As Ilhas Aran são três ilhas na entrada da baía de Galway, no oeste da Irlanda: Inis Mór, a maior, com cerca de 14 km de comprimento, Inis Meáin, no meio, e Inis Oírr, a menor e mais próxima de Clare. São a continuação do calcário do Burren, que aparece em placas nuas cortadas por fendas, e a paisagem é feita de campos pequenos separados por muros de pedra seca, que somados passam de milhares de quilômetros.
As ilhas são Gaeltacht: o irlandês é a língua do dia a dia, e as placas ficam só nessa língua. A população vive da pesca, da criação de gado, do turismo e do artesanato, e as ilhas deram nome à malha de lã de Aran, com os pontos trançados que cada família desenvolvia. A vida nas ilhas foi registrada por escritores como J. M. Synge e pelo filme Man of Aran, de 1934.
Inis Mór concentra os principais monumentos. Dún Aonghasa é um forte pré-histórico de pedra em semicírculo, construído na beira de uma falésia de cerca de 100 metros sobre o Atlântico. Há outros fortes, como Dún Eochla, no ponto mais alto da ilha, as ruínas monásticas das Sete Igrejas, a praia de areia de Kilmurvey e o Poll na bPéist, uma piscina natural retangular na rocha. O porto de Kilronan é a chegada dos barcos, com lojas, pubs e aluguel de bicicletas.
Para o brasileiro, Inis Mór é um bate-volta possível de Galway, com barco a partir de Rossaveal, mas uma noite na ilha permite ver os fortes sem os grupos do dia. Não se leva carro de visitante para as ilhas: o passeio é de bicicleta, micro-ônibus ou charrete. O vento é forte, e o mar pode suspender os barcos em qualquer época.
Este roteiro tem 1 cidade: Kilronan.