Dublin fica na costa leste da Irlanda, na foz do rio Liffey, que corta a cidade de oeste para leste e a divide em Northside e Southside. Fundada pelos vikings no século 9 e tomada pelos normandos no século 12, foi durante 700 anos o centro do domínio inglês na ilha, até a independência, em 1922. Hoje é a capital da República da Irlanda e a cidade onde chega a maior parte dos voos internacionais do país.
O centro histórico se faz a pé. Ao sul do rio ficam o Trinity College, com o Book of Kells e a Long Room da antiga biblioteca, o Castelo de Dublin, as catedrais de Christ Church e de São Patrício, o bairro de Temple Bar, a rua de pedestres Grafton Street e o parque St Stephen's Green, cercado de casas georgianas de portas coloridas. Na Kildare Street, o Museu Nacional guarda o ouro da Idade do Bronze e os corpos preservados nas turfeiras. A oeste, a Guinness Storehouse ocupa um antigo armazém da cervejaria de St James's Gate, e a prisão de Kilmainham conta a história da luta pela independência.
A beira do Liffey, no lado norte, os antigos armazéns das docas viraram escritórios e museus, como o EPIC, sobre a emigração irlandesa. O trem urbano DART segue pela baía e leva em meia hora ao porto pesqueiro de Howth, com trilhas no alto das falésias. Ao sul, a 50 km, o vale de Glendalough, nas montanhas de Wicklow, guarda um mosteiro do século 6 entre dois lagos e é o bate-volta mais procurado da capital.
Para o brasileiro, Dublin é porta de entrada e ponto de partida: daqui saem os trens e ônibus para Galway, Cork e Killarney. A cidade fala inglês, as placas têm também o irlandês, a moeda é o euro e o fuso fica 3 horas à frente de Brasília no inverno irlandês e 4 horas no verão. Chuva pode cair em qualquer mês, e a capa de chuva leve faz parte da mala o ano todo.
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