O Rupununi é a grande savana do sul da Guiana, uma planície de capim, cupinzeiros e matas de beira de rio entre as montanhas, que continua do outro lado da fronteira nos campos de Roraima. Lethem, a capital da região, fica na margem do rio Tacutu, de frente para Bonfim, no Brasil, e as duas cidades são ligadas por uma ponte. É a porta de entrada mais curta para quem vem do Brasil por terra.
A paisagem é de horizontes largos. Ao sul e a leste de Lethem, as montanhas Kanuku sobem a mais de mil metros, cobertas de floresta, e dividem o Rupununi em norte e sul. Delas descem riachos que formam cachoeiras como a de Moco-Moco e a de Kumu, procuradas para banho. O rio Rupununi, que nasce nas Kanuku e corre para o rio Essequibo, atravessa lagoas e matas onde vivem ariranhas, jacarés, o pirarucu e uma grande variedade de aves.
A savana é terra dos povos indígenas makushi, ao norte, e wapishana, ao sul, que vivem em aldeias como St. Ignatius, Annai e Surama, algumas com pousadas comunitárias e guias. Há também ranchos de gado, com vaqueiros a cavalo, herança do tempo em que as boiadas cruzavam a savana; no fim de semana da Páscoa, o rodeio de Lethem reúne gente da Guiana e de Roraima.
Para o brasileiro, o Rupununi é a parte mais próxima da Guiana: em Lethem se ouve português nas lojas, e o relógio é o mesmo de Roraima, uma hora a menos que Brasília. A língua oficial é o inglês e os carros andam pela esquerda. O brasileiro entra na Guiana com o passaporte válido. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar. A vacina contra a febre amarela costuma ser exigida na entrada para quem vem do Brasil; confirme antes de viajar.
Este roteiro tem 1 cidade: Lethem.