Saint-Laurent-du-Maroni fica no extremo oeste da Guiana Francesa, na margem direita do rio Maroni, que faz a divisa com o Suriname. É a segunda cidade mais populosa do território e a porta de entrada do oeste guianense. Do outro lado do rio, a poucos minutos de piroga, fica a cidade surinamesa de Albina.
A cidade nasceu em 1858 como centro do bagne, o sistema de presídios da Guiana Francesa: todos os condenados que chegavam da França desembarcavam ali e eram distribuídos pelos outros campos. O Camp de la Transportation, com suas celas, pátios e muros, foi restaurado e hoje recebe visitas guiadas e abriga um centro de interpretação sobre a história do presídio. Em volta, o bairro oficial, de prédios coloniais de tijolo e madeira, guarda a prefeitura, a igreja e as casas dos antigos funcionários.
O rio é a outra metade da cidade. Pirogas de madeira, longas e estreitas, fazem a travessia para Albina e sobem o Maroni rumo às aldeias indígenas e às comunidades bushinengues, descendentes de africanos escravizados que fugiram das plantações e formaram povos próprios na floresta. Passeios de piroga de meio dia ou de vários dias saem da beira do rio.
Para o brasileiro, Saint-Laurent é uma cidade de mistura: ouve-se francês, crioulo, línguas bushinengues, sranan tongo e também português. O fuso é o mesmo de Brasília, a moeda é o euro e o clima é quente e úmido o ano todo. A vacina contra a febre amarela costuma ser exigida na entrada da Guiana Francesa; confirme antes de viajar.
Este roteiro tem 1 cidade: Saint-Laurent-du-Maroni.