Bolonha e Emília-Romanha

Emília-Romanha

Bolonha e Emília-Romanha

Pórticos e praças medievais em Bolonha, o Duomo românico de Módena, a cúpula de Correggio em Parma e os mosaicos bizantinos de Ravena, ligados por trens curtos.

Norte

Na foto: Castello Estense, Ferrara

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Uma região para viver
sem pressa.

A Emília-Romanha ocupa a planície do rio Pó, entre os Apeninos e o mar Adriático, no norte da Itália. A antiga Via Emília, estrada romana que corta a região em linha reta, ainda liga as cidades principais: Parma, Módena e Bolonha ficam enfileiradas nela, e Ravena fica a leste, perto da costa.

Bolonha (Bologna, em italiano) é a capital da região e o ponto de partida mais prático. Tem a universidade considerada a mais antiga do Ocidente, de 1088 segundo a tradição, um centro histórico de tijolo avermelhado e quilômetros de pórticos, as galerias cobertas que protegem as calçadas da chuva e do sol. Uma parte desses pórticos é Patrimônio Mundial da UNESCO.

Módena guarda uma catedral românica, a torre Ghirlandina e a Piazza Grande, conjunto também tombado pela UNESCO, além de dois museus dedicados à Ferrari, um na cidade e outro em Maranello. Parma tem a cúpula pintada por Correggio na catedral, o batistério de mármore rosa de Benedetto Antelami e o Teatro Farnese, todo de madeira, dentro do Palazzo della Pilotta.

Ravena foi capital do Império Romano do Ocidente, do reino ostrogodo de Teodorico e da Itália bizantina. Dessa época ficaram oito monumentos dos séculos V e VI, cobertos de mosaicos, que formam um único sítio da UNESCO. Dante Alighieri morreu na cidade e está sepultado ali.

A comida faz parte da cultura local: a mortadela e os tortellini de Bolonha, o aceto balsamico tradizionale de Módena, o prosciutto di Parma e o parmigiano reggiano, queijo produzido na planície entre Parma, Reggio Emilia, Módena e Bolonha.

Este roteiro reúne 4 cidades que combinam na mesma viagem: Bolonha, Módena, Parma, Ravena.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

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Onde fica Bolonha e Emília-Romanha
BolonhaMódenaParmaRavena

Contornos: ISTAT, limites administrativos 2026, CC BY 4.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Bolonha e Emília-Romanha

✈ Aeroporto di Bologna Guglielmo Marconi (BLQ) · 8 km até Bolonha

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. O aeroporto de Bolonha recebe voos europeus. De Milão, Florença, Roma ou Veneza, o trem de alta velocidade chega à estação Bologna Centrale; dali, trens regionais seguem para Módena, Parma e Ravena.

Ponto de chegada sugerido: Bolonha

Bolonha
Emília-Romanha · Bolonha e Emília-Romanha Capital Ponto de chegada sugerido

Bolonha

Capital da Emília-Romanha, Bolonha tem um centro histórico de tijolo avermelhado cortado por pórticos. Em volta da Piazza Maggiore ficam a Basilica di San Petronio, o Palazzo d'Accursio e o Archiginnasio, antiga sede da universidade. A poucos minutos estão a Basilica di Santo Stefano, a Basilica di San Domenico e a Pinacoteca Nazionale. Na colina, o Santuario della Madonna di San Luca é alcançado pelo pórtico mais longo da cidade.

Parma
Emília-Romanha · Bolonha e Emília-Romanha

Parma

Antiga capital do ducado dos Farnese e depois de Maria Luísa da Áustria, Parma junta arte e mesa. Na Piazza Duomo ficam a catedral, com a cúpula pintada por Correggio, e o Battistero de mármore rosa de Benedetto Antelami. O Complesso della Pilotta reúne a Galleria Nazionale e o Teatro Farnese, de madeira. Completam a visita o Teatro Regio, a Basilica di Santa Maria della Steccata e o Parco Ducale. É a terra do prosciutto di Parma e do parmigiano reggiano.

Ravena
Emília-Romanha · Bolonha e Emília-Romanha

Ravena

Ravena foi capital do Império Romano do Ocidente, do reino ostrogodo e da Itália bizantina, e guarda oito monumentos dos séculos V e VI, Patrimônio Mundial da UNESCO. No centro ficam a Basilica di San Vitale, o Mausoleo di Galla Placidia, a Basilica di Sant'Apollinare Nuovo, o Battistero Neoniano, o Battistero degli Ariani e o Museo Arcivescovile. Um pouco afastados estão o Mausoleo di Teodorico e a Basilica di Sant'Apollinare in Classe. Dante está sepultado na Tomba di Dante.

A experiência do lugar

O que fazer em Bolonha e Emília-Romanha

Ravena · Emília-Romanha · Igreja

Basilica di San Vitale

Basílica octogonal consagrada em 547, coberta de mosaicos bizantinos. Os painéis do imperador Justiniano e da imperatriz Teodora com suas cortes estão entre os mosaicos mais conhecidos do mundo.

Conhecer Basilica di San Vitale

Parma · Emília-Romanha · Catedral

Cattedrale di Parma

Catedral românica consagrada em 1106. A cúpula é coberta pela Assunção da Virgem pintada por Correggio, e o transepto guarda a Deposição esculpida por Benedetto Antelami em 1178.

Conhecer Cattedrale di Parma

Módena · Emília-Romanha · Catedral

Duomo di Modena

Catedral românica iniciada em 1099 pelo arquiteto Lanfranco, com relevos do escultor Wiligelmo na fachada. Na cripta estão as relíquias de San Geminiano, padroeiro da cidade.

Conhecer Duomo di Modena

Bolonha · Emília-Romanha · Praça

Piazza Maggiore

A praça principal de Bolonha, cercada pela Basilica di San Petronio, pelo Palazzo d'Accursio e pelo Palazzo del Podestà. Ao lado fica a Fontana del Nettuno, de Giambologna.

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Para escolher antes de ir

Passeios em Bolonha e Emília-Romanha

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Piazza Maggiore, San Petronio e o Palazzo d'Accursio

Sai de Piazza Maggiore, Bolonha (15 min a pé da estação) Caminhada pelo centro cerca de 2 h 30 manhã fácil

A Piazza Maggiore é a praça central de Bologna (Bolonha) desde o século 13, com o Crescentone, o estrado de pedra no meio, e a fonte de Netuno de Giambologna, de 1566, na praça ao lado. A Basilica di San Petronio, começada em 1390, ficou com a fachada inacabada (mármore só até a metade) e mesmo assim é uma das maiores igrejas da Europa, com 132 m de nave: dentro, a meridiana de Cassini, de 1655, a mais longa já construída, um risco de bronze de 67 m no chão onde o sol marca o meio-dia por um furo no teto, as capelas com afrescos e o órgão de 1475. O Palazzo d'Accursio, a prefeitura desde 1336, tem as salas com afrescos e a coleção de arte; a Sala Borsa, a biblioteca pública com o piso de vidro sobre ruínas romanas, fica na ala do fundo. A Torre dell'Orologio dá a vista da praça. Em volta, o Quadrilatero, o bairro de mercado com as lojas de mortadela, tortellini e queijo.

Passa por: Piazza Maggiore, Basilica di San Petronio, Palazzo d'Accursio.

Inclui: Praça e basílica sem cobrança (há uma taxa para fotografar). Torre dell'Orologio e coleções do Palazzo d'Accursio com ingressos pequenos; Sala Borsa sem cobrança.

Dica: Veja a meridiana ao meio-dia solar (entre 12 h e 13 h 30, conforme a época) com a bolinha de luz no chão. O Quadrilatero funciona de manhã e no fim da tarde; almoce nos balcões do Mercato di Mezzo.

Melhor época: O ano todo; no verão a praça vira cinema ao ar livre à noite.

As Duas Torres, o Archiginnasio e o Teatro Anatômico

Sai de Piazza di Porta Ravegnana, Bolonha Caminhada com biblioteca histórica cerca de 2 horas tarde fácil

As Due Torri, a Asinelli (97 m) e a Garisenda (48 m, inclinada), são o que restou das cerca de cem torres medievais de Bologna, e o símbolo da cidade; a Garisenda, inclinada, é citada por Dante no Inferno, e a Asinelli tem 498 degraus de madeira até o alto, com acesso por horário marcado nos períodos em que a subida está liberada: confira no site da cidade antes de contar com ela. A 5 minutos, o Archiginnasio di Bologna, de 1563, foi a primeira sede única da universidade mais antiga do mundo, fundada em 1088: o pátio e as escadas estão cobertos por milhares de brasões de estudantes, e o Teatro Anatômico, de 1637, todo de madeira, com as estátuas dos 'esfolados' sustentando o dossel, era onde se faziam as aulas de anatomia sob o olhar da Inquisição; a biblioteca municipal ocupa o resto. As ruas em volta têm os 40 km de pórticos de Bologna, tombados pela UNESCO.

Passa por: Archiginnasio di Bologna, Piazza Maggiore.

Inclui: Archiginnasio com ingresso pequeno (Teatro Anatômico); fecha aos domingos à tarde. Torre degli Asinelli com ingresso e horário marcado, nos períodos em que a subida está liberada.

Dica: Confira a situação da Torre degli Asinelli no site da Bologna Welcome; se estiver fechada, a vista alternativa é a Torre dell'Orologio ou San Michele in Bosco. Os estudantes evitam subir à Asinelli antes de se formar: dá azar, dizem.

Melhor época: O ano todo.

Santo Stefano, San Domenico e a Pinacoteca Nazionale

Sai de Piazza Santo Stefano, Bolonha Caminhada entre igrejas e museu cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil

A Basilica di Santo Stefano, as 'Sete Igrejas', é um conjunto de capelas, claustros e pátios encaixados uns nos outros desde o século 5, construído para reproduzir os lugares santos de Jerusalém: o Santo Sepulcro, de planta octogonal, a igreja dos Santos Vitale e Agricola, com sarcófagos, o pátio de Pilatos com a bacia de pedra do século 8 e o claustro românico; a praça triangular em frente, com palácios, é uma das mais bonitas da cidade. A Basilica di San Domenico guarda o túmulo de São Domingos, a Arca de mármore em que trabalharam Nicola Pisano, Niccolò dell'Arca e o jovem Michelangelo, que esculpiu o anjo e dois santos em 1494, além do coro de madeira marchetada. A Pinacoteca Nazionale di Bologna, no bairro universitário, tem Giotto, Rafael (o Êxtase de Santa Cecília), os Carracci, Guido Reni e a pintura bolonhesa do século 13 ao 18.

Passa por: Basilica di Santo Stefano, Basilica di San Domenico, Pinacoteca Nazionale di Bologna.

Inclui: Santo Stefano e San Domenico sem cobrança (ofertas); Pinacoteca com ingresso pago à parte, sem cobrança no primeiro domingo do mês.

Dica: Santo Stefano fecha no meio do dia; vá de manhã. A Pinacoteca fica na Via Belle Arti, na área dos bares da universidade: combine com o aperitivo na Via Zamboni.

Melhor época: O ano todo.

Santuário de San Luca pelo pórtico mais longo do mundo

Sai de Arco del Meloncello ou Porta Saragozza, Bolonha Caminhada em subida sob pórtico cerca de 2 h 30 manhã ou fim de tarde moderada (3,8 km e 200 m de subida)

O Santuario della Madonna di San Luca, a basílica de cúpula sobre o Colle della Guardia, a 300 m, guarda um ícone bizantino da Virgem que, diz a tradição, veio de Constantinopla no século 12; desde 1433 ele desce em procissão à cidade na semana da Ascensão. A subida se faz pelo Portico di San Luca, o pórtico coberto de 3,8 km e 666 arcos construído entre 1674 e 1793 com doações dos bolonheses, o mais longo do mundo, que sai da Porta Saragozza, atravessa a estrada pelo Arco del Meloncello e sobe em escadas e rampas até a igreja; os bolonheses o fazem como exercício, de manhã e à tarde. Do alto, a vista da cidade e dos Apeninos; a cúpula tem terraço panorâmico. É um dos pórticos tombados pela UNESCO em 2021.

Passa por: Santuario della Madonna di San Luca, Piazza Maggiore.

Inclui: Pórtico e santuário sem cobrança; terraço da cúpula com ingresso pequeno. O trenzinho San Luca Express, da Piazza Maggiore, é pago à parte.

Dica: Suba a pé do Arco del Meloncello (ônibus 20 ou 58) para encurtar: são 2 km de subida sob os arcos. Leve água no verão; o pórtico protege do sol, mas a subida esquenta. Volte de trenzinho ou de ônibus 58.

Melhor época: O ano todo; na semana da Ascensão (maio) o ícone está na catedral da cidade.

Comida de Bolonha: o Quadrilatero e a aula de massa fresca

Sai de Via Pescherie Vecchie, Bolonha Caminhada gastronômica e aula cerca de 4 horas manhã fácil

Bologna é 'la grassa', a gorda, e o Quadrilatero, as ruas de mercado atrás da Piazza Maggiore (Pescherie Vecchie, Drapperie, Clavature), mostra por quê: as vitrines da Salumeria Simoni e da Tamburini, com mortadela, culatello e parmigiano, as lojas de massa fresca com tortellini feitos à vista, o Mercato di Mezzo, o mercado coberto com balcões para comer em pé, e os bares de aperitivo. O tortellino em caldo, o ragù (que aqui vai com tagliatelle, nunca com espaguete), a lasanha verde e a mortadela são a lista. As aulas de massa fresca, de 3 horas, com 'sfogline' (as mestras da massa aberta com rolo), ensinam a fazer tortellini e tagliatelle e terminam com o almoço; há dezenas de escolas no centro, com reserva. O Mercato delle Erbe, na Via Ugo Bassi, é o mercado dos moradores.

Passa por: Piazza Maggiore.

Inclui: Caminhada livre; comida paga à parte; aula de massa paga à parte, com reserva.

Dica: Reserve a aula com dias de antecedência; as de manhã terminam com o almoço. No Quadrilatero, peça um tagliere (tábua de frios) com um copo de Pignoletto num balcão. A FICO, o parque gastronômico fora da cidade, é outra coisa.

Melhor época: O ano todo; de outubro a dezembro, a temporada da trufa e dos cogumelos.

Modena: Duomo, Ghirlandina, Mercato Albinelli e o vinagre balsâmico

Sai de Modena (trem regional de Bolonha, 20–30 min) Bate-volta de trem cerca de 5 horas dia inteiro fácil (200 degraus na torre)

Modena, a 30 minutos de Bologna, tem o conjunto românico tombado pela UNESCO: o Duomo di Modena (Catedral), de 1099 a 1184, obra do arquiteto Lanfranco e do escultor Wiligelmo, com os relevos do Gênesis na fachada e, dentro, o pontile com as cenas da Paixão; a Torre Ghirlandina, o campanário de 86 m de 1319, com a subida por 200 degraus e a vista da planície; e a Piazza Grande, com a pedra Ringadora, de onde se faziam os pregões. O Mercato Albinelli, o mercado coberto de 1931, de ferro, é o lugar para o almoço com tortellini, gnocco fritto e tigelle. O Palazzo Ducale di Modena, dos Este, abriga a Academia Militar, com visitas em dias marcados; a Galleria Estense, no Palazzo dei Musei, tem o busto de Francesco I de Bernini, Velázquez, Correggio e El Greco. O vinagre balsâmico tradicional, envelhecido 12 ou 25 anos em barris, se prova nas acetaias, com visita marcada; Modena é também a cidade de Pavarotti, com a casa-museu nos arredores.

Passa por: Duomo di Modena, Torre Ghirlandina, Piazza Grande, Mercato Albinelli, Palazzo Ducale di Modena, Galleria Estense.

Inclui: Trem pago à parte. Duomo sem cobrança; Ghirlandina com ingresso pequeno (bilhete combinado com os museus do Duomo); Galleria Estense com ingresso; Palazzo Ducale com visita paga em datas fixas. Acetaias: visita e prova com reserva, em geral sem cobrança ou com valor pequeno.

Dica: Vá numa manhã de semana: o mercado fecha à tarde e aos domingos. A acetaia comunal, na prefeitura, tem visitas em dias marcados; as privadas ficam nos arredores, de carro. Osteria Francescana, a mais premiada da Itália, exige reserva com meses.

Melhor época: O ano todo.

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Museu Enzo Ferrari em Modena e Museu Ferrari em Maranello

Sai de Modena (Museo Enzo Ferrari a 10 min da estação; ônibus a Maranello) Dois museus de automóveis cerca de 5 horas dia inteiro fácil

O Museo Enzo Ferrari, em Modena, ao lado da estação, reúne a casa e a oficina onde Enzo Ferrari nasceu em 1898 e o pavilhão de alumínio amarelo em forma de capô, projetado por Jan Kaplický, com carros de estrada e de competição expostos em exposições temáticas, sobre a vida do fundador, os motores e os pilotos. O Museo Ferrari, em Maranello, a 18 km, ao lado da fábrica, é o museu oficial da Scuderia: os carros de Fórmula 1 campeões, a sala dos troféus, os simuladores, as séries limitadas e as exposições sobre os modelos históricos; a fábrica não se visita, mas um ônibus panorâmico passa pela Via Enzo Ferrari e pela pista de Fiorano, de fora. O Museu Lamborghini, em Sant'Agata Bolognese, e o Museu Ducati, em Bologna, completam a 'Motor Valley', com visitas marcadas às fábricas.

Passa por: Museo Enzo Ferrari, Museo Ferrari.

Inclui: Ingressos pagos à parte em cada museu (bilhete combinado para os dois, com ônibus entre eles vendido junto). Simuladores e ônibus da fábrica pagos à parte.

Dica: Compre o bilhete combinado com o ônibus Modena–Maranello, que sai da estação e do Museo Enzo Ferrari; de carro, Maranello fica a 20 minutos. Para dirigir uma Ferrari há empresas na porta do museu.

Melhor época: O ano todo.

Parma: Cattedrale, Battistero, Pilotta e Teatro Regio

Sai de Parma (trem regional de Bolonha, 50 min) Bate-volta de trem cerca de 6 horas dia inteiro fácil

Parma, capital italiana da cultura em 2020 e 2021, é a cidade do presunto, do parmigiano, de Verdi e de Correggio. A Cattedrale di Parma, românica, de 1106, tem na cúpula a Assunção da Virgem de Correggio (1526 a 1530), um redemoinho de figuras em perspectiva que antecipou o barroco, e a Deposição de Antelami. O Battistero di Parma, de 1196, octogonal, em mármore rosa de Verona, é a obra-prima de Antelami, com os relevos dos meses e o interior pintado. O Complesso Monumentale della Pilotta reúne o Teatro Farnese, de madeira, de 1618, a Galleria Nazionale (Correggio, Parmigianino, Leonardo) e a Biblioteca Palatina. O Teatro Regio di Parma, de 1829, o teatro de Verdi, tem o festival em outubro e a plateia mais exigente da Itália. A Basilica di Santa Maria della Steccata, renascentista, tem o afresco das Virgens de Parmigianino. O Parco Ducale, do outro lado do rio, é o parque do palácio. A Via Farini e a Strada della Repubblica são as ruas do aperitivo.

Passa por: Cattedrale di Parma, Battistero di Parma, Complesso Monumentale della Pilotta, Teatro Regio di Parma, Basilica di Santa Maria della Steccata, Parco Ducale.

Inclui: Trem pago à parte. Catedral sem cobrança; Battistero com ingresso (bilhete combinado com o museu diocesano); Pilotta com ingresso pago à parte; visita ao Teatro Regio paga à parte, em horários fixos.

Dica: Compre o bilhete da Pilotta na entrada do Teatro Farnese e não deixe de subir às salas do Correggio. Nas lojas da Via Garibaldi, o prosciutto di Parma de 24 meses; as fábricas de parmigiano e de presunto nos arredores recebem com reserva, de carro.

Melhor época: O ano todo; outubro tem o Festival Verdi.

Ravenna: os mosaicos de San Vitale, Galla Placidia e Sant'Apollinare Nuovo

Sai de Ravenna (trem regional de Bolonha, 1 h 10) Bate-volta de trem pelos monumentos UNESCO cerca de 6 horas dia inteiro fácil (centro plano, tudo a pé)

Ravenna (Ravena) foi capital do Império Romano do Ocidente, do reino dos ostrogodos e do exarcado bizantino entre os séculos 5 e 8, e guarda oito monumentos tombados pela UNESCO com os mosaicos mais importantes da Europa fora de Constantinopla. A Basilica di San Vitale, consagrada em 548, tem o presbitério coberto de mosaicos verdes e dourados com Justiniano e Teodora e suas cortes; no jardim, o Mausoleo di Galla Placidia, de 430, pequeno e escuro, com o teto de estrelas sobre fundo azul e o Bom Pastor. A Basilica di Sant'Apollinare Nuovo, de Teodorico, tem nas paredes da nave as procissões de mártires e virgens sobre fundo de ouro e o palácio do rei. O Battistero Neoniano, do século 5, tem a cúpula com o batismo de Cristo e os apóstolos; o Museo Arcivescovile e Cappella di Sant'Andrea guardam a cátedra de marfim de Maximiano e a capela com Cristo guerreiro. A Tomba di Dante, de 1780, abriga o poeta morto no exílio em 1321, com a lamparina de azeite oferecida por Florença todo ano. Tudo se faz a pé num centro tranquilo de pórticos e bicicletas.

Passa por: Basilica di San Vitale, Mausoleo di Galla Placidia, Basilica di Sant'Apollinare Nuovo, Battistero Neoniano, Museo Arcivescovile e Cappella di Sant'Andrea, Tomba di Dante.

Inclui: Trem pago à parte. Bilhete combinado dos cinco monumentos da Opera di Religione (San Vitale, Galla Placidia, Sant'Apollinare Nuovo, Battistero Neoniano e Museo Arcivescovile), pago à parte, válido por sete dias; Galla Placidia com horário marcado na alta temporada. Tomba di Dante sem cobrança.

Dica: Compre o bilhete combinado na primeira bilheteria e marque o horário de Galla Placidia; os mosaicos pedem calma e, se possível, binóculo. Da estação ao centro são 10 minutos a pé. Nas noites de verão, o festival de mosaico ilumina os monumentos.

Melhor época: O ano todo; de junho a agosto o Ravenna Festival traz concertos.

Battistero degli Ariani, Mausoleo di Teodorico e Sant'Apollinare in Classe

Sai de Ravenna (centro e ônibus 4 a Classe) Caminhada e ônibus aos monumentos fora do centro cerca de 3 horas tarde fácil

Os outros três monumentos da lista da UNESCO ficam um pouco fora do circuito: o Battistero degli Ariani, do século 6, construído pelos godos arianos de Teodorico, com a cúpula de mosaico do batismo de Cristo, menor e mais simples que o neoniano, a 5 minutos de Sant'Apollinare Nuovo; o Mausoleo di Teodorico, de 520, o túmulo do rei ostrogodo nos arredores da estação, feito de blocos de pedra de Ístria com uma cúpula de um só bloco de 300 toneladas, dentro de um parque; e a Basilica di Sant'Apollinare in Classe, a 8 km, onde ficava o porto romano de Classe, de 549, com a abside do mosaico verde do paraíso com o santo entre ovelhas, uma das imagens mais serenas da arte cristã, e o campanário cilíndrico. O ônibus 4 sai da estação de Ravenna até Classe em 15 minutos; o museu de Classe, no antigo açucareiro, conta a história do porto.

Passa por: Battistero degli Ariani, Mausoleo di Teodorico, Basilica di Sant'Apollinare in Classe.

Inclui: Battistero degli Ariani e Mausoleo di Teodorico com ingressos estatais pequenos (bilhete combinado); Sant'Apollinare in Classe com ingresso; sem cobrança no primeiro domingo do mês. Ônibus pago à parte.

Dica: Faça o Battistero degli Ariani no circuito do centro e deixe Classe e o Mausoleo para a tarde, com o ônibus 4. Quem dorme em Ravenna pode ir à praia de Marina di Ravenna, a 12 km.

Melhor época: O ano todo.

Dia a dia

Roteiro de 2, 4 e 6 dias em Bolonha e Emília-Romanha

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

2 dias · Bolonha em 2 dias: a cidade dos pórticos e a comida

Para Quem para em Bolonha entre Florença e Veneza e quer a cidade e a mesa. · Base em Centro histórico, dentro das muralhas
  1. Dia 1 · Centro e Quadrilatero

    Chegada (de Florença 35 minutos, de Milão 1 hora, de Veneza 1 h 30 em alta velocidade). Piazza Maggiore, San Petronio com a meridiana, Palazzo d'Accursio e Sala Borsa; Quadrilatero e almoço no Mercato di Mezzo; Archiginnasio e Due Torri à tarde; aperitivo na Via Zamboni.

  2. Dia 2 · Santo Stefano, San Luca e massa fresca

    Aula de massa fresca de manhã (ou Santo Stefano e San Domenico); à tarde, subida a San Luca pelo pórtico, com o pôr do sol do terraço; jantar de tortellini em caldo.

4 dias · Bolonha, Modena e Ravenna em 4 dias
Para Quem quer usar Bolonha como base para dois bate-voltas de trem. · Base em Bolonha, perto da estação ou da Piazza Maggiore
  1. Dia 1 · Bolonha: centro

    Chegada. Piazza Maggiore, San Petronio, Palazzo d'Accursio; Quadrilatero; Archiginnasio e Due Torri; aperitivo universitário.

  2. Dia 2 · Modena

    Trem regional de 30 minutos a Modena: Duomo, Ghirlandina, Piazza Grande e Mercato Albinelli de manhã; Galleria Estense ou Museo Enzo Ferrari à tarde (com Maranello, se for prioridade); volta a Bolonha.

  3. Dia 3 · Ravenna

    Trem de 1 h 10 a Ravenna: San Vitale, Galla Placidia, Sant'Apollinare Nuovo, Battistero Neoniano, Museo Arcivescovile e Tomba di Dante; Sant'Apollinare in Classe à tarde; volta a Bolonha.

  4. Dia 4 · Bolonha: igrejas, Pinacoteca e San Luca

    Santo Stefano e San Domenico de manhã; Pinacoteca; subida a San Luca pelo pórtico no fim da tarde; aula de massa ou jantar de despedida.

6 dias · Emília-Romanha em 6 dias: Bolonha, Modena, Parma e Ravenna
Para A região inteira de trem, com uma noite em Parma e uma em Ravenna. · Base em Bolonha (3 noites), Parma (1), Ravenna (2)
  1. Dia 1 · Bolonha

    Chegada. Piazza Maggiore, San Petronio, Palazzo d'Accursio, Quadrilatero; Archiginnasio e Due Torri; aperitivo em Via Zamboni.

  2. Dia 2 · Bolonha: comida e San Luca

    Aula de massa fresca de manhã, com o almoço de tortellini feitos na hora; Santo Stefano e San Domenico no começo da tarde, com o anjo de Michelangelo; subida a San Luca pelo pórtico no fim da tarde, com o pôr do sol do terraço e a volta de ônibus.

  3. Dia 3 · Modena e Maranello

    Trem a Modena: Duomo, Ghirlandina, Albinelli; Museo Enzo Ferrari e ônibus a Maranello para o Museo Ferrari; volta a Bolonha ou trem a Parma (1 hora de Modena).

  4. Dia 4 · Parma

    Cattedrale e Battistero de manhã; Pilotta com o Teatro Farnese; Teatro Regio e Steccata; aperitivo na Via Farini; noite em Parma.

  5. Dia 5 · Ravenna

    Trem a Ravenna (cerca de 2 h, com baldeação em Bolonha). San Vitale, Galla Placidia, Sant'Apollinare Nuovo, Battistero Neoniano e Museo Arcivescovile; Tomba di Dante; noite em Ravenna.

  6. Dia 6 · Classe e volta

    Battistero degli Ariani e Mausoleo di Teodorico de manhã; Sant'Apollinare in Classe; trem de volta a Bolonha (1 h 10) para o próximo destino ou o aeroporto.

Melhor época

Quando ir: Bolonha e Emília-Romanha mês a mês

Abril, maio, setembro e outubro costumam ter temperatura boa para andar a pé. De junho a agosto a planície fica quente e úmida. De dezembro a fevereiro faz frio e são comuns os dias de neblina. As estações são invertidas em relação ao Brasil.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva baixa

inverno · neblina da planície

Inverno. Na estação de Bologna Borgo Panigale (aeroporto), normais 1991–2020: média de 3,3 °C (mínimas perto de zero) e cerca de 34 mm de chuva, o mês mais seco. Neblina densa na planície do Pó, dias cinzentos, alguma neve. Os pórticos protegem do tempo: Bolonha é uma cidade de inverno. Movimento baixo; trufas e caldos nos restaurantes. Casaco pesado.

Fevereiro Chuva média

inverno · Carnaval e Arte Fiera

Inverno. Na estação de Bologna Borgo Panigale (aeroporto), normais 1991–2020: média de 5,2 °C e cerca de 56 mm de chuva. Ainda frio, com dias claros; a Arte Fiera, no fim de janeiro ou começo de fevereiro, lota hotéis por uma semana; Carnaval em Cento, perto de Ferrara. Museus tranquilos.

Março Chuva média

primavera começando · dias claros

Primavera começando. Na estação de Bologna Borgo Panigale (aeroporto), normais 1991–2020: média de 9,6 °C e cerca de 50 mm de chuva. Primeiras mesas nas praças, dias alongando; a Cosmoprof (feira de cosmética) lota a cidade em março. Horário de verão europeu no último domingo: 4 horas a mais que Brasília.

Abril Chuva média

primavera · Páscoa

Primavera. Na estação de Bologna Borgo Panigale (aeroporto), normais 1991–2020: média de 13,4 °C e cerca de 64 mm de chuva, em pancadas. Clima ideal para o pórtico de San Luca e para os bate-voltas; Páscoa e 25 de abril enchem Ravenna e Modena. Feira do livro infantil em abril lota hotéis por quatro dias.

Maio Chuva média

primavera · Ascensão e San Luca

Primavera plena. Na estação de Bologna Borgo Panigale (aeroporto), normais 1991–2020: média de 18,2 °C e cerca de 61 mm de chuva. Na semana da Ascensão, o ícone de San Luca desce à catedral em procissão pelo pórtico, com a cidade na rua. Dias longos, noites de aperitivo ao ar livre. Movimento alto.

Junho Chuva média

verão · calor úmido começando

Verão. Na estação de Bologna Borgo Panigale (aeroporto), normais 1991–2020: média de 22,7 °C (máximas de 29 °C) e cerca de 66 mm de chuva, em tempestades. A planície começa a abafar; o cinema ao ar livre na Piazza Maggiore e o Ravenna Festival animam as noites. Ravenna e Modena de manhã, museus à tarde.

Julho Chuva baixa

verão · calor forte

Verão. Na estação de Bologna Borgo Panigale (aeroporto), normais 1991–2020: média de 25,2 °C, com máximas que passam de 33 °C e umidade alta, e cerca de 32 mm de chuva. Bolonha é uma das cidades mais quentes da Itália no verão: pórticos e museus de dia, praças à noite. Muitos bolonheses vão à costa de Rimini.

Agosto Chuva baixa

verão · Ferragosto e cidade vazia

Verão. Na estação de Bologna Borgo Panigale (aeroporto), normais 1991–2020: média de 25,1 °C e cerca de 35 mm de chuva, com tempestades fortes no fim do mês. Em torno de 15 de agosto, Bolonha esvazia e muitas trattorias e lojas fecham por duas semanas; os museus seguem abertos. Modena e Parma idem. Quem vier, confirma restaurantes.

Setembro Chuva média

fim do verão · vindima e festas

Fim do verão. Na estação de Bologna Borgo Panigale (aeroporto), normais 1991–2020: média de 20,2 °C e cerca de 61 mm de chuva. Noites frescas, cidade cheia de estudantes de volta, vindima do Lambrusco e do Pignoletto; Festival do presunto em Langhirano (Parma). Um dos melhores meses.

Outubro Chuva média

outono · trufa e Festival Verdi

Outono. Na estação de Bologna Borgo Panigale (aeroporto), normais 1991–2020: média de 14,9 °C e cerca de 75 mm de chuva. Temporada da trufa branca (feira de Savigno), do Festival Verdi em Parma e do Festival de Cinema de Bolonha; neblina nas manhãs. O horário de verão europeu termina no último domingo: 5 horas de diferença para Brasília.

Novembro Chuva alta

outono · mês mais chuvoso e neblina

Outono avançado. Na estação de Bologna Borgo Panigale (aeroporto), normais 1991–2020: média de 9 °C e cerca de 77 mm de chuva, o mês mais chuvoso. Neblina quase diária na planície; os pórticos de Bolonha mostram a razão de existir. Cidades tranquilas, museus vazios; caldos e cotechino nas mesas.

Dezembro Chuva média

inverno · Natal sob os pórticos

Inverno. Na estação de Bologna Borgo Panigale (aeroporto), normais 1991–2020: média de 4,1 °C e cerca de 57 mm de chuva, às vezes neve. Mercado de Natal de Santa Lucia sob o pórtico dos Servi (costuma ir de meados de novembro ao Natal), presépios nas igrejas, luzes na Via Indipendenza. Entre o Natal e o Ano-Novo a cidade enche; as trattorias servem tortellini em caldo.

Planeje o caminho

Como chegar: Bolonha e Emília-Romanha

Do Brasil de avião: por Roma, Milão ou Bolonha

Não há voo direto do Brasil para a Emília-Romanha. Chega-se pelo voo direto de São Paulo ou do Rio para Roma Fiumicino e o trem de alta velocidade Roma–Bologna (cerca de 2 h), ou por conexão em outra cidade europeia até Bologna Marconi (BLQ), a 6 km do centro, ligado à estação central pelo monotrilho Marconi Express em 7 minutos. Confirme antes de comprar. Milão Malpensa fica a 2 h 30 de trem e ônibus; Parma tem um aeroporto pequeno.

De trem: Bolonha é o nó ferroviário da Itália

Bologna Centrale é a estação onde se cruzam as linhas de alta velocidade norte-sul e leste-oeste: Milano 1 hora, Firenze 35 minutos, Roma cerca de 2 h, Venezia 1 h 30, Napoli cerca de 3 h 10 (Frecciarossa e Italo; os trens de alta velocidade usam a estação subterrânea, a 10 minutos a pé da superfície). Os regionais, sem reserva, ligam Bolonha a Modena (20 a 30 minutos), Parma (50 minutos a 1 hora), Ravenna (1 h 10), Ferrara (30 minutos) e Rimini (1 hora). Da estação ao centro, 15 minutos a pé pela Via Indipendenza.

De carro: a Via Emilia e as fábricas

A região se percorre bem de trem; o carro só ajuda para as fábricas de parmigiano, presunto e vinagre, as acetaias e Maranello. A A1 (Milão–Roma) e a A14 (Bolonha–Rimini–Bari) se cruzam em Bolonha; a Via Emilia (SS9), a estrada romana de 187 a.C., liga Piacenza, Parma, Modena, Bolonha e Rimini em linha reta. Modena fica a 40 km, Parma a 95 km, Ravenna a 80 km. Os centros históricos de Bolonha, Modena, Parma e Ravenna são ZTL (zona de trânsito limitado) com câmeras; Bolonha tem também a T-Days, com o centro fechado a carros nos fins de semana. Estacione fora das muralhas.

Como circular em Bolonha

O centro, dentro das muralhas, se anda a pé sob os pórticos: da estação à Piazza Maggiore são 15 minutos. Ônibus TPER cobrem o resto; o bilhete urbano vale 75 minutos e paga-se também por aproximação do cartão. Para San Luca: ônibus 20 ou 58 até o Arco del Meloncello, ou o trenzinho San Luca Express da Piazza Maggiore. Bicicleta é o meio dos bolonheses; há bicicletas compartilhadas por aplicativo. A Bologna Welcome Card inclui museus e, numa versão, o transporte.

Ingressos e reservas

Mosaicos de Ravenna: bilhete combinado da Opera di Religione, com horário para Galla Placidia na alta temporada. Torre degli Asinelli: horário marcado, quando aberta. Museus Ferrari: online, com o bilhete combinado e ônibus. Pilotta, Galleria Estense, Pinacoteca: no local ou online; sem cobrança no primeiro domingo do mês. Aulas de massa: reserva com dias. Acetaias e fábricas de parmigiano: reserva. Bolonha e as outras cidades cobram taxa de estadia por noite, paga na hospedagem. Confira a tabela atual.

Documentos e fuso horário para o brasileiro

A Itália está no espaço Schengen: o brasileiro entra com o passaporte válido, sem visto para turismo de até 90 dias. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Na entrada podem pedir passagem de volta, comprovante de onde vai ficar e meios para a estada; o seguro de viagem com cobertura médica é exigido para o espaço Schengen. Menores viajando sem os dois pais: confirme as exigências antes de ir. O fuso é o da Europa Central (CET): a Itália fica 4 horas à frente de Brasília no horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro, e 5 horas no resto do ano. A tomada é a de dois ou três pinos redondos, 230 V.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

Abril, maio, setembro e outubro costumam ter temperatura boa para andar a pé. De junho a agosto a planície fica quente e úmida. De dezembro a fevereiro faz frio e são comuns os dias de neblina. As estações são invertidas em relação ao Brasil.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Com três dias dá para ver Bolonha com calma e fazer um bate-volta a Módena ou a Ravena. Quatro ou cinco dias permitem visitar as quatro cidades, usando Bolonha como base e o trem nos deslocamentos. Quem quer ir também aos museus da Ferrari ou a queijarias e produtores de aceto deve somar um dia.

Em que cidade se hospedar

Em Bolonha, o centro histórico entre a Piazza Maggiore e a Via dell'Indipendenza deixa quase tudo a pé e é cheio de restaurantes. A área perto da estação Bologna Centrale é prática para quem vai fazer bate-voltas de trem. Quem prefere dormir fora da capital encontra hospedagem no centro de Parma, de Módena e de Ravena, todos fáceis de percorrer a pé. A taxa de turismo é cobrada na hospedagem.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Bolonha e Emília-Romanha

Como chegar do Brasil à Emília-Romanha?

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. Quem desembarca em Milão segue de trem de alta velocidade até Bologna Centrale em cerca de 1 hora; de Roma, a viagem leva cerca de 2 horas, e de Florença, menos de 40 minutos. O aeroporto de Bolonha, Guglielmo Marconi, recebe voos de outras cidades europeias.

Quantos dias reservar para a região?

Para ver Bolonha e mais duas cidades, três a quatro dias. Para as quatro cidades principais, Bolonha, Módena, Parma e Ravena, conte cinco dias. Cada uma das três menores rende um dia inteiro de visita.

Precisa de carro para conhecer a Emília-Romanha?

Não para as cidades. Bolonha, Módena, Parma e Ravena são ligadas por trens regionais frequentes, e os centros históricos se percorrem a pé. Esses centros têm ZTL, zona de trânsito limitado fechada para carros de fora. O carro só ajuda para ir a queijarias e produtores no interior; Maranello, onde fica o Museo Ferrari, tem ônibus a partir de Módena.

Dá para fazer bate-volta a partir de Bolonha?

Sim. Módena fica a cerca de meia hora de trem regional, Ravena a pouco mais de 1 hora e Parma a cerca de 1 hora. Os trens saem da estação Bologna Centrale. Bilhete regional de papel precisa ser validado na máquina antes de embarcar. Florença também fica perto: o trem de alta velocidade leva menos de 40 minutos.

Qual a melhor época para visitar?

Primavera, de abril a maio, e outono, de setembro a outubro, costumam ser os períodos mais agradáveis. O verão, de junho a agosto, é quente e abafado na planície. O inverno, de dezembro a fevereiro, é frio e com neblina frequente. A Itália fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época do ano.

Que comidas típicas experimentar?

Em Bolonha, tortellini em caldo, tagliatelle al ragù e mortadela. Em Módena, o aceto balsamico tradizionale e o vinho frisante Lambrusco. Em Parma, o prosciutto di Parma e o parmigiano reggiano. Em Ravena e na Romanha, a piadina, um pão achatado servido recheado. Almoça-se entre 12h30 e 14h30, mais ou menos, e janta-se a partir das 19h30.

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