Cinque Terre

Ligúria

Cinque Terre

Cinco vilas de pescadores coladas no penhasco da Ligúria, ligadas por trem, barco e trilhas entre vinhedos em terraços.

Norte

Na foto: Igreja de San Pietro, Corniglia, Cinque Terre

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Uma região para viver
sem pressa.

Cinque Terre (cinco terras) é o nome de cinco vilas na costa da Ligúria, no noroeste da Itália: Monterosso al Mare, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore. Elas ficam espremidas entre o mar e encostas íngremes, num trecho de cerca de 12 km de litoral entre Levanto e La Spezia.

A paisagem foi construída à mão. Durante séculos, os moradores ergueram muros de pedra seca para criar terraços de vinhedos e oliveiras nas encostas. Por isso a região faz parte do Parque Nacional das Cinque Terre e, junto com Portovenere e as ilhas Palmaria, Tino e Tinetto, foi declarada Patrimônio Mundial pela Unesco em 1997.

Cada vila tem seu jeito. Monterosso é a maior e a única com praia comprida. Vernazza tem um porto pequeno protegido por um castelo. Corniglia fica no alto de um promontório, a cerca de 90 metros do mar, e é a única que não chega à água. Manarola e Riomaggiore descem por vales estreitos até pequenas marinas cercadas de casas coloridas.

Para o brasileiro, o ponto central é o trem regional: ele liga as cinco vilas a La Spezia e a Levanto em poucos minutos e faz o papel de metrô da região. Carro ajuda pouco, porque o acesso de veículos às vilas é muito limitado. Na temporada, barcos fazem a ligação pelo mar, e as trilhas do parque unem as vilas a pé, sempre conforme a situação de cada trecho.

Este roteiro reúne 4 cidades que combinam na mesma viagem: Monterosso al Mare, Manarola, Riomaggiore, Vernazza.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.

Onde fica Cinque Terre
Monterosso al MareManarolaRiomaggioreVernazza

Contornos: ISTAT, limites administrativos 2026, CC BY 4.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Cinque Terre

✈ Aeroporto di Pisa-San Giusto Galileo Galilei (PSA), em Pisa · 114 km até Monterosso al Mare

✈ Aeroporto di Genova Cristoforo Colombo (GOA), em Gênova · 99 km até Monterosso al Mare

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. O caminho mais comum é ir de trem até La Spezia (de Pisa, Florença, Gênova ou Milão) e ali pegar o trem regional que para nas cinco vilas e segue até Levanto. Os aeroportos mais próximos são Pisa e Gênova.

Ponto de chegada sugerido: Monterosso al Mare

A experiência do lugar

O que fazer em Cinque Terre

Vernazza · Ligúria · Castelo

Castello Doria

Fortaleza medieval sobre o rochedo que fecha o porto de Vernazza, com uma torre cilíndrica que é a parte mais antiga e vista sobre a vila e a costa.

Conhecer Castello Doria

Monterosso al Mare · Ligúria · Praia

Spiaggia di Fegina

A praia mais extensa das Cinque Terre, em frente à estação de Monterosso, com areia grossa e pedrinhas e trechos com guarda-sóis de estabelecimentos.

Conhecer Spiaggia di Fegina

Riomaggiore · Ligúria · Trilha

Via dell'Amore

Caminho de pedestres escavado na rocha sobre o mar entre Riomaggiore e Manarola, percorrido em sentido único, com reserva de horário e Cinque Terre Card.

Conhecer Via dell'Amore

Ver mais 9 pontos em Cinque Terre

Para escolher antes de ir

Passeios em Cinque Terre

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Trem das Cinque Terre: as cinco vilas em um dia

Sai de La Spezia Centrale ou Levanto Trem regional com paradas nas cinco vilas cerca de 8 horas dia inteiro fácil (escadas e ladeiras nas vilas)

As Cinque Terre são as cinco vilas de casas coloridas penduradas na costa da Ligúria, tombadas pela UNESCO em 1997, ligadas por um trem regional que corre quase todo em túneis entre La Spezia e Levanto: Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso al Mare, de sul a norte, a 4 a 6 minutos de trem uma da outra. O Cinque Terre Express para em todas na alta temporada, com intervalo de 20 a 30 minutos. Riomaggiore tem a Marina di Riomaggiore, o porto de barcos puxados para a rua; Manarola, o mirante de Punta Bonfiglio, de onde se tira a foto clássica da vila no pôr do sol; Corniglia, a única sem porto, no alto de um promontório, com a escadaria Lardarina de 382 degraus a partir da estação (ou ônibus); Vernazza, a praça do porto com a Chiesa di Santa Margherita d'Antiochia, de 1318, com a torre octogonal sobre o mar; e Monterosso, a maior, com a Spiaggia di Fegina, a única praia de areia extensa. Dá para ver as cinco num dia, mas duas ou três com calma rendem mais.

Passa por: Marina di Riomaggiore, Punta Bonfiglio, Corniglia, Chiesa di Santa Margherita d'Antiochia, Spiaggia di Fegina.

Inclui: Trem regional pago à parte; o Cinque Terre Card com trem (Treno MS) inclui viagens ilimitadas entre La Spezia e Levanto, as trilhas pagas, ônibus das vilas e banheiros, por 1, 2 ou 3 dias. Vilas sem cobrança.

Dica: Compre o Cinque Terre Card com trem no site do parque e valide no primeiro uso. Comece pela vila mais distante da sua base e volte parando; nas estações as plataformas são curtas e ficam lotadas entre 11 h e 16 h. Confira no quadro das estações qual trem para em Corniglia e Manarola (nem todos).

Melhor época: De abril a outubro o trem tem frequência alta; no inverno a oferta cai e parte dos restaurantes fecha.

Sentiero Azzurro: trilha de Monterosso a Vernazza

Sai de Monterosso al Mare (estação) Trilha costeira sinalizada cerca de 2 horas manhã moderada (degraus, 200 m de subida)

O Sentiero Azzurro (Trilha Azul, SVA ou 592) é a trilha costeira que liga as cinco vilas; o trecho entre Monterosso e Vernazza, de cerca de 3,5 km, é o mais percorrido e o mais aberto ao mar: sai do fim da praia de Monterosso, sobe degraus de pedra entre oliveiras e vinhedos em terraços até cerca de 200 m, com a costa inteira à vista, e desce sobre Vernazza, que aparece de repente com o porto, a torre da igreja e o Castello Doria, a torre de vigia do século 15 onde se pode subir. O trecho Vernazza–Corniglia, de 3,4 km, é parecido, com menos gente. Os dois trechos exigem o Cinque Terre Card e têm controle na entrada; o trecho Corniglia–Manarola segue interditado por deslizamentos há anos, e Manarola–Riomaggiore é a Via dell'Amore, com regras próprias. A trilha fecha quando há alerta de chuva forte; o parque avisa no site.

Passa por: Spiaggia di Fegina, Chiesa di Santa Margherita d'Antiochia, Castello Doria.

Inclui: Trilha paga à parte: o Cinque Terre Card (Trekking ou Treno MS) é exigido nos trechos pagos. Castello Doria com ingresso pequeno.

Dica: Saia antes das 9 h, com água, chapéu e tênis de trilha (chinelos e sapatilhas são barrados pelos fiscais); nas horas de calor a trilha não tem sombra. Confira no site do parque, no dia, se o trecho está aberto: ele fecha em alerta meteorológico. Em dias de sol forte do verão o parque pode limitar o sentido da trilha.

Melhor época: De abril a junho e de setembro a outubro; em julho e agosto saia bem cedo; no inverno a trilha costuma ficar aberta sem cobrança, mas com fechamentos por chuva.

Via dell'Amore: a passarela entre Riomaggiore e Manarola

Sai de Riomaggiore (estação) Passarela à beira do mar com ingresso cerca de 30 minutos manhã ou fim de tarde fácil

A Via dell'Amore (Caminho do Amor) é a passarela de cerca de 1 km escavada na rocha sobre o mar entre Riomaggiore e Manarola, aberta nos anos 1930 como caminho dos operários da ferrovia e batizada pelos namorados das duas vilas; ficou fechada de 2012 a 2024 por um deslizamento e foi reaberta com redes de proteção, acesso por horário marcado e número limitado de pessoas por turno. O percurso é plano, com bancos, o túnel dos cadeados e a vista para as falésias e o mar aberto; nos dois extremos, as estações das vilas. É o trecho mais fácil da costa, para quem não faz trilha, e o único em que se caminha sempre à beira d'água. As regras de acesso (horários, sentido, limite de pessoas, ingresso próprio ou incluído no Cinque Terre Card) têm mudado de temporada em temporada: confira antes de ir.

Passa por: Via dell'Amore, Marina di Riomaggiore, Punta Bonfiglio.

Inclui: Acesso com ingresso e horário marcado (pelo site do parque; em parte das temporadas incluído no Cinque Terre Card, em outras com bilhete próprio). Fecha em alerta meteorológico.

Dica: Reserve o turno no site do parque alguns dias antes, sobretudo de abril a outubro; entre por Riomaggiore de manhã e por Manarola no fim da tarde para ter o sol pelas costas. Os cadeados não são mais permitidos.

Melhor época: De abril a outubro com horário marcado; no inverno confira se está aberta.

Manarola: Punta Bonfiglio e a trilha dos vinhedos a Volastra

Sai de Manarola (estação) Caminhada em vila e trilha em terraços cerca de 3 horas fim de tarde moderada (subida de 300 m até Volastra)

Manarola é a vila das casas empilhadas sobre o porto de pedra, onde os barcos são içados por guindaste e as pessoas tomam sol nas rochas. A Punta Bonfiglio, o promontório com o cemitério e um pequeno parque, é o mirante da foto mais conhecida das Cinque Terre, com a vila inteira acesa ao pôr do sol. O Sentiero 506 Manarola–Volastra sobe por escadas e trilha entre os vinhedos em terraços de pedra seca até Volastra, a aldeia a 335 m onde se produz o vinho Sciacchetrà, com a igreja românica de Nossa Senhora da Saúde; de Volastra, o caminho 586 segue pelo alto até Corniglia, por 2 horas, com as vistas mais abertas da costa e sem a multidão do Sentiero Azzurro, e é o desvio usado enquanto o trecho baixo Corniglia–Manarola está interditado. Nas ruas de Manarola, o presépio luminoso de Mario Andreoli acende a colina de dezembro a janeiro.

Passa por: Punta Bonfiglio, Sentiero 506 Manarola–Volastra, Corniglia.

Inclui: Caminhada livre; as trilhas 506 e 586 não têm cobrança. Ônibus do parque Manarola–Volastra pago à parte (incluído no Cinque Terre Card).

Dica: Suba a Volastra de ônibus do parque e desça a pé, ou faça a volta ao contrário no fim da tarde para chegar à Punta Bonfiglio no pôr do sol. Leve água: não há fontes no caminho.

Melhor época: De abril a outubro; a Punta Bonfiglio vale o ano todo ao entardecer.

Monterosso al Mare: praia, centro velho e o convento dos capuchinhos

Sai de Monterosso al Mare (estação) Praia e caminhada cerca de 3 horas tarde fácil

Monterosso al Mare, a vila mais ao norte e a única plana, é dividida em duas pelo promontório de San Cristoforo, atravessado por um túnel: do lado de Fegina, a Spiaggia di Fegina, a praia de areia com os guarda-sóis dos estabelecimentos e trechos livres, e, no fim dela, a Statua del Gigante, o Netuno de concreto de 14 m, de 1910, que segurava um terraço e perdeu os braços nos bombardeios e no mar; do lado do centro velho, as ruelas (carrugi) com as lojas de anchovas e limões, e a Chiesa di San Giovanni Battista, de 1307, com a fachada listrada de mármore branco e verde escuro e a rosácea. No alto do promontório, o Convento dei Cappuccini, de 1619, com a igreja de San Francesco, uma Crucificação atribuída a Van Dyck e o terraço sobre as duas praias; a subida leva 15 minutos pela Via Roma. Monterosso é a base mais prática para quem quer praia e a trilha para Vernazza.

Passa por: Spiaggia di Fegina, Chiesa di San Giovanni Battista, Convento dei Cappuccini, Statua del Gigante.

Inclui: Praia livre em trechos; cadeiras e guarda-sóis pagos à parte. Igreja e convento sem cobrança.

Dica: A praia livre fica nas pontas; chegue cedo em julho e agosto. Da estação, a praia de Fegina é imediata; o centro velho fica a 5 minutos pelo túnel. A Festa do Limão é em maio e a das anchovas, em junho e setembro.

Melhor época: De junho a setembro para banho de mar; a vila vale de abril a outubro.

Riomaggiore: o castelo e a marina

Sai de Riomaggiore (estação) Caminhada em vila cerca de 2 horas fim de tarde moderada (ladeiras e escadas)

Riomaggiore, a vila mais ao sul, sobe em degraus pela garganta do rio que lhe dá nome, com as casas-torre de cores vivas e a Via Colombo, a rua principal, descendo até a Marina di Riomaggiore, o porto minúsculo entre rochas onde os barcos ficam puxados para a rua e de onde saem os barcos de passeio; o mirante à esquerda do porto, pela escada da rocha, tem a vista clássica da vila. No alto, o Castello di Riomaggiore, de 1260, com duas torres circulares, é um mirante sobre o mar e o vale, usado para exposições e casamentos. A igreja de San Giovanni Battista, de 1340, fica na parte alta, perto da estação. Da marina, uma trilha curta sobe à Torre Guardiola, um posto de observação de aves, e o caminho mais longo segue a Portovenere pelo alto (caminho 593, 5 horas).

Passa por: Castello di Riomaggiore, Marina di Riomaggiore.

Inclui: Vila sem cobrança; castelo com ingresso pequeno. Barcos de passeio pagos à parte.

Dica: Chegue à marina no fim da tarde para a vila acesa pelo sol, e jante na Via Colombo. O túnel pintado liga a estação à vila em 3 minutos.

Melhor época: O ano todo; de abril a outubro com barcos.

Ver mais 4 passeios

Barco de linha pela costa: das vilas a Portovenere

Sai de Monterosso, Vernazza, Manarola ou Riomaggiore (cais) Passeio de barco de linha cerca de 1 h 30 (trecho) a 4 horas (dia) tarde fácil

O barco de linha do Consorzio Marittimo Turistico 5 Terre Golfo dei Poeti liga La Spezia, Portovenere, Riomaggiore, Manarola, Vernazza, Monterosso e Levanto de março a novembro, com várias viagens por dia, e é a única maneira de ver as cinco vilas de frente, como foram feitas para ser vistas: do mar, com os terraços de vinhedos subindo até 500 m. Corniglia não tem porto e fica de fora. Portovenere, fora das Cinque Terre mas no mesmo Parque Nacional, na ponta do Golfo dei Poeti, tem a igreja de San Pietro, de 1277, listrada de preto e branco sobre as rochas, a gruta de Byron e as três ilhas (Palmaria, Tino e Tinetto); a ligação com Riomaggiore de barco leva 30 minutos. Em dia de mar agitado o serviço é suspenso e os barcos não atracam em Vernazza e Manarola.

Passa por: Portovenere, Marina di Riomaggiore, Spiaggia di Fegina.

Inclui: Bilhetes por trecho ou diário (ida e volta com paradas), pagos à parte; não incluídos no Cinque Terre Card.

Dica: Faça o trem na ida e o barco na volta, ou o barco até Portovenere e o ônibus de lá a La Spezia. Confira no site do consórcio se o barco está operando no dia: mar agitado cancela, e isso é comum na primavera e no outono.

Melhor época: De abril a outubro; em julho e agosto os barcos ficam cheios.

Vernazza: o porto, o castelo e a trilha ao santuário de Reggio

Sai de Vernazza (estação) Caminhada em vila e trilha cerca de 3 horas manhã moderada (subida de 300 m ao santuário)

Vernazza é a vila com o único porto natural das Cinque Terre: a Piazza Marconi se abre para a enseada, com a Chiesa di Santa Margherita d'Antiochia, de 1318, erguida sobre as rochas com a abside voltada para a praça e a torre de 40 m, e, do outro lado, o Castello Doria, a torre de vigia circular do século 15 com o mirante sobre o porto e a costa, a 5 minutos de escadas. A Via Roma, a rua principal, sobe da praça à estação entre lojas de focaccia e pesto. Para quem quer sair da multidão, a trilha para o Santuario di Nostra Signora di Reggio sobe em 45 minutos a 1 hora por escadas de pedra e oliveiras até a igreja de 1248, cercada de plátanos centenários, com vista para o mar, e o ônibus do parque faz a volta. Vernazza foi reconstruída depois da enchente e dos deslizamentos de 2011, e as placas nas paredes marcam a altura da lama.

Passa por: Castello Doria, Chiesa di Santa Margherita d'Antiochia.

Inclui: Vila sem cobrança; Castello Doria com ingresso pequeno; ônibus do parque incluído no Cinque Terre Card.

Dica: Chegue cedo: Vernazza é a vila que mais lota ao meio-dia. O mirante do Sentiero Azzurro em direção a Monterosso, a 10 minutos de subida, dá a foto do porto de cima. Pequena praia atrás da praça e outra, de pedras, por um buraco na rocha no fim da Via Roma.

Melhor época: De abril a outubro; o ano todo para a vila.

Corniglia: a vila no alto e a escadaria Lardarina

Sai de Corniglia (estação) Caminhada em vila cerca de 2 horas manhã moderada (382 degraus ou ônibus)

Corniglia é a vila do meio e a única das cinco sem acesso direto ao mar: fica a 100 m de altura num promontório de vinhedos, e da estação sobe-se pela Lardarina, a escadaria de 382 degraus em 33 lances, ou pelo ônibus do parque. É a menor e a mais tranquila, com a Via Fieschi, a rua principal, levando ao terraço de Santa Maria, no fim da vila, com os três lados de mar e as outras vilas ao longe; a igreja de San Pietro, de 1334, tem a rosácea de mármore de Carrara. Abaixo da vila, a praia de pedras de Guvano é alcançada por trilha. De Corniglia saem os dois trechos do Sentiero Azzurro: para Vernazza (aberto, com Card) e para Manarola (interditado há anos, substituído pelo caminho alto por Volastra). É a parada ideal para quem quer sentar num terraço com vista sem a fila das outras vilas.

Passa por: Corniglia, Punta Bonfiglio.

Inclui: Vila sem cobrança; ônibus do parque estação–vila incluído no Cinque Terre Card ou pago à parte.

Dica: Suba de ônibus e desça pela Lardarina. Vá no meio da manhã, entre os grupos. As gelaterias da Via Fieschi fazem o sorvete de mel local.

Melhor época: O ano todo; no inverno a vila fica quase vazia.

Portovenere e a ilha de Palmaria: o Golfo dos Poetas

Sai de La Spezia (ônibus 11/P) ou barco das vilas Bate-volta de ônibus ou barco cerca de 5 horas dia inteiro fácil (escadas na igreja)

Portovenere, na ponta oeste do Golfo della Spezia, o Golfo dei Poeti (Byron e Shelley viveram ali perto), é a vila de casas-torre altas e estreitas alinhadas no cais, com a porta medieval, a igreja de San Pietro, de 1277, de mármore listrado sobre as rochas, com a loggia aberta para o mar e a Grotta di Byron abaixo, e o Castello Doria no alto, com as muralhas e a vista para as ilhas. A Palmaria, a ilha em frente, a 5 minutos de barco, tem trilhas, duas praias (Pozzale e Cala Fornace) e o forte; o giro das três ilhas de barco passa pela gruta azul de Palmaria e pelo Tino, com a abadia, só aberto um dia por ano. É Parque Nacional e UNESCO junto com as Cinque Terre, mas fica fora do Cinque Terre Card. O ônibus de La Spezia leva 30 minutos pela estrada da costa.

Passa por: Portovenere.

Inclui: Ônibus ATC pago à parte; barco para Palmaria e giro das ilhas pagos à parte; castelo e igreja com ingresso pequeno ou sem cobrança.

Dica: Combine com o barco de linha das Cinque Terre: de Riomaggiore a Portovenere são 30 minutos de mar. Para a Palmaria, leve água e tênis; a trilha de volta à ilha leva 2 a 3 horas.

Melhor época: De abril a outubro; em julho e agosto a vila lota nos fins de semana.

Dia a dia

Roteiro de 2, 3 e 5 dias em Cinque Terre

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

2 dias · Cinque Terre em 2 dias: as cinco vilas e uma trilha

Para Quem vem de Florença, Pisa ou Gênova e quer ver as vilas sem correr, com uma trilha. · Base em Monterosso al Mare, Riomaggiore ou La Spezia (mais hotéis e trens)
  1. Dia 1 · Chegada e as vilas do sul

    Chegada a La Spezia Centrale (de Pisa cerca de 1 hora; de Florença 2 h 20; de Gênova 1 h 10). Cinque Terre Card com trem. Riomaggiore, com o castelo e a marina; Via dell'Amore no turno reservado até Manarola; Corniglia à tarde, de ônibus e Lardarina; pôr do sol na Punta Bonfiglio, em Manarola.

  2. Dia 2 · Trilha e as vilas do norte

    Trem até Monterosso cedo; Sentiero Azzurro até Vernazza, com o Castello Doria e almoço no porto; tarde na praia de Fegina e no centro velho de Monterosso, com o convento dos capuchinhos; volta de barco de linha, se o mar permitir.

3 dias · Cinque Terre em 3 dias: trilhas, mar e Portovenere
Para Quem quer caminhar e também ver a costa de barco. · Base em Monterosso ou Vernazza, para as trilhas; La Spezia como alternativa
  1. Dia 1 · Riomaggiore, Manarola e Corniglia

    Chegada, Cinque Terre Card. Riomaggiore de manhã, Via dell'Amore reservada até Manarola, almoço e Punta Bonfiglio; Corniglia à tarde pela escadaria; noite em Monterosso ou Vernazza.

  2. Dia 2 · Sentiero Azzurro

    Trilha Monterosso–Vernazza cedo, com o Castello Doria; depois do almoço, Vernazza–Corniglia ou a subida ao santuário de Reggio; volta de trem; banho de mar em Fegina no fim do dia.

  3. Dia 3 · Barco e Portovenere

    Barco de linha pela costa até Portovenere, com a igreja de San Pietro e a Palmaria; volta a La Spezia de ônibus e trem para o próximo destino.

5 dias · Cinque Terre em 5 dias: cada vila com calma
Para Quem faz das Cinque Terre a base de uma semana de mar e trilhas, sem carro. · Base em Monterosso ou Manarola, 4 noites; chegada por La Spezia
  1. Dia 1 · Chegada e Monterosso

    Chegada a La Spezia e trem até Monterosso. Tarde na praia de Fegina, centro velho e subida ao convento dos capuchinhos; pôr do sol no Gigante.

  2. Dia 2 · Vernazza a pé

    Sentiero Azzurro Monterosso–Vernazza cedo; Castello Doria e almoço no porto; trilha ao santuário de Reggio à tarde; volta de trem.

  3. Dia 3 · Corniglia e Manarola

    Trem a Corniglia, vila e terraço de Santa Maria; trilha alta por Volastra até Manarola (ou ônibus), com os vinhedos; Punta Bonfiglio no pôr do sol.

  4. Dia 4 · Riomaggiore e Via dell'Amore

    Via dell'Amore no turno reservado, de Manarola a Riomaggiore; castelo, marina e banho nas rochas; barco de linha de volta às vilas no fim da tarde.

  5. Dia 5 · Portovenere e Palmaria

    Barco de linha até Portovenere; igreja de San Pietro, castelo e travessia à Palmaria para a praia; volta a La Spezia de ônibus e trem.

Melhor época

Quando ir: Cinque Terre mês a mês

Primavera (abril a junho) e início do outono (setembro e outubro) costumam ter temperatura agradável para caminhar. O verão, de junho a agosto, é quente e é quando as vilas ficam mais cheias. No inverno (dezembro a fevereiro) muitos serviços reduzem o horário e os barcos param. As estações são invertidas em relação ao Brasil.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva média

inverno · vilas vazias

Inverno. Nas estações de Genova e Pisa San Giusto (as mais próximas com normais 1991–2020): média de 7 a 9 °C e cerca de 68 a 76 mm de chuva. Mar frio, trilhas abertas sem cobrança mas com fechamentos por chuva, barcos parados; metade dos restaurantes fechada. Para quem quer as vilas sem gente, com casaco e capa de chuva.

Fevereiro Chuva média

inverno · amendoeiras

Inverno. Nas estações de Genova e Pisa San Giusto (as mais próximas com normais 1991–2020): média de 7,4 a 9,6 °C e cerca de 58 a 63 mm de chuva. Dias claros entre frentes; mimosas e amendoeiras florescem nos terraços. Movimento baixo; o trem regional roda com menos frequência que no verão.

Março Chuva média

primavera começando · barcos voltando

Primavera começando. Nas estações de Genova e Pisa San Giusto (as mais próximas com normais 1991–2020): média de 10 a 12 °C e cerca de 60 a 74 mm de chuva. As trilhas reabrem com cobrança e o barco de linha costuma voltar no fim do mês. Horário de verão europeu no último domingo: 4 horas a mais que Brasília.

Abril Chuva média

primavera · Páscoa e trilhas

Primavera. Nas estações de Genova e Pisa San Giusto (as mais próximas com normais 1991–2020): média de 13 a 14,6 °C e cerca de 65 a 84 mm de chuva, em pancadas que fecham trilhas por um dia. Flores nos terraços, mar ainda frio. A Páscoa e o 25 de abril trazem o primeiro pico; reserve a Via dell'Amore.

Maio Chuva média

primavera · época das trilhas

Primavera plena. Nas estações de Genova e Pisa San Giusto (as mais próximas com normais 1991–2020): média de 17 a 18 °C e cerca de 58 a 62 mm de chuva. Dias longos, temperatura ideal para o Sentiero Azzurro, mar começando a aceitar banho. Festa do Limão em Monterosso. Movimento alto nos fins de semana.

Junho Chuva baixa

verão · banho de mar

Verão. Nas estações de Genova e Pisa San Giusto (as mais próximas com normais 1991–2020): média de 21 a 22 °C e cerca de 41 a 51 mm de chuva. Mar morno, praias cheias em Monterosso, trilhas quentes a partir das 11 h. Festa das anchovas em Monterosso; Corpus Christi com tapetes de flores. Trem e plataformas lotados no meio do dia.

Julho Chuva baixa

verão · calor e multidão

Verão. Nas estações de Genova e Pisa San Giusto (as mais próximas com normais 1991–2020): média de 24 a 25 °C e cerca de 26 a 32 mm de chuva. Sol forte nas trilhas sem sombra: o parque às vezes restringe o Sentiero Azzurro nos horários de calor. Faça as trilhas às 7 h e o mar à tarde; barcos cheios.

Agosto Chuva baixa

verão · Ferragosto

Verão. Nas estações de Genova e Pisa San Giusto (as mais próximas com normais 1991–2020): média de 24 a 25 °C e cerca de 41 a 48 mm de chuva, com tempestades no fim do mês. É o mês mais cheio, com Ferragosto em 15 de agosto; reserve trem, Via dell'Amore e barco. O mar costuma estar no melhor para banho.

Setembro Chuva alta

fim do verão · vindima e mar morno

Fim do verão. Nas estações de Genova e Pisa San Giusto (as mais próximas com normais 1991–2020): média de 20 a 22 °C e cerca de 100 a 116 mm de chuva, em tempestades fortes e curtas. Mar ainda morno, trilhas com temperatura boa, vindima do Sciacchetrà nos terraços. Movimento alto na primeira quinzena. Em dias de alerta as trilhas fecham.

Outubro Chuva alta

outono · chuvas e luz dourada

Outono. Nas estações de Genova e Pisa San Giusto (as mais próximas com normais 1991–2020): média de 16 a 17,6 °C e cerca de 129 a 150 mm de chuva, com dias de chuva muito forte na Ligúria. Entre as frentes, dias claros e dourados, com as vilas mais vazias; os barcos param no fim do mês. O horário de verão europeu termina no último domingo: 5 horas de diferença para Brasília.

Novembro Chuva alta

outono · mês mais chuvoso

Outono avançado. Nas estações de Genova e Pisa San Giusto (as mais próximas com normais 1991–2020): média de 11,6 a 13 °C e cerca de 131 a 200 mm de chuva, o mês mais chuvoso do ano na costa da Ligúria, com risco de deslizamentos e fechamentos de trilhas. Barcos parados, trem reduzido. Só para quem quer as vilas sem ninguém.

Dezembro Chuva alta

inverno · presépio de Manarola

Inverno. Nas estações de Genova e Pisa San Giusto (as mais próximas com normais 1991–2020): média de 7,7 a 10 °C e cerca de 88 a 99 mm de chuva. O presépio luminoso de Manarola, com centenas de figuras na colina, acende em 8 de dezembro e fica até o fim de janeiro. Vilas silenciosas, trilhas abertas sem cobrança quando não há alerta.

Planeje o caminho

Como chegar: Cinque Terre

Do Brasil de avião: por Roma, Pisa ou Gênova

Não há voo direto do Brasil para a Ligúria. Chega-se pelo voo direto de São Paulo ou do Rio para Roma Fiumicino e os trens até La Spezia (cerca de 3 h 30 a 4 h, com baldeação em Pisa ou trem direto Intercity), ou por voo com conexão em outra cidade europeia até Pisa (PSA), a 1 hora de trem de La Spezia, ou até Gênova (GOA), a 1 h 10. Confirme antes de comprar.

De trem: La Spezia, Levanto e o Cinque Terre Express

La Spezia Centrale é a porta sul das Cinque Terre e Levanto a porta norte; entre as duas, o trem regional (Cinque Terre Express na alta temporada) para nas cinco vilas, com 4 a 6 minutos entre cada uma. Para La Spezia: Pisa cerca de 1 hora, Florença cerca de 2 h 20 (regional com baldeação em Pisa), Gênova cerca de 1 h 10, Milão cerca de 3 h, Roma cerca de 3 h 30 a 4 h (Intercity direto ou Frecciarossa até Pisa ou Florença). O bilhete regional entre as vilas tem preço próprio da zona do parque; o Cinque Terre Card com trem (Treno MS) cobre viagens ilimitadas entre La Spezia e Levanto. Valide sempre antes de embarcar.

De carro: deixe-o em La Spezia ou Levanto

As vilas são praticamente fechadas a carros: Riomaggiore, Manarola e Vernazza têm estacionamentos pequenos no alto, longe do centro e cheios na temporada; Monterosso tem um pouco mais; Corniglia quase nada. A estrada litorânea (SP370) é estreita e lenta. O mais prático é deixar o carro em La Spezia (estacionamentos perto da estação) ou em Levanto e usar o trem. Pela A12 (Gênova–Livorno), La Spezia fica a cerca de 110 km de Gênova, 80 km de Pisa, 160 km de Florença (pela A11 e A12) e 230 km de Milão (A7 e A12).

Como circular nas Cinque Terre

Trem entre as vilas (ver acima), a pé pelas trilhas, barco de linha de março a novembro (não incluído no Card) e os ônibus elétricos do parque, que ligam as estações às partes altas (Corniglia, Volastra, Reggio) e são cobertos pelo Card. O Cinque Terre Card existe em duas versões: Trekking (trilhas pagas, ônibus, banheiros) e Treno MS (tudo isso mais o trem ilimitado La Spezia–Levanto), por 1, 2 ou 3 dias, vendida online e nas estações. As trilhas pagas (Monterosso–Vernazza–Corniglia) têm fiscais na entrada; as outras são livres. Em alerta meteorológico amarelo ou vermelho, as trilhas fecham.

Documentos e fuso horário para o brasileiro

A Itália está no espaço Schengen: o brasileiro entra com o passaporte válido, sem visto para turismo de até 90 dias. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Na entrada podem pedir passagem de volta, comprovante de onde vai ficar e meios para a estada; o seguro de viagem com cobertura médica é exigido para o espaço Schengen. Menores viajando sem os dois pais: confirme as exigências antes de ir. O fuso é o da Europa Central (CET): a Itália fica 4 horas à frente de Brasília no horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro, e 5 horas no resto do ano. A tomada é a de dois ou três pinos redondos, 230 V.

Taxas e regras do parque

Cinque Terre Card: obrigatória nos trechos pagos do Sentiero Azzurro; a Via dell'Amore tem acesso com horário marcado e regras que mudam a cada temporada (bilhete próprio ou incluído no Card). O parque proíbe chinelos e sapatos abertos nas trilhas, com multa, e pode limitar o acesso às trilhas em dias de calor extremo. As comunas cobram taxa de estadia por noite, paga na hospedagem. Confira a tabela e as regras atuais no site do parque antes de ir.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

Primavera (abril a junho) e início do outono (setembro e outubro) costumam ter temperatura agradável para caminhar. O verão, de junho a agosto, é quente e é quando as vilas ficam mais cheias. No inverno (dezembro a fevereiro) muitos serviços reduzem o horário e os barcos param. As estações são invertidas em relação ao Brasil.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Dois dias permitem ver as cinco vilas com calma, usando o trem e, na temporada, o barco. Com três dias sobra tempo para uma trilha, para Portovenere e para comer sem pressa. Um bate-volta saindo de Florença, Pisa ou Gênova é possível, mas cansa e deixa pouco tempo em cada vila.

Em que cidade se hospedar

Dormir numa das vilas permite aproveitar a manhã e a noite, quando há menos visitantes. Monterosso tem mais hospedagem e praia; Vernazza, Manarola e Riomaggiore têm casas e quartos em ruas com muita escada. La Spezia, a poucos minutos de trem, tem mais opções e serve de base prática. Levanto, na outra ponta da linha, é alternativa tranquila. Nas vilas, conte com degraus e pouca bagagem.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Cinque Terre

Como chegar às Cinque Terre saindo do Brasil?

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. Do Brasil, a ligação mais comum é por Milão ou Roma e, de lá, de trem até La Spezia. De Milão a viagem costuma levar cerca de 3 horas; de Roma, cerca de 4 horas, com troca em alguns horários. Em La Spezia você pega o trem regional para as vilas.

Quantos dias reservar para as Cinque Terre?

Dois dias é um bom mínimo para ver as cinco vilas sem correr. Três dias permitem incluir uma trilha, Portovenere e mais tempo no mar no verão. Em um dia só dá para ter uma ideia, escolhendo duas ou três vilas.

Preciso de carro?

Não. O acesso de carros às vilas é muito limitado, os estacionamentos ficam fora dos centros e são pequenos. O trem regional entre La Spezia e Levanto liga as cinco vilas com frequência, e a viagem entre uma vila e a vizinha costuma levar poucos minutos.

Qual a melhor época para visitar?

Abril a junho e setembro a outubro costumam ter clima bom para caminhar e menos calor. Julho e agosto são quentes e lotados. Os barcos entre as vilas costumam funcionar da primavera até o início de novembro; no inverno, conte só com o trem.

Dá para fazer bate-volta de Florença ou de Gênova?

Dá, de trem. De Florença até La Spezia a viagem costuma levar entre 2 e 2h30, muitas vezes com troca em Pisa. De Gênova, cerca de 1h30. Como a ida e a volta tomam boa parte do dia, o ideal é dormir ao menos uma noite na região.

O que é o Cinque Terre Card?

É o cartão do parque nacional. A versão Trekking dá acesso às trilhas pagas do parque, como o Sentiero Azzurro, e a versão Treno inclui também o trem regional entre La Spezia e Levanto. A Via dell'Amore exige o cartão e reserva de horário. Confirme as opções e as regras antes de ir.

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