Georgetown é a capital da Guiana e fica na margem direita da foz do rio Demerara, de frente para o Atlântico. A cidade foi traçada pelos holandeses e crescida pelos ingleses, e boa parte dela está abaixo do nível da maré alta: um muro de proteção, o Sea Wall, segura o mar, e canais com comportas, os kokers, drenam as ruas. Avenidas largas com canteiros centrais, que já foram canais, cortam bairros de casas de madeira brancas sobre pilotis, com janelas venezianas e varandas.
O centro se percorre a pé. A Catedral de São Jorge, de madeira e com 43,5 metros de altura, domina o bairro de Cummingsburg. Perto dela ficam o Museu Nacional, o Museu Walter Roth de antropologia e os Promenade Gardens. Na beira do rio, o Stabroek Market, de ferro e com uma torre de relógio, reúne bancas de peixe, frutas, temperos e artesanato, e ao lado fica o Parlamento, de 1834. No leste, o Jardim Botânico tem lagos com peixes-boi, e o National Park é o lugar das caminhadas no fim de tarde.
A Guiana fala inglês, mas nas ruas se ouve o crioulo guianense, e a cozinha mistura heranças indianas, africanas, chinesas, portuguesas e indígenas: pepperpot, cook-up rice, roti com curry e o metemgee. O dinheiro é o dólar guianense. O relógio fica uma hora atrás de Brasília, e os carros andam pela esquerda, como na Inglaterra.
Para o brasileiro, Georgetown é a porta de entrada do país e a base para os passeios ao interior, como o voo em avião pequeno até as Cataratas Kaieteur. A vacina contra a febre amarela costuma ser exigida na entrada para quem vem do Brasil; confirme antes de viajar.
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