Bari Vecchia: Basilica di San Nicola, Cattedrale e as orecchiette da Arco Basso
Sai de Piazza del Ferrarese, Bari Caminhada pelo centro antigo cerca de 3 horas manhã fácil
Bari Vecchia é o centro antigo de Bari, um labirinto de ruelas brancas na península entre os dois portos, onde as mulheres fazem orecchiette à mão nas portas das casas da Strada Arco Basso, vendidas em sacos aos visitantes. A Basilica di San Nicola, de 1087 a 1197, foi construída para guardar as relíquias de São Nicolau (o Papai Noel das tradições do norte), roubadas de Mira, na Turquia, por marinheiros de Bari; é meta de peregrinos ortodoxos russos e gregos, e a cripta com o túmulo do santo tem o 'maná', o líquido recolhido todo ano em 9 de maio. A Cattedrale di San Sabino, de 1292, românica, tem a rosácea e a cripta sobre ruínas romanas. O Castello Normanno-Svevo, de Frederico II, de 1233, com o fosso, abriga exposições e a gipsoteca. A muralha sobre o mar é o passeio dos moradores; a Piazza Mercantile tem a coluna da justiça onde os devedores eram expostos.
Passa por: Bari Vecchia, Basilica di San Nicola, Cattedrale di San Sabino, Castello Normanno-Svevo.
Inclui: Caminhada livre; basílica e catedral sem cobrança; castelo com ingresso pago à parte (fecha às terças).
Dica: Vá de manhã, quando as orecchiette estão sendo feitas na Arco Basso; compre um saco e pergunte o preço antes. De 7 a 9 de maio, a festa de São Nicolau, com a procissão da estátua por mar.
Melhor época: O ano todo.
Lungomare Nazario Sauro, Quartiere Murat e a Pinacoteca
Sai de Piazza del Ferrarese ou Corso Vittorio Emanuele, Bari Caminhada à beira-mar e compras cerca de 2 h 30 fim de tarde fácil
O Lungomare Nazario Sauro é a orla monumental de Bari, de 1930, com os palácios fascistas (o Palazzo della Provincia, o teatro Margherita sobre o mar) e os postes de ferro, por onde os bareses passeiam ao entardecer e ao domingo de manhã, com o molhe de San Nicola e o mar aberto; o 'Nderr'a la lanze', o mercado dos pescadores na Piazza del Ferrarese, vende polvo cru e ouriços na hora. O Quartiere Murat, o bairro quadriculado aberto por Joaquim Murat em 1813, é o centro moderno, com a Via Sparano de lojas, o Teatro Petruzzelli, de 1903, reconstruído após o incêndio de 1991 (visitas guiadas), e os cafés da Piazza Umberto. No Palazzo della Provincia, a Pinacoteca Metropolitana Corrado Giaquinto reúne a pintura da Puglia do século 11 ao 20, com Giovanni Bellini, Tintoretto, Giaquinto e os Macchiaioli, com vista para o mar das janelas.
Passa por: Lungomare Nazario Sauro, Quartiere Murat, Pinacoteca Metropolitana Corrado Giaquinto.
Inclui: Caminhada livre; Pinacoteca com ingresso pago à parte (fecha às segundas); visita ao Petruzzelli paga à parte.
Dica: Faça a orla ao pôr do sol, a partir do Teatro Margherita; o polvo cru do mercado é a entrada típica. O Petruzzelli tem temporada de ópera e concertos; ingressos no site.
Melhor época: O ano todo.
Alberobello: os trulli do Rione Monti e o Trullo Sovrano
Sai de Alberobello (trem FSE de Bari, 1 h 30, ou carro, 55 km) Caminhada entre os trulli cerca de 3 horas manhã ou fim de tarde fácil (ladeiras suaves)
Alberobello, tombada pela UNESCO, é a cidade dos trulli, as casas de pedra seca com telhado cônico de lajes, construídas sem argamassa, diz a tradição, para serem desmontadas quando o fiscal de impostos do reino de Nápoles chegasse. O Rione Monti, na encosta, tem cerca de mil trulli em ruas que sobem até a Chiesa di Sant'Antonio di Padova, de 1927, a igreja em forma de trullo; a maioria virou loja, restaurante ou hospedagem, com os símbolos pintados a cal nos cones. O Rione Aia Piccola, do outro lado, com 400 trulli, é onde ainda se mora. O Trullo Sovrano, do século 18, é o único de dois andares, com o interior mobiliado visitável; o Museo del Territorio Casa Pezzolla reúne 15 trulli ligados, com a história da construção. A Basilica dei Santi Medici Cosma e Damiano, de 1885, guarda as relíquias dos padroeiros, festejados em 27 e 28 de setembro. O mirante do Belvedere Santa Lucia enquadra os cones do Rione Monti.
Passa por: Rione Monti, Trullo Sovrano, Chiesa di Sant'Antonio di Padova, Basilica dei Santi Medici Cosma e Damiano, Museo del Territorio Casa Pezzolla.
Inclui: Caminhada livre; Trullo Sovrano e Casa Pezzolla com ingressos pequenos; igrejas sem cobrança. Trem FSE pago à parte.
Dica: Vá antes das 10 h ou depois das 17 h: entre esses horários os ônibus de excursão enchem o Rione Monti. Durma num trullo em Alberobello ou nos arredores para ver a cidade vazia à noite. A Valle d'Itria em volta (Locorotondo, Cisternino, Martina Franca) tem trulli nos campos e vilas brancas.
Melhor época: O ano todo; de abril a outubro mais lojas abertas; no fim de setembro a festa dos padroeiros com luminárias.
Polignano a Mare: Lama Monachile, o centro na falésia e Modugno
Sai de Polignano a Mare (trem regional de Bari, 30 min) Caminhada em vila sobre a falésia cerca de 3 horas manhã ou fim de tarde fácil
Polignano a Mare fica sobre uma falésia de 20 m com casas brancas na borda e grutas por baixo, a 30 minutos de trem de Bari. A Lama Monachile (ou Cala Porto) é a praia de seixos encaixada entre as duas paredes de rocha sob a ponte de 1839 (a antiga Via Traiana), a imagem mais fotografada da Puglia, apertada no verão. O Centro storico di Polignano a Mare, pela porta do arco Marchesale, tem as ruelas com poesias escritas nas escadas e portas por um morador, os terraços-mirante (Grottone e Santo Stefano) sobre o mar e a igreja matriz. A Statua di Domenico Modugno, de 2009, de braços abertos como no 'Volare', homenageia o cantor nascido na cidade, no fim da orla, com vista da falésia. A Fondazione Museo Pino Pascali, no antigo matadouro à beira-mar, é o museu de arte contemporânea da região. A Grotta Palazzese, a gruta com restaurante, é vista do mar nos barcos de passeio.
Passa por: Lama Monachile, Centro storico di Polignano a Mare, Statua di Domenico Modugno, Fondazione Museo Pino Pascali.
Inclui: Caminhada livre; museu Pino Pascali com ingresso. Barcos de passeio às grutas pagos à parte. Trem pago à parte.
Dica: Vá cedo ou no fim do dia; ao meio-dia de verão a Lama Monachile não tem lugar. O barco pelas grutas, de 1 hora, sai do porto pequeno e mostra a cidade de baixo. Em julho ou setembro, o Red Bull Cliff Diving salta da falésia.
Melhor época: O ano todo; de junho a setembro para banho.
Lecce: a 'Florença do sul', barroco em pedra dourada
Sai de Lecce (estação ou Porta Napoli) Caminhada pelo centro barroco cerca de 3 horas fim de tarde fácil
Lecce, a capital do Salento, é a cidade do barroco leccese, esculpido na pedra calcária local, macia e dourada, que permite as fachadas carregadas de figuras. A Basilica di Santa Croce, de 1549 a 1695, tem a fachada mais exuberante da cidade, com a rosácea, as cariátides e os animais sustentando a sacada, e o teto de madeira; ao lado, o Palazzo dei Celestini. A Piazza del Duomo, fechada por três lados, com a catedral, o campanário de 68 m (com elevador e vista), o palácio episcopal e o seminário, é a praça-pátio do século 17. A Piazza Sant'Oronzo tem a coluna do padroeiro e o Anfiteatro romano di Lecce, do século 2, escavado só pela metade, com 25 mil lugares originais. A Porta Napoli, o arco triunfal de 1548, abre o centro; o Castello Carlo V, de 1539, abriga exposições e o museu do papier-mâché, a arte local. O caffè leccese (com leite de amêndoa e gelo) e o pasticciotto são as paradas obrigatórias.
Passa por: Basilica di Santa Croce, Piazza del Duomo, Anfiteatro romano di Lecce, Porta Napoli, Castello Carlo V.
Inclui: Caminhada livre; Santa Croce, campanário e catedral com bilhete combinado pago à parte (LeccEcclesiae); castelo com ingresso. Anfiteatro visto da praça, sem cobrança.
Dica: Faça a caminhada no fim da tarde, quando a pedra fica dourada e os leccesi saem para a passeggiata; o centro é ZTL, todo a pé. As oficinas de papier-mâché ficam nas ruas em volta do Duomo.
Melhor época: O ano todo; em 24 a 26 de agosto a festa de Sant'Oronzo, com luminárias nas ruas.
Museo Faggiano e Museo Castromediano: a Lecce sob a Lecce
Sai de Via Ascanio Grandi e Viale Gallipoli, Lecce Dois museus cerca de 2 h 30 manhã fácil (escadas estreitas no Faggiano)
O Museo Faggiano nasceu em 2001, quando o dono de uma casa na Via Ascanio Grandi quebrou o chão para consertar um cano e encontrou, metro a metro, dois mil anos de história: tumbas messápias do século 5 a.C., cisternas romanas, um convento franciscano, uma cripta templária, fornos e passagens, escavados pela família ao longo de sete anos e abertos como museu privado, com a subida à torre pela escada do convento. O Museo Sigismondo Castromediano, de 1868, o museu público mais antigo da Puglia, guarda a coleção arqueológica do Salento (vasos messápios e gregos, os achados de Rudiae e Cavallino), a pinacoteca e a seção de arte sacra, num prédio dos anos 1970 perto da estação. Os dois mostram a cidade anterior ao barroco.
Passa por: Museo Faggiano, Museo Sigismondo Castromediano.
Inclui: Museo Faggiano com ingresso pago à parte; Museo Castromediano sem cobrança (confira).
Dica: Faça o Faggiano com a visita explicada pela família, em italiano e inglês; não é para quem tem claustrofobia. O Castromediano é a parada para dias de chuva ou de calor.
Melhor época: O ano todo.