Scheveningen: praia, Pier e Kurhaus
Sai de Den Haag Centraal bonde 9 ou 1, cerca de 20 minutos meio dia tarde fácil
Scheveningen é o bairro de praia de Den Haag (Haia), a 15 minutos de bonde do centro. A faixa de areia tem cerca de um quilômetro, com o Kurhaus, hotel do século XIX com cúpula e salão de festas, como marco do calçadão. Em frente ficam os quiosques e restaurantes de praia, e um pouco ao norte avança sobre o mar a De Pier, com roda-gigante no final. Ao sul está o porto, Scheveningen Haven, com restaurantes de peixe e o Museu Marítimo. No verão a praia enche de banhistas e as escolas de surfe trabalham no trecho central; no inverno é lugar de caminhada com vento, com os cafés abertos. A rua Keizerstraat, atrás do calçadão, guarda o lado de vila de pescadores. O Sea Life, aquário ao lado do Pier, é opção com crianças em dia de chuva.
Passa por: Scheveningen, Kurhaus, De Pier, Strandweg, Scheveningen Haven, Keizerstraat.
Inclui: Passeio livre. Roda-gigante, Sea Life e Museu Marítimo cobram ingresso à parte.
Dica: Leve corta-vento mesmo no verão: o vento do Mar do Norte é constante. Para ver o pôr do sol, fique no calçadão norte, mais tranquilo. O bonde 11 vai até o porto.
Melhor época: Junho a setembro para praia; o ano inteiro para caminhar.
Madurodam
Sai de Den Haag Centraal bonde 9, cerca de 15 minutos cerca de 3 horas manhã fácil
Madurodam é um parque de miniaturas com os lugares mais conhecidos da Holanda em escala reduzida: os canais de Amsterdã com bicicletas encostadas nas pontes, o porto de Roterdã com navios que se movem, as casas-cubo, o Binnenhof, moinhos, aeroporto e trens que circulam de verdade. Há também atrações cobertas que contam a luta contra a água, a Companhia das Índias e a origem holandesa de Nova York. Fica entre o centro e Scheveningen, e o nome homenageia George Maduro, estudante de Curaçao morto na Segunda Guerra. É um programa que funciona para adultos e crianças, e dá uma ideia geral do país em pouco tempo.
Passa por: Madurodam, George Maduroplein.
Inclui: Entrada no parque e nas atrações cobertas; ingresso pago à parte.
Dica: Compre o ingresso no site e vá na abertura, antes das excursões escolares. Combine com Scheveningen na mesma tarde: o bonde 9 segue até a praia.
Melhor época: Abril a outubro, com dias longos e menos chuva; abre o ano inteiro.
Delft a pé: Markt, canais e Oostpoort
Sai de estação Delft a pé meio dia manhã fácil
Delft fica a cerca de 15 minutos de trem de Den Haag (Haia) e é uma cidade de canais compacta, quase toda fechada para carros. O centro é a Markt, praça com a Nieuwe Kerk numa ponta e o Stadhuis, a prefeitura renascentista, na outra; às quintas-feiras a praça recebe o mercado semanal, com flores, queijos e peixe. Dali siga pelo Oude Delft, o canal mais antigo, com casas de fachadas estreitas e pontes de pedra, até a Oude Kerk, de torre inclinada. A Beestenmarkt, praça arborizada de bares, é a parada para um café. Ande até a Oostpoort, única porta remanescente das oito que a muralha medieval tinha, com duas torres de ponta fina à beira do canal, que lembra a Porta de Roterdã que aparece na Vista de Delft, de Vermeer. A cidade é do pintor e da cerâmica azul: os dois temas aparecem em placas de rua, lojas e fachadas.
Passa por: Markt, Stadhuis, Nieuwe Kerk, Oude Delft, Beestenmarkt, Oostpoort, Voldersgracht.
Inclui: Caminhada livre; igrejas e museus cobram entrada à parte.
Dica: Vá numa quinta-feira para pegar o mercado na Markt. Saindo da estação, o centro fica a 10 minutos a pé; o bonde 1 da HTM também liga Den Haag a Delft e para perto do centro.
Melhor época: Abril a outubro; o mercado de quinta acontece o ano todo.
Nieuwe Kerk e Oude Kerk de Delft, com subida à torre
Sai de estação Delft a pé, cerca de 10 minutos cerca de 2 horas manhã moderada
As duas igrejas de Delft se visitam com o mesmo ingresso. A Nieuwe Kerk, na Markt, é a igreja da família real holandesa: no coro fica o mausoléu de mármore de Guilherme de Orange, fundador da dinastia, e embaixo dele a cripta onde os Orange-Nassau são sepultados desde o século XVI (a cripta não abre ao público). A torre tem 108,75 metros e pode ser subida por 376 degraus até cerca de 85 metros; em dia claro a vista alcança Rotterdam (Roterdã) e Den Haag (Haia). A subida é estreita e sem elevador, só para quem tem preparo e sem medo de altura, e fecha com mau tempo. A Oude Kerk, do outro lado do centro, é a mais antiga da cidade, com torre inclinada por ter sido erguida sobre um antigo fosso. Dentro estão os túmulos de Johannes Vermeer, do cientista Antoni van Leeuwenhoek e do almirante Piet Hein, além de vitrais modernos.
Passa por: Nieuwe Kerk, Oude Kerk, Markt, Oude Delft.
Inclui: Entrada nas duas igrejas com um só ingresso; a subida à torre é paga à parte.
Dica: Aos domingos as igrejas têm culto e a visita fica limitada; prefira dias de semana. Leve calçado firme para a torre e deixe a mochila no armário da loja.
Melhor época: Abril a outubro para a torre, com menos vento e dias claros.
Royal Delft, a fábrica da cerâmica azul
Sai de estação Delft a pé, cerca de 20 minutos, ou ônibus cerca de 2 horas tarde fácil
A Royal Delft (De Koninklijke Porceleyne Fles) é a fábrica de cerâmica azul de Delft fundada em 1653, a mais antiga ainda em atividade. A visita passa pelo museu, que conta como a louça holandesa imitou a porcelana chinesa e virou produto próprio, e pelo ateliê, onde os pintores trabalham à vista do público, com pincel fino e tinta que só fica azul depois do forno. No pátio e nas galerias há peças grandes, como painéis de azulejos e vasos de encomenda real. Terminada a visita, a loja vende desde azulejos avulsos até serviços completos; peças com a marca da fábrica no fundo são as originais. Há oficinas em que o visitante pinta o próprio azulejo, com reserva.
Passa por: Royal Delft, Rotterdamseweg.
Inclui: Museu e ateliê com áudio-guia; ingresso pago à parte. Oficina de pintura à parte, com reserva.
Dica: Fica fora do centro, no caminho para o campus da TU Delft; vale ir de bicicleta ou ônibus. Confira no site a tabela e os horários do ateliê antes de ir, para ver os pintores trabalhando.
Melhor época: O ano inteiro.
Vermeer Centrum Delft
Sai de estação Delft a pé, cerca de 10 minutos cerca de 1 hora tarde fácil
Johannes Vermeer nasceu, viveu e morreu em Delft, e nenhuma de suas pinturas ficou na cidade. O Vermeer Centrum, na Voldersgracht, atrás da Markt, preenche esse vazio: mostra reproduções em tamanho real de todas as obras conhecidas do pintor, explica a luz, as cores e a câmara escura que ele pode ter usado, e situa cada quadro na Delft do século XVII. Há a reconstituição de um ateliê e um mapa da cidade com os lugares ligados ao pintor, o que ajuda a entender a caminhada depois. A visita é curta e serve de introdução antes de ver a Moça com o Brinco de Pérola no Mauritshuis, em Den Haag (Haia), e a Vista de Delft, também lá.
Passa por: Vermeer Centrum Delft, Voldersgracht, Markt.
Inclui: Entrada com áudio-guia; ingresso pago à parte. Há ingresso combinado com a Nieuwe Kerk e a Oude Kerk.
Dica: O prédio fica onde era a guilda de São Lucas, à qual Vermeer pertencia. Visite o Mauritshuis no dia seguinte, com os quadros originais ainda frescos na memória.
Melhor época: O ano inteiro.
Passeio de barco pelos canais de Delft
Sai de Koornmarkt, centro de Delft a pé cerca de 50 minutos tarde fácil
Os barcos de passeio saem do Koornmarkt, canal largo a poucos passos da Markt, e percorrem em cerca de 50 minutos os canais do centro de Delft, passando sob pontes baixas, pelo Oude Delft e pela Oostpoort. O guia conta a história da cidade, de Vermeer e da cerâmica azul enquanto o barco anda devagar entre as fachadas. Os barcos têm teto de vidro que abre em dia de sol e fecha na chuva. A temporada vai, em geral, de abril a outubro; fora dela o serviço regular não opera. É um bom descanso para as pernas no fim da caminhada e dá outro ângulo das casas, que foram feitas para ser vistas da água.
Passa por: Koornmarkt, Oude Delft, Oostpoort.
Inclui: Passeio de barco com guia; ingresso pago à parte, vendido no quiosque do Koornmarkt ou no site.
Dica: Em dias de verão, o barco da tarde costuma lotar; passe no quiosque de manhã e garanta o horário. Leve agasalho: na água o vento é mais frio.
Melhor época: Abril a outubro, temporada regular dos barcos.
De bicicleta de Haia a Delft pelo canal Vliet
Sai de Den Haag Centraal ou Den Haag HS bicicleta meio dia (cerca de 10 km por trecho) manhã moderada
Para quem pedala com segurança, o caminho entre Den Haag (Haia) e Delft é um bom primeiro passeio de bicicleta na Holanda: cerca de 10 quilômetros plano, quase todo em ciclovia separada, acompanhando o canal Delftsche Vliet. Saia da estação Den Haag HS, cruze o túnel de bicicletas e siga por Rijswijk até a margem do canal; a partir dali é só seguir a água, com barcos, casas-flutuantes e um moinho na entrada de Delft. A chegada é pela Oostpoort, a porta medieval. Depois de andar por Delft, volte pelo mesmo caminho ou devolva a bicicleta na estação Delft e pegue o trem, o que é permitido com a OV-fiets. Nas estações há bicicletas de aluguel da NS (OV-fiets) para quem tem cartão OV-chipkaart pessoal; sem ele, use as lojas de aluguel perto das estações.
Passa por: Den Haag HS, Delftsche Vliet, Rijswijk, Oostpoort, estação Delft.
Inclui: Passeio por conta própria; aluguel de bicicleta pago à parte.
Dica: Alugue bicicleta com freio de mão se não estiver acostumado ao freio de pedal (contrapedal). Nas ciclovias, mantenha a direita e sinalize com o braço. Em dia de vento forte, faça a volta de trem.
Melhor época: Abril a outubro; evite dias de chuva e vento forte.
Louwman Museum, carros antigos
Sai de Den Haag Centraal ônibus, cerca de 15 minutos cerca de 2 horas e meia tarde fácil
O Louwman Museum guarda cerca de 275 automóveis e outros veículos de uma coleção particular começada em 1934, num prédio de tijolos com telhado alto desenhado pelo americano Michael Graves, na beira da autoestrada A44 e do Haagse Bos. É considerado um dos maiores conjuntos de carros anteriores a 1910 do mundo, com um Spyker de 1903 entre as peças antigas. A exposição segue a história do automóvel: carruagens a vapor, os primeiros Benz e Ford, carros de corrida, modelos de luxo dos anos 1930, carros de cinema e de famílias reais. Há também cartazes, troféus e arte ligada à mobilidade. É um programa para quem gosta de carros, mas as salas são espaçosas e agradam famílias.
Passa por: Louwman Museum, Leidsestraatweg, Haagse Bos.
Inclui: Entrada no museu; ingresso pago à parte.
Dica: O museu costuma fechar às segundas-feiras. Combine com uma caminhada no Haagse Bos, que fica ao lado, até o Huis ten Bosch.
Melhor época: O ano inteiro.
Haagse Bos, Huis ten Bosch e Westbroekpark
Sai de Den Haag Centraal a pé e bonde cerca de 3 horas manhã fácil
O Haagse Bos é a mata que começa logo atrás da estação Den Haag Centraal e segue por quilômetros, com trilhas largas entre carvalhos e faias e lagos no meio. No fundo dela fica o Huis ten Bosch, o palácio onde mora a família real; não abre ao público, mas a fachada se vê pelo portão, do lado do Bezuidenhoutseweg. Do outro lado da cidade, a caminho de Scheveningen, o Westbroekpark é um parque inglês com um grande roseiral, o Rosarium, com milhares de roseiras que costumam florir de junho a setembro, além de gramados, um lago com barcos a pedal no verão e um café com terraço. Os dois são a cara verde de Den Haag (Haia), uma cidade com muitas árvores entre as dunas e os canais.
Passa por: Haagse Bos, Huis ten Bosch, Westbroekpark, Rosarium.
Inclui: Passeio livre; parques abertos sem cobrança.
Dica: Faça o Haagse Bos de manhã, saindo direto da estação, e o Westbroekpark à tarde, na ida para a praia de Scheveningen, pelo bonde 9. No outono a mata fica amarela e vermelha.
Melhor época: Junho a setembro para as rosas; outubro para as cores do outono.
Bate-volta a Leiden: Rijksmuseum van Oudheden, Hortus e canais
Sai de Den Haag Centraal trem NS, cerca de 12 minutos dia inteiro, cerca de 8 horas dia inteiro fácil
Leiden fica a cerca de 12 minutos de Intercity de Den Haag (Haia) e é a cidade da universidade mais antiga do país, de 1575. O eixo do passeio é o Rapenburg, canal largo com casas de professores e prédios da universidade. Ali fica o Rijksmuseum van Oudheden, o museu nacional de arqueologia, com múmias e sarcófagos egípcios, peças gregas, etruscas e romanas e a arqueologia dos Países Baixos. Em frente está o Hortus botanicus, o jardim botânico mais antigo da Holanda, com estufas, o jardim reconstituído de Clusius, que trouxe as tulipas para o país, e um jardim japonês. Suba a Burcht, fortificação circular num morro artificial, para ver os telhados, e passe pela Pieterskerk, igreja ligada aos peregrinos do Mayflower, que viveram em Leiden antes de ir para a América. A cidade natal de Rembrandt tem ainda mercado às quartas e sábados ao longo dos canais.
Passa por: Leiden Centraal, Rapenburg, Rijksmuseum van Oudheden, Hortus botanicus Leiden, Burcht van Leiden, Pieterskerk.
Inclui: Dia por conta própria; trem, museu e jardim pagos à parte.
Dica: Vá de Den Haag Centraal e desça em Leiden Centraal: o centro fica a 10 minutos a pé. Aos sábados o mercado toma as margens do Nieuwe Rijn.
Melhor época: Abril a outubro para o Hortus; o museu, o ano inteiro.