Maastricht

Limburgo

Maastricht

A cidade mais ao sul da Holanda, na fronteira com a Bélgica e a Alemanha: igrejas românicas, muralhas medievais, grutas na colina e vinhedos no Limburgo.

Sul

Na foto: Sint Servaasbrug, Maastricht

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Uma região para viver
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Maastricht fica no extremo sul da Holanda, espremida entre a Bélgica e a Alemanha, às margens do rio Maas. É a capital da província do Limburgo e uma das cidades mais antigas do país: nasceu onde a estrada romana entre Colônia e Tongeren cruzava o rio. Em 1992, o tratado assinado na cidade deu origem à União Europeia na forma atual e abriu caminho para o euro.

O centro se percorre a pé. O Vrijthof, a praça maior, reúne a Basiliek van Sint Servaas, considerada a igreja mais antiga ainda de pé na Holanda, e a Sint-Janskerk, de torre vermelha. Perto ficam a Onze Lieve Vrouwebasiliek, a livraria instalada numa igreja gótica do século 13, a Markt com a prefeitura do século 17 e a ponte Sint Servaasbrug, de pedra, sobre o Maas.

No sul do centro, o Jekerkwartier guarda trechos das muralhas e a Helpoort, a porta de cidade mais antiga do país. Logo adiante, a colina de Sint-Pietersberg esconde quilômetros de galerias abertas na rocha calcária, visitadas com guia, e o Fort Sint Pieter, de 1701. Sob a cidade, as Kazematten são túneis de defesa dos séculos 16 a 19.

O entorno é diferente do resto da Holanda: tem colinas, vales e vinhedos. Valkenburg aan de Geul, com castelo em ruínas e grutas, fica a uns 15 km, e o ponto onde se encontram as fronteiras de Holanda, Bélgica e Alemanha, em Vaals, a uns 30 km. Liège, na Bélgica, e Aachen, na Alemanha, ficam perto o bastante para um bate-volta.

Este roteiro tem 1 cidade: Maastricht.

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Onde fica Maastricht
Maastricht

Contornos: CBS/PDOK, Gebiedsindelingen 2024, CC BY 4.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Maastricht

✈ Amsterdam Airport Schiphol (AMS), em Haarlemmermeer · 215 km até Maastricht

✈ Eindhoven Airport (EIN), em Eindhoven · 95 km até Maastricht

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. Do aeroporto de Schiphol, que tem estação de trem dentro do terminal, a viagem até Maastricht leva cerca de 2h30; de Amsterdã, também cerca de 2h30. O aeroporto de Eindhoven fica a cerca de 95 km. A estação Maastricht fica a um quilômetro do Vrijthof.

A experiência do lugar

O que fazer em Maastricht

Maastricht · Limburgo · Praça

Vrijthof

A maior praça do centro de Maastricht, ladeada pela Basiliek van Sint Servaas e pela Sint-Janskerk, com mesas ao ar livre e palco das festas da cidade.

Conhecer Vrijthof

Maastricht · Limburgo · Igreja

Sint-Janskerk

Igreja gótica protestante ao lado da Basiliek van Sint Servaas, com a torre vermelha de 79 metros, a mais alta de Maastricht, que pode ser subida na temporada.

Conhecer Sint-Janskerk

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Para escolher antes de ir

Passeios em Maastricht

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Vrijthof, Sint-Servaasbasiliek e o tesouro da basílica

Sai de Vrijthof, centro de Maastricht a pé cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil

O Vrijthof é a praça principal de Maastricht: um retângulo largo com terraços de um lado e, do outro, duas igrejas lado a lado, a Sint-Servaasbasiliek e a Sint-Janskerk de torre vermelha. A basílica foi erguida sobre o túmulo de São Servácio, bispo do século IV, e por séculos recebeu peregrinos. Por dentro, o visitante percorre a nave românica, a cripta e o claustro. O tesouro (Schatkamer) fica anexo e tem ingresso pago à parte: ali estão o relicário de São Servácio, o busto do santo, outros relicários, fragmentos de tecidos da alta Idade Média e peças litúrgicas em metal precioso. O tesouro abre todos os dias, com fechamentos em alguns feriados e no carnaval. A praça em si é o ponto de encontro da cidade: em julho costuma receber os concertos ao ar livre de André Rieu, músico nascido em Maastricht, e em dezembro costuma abrigar uma feira de inverno com pista de patinação.

Passa por: Vrijthof, Sint-Servaasbasiliek, Schatkamer Sint Servaas, Sint-Janskerk.

Inclui: Praça do Vrijthof, interior da basílica, tesouro com relicários (ingresso pago à parte) e a fachada da Sint-Janskerk ao lado.

Dica: Faça a basílica e o tesouro de manhã e deixe os terraços da praça para o fim da tarde. Nas semanas de concerto de julho, a praça fica tomada pelo palco e pelas cadeiras.

Melhor época: O ano todo. De abril a outubro os terraços ficam cheios; em dezembro a praça recebe a feira de inverno.

Sint-Janskerk e a subida à torre vermelha

Sai de Vrijthof a pé cerca de 1 hora tarde moderada (escada estreita)

A Sint-Janskerk é a igreja gótica do século XIII que divide o Vrijthof com a basílica. Desde 1633 pertence à comunidade protestante da cidade. A torre, com cerca de 70 metros, é pintada de vermelho, uma tinta que protege a pedra calcária (mergel) da região. Como a igreja foi construída contra um declive, entra-se descendo uma escada. Por dentro, destaque para o órgão Binvignat de 1780, usado em concertos. A subida à torre é paga à parte e feita por escada estreita; lá de cima se vê o Vrijthof, os telhados do centro, o Mosa e as colinas do Heuvelland. A torre costuma abrir para subida da primavera ao outono, em dias úteis e sábados, e fecha quando a igreja está alugada para eventos; confira antes de ir.

Passa por: Sint-Janskerk, Vrijthof.

Inclui: Interior da igreja, órgão de 1780 e subida à torre com vista sobre a cidade (ingresso pago à parte).

Dica: Suba no fim da tarde, quando a luz bate nas fachadas do Vrijthof. Leve casaco leve: a escada da torre é ventilada.

Melhor época: Da primavera ao outono, quando a torre costuma estar aberta para subida.

Onze-Lieve-Vrouwebasiliek e Onze-Lieve-Vrouweplein

Sai de Onze-Lieve-Vrouweplein a pé cerca de 1 hora manhã fácil

A Onze-Lieve-Vrouwebasiliek fica na parte mais antiga de Maastricht, dentro do que foi o castelo romano tardio. As partes mais velhas são dos séculos XI e XII e o conjunto é considerado uma das construções românicas de referência do país. O westwerk, o bloco de entrada maciço com duas torres, reúsa grandes blocos de pedra romanos. Por dentro, a capela da Sterre der Zee (Estrela do Mar) guarda uma imagem de Maria do século XV, venerada há séculos; a capela vive cheia de velas acesas e é visitada por moradores todos os dias. Há um tesouro com relicários, prataria e paramentos antigos, com ingresso pago à parte. A praça em frente, a Onze-Lieve-Vrouweplein, é arborizada e cercada de terraços; ao lado começa o Stokstraatkwartier, com ruas de pedra entre as mais antigas da cidade e lojas de grife. Na praça Op de Thermen, perto dali, o desenho de uma terma romana aparece marcado no calçamento.

Passa por: Onze-Lieve-Vrouwebasiliek, Onze-Lieve-Vrouweplein, Capela Sterre der Zee, Stokstraatkwartier.

Inclui: Basílica românica, capela da Sterre der Zee, tesouro (ingresso pago à parte), praça com terraços e o Stokstraatkwartier.

Dica: Entre em silêncio na capela das velas: é um lugar de oração em uso. A praça é boa para um café no meio da manhã, antes de seguir ao Jekerkwartier.

Melhor época: O ano todo; os terraços da praça rendem mais de maio a setembro.

Boekhandel Dominicanen, a livraria na igreja

Sai de Dominicanerkerkstraat, ao lado do Vrijthof a pé cerca de 45 minutos tarde fácil

A dois passos do Vrijthof, a antiga igreja dos dominicanos, do século XIII, virou livraria em 2006. Depois que os frades saíram, com a ocupação francesa de 1794, o prédio serviu de estábulo de cavalaria, depósito, sala de concertos, salão de automóveis e até estacionamento de bicicletas. O projeto do escritório Merkx + Girod resolveu a falta de espaço com uma estante de aço de vários andares, encostada de forma assimétrica em um dos lados da nave; o visitante sobe pelas escadas da estante e vê a igreja de cima, com as pinturas do teto e das paredes. No fundo, onde ficava o altar, há um café com uma grande mesa em forma de cruz. Não cobra ingresso e é citada com frequência pela imprensa internacional como exemplo de reúso de igreja. Vende livros em holandês, inglês e outras línguas, além de papelaria e lembranças da cidade.

Passa por: Boekhandel Dominicanen, Dominicanerkerk.

Inclui: Visita à igreja-livraria, subida pela estante de aço e café no antigo coro.

Dica: Suba até o último andar da estante para a vista completa da nave. Procure a mesa em cruz do café e as pinturas medievais na parede do coro.

Melhor época: O ano todo; em dias de chuva é um bom abrigo.

Markt, Stadhuis e o mercado de quarta e sexta

Sai de Markt, centro de Maastricht a pé cerca de 1 hora e 30 minutos manhã fácil

A Markt é a segunda grande praça do centro, a poucos minutos do Vrijthof. No meio dela fica o Stadhuis, a prefeitura do século XVII, com torre e carrilhão. Às quartas e às sextas a praça costuma receber o mercado de rua, com barracas de frutas, queijos, peixe, flores, tecidos e roupas; o de sexta é o maior, com cerca de 400 barracas, e atrai gente da Bélgica e da Alemanha. Aos sábados, a Boschstraat, que sai da praça, costuma ter um mercado de antiguidades e usados. Nas ruas ao redor estão as lojas da cidade e o Mosae Forum, centro comercial moderno à beira do Mosa. Na esquina da Kleine Staat fica o Dinghuis, antigo tribunal do século XV, hoje a loja de informação turística, bom lugar para pegar mapas e reservar visitas guiadas. Prove na praça a vlaai, a torta de frutas típica de Limburgo, e o zoervleis, cozido de carne agridoce da região.

Passa por: Markt, Stadhuis van Maastricht, Dinghuis, Boschstraat, Mosae Forum.

Inclui: Praça da Markt, fachada do Stadhuis, mercado de rua nos dias de feira, Dinghuis e ruas de comércio.

Dica: Se puder escolher, chegue a Maastricht numa sexta de manhã: o mercado grande é um bom jeito de ver a cidade no dia a dia.

Melhor época: Quartas e sextas pela manhã, quando o mercado costuma funcionar; o ano todo.

Jekerkwartier, Helpoort e as muralhas no Stadspark

Sai de Onze-Lieve-Vrouweplein a pé cerca de 2 horas tarde fácil

O Jekerkwartier é o bairro ao sul do centro, cortado pelo riacho Jeker, que desce do Heuvelland e deságua no Mosa. É o canto mais tranquilo da cidade velha: casas estreitas, moinhos de água, prédios da universidade e trechos de muralha. A Helpoort, de cerca de 1229, é a porta de cidade mais antiga que sobrou na Holanda: duas torres redondas ligadas por uma passagem, com uma sacada de madeira em cima. Dentro funciona o pequeno museu das fortificações, aberto de quarta a domingo, que explica como a cidade foi cercada por três anéis de muros e de onde saem visitas guiadas pelas muralhas até o bastião De Vijf Koppen. Dali o caminho segue pelo Stadspark, parque que mistura o Jeker, canhões e restos da muralha medieval, com a Pater Vincktoren e o Faliezusterspark. Na Tapijnkazerne, antigo quartel, hoje há jardins e salas da universidade. Perto da Onze-Lieve-Vrouweplein fica a Bisschopsmolen, moinho de água que abriga uma padaria com forno à vista.

Passa por: Jekerkwartier, Helpoort, Stadspark, Pater Vincktoren, De Vijf Koppen, Bisschopsmolen, Tapijnkazerne.

Inclui: Bairro do Jeker, Helpoort e museu das fortificações (ingresso pago à parte), muralhas, Stadspark e moinhos de água.

Dica: O roteiro a pé pelo Jekerkwartier e Stokstraatkwartier da loja de turismo tem 3,8 km e cerca de 45 minutos; use-o como fio condutor e pare onde quiser.

Melhor época: De abril a outubro, com o parque verde; o Helpoort abre o ano todo de quarta a domingo.

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Grotten Noord e Fort Sint Pieter (Maastricht Underground)

Sai de Luikerweg 80, sopé da Sint-Pietersberg ônibus 12 ou a pé (20 a 30 minutos do centro) cerca de 1 hora por visita; 2 horas na combinação manhã ou tarde moderada (escuro, piso irregular)

A Sint-Pietersberg, a colina ao sul da cidade, foi escavada por séculos para tirar blocos de mergel, a pedra calcária amarela das casas da região. O resultado é um labirinto que já teve mais de 20 mil galerias. A visita às Grotten Noord é guiada, em holandês e inglês, dura cerca de 1 hora e 10 minutos e acontece todos os dias; o guia leva lanterna e mostra assinaturas e desenhos deixados pelos cortadores de pedra há centenas de anos, além de contar como a população se escondeu ali na guerra. Lá dentro fica escuro de verdade e a temperatura é de 9 a 10 graus o ano todo. No alto da colina está o Fort Sint Pieter, forte do início do século XVIII construído para defender a cidade; a visita guiada de cerca de 1 hora passa pelo poço, pelas seteiras e pela galeria dos canhões, e dá vista sobre Maastricht e o vale do Mosa. As duas visitas podem ser combinadas no mesmo ingresso. Há também as Grotten Zonneberg, no outro lado da colina, com visitas em datas avulsas; e as Kazematten, galerias subterrâneas de defesa perto do Tongerseplein.

Passa por: Grotten Noord, Fort Sint Pieter, Sint-Pietersberg, Grotten Zonneberg.

Inclui: Visita guiada às Grotten Noord e ao Fort Sint Pieter (ingresso pago à parte, reserve no site oficial), vista do forte.

Dica: Leve casaco mesmo no verão e calce tênis fechado. Reserve o horário com antecedência no site oficial, principalmente nos fins de semana; a bilheteria fica na Luikerweg 80.

Melhor época: O ano todo: a temperatura dentro da gruta não muda. Nos dias de chuva é um programa seguro.

Caminhada pela Sint-Pietersberg e a ENCI-groeve

Sai de Oog van Sint Pieter (Luikerweg) ou Lage Kanaaldijk a pé ou ônibus 12 até o início de 2 horas a meio dia dia inteiro ou tarde moderada (subidas e escadaria)

Além das grutas, a Sint-Pietersberg é uma reserva natural administrada pela Natuurmonumenten, com pastos calcários, ovelhas da raça Mergelland e cabras que mantêm a vegetação baixa. O ponto alto é a ENCI-groeve, a antiga pedreira de cimento: um buraco enorme de paredes claras onde já se acharam fósseis de mosassauro, o réptil marinho que leva o nome do Mosa. Há um mirante aberto do nascer ao pôr do sol e uma escadaria de 215 degraus que desce da entrada norte, na Luikerweg, até o fundo da pedreira; a parte mais funda ainda não é aberta ao público. Do lado sul, na Lage Kanaaldijk, fica D'n Observant, colina artificial feita com o entulho da pedreira, com um caminho em espiral até o mirante Ster van Maastricht, que olha para cinco direções, inclusive para a Bélgica. O roteiro circular sinalizado tem 10,8 km e passa pelo Fort Sint Pieter, pelos pastos, pela pedreira e pelo Observant; há versões mais curtas. É um passeio de campo a 20 minutos do centro da cidade.

Passa por: Sint-Pietersberg, ENCI-groeve, D'n Observant, Fort Sint Pieter, Lage Kanaaldijk.

Inclui: Trilhas sinalizadas, mirante da pedreira, escadaria para a ENCI-groeve e mirante de D'n Observant.

Dica: Combine com a visita ao forte e às grutas, que saem da mesma Luikerweg. Depois da chuva o calcário fica escorregadio; vá de tênis com sola boa.

Melhor época: De abril a outubro; em maio e junho os pastos calcários estão floridos e cheios de borboletas.

Sint Servaasbrug, Wyck e Céramique

Sai de Maaspromenade, margem oeste do Mosa a pé cerca de 2 horas tarde fácil

A Sint Servaasbrug, de 1280, é a ponte de pedra mais antiga em uso na Holanda. Liga o centro a Wyck, o bairro da margem leste do Mosa, e hoje é só para pedestres e ciclistas: é o lugar clássico para fotografar o rio com as torres das igrejas atrás. Em Wyck, a Rechtstraat é a rua principal, com casas dos séculos XVIII e XIX, pedras de fachada com nomes antigos, cafés, lojas de design e restaurantes; a Stationsstraat, com casarões do fim do século XIX, leva até a estação de trem. Ao sul de Wyck começa Céramique, bairro erguido nos anos 1990 no terreno da antiga fábrica de louça Société Céramique, que fechou por volta de 1980. Sobraram dois galpões da fábrica, entre eles a Bordenhal, hoje teatro. A Plein 1992 lembra o Tratado de Maastricht, assinado ali, que criou a União Europeia e a moeda única; no Centre Céramique ficam a biblioteca e o museu da cidade. Um pouco adiante, a Hoge Brug, passarela moderna, volta para o centro, e no fim da Avenue Céramique aparece a torre de zinco do Bonnefanten.

Passa por: Sint Servaasbrug, Wyck, Rechtstraat, Stationsstraat, Céramique, Plein 1992, Centre Céramique, Hoge Brug.

Inclui: Travessia da Sint Servaasbrug, ruas de Wyck, Plein 1992, prédios de Céramique e volta pela Hoge Brug.

Dica: Faça o circuito no fim da tarde e termine em um dos cafés da Rechtstraat. A Maaspromenade, na margem do centro, tem bancos de frente para a ponte.

Melhor época: O ano todo; de maio a setembro, com o rio movimentado de barcos.

Bonnefanten, o museu de Aldo Rossi à beira do Mosa

Sai de Avenue Céramique 250, bairro Céramique a pé (15 minutos da estação) ou ônibus cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil

O Bonnefanten é o museu de arte de Limburgo, num prédio de tijolo com uma torre em forma de foguete revestida de zinco, projeto do arquiteto italiano Aldo Rossi, inaugurado em 1995 à beira do Mosa. Por dentro, uma escadaria longa e reta sobe pelo eixo do edifício e distribui os andares. O primeiro andar é dos mestres antigos: pintura e escultura medievais e renascentistas do sul dos Países Baixos e da Itália, além de prataria e cerâmica de Maastricht. Os andares de cima são de arte moderna e contemporânea, com exposições temporárias que trocam várias vezes por ano, e há uma sala permanente dedicada ao próprio Rossi. O museu tem programa para crianças e um laboratório de atividades aberto todos os dias. Na saída, o Charles Eyckpark, em frente, desce até o rio e dá uma boa vista da cúpula da torre refletida na água. É o complemento natural de um passeio por Wyck e Céramique.

Passa por: Bonnefanten, Avenue Céramique, Charles Eyckpark.

Inclui: Coleção de mestres antigos, arte contemporânea, exposições temporárias e o prédio de Aldo Rossi (ingresso pago à parte).

Dica: Veja a programação no site oficial antes de ir: parte dos andares fecha por alguns dias na troca de exposição.

Melhor época: O ano todo; bom programa para dia de chuva.

Passeio de barco pelo Mosa com a Rederij Stiphout

Sai de Maaspromenade 58, entre a Sint Servaasbrug e a Wilhelminabrug a pé até o cais cerca de 50 minutos (volta curta) ou dia inteiro (Liège) tarde fácil

Os barcos da Rederij Stiphout saem do cais da Maaspromenade, na margem do centro, logo abaixo da Sint Servaasbrug. O passeio básico dura cerca de 50 minutos: desce o rio passando pela ponte, pela Onze-Lieve-Vrouwebasiliek, pelo Bonnefanten e pelo prédio do governo provincial, segue até a Sint-Pietersberg e dá meia-volta perto da eclusa de Ternaaien, já na fronteira com a Bélgica. Há comentário a bordo e bar. Em alguns dias da temporada a empresa faz também a viagem de dia inteiro até Liège (Luik, em holandês), na Bélgica: cerca de 3 horas de descida, passando pela eclusa de Ternaaien, com desnível de 15 metros, tempo livre na cidade e volta de barco no fim da tarde. Há ainda roteiros de cinco eclusas e panorâmicos. A temporada costuma ir da primavera ao outono, com mais saídas de maio a setembro; os horários mudam conforme o mês e o barco adaptado a cadeira de rodas nem sempre está em operação. Confira a programação e reserve no site oficial.

Passa por: Maaspromenade, Mosa, Sint Servaasbrug, Eclusa de Ternaaien, Liège.

Inclui: Passeio de barco com comentário; opção de dia inteiro até Liège em datas da temporada (ingresso pago à parte).

Dica: O embarque abre 20 minutos antes. A Maaspromenade fica fechada a carros boa parte do dia; vá a pé. Para Liège, leve passaporte: é outro país.

Melhor época: De maio a setembro, quando costuma haver mais saídas por dia.

Valkenburg aan de Geul: castelo, Fluweelengrot e Cauberg

Sai de Estação Maastricht (trem Arriva até Valkenburg, cerca de 12 minutos) trem Arriva e a pé meio dia a dia inteiro dia inteiro moderada (subida ao castelo)

Valkenburg aan de Geul fica a cerca de 12 minutos de trem de Maastricht, no vale do rio Geul, e é a cidade turística do Heuvelland. No alto de uma colina estão as ruínas do castelo do século XI, destruído em 1672 por ordem de Guilherme III: muros, torres e um panorama do vale. O castelo abre todos os dias, salvo Natal e Ano-Novo. Debaixo dele fica a Fluweelengrot, gruta de mergel visitada com guia: pinturas nas paredes, inscrições, esculturas na pedra e uma capela do período francês do século XVIII; a gruta fecha algumas semanas em novembro e dezembro para montar o mercado de Natal, que costuma funcionar de meados de novembro ao fim de dezembro, ali e na Gemeentegrot. O centro tem duas portas medievais, a Grendelpoort e a Berkelpoort, ruas de pedestres cheias de restaurantes e, no sábado, muita gente da Bélgica e da Alemanha. A Cauberg é a subida de 1,2 km que sai da cidade, famosa no ciclismo pela Amstel Gold Race; dá para subir a pé ou de bicicleta. No alto fica o Thermae 2000, complexo de banhos termais. Pelas trilhas sinalizadas, a caminhada entre vinhedos, pomares e bosques é a razão de muita gente passar o dia aqui.

Passa por: Valkenburg aan de Geul, Kasteelruïne Valkenburg, Fluweelengrot, Gemeentegrot, Cauberg, Thermae 2000, Grendelpoort.

Inclui: Ruínas do castelo e Fluweelengrot (ingressos pagos à parte), centro medieval, subida da Cauberg e trilhas do vale do Geul.

Dica: Compre o ingresso combinado castelo e gruta no site oficial. Evite o sábado se quiser calma: é o dia cheio. De novembro a dezembro, reserve com antecedência para os mercados de Natal nas grutas.

Melhor época: De abril a outubro para as trilhas; de meados de novembro ao fim de dezembro para os mercados de Natal nas grutas.

Bicicleta pelo Heuvelland e pelo Mergelland

Sai de Estação Maastricht (aluguel de bicicleta e OV-fiets) bicicleta (rede de pontos numerados, knooppunten) de 4 horas a dia inteiro dia inteiro moderada a difícil (subidas de 10 a 12%)

O sul de Limburgo é a única parte da Holanda com colinas de verdade, e a bicicleta é a forma local de conhecê-lo. A região usa a rede de knooppunten: placas com números em cada cruzamento, de modo que basta anotar a sequência de pontos e seguir. A Mergellandroute, roteiro sinalizado de cerca de 155 km, pode ser feita em trechos: o lado oeste passa por Valkenburg, pela casa escavada na rocha em Geulhem, pelas fazendas em quadra (carréboerderijen) de Cadier en Keer, pelo castelo de Mheer, pela torre de observação de Mesch, com vista até Liège, e por Eijsden, o vilarejo onde o Mosa entra na Holanda, com praça e estátua do cramignon, a dança tradicional. Há subidas fortes, de 10 a 12%, e descidas em que é preciso segurar o freio; quem não pedala com frequência pode escolher a bicicleta elétrica ou ficar nos trechos planos ao longo do Mosa, entre Maastricht e Eijsden, cerca de 10 km, por ciclovia asfaltada. Em abril e maio os pomares de maçã e cereja costumam estar em flor. Nos vilarejos, as padarias vendem a vlaai e os cafés têm cerveja da região.

Passa por: Heuvelland, Mergellandroute, Eijsden, Mesch, Cadier en Keer, Mheer, Geulhem, Valkenburg aan de Geul.

Inclui: Aluguel de bicicleta (pago à parte), rede de pontos numerados, trechos da Mergellandroute ou a ciclovia plana do Mosa até Eijsden.

Dica: A OV-fiets, a bicicleta da NS, é alugada na estação com cartão de transporte holandês; as lojas da cidade alugam elétricas e de passeio com cartão de crédito. Leve água: a sombra é pouca nos planaltos.

Melhor época: De abril a outubro; abril e maio com os pomares em flor, setembro com as vinhas carregadas.

Drielandenpunt em Vaals: três países em um ponto

Sai de Maastricht (ônibus Arriva 350 até Vaals, cerca de 45 minutos) ônibus e a pé (subida de cerca de 3 km) ou carro meio dia tarde moderada (subida até o alto)

No alto da Vaalserberg, a 322 metros, o ponto mais alto da parte europeia da Holanda, um marco no chão assinala o encontro das fronteiras da Holanda, da Bélgica e da Alemanha. O visitante dá uma volta no marco e passa pelos três países em alguns passos; até 1919 era um ponto de quatro fronteiras, com o minúsculo território de Moresnet Neutro. Do lado holandês há a Wilhelminatoren, torre panorâmica de 35 metros com elevador, piso de vidro e restaurante; do lado belga, a Boudewijntoren, de 50 metros. As duas têm ingresso pago à parte e temporada própria; confira antes de ir. Ao lado fica o labirinto de sebes, com jatos de água e uma torre no centro, aberto em geral de abril ao início de novembro; há brasserie, parque infantil e loja. Do pé da colina, em Vaals, a subida pelo bosque leva cerca de 45 minutos a pé. A cidade de Aachen, na Alemanha, fica a 5 km dali, o que permite emendar os dois passeios no mesmo dia.

Passa por: Drielandenpunt, Vaalserberg, Vaals, Boudewijntoren, Wilhelminatoren, Labirinto do Drielandenpunt.

Inclui: Marco das três fronteiras, torres panorâmicas e labirinto (ingressos pagos à parte, com temporada), caminhada no bosque da Vaalserberg.

Dica: O ônibus 350 sai da estação de Maastricht e segue até Aachen; desça em Vaals e suba a pé, ou use um táxi local nos dias de chuva. Leve passaporte: a torre belga e Aachen já são outro país.

Melhor época: De abril a outubro, quando o labirinto e as torres costumam estar abertos.

Liège (Bélgica): bate-volta de trem pelo Mosa

Sai de Estação Maastricht (trem direto até Liège-Guillemins, cerca de 33 minutos) trem cerca de 8 horas, com o trem dia inteiro moderada (escadaria de 374 degraus)

Liège, Luik em holandês, é a maior cidade da Valônia e fica rio abaixo, já na Bélgica. O trem direto da estação de Maastricht leva cerca de 33 minutos até Liège-Guillemins, a estação de vidro e aço branco projetada por Santiago Calatrava, que por si só vale a parada. Dali o centro fica a 20 minutos a pé ou alguns minutos de ônibus. A Place Saint-Lambert é o coração da cidade, com o Palais des Princes-Évêques, palácio dos príncipes-bispos que governaram Liège por séculos. Perto está a Montagne de Bueren, escadaria de 374 degraus de 1881 que sobe reta entre casas de tijolo até a antiga cidadela, com vista do vale do Mosa. Aos domingos de manhã costuma acontecer La Batte, mercado de rua de vários quilômetros ao longo do rio. O Grand Curtius reúne os museus de arqueologia, armas e artes decorativas num palácio à beira-rio. Prove o café liégeois, as gaufres (waffles) de Liège e os boulets à la liégeoise, almôndegas com molho agridoce. É outro país: leve o passaporte, e o idioma muda do holandês para o francês.

Passa por: Liège-Guillemins, Montagne de Bueren, Place Saint-Lambert, Palais des Princes-Évêques, La Batte, Grand Curtius.

Inclui: Trem direto, estação de Calatrava, centro histórico, escadaria da Montagne de Bueren e mercado La Batte aos domingos.

Dica: Vá num domingo para pegar o mercado La Batte e volte no meio da tarde. Há também a opção de descer de barco com a Rederij Stiphout e voltar de trem.

Melhor época: O ano todo; domingo é o dia do mercado.

Aachen (Alemanha): a catedral de Carlos Magno

Sai de Estação Maastricht (trem Arriva via Heerlen, cerca de 1 hora; ou ônibus 350) trem ou ônibus cerca de 8 horas, com o trem dia inteiro fácil

Aachen (Aquisgrão), fica a cerca de 35 km de Maastricht, do outro lado da fronteira alemã. O trem regional da Arriva sai da estação de Maastricht de hora em hora, passa por Valkenburg e Heerlen e chega à Aachen Hauptbahnhof em cerca de 1 hora; o ônibus 350 faz o trajeto por Vaals. A razão da viagem é a catedral: Carlos Magno construiu ali, por volta do ano 800, a capela palatina, um octógono de mármore e mosaicos dourados que é o coração do prédio, e foi enterrado nela em 814. Trinta reis alemães foram coroados ali ao longo de 600 anos. O coro gótico, com vitrais altos, e o trono de pedra do imperador só se veem com visita guiada, vendida no posto de informação ao lado. O tesouro da catedral, com o busto de ouro de Carlos Magno e a cruz de Lotário, fica num prédio vizinho, com ingresso pago à parte. A catedral foi o primeiro bem alemão inscrito pela UNESCO. Ao redor, o Rathaus (prefeitura) ocupa o lugar do palácio carolíngio, e as fontes termais, como a Elisenbrunnen, lembram que a cidade é estância de águas desde os romanos. Prove as Printen, biscoitos de especiarias locais. Leve passaporte: é outro país.

Passa por: Aachener Dom, Domschatzkammer, Rathaus Aachen, Elisenbrunnen, Aachen Hauptbahnhof.

Inclui: Trem ou ônibus regional, catedral com a capela palatina, tesouro (ingresso pago à parte), centro histórico de Aachen.

Dica: Chegue antes da hora do almoço para a visita guiada ao coro e ao trono; de tarde a catedral costuma ter missas que fecham parte do prédio. O Natal tem um mercado tradicional em torno da catedral, que costuma funcionar do fim de novembro a 23 de dezembro.

Melhor época: O ano todo; de fim de novembro a dezembro com o mercado de Natal.

Tongeren (Bélgica): a cidade romana e o Gallo-Romeins Museum

Sai de Maastricht (ônibus belga De Lijn 62) ou trem via Liège ônibus ou trem meio dia a dia inteiro dia inteiro fácil

Tongeren, a 20 km a oeste de Maastricht, é a cidade mais antiga da Bélgica: foi a Atuatuca Tungrorum dos romanos, capital de província no século I. No centro, a Grote Markt tem a estátua de Ambiorix, o chefe gaulês que derrotou uma legião de César, e a Onze-Lieve-Vrouwebasiliek, gótica, com torre alta e um tesouro de arte sacra medieval. Ainda sobram trechos da muralha romana do século II nos arredores do centro. O Gallo-Romeins Museum, moderno e interativo, conta a vida na região do neandertal ao início da Idade Média, com reconstruções de rostos de pessoas da época romana na entrada; fecha às segundas. Aos domingos de manhã a cidade costuma receber um grande mercado de antiguidades e brechó, com centenas de barracas nas ruas. O ônibus da De Lijn, empresa belga, liga Maastricht a Tongeren pela estrada de Tongeren (Tongerseweg); confira o tempo e o ponto de embarque no planejador de viagem, porque a linha muda de ponto conforme o horário. Leve passaporte: é outro país. Pode-se combinar com Liège, que tem trem direto para Tongeren.

Passa por: Tongeren, Gallo-Romeins Museum, Onze-Lieve-Vrouwebasiliek van Tongeren, Muralha romana de Tongeren, Estátua de Ambiorix.

Inclui: Centro romano e medieval, Gallo-Romeins Museum (ingresso pago à parte), basílica e, aos domingos, o mercado de antiguidades.

Dica: Domingo é o dia: mercado de antiguidades de manhã e museu à tarde, quando abre até o início da noite. Segunda o museu fecha.

Melhor época: O ano todo; aos domingos pelo mercado de antiguidades.

Dia a dia

Roteiro de 1, 2 e 3 dias em Maastricht

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

1 dias · Maastricht em um dia: centro histórico e grutas

Para Quem vem de Amsterdã ou de Eindhoven só pelo dia, ou está de passagem entre Holanda e Bélgica. · Base em Centro de Maastricht (chegada pela estação, a 10 minutos a pé do Vrijthof)
  1. Dia 1 · Vrijthof, basílicas, Jekerkwartier e Grotten Noord

    De manhã, Vrijthof, Sint-Servaasbasiliek e o tesouro da basílica; depois a Boekhandel Dominicanen, ao lado, e a Markt com o Stadhuis (em dia de quarta ou sexta, o mercado). Almoço na Onze-Lieve-Vrouweplein e visita à Onze-Lieve-Vrouwebasiliek. À tarde, Jekerkwartier, Helpoort e as muralhas no Stadspark e, pelo ônibus 12 ou a pé, a visita guiada às Grotten Noord e ao Fort Sint Pieter, reservada com antecedência. Volte pela Sint Servaasbrug e feche o dia em Wyck, perto da estação.

2 dias · Maastricht em dois dias: cidade e Sint-Pietersberg ou Valkenburg
Para Quem dorme uma noite na cidade e quer ver o centro com calma e um passeio fora dele. · Base em Centro de Maastricht ou Wyck
  1. Dia 1 · Centro histórico, Mosa e Wyck

    Manhã no Vrijthof com a Sint-Servaasbasiliek e o tesouro, a subida à torre da Sint-Janskerk e a Boekhandel Dominicanen. Markt e Stadhuis antes do almoço. À tarde, Onze-Lieve-Vrouwebasiliek, Stokstraatkwartier, Jekerkwartier com Helpoort e Stadspark. No fim da tarde, passeio de barco de 50 minutos pelo Mosa com a Rederij Stiphout, conforme a temporada, e travessia da Sint Servaasbrug para jantar em Wyck.

  2. Dia 2 · Grutas e forte, ou Valkenburg

    Opção A: manhã com a visita guiada às Grotten Noord e ao Fort Sint Pieter, seguida da caminhada pela Sint-Pietersberg até a ENCI-groeve e D'n Observant; à tarde, Bonnefanten e Céramique. Opção B: trem de 12 minutos até Valkenburg aan de Geul, ruínas do castelo, Fluweelengrot, centro medieval e subida da Cauberg; volta no fim da tarde para a Markt e as últimas compras. Quem vai embora de trem no mesmo dia deixa a mala no armário da estação.

3 dias · Maastricht em três dias: cidade, Heuvelland e um país vizinho
Para Quem faz de Maastricht uma base no sul e quer incluir Valkenburg, as três fronteiras e um bate-volta à Bélgica ou à Alemanha. · Base em Centro de Maastricht ou Wyck, perto da estação
  1. Dia 1 · Chegada e centro histórico

    Chegando de Schiphol pela manhã, o Intercity deixa em Maastricht no início da tarde. Deixe a mala e comece pelo Vrijthof: Sint-Servaasbasiliek e tesouro, Boekhandel Dominicanen e Markt. No fim da tarde, Onze-Lieve-Vrouweplein, Stokstraatkwartier e um primeiro contato com o Jekerkwartier. Jante no centro e durma cedo para vencer o fuso.

  2. Dia 2 · Sint-Pietersberg e o Mosa

    Manhã com a visita guiada às Grotten Noord e ao Fort Sint Pieter e a caminhada pela Sint-Pietersberg até a ENCI-groeve. Almoço no centro. À tarde, Helpoort e as muralhas no Stadspark, depois Sint Servaasbrug, Wyck e Céramique com o Bonnefanten. Passeio de barco pelo Mosa no fim da tarde, conforme a temporada.

  3. Dia 3 · Valkenburg e Drielandenpunt, ou Liège, ou Aachen

    Escolha um dia fora. Opção Heuvelland: trem até Valkenburg aan de Geul de manhã (castelo, Fluweelengrot, Cauberg) e, à tarde, ônibus 350 até Vaals para o Drielandenpunt. Opção Bélgica: trem de 33 minutos até Liège, Montagne de Bueren e, se for domingo, mercado La Batte. Opção Alemanha: trem de 1 hora até Aachen para a catedral de Carlos Magno e o tesouro. Em qualquer uma, leve o passaporte e volte para um último jantar em Maastricht.

Melhor época

Quando ir: Maastricht mês a mês

De maio a setembro os dias são longos e as praças ficam cheias de mesas ao ar livre; o verão vai de junho a agosto. Outono e primavera têm menos gente, com frio moderado e chuva frequente. De meados de novembro ao fim de dezembro costumam funcionar os mercados de Natal, inclusive nas grutas de Valkenburg. O Carnaval, em fevereiro ou março, toma as ruas da cidade.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva média

Inverno pleno · Cidade sem filas

Janeiro é inverno no hemisfério norte: máximas em torno de 6 graus e mínimas perto de zero, com dias curtos e céu fechado na maior parte do tempo. Neve é possível, mas não dura. As grutas e os museus seguem abertos; o barco e as torres do Drielandenpunt ficam na pausa de inverno. É o mês mais vazio do ano, bom para ver as igrejas e o Bonnefanten sem filas.

Fevereiro Chuva média

Carnaval · Frio seco

Ainda inverno, com máximas de cerca de 7 graus e mínimas perto de 1. Em fevereiro ou no início de março Maastricht costuma viver seu carnaval (Vastelaovend), três dias de desfiles e fantasias que tomam o centro; o tesouro da basílica e alguns museus fecham nesses dias. Fora do carnaval, a cidade é calma e os passeios de centro e grutas funcionam normalmente.

Março Chuva média

TEFAF · Início da primavera

Março é a virada para a primavera: máximas de cerca de 11 graus, mínimas de 3, dias já mais longos. Em meados do mês costuma acontecer a TEFAF, feira internacional de arte e antiguidades que lota a cidade e os hotéis por uma semana. No fim do mês a torre da Sint-Janskerk costuma reabrir para subida.

Abril Chuva baixa

Pomares em flor · Mês mais seco

Abril é o mês menos chuvoso do ano, com máximas em torno de 15 graus e mínimas de 5. É primavera no hemisfério norte: os pomares do Heuvelland costumam florir, o labirinto do Drielandenpunt e os barcos abrem a temporada e os terraços voltam às praças. No dia 27 o país costuma celebrar o Dia do Rei, com festa nas ruas. Bom mês para bicicleta e caminhada.

Maio Chuva média

Pastos floridos · Temporada de barcos

Maio tem máximas de cerca de 19 graus e mínimas de 9, com muito sol. Os pastos calcários da Sint-Pietersberg ficam floridos e cheios de borboletas; é um bom mês para o Heuvelland de bicicleta. Os barcos pelo Mosa já operam com mais saídas e os terraços estão cheios. Fins de semana com feriado (Ascensão e Pentecostes) trazem muitos belgas e alemães.

Junho Chuva média

Verão começa · Dias longos

Junho abre o verão no hemisfério norte: máximas por volta de 22 graus, mínimas de 12 e claridade até perto das 22 horas. Chuva em pancadas, em geral curtas. É um bom mês para Valkenburg, Drielandenpunt e os passeios ao ar livre, com todas as temporadas em andamento e menos gente que em julho.

Julho Chuva alta

Concertos no Vrijthof · Férias

Julho é o mês mais quente, com máximas de cerca de 24 graus e mínimas de 14; dias de 30 graus acontecem. Chove mais, em pancadas de verão. O Vrijthof costuma receber os concertos de André Rieu em várias noites do mês, e a cidade fica cheia: reserve hospedagem e grutas com antecedência. As férias escolares holandesas e alemãs começam e o Heuvelland fica movimentado.

Agosto Chuva alta

Mês mais chuvoso · Verão cheio

Agosto segue quente, máximas de cerca de 23 graus e mínimas de 13, mas é o mês mais chuvoso do ano em volume, com tempestades de fim de tarde. Ainda assim há muito sol entre as pancadas. É alta temporada em Valkenburg e nos vilarejos; as férias de verão deixam a cidade com ar de festa e os barcos pelo Mosa com saídas frequentes.

Setembro Chuva média

Outono suave · Vinhas carregadas

Setembro é o início do outono no hemisfério norte: máximas em torno de 20 graus, mínimas de 11, com menos chuva que no verão e luz bonita sobre as colinas. As vinhas do Heuvelland estão carregadas e a bicicleta rende bem. O movimento cai depois da primeira semana, com as escolas de volta, e os terraços continuam abertos.

Outubro Chuva média

Folhas coloridas · Fim das temporadas

Outubro tem máximas de cerca de 15 graus e mínimas de 7, com os bosques da Sint-Pietersberg e do Heuvelland mudando de cor. É o último mês da temporada da torre da Sint-Janskerk e do labirinto do Drielandenpunt, e os barcos reduzem as saídas. Leve casaco e capa de chuva; as grutas, a 10 graus, pedem o mesmo agasalho de sempre.

Novembro Chuva média

Mercados de Natal nas grutas · Dias curtos

Novembro é cinza e úmido, com máximas de cerca de 10 graus e mínimas de 4, e escurece antes das 17 horas. A Fluweelengrot de Valkenburg fecha por algumas semanas para montar o mercado de Natal, que costuma abrir em meados do mês nas grutas, atraindo muita gente nos fins de semana. No dia 11, às 11h11, o carnaval de Maastricht costuma ter sua abertura oficial. Museus e livraria são bons abrigos.

Dezembro Chuva alta

Magisch Maastricht · Inverno

Dezembro é inverno: máximas em torno de 6 graus, mínimas de 1 e o mês mais chuvoso do segundo semestre, com neve ocasional. O Vrijthof costuma receber a feira de inverno Magisch Maastricht, com roda-gigante, pista de patinação e barracas, de fim de novembro ao início de janeiro; Valkenburg e Aachen têm seus mercados de Natal. Dia 25 e 1º de janeiro quase tudo fecha; o tesouro da basílica fecha no Natal.

Planeje o caminho

Como chegar: Maastricht

De avião, do Brasil

Há voo direto de São Paulo e do Rio de Janeiro para Amsterdã; de outras cidades brasileiras, conexão em São Paulo, no Rio ou em outra cidade europeia; confirme antes de comprar. O voo é noturno e dura cerca de 11 h 30, com chegada ao aeroporto de Schiphol (AMS) pela manhã. A estação de trem fica debaixo do terminal, e de lá o Intercity leva cerca de 2 h 30 até Maastricht. Outra possibilidade é voar com conexão em outra cidade europeia até Bruxelas ou Eindhoven e seguir de trem; de Bruxelas são cerca de 2 h com baldeação em Liège-Guillemins, de Eindhoven cerca de 1 h direto.

De trem, de Schiphol, Amsterdã e Utrecht

A NS opera o Intercity entre Amsterdam Centraal e Maastricht duas vezes por hora, com parada em Utrecht Centraal, 's-Hertogenbosch e Eindhoven Centraal; a viagem de Amsterdã leva cerca de 2 h 30 e a de Utrecht cerca de 2 h. De Schiphol Airport, a viagem total é de cerca de 2 h 30, direta ou com uma baldeação em Utrecht Centraal, conforme o horário. Os trens chegam à estação Maastricht, em Wyck, a 10 minutos a pé do centro. Não é preciso reservar lugar: compra-se o bilhete nas máquinas ou paga-se por aproximação com cartão (OVpay) ao entrar e sair. Confira os horários no planejador da NS.

De trem, da Bélgica e da Alemanha

Maastricht fica a meia hora da Bélgica: o trem de Liège-Guillemins, operado pela NMBS belga em parceria com a Arriva e a NS, é direto e leva cerca de 33 minutos, com paradas em Visé, Eijsden e Maastricht Randwyck. Quem vem de Bruxelas (Brussel-Zuid/Bruxelles-Midi) troca de trem em Liège-Guillemins; a viagem total leva cerca de 2 h. Da Alemanha, o trem regional da Arriva liga Aachen Hauptbahnhof a Maastricht de hora em hora, em cerca de 1 hora, passando por Heerlen e Valkenburg. De Paris ou Londres, o Eurostar chega a Bruxelas e dali segue-se por Liège. Em todos os casos, o bilhete internacional pode ser comprado nos sites das ferrovias belga, holandesa ou alemã.

De carro

De Amsterdã, a rodovia A2 vai direto até Maastricht: cerca de 215 km por Utrecht, 's-Hertogenbosch e Eindhoven, em torno de 2 h 30 sem trânsito. De Bruxelas, cerca de 120 km pelas E40 e E313 ou E25, por Liège. De Colônia, cerca de 110 km pela A4 alemã até Aachen e depois pela A76/A2 holandesa. O centro histórico é em boa parte fechado a carros ou de velocidade reduzida, com estacionamento pago nas garagens Vrijthof, Mosae Forum e Sphinx e poucas vagas de rua; o mais prático é deixar o carro numa garagem ou num estacionamento P+R na entrada da cidade e andar a pé. Para o Heuvelland, Valkenburg e Drielandenpunt o carro ajuda; para a cidade em si, não é preciso.

Como circular em Maastricht e na região

O centro de Maastricht se faz a pé: da estação ao Vrijthof são 15 minutos pela Sint Servaasbrug. Os ônibus urbanos e regionais são da Arriva e saem da estação; o ônibus 12 sobe até a Sint-Pietersberg e as grutas, o 350 vai a Vaals e Aachen. Os trens regionais da Arriva ligam Maastricht a Valkenburg (cerca de 12 minutos), Heerlen e Aachen; o trem para Liège é da NMBS. Paga-se por aproximação com cartão de crédito ou débito (OVpay), encostando no leitor ao entrar e ao sair, ou com o OV-chipkaart; não é preciso comprar bilhete de papel nos ônibus. A bicicleta é o jeito local de ir ao Heuvelland: a OV-fiets é alugada na estação e as lojas do centro alugam modelos comuns e elétricos. Para planejar qualquer trajeto, use o planejador 9292, que cobre trem, ônibus e integrações.

Documentos

O brasileiro entra na Holanda com o passaporte; as exigências podem mudar: confirme antes de viajar. A Holanda, a Bélgica e a Alemanha fazem parte do espaço Schengen, então os bate-voltas a Liège, Tongeren e Aachen não têm controle de fronteira, mas a polícia pode pedir documento no trem ou no ônibus: leve sempre o passaporte. Guarde o comprovante do hotel e da passagem de volta, que podem ser pedidos na chegada em Schiphol.

Fuso horário

Maastricht segue a hora da Europa Central (CET), com horário de verão do fim de março ao fim de outubro. A diferença para Brasília é de 4 h ou 5 h a mais, conforme a época do ano. Na prática, o voo noturno que sai do Brasil à noite chega a Amsterdã pela manhã do dia seguinte, e o Intercity deixa o viajante em Maastricht por volta do meio-dia. As lojas do centro costumam abrir mais tarde às segundas e os museus em geral fecham às segundas; confira a programação de cada lugar.

Ingressos e taxas

As igrejas não cobram ingresso, mas os tesouros da Sint-Servaasbasiliek e da Onze-Lieve-Vrouwebasiliek, a subida à torre da Sint-Janskerk e o museu da Helpoort têm ingresso pago à parte, vendido no local. As visitas às Grotten Noord, às Grotten Zonneberg, ao Fort Sint Pieter e às Kazematten são sempre guiadas e devem ser reservadas no site oficial do Maastricht Underground, com horário marcado. O Bonnefanten, as ruínas do castelo e a Fluweelengrot de Valkenburg, as torres e o labirinto do Drielandenpunt e o barco pelo Mosa também são pagos; confira a tabela atual em cada site.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

De maio a setembro os dias são longos e as praças ficam cheias de mesas ao ar livre; o verão vai de junho a agosto. Outono e primavera têm menos gente, com frio moderado e chuva frequente. De meados de novembro ao fim de dezembro costumam funcionar os mercados de Natal, inclusive nas grutas de Valkenburg. O Carnaval, em fevereiro ou março, toma as ruas da cidade.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Um dia dá para o centro: Vrijthof, igrejas, livraria, Markt, ponte e muralhas. Com dois dias entram as grutas da Sint-Pietersberg, o Fort Sint Pieter e um museu. Com três ou quatro dias, sobra tempo para Valkenburg, o ponto das três fronteiras em Vaals e um bate-volta a Liège ou Aachen.

Em que cidade se hospedar

O centro histórico, entre o Vrijthof e a Markt, deixa quase tudo a pé e tem ruas de pedestres com lojas e restaurantes. O Jekerkwartier, ao sul, é mais calmo, com ruas antigas junto às muralhas e ao riacho Jeker. Do outro lado do rio, Wyck fica perto da estação e a poucos minutos a pé da ponte Sint Servaasbrug; ao lado, o bairro Céramique, mais moderno, fica junto ao Bonnefanten.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Maastricht

Como chego a Maastricht saindo do Brasil?

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. O caminho mais comum é desembarcar em Schiphol, o aeroporto de Amsterdã, e seguir de trem: a estação fica dentro do terminal e a viagem até Maastricht leva cerca de 2h30. O transporte holandês aceita pagamento por aproximação com cartão (OVpay); confirme se o seu cartão funciona antes de viajar.

Dá para fazer um bate-volta de Amsterdã a Maastricht?

Dá, mas cansa: são cerca de 2h30 de trem em cada sentido, o que deixa cinco horas do dia dentro do vagão. Funciona para ver o centro histórico com pressa. Uma noite na cidade rende bem mais e permite incluir as grutas da Sint-Pietersberg ou Valkenburg.

Quantos dias reservar para Maastricht?

Dois dias cobrem o centro, as igrejas, as muralhas, uma visita às grutas ou às casamatas e um museu. Com três ou quatro dias, dá para somar Valkenburg aan de Geul, o ponto das três fronteiras em Vaals e um passeio a Liège, na Bélgica, ou a Aachen, na Alemanha.

Preciso de carro em Maastricht?

Na cidade, não: o centro se faz a pé e há ônibus urbanos. Valkenburg tem estação de trem. O carro ajuda para o ponto das três fronteiras em Vaals, para os vinhedos e para as colinas do sul do Limburgo, mas também há ônibus regionais; confirme os horários.

Qual a melhor época para visitar Maastricht?

De maio a setembro os dias são longos e as praças ficam animadas; no verão (junho a agosto) há concertos e eventos no Vrijthof. De meados de novembro ao fim de dezembro costumam funcionar os mercados de Natal, na cidade e nas grutas de Valkenburg. Leve casaco e guarda-chuva em qualquer mês: o tempo muda rápido.

Dá para conhecer a Bélgica e a Alemanha saindo de Maastricht?

Dá. Liège, na Bélgica, fica a cerca de meia hora de trem, e Aachen, na Alemanha, a menos de uma hora, de trem ou ônibus. São bons bate-voltas para quem fica três dias ou mais. Confirme horários e leve o passaporte.

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