherita d'Antiochia, Spiaggia di Fegina.
Inclui: Trem regional pago à parte; o Cinque Terre Card com trem (Treno MS) inclui viagens ilimitadas entre La Spezia e Levanto, as trilhas pagas, ônibus das vilas e banheiros, por 1, 2 ou 3 dias. Vilas sem cobrança.
Dica: Compre o Cinque Terre Card com trem no site do parque e valide no primeiro uso. Comece pela vila mais distante da sua base e volte parando; nas estações as plataformas são curtas e ficam lotadas entre 11 h e 16 h. Confira no quadro das estações qual trem para em Corniglia e Manarola (nem todos).
Melhor época: De abril a outubro o trem tem frequência alta; no inverno a oferta cai e parte dos restaurantes fecha.
Sentiero Azzurro: trilha de Monterosso a Vernazza
Sai de Monterosso al Mare (estação) Trilha costeira sinalizada cerca de 2 horas manhã moderada (degraus, 200 m de subida)
O Sentiero Azzurro (Trilha Azul, SVA ou 592) é a trilha costeira que liga as cinco vilas; o trecho entre Monterosso e Vernazza, de cerca de 3,5 km, é o mais percorrido e o mais aberto ao mar: sai do fim da praia de Monterosso, sobe degraus de pedra entre oliveiras e vinhedos em terraços até cerca de 200 m, com a costa inteira à vista, e desce sobre Vernazza, que aparece de repente com o porto, a torre da igreja e o Castello Doria, a torre de vigia do século 15 onde se pode subir. O trecho Vernazza–Corniglia, de 3,4 km, é parecido, com menos gente. Os dois trechos exigem o Cinque Terre Card e têm controle na entrada; o trecho Corniglia–Manarola segue interditado por deslizamentos há anos, e Manarola–Riomaggiore é a Via dell'Amore, com regras próprias. A trilha fecha quando há alerta de chuva forte; o parque avisa no site.
Passa por: Spiaggia di Fegina, Chiesa di Santa Margherita d'Antiochia, Castello Doria.
Inclui: Trilha paga à parte: o Cinque Terre Card (Trekking ou Treno MS) é exigido nos trechos pagos. Castello Doria com ingresso pequeno.
Dica: Saia antes das 9 h, com água, chapéu e tênis de trilha (chinelos e sapatilhas são barrados pelos fiscais); nas horas de calor a trilha não tem sombra. Confira no site do parque, no dia, se o trecho está aberto: ele fecha em alerta meteorológico. Em dias de sol forte do verão o parque pode limitar o sentido da trilha.
Melhor época: De abril a junho e de setembro a outubro; em julho e agosto saia bem cedo; no inverno a trilha costuma ficar aberta sem cobrança, mas com fechamentos por chuva.
Via dell'Amore: a passarela entre Riomaggiore e Manarola
Sai de Riomaggiore (estação) Passarela à beira do mar com ingresso cerca de 30 minutos manhã ou fim de tarde fácil
A Via dell'Amore (Caminho do Amor) é a passarela de cerca de 1 km escavada na rocha sobre o mar entre Riomaggiore e Manarola, aberta nos anos 1930 como caminho dos operários da ferrovia e batizada pelos namorados das duas vilas; ficou fechada de 2012 a 2024 por um deslizamento e foi reaberta com redes de proteção, acesso por horário marcado e número limitado de pessoas por turno. O percurso é plano, com bancos, o túnel dos cadeados e a vista para as falésias e o mar aberto; nos dois extremos, as estações das vilas. É o trecho mais fácil da costa, para quem não faz trilha, e o único em que se caminha sempre à beira d'água. As regras de acesso (horários, sentido, limite de pessoas, ingresso próprio ou incluído no Cinque Terre Card) têm mudado de temporada em temporada: confira antes de ir.
Passa por: Via dell'Amore, Marina di Riomaggiore, Punta Bonfiglio.
Inclui: Acesso com ingresso e horário marcado (pelo site do parque; em parte das temporadas incluído no Cinque Terre Card, em outras com bilhete próprio). Fecha em alerta meteorológico.
Dica: Reserve o turno no site do parque alguns dias antes, sobretudo de abril a outubro; entre por Riomaggiore de manhã e por Manarola no fim da tarde para ter o sol pelas costas. Os cadeados não são mais permitidos.
Melhor época: De abril a outubro com horário marcado; no inverno confira se está aberta.
Manarola: Punta Bonfiglio e a trilha dos vinhedos a Volastra
Sai de Manarola (estação) Caminhada em vila e trilha em terraços cerca de 3 horas fim de tarde moderada (subida de 300 m até Volastra)
Manarola é a vila das casas empilhadas sobre o porto de pedra, onde os barcos são içados por guindaste e as pessoas tomam sol nas rochas. A Punta Bonfiglio, o promontório com o cemitério e um pequeno parque, é o mirante da foto mais conhecida das Cinque Terre, com a vila inteira acesa ao pôr do sol. O Sentiero 506 Manarola–Volastra sobe por escadas e trilha entre os vinhedos em terraços de pedra seca até Volastra, a aldeia a 335 m onde se produz o vinho Sciacchetrà, com a igreja românica de Nossa Senhora da Saúde; de Volastra, o caminho 586 segue pelo alto até Corniglia, por 2 horas, com as vistas mais abertas da costa e sem a multidão do Sentiero Azzurro, e é o desvio usado enquanto o trecho baixo Corniglia–Manarola está interditado. Nas ruas de Manarola, o presépio luminoso de Mario Andreoli acende a colina de dezembro a janeiro.
Passa por: Punta Bonfiglio, Sentiero 506 Manarola–Volastra, Corniglia.
Inclui: Caminhada livre; as trilhas 506 e 586 não têm cobrança. Ônibus do parque Manarola–Volastra pago à parte (incluído no Cinque Terre Card).
Dica: Suba a Volastra de ônibus do parque e desça a pé, ou faça a volta ao contrário no fim da tarde para chegar à Punta Bonfiglio no pôr do sol. Leve água: não há fontes no caminho.
Melhor época: De abril a outubro; a Punta Bonfiglio vale o ano todo ao entardecer.
Monterosso al Mare: praia, centro velho e o convento dos capuchinhos
Sai de Monterosso al Mare (estação) Praia e caminhada cerca de 3 horas tarde fácil
Monterosso al Mare, a vila mais ao norte e a única plana, é dividida em duas pelo promontório de San Cristoforo, atravessado por um túnel: do lado de Fegina, a Spiaggia di Fegina, a praia de areia com os guarda-sóis dos estabelecimentos e trechos livres, e, no fim dela, a Statua del Gigante, o Netuno de concreto de 14 m, de 1910, que segurava um terraço e perdeu os braços nos bombardeios e no mar; do lado do centro velho, as ruelas (carrugi) com as lojas de anchovas e limões, e a Chiesa di San Giovanni Battista, de 1307, com a fachada listrada de mármore branco e verde escuro e a rosácea. No alto do promontório, o Convento dei Cappuccini, de 1619, com a igreja de San Francesco, uma Crucificação atribuída a Van Dyck e o terraço sobre as duas praias; a subida leva 15 minutos pela Via Roma. Monterosso é a base mais prática para quem quer praia e a trilha para Vernazza.
Passa por: Spiaggia di Fegina, Chiesa di San Giovanni Battista, Convento dei Cappuccini, Statua del Gigante.
Inclui: Praia livre em trechos; cadeiras e guarda-sóis pagos à parte. Igreja e convento sem cobrança.
Dica: A praia livre fica nas pontas; chegue cedo em julho e agosto. Da estação, a praia de Fegina é imediata; o centro velho fica a 5 minutos pelo túnel. A Festa do Limão é em maio e a das anchovas, em junho e setembro.
Melhor época: De junho a setembro para banho de mar; a vila vale de abril a outubro.
Riomaggiore: o castelo e a marina
Sai de Riomaggiore (estação) Caminhada em vila cerca de 2 horas fim de tarde moderada (ladeiras e escadas)
Riomaggiore, a vila mais ao sul, sobe em degraus pela garganta do rio que lhe dá nome, com as casas-torre de cores vivas e a Via Colombo, a rua principal, descendo até a Marina di Riomaggiore, o porto minúsculo entre rochas onde os barcos ficam puxados para a rua e de onde saem os barcos de passeio; o mirante à esquerda do porto, pela escada da rocha, tem a vista clássica da vila. No alto, o Castello di Riomaggiore, de 1260, com duas torres circulares, é um mirante sobre o mar e o vale, usado para exposições e casamentos. A igreja de San Giovanni Battista, de 1340, fica na parte alta, perto da estação. Da marina, uma trilha curta sobe à Torre Guardiola, um posto de observação de aves, e o caminho mais longo segue a Portovenere pelo alto (caminho 593, 5 horas).
Passa por: Castello di Riomaggiore, Marina di Riomaggiore.
Inclui: Vila sem cobrança; castelo com ingresso pequeno. Barcos de passeio pagos à parte.
Dica: Chegue à marina no fim da tarde para a vila acesa pelo sol, e jante na Via Colombo. O túnel pintado liga a estação à vila em 3 minutos.
Melhor época: O ano todo; de abril a outubro com barcos.