Apúlia e Matera

Apúlia · Basilicata

Apúlia e Matera

O salto da bota italiana: Bari e sua cidade velha, as falésias de Polignano, os trulli de Alberobello, o barroco de Lecce e os Sassi de Matera.

Sul

Na foto: Trulli di Alberobello

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

Disponível no Google Play Envie suas fotos

Conheça o lugar

Uma região para viver
sem pressa.

A Apúlia (Puglia, em italiano) é a região do salto da bota, no sudeste da Itália, banhada pelo Adriático e pelo mar Jônico. A capital é Bari, cidade portuária com um centro medieval fechado por muralhas, onde fica a Basilica di San Nicola, que guarda as relíquias de São Nicolau. Bari é também a principal porta de entrada da região, com aeroporto e trens para o resto do país.

Ao sul de Bari, a costa alta forma enseadas e grutas marinhas. Polignano a Mare, a cerca de 35 km, tem o centro histórico em cima de uma falésia e a pequena praia de Lama Monachile entre paredões de rocha. No interior, Alberobello concentra mais de 1.500 trulli, as casas de pedra seca com teto em cone, reconhecidas pela Unesco como Patrimônio Mundial em 1996, na entrada do Valle d'Itria.

Mais ao sul, Lecce é conhecida pelas igrejas e palácios de fachada barroca esculpida na pedra clara da região. Matera, a cerca de 65 km de Bari, já fica na vizinha Basilicata: os Sassi, bairros de casas e igrejas escavadas na rocha, são Patrimônio Mundial da Unesco desde 1993.

A cozinha da região é feita de massa fresca, como as orecchiette, azeite, verduras, pão e peixe. O ritmo é o do sul da Itália: almoço por volta das 13h, comércio que fecha no começo da tarde e movimento que volta no fim do dia, com o passeio a pé pelas ruas centrais.

Este roteiro reúne 5 cidades que combinam na mesma viagem: Bari, Alberobello, Polignano a Mare, Lecce, Matera.

Compartilhar: WhatsApp
Viajante, envie experiências através de fotos Até 5 fotos de cada lugar que você visitou.

Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.

Onde fica Apúlia e Matera
BariAlberobelloPolignano a MareLecceMatera

Contornos: ISTAT, limites administrativos 2026, CC BY 4.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Apúlia e Matera

✈ Aeroporto di Bari Karol Wojtyła (BRI) · 11 km até Bari

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. O Aeroporto de Bari (BRI) e o de Brindisi (BDS) recebem voos de Roma, Milão e outras cidades europeias. De Roma, trens de alta velocidade chegam a Bari Centrale em cerca de 4 horas. De Bari saem os trens para Polignano, Lecce, Alberobello e Matera.

Ponto de chegada sugerido: Bari

Bari
Apúlia · Apúlia e Matera Capital Ponto de chegada sugerido

Bari

Bari, capital da Apúlia, é a maior cidade italiana do Adriático e a porta de entrada da região. A cidade velha, Bari Vecchia, ocupa uma península entre dois portos e guarda a Basilica di San Nicola, com as relíquias de São Nicolau, a Cattedrale di San Sabino e o Castello Normanno-Svevo. Ao lado, o Quartiere Murat, traçado no século XIX, tem ruas de compras, e o Lungomare Nazario Sauro leva à Pinacoteca Metropolitana Corrado Giaquinto.

A experiência do lugar

O que fazer em Apúlia e Matera

Bari · Apúlia · Igreja

Basilica di San Nicola

Basílica românica do século XI, no coração de Bari Vecchia, construída para guardar as relíquias de São Nicolau, trazidas da cidade de Mira, na atual Turquia, em 1087. É destino de peregrinos católicos e ortodoxos.

Conhecer Basilica di San Nicola

Polignano a Mare · Apúlia · Praia

Lama Monachile

Pequena enseada entre falésias, ao lado do centro histórico de Polignano, com praia de seixos e uma ponte de pedra sobre a antiga Via Traiana. É a vista mais conhecida da cidade.

Conhecer Lama Monachile

Alberobello · Apúlia · Bairro histórico

Rione Monti

O bairro de trulli de Alberobello, na encosta ao sul do centro, com cerca de 1.030 casas de pedra seca e teto em cone. Junto com a Aia Piccola, forma o conjunto reconhecido pela Unesco em 1996.

Conhecer Rione Monti

Ver mais 31 pontos em Apúlia e Matera

Para escolher antes de ir

Passeios em Apúlia e Matera

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Bari Vecchia: Basilica di San Nicola, Cattedrale e as orecchiette da Arco Basso

Sai de Piazza del Ferrarese, Bari Caminhada pelo centro antigo cerca de 3 horas manhã fácil

Bari Vecchia é o centro antigo de Bari, um labirinto de ruelas brancas na península entre os dois portos, onde as mulheres fazem orecchiette à mão nas portas das casas da Strada Arco Basso, vendidas em sacos aos visitantes. A Basilica di San Nicola, de 1087 a 1197, foi construída para guardar as relíquias de São Nicolau (o Papai Noel das tradições do norte), roubadas de Mira, na Turquia, por marinheiros de Bari; é meta de peregrinos ortodoxos russos e gregos, e a cripta com o túmulo do santo tem o 'maná', o líquido recolhido todo ano em 9 de maio. A Cattedrale di San Sabino, de 1292, românica, tem a rosácea e a cripta sobre ruínas romanas. O Castello Normanno-Svevo, de Frederico II, de 1233, com o fosso, abriga exposições e a gipsoteca. A muralha sobre o mar é o passeio dos moradores; a Piazza Mercantile tem a coluna da justiça onde os devedores eram expostos.

Passa por: Bari Vecchia, Basilica di San Nicola, Cattedrale di San Sabino, Castello Normanno-Svevo.

Inclui: Caminhada livre; basílica e catedral sem cobrança; castelo com ingresso pago à parte (fecha às terças).

Dica: Vá de manhã, quando as orecchiette estão sendo feitas na Arco Basso; compre um saco e pergunte o preço antes. De 7 a 9 de maio, a festa de São Nicolau, com a procissão da estátua por mar.

Melhor época: O ano todo.

Lungomare Nazario Sauro, Quartiere Murat e a Pinacoteca

Sai de Piazza del Ferrarese ou Corso Vittorio Emanuele, Bari Caminhada à beira-mar e compras cerca de 2 h 30 fim de tarde fácil

O Lungomare Nazario Sauro é a orla monumental de Bari, de 1930, com os palácios fascistas (o Palazzo della Provincia, o teatro Margherita sobre o mar) e os postes de ferro, por onde os bareses passeiam ao entardecer e ao domingo de manhã, com o molhe de San Nicola e o mar aberto; o 'Nderr'a la lanze', o mercado dos pescadores na Piazza del Ferrarese, vende polvo cru e ouriços na hora. O Quartiere Murat, o bairro quadriculado aberto por Joaquim Murat em 1813, é o centro moderno, com a Via Sparano de lojas, o Teatro Petruzzelli, de 1903, reconstruído após o incêndio de 1991 (visitas guiadas), e os cafés da Piazza Umberto. No Palazzo della Provincia, a Pinacoteca Metropolitana Corrado Giaquinto reúne a pintura da Puglia do século 11 ao 20, com Giovanni Bellini, Tintoretto, Giaquinto e os Macchiaioli, com vista para o mar das janelas.

Passa por: Lungomare Nazario Sauro, Quartiere Murat, Pinacoteca Metropolitana Corrado Giaquinto.

Inclui: Caminhada livre; Pinacoteca com ingresso pago à parte (fecha às segundas); visita ao Petruzzelli paga à parte.

Dica: Faça a orla ao pôr do sol, a partir do Teatro Margherita; o polvo cru do mercado é a entrada típica. O Petruzzelli tem temporada de ópera e concertos; ingressos no site.

Melhor época: O ano todo.

Alberobello: os trulli do Rione Monti e o Trullo Sovrano

Sai de Alberobello (trem FSE de Bari, 1 h 30, ou carro, 55 km) Caminhada entre os trulli cerca de 3 horas manhã ou fim de tarde fácil (ladeiras suaves)

Alberobello, tombada pela UNESCO, é a cidade dos trulli, as casas de pedra seca com telhado cônico de lajes, construídas sem argamassa, diz a tradição, para serem desmontadas quando o fiscal de impostos do reino de Nápoles chegasse. O Rione Monti, na encosta, tem cerca de mil trulli em ruas que sobem até a Chiesa di Sant'Antonio di Padova, de 1927, a igreja em forma de trullo; a maioria virou loja, restaurante ou hospedagem, com os símbolos pintados a cal nos cones. O Rione Aia Piccola, do outro lado, com 400 trulli, é onde ainda se mora. O Trullo Sovrano, do século 18, é o único de dois andares, com o interior mobiliado visitável; o Museo del Territorio Casa Pezzolla reúne 15 trulli ligados, com a história da construção. A Basilica dei Santi Medici Cosma e Damiano, de 1885, guarda as relíquias dos padroeiros, festejados em 27 e 28 de setembro. O mirante do Belvedere Santa Lucia enquadra os cones do Rione Monti.

Passa por: Rione Monti, Trullo Sovrano, Chiesa di Sant'Antonio di Padova, Basilica dei Santi Medici Cosma e Damiano, Museo del Territorio Casa Pezzolla.

Inclui: Caminhada livre; Trullo Sovrano e Casa Pezzolla com ingressos pequenos; igrejas sem cobrança. Trem FSE pago à parte.

Dica: Vá antes das 10 h ou depois das 17 h: entre esses horários os ônibus de excursão enchem o Rione Monti. Durma num trullo em Alberobello ou nos arredores para ver a cidade vazia à noite. A Valle d'Itria em volta (Locorotondo, Cisternino, Martina Franca) tem trulli nos campos e vilas brancas.

Melhor época: O ano todo; de abril a outubro mais lojas abertas; no fim de setembro a festa dos padroeiros com luminárias.

Polignano a Mare: Lama Monachile, o centro na falésia e Modugno

Sai de Polignano a Mare (trem regional de Bari, 30 min) Caminhada em vila sobre a falésia cerca de 3 horas manhã ou fim de tarde fácil

Polignano a Mare fica sobre uma falésia de 20 m com casas brancas na borda e grutas por baixo, a 30 minutos de trem de Bari. A Lama Monachile (ou Cala Porto) é a praia de seixos encaixada entre as duas paredes de rocha sob a ponte de 1839 (a antiga Via Traiana), a imagem mais fotografada da Puglia, apertada no verão. O Centro storico di Polignano a Mare, pela porta do arco Marchesale, tem as ruelas com poesias escritas nas escadas e portas por um morador, os terraços-mirante (Grottone e Santo Stefano) sobre o mar e a igreja matriz. A Statua di Domenico Modugno, de 2009, de braços abertos como no 'Volare', homenageia o cantor nascido na cidade, no fim da orla, com vista da falésia. A Fondazione Museo Pino Pascali, no antigo matadouro à beira-mar, é o museu de arte contemporânea da região. A Grotta Palazzese, a gruta com restaurante, é vista do mar nos barcos de passeio.

Passa por: Lama Monachile, Centro storico di Polignano a Mare, Statua di Domenico Modugno, Fondazione Museo Pino Pascali.

Inclui: Caminhada livre; museu Pino Pascali com ingresso. Barcos de passeio às grutas pagos à parte. Trem pago à parte.

Dica: Vá cedo ou no fim do dia; ao meio-dia de verão a Lama Monachile não tem lugar. O barco pelas grutas, de 1 hora, sai do porto pequeno e mostra a cidade de baixo. Em julho ou setembro, o Red Bull Cliff Diving salta da falésia.

Melhor época: O ano todo; de junho a setembro para banho.

Lecce: a 'Florença do sul', barroco em pedra dourada

Sai de Lecce (estação ou Porta Napoli) Caminhada pelo centro barroco cerca de 3 horas fim de tarde fácil

Lecce, a capital do Salento, é a cidade do barroco leccese, esculpido na pedra calcária local, macia e dourada, que permite as fachadas carregadas de figuras. A Basilica di Santa Croce, de 1549 a 1695, tem a fachada mais exuberante da cidade, com a rosácea, as cariátides e os animais sustentando a sacada, e o teto de madeira; ao lado, o Palazzo dei Celestini. A Piazza del Duomo, fechada por três lados, com a catedral, o campanário de 68 m (com elevador e vista), o palácio episcopal e o seminário, é a praça-pátio do século 17. A Piazza Sant'Oronzo tem a coluna do padroeiro e o Anfiteatro romano di Lecce, do século 2, escavado só pela metade, com 25 mil lugares originais. A Porta Napoli, o arco triunfal de 1548, abre o centro; o Castello Carlo V, de 1539, abriga exposições e o museu do papier-mâché, a arte local. O caffè leccese (com leite de amêndoa e gelo) e o pasticciotto são as paradas obrigatórias.

Passa por: Basilica di Santa Croce, Piazza del Duomo, Anfiteatro romano di Lecce, Porta Napoli, Castello Carlo V.

Inclui: Caminhada livre; Santa Croce, campanário e catedral com bilhete combinado pago à parte (LeccEcclesiae); castelo com ingresso. Anfiteatro visto da praça, sem cobrança.

Dica: Faça a caminhada no fim da tarde, quando a pedra fica dourada e os leccesi saem para a passeggiata; o centro é ZTL, todo a pé. As oficinas de papier-mâché ficam nas ruas em volta do Duomo.

Melhor época: O ano todo; em 24 a 26 de agosto a festa de Sant'Oronzo, com luminárias nas ruas.

Museo Faggiano e Museo Castromediano: a Lecce sob a Lecce

Sai de Via Ascanio Grandi e Viale Gallipoli, Lecce Dois museus cerca de 2 h 30 manhã fácil (escadas estreitas no Faggiano)

O Museo Faggiano nasceu em 2001, quando o dono de uma casa na Via Ascanio Grandi quebrou o chão para consertar um cano e encontrou, metro a metro, dois mil anos de história: tumbas messápias do século 5 a.C., cisternas romanas, um convento franciscano, uma cripta templária, fornos e passagens, escavados pela família ao longo de sete anos e abertos como museu privado, com a subida à torre pela escada do convento. O Museo Sigismondo Castromediano, de 1868, o museu público mais antigo da Puglia, guarda a coleção arqueológica do Salento (vasos messápios e gregos, os achados de Rudiae e Cavallino), a pinacoteca e a seção de arte sacra, num prédio dos anos 1970 perto da estação. Os dois mostram a cidade anterior ao barroco.

Passa por: Museo Faggiano, Museo Sigismondo Castromediano.

Inclui: Museo Faggiano com ingresso pago à parte; Museo Castromediano sem cobrança (confira).

Dica: Faça o Faggiano com a visita explicada pela família, em italiano e inglês; não é para quem tem claustrofobia. O Castromediano é a parada para dias de chuva ou de calor.

Melhor época: O ano todo.

Ver mais 6 passeios

Otranto: a catedral do mosaico e o castelo, de Lecce

Sai de Lecce (trem FSE ou ônibus a Otranto, cerca de 1 h 15; carro, 45 km) Bate-volta a cidade murada e praia cerca de 5 horas dia inteiro fácil

Otranto, no ponto mais oriental da Itália, a 45 km de Lecce, é a cidade murada sobre o mar Adriático, com o castelo aragonês de 1485 que deu nome ao primeiro romance gótico inglês. A Cattedrale di Otranto, de 1088, tem o piso inteiro coberto pelo mosaico da Árvore da Vida, feito pelo monge Pantaleone em 1163 a 1165, com 600 m² de figuras bíblicas, pagãs, o rei Artur e os signos; na capela lateral, os ossos dos 800 mártires de 1480, decapitados pelos turcos por se recusarem a se converter, expostos em armários de vidro. A cripta tem 42 colunas de reuso. Nas ruelas brancas, lojas e a igreja bizantina de San Pietro, do século 10, com afrescos. As praias ficam a norte (Baia dei Turchi, Alimini) e a sul, com a pedreira de bauxita de lago verde e o farol de Punta Palascìa, o ponto onde o sol nasce primeiro na Itália.

Passa por: Cattedrale di Otranto, Castello Carlo V.

Inclui: Catedral sem cobrança (cripta com oferta); castelo com ingresso pago à parte. Trem e ônibus pagos à parte.

Dica: Vá cedo para a catedral, que fecha no meio do dia, e deixe a tarde para a Baia dei Turchi (a pé por uma trilha de pinheiros) ou para a bauxita, com carro. O trem FSE tem baldeação em Maglie; o ônibus de verão é direto.

Melhor época: O ano todo; de junho a setembro para banho; em 13 a 15 de agosto, a festa dos mártires.

Matera: os Sassi a pé, Caveoso e Barisano

Sai de Piazza Vittorio Veneto, Matera (mirante) Caminhada pelos bairros de cavernas cerca de 3 horas manhã ou fim de tarde moderada (escadarias e ladeiras)

Matera, na Basilicata, é a cidade das casas-caverna habitadas desde o Neolítico, tombada pela UNESCO e capital europeia da cultura em 2019; nos anos 1950 os Sassi foram esvaziados por decreto, por falta de condições, e voltaram a ser ocupados nos anos 1980. Da Piazza Vittorio Veneto, o mirante abre sobre o Sasso Barisano, o bairro mais reconstruído, com hotéis e restaurantes nas grutas; o Sasso Caveoso, do outro lado da Civita (o morro central com a Cattedrale di Matera, de 1270, românica, com a fachada dourada ao sol da tarde), mantém mais casas escavadas e ruas-escadaria sobre o desfiladeiro da Gravina, com a Piazza San Pietro Caveoso e as igrejas rupestres. Caminha-se pela Via Fiorentini e pela Via Buozzi, descendo e subindo escadas entre terraços que são os telhados dos vizinhos de baixo; o filme 'A Paixão de Cristo' e outros foram rodados aqui, pela semelhança com Jerusalém antiga.

Passa por: Sasso Caveoso, Sasso Barisano, Cattedrale di Matera.

Inclui: Caminhada livre, sem cobrança; catedral sem cobrança. Visitas guiadas pagas à parte.

Dica: Comece pelo mirante da Piazza Vittorio Veneto de manhã (Barisano com luz) e termine no Caveoso ao pôr do sol; à noite, as luzes dos Sassi vistas do Belvedere Luigi Guerricchio. Sapato de sola firme: as pedras são lisas.

Melhor época: O ano todo; em 2 de julho, a festa da Bruna, com o carro de papier-mâché destruído pela multidão.

Igrejas rupestres e a Casa Grotta: como se vivia nos Sassi

Sai de Piazza San Pietro Caveoso, Matera Visita a igrejas escavadas e casa-caverna cerca de 2 horas manhã fácil (escadas)

Matera tem mais de 150 igrejas rupestres, escavadas na rocha entre os séculos 8 e 13 por monges bizantinos e beneditinos. A Chiesa rupestre di Santa Maria de Idris, dentro do rochedo do Monterrone, que se ergue no meio do Sasso Caveoso, tem afrescos dos séculos 12 a 17 e se liga à cripta de San Giovanni in Monterrone por um corredor na pedra; a Chiesa rupestre di Santa Lucia alle Malve, do século 9, a primeira igreja das monjas beneditinas, com os afrescos da Madonna del Latte e os túmulos escavados no terraço em frente. A Casa Grotta di Vico Solitario é a casa-caverna reconstituída como era até os anos 1950: um cômodo com a cama alta, a cozinha, o tear, o estábulo para a mula no fundo e a cisterna, onde viviam famílias de dez pessoas, com a explicação da vida nos Sassi antes do esvaziamento. O Palombaro Lungo, a cisterna sob a Piazza Vittorio Veneto, é visita à parte.

Passa por: Chiesa rupestre di Santa Maria de Idris, Chiesa rupestre di Santa Lucia alle Malve, Casa Grotta di Vico Solitario.

Inclui: Igrejas rupestres com bilhete combinado pago à parte (circuito urbano); Casa Grotta com ingresso pequeno.

Dica: Compre o bilhete combinado das igrejas rupestres na primeira; os afrescos não podem ser fotografados. A Casa Grotta tem áudio em português.

Melhor época: O ano todo.

Palombaro Lungo, MUSMA e Palazzo Lanfranchi: a Matera dos museus

Sai de Piazza Vittorio Veneto, Matera Cisterna e dois museus cerca de 3 horas tarde fácil

O Palombaro Lungo é a cisterna gigante escavada sob a Piazza Vittorio Veneto no século 19, com 16 m de altura e 5 milhões de litros, que abastecia a cidade com água de chuva e de nascente; foi redescoberta em 1991 e se visita por passarelas, com guia, em 20 minutos. O MUSMA, o Museu da Escultura Contemporânea, ocupa o Palazzo Pomarici, do século 16, no Sasso Caveoso, com as obras expostas nas grutas e nos salões: esculturas italianas e estrangeiras do século 20 e 21, numa das instalações mais originais da Itália. O Palazzo Lanfranchi, de 1668, antigo seminário, é o Museu Nacional de Arte Medieval e Moderna da Basilicata, com a pintura sacra da região e a sala de Carlo Levi, o autor de 'Cristo Parou em Eboli', com o painel 'Lucania 61', de 18 m. Na mesma praça, o mirante sobre o Sasso Caveoso.

Passa por: Palombaro Lungo, MUSMA, Palazzo Lanfranchi.

Inclui: Palombaro Lungo com ingresso e visita guiada; MUSMA e Palazzo Lanfranchi com ingressos pagos à parte (Lanfranchi sem cobrança no primeiro domingo do mês).

Dica: O Palombaro tem turnos curtos e fila no verão: compre na bilheteria da praça ao chegar. O MUSMA é o museu para a tarde de calor.

Melhor época: O ano todo.

Parco della Murgia Materana: a trilha ao outro lado do desfiladeiro

Sai de Matera (Sasso Caveoso, descida à Gravina, ou carro ao Belvedere) Trilha e igrejas rupestres no planalto cerca de 3 horas manhã ou fim de tarde moderada (150 m de desnível, ponte)

O Parco della Murgia Materana é o planalto de calcário do outro lado da Gravina, o desfiladeiro de 100 m que separa os Sassi da Murgia, com 150 igrejas rupestres, aldeias neolíticas e pastores. A trilha sai do Sasso Caveoso, desce ao fundo da Gravina, atravessa o riacho pela ponte tibetana (suspensa) e sobe ao Belvedere di Murgia Timone, o mirante de onde se vê Matera inteira na parede oposta, a imagem dos filmes; leva cerca de 1 hora cada trecho, com sol forte. No planalto, as igrejas de San Falcione e da Madonna delle Tre Porte, com afrescos, e o Centro Visite Jazzo Gattini, o antigo curral com o centro de visitantes. Com carro, chega-se ao mirante pela estrada de Taranto em 10 minutos.

Passa por: Parco della Murgia Materana, Sasso Caveoso.

Inclui: Trilha e parque sem cobrança; visitas guiadas às igrejas rupestres do parque pagas à parte (algumas só com guia).

Dica: Faça a trilha de manhã cedo ou no fim da tarde, com água e tênis; a ponte tibetana fecha com chuva ou vento. Do Belvedere, a Matera iluminada ao anoitecer é a foto: volte de carro ou pela trilha com lanterna.

Melhor época: De março a junho e de setembro a novembro; no verão só nas pontas do dia.

Cripta del Peccato Originale: a 'Capela Sistina' rupestre

Sai de Matera (14 km, carro ou traslado com reserva) Visita guiada a cripta com afrescos cerca de 1 h 30 (com o deslocamento) manhã ou tarde fácil

A Cripta del Peccato Originale (Cripta do Pecado Original), numa gruta na encosta da Gravina de Picciano, a 14 km de Matera, foi descoberta em 1963 por jovens da cidade e guarda o ciclo de afrescos do século 8 ou 9 pintado por um artista beneditino anônimo, o 'Pintor das Flores de Matera': a Criação, Adão e Eva, os arcanjos e os apóstolos, em cores vivas sobre a pedra, considerado o conjunto mais importante da pintura rupestre do sul da Itália. A visita é só com guia, em grupos pequenos e horários marcados, com cerca de 1 hora, parte dela ao ar livre; a fundação que a administra a restaurou entre 2002 e 2005. Fica numa propriedade agrícola com vista do vale, sem transporte público.

Passa por: Cripta del Peccato Originale.

Inclui: Ingresso pago à parte, com visita guiada incluída e reserva obrigatória (site ou telefone da fundação). Traslado de Matera pago à parte, se não tiver carro.

Dica: Reserve com alguns dias de antecedência; os turnos são de manhã e de tarde, menos às segundas. Combine com a estrada para a Puglia, na direção de Altamura.

Melhor época: O ano todo, com reserva.

Dia a dia

Roteiro de 3, 5 e 7 dias em Apúlia e Matera

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

3 dias · Puglia em 3 dias: Bari, Alberobello e Polignano

Para Quem chega por Bari e quer o essencial de trem. · Base em Bari (centro ou Murat)
  1. Dia 1 · Bari

    Chegada por Bari (conexão europeia ou Roma). Bari Vecchia, Basilica di San Nicola, Cattedrale, orecchiette da Arco Basso; Castello; Lungomare ao pôr do sol e jantar no Murat.

  2. Dia 2 · Alberobello

    Trem FSE a Alberobello (1 h 30; não circula aos domingos): Rione Monti, Trullo Sovrano, Casa Pezzolla; volta a Bari ou noite num trullo.

  3. Dia 3 · Polignano a Mare

    Trem regional a Polignano (30 minutos): Lama Monachile cedo, centro histórico, estátua de Modugno, barco às grutas; Monopoli, a próxima estação, para a tarde; volta a Bari.

5 dias · Puglia e Matera em 5 dias
Para Quem quer juntar as vilas da Puglia e os Sassi, com um carro ou com ônibus. · Base em Bari (2 noites), Matera (2 noites), Alberobello ou Polignano (1 noite)
  1. Dia 1 · Bari

    Chegada por Bari e trem ao centro. Bari Vecchia de manhã, com a Basilica di San Nicola, a Cattedrale e as orecchiette da Arco Basso; Castello Normanno-Svevo; Lungomare e Quartiere Murat à tarde, com a Pinacoteca se chover; jantar no Murat.

  2. Dia 2 · Polignano e Alberobello

    Trem ou carro a Polignano a Mare de manhã, com a Lama Monachile e o centro na falésia; Alberobello no fim da tarde, quando os grupos saem, com o Rione Monti e o Trullo Sovrano; noite num trullo.

  3. Dia 3 · Matera

    Carro (1 hora) ou trem FAL de Bari (1 h 30) até Matera; mirante da Piazza Vittorio Veneto, Sasso Barisano e Cattedrale de tarde; Sasso Caveoso ao pôr do sol e as luzes dos Sassi do Belvedere; noite numa casa-gruta.

  4. Dia 4 · Matera: igrejas e museus

    Igrejas rupestres de Santa Maria de Idris e Santa Lucia alle Malve e a Casa Grotta de manhã; Palombaro Lungo e MUSMA à tarde; trilha pela Gravina ao Belvedere da Murgia ao entardecer, ou de carro.

  5. Dia 5 · Cripta e volta

    Cripta del Peccato Originale reservada de manhã; estrada de volta a Bari para o voo (ou, com mais tempo, seguir a Lecce, 2 h de carro, para o Salento).

7 dias · Puglia e Matera em 7 dias: de Bari ao Salento
Para Uma semana com carro: Bari, Valle d'Itria, Matera, Lecce e Otranto. · Base em Bari (1), Alberobello (1), Matera (2), Lecce (3)
  1. Dia 1 · Bari

    Chegada e retirada do carro no aeroporto. Bari Vecchia com San Nicola, a Cattedrale e a Arco Basso; Castello Normanno-Svevo; Lungomare Nazario Sauro ao pôr do sol e jantar no Murat.

  2. Dia 2 · Polignano e Alberobello

    Polignano a Mare cedo, com a Lama Monachile e o barco às grutas; Monopoli e o porto velho no almoço; Alberobello no fim da tarde, com o Rione Monti e o Trullo Sovrano; noite num trullo.

  3. Dia 3 · Valle d'Itria e Matera

    Locorotondo e Cisternino de manhã, as vilas brancas da Valle d'Itria; estrada a Matera (cerca de 1 h 30); Sasso Barisano e Cattedrale; Sasso Caveoso ao pôr do sol.

  4. Dia 4 · Matera

    Igrejas rupestres e Casa Grotta de manhã; Palombaro Lungo, MUSMA e Palazzo Lanfranchi à tarde; trilha ou carro ao Belvedere da Murgia ao entardecer para ver os Sassi acesos.

  5. Dia 5 · Cripta e Lecce

    Cripta del Peccato Originale reservada de manhã; estrada a Lecce (cerca de 2 h); centro barroco ao pôr do sol, com Santa Croce, a Piazza del Duomo e o anfiteatro; caffè leccese e pasticciotto.

  6. Dia 6 · Otranto e a costa

    Otranto de manhã, com a catedral do mosaico e o castelo; Baia dei Turchi para o banho; farol de Punta Palascìa e a pedreira de bauxita à tarde; volta a Lecce para o jantar.

  7. Dia 7 · Lecce e volta

    Museo Faggiano e Museo Castromediano de manhã; Gallipoli ou Santa Maria di Leuca à tarde, se sobrar tempo; devolução do carro em Bari ou Brindisi (aeroporto a 40 minutos de Lecce).

Melhor época

Quando ir: Apúlia e Matera mês a mês

De maio a junho e de setembro a outubro o clima costuma ser bom para andar a pé e para o mar. Julho e agosto são quentes e cheios, sobretudo em agosto, com as férias dos italianos. A temporada de praia costuma ir de junho a setembro. No inverno, de dezembro a fevereiro, o clima é ameno, mas parte do comércio do litoral fecha.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva média

inverno · vilas vazias

Inverno. Na estação de Bari Palese (normais 1991–2020; Lecce com normais 1981–2010 e Matera um pouco mais fria, a 400 m): média de 8,3 °C (máximas de 12 °C) e cerca de 51 mm de chuva. Dias curtos e ventosos, neve rara em Matera. Alberobello e Polignano vazias, Matera com os Sassi silenciosos e as grutas aquecidas. Casaco e capa de chuva.

Fevereiro Chuva baixa

inverno · Carnaval de Putignano

Inverno. Na estação de Bari Palese (normais 1991–2020; Lecce com normais 1981–2010 e Matera um pouco mais fria, a 400 m): média de 8,7 °C e cerca de 37 mm de chuva. O Carnaval de Putignano, a 40 km de Bari, é um dos mais antigos da Itália, com carros alegóricos nos domingos. Movimento baixo; amendoeiras florindo na Valle d'Itria.

Março Chuva baixa

primavera começando · campos verdes

Primavera começando. Na estação de Bari Palese (normais 1991–2020; Lecce com normais 1981–2010 e Matera um pouco mais fria, a 400 m): média de 10,9 °C e cerca de 41 mm de chuva. Campos de trigo verdes e papoulas, dias bons para caminhar nos Sassi e na Murgia. Horário de verão europeu no último domingo: 4 horas a mais que Brasília.

Abril Chuva baixa

primavera · Páscoa e Semana Santa

Primavera. Na estação de Bari Palese (normais 1991–2020; Lecce com normais 1981–2010 e Matera um pouco mais fria, a 400 m): média de 13,9 °C e cerca de 42 mm de chuva. Semana Santa com procissões de encapuzados em Taranto e Molfetta; Páscoa e 25 de abril enchem Alberobello e Matera. Clima ideal para tudo, mar ainda frio.

Maio Chuva baixa

primavera · São Nicolau e flores

Primavera plena. Na estação de Bari Palese (normais 1991–2020; Lecce com normais 1981–2010 e Matera um pouco mais fria, a 400 m): média de 18,5 °C e cerca de 30 mm de chuva. De 7 a 9 de maio, a festa de São Nicolau em Bari, com a procissão por mar; vilas brancas com buganvílias. Movimento alto nos fins de semana; mar começa a aceitar banho no fim do mês.

Junho Chuva baixa

verão · mar morno e Salento

Verão. Na estação de Bari Palese (normais 1991–2020; Lecce com normais 1981–2010 e Matera um pouco mais fria, a 400 m): média de 23 °C e cerca de 29 mm de chuva. Praias de Polignano, Otranto e do Salento com água morna; Matera quente de tarde. Dias longos para a Valle d'Itria. Os primeiros festivais de pizzica (a dança do Salento).

Julho Chuva baixa

verão · calor e festa da Bruna

Verão. Na estação de Bari Palese (normais 1991–2020; Lecce com normais 1981–2010 e Matera um pouco mais fria, a 400 m): média de 25,4 °C (máximas de 31 °C; Matera e o interior acima de 35 °C) e cerca de 18 mm de chuva. Em 2 de julho, a festa da Bruna em Matera, com o carro destruído pela multidão. Sassi e vilas só de manhã e à noite; praias cheias.

Agosto Chuva baixa

verão · Ferragosto e Notte della Taranta

Verão. Na estação de Bari Palese (normais 1991–2020; Lecce com normais 1981–2010 e Matera um pouco mais fria, a 400 m): média de 25,4 °C e cerca de 13 mm de chuva, o mês mais seco. Ferragosto (15 de agosto), a Notte della Taranta em Melpignano, no fim do mês, com dezenas de milhares de pessoas, e a festa de Sant'Oronzo em Lecce. É o mês mais cheio do Salento; reserve tudo. Matera e Alberobello lotadas à noite.

Setembro Chuva média

fim do verão · mar morno sem multidão

Fim do verão. Na estação de Bari Palese (normais 1991–2020; Lecce com normais 1981–2010 e Matera um pouco mais fria, a 400 m): média de 21,2 °C e cerca de 42 mm de chuva, em tempestades. O mar segue morno até o fim do mês e as praias esvaziam; Alberobello tem a festa dos padroeiros em 27 e 28 de setembro. Vindima do Primitivo e do Negroamaro. Um dos melhores meses.

Outubro Chuva média

outono · luz dourada em Lecce e Matera

Outono. Na estação de Bari Palese (normais 1991–2020; Lecce com normais 1981–2010 e Matera um pouco mais fria, a 400 m): média de 17,2 °C e cerca de 54 mm de chuva. Dias de 22 °C, a pedra de Lecce e de Matera dourada no fim da tarde, azeite novo nas masserias. O horário de verão europeu termina no último domingo: 5 horas de diferença para Brasília.

Novembro Chuva média

outono · mês mais chuvoso

Outono avançado. Na estação de Bari Palese (normais 1991–2020; Lecce com normais 1981–2010 e Matera um pouco mais fria, a 400 m): média de 13,2 °C e cerca de 62 mm de chuva, o mês mais chuvoso. Cidades tranquilas, museus de Matera e Lecce sem fila; parte dos hotéis de praia fecha. Guarda-chuva e sapato firme para os Sassi molhados.

Dezembro Chuva média

inverno · presépios e Natal nos Sassi

Inverno. Na estação de Bari Palese (normais 1991–2020; Lecce com normais 1981–2010 e Matera um pouco mais fria, a 400 m): média de 9,6 °C e cerca de 47 mm de chuva. Matera monta presépios vivos nos Sassi nos fins de semana antes do Natal, com centenas de figurantes; Alberobello e Lecce têm luzes e mercados. Entre o Natal e o Ano-Novo as cidades enchem.

Planeje o caminho

Como chegar: Apúlia e Matera

Do Brasil de avião: por Roma com conexão para Bari ou Brindisi

Não há voo direto do Brasil para a Puglia. A chegada é pelo voo direto de São Paulo ou do Rio para Roma Fiumicino e um voo de conexão de cerca de 1 hora para Bari (BRI) ou Brindisi (BDS), ou por conexão em outra cidade europeia; também é possível o trem de Roma a Bari (cerca de 4 h, Frecciargento ou Intercity). Confirme antes de comprar. Bari Palese fica a 10 km do centro, com trem de 20 minutos até a estação central; Brindisi, a 40 minutos de ônibus de Lecce. Matera não tem aeroporto: Bari é o mais perto (65 km).

De trem: Trenitalia e as ferrovias locais

A Trenitalia liga Bari a Polignano (30 minutos), Monopoli, Brindisi (1 hora) e Lecce (cerca de 1 h 30), e Roma a Bari em cerca de 4 h. As ferrovias locais fazem o resto: as Ferrovie del Sud Est (FSE) levam de Bari a Alberobello (cerca de 1 h 30, não circulam aos domingos) e de Lecce a Otranto e Gallipoli (com baldeação); as Ferrovie Appulo Lucane (FAL) ligam Bari a Matera em cerca de 1 h 30, saindo da estação ao lado da central (Bari Centrale FAL), também sem serviço aos domingos, quando há ônibus. Os bilhetes locais se compram nas estações e aplicativos; valide antes de embarcar.

De carro: a forma de ver a Valle d'Itria e o Salento

O carro é o que permite ver os trulli nos campos, as vilas brancas (Locorotondo, Cisternino, Ostuni), as masserias e as praias do Salento. Estradas: A14 de Bologna a Bari e Taranto; SS16 pela costa Bari–Lecce (cerca de 2 h); SS96 e SS99 Bari–Matera (cerca de 1 hora); SS172 pela Valle d'Itria. Sem pedágio na maior parte. Centros históricos com ZTL (zona de trânsito limitado), inclusive Matera (os Sassi são fechados a carros de fora; estacione nos parques da cidade alta), Lecce, Polignano e Alberobello. Alugue em Bari ou Brindisi.

Como circular em Matera

Os Sassi se andam a pé; a cidade alta (Piano) tem os hotéis, a estação FAL e os ônibus. Do centro ao Belvedere da Murgia, a pé pela trilha (1 hora) ou de carro (10 minutos); há micro-ônibus que descem aos Sassi. A Cripta del Peccato Originale fica a 14 km, sem transporte público: carro, táxi ou traslado combinado com a reserva. Visitas guiadas a pé saem da Piazza Vittorio Veneto.

Ingressos e reservas

Cripta del Peccato Originale: reserva obrigatória. Palombaro Lungo, igrejas rupestres (bilhete combinado), MUSMA, Palazzo Lanfranchi, Casa Grotta, Trullo Sovrano, Museo Faggiano, Santa Croce e campanário de Lecce (bilhete combinado): bilheteria no local, sem necessidade de reserva fora da alta temporada. Castello de Bari e Pinacoteca: no local. Os museus estatais não cobram no primeiro domingo do mês. As comunas cobram taxa de estadia por noite, paga na hospedagem. Confira a tabela atual.

Documentos e fuso horário para o brasileiro

A Itália está no espaço Schengen: o brasileiro entra com o passaporte válido, sem visto para turismo de até 90 dias. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Na entrada podem pedir passagem de volta, comprovante de onde vai ficar e meios para a estada; o seguro de viagem com cobertura médica é exigido para o espaço Schengen. Menores viajando sem os dois pais: confirme as exigências antes de ir. O fuso é o da Europa Central (CET): a Itália fica 4 horas à frente de Brasília no horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro, e 5 horas no resto do ano. A tomada é a de dois ou três pinos redondos, 230 V.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

De maio a junho e de setembro a outubro o clima costuma ser bom para andar a pé e para o mar. Julho e agosto são quentes e cheios, sobretudo em agosto, com as férias dos italianos. A temporada de praia costuma ir de junho a setembro. No inverno, de dezembro a fevereiro, o clima é ameno, mas parte do comércio do litoral fecha.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

De 5 a 7 dias permitem ver o essencial: 1 ou 2 dias em Bari, um dia entre Polignano a Mare e o litoral, um dia em Alberobello e no Valle d'Itria, 1 ou 2 dias em Lecce e 1 ou 2 dias em Matera. Com menos tempo, Bari serve de base para bate-voltas a Polignano, Alberobello e Matera.

Em que cidade se hospedar

Em Bari, o quartiere Murat, a parte moderna em ruas retas, fica perto da estação e da cidade velha; Bari Vecchia tem hospedagens nos casarões das ruelas. No litoral, Polignano a Mare e a vizinha Monopoli servem a quem quer mar. No Valle d'Itria há hospedagens em trulli em Alberobello e em masserie, antigas fazendas fortificadas do campo. Em Lecce, o centro histórico dentro das portas; em Matera, os Sassi ou a parte alta da cidade, junto à Piazza Vittorio Veneto.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Apúlia e Matera

Como chego à Apúlia saindo do Brasil?

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. O caminho mais comum é voar até Roma ou Milão e seguir em voo doméstico até Bari ou Brindisi. De Roma também há trens de alta velocidade até Bari Centrale, em cerca de 4 horas.

Quantos dias reservar para Apúlia e Matera?

Entre 5 e 7 dias. Assim dá para conhecer Bari, Polignano a Mare, Alberobello, Lecce e Matera sem correria. Com 3 ou 4 dias, o mais prático é ficar em Bari e fazer bate-voltas a Polignano, Alberobello e Matera.

Preciso alugar carro?

Não é obrigatório. Trens regionais ligam Bari a Polignano a Mare e a Lecce; Alberobello é atendida pela FS Sud Est, com trem ou ônibus; e Matera, pela Ferrovie Appulo Lucane. O carro ajuda a conhecer o Valle d'Itria e as masserie do campo. Os centros históricos têm ZTL, zona de trânsito limitado fechada para carros de fora: deixe o carro em estacionamento fora dela.

Qual a melhor época para ir?

Maio, junho, setembro e outubro costumam ter clima agradável e menos movimento que o auge do verão. Julho e agosto são quentes e lotados no litoral. Lembre que as estações são invertidas em relação ao Brasil e que a Itália fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época.

Dá para fazer bate-volta de Bari a Matera?

Dá. Matera fica a cerca de 65 km de Bari, na Basilicata. Os trens da Ferrovie Appulo Lucane saem de Bari e levam cerca de 1h30; também há ônibus. Quem tem carro faz o trajeto em pouco mais de 1 hora. Para ver os Sassi com calma, muita gente prefere dormir uma noite lá.

Dá para conhecer Polignano e Alberobello no mesmo dia?

Dá, sobretudo de carro: as duas ficam a cerca de 30 km uma da outra. De transporte público é possível, mas exige combinar o trem regional para Polignano com os trens e ônibus da FS Sud Est para Alberobello, que têm menos horários aos domingos. Confirme os horários antes de sair.

Conhecer outros destinos Buscar por região e cidade
Voltar
Cidade Turismo pelo mundo: Brasil Argentina Chile Colômbia Peru Uruguai Alemanha Bélgica Espanha França Grécia Holanda Irlanda Itália Portugal Reino Unido Suíça